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Posts de outubro 2013

Mais trabalho e menos comparações

31 de outubro de 2013 22

O trabalho de Renato no Grêmio é bom. Estamos no G-3, na semifinal da Copa do Brasil. Nosso ano não terminou em outubro. Temos uma decisão na semana que vem. E nosso técnico precisa rever alguns conceitos. Pelo bem deste final decisivo de temporada.

Renato precisa largar o escudo diante das críticas. Precisa parar de rebater os erros do time com pontuação na tabela e comparações com rivais. Quando criticado, Renato rebate falando de equipes que ficaram pelo caminho. Só que erros existem e devem ser corrigidos. Ponto.

Renato precisar treinar o time. Foto: Mauro Vieira

Renato precisar reconhecer os erros. Foto: Mauro Vieira

Desde que retornou ao Grêmio, Renato vive do que fez em agosto. Foi o grande mês do Grêmio na temporada: nove jogos, seis vitórias, um empate e duas derrotas. Foi quando nasceu e se fortaleceu a ideia dos três zagueiros e três volantes.

Foi em agosto que enfileiramos cinco vitórias no Brasileirão e entramos na zona de classificação à Libertadores. Enfim, Renato se firmou no cargo. O problema é a arrogância posterior. A performance caiu nos meses seguintes. E Renato resiste em repensar a própria obra, que já não tem os resultados de outrora.

Em setembro, tivemos oito jogos, com três vitórias, três empates e duas derrotas. Em oito jogos, apenas sete gols marcados. Em outubro, tivemos nove jogos, com três vitórias, três empates e três derrotas. Marcamos apenas sete gols.

Peço encarecidamente que Renato deixe as desculpas e comparações de lado e trabalhe. Peço que treine bola parada, não podemos desperdiçar todos os escanteios. Peço que ensaie jogadas, que pense com carinho a utilização de um meia criativo. O retrospecto recente mostra que só a defesa não basta. Não quero um Grêmio faceiro, só quero um Grêmio mais equilibrado.

Sempre admiramos a coragem, a volúpia do nosso eterno ídolo. Chegou o momento de ser corajoso, de admitir as falhas do time e corrigi-las. Chegou a hora de ter sede por vitórias outra vez.

O trabalho é bom, mas ficar desviando dos erros e buscando comparações com rivais não resolverá os problemas. Quarta que vem não adiantará saber quem olha quem de binóculo. Será Grêmio x Atlético-PR na Arena. E só.

Para expor um pouco mais do nosso sentimento, reproduzo o texto do colega de jornalismo e gremismo Stefano Souza. Confiram o apelo dele ao nosso treinador.

Carta ao ídolo!

Caro Renato Portaluppi, todos nós, torcedores gremistas, te amamos. Primeiramente, obrigado pelo trabalho que fizeste até aqui em 2013. Somos gratos por todos os gols e conquistas, como jogador e como técnico (por que, não? A partida contra o Botafogo em 2010, pelo Brasileirão, foi a melhor exibição que vi no Olímpico. Sim, não vou muito ao estádio).

Agradecemos por teres colocado, como tu mesmo dizes, o letreiro de campeão do mundo em nossa casa. Aplaudimos toda vez que escutamos Teu nome ser entoado nos alto-falantes, seja como companheiro ou adversário. Fizemos trapos com teu rosto, alentamos uma música lembrando teus feitos. Por tudo isso e pelo amor que dizes ter ao clube por qual sofremos, venho te pedir, por favor, deixe de ser arrogante.

Em nome do Grêmio, deixe tuas “convicções” de lado por um bem maior, Zé Roberto e Maxi estão esperando. Não estou contestando as tuas preferências por esquema e muito menos pela escalação do menino Ramiro e do batalhador Riveros, mas sim a NÃO UTILIZAÇÃO dos outros jogadores diante de dois times frágeis.

