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Posts de maio 2014

Responda com gols, Barcos

31 de maio de 2014 31
Pé na forma, Barcos! Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Pé na forma, Barcos! Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Recentemente, critiquei Barcos por afirmar que não precisava dar explicações sobre suas atuações ao torcedor. Mais tarde, o argentino se desculpou, disse que deveria dar gols e boas atuações aos gremistas. Pois continuo esperando tal resposta.

A última oportunidade antes do recesso da Copa do Mundo parece feita sob medida para o argentino, que desperta interesse dos mexicanos do Tigres. Barcos vai reencontrar neste domingo o Palmeiras, seu último clube, pelo qual marcou 28 gols em uma temporada, mas saiu brigado.

Um jogador competitivo, de espírito vencedor, faria questão de marcar gols em um jogo como este. O Grêmio precisa bater o Palmeiras para encerrar o pré-Copa no embolado pelotão de frente do Brasileirão. Precisa dos gols do seu centroavante.

Barcos largou a fatídica frase das explicações depois de passar em branco contra o Fluminense. Desde então, já enfrentamos Botafogo, São Paulo e Sport sem a aguardada resposta. Neste ritmo, vai passar a Copa, virão as eleições e prosseguirei em modo de espera.

Barcos reclama da torcida e da imprensa, enquanto joga de menos. Em 85 jogos pelo Grêmio, soma 31 gols, média de um tento a cada 2,7 partidas. No Brasileirão, foram sete atuações e dois gols, sendo que ambos no mesmo jogo, diante da Chapecoense.

Quero ser otimista, quero acreditar que um dia Barcos vai desandar a fazer os gols que ele é bem pago para fazer. Então, que comece a responder todas as críticas neste domingo. Que o Palmeiras seja a vítima do poder de indignação do argentino. Fará bem ao Grêmio e ao seu centroavante.

Grêmio, torcida e OAS: é hora de dar as mãos

31 de maio de 2014 14
Todos juntos para ver a Arena dar certo. FOTO: Diego Vara

Todos juntos para ver a Arena dar certo. FOTO: Diego Vara

Por Caue Fonseca e Guilherme Mazui

Nós, gremistas, fomos surpreendidos pela notícia de que Grêmio e OAS, enfim, assinaram o aditivo do contrato da Arena. É uma excelente notícia diante da urgência de o Grêmio ajustar suas finanças. Mesmo assim, nos entristece mais uma vez assistir a um ato tão importante ser firmado em sigilo, a portas fechadas, sem transparência nas cláusulas firmadas. Todo gremista tem o direito de entrar no site do clube, baixar e ler o aditivo.

As informações ainda são escassas sobre o negócio. A migração baixa de R$ 43 milhões para R$ 12 milhões, número que será de R$ 15 milhões em 2015 e ficará em R$ 18 milhões a partir de 2016.  O clube receberá R$ 12 milhões, que serão usados na conclusão do CT do Humaitá e na instalação de sua área administrativa na Arena.

O Grêmio também terá direito a 2% sobre o valor de cada imóvel que for comercializado pela OAS na área do Olímpico e terá margem nas obras do Humaitá. Vai ajudar a pingar recursos no caixa, mas é algo pontual que vai quitar parte das dívidas acumuladas pelo clube com a parceira, que envolvem as transferências de recursos e outros gastos.

Permanece a dúvida sobre o que vai acontecer com os R$ 43 milhões de migração que deveriam ter sido pagos em 2013. A dívida some, é parcelada, é reduzida? E a questão do fluxo de caixa, do acesso à bilheteria, segue imprecisa. O Grêmio poderá girar grana com os recursos de cadeiras gold e gramado, o que já ajuda.

Em contrapartida, o clube é parceiro na divisão de eventuais prejuízos. No último balanço, a Arena apresentou rombo de R$ 42 milhões. Teria empatado se o dinheiro da migração saísse, mas, então, o Grêmio implodiria.

