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Posts de setembro 2013

Semana de confrontos diretos

30 de setembro de 2013 17

Teremos uma semana chave para busca da vaga direta na Libertadores, para alimentar alguma esperança de título. Teremos dois confrontos diretos dentro do G-4 (Atlético-PR e Botafogo), enquanto o líder Cruzeiro, 53 pontos, receberá a Portuguesa na quarta e visitará o Náutico no domingo. Terá dois jogos para agarrar de vez a taça.

Jogos difíceis para o Grêmio de Renato. Foto: Mauro Vieira

Semana difícil, Renato. Foto: Mauro Vieira

Já o Grêmio, vice-líder, terá duas pedreiras. Recebe quarta-feira, na Arena, o Atlético-PR. Nós temos 42 pontos, eles 41, ocupando a quarta posição. É a chance perfeita para abrirmos quatro pontos, começando a consolidar o segundo lugar.

Já o Botafogo, em terceiro com 42 pontos, encara o Fluminense no meio da semana e nos receberá no sábado. No dia seguinte, quem voltará a campo é o Furacão no clássico contra o Coritiba.

A semana deve ser decisiva para Grêmio, Bota e Furacão. O trio tem um emaranhado de jogos difíceis. Qualquer time pode abrir outubro no segundo ou no perigoso quarto lugar na classificação. No caso tricolor, teremos de ter muita competência. Além da sorte que abençoou Dida e seu goleira na vitória sobre o São Paulo.

Imagino que contra o Botafogo, no Rio de Janeiro, Renato fique tentado a repetir o esquema do Morumbi, com dois zagueiros, três volantes e três atacantes, sem um meia de ofício. Vamos enfrentar a mesma dificuldade, já que o Botafogo gosta de atuar pelos lados e com velocidade.

Agora, questiono se em casa, diante do Atlético, tendo a missão de propor o jogo, o Grêmio vai repetir o esquema. O Furacão é um time ajeitado, que busca o ataque sempre, que aposta na velocidade. Seremos pressionados na Arena? Ou vamos adiantar a marcação e sofrer para criar oportunidades?

Renato vai acabar repetindo a fórmula, que não me agrada muito. Eu gostaria de ver outro meia ao lado de Vargas, que pode ser Zé Roberto ou Elano, quem sabe um dos meninos que Renato tanto gosta. O certo é que teremos de fazer o resultado. Sobreviver a semana em segundo lugar é vital para uma vaga direta na Libertadores.

Deu tudo absolutamente certo no Morumbi

29 de setembro de 2013 53

Quase infartei! Duas vezes! A vitória do Grêmio valeu por um check up no coração. Triunfo fora de casa por 1 a 0 sobre o São Paulo, magrinho, sofrido até os acréscimos. Palmas para Dida e Vargas. O goleiro segurou uma penca de rojões, sem ele teríamos sido goleados. Já o chileno marcou na única oportunidade criada em todo o jogo. Fomos eficientes. Vencemos.

Vargas fez o dele. Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Vargas fez o dele. Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Tudo deu absolutamente certo, conforme Renato e seu santo desenharam. O resultado nos coloca à frente do Botafogo, com os mesmos 42 pontos. Soma importantíssima para garantir uma vaga na Libertadores. Resultado que testou nossos corações.

O Grêmio driblou a lógica no Morumbi. Com muito balão, Bressan e Saimon foram bem. Ganharam a proteção de três volantes e dois laterais com o freio de mão puxados, mas, principalmente, contaram com a atuação de luxo de Dida.

Nosso goleiro fechou a porta. Benzida, vale registrar. Rodrigo Caio e Antonio Carlos perderam duas chances inexplicáveis. O esquema retrancado trouxe o São Paulo para cima, que, com velocidade, nos envolveu. Parecia que tomaríamos o gol a qualquer momento. E Zé Roberto e Elano no banco. Os dois, por sinal, estão com o espaço cada vez mais reduzido.

Passamos a tarde sofrendo para desarmar e rebater. Na rara oportunidade que tentamos trocar passes por mais de um minuto, a bola chegou no fundo para o cruzamento de Alex Telles. Acreditem, ele acertou. Bola no meio da área, à espera da corrida e do testaço certeiro de Vargas. Algo inédito ocorreu: criamos a oportunidade e matamos.

Retrancar-se, marcar muito forte e especular um golzinho. Não é meu esquema preferido, mas é o esquema que Renato definiu e que nos colocou e tem segurado no G-4. Na escolha entre 3-5-2 e 4-4-2, fico com a segunda, mantendo Vargas solto. Fez o gol como elemento surpresa, como faz no Chile.

