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Posts de fevereiro 2014

Mais um...

27 de fevereiro de 2014 46

wendell_cabeca

Por Caue Fonseca

Indiferentemente se foi certa ou errada, a venda de Wendell é um fato triste. É mais um garoto que se vai do Grêmio antes de criar cabelo no peito. Me ajude aí: Anderson, Lucas, Carlos Eduardo, Rafael Carioca, Douglas Costa, Fernando…

É uma pena o Grêmio estar na penúria financeira que está, precisando urgentemente de fluxo de caixa para manter em dia até salários de jogadores. Se o Bayer Leverkusen tem urgência de comprar é porque está vendo o mesmo que nós – que Wendell se valoriza a cada minuto.

Além do problema elementar que é perder um bom jogador, o Grêmio na pindaíba também perde dinheiro nesse tipo de transação. No final de 2005, Anderson, o Andershow, teve 70% dos seus direitos vendidos por 5 milhões de euros. O restante, vendeu logo mais por alguns trocados e o passe do saudoso Leo Lima. Em 2007, Anderson foi vendido pelo Porto ao Manchester United por 31,5 milhões de euros. Lá se vão quase 10 anos e vamos repetindo o erro.

Sabe-se lá quanto se somaria a esses 6,5 milhões de euros se Wendell fosse vendido com uma faixa de campeão da América no peito. Bernard, por exemplo, foi por 25 milhões de euros.

O Grêmio precisa deixar de vender a fruta para, ao menos, vender a geleia. Se é para vender, que seja o clube que vai faturar alto com a venda. Hoje, nem isso somos. Tenho certeza de que, quando Wendell arrebentar, o Leverkusen encherá os bolsos com o dinheiro que poderia estar nos cofres tricolores. Além, é claro, de que o lateral estaria jogando por aqui nesse meio tempo.

Mas, para isso, é preciso manter o time financeiramente saudável a ponto de recusar qualquer dinheiro agora em nome de muito mais grana logo à frente. A curto prazo, é fundamental assinar o maldito aditivo do contrato pela Arena. Convém também nunca mais trazer jogadores por cifras estrelares por um tempo que se estenda além do mandato do presidente que o contratou. E, finalmente, usar esses trocados que entram para segurar os talentos que surjam logo mais, Luan o mais urgente deles.

Do contrário, seguiremos nessa. Vendendo almoço para comprar janta.

(Foto: Diego Vara)

 

O baile de Enderson

26 de fevereiro de 2014 36
Zé naquele voleio que teria entrado se o mundo fosse um lugar justo

Zé naquele voleio que teria entrado se o mundo fosse um lugar justo

Por Caue Fonseca

A essa altura do campeonato você já leu que jogo de gente grande fez Ramiro, como Luan voltou a flanar no ataque, que TÓTEM na defesa foi Rhodolfo, que personalidade tem esse Wendell, mas poxavida, que partidaço fez ontem o… Enderson Moreira.

Como é bonito ver um time que sabe o que fazer em campo. E isso não vem por meio de uma luz divina, vem porque Enderson tem trabalhado. Tem treinado opções, jogadas e posicionamentos diversos sobretudo em jogos do Gauchão. Afinal, é para isso mesmo que o regional nos serve no momento. O resultado veio na Libertadores.

Um bom exemplo é Zé Roberto, que tanto já criticamos neste blog por jogar sem bússola, carregando bola para tudo o que é lado. Ontem, Zé sabia exatamente onde tocar, e os seus companheiros mais ainda onde receber.

Só em um time muito bem postado aquele cruzamento de Wendell encontra um Ramiro chegando de trás, surpreendendo o ataque. Também é preciso uma postura tática impecável para que os atacantes colombianos jamais tenham concluído uma jogada sem um zagueiro à frente, geralmente em jogada já mascada por um volante. Tudo isso valorizado por um Nacional que jamais se encolheu.

Foram só dois jogos, mas com os 3 a 0 de ontem, basta uma vitória a mais para encaminhar bem encaminhada a classificação à segunda fase. O próximo é contra o Newell’s, um time que me parece mais matreiro fora de casa e mais letal ao buscar o gol.

A julgar pela forma como Enderson vem transpondo sua prancheta ao campo, um desafio superável. Especialmente em uma Arena de alegria comovente, que ontem cantou como nunca motivada pelo baile à sua frente.

