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Análise de Enredos: Restinga

08 de janeiro de 2013 2

O comentarista da Gaúcha, Antônio Carlos Côrtes, comenta hoje sobre o enredo do Estado Maior da Restinga, que tenta o tricampeonato no Carnaval 2013. Confira:

“No carnaval 2011, a Escola de Samba Vai-Vai, de São Paulo, prestou homenagem à vida do pianista e maestro João Carlos Martins. O enredo da Vai-Vai conduziu o clássico ao encontro do povo. À época, com 71 anos, João Carlos Martins já se constituía em grande promotor da obra musical de Johann Sebastian Bach. João Carlos deixou de tocar piano por problemas nos nervos das mãos, perdendo, por isso, parte dos movimentos, mas não se deixou vencer e passou a dedicar-se à regência e a projetos sociais.

Quem sabe em busca de trilogia, no carnaval 2013, a Estado Maior da Restinga apresenta enredo que expressa a própria trajetória no carnaval de Porto Alegre, por ter uma história de superações. Comunidade pobre, mas rica no potencial de seu povo, entoa em com voz alta “adversidades não vão nos deter”. Como guerreiros afirmam que jamais desistirão do sonho de sempre querer vencer.
“Acorde dissonante”, na letra do enredo, não tem como fugir do que ensina a música, eis que consiste em acréscimo de notas básicas para sutilmente alterar a tonalidade, embelezando a melodia.
Ao trazer à baila que “o piano com saudades da sua mão/linda melodia que compõe um lutador/e a batuta do maestro rege a superação”, está traduzindo em versos o pianista e maestro referido no início desta partitura, ou melhor, do início do texto.
Ainda que a palavra saudade, originária do latim, solitas, solitatis não comporte plural, isso não prejudica o bom conjunto da obra. O enredo tem tudo para emocionar e tremer a Passarela Carlos Roxo Barcellos. E, isso me basta. A forma definitiva do tema enredo ganha luzes ao final: “Tinga teu povo te ama, te aclama/ Essa é a tua história, tens a chama da vitória/a força de uma escola, que nunca irá se curvar/Que não se rende e vai lutar.” Anda bem a Estado Maior ao carnavalizar rico tema.”

Comentários (2)

  • Ana Maria de Lima diz: 9 de janeiro de 2013

    Desculpe mas parece mais um comentário sobre o samba do que sobre a sinopse…. O colunista não poderia esboçar o que a escola vai apresentar na avenida, setores, alegorias, etc??
    Obrigado

  • Antônio Carlos Côrtes diz: 11 de janeiro de 2013

    Sou reconhecido a valiosa e respeitosa contribuição. Tens razão em parte Ana Maria Lima. É que antecipadamente observo, imaginando, o desfile pelo que narra o samba-enredo, o qual obrigatoriamente registra as principais passagens do tema-enredo. Só no desfile da avenida é que poderemos aquilatar a totalidade do aproveitamento de argumento, adequação etc…Parto do princípio por exemplo, que a forma mais didática de armar desfile da escola é pelo que informa o samba-enredo, claro que respeitando o organograma. A inventividade do carnavalesco causa agradáveis surpresas que a boa técnica recomenda ao comunicador preservar para a beleza do espetáculo. Grande abraço e obrigado pelo prestigio da leitura e comentário.
    Antônio Carlos Côrtes

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