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Ao som do samba - Antônio Carlos Côrtes

24 de fevereiro de 2012 0

QUANDO O RÁDIO SUPERA A TELEVISÃO

“Ficam vocês encarregados de fazer esse País dar certo! Façam, mas sem copiar ninguém. Usem as potencialidades do nosso povo, que são imensas! Somos uma civilização tropical, mestiça, mas sobretudo humana” (Darcy Ribeiro)

Em recente jogo da Seleção Brasileira de Futebol no Norte do Brasil, ao que lembro no Pará, durante a execução do nosso Hino Nacional por ajustes ao horário de televisão a Banda tocou de forma compacta o símbolo maior da pátria depois da Bandeira. Isto é lá pelas tantas
parou de súbito a execução na metade da música. Foi o bastante para aquele público de mais de 40 mil pessoas continuasse a cantar a pleno pulmões à capela na íntegra nosso bonito e melodioso hino.

Confesso que fico arrepiado até no momento em que escrevo este texto e imagino que o mesmo aconteça a você que me lê. Não preciso dizer que chorei e, a emoção, recomendou ingerir rapidamente o medicamento para regular a pressão. Que exemplo de amor a pátria. Mandaram as favas os patrocínios e compromissos de protocolos oficiais. Ousaram e aplaudo com orgulho este procedimento.
Tudo isto para dizer que fiquei novamente arrepiado e fui às lágrimas ao ouvir pelas ondas da nossa Rádio Gaúcha 72 mil pessoas na Passarela Darcy Ribeiro, (no último dia 17 do corrente mês completaram 15 anos que este grande brasileiro nos deixou), cantando o Samba-Enredo da Estação Primeira de Mangueira, mais uma vez à capela, isto é sem nenhum acompanhamento ou sonorização. Que espetáculo maravilhoso. Que coragem do Ivo Meirelles.

A Gaúcha percebendo aquele momento raro deixou seus microfones abertos para captar o som do coral do povo. Lindo. Ninguém piou.
Faceiro, no outro dia fui assistir pela televisão o compacto dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, esperando novamente
ver aquele fato mais importante deste carnaval. Saí frustrado, pois o casal de apresentadores da Rede Globo e quem os dirigiam não tiveram a sensibilidade da Gaúcha, e passaram o tempo todo, falando, falando, falando e, procurando explicar o porquê o som e a bateria parou.

Em situações como esta fica comprovada porque o Rádio jamais será superado pela televisão. Viva o bom e velho Rádio.

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