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Posts de janeiro 2014

O lugar de Zé

31 de janeiro de 2014 27

zeroberto

 

Sou da teoria de que quando um jogador de evidentes virtudes técnicas não se encaixa em um time, a culpa não é somente dele, é do treinador também.

Por isso avalio que uma das decepções da última passagem de Renato pela nossa casamata foi não ter encontrado a melhor forma de utilizar Zé Roberto no time do Grêmio.

Agora que Zé fica de vez, Enderson tem a missão de encaixá-lo no time, coisa que nem Luxemburgo nem Renato fizeram com plena eficiência.

Não vejo nele um grande articulador, um camisa 10 clássico. Acho Zé Roberto um carregador de bola, um passe curto qualificado e um bom chute a gol. Sendo assim, creio que poderia dar certo como uma espécie de terceiro volante. Um cara que chegue de surpresa no ataque carregando a bola da defesa.

Tcheco executava bem essa função do volante surpresa lá naquele Grêmio que foi vice no Brasileirão de 2008, sobretudo em casa, quando o Grêmio propunha o jogo.

Mas essa função, argumentava Renato, exige demais fisicamente de um jogador de 39 anos. Bom, talvez com Edinho fincado em frente à área, a exigência de ir e voltar fique menor.

A segunda hipótese seria usar Zé como um quinto homem de meio-campo, quase um atacante. Para receber bola, livrar-se do marcador e chutar a gol das imediações da área adversária. Foi assim que ele provocou arrepios nos gremistas na Libertadores de 2007, pelo Santos.

Seja qual for a função tática de Zé, estou feliz que ele tenha ficado. É, de longe, o mais técnico do nosso elenco e, aos 39, nunca deixou de ter aquele sangue no olho de quem quer vencer. Espero que sua última taça seja vestindo nossas listras.

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Nas férias de Guilherme Mazui, o blog Gremista ZH é atualizado por Caue Fonseca 

Como gente grande

30 de janeiro de 2014 41
Luan marca: garoto é um dos que pede passagem ao grupo principal

Luan marca: garoto é um dos que pede passagem ao grupo principal

Seria injusto se Forster desempatasse para o Brasil de Pelotas no apagar das luzes do Bento Freitas. O pênalti isolado deixou um 1 a 1 no placar de valor inestimável.

Dias atrás o Guilherme Mazui escreveu aqui que os garotos do Grêmio precisavam jogar com mais personalidade. Jogar com fome, como se estivessem na vitrine para ingressar no grupo principal, afinal de contas é para isso que o time B serve aos garotos.

Creio que isso foi atendido hoje, contra um time maduro e motivado, na fumaceira de Pelotas. Ainda mais tendo de reverter um placar de 1 a 0 contra desde os primeiros minutos da partida.

Além de corresponder ao clima eletrizante da partida, o Grêmio chegou à liderança de seu grupo com um gol de gente grande do Luan. Está aí um garoto que merece ao menos ser alternativa no banco de reservas do time principal, assim como o lateral Breno.

De quebra, Follmann se redimiu da falha contra o São José. Foi um dos melhores, senão o melhor.

Embora os garotos tenham mostrado serviço, espero agora que Mabília e seus garotos saiam de cena no Gauchão. Como eu disse no post passado, desejo muito que o Grêmio receba o Inter na Arena com o que tem de melhor antes de estrear na Libertadores.

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Nas férias de Guilherme Mazui, o blog Gremista ZH é atualizado por Caue Fonseca.

 

Antes Mujica do que Mojica

29 de janeiro de 2014 16

Acabou agora o primeiro jogo do mata-mata que colocará mais um infortunado adversário no caminho gremista no Grupo 6, o da morte da Libertadores. E vou dizer que entre o tricampeão Nacional e o inexpressivo Oriente Petrolero (uma vez na vida entre os oito melhores, lá em 1988), eu hoje escolheria enfrentar o Nacional.

Em casa, o Oriente Petrolero venceu por 1 a 0, gol de Mojica, e deixou de fazer pelo menos outros três. Muito em virtude do potreiro que vira o estádio Ramón Aguilera em dias chuvosos. Em mais de um lance os zagueiros altos e duros do Nacional patinaram diante do rápido ataque boliviano. E isso que o uruguaio Peña, talvez o melhor jogador do time boliviano, sentiu lesão e sequer jogou a estreia.