Noite para relembrar 1995

25 de fevereiro de 2014 8
Máquina de Felipão bateu o Nacional. FOTO: Grêmio

Máquina de Felipão bateu o Nacional. FOTO: Grêmio

Por Guilherme Mazui

Quase 20 anos depois, o Grêmio reencontra o Atlético Nacional. Agora, na Arena, pela segunda rodada da Libertadores. Um confronto que nos traz boas lembranças. Foi justamente contra os colombianos que o time da foto acima coloriu a América em 1995.

O Nacional vai conhecer nosso novo estádio. A Arena precisa rugir, precisa estar tomada por, pelo menos, 40 mil gremistas. Os colombianos já sentiram o peso do Olímpico. Em 1995, a velha casa delirou com aquele 3 a 1 (gols de Marulanda contra, Jardel e Paulo Nunes) que encaminhou o bi da Libertadores. Em 2014, quero ver o novo palco em êxtase por outra vitória.

Espero que o Grêmio se inspire na equipe de Felipão, uma esquadra que mesclava talento e pegada, que iniciou desacreditada e terminou grafada na história tricolor.  Vai ser preciso mesmo inspiração e dedicação. As duas equipes ganharam na estreia, somam três pontos. O jogo desta terça-feira vale a liderança do grupo. O vencedor começa a encaminhar a classificação na chave mais complicada do torneio continental.

O confronto também desafia nossa boa fase. Vencer aditiva a confiança de um time que embala rodada a rodada.  Sou a favor do ingresso de Dudu no time, mas imagino que Enderson Moreira vá manter os três volantes. O Nacional é perigoso, tem homens velozes e agudos. Nosso treinador não vai se expor. Deixará para acelerar o time na segunda etapa, caso seja necessário.

Independente da formação, quero ver o Grêmio com a postura dos últimos jogos. Firme na marcação, veloz pelos lados, sedento pelo gol. É o caminho para vibrarmos como naquele memorável 1995.

Uma lição paraguaia

24 de fevereiro de 2014 39
Barcos anota mais dois: exemplo do que faz a confiança

Barcos anota mais dois: exemplo do que faz jogar com confiança (Foto: Lucas Uebel/Grêmio)

Por Caue Fonseca

Há um oceano entre o Grêmio que enfrentou o Nacional uruguaio e o que enfrentará o Nacional colombiano. Mais do que esquemas táticos, escalações e etc, o que mais cresceu com as três vitórias posteriores ao Gre-Nal foi a confiança do time.

Não é pouca coisa. Vejam o Olímpia do ano passado. Quem primeiro acreditou naquele time, sem sombra de dúvida, foi ele mesmo.

Em um grupo com Newell’s e Universidad de Chile, o time paraguaio se classificou em primeiro, com quatro pontos de vantagem sobre o segundo. Uma vez nos mata-matas, superou entre outros adversários o campeão brasileiro, Fluminense. Na final, vendeu caríssimo uma derrota nos pênaltis.

Agora olhemos para o plantel do Grêmio e para o do Olímpia de 2013. Acho que dá para começarmos a acreditar no nosso potencial, não dá?

Contra adversários bons e ruins, vejo um time que muda jogo a jogo, mas que mantém uma crescente de confiança. Foi assim para vencer o escrete uruguaio fora de casa. Também para virar sobre o Caxias. E o Grêmio ainda patrolou Esportivo e Novo Hamburgo como bons lutadores devem socar os sparings antes de lutas mais importantes.

Ainda acho que chegará o momento, talvez da primeira para a segunda fase, que precisaremos de uma pitada de material humano para chegarmos ao tri. Aquele  acréscimo de qualidade que faltou ao Olímpia para bater o Galo, ficando no nosso exemplo. Mas até lá, confiemos.

Se os paraguaios beliscaram, dá para crer que as nossas listras podem infinitamente mais.

**

Nem sempre a gente escolhe os titulares. Quando vê, lá está um Bressan da vida vestindo o manto tricolor. Mas o importante é não pipocar quando chamado. Então, convocado pelo Mazui, cá estou de reforço do Gremista ZH. Torçam por mim que eu escrevo por vocês. Vamos que vamos.

 

Reforço confirmado no blog

23 de fevereiro de 2014 2

Por Guilherme Mazui

O Gremista ZH confirmou a contratação, em definitivo, do amigo Caue Fonseca. Agora, somos uma dupla que trará as angústias e felicidades do dia a dia de um gremista. Dupla que espera conquistar a América e o mundo em 2014.

Caue mandou tão bem no meu período de férias que acabou efetivado. O blog vermelho também passará a ser feito por dois jornalistas-torcedores. A nova composição ajudará a manter os espaços sempre atualizados e vai oxigenar as ideias, ofertará mais pontos de vistas.

