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Posts de julho 2014

Trabalho a fazer

31 de julho de 2014 25
Felipão é Felipão, mas Barcos não é Jardel. Há trabalho a fazer (Foto: Facebook do Grêmio, reprodução)

Felipão é Felipão, mas Barcos não é Jardel. Há trabalho a fazer (Foto: Facebook do Grêmio, reprodução)

Por Caue Fonseca

Embora o coirmão tenha feito a sua parte, ontem, para engrossar a piada de que os anos 90 estão de volta ao Rio Grande do Sul, essa corneta deve ficar na arquibancada. O próprio desempenho de Luiz Felipe Scolari na Copa é uma demonstração de que não basta currículo para ganhar campeonato. É preciso bons jogadores e muito trabalho.

Na parada da Copa, fizemos uma série aqui no blog chamada Os 12 Trabalhos do Grêmio. Nos quase 40 dias de treino, Enderson Moreira deu mostras de que cumpriu pouquíssimos deles. Agora, quando a lista é repassada já com atraso a Felipão, convém lembrar o que eu e o Guilherme Mazui listamos no mês passado:

01. Encaixar Giuliano

02. Melhorar a dinâmica

03. Fazer sombra a Barcos

04. Aprimorar a bola parada

05. Definir as laterais

06. Incendiar a Arena

07. Encontrar um companheiro para Rhodolfo

08. Manter Luan

09. Definir volantes e meias

10. Reaprender a jogar mata-matas

11. Caçar o Cruzeiro

12. Deixar o pessimismo de lado

De tudo isso, podemos dizer que Enderson realizou o número 07escolheu Geromel para fazer companhia a Rhodolfo, ainda que eu questione um pouco essa escolha – e o clube parece ter desistido, por ora, de colocar o promissor Luan à venda (08). De resto, ainda há 10 tarefas para Felipão cumprir.

Algumas já parecem se encaminhar para a solução com a simples chegada do técnico. Já temos bons motivos para lotar a Arena (06) e sermos mais otimistas (12). Os demais ainda são pendências sérias.

Giuliano parece perdido no meio-campo. Barcos segue titular absolutíssimo. A bola parada ainda inexiste. A dinâmica de jogo segue baseada em balões na defesa e toquinhos sem objetividade no ataque. Os jogadores que treinam melhor não são os que jogam e assim por diante.

A lua de mel com Felipão ainda vai durar mais uns dias. Depois é hora de suar os bigodes.

Felipão com a razão

30 de julho de 2014 35
Felipão nos emociona, mas é também uma escolha também racional.

Felipão nos emociona, mas é uma escolha também racional.

Por Caue Fonseca

O retorno de Luiz Felipe Scolari ao Grêmio é, por motivos óbvios, carregada de emoção. Lágrimas passaram a pegar mal depois da Copa do Mundo, mas creio que não foram poucos os torcedores que assistiram à TV, há pouco, com olhos marejados.

É bonito ouvir de Felipão que ele chega no momento em que também precisa de um abraço, e que o Grêmio era o único clube do qual aceitaria proposta nesse momento. Esse é um carinho que nós precisávamos, um treinador que acredite que o Grêmio não é apenas o distintivo da vez no abrigo. O Grêmio é o Grêmio.

Mas foi a parte menos emotiva que mais me agradou na entrevista de Felipão. Gostei de ouvir do treinador que a escolha dele pelo Grêmio envolveu também aspectos racionais.

Segundo Scolari, antes de aceitar a proposta, ele escalou o amigo e novo auxiliar técnico, Ivo Wortmann, para um diagnóstico. Basicamente, queria saber o tamanho da encrenca que seria assumir o tricolor a essa altura do campeonato. Porque dependendo da bronca, não há carinho que resolva.

Mas o que Ivo Wortmann viu foi aquilo que me levou a dizer, dias atrás, que a minha perspectiva para o novo técnico, independentemente do nome, era otimista. O Grêmio tem um bom grupo recém reforçado, está em uma posição da tabela do Brasileirão abaixo do seu potencial e ainda contornável, e estreia na Copa do Brasil a oito jogos do título.

