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Posts de setembro 2014

Em busca de mais nove vitórias

30 de setembro de 2014 27
Felipão pode voltar à Libertadores 20 anos depois do bi. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Felipão pode voltar à LA 20 anos depois do bi. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Outubro bate à porta com o Grêmio firme na disputa por vaga na Libertadores. Imaginem a mobilização provocada por ver Felipão na casamata tricolor 20 anos depois do bicampeonato da América. Seria épico.

Com os últimos meses de futebol de 2014, chega o momento de fazer contas e secar rivais - sem esquecer do principal, ganhar os próprios jogos. Desde que o Brasileirão é disputado por 20 clubes, jamais um classificado à Libertadores, mesmo em anos com G-5, somou menos de 60 pontos. Quem ultrapassou os 65 jamais ficou de fora.

O Grêmio tem 43 pontos, em quinto lugar, mesma marca de São Paulo e Atlético-MG, terceiro e quarto colocados. Pela comparação com outras temporadas, teríamos de somar mais 23 pontos. Logo, com oito vitórias nas 13 rodadas que restam, estaremos na Libertadores. Nove vitórias e a chance de vaga direta é enorme. Desejo os nove triunfos para não deixar margens de erro.

A performance exige a manutenção da regularidade dos últimos jogos, algo difícil. Porém, a missão pode ser facilitada. Sou Cruzeiro desde criancinha na Copa do Brasil. Melhor, desejo uma final mineira, diante do Galo. Quem sabe contra o Corinthians. Se algum postulante ao G-4 vencer a Copa do Brasil, teremos G-5.

Já na Sul-Americana é prudente secar os Brasileiro: São Paulo, Bahia, Vitória e Goiás. Além de toda secação, o mais importante é o Grêmio ganhar seus jogos. A começar pelo São Paulo, sábado, na Arena. Bora lotar o estádio!

>> Último classificado à Libertadores
2013 – Botafogo 61p (quinto Vitória 59)
2012 – São Paulo 66p (quinto Vasco 58)
2011 – Inter 60p (sexto São Paulo 59)*
2010 – Grêmio 63p (quinto Atlético-PR 60)
2009 – Cruzeiro 62p (quinto Palmeiras 62)
2008 – Palmeiras 65p (quinto Flamengo 64)
2007 – Cruzeiro 60p (sexto Grêmio 58)*
2006 – Paraná 60p (sexto Vasco 59)*
* Brasileirão com G-5

Um time começa pela defesa

29 de setembro de 2014 32

Por Carlos Rollsing

Tão importante quanto fazer gol é saber evitá-lo. Antes de colocar a bola na rede, uma equipe sólida se preocupa em anular o ataque adversário. Essa é a minha visão sobre o futebol. E creio que é também a da maioria dos gremistas. Pro inferno com teses como futebol total. Esse estilo foi derrotado historicamente e hoje não tem mais espaço no esporte mundial.

Neste domingo, me enchi de satisfação com o oitavo jogo consecutivo do Grêmio sem sofrer gols. Minha alegria foi completa porque superamos a tremenda dificuldade em fazer gols e colocamos duas bolas no barbante do Botafogo com Barcos.

Uma defesa sólida ganha campeonatos, garante vitórias. E o Grêmio marca forte sem fazer retranca. Na maior parte do jogo, ocupa o campo do adversário, sufocando a saída de bola, se aproximando do gol e arrematando com frequência. Muito mérito do Felipão, que devolveu ao Grêmio a sua identidade, com futebol de marcação, de pegada, de pressão sobre o oponente (Felipão >>> José Mourinho). Tudo bem, vamos tolerar as brincadeiras nascidas no sentimento de empolgação. Mas uma coisa eu digo: Felipão até pode estar ultrapassado para o primeiríssimo escalão do futebol mundial, a Copa mostrou isso, mas aqui no futebol brasileiro ele ainda está no topo e tem muita lenha pra queimar. Longa vida ao Felipão, que em pouco tempo transformou o time do Grêmio.

Agora, em 25 jogos, sofremos 14 gols no Brasileirão. Uma bela marca, digna da melhor defesa do campeonato. O caminho é esse, seguir muito sólido na defesa (salve Marcelo Grohe!) e afiando a pontaria para fazer mais gols lá na frente.