O Nacional tem camisa e futebol para reverter o resultado em Montevidéu na terça-feira, no acanhado Gran Parque Central, mas hoje parece ter muito mais camisa do que futebol.  É um time lento e desentrosado.

Já enfrentar o Oriente Petrolero, além de ser um time aparentemente ajeitadinho, envolve os perrengues logísticos de um jogo na Bolívia. São aqueles territórios hostis da Libertadores que só prejudicam quem é tecnicamente superior. Menos mau que Santa Cruz de la Sierra fica quase no nível do mar.

E tem outra: atravessar o continente para enfrentar o Oriente Petrolero no dia 13 significaria mais um Gre-Nal escalando guris quatro dias antes, na Arena. E se tem coisa que não aguento mais é ver o Grêmio entregar clássicos de mão beijada.

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Enquanto Guilherme Mazui está de férias, o blog Gremista ZH é escrito por Caue Fonseca.

O dilema Marcelo Grohe

28 de janeiro de 2014 50

011marcelogrohe

Quase escrevi sobre Grohe ontem. Acabei substituindo o post em razão da polêmica Rhodolfo ou Souza. Pois a surpreendente especulação sobre Julio César no Grêmio é uma boa oportunidade para falarmos sobre o nosso camisa 1.

Divido os grandes goleiros em dois perfis, o frio e o milagreiro.

O frio é aquele sujeito que mantém a defesa e a torcida tranquilos. Sério, atento e bem colocado, a presença dele é mais importante do que defesas plásticas. Dida era assim.

Já o milagreiro é aquele que, quando tudo está perdido, ainda resta uma esperança. Ainda é capaz de a bola ir parar nas suas luvas. Danrlei era assim.

Victor, no melhor de sua forma, era um misto dos dois perfis.

Marcelo Grohe, pela amostragem que teve, não é nenhum deles.

Grohe é um profissional estupendo. Por ser ciente das suas limitações, é extremamente atento e voluntarioso. Também é um gremista de quatro costados, o que faz dele um personagem querido pela torcida. Por mim, inclusive. Mas confesso: hoje, não me sinto seguro com Grohe no gol.

Mas sei também que essa minha insegurança pode ser infundada. Grohe não é titular por uma temporada inteira desde 2006, quando substitui Galatto e fechou o gol no Gre-Nal da final do Gauchão, quando éramos o azarão e saímos campeões.

Portanto é difícil pedir frieza e milagres para um atleta que nunca é titular. Goleiro é, provavelmente, a posição que mais exige sequência de jogos e autoconfiança. Como exigir isso de um profissional que nunca tem oportunidades?

Ademais, um jogador caro com outro qualificado à sombra é o primeiro que deve ser dispensado em um time que está cortando despesas. Portanto, foi-se Dida para dar passagem a Grohe. E a torcida acreditou quando Rui Costa declarou que, se não permitisse que Grohe assumisse a 1 em 2014, provavelmente perderia o jogador para outro clube.

Pois se Julio César chegar, torço para que Grohe faça as malas e busque o sucesso em outro clube. Seria indigno resignar-se mais uma vez. Terá minha torcida, seja qual for a sua camisa.

E Julio?

Bem, Julio Cesar é do estilo 2, o milagreiro. E é o titular da Seleção Brasileira. Tecnicamente, é incontestável. Mas não me agrada a ideia de ter o goleiro fazendo hora no gol do Grêmio até o Mundial. Tampouco gostaria de ter um atleta longe do grupo no mês que antecede (esperamos) as fases finais da Libertadores. Alguém lembra de Luizão em 2002?

E ainda há um requinte de crueldade. Imagine Marcelo Grohe treinando duro, todos os dias durante a Copa, enquanto Julio César brilha para, logo depois, hexacampeão ou não, voltar para reassumir as traves gremistas.

Em nome de jogarmos a Libertadores com um goleiro de Seleção, queremos mesmo submeter Grohe a mais essa humilhação no ano que era para ser o seu?

