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Posts de agosto 2013

Vitória magrinha, mas são três pontos na conta

31 de agosto de 2013 17

Viva o Betão! Foi nosso melhor articulador n0 1 a 0 magrinho sobre a Ponte Preta, na Arena. A barbeiragem do zagueiro paulista nos garantiu a quinta vitória seguida no Brasileirão, a vice-liderança provisória com 31 pontos. Agora, é secar Cruzeiro, Botafogo e Corinthians no domingo.

Passamos longe do brilhantismo. Pelo contrário, ganhamos no detalhe de um time que vive na zona de rebaixamento e teve um jogador expulso no começo do segundo tempo. Mas vencemos, colocamos três pontos na conta, continuamos somando. Só o bom momento não pode esconder nossas deficiências.

A articulação com três volantes é manca, carece de criatividade. Kleber passou boa parte do jogo voltando para tentar armar, Barcos também ficou muito tempo longe da área. Os alas tentaram, se apresentaram. Mas é um esforço hercúleo para criar um bom lance. Pensei que a entrada de Zé Roberto fosse soltar o time, porém pouco mudou. Zé precisa de ritmo, teve uma retomada tímida.

Falando em Zé, gosto dele, mas deveríamos baixar um decreto para proibi-lo de bater escanteio. Foi bater um para colocar a bola na primeira trave, na cabeça do defensor. Na etapa inicial, quando tivemos mais chances de gol, as principais oportunidades vieram na bola parada – fundamento que dá sinais de melhora. Rhodolfo, Bressan, Barcos e Souza chegaram perto.

O zagueiro Betão fez o que nossos meias e alas não conseguiram. O recuo errado para o goleiro deixou Kleber em condições de marcar o gol solitário. Logo, precisamos aprimorar nossa articulação, ter mais velocidade na execução dos lances, essa dificuldade vai nos complicar daqui a pouco.

Agora, vale destacar nossas virtudes. Mais uma vez o time esteve concentrado, não se desesperou, marcou firme, teve a entrega típica dos gremistas. A defesa segue em bom momento, teve um escorregão, mas neutralizou bem o rival. Dida foi expectador, poderia ter tomado uma dúzia de cafezinhos durante o jogo.

Como dito lá em cima, não fomos brilhantes, mas ganhamos, colocamos três pontos na conta. Faz parte da trajetória de um time que busca algo mais. Na terça-feira é o Goiás, fora de casa. Estamos confiantes, vamos buscar mais três pontinhos para nossa coleção.

 

 

A arrancada precisa continuar

31 de agosto de 2013 3

A arrancada precisa continuar. A chance é hoje, sábado, contra a Ponte Preta. Todos na Arena. Se o Grêmio confirmar a quinta vitória consecutiva no Brasileirão, consolida sua posição no G-4, com grandes chances de buscar os líderes Cruzeiro e Botafogo.

Kleber e Barcos repetem a dupla. Foto: Diego Vara

Kleber e Barcos repetem a dupla. Foto: Diego Vara

A vitória nos leva de 28 para 31 pontos, atual pontuação do Cruzeiro, que encara o Vasco em Minas Gerais. Já o Botafogo, que recebe o São Paulo, soma 29. O Atlético-PR (27) visita o Náutico, enquanto o Corinthians (26) pega o Flamengo em casa. Ou seja: sendo competente, o Grêmio tem boas chances de sair fortalecido da 17ª rodada.

O time é o mesmo que eliminou o Santos e venceu o Flamengo.  Três volantes e três zagueiros, mas com a vantagem de Zé Roberto e Vargas no banco. Se necessário, será possível abrir a equipe e agredir mais.

O jogo merece todos os cuidados. Enfrentar a Ponte, atual 17ª colocada, integrante da zona de rebaixamento, é o típico confronto que causa relaxamento geral e pode terminar em tragédia. Precisamos da mesma seriedade das últimas partidas.

Peço atenção ao ataque da Macaca. William, de passagem apagada pelo Grêmio, volta de lesão. É o artilheiro do Brasil em 2013, dono de 25 gols em 36 jogos. Deixa nossos atacantes com inveja – Barcos tem nove gols em 32 jogos, por exemplo. A fase de William é boa, não costuma perder as chances.