Falta transparência na questão. A OAS não faria um acordo para perder dinheiro, por isso, é preciso calma nas análises. O fato novo é o desejo da empreiteira em negociar sua parte no empreendimento. Viu que administrar um estádio lida com paixões, disputas políticas e tem um retorno mais baixo do que o esperado.

Acostumada com lucros altos, a OAS venderia sua parte para deixar de se incomodar. Contudo, a construtora mira a verba de TV do clube como pagamento, o que torna a tarefa impossível. O Grêmio só compra a totalidade da Arena tendo outro parceiro.

O Grêmio promete uma cerimônia para celebrar o aditivo na segunda-feira, sendo que o acordo foi fechado na quinta. Será representativo ver nosso presidente e o representante da construtora, sorridentes, cumprimentando um ao outro. Após o aditivo em si, outro contrato – simbólico, mas igualmente importante – poderia ser assinado e divulgado aos sócios. Um texto em que Grêmio e OAS se comprometem em unir esforços, em dar as mãos para tornar a Arena um sucesso tão imponente quanto o estádio em si.

A Arena é um estádio fora de série, bem como o seu potencial. Também é uma empreitada corajosa de um clube ambicioso. O Grêmio se antecipou a todo o país ao apostar em uma parceria em busca de um estádio rentável, abandonando as velhas estruturas que custavam milhares de reais a cada acendimento de refletores.

Só há méritos no projeto e nos ideais da Arena, as falhas estão na execução. Todo bom empreendedor sabe que um assento vazio significa dinheiro perdido. Nesse quesito, Grêmio e Arena – seja por má gestão ou simples má vontade de um com o outro – deixam de rentabilizar mais do que 30 mil lugares do estádio a cada partida.

Para o torcedor abraçar seu novo estádio e deixar de sentir saudosismo pelo querido Olímpico é preciso facilitar o acesso à Arena. Ideias simples podem ser implementadas.

Check out dos torcedores de assentos garantidos, por exemplo, para evitar aquela cena melancólica das cadeiras vazias à beira do campo, tão comum também nas arenas da Copa do Mundo. Se colocar o ingresso à disposição e ele for vendido, o torcedor é recompensado com um abatimento na mensalidade seguinte. Todos ganham.

Totens pela cidade para a venda de ingressos. Máquinas semelhantes às de check in em aeroportos ativadas tanto pelos cartões de sócios quanto pelos torcedores esporádicos, via cartão de crédito. A venda por impulso é estimulada, desburocratizada de cadastros em site, vouchers e outros mecanismos que afastam o torcedor em vez de seduzi-lo.

Hoje, partir do Centro de Porto Alegre até a Arena para um jogo às 22h é uma missão que exige do torcedor tempo ou custo incompatíveis a qualquer trabalhador. Ir até a Arena é uma saga. Não pode ser sempre assim. Que tal traslado ao estádio para sócios em dia? Ônibus que circulassem pela cidade conduzindo gremistas até o distante Humaitá?

São apenas três ideias. Muitas outras podem e precisam surgir para lotar 60 mil lugares por jogo. Junto a elas, um esforço conjunto – clube, construtora e prefeitura – em nome do entorno do estádio. Hoje, uma nave espacial ilhada de qualquer infraestrutura.

Nós, como torcedores passionais que somos, costumamos ser chatos com o Grêmio do goleiro ao centroavante. Mas é preciso reconhecer que o time merece acolhimento do seu torcedor. Se os títulos andam escassos, nunca nos faltou competitividade. Nos últimos 10 anos, estivemos em seis Libertadores. No longo e cansativo Brasileirão, em cinco campeonatos estivemos entre os quatro primeiros colocados e apenas uma vez na segunda metade da tabela. Nada justifica que não estejamos ocupando nosso estádio.

Se temos time e temos uma torcida apaixonada, nada mais adequado do que um lar que comporte essa paixão, resultando em sócios em dia e dinheiro em caixa. Encerrada a queda de braço, é hora de dar as mãos. Que a assinatura seja apenas um ponto de partida.