Só para mostrar a força de uma defesa sólida, fiz uma breve pesquisa para recordar que em 2007 o São Paulo de Muricy foi campeão brasileiro sofrendo apenas 19 gols em 38 jogos. Isso é pra matar um torcedor de orgulho. Nos mesmos 38 jogos, o São Paulo anotou 55 gols, média bem inferior a dois gols por jogo. Na prática, o que ocorria é que o time de Muricy não era vazado e, em algum momento do jogo, ia ao ataque e fazia um golzinho, garantia os três pontos. Não precisa golear ou dar show.

Sábado é dia de lotar a Arena para vencer justamente o tricolor paulista, ingressar no G4 e não sair mais!

 

Atenção, direção: O velhinho Zé Roberto tá gastando a bola na lateral-esquerda. Dificilmente vamos dar outro tiro certo e achar jovens como Alex Telles ou Wendell a baixo custo. O negócio é encaminhar mais um ano de contrato com o Zé! Mais um ano, Zé! Mais um, Zé! Mais um!

 

 

O dono do Maraca

28 de setembro de 2014 45

Por Guilherme Mazui

Ponham todas as rodadas do Brasileirão no Maracanã. Que entrem mais cariocas no campeonato. O Grêmio agradece. Será campeão. É o atual pai do Rio, o atual dono do Maraca.

A vítima da vez foi o Botafogo, um 2 a 0 que poderia ter sido goleada. Se o Grêmio tivesse metido cinco no Fogão, não seria exagero. Em nove pontos disputados no Rio, ganhamos sete. Ainda entram na conta duas vitórias na Arena contra Botafogo e Fluminense. Supremacia absoluta.

Diferentemente do empate sem gols com o Flu, desta vez a bola entrou. E poderia ter sido mais. Faltou precisão no passe no final e no acabamento, pontos a melhorar. No mais, repetimos a virtude de uma defesa segura e um meio-campo mordedor, que procura ficar com a bola.

Zé Roberto fez uma grande apresentação. Quarentão, não fica devendo para os outros laterais do campeonato. Pará foi bem na marcação e no apoio. Felipão fez algo óbvio, que outros técnico não faziam: quando o lateral está em campo, a bola passa o mínimo necessário por ele. O jogo não nasce no pé de Pará, que fecha a direita e ataca na boa.

Barcos fez um partidaço. Dois gols, bola na trave, auxílio na marcação. Chegou aos 11 no Brasileirão, 26 na temporada, baterá seu recorde pessoal. É nosso melhor jogador em 2014, junto com Marcelo Grohe.

Nosso goleiro soma oito jogos sem levar gols. Contra o Botafogo, na bola mais difícil do jogo, salvou o voleio de Sheik. Fez o que se espera do goleiro decisivo: salvou a bola capital.

Com Marcelo bem lá atrás e Barcos bem na frente, superamos com louvor uma semana com dois jogos fora. Chegamos aos 43 pontos, no quinto lugar, mesma marca de Atlético-MG e São Paulo.

Aliás, sábado recebemos os paulistas na Arena, confronto direto. Por favor, 50 mil pessoas no estádio. É a hora da arrancada.

Avante, Grêmio! Em 2015, com Felipão na Libertadores.

Domingo para outro crime no Rio

27 de setembro de 2014 9

Por Guilherme Mazui

O Grêmio volta ao Maracanã diante do Botafogo, mais um episódio da perseguição ao G-4. Mais uma rodada delicada, na qual é possível ingressar na zona de classificação à Libertadores ou cair para o sétimo lugar. Logo, pontuar é preciso. Eis um domingo ideal para outro crime no Rio.

Pela rodada, é necessário um tanto de secação para entrar no G-4. Temos 40 pontos. Pela matemática só conseguimos passar o Atlético-MG, com os mesmos 40, mas que recebe o Vitória. Barbada similar tem o Inter (44), diante do Coritiba em Porto Alegre.

Já o líder Cruzeiro (52) visita o Sport, enquanto o grande duelo é no Morumbi: São Paulo (43) x Fluminense (37). Ideal para um empate. Outro que seria salutar tropeçar é o Corinthians (40), que visita o Atlético-PR.

Apesar de toda secação aos rivais, o principal é o Grêmio fazer sua parte: vencer o Botafogo. Vai precisar repetir a defesa invicta e acertar o pé lá na frente. A bola tem de morrer nas redes, não na trave como na quarta-feira passada. Ó adversário vive momento conturbado, vai pressionar. Confio em um bom resultado.