A dúvida que fica é a seguinte: conseguiremos repetir a vitória com esta postura dentro de casa, quando teremos de propor o jogo? No Morumbi, criamos o mínimo possível mesmo. Uma conclusão. De repente, em casa, seja possível arriscar um parceiro para Vargas.

Vai ser sofrido, mas temos de torcer. Previsão de mais alguns quase-infartos nas próximas rodadas.

 

 

Voto de confiança para Bressan e Saimon

28 de setembro de 2013 14

Ao que tudo indica, iremos de Bressan e Saimon na zaga contra o São Paulo, domingo. Sorte e competência aos dois. Com Muricy Ramalho, os paulistas acordaram no Brasileirão. Ganharam três dos últimos quatro confrontos. E contam com o sempre perigoso Luis Fabiano.

Saimon tem nova chance. Foto: Mauro Vieira

Saimon tem nova chance. Foto: Mauro Vieira

A escalação aumenta a responsabilidade dos volantes. Acredito que Renato vá usar três, responsáveis por blindar a defesa. Em qualquer equipe, um trabalho eficiente dos volantes facilita demais a vida dos zagueiros. Repetir a aplicação mostrada diante do  Corinthians será fundamental contra o São Paulo.

Teremos Bressan e Saimon em virtude das lesões de Werley e Gabriel, mais o desfalque de Rhodolfo, vetado por ser jogador do São Paulo – temos a opção de pagar uma multa para escalá-lo.  É uma pena a ausência de Rhodolfo, uma das melhores contratações da temporada. Bom pelo alto, tranquilo, tem se destacado. Mas vamos dar um voto de confiança para os garotos.

Apesar de jovens, os meninos têm certa experiência, não sentem pressão. Jogam sério. Atuaram juntos na classificação contra a LDU, na Libertadores. Bressan tem 20 anos, 38 jogos em 2013. Saimon tem 22, está desde 2009 nos profissionais.

Se estão habituados à pressão, os guris recebem críticas. Bressan tem dificuldade para sair jogando, abusa do balão. Saimon não se firma – pelo seu rendimento, temperamento e por opção dos técnicos que passaram pelo Grêmio.

A partida de domingo é uma oportunidade para os dois garotos recuperarem a confiança, em especial Saimon. Reabilitá-lo será um ganho para o clube. Como gremista, fica a torcida para que a dupla dê conta do recado no Morumbi.

 

 

 

 

Bressan tem 20 anos, fez 38 jogos na temporada. Saimon tem 22.

Zé Roberto acerta ao pensar em sair

26 de setembro de 2013 47

Zé Roberto cogita deixar o Grêmio. Faz bem. Eu tomaria a mesma atitude. Não ficaria em um clube no qual sou reserva de jogadores de qualidade técnica e física abaixo da minha. Procuraria outro lugar para jogar. O Grêmio está queimando Zé Roberto.

Zé vive ostracismo. Foto: Diego Vara

Zé vive ostracismo. Foto: Diego Vara

Concordo com as análises de que Zé Roberto, 39 anos, não faz a função do clássico camisa 10. Mas ele nunca a executou na carreira. É um meio-campista qualificado, um segundo volante com saída num 3-5-2, um terceiro homem de meio num 4-4-2.

Escalar Zé Roberto para distribuir assistências é cobrar o que ele não pode entregar. O erro é de quem escala. Zé é um meia que gira bem a bola, que marca gols (soma 10 na temporada) ao entrar de surpresa na área. Precisa jogar com estas duas missões. O armador será outro cidadão.

Até posso concordar com a reserva momentânea do Zé, mas ver Renato preferir colocar na segunda etapa Guilherme Biteco, Paulinho e Jean Deretti desafia a lógica. Um trio de jovens que joga menos do que o veterano meio-campista.

Se Renato voltar ao 3-5-2, entendo a opção de Zé no banco, apesar de preferir a formação com ele. O Grêmio não marca gols e erra passes demais. Por que abrir mão de um jogador que passa bem e faz gols?

Já se a opção for pelo 4-4-2, gostaria de ver Souza e Riveros como volantes, com Zé e Vargas nas meias, o chileno atuando solto, mais próximo de como joga na seleção de seu país. Ajudaria a corrigir o festival de passes errado. Contra o Corinthians, Ramiro passou a noite devolvendo a bola aos paulistas.