Meu caro, ídolo, no domingo, demoraste mais de 45 minutos para perceber que a reação não viria com os três volantes e com o apático Barcos, tropeção, Pirata? (Vargas olha para o lado e não tem com quem jogar, triste. Kléber só luta, mas pelo menos isso ele faz). Nesta quarta, novamente demoraste a mudar, e quando o fez, errou. Maxi não parece melhor opção de velocidade do que o Paulinho? Ou pelo menos mais preparado? (Quando entrou nos deu vitória diante do Corinthians (Até eu fazia aquele ali, Barcos ;}). E por que não craque Zé? Sua experiência de Europa e duas Copas do Mundo não seria útil em um jogo decisivo, contra um time de menos tradição?

O Atlético-PR é fraco. Tão fraco que sem ao menos tentar, nosso time quase chegou a vitória com o guerreiro paraguaio, duas vezes. Não foi a falta dos atacantes, mas a falta de ousadia que nos deixou, em duas partidas, com a sensação de que o título, mais uma vez, vai ficar para o ano que vem.

Queremos O ESPÍRITO daquele Renato de 1983. Queremos a vontade de vencer.

Enfim, meu eterno camisa 7, te pedimos a Copa!

 

O Grêmio precisará de outra postura

31 de outubro de 2013 58

Teremos de nos superar na Arena. Será preciso atacar, ter sede de gol, não se contentar em defender e especular. Teremos de jogar mais. Só assim para eliminar o Atlético-PR e chegar na final da Copa do Brasil.

A derrota por 1 a 0 preocupa. É plenamente reversível, mas preocupa. Vamos precisar de dois gols de diferença. Missão hercúlea para um time que não faz gols. Já são três jogos em branco. É a fatura para uma equipe que só marca e não cria, que troca passes laterais em vez de buscar o lance agudo, que desperdiça todas as faltas e escanteios. Falta equilíbrio entre defender e atacar.

Renato usou três volantes e três zagueiros. Controlávamos bem o jogo até o gol paranaense. Um nanico subiu no meio da zaga e marcou. Desandou a estratégia. E o gol expôs a falta de criatividade. Fomos ter a primeira real conclusão aos 30 minutos da etapa final.

Lucas Coelho e Mamute não balançaram as redes, assim como os ausentes Kleber, Vargas e Barcos em outros jogos. Os guris se esforçaram, mas pouco contribuíram. Deixaram passar a oportunidade, mostraram que não são opções confiáveis. No contragolpe certo, Mamute pisou na bola. É melhor emprestá-lo.

Elano entrou e deu mais volume. Mesmo sem articulação, beliscamos o empate. Já nos minutos finais erramos uma cabeçada da pequena área. É o lance que um time campeão não perde. E o Grêmio insiste em desperdiçar. Para desespero do torcedor.

O alento é justamente as poucas chances criadas. O Furacão é bem treinado, mas tem uma defesa que vaza. Com um amontoado de volantes e sem organização ofensiva, o Grêmio quase empatou. Se tivermos volume e soubermos usar o retorno do ataque titular, em especial a velocidade de Vargas, temos condições de virar.

A derrota abate, frustra pelo gol perdido no fim, porém a cabeça vai esfriar e vamos nos mobilizar.

A semifinal está aberta, mas repito: teremos de nos superar. Precisaremos de gols, teremos de ir além da simples defesa. O Grêmio precisará de outra postura. Avante, Grêmio! Torcida jamais faltará.

Faca nos dentes, Grêmio!

30 de outubro de 2013 10

A busca pela vaga na final da Copa do Brasil começa hoje. Decisão que não chegamos desde 2001. Batemos duas vezes na trave contra Santos e Palmeiras. Chegou a hora de irmos além. Faca nos dentes, Grêmio!

Teremos 180 minutos contra o Atlético-PR, os primeiros 90 no Paraná. Jogo tenso, complicado. A pane geral da goleada para o Coritiba tem de ficar no passado. Hoje é outra competição, outro espírito, outra pegada.

Riveros e Pará em campo: FOTO: Diego Vara

Riveros e Pará atuam hoje: FOTO: Diego Vara

Renato faz mistério, esconde o jogo. Só saberemos à noite se vamos com três zagueiros e três volantes, assim como os nomes dos escolhidos do meio e ataque. Independente da formação, independente da ausência de Kleber-Vargas-Barcos temos de sobreviver ao jogo de ida. O Atlético-PR vai ao ataque – o que é bom e ruim ao mesmo tempo.