Mais uma vez o sucesso ofensivo passa pela velocidade de Dudu, o oportunismo de Barcos e algum lance inesperado de Luan. Sei que pelas performances recentes, será difícil ver muitos gols. Um golzinho, sem levar outro, basta. Repetir o crime feito no Flamengo, manter a invencibilidade diante dos cariocas no Brasileirão.

Sonho diariamente com um gol de escanteio ou falta, seria lindo ganhar com a volta de uma arma que o clube sempre teve como característica. A bola parada estéril nos atrapalha. O domingo também poderia reinaugurar a fase da bola erguida na área ser real chance de gol.

Onde estão os moralistas?

26 de setembro de 2014 69

Por Carlos Rollsing

Já escrevi que concordei com a punição ao Grêmio pelo episódio de racismo contra o goleiro Aranha. Disse, também, que o caso era grave e não poderia passar em branco. Ainda assim, houve um momento em que fiquei alarmado. Os fatos estavam sendo utilizados como pretexto para achincalhar o Grêmio, pisotear sua história, lhe atribuir carimbos nefastos, manchar sua imagem de forma indelével. Em determinada hora, a abordagem era agressiva, odiosa, com o emprego de muitos adjetivos, uma massacre contra a instituição Grêmio.

Os dias passaram, as coisas foram se ajustando, conseguimos superar, embora haja muita coisa para ser feita pensando em evitar erros semelhantes no futuro. Uma pergunta eu guardei na memória: como vão reagir os moralistas, esses que lincharam o Grêmio, quando outros casos graves de racismo ou violência física se repetirem no futebol brasileiro?

Os fatos não tardaram muito a acontecer. Foram três somente nos últimos dias. Na terça-feira, um sujeito chamou o zagueiro Gil, do Corinthians, de “macaco de merda”. Sim, está registrado na rede social Instragram, escrito com todas as letras: “macaco de merda”.

Qual a diferença entre gritar “macaco”, como fez Patrícia Moreira na Arena, e escrever “macaco de merda” numa rede social? A injúria racial não é a mesma?

Na madrugada da última quarta-feira, torcedores do Avaí retornavam de Curitiba, onde o time catarinense havia enfrentado o Paraná, e um fã do time catarinense foi morto com uma pedrada. Morto! Uma porção de indivíduos foi flagrada por câmeras de segurança. Eles desceram de um carro, se posicionaram no parapeito de uma elevada, que passava sobre a rodovia, e, quando o micro-ônibus se aproximou, lançaram pedaços enormes de rocha. Um deles quebrou o parabrisa e atingiu o torcedor do Avaí, ceifando sua vida. Estamos falando de um homicídio. O futebol brasileiro voltou a matar. Ou os indivíduos que lançaram as pedras nada tinham a ver com futebol?

Domingo passado, Belo Horizonte virou praça de guerra antes do clássico Cruzeiro e Atlético. Cerca de mil torcedores do Galo esperavam ônibus em certo ponto de concentração quando cruzeirenses abriram fogo! Balearam quatro pessoas. E o pior é que a PM fazia escolta. Mas os atiradores, seguros de si, pouco se importaram. Passaram fogo mesmo. Azar o da Polícia. Depois, um cruzeirense foi preso com bomba de pregos. Dentro e fora do estádio, mais brigas. Bares do Mineirão foram saqueados.

Em três dias, tivemos morte, baleados, pancadarias, estabelecimentos saqueados e um jogador chamado de “macaco de merda”.

Eu fico me perguntando porque nenhum desses episódios ganhou um centímetro da proporção do caso Patrícia/Grêmio. Por quê? Claro, Patrícia foi flagrada gritando a injúria. A imagem repetida à exaustão causou comoção, ódio e bárbaros desejos de vingança.

Mas e a expressão “macaco de merda” escrita na rede social? E quanto aos caras lançando pedras e matando uma pessoa, tudo registrado em vídeo? E os atleticanos hospitalizados? Banalizamos as mortes e as tentativas de homicídio? Depois de Patrícia, já não atribuímos tanta relevância quando alguém é chamado de “macaco”?