Analisando o ostracismo de Zé Roberto, parece que algo mais sério ocorreu, uma rusga interna, um desentendimento ainda resguardado no vestiário. É a explicação para começar a queimar um dos ídolos do time e  seguir apostando na ineficiência de Barcos, por exemplo. São dois pesos e duas medidas. Que vão colocar Zé Roberto nos braços de algum grande clube paulista.

Muita marcação e pouca inspiração

26 de setembro de 2013 30

A decisão da vaga na semifinal da Copa do Brasil será na Arena. O empate sem gols com o Corinthians, em São Paulo, exige uma vitória simples no jogo da volta. Qualquer empate com gols classifica os paulistas. Estamos no páreo.

O confronto ficou dentro do previsto para um embate entre duas equipes que tomam e marcam poucos gols, carentes de velocidade na armação e definição dos lances. Tivemos muita marcação e entrega dos dois lados, com o contrapeso da pouca inspiração. Fizemos uma boa partida, visto que enfrentamos o atual campeão mundial.

Como Saimon foi vetado, Renato teve de abrir mão dos três zagueiros. Surpreendeu ao escalar um 4-3-3 com três volantes e três atacantes, sendo que Vargas atuou mais recuado. A aposta foi inteligente, tentou mesclar marcação e saída rápida, conseguiu cumprir dois terços da missão para bater o Corinthians.

O Grêmio encurtou espaços e conseguiu ficar com a bola. Criou dificuldade para Douglas e Danilo, dois meias hábeis, porém lerdos. Assim, faltou mais uma vez o ataque aproveitar. Chances claras foram raras, mas a defesa paulista entregou alguns passes e contragolpes muito mal aproveitados, independente se Barcos, Kleber ou Vargas apareciam. Este problema parece sem solução.

Chamou atenção o ostracismo de Zé Roberto, espectador do jogo do banco de reservas. Renato iria colocar Guilherme Biteco, pôs Paulinho e Elano. Sequer pensou no camisa 10. Por sinal, as alterações tiraram o ímpeto do time. Paulinho e Elano entraram perdidos.

Concordo com o banco de Zé Roberto, mas penso que ele possa ser usado no decorrer das partidas. Em especial diante do festival de passes errados do Ramiro. Quem sabe seja válido escalar o Zé no trio de volantes, com Vargas solto. Sugestões para pensar na retomada do Brasileirão, já que a partida de volta da Copa do Brasil só será em outubro.

 

O desafio de furar o paredão corintiano

25 de setembro de 2013 11

Temos um desafio hoje: furar a melhor defesa do Brasil. O Corinthians vive crise técnica, tem dificuldades para vencer, perdeu o dinâmico Paulinho, mas continua com um sistema defensivo forte. Derrubar o paredão paulista, fora de casa, é fundamental neste começo de quartas de final da Copa do Brasil.

O Corinthians sofreu 13 gols em 23 partidas no Brasileirão. O Grêmio foi vazado 21 vezes. Na temporada, o time de Tite acumula 58 jogos e apenas 37 gols sofridos. Nós sofremos 49 em 53 confrontos. Os números evidenciam que o Corinthians tem uma defesa melhor do que a nossa.

Os paulistas têm um bom goleiro, grande e seguro, zagueiros fortes e combatidos, laterais que marcam bem. Defesa que é protegida pelo limpa trilhos Ralf e por um sistema de jogo que valoriza a posse de bola. O Corinthians também sofre poucos gols porque costuma ficar mais tempo com a bola, não deixa o adversário agredir. Precisamos inverter essa lógica.

O Corinthians sofre de problemas de articulação similares ao do Grêmio, tem dificuldades homéricas para marcar gols, apesar do trio Pato, Sheik e Guerrero ser mais terminal do que nossos homens de frente. Bem postado atrás, encurtando espaços, dificultaremos as ações do rival. Se mantivermos a posse, melhor. O 3-5-2 ferrolho parece ser a opção para obter tal resultado. Mas e os gols? Um tento fora de casa pode ser decisivo no desfecho do mata-mata. Se o Corinthians tem dificuldade para fazer gols, o ideal é obrigá-lo a correr atrás. Nosso ataque tem de acertar o pé.

Volto a insistir que gostaria de ver Vargas no lugar de Barcos. No embate de contato físico, Barcos e Kleber ficam em desvantagem com Gil e Paulo André, zagueiros corintianos. É preciso enlouquecê-los, tirá-los da área, aproveitar que são pesados. Mas Renato vai manter o argentino ao lado de Kleber. Resta torcer, acreditar que hoje será diferente.