Falando em ataque, está na hora dos nossos homens de frente marcarem. São três partidas de atuações legais, porém sem o principal, o gol. Chegou o dia, Kleber e Barcos! Boa sorte para os dois. Nossa arrancada precisa continuar.

 

Três volantes contra a Ponte

30 de agosto de 2013 37

Zé Roberto pode voltar. Tem chance de atuar no sábado, contra a Ponte Preta na Arena, pelo Brasileirão. Jogo fundamental para nossa pretensão de manter o posto no G-4 e de colar nos líderes. Diante da necessidade de fazer valer o fator local, vale a pena manter os três volantes? Penso que sim.

Souza deixou o seu quarta. Foto: Mauro Vieira

Souza deixou o seu quarta. Foto: Mauro Vieira

O Grêmio vive boa fase, tem quatro vitórias seguidas no Brasileiro, virou pra cima do Santos na Copa do Brasil. Os resultados aparecem: em seis jogos são cinco vitórias, 12 gols marcados e quatro sofridos. A melhor série da temporada. Porém, o jogo de quarta deixou evidente a dificuldade em criar jogadas no esquema com três zagueiros e três volantes. A trinca Souza-Riveros-Ramiro vem bem, mas falta inteligência no toque de bola, a articulação fica truncada, as ações de frente dependem demais das subidas dos alas e das ações dos atacantes.

Zé Roberto poderia resolver o problema. Tem a qualidade necessária. Só que o Grêmio embalou.  Zé lesionou contra o Corinthians, ficou fora de oito jogos, quando somamos um empate, duas derrotas e cinco vitórias. Fica difícil transformá-lo em titular por decreto. O que me faz acreditar que Renato repetirá a escalação contra a Ponte, desta vez com Zé e Vargas no banco. É justo, premia quem deu conta do recado e fica com duas cartadas ofensivas na mão.

Imagino que o Zé entrará no time ao natural, na vaga de Riveros. O gringo foi convocado para seleção paraguaia e ficará de fora contra Goiás e Portuguesa. Mas contra a Ponte, segue o time que vem ganhando. Com Zé e Vargas aquecendo na beira do gramado. É vitória ou vitória.

>> Grêmio sem Zé Roberto
Grêmio 1×1 Inter
Grêmio 0×1 Coritiba
Bahia 0×3 Grêmio
Grêmio 3×1 Cruzeiro
Vasco 2×3 Grêmio
Santos 1×0 Grêmio
Flamengo 0×1 Grêmio
Grêmio 2×0 Santos

O Corinthians não assusta, mas exige respeito

29 de agosto de 2013 18

A Copa do Brasil coloca o atual campeão mundial no caminho do Grêmio. Pegamos o Corinthians nas quartas de final. Assusta enfrentar um clube que empilhou Brasileiro-Libertadores-Mundial-Paulista-Recopa nos últimos anos? Sinceramente, não. Mas exige respeito. Temos time para classificar. Será difícil, mas o time merece nosso voto de confiança.

Tite reencontra o Grêmio. Foto: Ricardo Duarte

O Corinthians de Tite e Alexandre Pato continua sendo uma equipe forte, muito competitiva, experiente e eficiente. Porém, já não apresenta o futebol campeão da América e do Mundo. Perdeu muito com a saída de Paulinho, tem dificuldade em criar chances de gol. Passou magrinho pelo limitadíssimo Luverdense (derrota por 1 a 0 e vitória por 2 a 0), que disputa a Série C do Brasileiro.

Comparando os números de Grêmio e Corinthians na temporada, nós temos 21 vitórias em 46 jogos, eles 24 em 51.  Os paulistas somam 20 empates, contra 10 nossos. E sofreram 31 gols, enquanto nós levamos 43. Os ataques são similares: Corinthians 70, Grêmio 65.

Os números revelam um dado que preocupa: o Corinthians do competente Tite (campeão da Copa do Brasil com o Grêmio) leva poucos gols e perde pouco, o que em mata-mata é decisivo. Logo, teremos de apresentar uma defesa mais competente do que a adversária. Um derrota por 2 a 0, por exemplo, será difícil de reverter.

