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Análise de Enredos - Imperatriz Dona Leopoldina

02 de fevereiro de 2013 0

OPARÁ- O Velho Chico! Crenças, Mitos e Lendas

“O Rio São Francisco é orgulho nacional e merece ser eternamente cantado em prosa e verso com o fez a Estação Primeira de Mangueira em 1987, com No Reino das Palavras- Carlos Drummond de Andrade,cujo samba em certo trecho assim soava, referindo o velho Chico:

Olha as carrancas
Do rio são francisco
Rema rema remador
Primavera vem chegando
Inspirando o amor
O rio toma conta do sambista
Como o artista imaginou

Na ilusão dos meus sonhos, achei
O elefante que eu imaginei

Por isto faz bem a laranja ao dizer que em face do orgulho ergue sua bandeira. Filio-me a corrente que diz não existir temas esgotados e sim diversas formas de olhar. Até porque não basta ver, tem que enxergar como a Imperatriz pretende mostrar neste carnaval este rico tema que trata do Rio que é Santo. A lenda ensinou que Iati ao chorar fez verter de suas lágrimas o nascimento de OPARÁ e, no leito deste rio de lágrimas brotam mitos, tradições, costumes e riquezas sob a trilha sonora do bonito samba da Imperatriz. Como anteriormente já manifestei costumo explorar o samba para análise do enredo, não só porque ele é a síntese do enredo, mas especialmente, por ser a primeira presença viva do desfile projetado. Espécie de visão antecipada. Mas voltando a leitura do enredo encontramos a lua como testemunha do amor da índia, mãe do rio mar. Água doce diz com Mãe Oxum. Salgada com Yemanja. Ambas gostam de flores e perfumes. Foi Américo Vespúcio que escolheu o nome do Rio São Francisco, com intuito de abençoar as muitas formas de vidas ao longo de seu percurso, pois o Santo batizaria por suas águas. Colonização observada pela miscigenação, compreendida no sangue negro, índio e português . O Lampião é fruto das etnias citadas, mas também esteve em busca de riqueza e ambição. A Imperatriz geralmente com desfile compacto possui surpresas desde o Carro Abre-Alas, Comissão de Frente e Alegorias bem acabadas pode fazer o desfile do Grande Rio São Francisco em águas alaranjadas em ritmo de festa sobre barcos, que não temem assombrações e lendas do velho Rio-Mar.O tema exige boa plástica visual, por meio de fantasias e alegorias. Ala de Convidados e Velha Guarda podem sublinhar e abençoar a poesia do enredo com criativas vestimentas bem integradas ao tema.”

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