É preciso colocar as administrações de Grêmio e de seu estádio focados em fazer a Arena não apenas ser do Grêmio, mas para o Grêmio e seu torcedor.

Nossa casa. FOTO: Omar Freitas

Nossa casa é a Arena. FOTO: Omar Freitas

Depois do aditivo, que a Arena seja abraçada de vez

30 de maio de 2014 54
Aditivo da Arena foi assinado. FOTO: Omar Freitas

Aditivo da Arena foi assinado. FOTO: Omar Freitas

Por Guilherme Mazui

Enfim, foi assinado o aditivo da Arena. Após quase um ano do anúncio do acerto entre Grêmio e OAS, as partes finalmente mudaram termos do compromisso em vigor. Creio que a principal novidade, com impacto no caixa do clube, é a redução do custo anual de migração. Baixa dos atuais de R$ 43 milhões para R$ 12 milhões, subindo para R$ 18 milhões no futuro.

A reportagem de Zero Hora informa que o contrato foi celebrado na quinta-feira, de forma sigilosa. O clube receberá R$ 12 milhões para concluir o CT do Humaitá e a instalação da área administrativa na própria Arena. Outro ponto é o percentual de 2% sobre o valor de cada imóvel vendido pela OAS na área do Olímpico, que será implodido.

Fiquei feliz por saber que nosso estádio deixou de ser a garantia pelo empréstimo de R$ 275 milhões tomado pela OAS para realizar a obra. A empreiteira tem, como mostrou, outros imóveis para alienar. Caso o empréstimo não seja pago, evita uma eventual execução do estádio.

As notícias parecem boas, mas ainda faltam informações para termos clareza sobre o negócio. O Grêmio terá o sonhado fluxo de caixa? Se a Arena der prejuízo, o clube terá de auxiliar no pagamento da conta? Como o contrato é discutido vírgula a vírgula até o momento da assinatura e imperam cláusulas de confidencialidade, fica difícil saber o seu real teor. Quem garante que são as mesmas condições acertadas em junho de 2013?

Aqui, volto a criticar a falta de transparência no negócio Arena. Não vejo motivos para celebrar um contrato de forma sigilosa, sem anúncio para os sócios e torcedores, sem divulgação na página do clube. Creio, aliás, que a íntegra deste aditivo teria de ser publicada no site tricolor, para que cada gremista pudesse ler com calma e tirar suas próprias conclusões.

Como ainda pipocam interrogações, Caue e eu prometemos um post mais aprofundado sobre o aditivo.  Agora, a torcida maior é para que a assinatura do contrato termine com a guerra de versões entre as correntes políticas do clube, que o Grêmio abrace definitivamente sua nova casa.

Outro ponto positivo é o fim das desculpas para desempenhos medíocres no campo. Quando o time perde, sempre levanta uma voz dizendo que a situação da Arena atrapalha. Pois bem, espero que, a partir de agora, o Grêmio trate de vencer jogos, conquistar títulos. Sem desculpas. Nossa vocação é o futebol.

Copo meio cheio

29 de maio de 2014 84

Por Caue Fonseca

É dureza tentar ver pontos positivos em um empate em zero com uma das equipes com menos pretensões no campeonato. Como eu disse ontem, era um jogo para time que quer ser campeão vencer.

Mas há, sim, alguns pontos positivos diante das circunstâncias. Ou, ao menos, uma e outra justificativa para relativizar o fraco desempenho.

O principal ponto positivo foi Marcelinho Gordon. No segundo tempo, quando a chuva desabou e o Sport resolveu chutar tudo o que aparecia pela frente, parecia ser um daqueles dias em que martelaria até abrir o placar. Não foi porque Marcelo não deixou.

Alán Ruiz, especialmente no primeiro tempo, chutou a gol. Parece estar finalmente aparecendo para o jogo e assumindo o papel que esperamos dele. É um guri. Tende a melhorar.