Quebrar o ferrolho paulista será outro desafio. Teremos de ser mais criativos e letais. Provavelmente, será um confronto de raras oportunidades. As que pintarem, teremos de guardar. Vamos precisar de Barcos, Kleber, Zé Roberto e Vargas em boa forma.

Os números anunciam um confronto equilibrado, digno de clubes que decidiram duas vezes a Copa do Brasil, com um título para cada lado. Confio no Grêmio, na pegada, na simbiose com a torcida, na melhora que o time tem apresentado e ainda vai apresentar. O jogo de ida será no final de setembro. Temos um mês para chegar voando nas quartas de final.

>> Corinthians em 2013
51 jogos
24 vitórias
20 empates
7 derrotas
70 gols marcados
31 gols sofridos

>> Grêmio em 2013
46 jogos
21 vitórias
10 empates
15 derrotas
65 gols marcados
43 gols sofridos

 

 

Acreditamos até o final! E a pontaria foi perfeita

29 de agosto de 2013 44

Claaaassificados! Justinho, com gol no final, quase enfartando, com um Santo Expedito na mão, com a cara do nosso Grêmio. Fizemos o 2 a 0 necessário, viramos pra cima do Santos, estamos nas quartas de final da Copa do Brasil. Agora é o Corinthians.

A exibição na Arena passou longe de ser estupenda, porém o Grêmio não se desesperou, manteve a tranquilidade e a pegada até os minutos finais. Desta vez, a pontaria foi perfeita. As duas chances claras morreram na rede. Ambas de homens mais defensivos (Souza e Werley), que tiveram tranquilidade e precisão para concluir. Werley, por exemplo, finalizou sem esforço, com carinho, como o pai que embala um berço.

Não fomos um vertedouro de criatividade, mas, diferente do que ocorreu na Vila Belmiro, as oportunidades viraram gols. Na verdade, quem teve pontaria zirolha foi o Santos, que rasgou três chances claras, a principal queimada por Gabriel, com a goleira vazia após a lambança do Bressan. O Peixe errou e nos deu sobrevida. Fomos competentes e classificamos.

Voltando à criação, o esquema com três zagueiros e três volantes teve a dificuldade esperada. O Grêmio ficava com a bola, contudo o lance não fluía, o jogo parecia amarrado, o perde e ganha prevalecia. Tanto, que Aranha pouco trabalhou, não chegou a executar uma defesa brilhante. As conclusões bem endereçadas entraram.

Nossa dificuldade em criar acomodou o Santos, que não sofreu um massacre, uma sucessão de chuveirinhos na área, de arremates de média e longa distância. Assim, Barcos – de boa atuação – surpreendeu a todos quando girou feito ponta na marcação e deu o gol ao Souza. No lance redentor de Werley já pressionávamos mais, porém chegamos com lucidez, bola de pé em pé até o destino final, o gol da classificação. Jogada puxada pelo Pará, vale registrar.

Sigo com a dúvida sobre a condição de atacar, de propor o jogo do esquema com três zagueiros e três volantes. Mas isso a gente pensa daqui a pouco. A ordem é degustar a virada, o bom momento do time, os resultados em série, o trabalho do Renato que vai dando resultados. É comemorar, aplaudir nosso Grêmio. Na Ponte Preta, adversário de sábado, a gente começa a pensar na tarde de quinta-feira.

 

Hora de acertar a pontaria

28 de agosto de 2013 12

Chegou o dia de atacar. De amassar o Santos, de abrir pelo menos dois gols de diferença, de seguir adiante na Copa do Brasil. Na Arena, o Grêmio tem o desafio de reverter o 1 a 0 sofrido na Vila Belmiro. Tem time para virar. Mas o ataque precisa colaborar. Não pode perder os gols que tem desperdiçado.

É contigo, Barcos. Foto: Mauro Vieira

É contigo, Barcos. Foto: Mauro Vieira

Hoje, a defesa tricolor deve manter a solidez dos últimos jogos. É proibido levar gol, já que um tento santista nos obriga a marcar três. Lá na frente o ataque tem de, enfim, ser letal.

O torcedor anda desconfiado com a eficiência da dupla Barcos e Kleber. Desconfiança justa, vide os gols perdidos contra Santos e Flamengo. Porém, eles necessitam do nosso apoio. Os dois estão melhorando, conseguem vitória pessoal sobre as defesas, deixaram o desinteresse da Era Luxa para trás.

