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Ao som do samba - Antônio Carlos Côrtes

30 de janeiro de 2012 0

O MAIOR ESPETÁCULO DA TELA

Ao final do ano carnavalesco registro na memória definitiva o que me marcou independentemente de resultado. Foi assim em 1988 com a Vila Isabel-RJ “KIZOMBA FESTA DE UMA RAÇA”, Bambas da Orgia em “FESTA DE BATUQUE”, sob a batuta do grande carnavalesco Álvaro Machado.

Pois 2011 registram em meu disco rígido a assunção ao palco eterno do meu conhecido, pois não sei se posso dizer amigo, sem abusar de quem, hoje, não pode mais se defender, parafraseando o que ensina Antonio Hohfeldt, falo de CARLOS MEDINA e, em sua homenagem pela bela trajetória em todas as escolas que brilhou, trago a colação, com certeza, não com o brilho do Vinicius Brito, pois imelhorável sua oração, mas fico na cor-vermelha-e-branca-sua-paixão maior, buscando o ritmo à altura do seu enorme talento em viagem pelos Acadêmicos do Salgueiro, em forma de agradecimento por ter existido entre nós.

Recordo que o desfile que a Academia efetuou no sábado das campeãs, foi lindo. Os transtornos que a conduziram ao 5º lugar, por ter estourado o tempo de apresentação em 10 minutos no desfile oficial não interessam. Lá estavam os carros do King-Kong e do Oscar. Madame Satã deu show levantando e colhendo entusiasmados aplausos da platéia.

A Furiosa Bateria fez bip-pop. O enredo não patrocinado O RIO NO CINEMA do Renato Lage, cujo conjunto da obra se eleva ao patamar de grande carnavalesco, contemporâneo, eis que ao longo de 33 disputas, foicampeão em seis, sendo um no acesso (2009), foi fantástico. Basta ouvir com atenção o samba enredo para ser conduzido ao mundo do sonho e da fantasia- é lugar comum? É. Mas não encontro algo melhor para descrever o que vi e senti. Vou adiante reproduzir a letra e sugerir que o leitor feche os olhos e ouça o belo samba dos inspirados compositores Dudu Botelho/Miudinho/Anderson Benson e Luiz Pião: “Salgueiro/Apresenta o Rio no cinema/Já não há mais lugar pra nos ver na passarela/Cada um é um astro que entra em cena/ No maior espetáculo da tela/A Cinelândia reencontrar/ A luz se apaga, acende a vida/Projeta sonhos na avenida/A terra em transe mostrou visão singular/ E o tesouro de Atlântida/ Foi abraçado pelo mar/Onde está? Diz aí/Carlota Joaquina veio descobrir/Na busca o bonde da Lapa, Madame Satã/ Pequena Notável requebra até de manhã/Em um simples instante/ Orfeu vence as dores em som dissonante/ E as cordas do seu violão/Silenciam para o amanhecer/Brilha o sol de ma dia de verão/Salta aos olhos outra dimensão/Revoada risca o céu e faz/Amigos alados canto de paz/ Maneiro, deu a louca em Copacabana/ Vi beijo do homem na Mulher-aranha/ E o King-Kong no relógio da Central/Meu Salgueiro o “Oscar” sempre é da Academia/ Toca o “ bip-bop”, Furiosa Bateria/ aqui tudo acaba em carnaval/ O cenário é perfeito/De braços abertos sobre a Guanabara/ O filme mostrou maravilhosa chanchada/Sob a direção do Redentor.”

Uma nuvem branca e avermelhada pelo sol espiritual do Guaíba desenha no espelho d’água o sorriso do Mestre Carlos Medina.

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