Kleber, embora tenha entrado no final, pareceu leve e empenhado em jogar bola. Na draga em que está nosso ataque, qualquer notícia nova é uma boa notícia.

Na casamata, ainda que sem adiantar muito, gostei de ver Enderson Moreira indignado com o resultado, buscando alternativas.

Pará, no final, observou que é o terceiro jogo consecutivo de gramado pesado em duas semanas. Isso desgasta, e é compreensível que haja oscilações de rendimento. Portanto, apesar dos pesares, é um pontinho a ser valorizado esse trazido do Recife.

Uma rodada antes da Copa, graças aos tropeços do Cruzeiro e do Flu, o campeonato está absolutamente embolado. Agora é vencer o Palmeiras em Caxias para se acotovelar mais à frente na tabela.

Ambição pela taça

28 de maio de 2014 26
Edinho deverá ser o único marcador de carteirinha hoje, contra o Sport (Foto: Facebook do Grêmio)

Edinho deverá ser o único marcador de carteirinha hoje, contra o Sport (Foto: Facebook do Grêmio)

Por Caue Fonseca

Uma coisa vem me desagradando no Grêmio, ultimamente. O discurso é de que o time precisa estar no “pelotão da frente”, terminar entre “as primeiras posições” antes da parada da Copa e por aí vai. Nas entrelinhas, o recado parece ser de que o Grêmio estará mais uma vez satisfeito se atingir o G4. De que não é capaz de conquistar o título.

Enquanto isso for só discurso. Só da boca pra fora, ótimo. Problema é se o grupo realmente incorporar a filosofia de que dá para desistir de ser campeão brasileiro antes mesmo de o campeonato engrenar de fato.

É fundamental que o Grêmio demonstre ambição neste início. Se estiver atrás, como hoje está de Cruzeiro, Fluminense e Goiás, que galgue incansavelmente até alcançá-los. Se for líder, que trabalhe para abrir distância e deixá-los para trás.

Desculpa para não ser campeão é o que não falta. A cada ano, temos uma diferente. É hora de parar de jogar até encontrar uma boa desculpa e jogar até conquistar uma taça. Senão, logo mais o Cruzeiro vence um jogo, nós perdemos outro, e o que hoje são três pontos viram seis e quando vemos já está alguém de listrado na TV falando que “o Cruzeiro disparou, sabemos das dificuldades, mas vamos fazer o possível e blá blá blá…”

Chega deste papo.

E onde entra o Sport nessa história? Entra no moedor de carne.

O Sport tem sete pontos em seis jogos disputados. É um adversário obrigatório de ser batido, mesmo fora de casa, por um time que almeje ser campeão. Não ficarei zangado de não ouvir isso em nenhum outro lugar. Do microfone para fora, é natural ser cauteloso, mas, cá entre nós, o Grêmio precisa amassar o Sport hoje, pois ele é um adversário que será amassado por todos os nossos concorrentes diretos.

Gostei de ver a tentativa de um meio-campo com Zé Roberto como segundo volante, ao lado de Edinho, que fará as vezes de cão de caça. Nem tanto pelo que Zé vem rendendo, mas por demonstrar ambição de vencer. Pode funcionar, especialmente contra times menores. Torceremos.

*

É bom estar de volta, gurizada. Bom jogo pra nós, hoje, e sentem a lenha aí nos comentários!

Uma chance para Matheus Biteco

27 de maio de 2014 32
Biteco tem bola no pé. FOTO: Tadeu Vilani

Biteco tem bola no pé. FOTO: Tadeu Vilani

Por Guilherme Mazui

Prata da casa, volante com maior qualidade técnica do atual elenco gremista,  Matheus Biteco pode ficar de fora do time contra o Sport, mesmo com a suspensão de Ramiro e a lesão de Riveros. Enderson Moreira estuda escalar Zé Roberto ao lado de Edinho. O garoto senta em detrimento ao medalhão.

