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Ao som do samba - Antônio Carlos Côrtes

14 de fevereiro de 2012 0

A POLITIZAÇÃO DO CARNAVAL

“A vida é uma festa e a festa é nossa” (Rubens Confete)

A União da Vila do IAPI, no carnaval 2007, falou da América. Inevitável a comparação com o enredo vencedor da Vila Isabel do RJ em
2006. A história faz bem a todos em termos de nos embeberar cultura. O soldado Simón Bolívar, nasceu em 1783 e morreu em 1830. Foi líder nas guerras de independência dos países hispânicos sul-americanos, jurando libertar a América, integrou movimento das repúblicas
sul-americanas.

Garantiu a independência da Colômbia em luta com os espanhóis, bem como da Venezuela. Com o exército se dirigiu ao Equador e de lá expulsou os espanhóis em Quito. No mesmo sentido agiu no Peru. Uma vez assegurada à independência da América de língua espanhola, foi Presidente da Confederação da Grande Colômbia, integrada por Venezuela, Colômbia, Equador e Panamá.

Este um pequeno resumo da vida deste libertador da América, homenageado no enredo da Unidos de Vila Isabel no carnaval do Rio de Janeiro em 2006. Não há forma mais didática de ensinar a história aos povos que um bem estruturado Enredo de carnaval.

A Vila Isabel, carnavalizou por meio do “Soy Loco por ti América” um belo enredo. Quando o Mercosul fica apenas na retórica de discursos ocos a Vila feliz da Vida pregou a integração pela unidade. Foi além, ensinou quem foi Simón Bolívar e a cultura dos povos da América.

No domingo de carnaval assisti ao vivo, lá na Sapucaí o que a televisão não consegue mostrar: A emoção do público, cantando,
sambando e aplaudindo em pé ao gritar entusiasticamente no final é campeã!. É campeã!. É campeã.

Mas o carnavalesco da Vila o Alexandre Louzada, queria mais emoção e adrenalina pura: quando o carro alegórico em que estava o gigante do Simón Bolívar, foi passar sob o braço de concreto que se projeta sobre a Sapucaí, parecia que iria colidir eis que aquele era mais alto cerca de meio metro, porém o Simon Bolívar inclina a cabeça à frente olhando o próprio peito, e é leve e, suavemente rebaixado no tronco, assim passa pelo obstáculo que ameaçava degolá-lo.

Altivo faz um meneio de cabeça e segue a desfilar, para aquilo que fora conquistado. Arrancou um oh! do público do setor 3 e adjacências da praça da apoteose, que em seguida rompeu em frenético aplauso. Enfim, a Vila ensinou história e difundiu a ousadia da politização
pelo carnaval, provocando o ressurgimento da identidade latina que ainda busca o seu verdadeiro caminho. Ah! Joãozinho 30 assinou no
canto da tela, hoje saudosa memória.

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