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A vitória bambista

16 de fevereiro de 2013 0

“Não é o grito da águia que leva a nação azul
e branca a segui-la é o seu vôo”.(anônimo)

Ao analisar preteritamente o enredo dos Bambas da Orgia, afirmei que poderia ser resumido no título:MAJESTOSA, ALTANEIRA, MINHA ÁGUIA MINHA PAIXÃO eis que partiam da afirmação, qualificaram a trajetória e alcançaram o objetivo pela emoção. Este último refere explicitamente o chão da escola que ignorou a chuva, pista escorregadia e fez carnaval como nos velhos tempos.

Lembro que ao final da análise escrevi: “O carnavalesco Guaracy Feijó e o pesquisador Sergio Peixoto, são experientes e sabem superar eventuais dificuldades não inventando e sim sendo simples, mas objetivos ao encontro do que pedem os quesitos. Em 1991 os Bambas apresentaram o enredo “Tributo a águia num cenário azul e branco” obtendo 3º lugar. Comparando os dois enredos concluo não se tratar de reedição.”. Aduzo ainda a equipe da Direção de carnaval e segura coordenação de Alas.

Ora, a Escola no desfile da sexta-feira cumpriu com o seu dever de dar o seu melhor e pontear a liderança do dia, jogando a responsabilidade aos avaliadores. Quem pensou o carnaval do Bambas o fez com inteligência. O presidente Cleomar ao dizer que o objetivo era voltar no sábado das campeãs, jamais descartou a busca do título, até porque nenhuma entidade imagina não vencer eis que protagonistas em competição.Foi o Ronaldinho bebendo água junto ao Rogério Ceni para em seguida sair desmarcado e dar passe para o gol.Afirmando depois que foi mero acaso.

Digo que desfilou com o Regulamento e Manual dos Avaliadores sob o braço, sob inspiração espiritual de Ariovaldo Paz. Se os os avaliadores assim não o fizeram , a leitura atenta da justificativa é que que vai dizer o porque. Não vou cometer o equívoco de criticá-los antecipadamente sem acesso aquelas.PONTO.

Quando o samba entoa o minuano divinal a me levar estava a dizer que da Europa a Águia iria sobrevoar o Sul curando no sentido de proteção aos que estão sob suas asas, dizendo-lhes que o caminho deve ser reto e justo para ser perfeito. A bela harmonia musical com o jovem Ananias puxando e bem, o melodioso samba de forte refrão, tinha na cadenciada e temperada bateria do Biskuim instrumentos leves a frente e graves ao fundo, sem contar o bom gosto no vestir homenageando a Velha Guarda da Portela, guardando o sábio ensinamento que pesadas fantasias retiram a mobilidade dos movimentos dos ritmistas, que além de tocar precisam cantar.

Logo, a roupagem se mostrou correta ao tema e registrando desnecessidade de exageradas coreografias para cumprir a função de Coração da Escola que é a Bateria, tão importante quanto aquele órgão o é para o ser humano. Destaco por fim a valorização dos talentos locais que exemplifico no puxador e diretor de bateria, especialmente, bem como o retorno da Porta-Estandarte Shaiene, que somados exibem a presença do chão da escola referido ao início. Ademais, a trajetória da Águia dos Bambas, lembrou lição do Fernando Pamplona:Vamos tirar da cabeça o que não temos no bolso.

Pergunto : Qual a parte mais expressiva da Águia ?

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