Acredito que Matheus Biteco possa ser o volante que o Grêmio carece. Tem boa técnica e bom passe, é intenso e veloz, consegue marcar e driblar os adversários. Se ganhar confiança, tem potencial para virar referência no meio-campo gremista. Só que, para embalar, ele precisa de sequência de jogos, algo inédito em sua curta carreira.

A única forma de saber se Biteco poderá ou não ser titular, é vendo o garoto em campo. Posso estar errado, mas, prefiro errar ofertando a oportunidade ao prata da casa.  Diante da penca de chances dadas a Ramiro, Riveros e Edinho, o jovem volante merece uma sequência. Se pouco produzir, vai repetir os colegas.

Ramiro tem 66 jogos pelo Grêmio, por exemplo, contando 2013 e 2014. Já sabemos o que ele pode oferece. Vale o mesmo para Riveros, Edinho, Adriano, Leo Gago, Zé Roberto. Sobre Biteco, que deu algumas escorregadas e mostrou virtudes na temporada passada, mantenho minha dúvida. E acredito no potencial do guri.

A ideia de Zé Roberto jogar como volante não é ruim, afinal, ele já foi um volante de qualidade internacional, sendo que, como meia, não repetiu o mesmo desempenho. Fica a dúvida sobre sua capacidade para suportar um jogo todo mais recuado.

Prefiro Zé como volante, admito. Porém, gostaria de ver o treinador ofertar a chance para Biteco. Se fracassar, que seja tentando.

Estão proibidos os três volantes

26 de maio de 2014 78
Edinho só desarma, jamais cria. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Edinho só desarma, jamais cria. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Se tal poder tivesse, baixaria hoje mesmo um artigo no estatuto do Grêmio:

Art. xx. Fica terminantemente proibido jogar com três volantes, exceto se:
I – Pelo menos um dos volantes tiver qualidade real de meia e pulmão para atacar e defender.
II – Todas as outras opções do elenco estiverem lesionadas.

O torcedor não suporta mais tanta precaução sem a real necessidade. Ela chama a derrota, como aconteceu contra o São Paulo. Não cobro um time faceiro, mas quero um time equilibrado, com ambição de ganhar.

Deixando a brincadeira do estatuto de lado, peço encarecidamente para Enderson Moreira abandonar esse costume enraizado na cultura do clube, cultuado por Celso Roth, aditivado por Renato e mantido pelo atual treinador.

Enderson deveria refletir melhor. O Grêmio perdeu dois jogos no Brasileirão, ambos fora de casa e com três volantes em campo. Com dois, temos quatro vitórias e um empate. Ou seja, é uma falácia a conversa da segurança defensiva. Com três volantes, o Grêmio controla o meio-campo em parte da partida, não sabe o que fazer com a bola na frente, chama o adversário, tem uma falha defensiva e pimba: perde o jogo.

A única hipótese para o uso de uma trinca de volantes é ter, pelo menos, um dos jogadores com qualidade e chegada de meia. Alguém com característica de motorzinho, como Paulinho, Ramires ou Tinga e Zé Roberto na juventude. Volantes que se projetam, que marcam gols. O oposto dos atuais volantes gremistas.

O trio Edinho-Riveros-Ramiro nasce para destruir. Só consegue trocar passes curtos, não acerta lançamento, deixa a saída de bola quadrada. Os três não arrematam de longe com qualidade, entram pouco na área e marcam poucos gols.

O emprego deste trio é o atestado da falta de capacidade do treinador em montar um time equilibrado, capaz de defender e atacar com intensidade. A conversa dos volantes modernos e tal e coisa só serve se tivermos peças com essas características, o que não é o caso.

Edinho é um cão de guarda na frente da defesa. Serve para destruir, raramente vai criar. Riveros tenta, é peleador, porém, sem intimidade com o ataque. E Ramiro joga menos do que o saudoso Itaqui. Dizem que bate forte, mas acerta a goleira a cada ano bissexto. Se for vendido na janela, será um reforço.