Portanto, o Grêmio é um time pronto para dar certo. O que mais faltava, veio na mala de Felipão: união (política, especialmente), paciência e ânimo. Tem tudo para dar certo.

Taí o homem

30 de julho de 2014 9

felipao

Vamos aguardar o que Luiz Felipe Scolari tem a dizer antes de fazer o post do dia. Porém, de cara fico muito feliz de ver a torcida, depois de tanto tempo, receber um ídolo no aeroporto. Logo mais, conversamos. Bom dia a todos. O melhor em anos, eu diria.

Com a faca debaixo do bigode

29 de julho de 2014 81
Lembramos do Felipão de 1995, mas precisamos do de 2014 mesmo: mais contestado do que nunca. (Foto: Guaracy Andrade, BD)

Lembramos do Felipão de 1995, mas precisamos do de 2014 mesmo: mais contestado do que nunca. (Foto: Guaracy Andrade, BD)

Por Caue Fonseca

Bendito seja Celso Roth que nos trouxe Luiz Felipe Scolari de volta.

Alguns gremistas no limite da rabugice dirão se tratar de mais uma amostra de pensamento mágico. Que Felipão chega ao tricolor obsoleto, para manchar sua própria trajetória, como fez no Palmeiras e na Seleção Brasileira.

Não é por isso que estou soltando foguetes. O Felipão que o Grêmio precisa não é o de 1995, é o de 2014 mesmo. Ferido e motivado pela contestação.

Ontem, ao site da ZH, me pediram um parágrafo sobre o perfil do novo técnico. Pedi apenas trabalho e pulso firme. Mais do que um bom técnico, um bom chefe.

A tudo isso, Felipão soma credibilidade. Que jogador será capaz de questionar Scolari quando posto a esquentar o banco por mau desempenho? Que torcedor terá coragem de vaiar uma substituição?

Felipão certamente veio para pagar uma dívida de gratidão com Fábio Koff. Mas torço também para que esteja disposto a demonstrar do que o seu Grêmio é capaz quando o Brasil inteiro discursa contra ele.

Já superamos um 5 x 1 com um 5 x 0, certa vez. Não são dois golzinhos a mais que vão intimidar uma torcida acostumada ao impossível.

E digo mais: que bom gremista já não está com a faca entre os dentes para o Gre-Nal do Beira-Rio sabendo a quem pertence o bigode acima da lâmina?

Esqueçam os gringos

29 de julho de 2014 91
¿Cuántos años sin títulos? Trece?! Ohhhhh .....

¿Cuántos años sin títulos? Trece?! Ohhhhh …..

Por Caue Fonseca

Todo torcedor desejava um acerto rápido com Tite ou Luiz Felipe Scolari, embora nem Felipão seja mais unanimidade para os gremistas.

Conforme os primeiros da lista são praticamente descartados, o que se vê nas manchetes e nas manifestações tricolores são delírios de grandeza. 

Tata Martino, Alejandro Sabella, Diego Aguirre, Jorge Sampaoli… uma sequência de nomes sonoros com aquela aura mágica que só os gringos exercem sobre os torcedores gaúchos. Hablando espanhol, chegará um cavaleiro pra nos guiar às taças perdidas.

Para mim, a torcida está é viajando na maionese.

Primeiramente, nenhum dos treinadores estrangeiros cobraria barato. Até porque o escolhido estaria se aventurando onde bem poucos gringos triunfaram. O Brasil é um país de cultura completamente diversa da América do Sul, da língua aos treinamentos. Diferenças que afetam até treinadores competentes, mas sem o conhecimento da aldeia.

As últimas e raras experiências terminaram cedo: o espanhol Miguel Ángel Portugal, no Atlético-PR, o uruguaio Jorge Fossati no Inter… agora mesmo o argentino Ricardo Gareca come o pão que o diabo amassou no Palmeiras.

