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Crise: Cinco diretores do Sintraseb renunciam aos cargos

02 de março de 2012 2

O pedido de renúncia foi protocolado dia 28 de fevereiro. Cinco diretores do Sindicato Único dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Blumenau (Sintraseb) deixaram os cargos por considerar que houve “descumprimento de acordos políticos-sindicais que resultaram na formação da chapa eleita em 2009″. O blog teve acesso ao texto da renúncia. Leia abaixo a nota assinada pelos seguintes diretores: Gibson Rebello, Valdir de Amorim, Evandro André, Jacira Madruga e Luiz Carlos da Silva.

Considerando o não encaminhamento das decisões da Diretoria Colegiada da reunião de 12 de dezembro de 2011
Considerando a não apuração das denúncias apresentadas nesta mesma reunião
Considerando a não prestação de contas por parte da coordenadora-geral das despesas realizadas a título de fundo-fixo
Considerando a não apresentação de nenhuma defesa a estas denúncias
Considerando o não encaminhamento do rodízio na coordenação-geral e dos diretores liberados proposto desde a formação da chapa Sindicato é pra Lutar
Considerando a aparelhamento da entidade com fins eleitorais
Considerando a não apresentação no III Congresso do Sintraseb das propostas de alterações estatutárias defendidas pela chapa Sindicato é pra Lutar
Considerando a falta de unidade no âmbito da diretoria colegiada
Considerando a ausência de discussão na diretoria colegiada sobre as ações de avaliação por desempenho
Considerando o não posicionamento da diretoria colegiada à respeito das ações da avaliação por desempenho
E, finalmente, considerando errado o encaminhamento dado pela assembleia do dia 16 de fevereiro referente às ações da avaliação por desempenho
Nós, abaixoassinados, renunciamos nesta data ao mandato na diretoria colegiada do Sintraseb em caráter definitivo e irrevogável

Comentários (2)

  • Everaldo Becker diz: 5 de março de 2012

    Li atentamente os termos que fundamentam o pedido de renuncia. Não duvido da honra e seriedade das pessoas que estão dirigindo o sindicato atualmente. Também tenho conhecimento de que há indícios de que foram adotadas medidas jurídicas cabíveis ao caso em apreço A carta de renuncia trata de denuncias. Não podemos esquecer que a lógica dó direito no Brasil, versa no sentido de que quem acusa deve provar, ou seja, os diretores que se demitiram é quem devem provar as denuncias que dizem ter feito, do contrario, estaremos sujeitos a aportar no campo da calunia sem fundamento. Quanto à prestação de contas esta, antes de qualquer outra coisa, é uma atribuição da diretoria financeira, e seu diretor. Neste sentido, antes que qualquer acusação seja feita, é importante saber se algum membro do grupo que renunciou, tinha a competência de gerir, como diretor, as finanças do sindicato. Em caso afirmativo, o mesmo, em tese, estaria denunciando a si próprio, pois quem deixou de prestar contas, em primeira instancia, foi ele, ou no mínimo não zelou pelas suas atribuições.
    Everaldo Becker

  • Sueli Silvia Adriano diz: 8 de março de 2012

    Vamos aos fatos: Quanto às decisões tomadas na reunião do dia doze de dezembro esclareceu que a ata desta ainda não fora apresentada na diretoria para aprovação, e o responsável por esta foi o senhor Gibson e que os encaminhamentos tomados por parte da diretoria, feriu o artigo 23 do Estatuto e fora mantido o grupo liberado com uma liminar emitida em vinte e cinco de dezembro, pela juiz de plantão; Viviane . b) todas as denúncias apresentadas nesta reunião, para serem apuradas, deverão constar na ata para que possam ser apuradas; c) todas as despesas com fundo fixo estão lançadas no caixa, falta apenas a conferência do diretor financeiro; d) Não se pode apresentar defesa, daquilo que não está oficializado; e) Não houve discussão sobre rodízio na coordenação geral e sim apontou-se a necessidade de avaliar toda a gestão e encaminhar as trocas se necessário, mas que esta avaliação seria feita em fevereiro deste ano e não em dezembro como foi apresentada de forma traiçoeira e sem debate; f) O item que trata o grupo sobre aparelhamento com fins eleitorais, deverá ser questionado aos renunciantes do que se trata, pois que provas tem sobre isso?; g) Esclareceu a coordenadora e dos demais membros que participaram das discussões em três reuniões sobre a reforma estatutária, que os renunciantes foram convocados para o debate e a construção de um novo estatuto, mas não compareceram em nenhuma delas, muito menos enviaram propostas por e-mail, conforme fora solicitado; h) A unidade se faz no debate, mesmo tendo divergências no grupo e isso não ocorreu por terem interesses fora do âmbito sindical; i) Desde de que o grupo assumiu a entidade o assessor jurídico Dr. Antonio Marchiori esclareceu a ação, fora publicado em informativos e se construiu conjuntamente em assembleia no dia 13/10/11 e no dia 19/12/12 os caminhos a serem percorridos com a mesma, sem contar as inúmeras vezes que o tema entrou na pauta das reuniões da diretoria; J) A diretoria teve o posicionamento da assembleia geral do dia 16/02 que é soberana: rejeitar a proposta do Executivo, por entender que é injusta.
    Para conhecimento de todos, o conselho fiscal e conselho deliberativo da entidade está tomando todas as providências, mesmo sem ter em mãos, denuncias oficiais. Foi instalada uma comissão de ética, que deve publicar parecer nos próximos dias, sobre toda a fiscalizados das contas e dos fatos ocorridos.

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