Já disse que a imagem que flagrou Patrícia na Arena foi determinante para o tamanho da repercussão, mas fico pensando se será apenas isso. Por que nos outros casos os registros são apenas noticiosos? Por que as redes sociais não estão tomadas por donos da verdade e sentenciadores de futuros? Por que nenhum prepotente do centro do país saiu arrotando seus adjetivos para arrebentar com os times envolvidos? Não gosto de teorias da conspiração, mas, nessas horas, fico até seduzido em acreditar em certas coisas. Afinal, por que a repercussão do caso do Grêmio foi tão superior aos demais?

Estou cheio de perguntas. Mas a maior das minhas dúvidas, aquela que não consigo deixar de lembrar por um só minuto, é a seguinte: onde estão os moralistas?

 

Deixamos dois pontos no Rio

25 de setembro de 2014 71

Por Carlos Rollsing

Se eu não tivesse assistido ao jogo, se eu desconhecesse as circunstâncias, eu ficaria contente com o resultado diante do Fluminense no Maracanã. Empate sem gols, ingresso no G4, o que estávamos perseguindo há tempos.

Mas, como eu vi o jogo, estou muitíssimo irritado. O Grêmio, mais uma vez, perdeu uma infinidade de gols. Desperdiçou diversos lances por erro no último passe. Em 24 rodadas no Brasileirão, são 19 gols. Menos de um por jogo. Isso é ridículo. Média de time que briga para não ser rebaixado. No Brasileirão, o Grêmio só marcou mais gols do que Criciúma e Palmeiras, os dois últimos colocados. Uma vergonha. Contra o Fluminense, Dudu perdeu gols, Barcos, este de boa atuação, também. Fellipe Bastos acertou a trave.

O primeiro tempo do Grêmio só não foi perfeito porque o gol não saiu. E não saiu pelos velhos problemas: falhas no último passe e no arremate. Com marcação avançada, o time de Felipão explorou a fragilidade da defesa do Fluminense e teve mais posse de bola, finalizou com frequência. Dominada, a equipe carioca nada fez no primeiro tempo, exceto um chute de longa distância de Cícero que passou com perigo. Saiu no lucro o tricolor carioca por não ter sofrido gol.

Era interessante o que se via em campo. Troca de passes envolvente, viradas de jogo, triangulações e belas jogadas fizeram parte do repertório do Grêmio. No início do segundo tempo, o Grêmio aumentou a pressão, perdeu mais gols, voltou a acertar a trave, desta vez com Barcos. Mas, a partir dos 15 minutos, o time não teve mais pernas para marcar no campo do adversário e o Fluminense cresceu. Equilibrou as ações e criou chances claras de gols. Marcelo Grohe fez três grandes defesas, somando mais de 700 minutos sem sofrer gol, ampliando seu recorde histórico de invencibilidade.

No final das contas, ficou um sabor muito ruim desse empate. O campeonato não está decidido, apesar da dianteira larga do Cruzeiro, e deixamos dois pontos no Rio. Para comemorar, a evolução do time, sobretudo nos jogos fora de casa. Felipão não pode entrar em campo para finalizar pelos jogadores, mas é flagrante o fato de que o time hoje é muito mais organizado e competitivo do que na era Enderson Moreira. E entramos no G4. Celebremos isso, portanto. Domingo, novamente no Maracanã, precisamos fazer gols. Urgentemente!

 

Curtas

1 – Bola parada em favor do Grêmio, seja escanteio ou falta, significa que nada vai acontecer. A cobrança é fraca, rasante, na cabeça do defensor adversário posicionado no primeiro pau.

2 – Héber Roberto Lopes deve ser o árbitro que mais apita jogos do Grêmio. Como deparo com esse cidadão. Uma faltinha invertida aqui, outra ali, ele sempre prejudica o Grêmio.

3 – Acertada a escolha de Felipão por Bressan para substituir Geromel.

4 – Por que Fernandinho demorou tanto a entrar? Dudu e, principalmente, Luan não faziam nada em campo.

5 – Dudu ou Euller? Só o tempo dirá!

Confronto direto no Rio

24 de setembro de 2014 22
Luan calou o Maraca contra o Fla. Repeteco contra o Flu? Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Luan calou o Maraca contra o Fla. Repeteco contra o Flu? Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Visitar o Fluminense nos últimos anos tem sido pedreira para qualquer clube do Brasil. Não será diferente com o Grêmio nesta noite de quarta-feira. Contudo, é o típico jogo do algo a mais, aquele jogo que rende pontos preciosos que poucas equipes conquistam. O Grêmio tem a oportunidade de mostrar que pode ir além das barbas do G-4.