Uma ideia inusitada assim pode até funcionar, mas apenas se planejada nos mínimos detalhes. Dependeria de meses de adaptação, de estudo do elenco, de toda uma mudança de metodologia de trabalho desde a pré-temporada. Seria até irresponsável a direção fazer algo assim a meses de uma eleição para a presidência do clube. Quem disse que o próximo presidente concordaria com tal empreitada?

Um projeto assim só poderá ser pensado a partir do que as urnas definirem para o Grêmio no próximo biênio.

Para o restante de 2014, com direito ao batismo de fogo no Gre-Nal do dia 10, o nome mais correto será o de um técnico que já entenda um mínimo do futebol gaúcho. Firmará um contrato até o final do ano, mais para ajustar o time e tentar a sorte na Copa do Brasil, competição de tiro curto, do que com maiores pretensões no Brasileirão. Terá de chegar chamando os jogadores pelo nome e treinando em dois turnos, pois o tempo urge.

Quase não tenho mais dúvida de que o escolhido será uma decepção para a torcida, mas não pensem algo muito além desta lista: Renato Portaluppi, Dorival Júnior, Vágner Mancini, Roger Machado, Gilmar Dal Pozzo ou Ney Franco.

Também não me empolgo muito com nenhum deles, mas é preciso ter pés no chão. Delirar com super-heróis hispanohablantes só servirá para nos decepcionar ainda mais com o escolhido.

Olhando para frente

27 de julho de 2014 114

Por Caue Fonseca

Enderson Moreira teve hombridade depois da derrota contra o Coritiba por 3 a 2. Se os reforços vieram, se o time teve treino, se o adversário era o pior possível, alguém tem de se responsabilizar pela derrota, e esse alguém é o comandante.

Enderson é um técnico jovem, trabalhador e ambicioso. Assinou um contrato sem multa rescisória e deu o seu melhor. Mas tenho a impressão de que ele ainda não está pronto para motivar grupos matreiros, para peitar medalhões e, sobretudo, para conduzir um time pressionado  por mais de uma década sem títulos.

Enderson precisa treinar mais alguns Goiáses, talvez alguns Bahias, para não dar um novo passo maior do que as pernas.

Agora, o Grêmio vai ao mercado buscar um substituto.

O primeiro empecilho é quanto está disposto a pagar.

Há semanas, acertou salário de R$ 300 mil com Fernandinho. Apesar de gostar do atacante, eu trocaria ele e mais o salário de Enderson por um treinador que custasse R$ 500 mil e eu confiasse. Porém, desconfio que o Grêmio vá ao mercado sem muita bala na agulha.

A torcida fará campanha por Tite, e está coberta de razão. É o melhor treinador do país, tanto taticamente quanto em motivar um grupo de jogadores. O grisalho na cabeça de Adenor Bachi ainda era apenas uma mecha quando ele e o Grêmio conquistaram o último título nacional tricolor.

A dúvida é se Tite aceitaria. Se é o que tem em mente após a Seleção não convocá-lo.

Outra hipótese é Felipão, com quem temos uma dívida de gratidão imensa. Porém, não creio que Luiz Felipe Scolari vá repetir o mesmo erro que cometeu com o Palmeiras e com a Seleção: colocar em risco sua imagem de ídolo em um time pelo qual já conquistou tudo.

Não é um nome que lotaria aeroportos, mas há Vágner Mancini, que deve estar louquinho de vontade de deixar o Botafogo. É um bom treinador a quem o Grêmio não deu tempo suficiente em 2008.

Quem mais? Renato Portaluppi, na base da contradição e do pensamento mágico? Celso Roth, para já aproveitar a passagem por Porto Alegre?

Venha quem vier, companheiros, minha perspectiva é otimista. O Grêmio tem um dos grupos mais qualificados do Brasil, um dos melhores estádios, uma torcida apaixonada, seus problemas financeiros não são mais graves do que o do restante dos clubes brasileiros. É um time pronto para dar certo. Basta acertar a mão.

E você, torcedor comentarista, quem deseja na casamata tricolor?