Muito da classificação vai passar pelo desempenho dos homens de frente. Nosso debate do post anterior,  sobre o uso de Zé Roberto e Vargas como titulares, foi prolongado, já que os dois devem ficar de fora contra o Santos.  A decisão é com o time que tem atuado, com três zagueiros e três volantes. Logo, aposta nos alas e na movimentação do ataque.

Estou curioso para ver esta formação agredir. O Grêmio venceu Vasco e Flamengo esperando o adversário atacar. Agora é diferente. Terá de propor o jogo, de envolver o Santos. Souza, Riveros e Ramiro vão ter a capacidade de criação testada. Acredito no Grêmio. As quatro vitórias seguidas no Brasileirão dão ao time nosso voto de confiança. Temos time para virar!

Como acomodar Zé e Vargas contra o Santos?

27 de agosto de 2013 46

Zé Roberto e Vargas podem ser liberados para enfrentar o Santos. Ótimo, o Grêmio precisa atacar, marcar pelo menos dois gols. Pode ter dois reforços ofensivos. Zé tem nove gols na temporada, Vargas seis. Mas, vale mudar um time que vem de quatro vitórias seguidas no Brasileirão? Sinceramente, tenho dúvidas. Gostaria de ter a opinião dos amigos gremistas.

Zé e Vargas. Foto: Andréa Graiz

Zé e Vargas. Foto: Andréa Graiz

O Grêmio acertou o meio-campo com três volantes, porém ainda é carente de criatividade. Das quatro vitórias seguidas, duas vieram com três zagueiros e três volantes (Vasco e Flamengo), ambas como visitante, esperando o rival atacar. Na Arena, contra o Santos, a dinâmica é outra. O Grêmio vai precisar atacar, abafar o rival, tem de reverter o 1 a 0 sofrido na Vila Belmiro.

Pela lógica, o mais razoável seria escalar Zé Roberto, o cérebro do time. E quem sai? Não sei. E será que o Zé tem condições de suportar 90 minutos? Renato é bem pago para responder as questões. Como o time vem bem, é possível que arrisque os três volantes no começo, com Zé para o abafa final. Tenho dúvidas se é a melhor estratégia.

Já o Vargas acredito que mereça começar no banco mesmo. Vargas tem a velocidade que falta ao Grêmio, é um excelente atacante, tem mais qualidade do que Kleber, porém não aproveita seu talento. Em agosto, quase setembro, segue sendo nosso grande reforço hipotético. Espero que renda mais nos meses finais do seu contrato. Espero que coloque o Kleber ou o Barcos no banco, mas que seja por seu desempenho em campo, não pela grife.

Kleber tem melhorado, ganha ritmo, mobilidade. Ainda tromba e cai demais, mas aproveitou bem a lesão de Vargas. Sacar o Gladiador, agora, poderia desanimá-lo. Precisamos do Kleber em condições de jogo até o final do ano. Eu começaria o jogo de amanhã com ele ao lado de Barcos. Deixaria Vargas aquecendo na beira do gramado. Repito: quero ver o chileno titular, mas com seu próprio mérito.

 

 

O mérito do Pará

26 de agosto de 2013 13

Pará marcou no sábado seu primeiro gol com a camisa do Grêmio. Belo gol. Cobrança de falta precisa, deixou o arqueiro flamenguista Felipe parado debaixo das traves. Palmas para o tão criticado Pará. Ele teve méritos, pediu para treinar.

Logo após o jogo, o lateral contou que começou a treinar cobranças de falta na véspera do jogo. Treinou, logo, acertou. Protagonizou algo que o Grêmio faz pouco na temporada: gols de falta. Foram apenas quatro em 45 jogos. Em média, nosso Grêmio marca um gol de falta a cada 11 jogos. É pouco.

Tirei os números do aplicativo SuperDupla ZH, que disseca o desempenho tricolor na temporada. Números que mostram o quão deficiente é nossa bola parada. Pará fez o segundo gol de falta do Grêmio no Brasileirão. Antes dele, quem balançou o barbante foi Elano, no distante 5 de junho. É um desempenho pífio.