Fluminense x Grêmio é confronto direto pela possibilidade de ingresso na zona de classificação à Libertadores. Com 39 pontos, a um do G-4, o Grêmio tem a chance de desmobilizar um adversário pela vaga. O Flu soma 36. Caso vença, nos ultrapassa pelo saldo de gols. Com vitória gremista, disparamos seis, empurramos os cariocas para o meio da tabela.

Vivemos uma semana complicada pelos dois jogos seguidos fora de casa, que podem nos afastar do cobiçado G-4. Na rodada desta quarta, dois adversários com jogos difíceis são mandantes: o São Paulo recebe o Flamengo e o Atlético-MG o Santos. Já os demais têm confrontos teoricamente mais fáceis. O Cruzeiro visita o Coritiba, o Inter recebe o Criciúma, o Corinthians pega o Figueirense fora de casa.

O desenho da rodada só reforça a importância de um bom resultado contra o Flu. Podemos ingressar no G-4 ou despencar para o sétimo lugar. Felipão mantém a formação com três volantes, apostando na velocidade de Dudu, em algum lance inesperado de Luan e no oportunismo de Barcos. E a defesa, claro, precisará ampliar sua invencibilidade – aliás, a ausência de Geromel é um ponto a superar.

Nossa proposta é boa para jogar como visitante, contudo, desde a vitória sobre o Flamengo, também no Maracanã, que o time não tem uma atuação consistente. Foram quatro jogos seguidos sem empolgar, porém, sem derrotas e somando pontos. Chegou a hora de embalar com bom futebol.

Grohe é merecedor do recorde

23 de setembro de 2014 36
Marcelo invicto há 628 minutos. Foto: Diego Vara

Marcelo invicto há 628 minutos. Foto: Diego Vara

Por Guilherme Mazui

Marcelo Grohe grifou seu nome na história centenária do clube. É o goleiro que passou mais tempo sem levar gol. É um paredão que computa 628 minutos de invencibilidade. Superou Picasso, arqueiro tricolor da década de 1970.

Fico muito feliz pela marca do nosso goleiro. É um cara sério, trabalhador, cresceu dentro do clube e soube ter paciência para ser titular, reserva, voltar a ser titular, reserva outra vez e novamente titular. Grohe já levou frango em Gre-Nal, mas já foi campeão gaúcho e herói de classificação nos pênaltis pela Libertadores.

Nestas indas e vindas, ele melhorou seu desempenho pessoal. Grohe melhorou a saída pelo alto (espero não queimar a língua no próximo jogo), que era uma deficiência sua. Não tem tentado adivinhar o lado dos chutes, outro ponto positivo.  Falta-lhe um título de expressão pelo Grêmio, mas isso falta para todo bom jogador que passa pelo Humaitá.

Também é preciso colocar na conta do recorde o mérito do sistema defensivo. A equipe marca forte no meio, a zaga anda bem posicionada. Contra a Chapecoense, o goleiro só precisou fazer intervenções pontuais.

Pelos números, por ser o menos vazado do Brasileirão, creio que Grohe é o melhor goleiro do campeonato até o momento. O cruzeirense Fábio vem bem, assim como o corintiano Cássio. Grohe tem sido mais regular, falhado menos do que os adversários.

Por toda sua história no clube, Grohe é merecedor da boa fase.

***

Marcos Chitolina deixou o departamento de futebol do Grêmio. Foi tarde. Junto com Rui Costa, protagonizou uma avalanche de contratações apagadas. Assumiu em 2013, lá se vão duas temporadas sem um lateral-direito eficiente e sem um armador, sendo que temos uma folha de pagamento respeitável. Falta ao Grêmio um diretor de futebol mais matreiro.

***

Gurizada, Carlos Rollsing anda ausente do blog, mas é por uma excelente causa: nasceu o mais novo gremista do mundo, o Benjamin, filho do Carlos. Pelos próximos dias, ele cuida do filhote e fica na torcida pelo nosso Grêmio.