Portanto, convido a gremistada a seguir conosco, sofrendo e vibrando com as façanhas do nosso Imortal.

Ruiz e Dudu deram recado

22 de fevereiro de 2014 50

Vamos embalados para Libertadores. Vencemos o Novo Hamburgo sem sofrimento, 3 a 0. Usamos o misto e sobramos. Essa é a regra. E ainda vimos Dudu e Alan Ruiz mostrarem que buscam um lugar no time.

Dudu deixou o dele. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Dudu deixou o dele. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Também vimos Barcos e Luan confirmarem o bom momento. O Pirata deu passe para gol e deixou dois, é artilheiro do Gauchão com sete gols, o último numa jogadaça de Luan, que deixou o goleiro no chão. O ataque rende como gostaríamos. Luan justifica a condição de xodó da torcida.

Dudu confirmou a veia velocista, marcou gol, é opção para quebrar retrancas. Junto com Luan dá velocidade e mobilidade ao time. Já Ruiz ratificou a canhota habilidosa e a visão de jogo. Vai beliscar vaga entre os titulares. Dudu e Ruiz foram ótimas notícias do sábado.

Fico feliz ao ver o Grêmio vencer no Gauchão com titulares e reservas. Fazia tempo que não via nosso time sobrar, independente da escalação. Vamos confiantes e embalados para segunda rodada da Libertadores. Terça é dia de encarar o Nacional. Avante, Grêmio!

Sábado para mostrar serviço

22 de fevereiro de 2014 14

Dudu deixou bela impressão na quarta-feira passada. Rápido, distribuiu dribles, acertou cruzamentos, desferiu bons chutes. Ganha a oportunidade de confirmar as virtudes contra o Novo Hamburgo, na Arena.

Dudu ganha chance. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Dudu ganha chance. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Vamos de mistão neste sábado. Misto no Gauchão é a chance de mostrar serviço , situação atual de Dudu. Aliás, o atacante terá seu espelho em campo. Ele atende pelo nome de Luan.

Nossa revelação faz o que a maioria dos garotos não consegue. Luan chama o jogo, participa, troca passes, arrisca dribles, não tem medo de chutar, dá assistência. O guri joga, agride, não fica escondido. É o oposto do Yuri Mamute, por exemplo.

Badalado desde criança, Mamute pouco produz. Os irmãos Biteco idem. Quem batalha para ser titular, precisa engolir a bola quando entra em campo. Precisa impor sua titularidade na marra, jogando bem, fazendo a torcida cobrar sua presença.

Luan virou titular porque aproveitou a oportunidade. Serve de exemplo para Dudu. Também é referência para Alan Ruíz. Maxi Rodríguez, que em 2013 fez a torcida desejá-lo em campo, precisa reencontrar a intensidade, ser mais regular, não viver de lampejos. Vale o mesmo para Jean Deretti.

Assim, o sábado na Arena é uma excelente oportunidade para toda turma que vislumbra um lugar no time de Enderson Moreira.

A postura correta do centroavante

21 de fevereiro de 2014 29

Barcos está em boa fase. Uma notícia excelente. Temos um centroavante que parece ter recuperado a confiança. Soma cinco gols em seis jogos, média dos seus melhores momentos no Palmeiras. Este é o Barcos que desejamos. Mérito também para Enderson Moreira e para o garoto Luan.

Barcos tem cinco gols em seis jogos. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Barcos tem cinco gols em seis jogos. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Zero Hora aborda a boa fase e disseca os números do argentino. Estou entre os que criticou muito o centroavante. E fico feliz por ver a mudança de postura e desempenho em campo.  A conversa fiada de que atacante bom é o que marca zagueiro e volante ficou em 2013. Com o perdão da redundância, atacante é pago para atacar. Esta é sua primeira missão, o restante é acessório. E Barcos passou a atacar mais. Marcou contra Aimoré, VEC, Inter e Caxias (duas vezes). Esperamos que mantenha a média.

O gringo aumentou sua presença na área, arremata mais, arrisca assistências. Ajuda na defesa, mas concentra seu tempo em campo próximo da zona de definição do lance. Também é preciso destacar o novo esquema e mentalidade de jogo. O Grêmio ainda defende com entusiasmo, porém, teve o apetite pelo ataque despertado. Contra o Caxias, conseguiu criar e finalizar com regularidade, algo raro na temporada passada, inclusive no Gauchão.