Nas férias de Guilherme Mazui, o blog Gremista ZH é escrito por Caue Fonseca.

Por que Rhodolfo

28 de janeiro de 2014 33

rodo

Estivéssemos aqui escalando um time de video-game, talvez Souza fosse de fato escolhido antes de Rhodolfo. Mas no atual cenário gremista, a troca do volante pelo zagueiro em definitivo está longe de ser mau negócio.

Gosto de Souza. Tanto da técnica quanto da sua postura como atleta. Mas o que o Grêmio realmente está escolhendo aqui não é quem joga mais bola, e sim de qual dos dois pode prescindir.

Se arriscar ficar com Rhodolfo em um contrato que se encerra no meio do ano, o Grêmio pode se ver obrigado a cedê-lo em caso de proposta do Exterior e, em meio à Libertadores, se ver com uma zaga de garotos. Uma vez servindo ao Grêmio, o que impede o São Paulo de passá-lo nos cobres?

Ficar sem Rhodolfo é voltar a 2013, quando Cris decepcionou e o Grêmio teve de correr ao mercado em busca de alternativas aos guris Bressan e Gabriel para acompanhar Werley. Ter achado um zagueiro do seu calibre encostado no Morumbi foi quase mais sorte do que juízo.

Souza é um belo volante, mas a meia-cancha é um setor onde o Grêmio tem mais alternativas. Desde formatações mais conservadoras, somando Edinho, Riveros e Ramiro, quanto mais ousadas, distribuindo Zé Roberto (tomara), Maxi e Alán Ruiz. Isso sem falar nos Bitecos e em surpresas que ainda podem aparecer do time do Gauchão.

Até a Libertadores, o Grêmio está ajustando seu grupo. Nesse contexto, sempre ajuda ter jogadores tranquilos, de contrato assinado e cabeça no próprio clube. Se é para assegurar nosso zagueiro assim, que Souza reforce o São Paulo, que além do mais não está no páreo conosco para a América.

Nada contra quem prefere manter Souza e arriscar ficar com Rhodolfo pelo tempo que o destino permitir. Há também bons argumentos para tal. Mas querer ignorar agora problemas que podem surgir ali adiante me parece tentar fazer omeletes sem quebrar ovos.

Até o retorno de Guilherme Mazui de férias, o blog Gremista ZH é atualizado por Caue Fonseca.

 

Bem-vindo, Grêmio de Edinho

26 de janeiro de 2014 47

edinho

Tá que foi contra o Aimoré, um adversário fraco até para os padrões do Gauchão, mas a goleada de 4 a 0 na estreia dos titulares na temporada permite que os tricolores fiquem um pouco mais otimistas quanto a 2014.

Confesso: eu fui um dos que deu pulos de raiva quando Edinho foi anunciado. Não tanto por ter jogado naquele-clube-cujo-nome-não-citamos, mas pela qualidade técnica mesmo. Pois além de um gol, coisa que não é de seu feitio, gostei de ouvir a entrevista do volante no intervalo.

Questionado no microfone da Gaúcha se havia sido uma boa estreia, Edinho lascou sem a mínima demagogia:

– Não terminou ainda, mas… 

3 a 0 e não tinha terminado ainda. É esse o espírito.

Porque é de espírito a principal mudança prometida pelo Grêmio para 2014. Sai Dida, sai Vargas, provavelmente sai Souza para que Rhodolfo fique… Todos substituídos por atletas menos técnicos, mas com mais sangue, mais empenho, mais fome de bola. Sai o time que se contentava com meio a zero, entra o time que mantém farol alto com 3 a 0.

E tem mais boas notícias, como o golaço de Barcos e a participação dele no segundo gol. Dois feitos realizados ali, onde Barcos deve atuar, brigando a foice dentro da área. Boa pirata! Só faltam 27 na temporada. Já Grohe e Wendell são convicções da direção que ganham confiança.

É cedo ainda para ter certeza de que não nos venderam feijões mágicos ao prometer um time melhor e mais barato. Mas o primeiro jogo dá crédito à diretoria.