O Furacão é o oposto do Corinthians. Não se defende com a solidez paulista, pelo contrário, deixa espaços lá atrás, apesar de contar com o ótimo Manoel na zaga. Mas os espaços aparecem porque os paranaenses atacam. Com qualidade.

Diferentemente do Corinthians, o Atlético ataca com velocidade, tem ultrapassagem, é agudo. Será mais difícil marcar o Furacão do que foi marcar o Corinthians. E ainda há Paulo Baier e sua bola parada. O Atlético exigirá mais da nossa defesa.

O maior poder de fogo paranaense preocupa. Portanto, temos de buscar gols. O espírito exclusivamente defensivo pode não ser suficiente. Marcar gols fora é o passaporte da classificação. Desafio para um ataque desfalcado e jovem.

Vale lembrar que é na adversidade que o Grêmio se fortalece. Teremos desfalques, seremos pressionados, será difícil. Estamos desafiados a sobreviver. Força, Grêmio! Avante para a final.

 

 

 

Sem pressão nos guris

29 de outubro de 2013 14

Lucas Coelho, Mamute ou Paulinho. Um deles será nossa esperança de gols contra o Atlético-PR. Missão complicada para os guris. Mas nada de pressionar os meninos. Eles necessitam do nosso apoio.

A ausência de Vargas, Kleber e Barcos no jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil preocupa pela experiência e função tática do trio, não pelo poder de fogo. Os três fazem poucos gols. Logo, se o guri escolhido por Renato deixar o campo sem balançar as redes, terá igualado o desempenho dos titulares.

Portanto, os guris precisam do nosso apoio, precisam jogar sem pressão, leves. Só cobro seriedade e concentração na partida, oportunidade ímpar para se firmar como profissional. A pressão fica com os mais experientes.

Creio que Lucas Coelho está em vantagem, provável atacante solo do time. Renato deve usar três zagueiros e três volantes, dois alas com freio de mão puxado e apenas um meia ofensivo e um atacante. O ferrolho que tem dado certo.

Vejo Maxi e Elano brigando pela vaga no meio. Vamos continuar com a dificuldade de marcar gols. E com a obsessão de não sofrê-los. Aplaudo o cuidado defensivo, mas um golzinho fora pode ser decisivo. Força, Grêmio! Rumo ao penta.

Fiasco no Paraná

27 de outubro de 2013 47

O Grêmio teve a pior atuação do Brasileirão contra o Coritiba. Foi lamentável, foi de chorar. Levamos 4 a 0 de um candidato ao rebaixamento. Tomamos um susto na véspera da decisão com o Atlético-PR.

O fiasco no Paraná também sepultou qualquer chance de título. Estacionamos nos 53 pontos, ficamos a 12 do virtual campeão Cruzeiro, faltando sete partidas. Nossa briga agora é por um arriscado G-3, onde estamos, que tem a aproximação perigosa de Vitória e Goiás. Ambos estão a duas rodadas de nos alcançar.

Voltando ao fiasco, Pará fez sua pior partida com a camisa tricolor. Um gol contra bisonho e uma expulsão. O Grêmio ligado e marcador não apareceu. Começamos com 2 a 0 contra. A opção por Adriano-Biteco-Riveros fracassou. Teria sido melhor um meia ao lado de Vargas. O trio da frente fez turismo e Renato perdeu a chance de testar os garotos. Uma tragédia atrás da outra.

Sem fazer terra arrasada, a goleada precisa deixar lições. Que a sonolência não se repita, que o trio da frente acorde, que Renato mexa melhor no time. Poderia ter usado Elano, Wendell, Zé Roberto.

O Grêmio tem chances de conquistar a Copa do Brasil, mas vai precisar manter a concentração, sem oba-oba. Nosso diferencial é a disciplina, é a marcação, a entrega. Tudo o que faltou contra o Coritiba. Tudo o que precisamos ter contra o Furacão. É quarta-feira. Acorda, Grêmio! Nada de já ganhou.

Obrigação de vencer o Coxa

26 de outubro de 2013 1

Se ainda temos alguma pretensão de título brasileiro, somos obrigados a vencer o Coritiba. Culpa do Cruzeiro.