Por falar em diferente, chegou o dia do Grêmio recuperar seu espírito copeiro. O desempenho vem caindo nas últimas rodadas do Brasileirão, o time merece muitos reparos, mas é na adversidade que o Grêmio se reconstrói. Aos torcedores, a missão de torcer. Ao time, a missão de jogar, a missão de vencer.

O dilema tricolor: defender ou atacar bem?

24 de setembro de 2013 34

Desde que as figuras mais badaladas do atual elenco voltaram (Zé Roberto, Vargas e Elano), o Grêmio vive um dilema: defender ou atacar com qualidade? Renato ainda não encontrou a escalação do seu 3-5-2 capaz de aliar as duas virtudes. Portanto, mantemos a dúvida existencial para o jogo de amanhã. Em São Paulo, começamos a colocar em jogo nossa última chance viável de título na temporada.

O Grêmio visita o Corinthians pela partida de ida das quartas da Copa do Brasil. Jogo complicado diante de um adversário que vive sua pior crise técnica dos últimos dois anos, porém oferta um grupo calejado e vencedor em confrontos de mata-mata – faturou Mundial, Libertadores e Recopa.

Apesar do passado recente de glórias, os comandados de Tite estão em 11º no Brasileirão com 31 pontos, oito a menos do que o Grêmio. Um elenco milionário, com Alexandre Pato, mas que produz abaixo do esperado. O ataque tricolor, com seus graves defeitos, soma 29 gols no torneio. O corintiano tem 20. Já na defesa, enquanto sofremos 21 gols, o Corinthians vazou apenas 13 vezes em 23 partidas. A melhor defesa do Brasileirão.

Pela descrição, teremos um adversário forte na defesa, difícil de ser vencido, amigo do empate. O que em mata-mata lhe favorece. É provável que tenhamos poucas oportunidades, o que aumenta a importância da boa pontaria. Portanto, vale repetir os três zagueiros e três volantes do empate com Vitória? Ou abrimos mais o time, com Vargas, Zé e Elano? Nos últimos confrontos, a primeira formação sofre poucos e quase não marca gols, o oposto da segunda.

Minha sugestão é repetir Souza-Riveros-Ramiro, mas mudar o ataque. Apostar em Vargas e Kleber, com Barcos no banco. O argentino piora a cada partida, Vargas dará a velocidade que nos falta. Temos de beliscar, pelo menos, um golzinho fora.

Gostaria de ver Zé Roberto e Elano em campo, mas o desempenho de ambos pouco anima. Assim, um time compacto, mas com velocidade no contragolpe, pode ser uma boa opção contra o Corinthians. Defende bem. E tenta atacar um pouco melhor do que tem atacado.

Mais sorte do que juízo na rodada

22 de setembro de 2013 27

Tivemos mais sorte do que juízo na 23ª rodada. Por sinal, uma sorte que vem nos mantendo dentro do G-4 apesar dos tropeços recentes. Fomos ultrapassados pelo Atlético-PR, caímos para o quarto lugar, mas conseguimos aumentar a gordura em relação ao quinto colocado. Cruzeiro, Botafogo e Inter não venceram, o que nos beneficiou.

O empate com o Vitória nos levou aos 39 pontos. Em termos de título, que é uma miragem, a diferença continua em 11, já que o Cruzeiro (50) empatou com o Corinthians (31). Falando na segunda vaga direta para Libertadores, a diferença caiu. O Botafogo foi surpreendido pelo Bahia no Rio de Janeiro, estacionou nos 42 pontos. Estamos a um triunfo do Bota. Porém, a nota triste foi o Furacão, que bateu a Ponte e chegou a 41 pontos, nos tirando a terceira posição. Antes do Botafogo, teremos de ultrapassar o Atlético-PR, a grande surpresa do Brasileirão.

Já quando miramos para fora dos limites do G-4, a gordura ganhou um ponto, passou a ser de cinco, diante da derrota do Inter para a Portuguesa, em casa. Assim, mesmo tendo desperdiçado um triunfo tranquilo contra o Vitória, aumentamos o granitinho do G-4. A posição poderia estar ameaçada, com risco de escapar na rodada seguinte, quando visitamos o São Paulo, o que não vai ocorrer. Tivemos mais sorte do que juízo.

Ficar contente com vaga na pré-Libertadores é deprimente, mas é o que o nosso futebol proporciona. Perder esta vaga seria mais deprimente ainda. A falta de velocidade, cruzamentos, assistências e conclusões bem feitas é crônica. E Renato não dá indicações de que vai conseguir resolvê-la. Fato que também preocupa para Copa do Brasil.