 

Não mais do que a obrigação

26 de julho de 2014 30
Zé Love, o Barcos ruivo (Foto: site do Coritiba, reprodução)

Zé Love, o Barcos ruivo (Foto: site do Coritiba, reprodução)

Por Caue Fonseca

Confesso que vim aqui preparado para fazer um post no estilo “Cuidado com o Coritiba”, lembrando que times treinados pelo professor Celso Roth costumam ser encardidos. Defesas sólidas e, não raro, vitórias fora de casa conquistadas na base do o-que-vier-lá-do-ataque-é-lucro.

Mas tá díficil, viu.

O Coritiba está com os dois pés fincados na zona de rebaixamento. Conquistou pouco mais de um quinto dos pontos disputados até aqui.

A defesa, sempre tão sólida com Roth, tomou 13 gols em 11 jogos. O ataque é tão infértil quanto o nosso: oito gols. O Coxa tem até mesmo o seu próprio Barcos: Zé Love, um dos jogadores mais inacreditáveis da primeira divisão desde que jogava pelo Santos de Neymar. Sem ele, ainda está em branco neste Brasileirão.

Mas teve a parada da Copa, não teve? Celso Roth teve um mês para ajustar o time.

Teve, e o resultado foi 2 a 0 para o Figueirense em casa no primeiro jogo pós-Mundial e sonolento 1 a 0 para o Botafogo em Volta Redonda.

Cavocando bem cavocado, o Coritiba apresenta quatro fatores de preocupação:

1. Alex, um jogador decisivo mesmo se estivesse sonâmbulo e de muletas;

2. O bom goleiro Vanderlei. Gostaria de ter esse cara no grupo do Grêmio, diga-se;

3. O volante Baraka, que entra no time titular neste jogo. Pode não ser grande coisa, mas ao menos no Mortal Kombat dava um medão;

4. Roth na iminência de perder o emprego, mas, dependendo da vontade de sacar o fundo de garantia, abandonar esse barco pode até ser algo que o técnico almeje a esta altura do campeonato.

Nenhum dos quatro é motivo grande o suficiente para servir de desculpa ao grupo de Enderson Moreira. Hoje, o Coritiba é o adversário que todos os clubes desejariam enfrentar no Brasileirão.

Vitória neste domingo, na Arena, não é mais do que a obrigação.

O escolhido

25 de julho de 2014 39
Fernandinho: uma boa perna esquerda, mas com mais velocidade (Foto: Facebook do Grêmio)

Fernandinho: uma boa perna esquerda, mas com mais velocidade (Foto: Facebook do Grêmio)

Por Caue Fonseca

Nós até especulamos aqui, mas na verdade nunca houve muito espaço para discussão.

Com o nome no BID e titular em todos os treinamentos da semana, ao que tudo indica o substituto de Alán Ruiz contra o Coritiba é Fernandinho.

Eu preferia vê-lo no ataque, em sua posição, mas a saída do argentino deu margem para que o último reforço do Grêmio para esta temporada faça sua estréia antes.

Ainda acho que o Grêmio acertou um salário alto demais e por um tempo longo demais com um jogador que não tem um currículo dos mais espetaculares. Mas vamos tentar ver o lado bom.

Se por um lado Fernandinho marcou poucos gols no Galo em 2013 (somente sete) é importante levar em conta que ele chegou na janela de agosto, e atuou em um time que fez do Brasileirão um imenso jogo treino após vencer a Libertadores.

O admirável em Fernandinho é fazer um jogo vertical e em velocidade. São poucas as jogadas dele em que o atacante não parte em direção ao gol, sempre conduzindo a bola de pé esquerdo com rapidez e – importantíssimo – buscando a conclusão.

Alán Ruiz chuta bem, mas falta-lhe velocidade. Nesse sentido, Fernandinho é um acréscimo. Já que estamos atrelados ao atleta até 2017, tomara que o jogo dele encaixe no time de uma vez.

Abaixo, um compilado de jogadas do atacante pelo Atlético-MG:

 

O que mais precisamos?