Se levarmos em conta os escanteios, a conta segue triste. São sete gols de escanteio. Assim, na soma da falta e do escanteio, 11 dos 63 gols vieram da bola parada – ainda temos mais sete de pênalti. É pouco. Denuncia falta ou má qualidade do treino.

Equipes mais limitadas do que a atual marcavam mais gols de bola parada. Bola parada ruim – ofensiva ou defensiva – é falta de treino. Pará pediu para treinar. É simbólico o gesto. O Grêmio precisa treinar mais faltas e escanteios, melhorar o aproveitamento. É fundamental para novas vitórias.

 

Grêmio segue a perseguição aos líderes

26 de agosto de 2013 16

Os resultados da 16ª rodada foram interessantes para o Grêmio. Se pensarmos na busca pelo topo, a rodada foi boa. Apesar da vitória do Cruzeiro sobre a Ponte Preta, o Botafogo perdeu para o Atlético-PR. O Grêmio soma 28 pontos, segue em terceiro, dentro do G-4. Ficou a um do vice Fogão (29) e a três do líder Cruzeiro (31).

Falando em G-4, o empate do Corinthians com o Vasco  foi bom. Abrimos dois pontos para o Corinthians (26), porém o Atlético-PR bateu o Botafogo e tirou os paulistas da zona de classificação à Libertadores. E o Atlético colou na gente com 27 pontos. Já a derrota do Coritiba para o Criciúma e o empate do Inter diante do Goiás ajudaram.

Nossa vitória sobre o Flamengo garantiu gordura no G-4. Que precisa ser ampliada na próxima rodada. Sábado, recebemos a Ponte Preta (na zona do rebaixamento) na Arena. Três pontos obrigatórios. É a chance de aproveitar que os rivais terão jogos complicados em casa. O Cruzeiro recebe o Vasco, o Corinthians recebe o Flamengo, o Botafogo encara o São Paulo. Já o Furacão visita o Náutico.

Se formos competentes no próximo sábado, teremos boas chances de consolidar a posição no G-4 e de seguir a perseguição aos líderes.

Nunca antes na história deste país o Pará fez um golaço assim

25 de agosto de 2013 26

Estamos na briga! Quatro vitórias seguidas, 28 pontos, Cruzeiro e Botafogo na alça de mira. Fruto da vitória sobre o Flamengo, presente para os gremistas do DF que ocuparam as arquibancadas do Estádio Nacional de Brasília. O 1 a 0 foi magro, teve uma defesa segura e sólida, um meio-campo combativo e um ataque brigador, mas sem precisão. Resultado justo. Jogamos mais do que o Flamengo.

Tivemos uma vitória que era possível, mas conquistada de maneira improvável. Aos sete minutos, os gremistas se beliscavam, esfregavam os olhos. Não parecia verdade: 1 a 0, gol de falta do Pará. Gol ao estilo Arce, Anderson Lima. Perna direita precisa, cirúrgica, aproveitando o vão da barreira. Inacreditável. Um gol que só poderia ocorrer em Brasília. Parafraseando o ex-presidente Lula, “nunca antes na história deste país” o Pará fez um golaço assim.

O gol nos deu tranquilidade, o esquema de três zagueiros e três volantes deu solidez atrás, Dida só foi fazer uma defesa de verdade no final. O adversário ajudou. Agradeço ao Flamengo por bancar a multa e escalar o Marcelo Moreno. E outro sincero obrigado por ter contratado o André Santos.

Voltando ao Grêmio, os volantes morderam muito, assim como o ataque. Barcos fez um bom jogo, porém errou o principal, o gol. Dois. E dois imperdíveis. Tivemos o mesmo problema do jogo com Santos: criamos as chances e não as aproveitamos. Em Brasília não fez falta. Na Vila Belmiro, fez. Não podemos deixar de matar o jogo, de sacramentar o resultado. Um gol bobo do Fla nos tiraria dois pontos preciosos.

Temos de corrigir a pontaria com urgência, afinal, na quarta-feira vamos precisar marcar gols no Santos. No mínimo dois. Nosso desafio vai ser propor o jogo, agredir, ser criativo no meio, letal no ataque. Temos o dever de curtir a vitória sobre o Flamengo, bater palmas para o gol do Pará, descansar e focar no Santos. Todos na Arena!