***

Como o amigão e irmão de listras Guilherme Mazui já anunciou, sou o Caue Fonseca e fico por aqui até o Gremista ZH titular voltar de férias. E aí, sou pé-quente ou não sou? Vamos que vamos…

Um esboço do novo Grêmio

25 de janeiro de 2014 6

A estreia no Gauchão é no domingo, contra o Aimoré, na Arena. Primeira oportunidade de ver o Grêmio de Enderson Moreira em ação. Um time ainda longe do ideal.

Kleber e Souza são as dúvidas de momento, enquanto Zé Roberto, Alán Ruiz e Pedro Geromel ficam de fora em virtude de problemas de inscrição. Edinho, Riveros e Paulinho agradecem. Assim, o time desenhado fica com Marcelo Grohe; Pará, Bressan, Rhodolfo e Wendell; Edinho; Maxi Rodríguez, Ramiro, Riveros e Kleber (Paulinho); Barcos.

Maxi será referência de Enderson. FOTO: Lucal Uebel/Grêmio

Maxi será referência de Enderson. FOTO: Lucal Uebel/Grêmio

A escalação fica próximo dos jogadores que teremos em 2014. A criação ficará com Maxi Rodríguez, que deve receber apoio de Riveros e Ramiro. Kleber ou Paulinho terão função híbrida de armador e atacante. Barcos será a referência, quero vê-lo mais próximo do gol, como vem prometendo Enderson. Já Wendell faz seu primeiro jogo como novo dono da lateral-esquerda.

Apesar de não termos força máxima,  o jogo dará um indicativo do que foi treinado na pré-temporada, uma pitada do novo Grêmio. As ausências podem explicar eventuais dificuldades, porém, não servem de desculpa para um tropeço. Esta escalação, na teoria, tem de ser suficiente para vencer o Aimoré na Arena. 

 

PS: Gurizada, como bom trabalhador, mereço férias. E o descanso vai pelas próximas três semanas. Até 17 de fevereiro, o comando do Gremista ZH fica com o amigo Caue Fonseca, colega aqui na sucursal de Brasília da RBS. Tenho certeza que ele trará novas ideias para a conversa diária aqui do blog. Boa sorte ao amigo e ao nosso Grêmio.

Garotos subiram de produção na Arena

23 de janeiro de 2014 29

E os meninos deram resposta. Venceram o Lajeadense por 2 a 1,  mesmo tendo sofrido o gol de empate aos 30 da etapa final, golpe que normalmente abate a confiança de qualquer time. Além da vitória, alguns valores do Grêmio B apresentaram mais futebol, mostraram que podem crescer.

Em um gramado melhor e sem o calor infernal do domingo passado, os guris renderam mais, apesar dos desfalques. A dinâmica do jogo não empolga muito, os meninos têm dificuldade de trocar muitos passes objetivos, de tramar um lance de gol bem arquitetado. Contudo, desta vez a gurizada chamou mais o jogo, tentou se impor, lutou muito no perde e ganha do meio-campo, tentou ser mais agressiva.

Voltei a gostar da atuação do lateral-esquerdo Breno. Jogador técnico, tem habilidade na canhota, foi ao fundo fazer o cruzamento do primeiro gol, marcado por Everton. Este, por sinal, é veloz é hábil, vale ser melhor observado. Se conseguir dar continuidade nos lances, pode aparecer como opção no elenco principal.

Quem melhorou de rendimento foi Luan. De fato, tem habilidade de sobra e bom toque de bola. Leve, sofreu o pênalti do segundo gol, já no fim do jogo. Antes, perdeu a chance de marcar um golaço, ao aplicar uma meia-lua no marcador, invadir a área e bater para fora. Merece ser observado com mais carinho.

Já o goleiro Follmann deixou impressão torta outra vez. Foi bem no primeiro tempo, mas voltou a sair mal na bola aérea. No lance que originou o escanteio do gol do Lajeadense, nosso goleiro saiu perdido para aparar um cruzamento. Só não sofreu o gol porque a zaga cortou.

No fim de semana os titulares voltam, mas os guris terão novas oportunidades. É importante manter esse rodízio, por enquanto. É importante que os garotos ganhem seus jogos, que turbinem a confiança no time. Acreditando, se impondo, buscando jogo, as chances de revelar algum bom talento são maiores.