No meio da semana visitamos o Corinthians, que anda mais capenga do que o Grêmio. Só que os paulistas sofrem poucos gols e são fortes em mata-mata. É a partida de ida, na qual será fundamental marcar bem e aproveitar as raras chances criadas. Contra o Vitória, fizemos metade disso. Quando conseguiremos ter um aproveitamento razoável na frente? Espero que diante do Corinthians.

 

Ponto importante, mas poderia ser melhor

21 de setembro de 2013 51

Ganhamos um ponto em Salvador com o empate sem gols com o Vitória. Chegamos a 39 pontos no Brasileirão. Ponto importante, mas poderia ter sido melhor.

Mais uma vez desperdiçamos chances demais e, para piorar, fomos operados. Um impedimento inexistente nos tirou o triunfo.

Lanço agora uma campanha a fim de angariar fundos para comprar óculos para o assistente que assinalou o impedimento esdrúxulo de Kleber. A linha da grande área auxiliava, a posição legal era visível para qualquer cidadão presente no Barradão. Inadmissível um erro assim. Erro que custou dois pontos.

Além da arbitragem, acabamos punidos por nossa falta de pontaria. Outra vez. Renato bancou três zagueiros e três volantes, com o trio Elano-Zé-Vargas no banco. Apostou na formação que mais trouxe vitórias, preteriu a melhor formação hipotética. Apostou e dominou o jogo.

Sinceramente, senti falta dos reservas de luxo no momento de concluir, pois faltou qualidade. Contudo, jogamos bem, dominamos o rival, que não é um primor de adversário, mas faz boa campanha. A escalação parece a melhor para atuar fora de casa.

Fica difícil dizer que Renato errou se o Grêmio esteve sempre mais perto da vitória. Mas nosso time segue com a pontaria zirolha. Riveros perdeu grande chance ao bater por cima, Barcos furou em bola quando não poderia furar, Kleber errou o domínio já nos minutos finais.

Nossos erros nas conclusões nos punem, nos afastam do título, nos deixam a perigo no G-4. Por favor, acertem o pé! Imploro. Não podemos nos dar ao luxo de deixar escapar vitórias cruciais na classificação. Treinem, caprichem. Errar é do jogo, mas errar quase 100% das chances claras judia o torcedor.

A reação precisa vir fora de casa

21 de setembro de 2013 7

A reação pode começar em Salvador. Melhor, deve, precisa começar. Visitamos o Vitória neste sábado em busca de recuperação. Rodada para alimentar a pouca chance de título e manter a gordura do G-4.

Os resultados da rodada passada, em especial a derrota colorada, garantiram o fim de semana de sobrevida ao Grêmio na zona de classificação à Libertadores. Estamos em terceiro no campeonato com os mesmos 38 pontos do Atlético-PR, distante quatro do Inter e oito de Vitória, Corinthians, Coritiba e Goiás. Assim, mesmo com um revés em Salvador, vamos encerrar a rodada no G-4.

O risco do tropeço é queimar a pouca gordura que restou, ainda mais que o compromisso seguinte também é fora de casa contra o São Paulo. Corinthians, Inter e Goiás são mandantes na rodada, podem se aproximar. O líder Cruzeiro pega justamente o abalado Corinthians. Quem sabe tenha a série de vitórias interrompidas. Já o vice Botafogo recebe o Bahia, jogo para ganhar.

O fato de enfrentar o Vitória em Salvador pode ser animador. O esquema tricolor tem se mostrado eficiente em partidas fora de casa, excluindo a derrota para o Goiás. Quem sabe retrancado, à espera do erro do rival, o Grêmio repita o que fez com Vasco, Flamengo, Bahia e Náutico. É possível.

Teremos mudanças diante da lesão do zagueiro Gabriel, o que pode trocar o trio de zaga por um trio de volantes (Souza-Ramiro-Riveros), escolta para tentar liberar Zé Roberto. Outra opção seria retomar os dois meias, com a entrada de Elano, ou arriscar o recuo de Vargas, como alguns amigos do blog sugerem.

Gostaria de ver a formação com Vargas, contudo, creio que Renato será mais ortodoxo e defensivo, ficando com a possibilidade de abrir o time no decorrer do jogo. Independente da formação, o Grêmio precisa de postura, concentração. Se vamos ficar recuados, as poucas oportunidades que surgirem terão de ser aproveitadas. Condições de bater o Vitória nós temos. É hora de reagir.