A parceria com Luan faz muito bem ao argentino. Leve, veloz e agudo, Luan ganha cada vez mais naturalidade, ajuda a abrir a defesa, logo, espaço para Barcos. Temos muito para melhorar, contudo, é preciso reconhecer que está mais difícil marcar o ataque do Grêmio. Nosso centroavante encontrou em Luan um parceiro mais afinado do que Kleber.

Também vejo o Pirata mais efetivo, convertendo maior parte das chances claras de gol, sinal da confiança retomada. No Brasileirão e Copa do Brasil, apesar de prejudicado pelo esquema, o argentino desperdiçava boa parte das oportunidades que apareciam. Errou gols contra Flamengo, Atlético-PR, Bahia… Estava bem abaixo do seu potencial.

Agora, fica a torcida para que Barcos mantenha a média de atuações e gols. Em 2013, ele arrancou muito bem no Gauchão e caiu ao longo da temporada. Acredito que 2014 será diferente. Barcos voltou a priorizar o gol, deixou de lado a desculpa de que ajuda na marcação e se desgasta. Reencontrou a postura do centroavante. O Pirata merece nosso voto de confiança.

O fim da era das trombadas

20 de fevereiro de 2014 40

Voltamos a vencer, o que sempre é bom. Desta vez, com virtudes invertidas. A defesa, que costuma ser segura, tomou dois gols de cabeça bobos do Caxias. O ataque e a criação, normalmente tímidos, resultaram em três gols, bola no travessão e um punhado de finalizações de média distância. Contando a lição que o apagão do primeiro tempo deixou, o saldo da vitória por 3 a 2 é bom.

Hora de puxar as orelhas da defesa, não se pode tomar dois gols de cabeça na pequena área em meia dúzia de minutos. E destaque para Barcos, Luan e Dudu. O centroavante fez o que esperamos dele sempre: gols. Dois para ser preciso, sendo que o segundo foi um golaço, um toque lúcido e leve por cima do goleiro. Barcos já marcou cinco vezes na temporada, sobe de produção ao ganhar companheiros mais agudos.

Barcos melhora com colegas mais rápidos. FOTO: Adriana Franciosi

Barcos melhora com colegas mais rápidos. FOTO: Adriana Franciosi

Aqui entram Luan e Dudu. O primeiro voltou a repetir as virtudes que o transformaram em xodó da torcida. Rápido e ágil, dono de cortes precisos, quase marcou em dois arremates de fora e ainda deu uma assistência açucarada para Zé Roberto abrir o placar. Zé também melhorou, mas sabemos que pode render mais.

A diferença do time com Kleber e Luan vai do oito para o 80. É o fim da era das trombadas que não buscam o gol. Não vejo espaço para o Gladiador no time se ele mantiver o hábito de procurar o contato físico e cair. O Grêmio ficou mais perigoso ao trocar a trombada pela corrida na diagonal. 

Por falar em corrida, Dudu deixou bela impressão. Cruzou, chutou, correu, driblou. Entrou no lugar de Ramiro, dando tempo ao trio de volantes, modificação que tornou o Grêmio mais ofensivo. É alternativa para furar uma retranca em casa, por exemplo. Teríamos Zé centralizado, com Dudu e Luan pelos lados e Barcos como referência.

Aos poucos, a dinâmica do time de Enderson fica mais sólida. A bola parada vai melhorando, procuramos mais os lados do campo, conseguimos criar oportunidades. É um bom começo de temporada, com deslizes aqui, afirmações ali, vitórias na conta e uma melhora de produção gradual. Vamos crescer na hora certa. Avante, Grêmio!

Pela manutenção da boa fase

19 de fevereiro de 2014 7

Temos mais uma boa oportunidade de aprimorar o time, agora, contra o Caxias fora de casa. Enderson Moreira deve mandar os titulares, devidamente descansados depois do triunfo no Uruguai pela Libertadores. Faz bem o treinador.

Time poupado demais acaba jogando de menos. Temos o exemplo de 2013 com o Luxemburgo. O Gauchão é mais fraco, porém ajuda a entrosar a equipe e a manter os reservas com ritmo.

O jogo contra o Caxias, uma equipe que costuma ser forte em casa, também pode ratificar nosso bom momento, confirmar a boa impressão do Gre-Nal e da vitória sobre o Nacional. Ganhar com facilidade turbina a confiança para próxima rodada da Libertadores.

Temos uma boa oportunidade para ver Luan e Barcos marcar, para Zé Roberto subir de produção, para o trio de volantes voltar a atuar bem. Enfim, a quarta-feira para manter o bom momento tricolor.