Enderson é teimoso ao insistir em algo que começa errado. Só que parece ter sorte. A lesão de Riveros e a suspensão de Ramiro forçam a volta dos três meias. E ofertam uma chance a Matheus Biteco, o único volante com qualidade no passe e força para entrar na área. Ele precisa aproveitar a oportunidade para não deixar mais o time.

Nosso técnico deve aprender com os próprios erros e com a tabela do Brasileirão: o trio de volantes está chamando a derrota. Ousadia, professor. Nada de medo. Não há mistério em montar um time equilibrado com dois volantes.

***

Aproveitando o movimento #ForaBarcos, continuou esperando aquela resposta do centroavante que viria na forma de gols. A cada rodada Barcos reafirma sua condição de artilheiro de jogos fáceis. Mas ele é intocável. A única chance é ser vendido. Ou Kleber jogar o que ninguém mais espera que jogue. Alguém acredita em uma das hipóteses?

Falhas no ataque e na defesa

25 de maio de 2014 101
Derrota em SP. Foto: Ale Cabral/Agência O Dia

Derrota em SP. Foto: Ale Cabral/Agência O Dia

Por Guilherme Mazui

A sequência de vitórias foi interrompida, perdemos para o São Paulo, 1 a 0.  Difícil vencer quando o goleiro falha e o centroavante perde duas grandes chances. O Grêmio encarou um jogo encrespado fora de casa, contra um dos grandes do futebol nacional, mas poderia ter se saído melhor. Pecamos por respeitar demais o São Paulo.

É preciso levar em conta que tivemos um pênalti sonegado no final do jogo, porém, Enderson Moreira optou por três volantes, time com freio de mão puxado, com criatividade mais do que limitada. Como diria o Caue, pescamos o empate e fisgamos a derrota. O Grêmio só foi resolver atacar de verdade depois de ter levado o gol.

Por falar em gol, a sina do goleiro é mesmo ingrata. Marcelo Grohe repetia as jornadas de redentor, salvando o time. Fez, pelo menos, duas grandes defesas no primeiro tempo. Só que aceitou uma cabeçada que passou por baixo dos seus braços. O goleiro tem crédito, vinha de belas atuações, mas é o tipo de lance evitável, que traz de volta críticas ao arqueiro.

A lamentar mesmo, a tirar o torcedor do sério, é a falta de pontaria de Barcos. Volto a dizer, o custo benefício do argentino dá prejuízo. Barcos é o homem mais bem pago do elenco para resolver o jogo, para colocar a bola na casinha. Ele não recebe uma fortuna mensal para ficar de frente para o lance e chutar para fora. A chance do empate foi isolada, já nos acréscimos, por seu pé torto.

Já correram dois jogos e sigo esperando Barcos responder as críticas com gols. Ele ainda pensa que não deve explicações ao torcedor? O capitão começa  a repetir o 2013, boa média no Gauchão e gols escassos contra equipes mais tarimbadas. É dinheiro fora para um desempenho tão mediano na frente.

A derrota findou o sonho de liderança na rodada, obriga a gremistada a secar muitos rivais no domingo. A derrota também mostrou que será preciso mais qualidade, em especial, para vencer fora de casa e sonhar com título.

Como o Brasileirão carece de um supertime até o momento, continuamos no bolo. Mas fica evidente que, na parada da Copa do Mundo, será necessário agregar qualidade ao time titular. Precisamos transformar as oportunidades em gols.

Rodada delicada no Brasileirão

24 de maio de 2014 12
Peleia difícil no Morumbi. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Peleia difícil no Morumbi. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

O Grêmio encara uma rodada delicada no Brasileirão. Pode terminar na liderança isolada, se vencer o São Paulo e o Cruzeiro patinar diante do Inter, e pode ser alijado do G-4 caso tropece e os rivais ganhem.