Nova chance para os guris

23 de janeiro de 2014 13

Os meninos ganham a segunda chance da temporada contra o Lajeadense, pela segunda rodada do Gauchão. Chance para espantar desconfianças e garimpar uma vaguinha no time de cima. Para o time B cada partida do Estadual é como uma prova de um vestibular. Seleção que oferta poucas oportunidades para mostrar talento.

O teste desta quinta-feira engloba novos candidatos graças as ausências de Tinga, Canavesio, Matheus Biteco e Yuri Mamute. Spessato, Cleinton, Guilherme Amorin e Angelo poderão iniciar a partida. Na rodada anterior, Angelo entrou e teve boa movimentação, arriscou dribles, foi mais incisivo do que os colegas.

Time de Mabília pega o Lajeadense. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Time de Mabília pega o Lajeadense. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Tenho curiosidade para ver Spessato em ação e quero observar Luan mais atentamente. O duelo com o Lajeadense também permitirá afastar as desconfianças, justificadas ou não, criadas depois da estreia com derrota. Além disso, o time B terá de driblar as comparações com o rival. Os garotos vermelhos atuaram duas vezes, ambas com vitórias.

O novo teste ocorre em melhores condições do que a chapa quente do gramado sintético do Passo D’Areia. Os guris jogam na Arena, em temperatura mais amena. Mesmo diante de um time adulto, espera-se que rendam mais, que mostrem suas verdadeiras credenciais para o time principal.

PS: o time principal venceu apertado o Flamengo de São Valentim, 1 a 0. Resultado ruim, porém, mantenho o otimismo. No fim de semana será melhor.

Estou animado com a postura do Grêmio

22 de janeiro de 2014 33

Estou animado com o planejamento e o discurso do Grêmio. As falas são otimistas, porém, diretas. Simplicidade oposta à da temporada anterior, quando Luxemburgo insistia em seu “pojeto” e na busca por medalhões.  O resultado conhecemos: inflamos a folha e o time ficou o primeiro semestre inteiro se preparando para Libertadores. Tivemos meses de pé no freio, à espera do estalo que faria o time virar uma máquina, estalo que jamais ocorreu. Caímos para o Santa Fé.

O Grêmio acerta ao apostar no trabalho e na simplicidade. Muito esforço e pouca conversa, estilo da nova comissão técnica. Destaco a chegada de Fábio Mahseredjian, preparador vencedor e que passa esse espírito ao grupo. A redução da folha não implicou em perda de qualidade ao time. Elano se arrastava em campo, Fábio Aurélio recebeu para não jogar, Vargas não chegou a embalar. Ainda falta um atacante de velocidade, que torço para chegar ou brotar da categoria de base.

Time de Enderson vai discreto e peleador. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Time de Enderson vai discreto e peleador. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Outro fato que anima é a forma como encara o Gauchão. A Libertadores é a obsessão da temporada, portanto, o regional servirá para dar ritmo e deixar o time principal pronto para buscar o tri da América. Perfeito. Se o Estadual está no calendário, trate de aproveitá-lo da melhor maneira possível. Luxa menosprezou o torneio e não ajustou seu time.

No primeiro momento os titulares atuam nos jogos em Porto Alegre, os meninos do B tentam mostrar futebol nas peleias fora.  O time principal só ganhará ritmo jogando partidas oficiais. Na véspera de um confronto de Libertadores, os titulares serão poupados, o que oferta oportunidade aos que correm por vaga no time. O Estadual vai ajudar a estimular a competição interna, vai ajudar a manter os reservas com ritmo.

A direção já anunciou que deverá usar titulares no Gre-Nal, exceto se tivermos viagem para Bolívia pela Libertadores. Outro acerto. Clássico dá rodagem para o time, tira da zona de conforto.  Em caso de tropeço, o time precisa mostrar força para assimilar as críticas e superá-las. Se vencer, turbina a confiança. Luxa e Roth adoravam arranjar desculpas para usar reservas em Gre-Nal, um escudo para derrota.

Depois de semanas de incerteza em dezembro, estou gostando da postura do Grêmio de 2014. Gosto quando falamos pouco e trabalhamos muito. É uma das fórmulas que costuma dar certo na nossa história centenária.