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Comissão de Frente Quesito

28 de março de 2012 0

Antônio Carlos Côrtes

Em nosso carnaval a fantasia é o espelho da alma alegre do povo que canta e brinca  mundo de sonho.
Sua origem tem inspiração nos ranchos e grandes sociedades. Logo, nada diz ao samba propriamente dito. A tradição ao longo dos anos tem respeitado e mantido sua manutenção.

Em 1932 a Escola de Samba carioca Vizinha Faladeira desfilou Comissão de Frente montada a cavalo. Desnecessário dizer que foi desclassificada. No ano de 1960 os integrantes vinham de terno (paletó, colete e calça), sem nenhuma conotação ao enredo.  Em 1965, o Salgueiro de Arlindo Rodrigues e Fernando Pamplona exibiu Comissão de Frente com 20 homens vestidos de burrinhas no enredo História do Carnaval Carioca.

A partir daquele momento os gestores do carnaval carioca decidiram que sua presença tinha que ter respeitabilidade. O tempo tatuador da alma carnavalesca tratou de torná-las dentro do enredo proposto, portanto fantasiadas pelo que passaram a ser avaliadas com subquesitos de adequação, elegância, sincronismo de coreografia e conexão ao todo da escola.

O importante também é a criatividade apresentada pelo conjunto que a integram. Assim, como defendo alteração de regulamento que desobrigue apresentação de Porta-Bandeira e Mestre-Sala aos avaliadores e sim estes observarem como se apresentam ao público, o mesmo raciocínio aplico as Comissões de Frente. O principal argumento que alinho e no sentido de que o Regulamento não pode gessar os elementos desfilantes. Entretanto penso ser desnecessária a presença ao lado ou à frente, do coreografo (a) responsável por ela.

Hoje no Rio de Janeiro a Comissão de Frente da Tijuca, faz apresentações solos por todo o país e exterior.  Ganhando em dólar e euro. Isto é profissionalização. Por todo o exposto reconsiderando posicionamento anterior, hoje sou favorável que passe a ser quesito em benefício da beleza do espetáculo.

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