Bater o São Paulo fora de casa é uma daquelas vitórias que encorpam, ajudam um time a embalar. É jogo difícil, às 21h de sábado, peleia que exige inteligência. Os paulistas vêm de goleada, precisam reagir. O Grêmio terá de contê-los e contar com um ataque cirúrgico nas oportunidades que pintarem.

A defesa tricolor aparece bem, sofreu quatro gols em seis jogos, figura entre as melhores do Brasileirão. O ataque nem tanto. Barcos ainda não respondeu as críticas com gols, terá uma excelente oportunidade no Morumbi. A velocidade de Dudu será fundamental, em especial, se ele conseguir combinar rapidez e precisão no acabamento dos lances.

Enderson Moreira faz mistério, não indica o substituto de Alán Ruiz. Depois do golaço contra o Botafogo, Maxi Rodríguez é o preferido de parte da torcida. Zé Roberto, que daria mais cadência ao meio, e Edinho, para retomar o trio de volantes, são outras opções.

Se a vontade for apenas se defender, deixar o São Paulo pressionar e especular, vale entrar com Edinho. Assim, dependeremos da criatividade de Rodriguinho e Dudu, com reforço de Ramiro e Riveros. Não morro de amores por essa formação. Prefiro  outro meia, que pode ser Zé ou Maxi.

De qualquer forma, independente da escalação, é fundamental pontuar, mirar o topo, criar gordura no G-4. Temos duas jornadas fora de casa, precisamos somar.

Uma vitória no Morumbi, deixa bem claro que estamos no páreo.

>> Classificação Brasileirão
1º Cruzeiro 13 pontos
2º Grêmio 13 pontos
3º Fluminense 12 pontos
4º Palmeiras 12 pontos
5º Inter 12 pontos
6º Goiás 11 pontos
7º Atlético-MG 10 pontos

>> Rodada
Bahia x Fluminense (sábado)
São Paulo x Grêmio (sábado)
Figueirense x Goiás (domingo)
Atlético-MG x Criciúma (domingo)
Inter x Cruzeiro (domingo)
Chapecoense x Palmeiras (domingo)

Queremos mais, Maxi!

23 de maio de 2014 43
Maxi precisa ser regular. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Maxi precisa ser regular. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Um corte ousado para o meio e uma batida primorosa no canto, consciente, tirando do alcance do goleiro. O gol de Maxi Rodríguez contra o Botafogo lembrou o jogador lúcido e decisivo que despontou no final da temporada passada. É este o Maxi que desejamos, o Maxi titular. Queremos mais, Maxi. Faça, mais. Você tem condições.

O uruguaio tem uma trajetória de altos e baixos no Grêmio, como mostra ZH. Chegou sem badalação e terminou 2013 valorizado, em especial depois de dois belos gols contra o Flamengo. Parecia pintar o grande meia, o 10 tricolor. Só que veio 2014 e Maxi hibernou. Perdeu a titularidade inicial, acumulou jornadas apagadas e, somente em maio, conseguiu um lance maravilhoso.

Falta regularidade ao uruguaio. Sinto que ele reconhece o problema, o que lhe atrapalha. Quando entra, Maxi parece ansioso, acelerado, força passes bobos, desperdiça contragolpes por ser afobado. Contra o Botafogo, errou dois passes em dois lances seguidos. Minutos depois, tirou um golaço da cartola.

Maxi precisa ser regular e inteligente, participar da partida com intensidade, trocar passes para fazer o jogo girar no meio, arriscar o lance diferente a partir da entrada da área, no ponto de definição do campo. Só depende do gringo o desempenho para ser titular absoluto. É de Maxi que pode sair o corte e a batida inesperados que terminam em gol.

O uruguaio pode ter uma nova oportunidade de ser titular contra o São Paulo, já que Alán Ruiz está suspenso. Caso comece a partida no Morumbi, por favor, tenha concentração e foco. Se Maxi encontrar a regularidade, o Grêmio terá um grande reforço dentro do próprio elenco.