Os jogos do sábado não colaboraram conosco. O Cruzeiro chegou a estar perdendo para o Criciúma, mas uma expulsão feita sob medida do lateral catarinense permitiu a virada: 5 a 3.

Os mineiros foram a 65 pontos, abriram 12 para o Grêmio. Se tropeçarmos diante do Coxa, as chances de título morrem. Serão 12 pontos de distância faltando sete jogos, 21 pontos para disputar.

O Botafogo também nos pressiona. Venceu o Galo por 1 a 0 e igualou nossos 53 pontos, belisca a vice-liderança. E o Furacão ainda visita o Bahia na rodada.

Portanto, temos de somar no domingo, de preferência vencer. Temos de defender a posição no G-3, de manter a esperança de grudar no Cruzeiro. Vamos para cima do Coxa.

A chance dos atacantes da base

26 de outubro de 2013 11

Chegou o momento dos atacantes da base mostrarem trabalho. Lucas Coelho, Mamute e Paulinho ganharam uma oportunidade única. Podem passar de promessa para jogador firmado.

Pode ser uma fogueira representar as esperanças de gol de um time do tamanho do Grêmio em uma semifinal de Copa do Brasil, mas um dia os meninos precisam crescer. Futebol é cada vez mais precoce, e quem pensa em vencer deve aproveitar as oportunidades. Do contrário, vive como eterna promessa.

Quero que os meninos mostrem personalidade, quero a certeza de que podemos contar com eles em decisões, quero, enfim, ver um novo atacante da base surgir e se firmar no Grêmio – Carlos Eduardo foi o ultimo no distante 2007.

Contra o Coxa, pelo Brasileirão, Renato deve testar as alternativas da Copa do Brasil, no mínimo colocar os guris para jogar um pouco, deixá-los no clima e no ritmo do momento decisivo.

Imagino que Lucas Coelho está em vantagem por ser centroavante, seguido de Mamute – Paulinho corre por fora. Independente da opção, o escolhido precisar agarrar a chance, manter a concentração, não desperdiçar a mínima oportunidade de gol. Atuar bem e vencer o Coritiba é um excelente começo.

Repito, os guris ganharam uma chance ímpar. Quem aproveitar, deixa o colegial e entra de vez no mundo dos adultos do futebol.

A difícil missão de virar a chave

25 de outubro de 2013 11

Estamos na semifinal da Copa do Brasil. As próximas duas semanas serão de tensão no confronto com o Atlético-PR. Mas o Brasileirão não para. E não podemos baixar a guarda. Temos a difícil missão de virar a chave, de deixar a cabeça, por poucos dias, distante da Copa do Brasil. Estamos eufóricos, porém o Brasileirão continua.

Domingo nossa trajetória no Brasileirão chega ao Paraná, visitamos o Coritiba. É uma rodada delicada, em especial na disputa por título. Nove pontos à frente (62 a 53), o Cruzeiro recebe o Criciúma, habitante do Z-4. Tem tudo para vencer em casa. Se ganhar, um tropeço do Grêmio deixa a taça em Belo Horizonte.

A rodada também é delicada pela aproximação de Atlético-PR e Botafogo. O Furacão (51) visita o Bahia, que tenta desgarrar do Z-4. O Bota (50) tenta se recuperar do fiasco do meio da semana contra o Atlético-MG. Dois jogos complicados, em que nossos rivais poderiam escorregar.

Com a classificação do São Paulo na Sul-Americana, a possibilidade de G-3 é bem real. Portanto, não podemos descuidar. A meta é o título da Copa do Brasil, mas superar os 60 pontos é fundamental para não correr riscos. Assegurar a vaga na Libertadores via Brasileirão é questão de segurança. Logo, faca nos dentes contra o Coxa.

Renato deve usar força máxima. Só não joga quem tiver algum desconforto. Werley tem chances de voltar, o trio de ataque Vargas-Barcos-Kleber atua por estar suspenso na Copa do Brasil. Seria interessante testar o menino que será nosso centroavante na quarta (Lucas Coelho, Mamute ou Paulinho), nem que seja no decorrer do jogo.