 

Vitória raquítica

21 de setembro de 2014 77
Dudu, enfim, desencantou. Foto: Lauro Alves

Dudu, enfim, desencantou. Foto: Lauro Alves

Por Guilherme Mazui

Vencemos a Chapecoense sem convencer o mais fervoroso é otimista dos gremistas. Na Arena diante de um candidato ao rebaixamento, veio o 1 a 0 raquítico, que só reforçou nossas aridez na criação e no ataque. Valeu pelos três pontos e a quinta colocação, colado no G-4.

Era jogo para golear. O Grêmio teria goleado se possuísse um meio-campo equilibrado e um ataque mais incisivo. Só que o Imortal vive com três volantes e três atacantes, capenga do pensador que inexiste no elenco. Ruiz, o mais próximo de um armador, foi colocado na Sibéria por Felipão sabe-se lá por qual motivo. Espero que volte a ser relacionado.

No primeiro tempo, Dudu quebrou o jejum que durava desde a Libertadores. Aproveitou o rebote e marcou seu primeiro gol no Brasileirão, após 23 rodadas. O grande mérito do lance foi a assistência de Barcos para Luan. É dose quando o centroavante é o melhor assistente do time.

Ainda tivemos chances claras de ampliar. Luan atravessou o campo e chutou fraco, em vez de servir Dudu. Os contragolpes oferecidos pela Chapecoense evidenciaram a falta de qualidade para trocar cinco passes corretos e verticais até o gol. Meio e ataque sempre optam pelo passe mais difícil, falta-lhes qualidade para executar até os lances mais simples.

O segundo tempo foi de chorar. Chapecoense com a bola e o Grêmio incapaz de ligar um mísero contragolpe. Foi bater a gol aos 38 minutos, com Lucas Coelho. Os escanteios continuam a judiar do coração tricolor. É raro quando um gremista consegue acertar a bola. Quando sair um gol de escanteio, Uruguaiana vira mar.

Já a boa nota mais uma vez foi a defesa, que completou seis jogos sem ser vazada. Levou apenas 14 gols em 23 rodadas, a melhor performance do Brasileirão. É dessa solidez que sobrevivemos.

Com defesa de campeão e ataque de rebaixado, estamos nas barbas do G-4. Imaginem se conseguíssemos melhorar a produção ofensiva. A vaga na Libertadores ficaria na mão. Eis a esperança que nos move até o final do campeonato. Mesmo contrariando a história da temporada, quase em outubro temos de acreditar que criação e ataque vão melhorar.

Vamos para duas partidas fora, contra Flu e Botafogo. Precisaremos muito da nossa boa defesa. E seria conveniente a turma da frente melhorar. O Grêmio precisa terminar a semana de visitante, pelo menos, na mesma colocação. Com virtudes e deficiências, somos capazes de ingressar no G-4.

Hora do ataque funcionar

20 de setembro de 2014 16
Dudu ainda não marcou no Brasileirão. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Dudu ainda não marcou no Brasileirão. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Depois do empate sem gols com o Santos, vem outra partida em casa, outra partida em que teremos de propor o jogo. Espero que criação e ataque funcionem contra a Chapecoense na Arena.

Temos defesa de campeão e ataque de rebaixado. Levamos 14 gols, melhor marca do Brasileirão ao lado do Corinthians, enquanto Cruzeiro e São Paulo sofreram 21 e 25. Já o nosso desempenho ofensivo é vexatório: 18 gols em 22 jogos. O Cruzeiro tem mais do que o dobro de gols (45) e o São Paulo marcou 38 vezes.

Evidente que contra a Chapecoense a defesa precisa manter a boa fase, embalar o sexto jogo invicta. Só que o paredão é insuficiente para vencer. Sem bola na rede, colecionaremos empates e mais empates.

Vivemos a esperar que Dudu acerte o pé, que Luan repita as boas atuações da Libertadores, que um mísero escanteio termine em gol. Em um elenco sem bons armadores e batedores de falta, temos de viver do otimismo nato do torcedor.

Se rasgamos a chance de entrar no G-4 na rodada passada, não podemos desperdiçar uma nova oportunidade. Enquanto o Grêmio recebe a Chapecoense, o Inter visita o Furacão e o Corinthians tem o clássico com o São Paulo.

Na estratégia do longo prazo, a vitória no domingo é fundamental, pois teremos na sequência duas partidas fora de casa (Flu e Botafogo). Portanto, bola na rede, Grêmio. O ataque precisa funcionar.