24 de julho de 2014 69
Coelho faz hat-trick em treino, será o suficiente? (Foto: Facebook do Grêmio, reprodução)

Coelho faz hat-trick em treino, será o suficiente? (Foto: Facebook do Grêmio, reprodução)

Por Caue Fonseca

A notícia é de que debaixo da chuvarada de ontem, quem lavou a égua foi Lucas Coelho e Jean Deretti, dois nomes cujos traseiros já devem estar marcados no banco de reservas do Grêmio, tamanho o tempo em que observam os titulares ciscarem em busca de gols, raros como em 2013.

Cada um deles fez três gols no treino que terminou 7 a 0 (repetindo: SETE a zero) para os reservas. O último gol foi de Rodriguinho.

Não sei mais o que é preciso acontecer para Barcos dar lugar a Lucas Coelho no ataque do Grêmio. Se tudo o que temos entre um jogo e outro são treinos e em treinos um guri se destaca enquanto o medalhão consagrado é tão inoperante quanto em jogos oficiais, então o que está faltando?

Bom que se diga, trocar Barcos por Lucas não é garantia de sucesso. Os mais velhos recordarão aqui do centroavante Adão, que em 2000 veio do Caxias para marcar cinco gols  em seu primeiro treino. Sua passagem pelo Grêmio meio que terminou por ali também. É do folclore do futebol os leões de treino: jogadores que assombram nos coletivos, mas se tornam gatinhos em campo.

Seria injusto classificar Lucas ou Deretti dessa forma sem poder vê-los em campo por tempo suficiente. O benefício da dúvida, desta vez, é de Lucas Coelho. Não sei se ele é a solução para o ataque do Grêmio. Só o que sei é que vale a tentativa. Até a oportunidade é perfeita: contra o vice-lanterna (sete pontos em 11 jogos), em casa, com a torcida louca para vê-lo em campo.

E então, Enderson? Vamos nessa ou esperamos perder mais gols, quem sabe mais alguns pontos em casa, até o Gre-Nal do dia 10?

***

O Guilherme Mazui estará de férias nos próximos dias. Diz que volta na semana do clássico que é pra dar sorte. Vamos que vamos.

 

Elano não tem espaço no Grêmio

23 de julho de 2014 68
Elano fez sete gols em 2013. FOTO: Ricardo Duarte

Elano fez sete gols em 2013. FOTO: Ricardo Duarte

Por Guilherme Mazui

Pois nem o Flamengo aguentou Elano por muito tempo. Deve romper o contrato com o meia de 33 anos, que voltará ao Grêmio. Espero que não esquente muito o banco por aqui. Não vejo espaço para o veterano no time.

Elano míngua a cada ano. Impressiona sua queda de rendimento, técnico e físico, pontuada por seguidas lesões. Ele disputou a Copa de 2010, era titular de Dunga, peça importante do time. Foi campeão da América com o Santos em 2011, tendo boas atuações. Perdeu o gás na temporada seguinte, quando chegou ao Grêmio. Chegou e convenceu.

No Brasileirão 2012, Elano fez sete gols pelo Grêmio, incluindo um Gre-Nal. Foi decisivo para classificação à Libertadores. Iniciou 2013 bem, mas se apagou ao longo da temporada, perdendo espaço a partir da contratação de Renato. Pela boa batida na bola, passou a ser colocado nos minutos finais, porém, com raro sucesso.

O calendário trouxe 2014 e o meia tomou o rumo do Flamengo, que divide seu salário milionário com o Grêmio. Em 15 jogos, entre Brasileirão, Carioca e Libertadores, marcou três gols e deu duas assistências. Tem tudo para ser dispensado.

Como disputou quatro partidas no Brasileiro, Elano pode ser usado pelo Grêmio ou negociado com outro clube. Espero que encontre outros ares. Caso não surjam interessado, que fique treinando, mas sem prioridade para entrar no time.

Não vejo em um meia de 33 anos, que cai de rendimento a cada temporada, tesão e capacidade de melhorar o Grêmio. Seu possível aproveitamento tiraria a oportunidade de um garoto, soterraria novas oportunidades para Maxi Rodríguez ou Jean Deretti, por exemplo.

Elano já está perto do adeus.  É melhor apostar em quem tem futuro pela frente.