A partida é complicada. Diante da situação delicada do Coxa, que foge do Z-4, teremos um jogo encrespado. Pontuar é fundamental, assegura a vice-liderança. Já a vitória deixa a Libertadores bem pertinho. Portanto, nada de corpo mole. Foco também no Brasileirão. Confio na dedicação desse time. Tem a cara do Grêmio.

Faltam quatro jogos

23 de outubro de 2013 35

Diiiiiiiiiiiiiiiiiida! Nosso bom baiano passou o ano tomando corneta, inclusive minha, porque não pegava mais pênaltis. Pois na hora decisiva pegou. Três. Com direito a cavadinha fiasquenta de Alexandre Pato. Dida nos colocou na semifinal da Copa do Brasil. Que venha o Atlético-PR.

Foi classificação para testar qualquer coração, para dispensar check-up. Quem sobreviveu, está bem das artérias. Despachamos o Corinthians nos pênaltis, 3 a 2, depois de errarmos as duas primeiras cobranças. Dida lembrou os áureos tempos de seleção e Milan. Frio ao encarar o batedor. Gelado ao cair. Uma calota polar ao se levantar após a defesa.

A classificação, depois do segundo 0 a 0 com o Corinthians, foi merecida. Jogamos mais. Os 35 mil espectadores apoiaram, merecem as palmas pela presença no estádio em um dia tão tumultuado na Região Metropolitana. Contra o Furacão, é obrigação lotar a Arena. O time merece.

Tivemos mais posse de bola, pressionamos mais, desperdiçamos as melhores chances. Vargas, a decepção da noite, perdeu dois gols feitos. Apostei no chileno por sua qualidade, mas ele adiou a chance de se tornar um jogador decisivo. No primeiro tempo, isolou um lance sem goleiro. No segundo, entrou solitário e bateu para fora.

Não é a primeira vez queVargas perde gols escancarados em momentos chaves. Pior, ainda foi expulso. Mas isso é secundário, o importante é a classificação. Estamos a quatro jogos do penta.

Teremos duas partidas complicadas contra o Atlético-PR, que eliminou o Inter – para variar, com direito a choro de D’Alessandro. O Furacão é a grande surpresa do futebol brasileiro, mas temos time para classificar. Iremos sem Vargas, Barcos e Kleber no Paraná. Exigirá superação, esforço que temos para oferecer.

Vamos, Grêmio. Estamos a quatro jogos do penta.

PS: D’Alessandro, por obséquio, apanhe o binóculo para nos ver na frente também na Copa do Brasil.

 

 

 

O jogo do ano na Arena

23 de outubro de 2013 21

Chegou o dia tão esperado. À noite, decidimos na Arena a vaga na semifinal da Copa do Brasil. Recebemos o Corinthians, atual campeão do mundo. Jogo perigoso, qualquer empate com gols é do adversário. Precisamos de uma atuação cirúrgica. Até o momento, é o jogo do ano para o Grêmio.

A vitória da semana passada sobre o mesmo Corinthians, válida pelo Brasileirão, indica poucos parâmetros.  Os paulistas perderam Cássio, um dos melhores goleiros do Brasil. Nós ficamos sem Werley. Eles têm os regressos de Pato e Renato Augusto. Nós voltamos a contar com Vargas, Riveros e Kleber.

A motivação também é outra. Hoje é vida ou morte, o que exige maior concentração. Como o empate sem gols significa pênaltis, os dois ataques terão de funcionar. Ataques que, por sinal, não funcionam muito. Já as defesas, trunfo das duas equipes, serão testadas.

O Grêmio não pode sofrer gols. Levar um gol nos obriga a fazer dois na melhor defesa do Brasil. Portanto, atenção total. Para abrir o ferrolho montado por Tite, a chave está na velocidade de Vargas. É a mesma fórmula do segundo gol do Gre-Nal. Vargas de homem surpresa, em diagonal dentro da área. O chileno é nosso diferencial.

Confio na classificação, confio na vitória. O Grêmio merece nossa confiança. Chegou até aqui na temporada, é vice-líder do Brasileirão, está perto da semifinal da Copa do Brasil. Temos de estender a mão ao clube.

Espero que a Arena tenha grande público, de 35 mil pessoas para cima. Estamos a cinco jogos de uma taça, que é possível. Não podemos interromper a caminhada rumo ao título.