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Posts de outubro 2014

A política do meio a zero

31 de outubro de 2014 26
Ruiz foi prejudicado pela mania do meio a zero. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Ruiz foi prejudicado pela mania do meio a zero. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Dentro de campo, a nova gestão Koff se notabilizou pela política do meio a zero. Foi assim em 2013, será assim nas últimas rodadas de 2014. Ao gremista, resta torcer e sofrer – com o futebol nada vistoso e a emoção de um resultado sempre apertado.

Confesso que gostaria de ver uma proposta mais ousada em campo, um time mais sedento pela vitória. Porém, com um mês de futebol pela frente, é difícil mudar um estilo comungado por duas temporadas. Sendo pragmático, fecha os olhos e manda bala como está. Seja o que Deus quiser.

Será assim contra o Vitória, amanhã. Mesmo em casa, o Grêmio pensará primeiro em marcar, resguardar a defesa e ficar com a bola. O ataque será secundário. Dependeremos de uma bola, provavelmente nos pés de Barcos. Se o Vitória está na porção baixa da tabela, azar. O Grêmio será pragmático, sem mudanças drásticas, o que compreendo e aceito, apesar das divergências (também anseio por um time sem três volantes). Vamos torcer nesta reta final.

A política do meio a zero é eficiente no Brasileirão para G-4. Levar poucos gols é o caminho. Contudo, ela é insuficiente para título. Os campeões brasileiros costumam ter uma das quatro melhores defesas e exibem, em geral, o melhor ataque da competição.

Se queremos em 2015 sair da fila, aconselho ao novo presidente Romildo Bolzan rever a convicção. Time que defende demais e ataca de menos não ergue troféu.

Briga nem sempre faz mal

30 de outubro de 2014 22

Por Carlos Rollsing

Na leitura da manchete e das primeiras frases, a notícia de que Pará e Lucas Coelho haviam trocado socos no treino de ontem do Grêmio me trouxe preocupação. Chegar no G4 já está difícil ao natural, pelas dificuldades do time, imagine então o quão complicado ficará com o grupo desagregado.
Mas segui lendo e descobri que o próprio Parazinho havia comentado a pauleira na entrevista coletiva, dizendo que os atletas já haviam feito pedidos mútuos de desculpas. Até um abraço rolou.
Diante disso, fiquei com a impressão de que foi uma briga daquelas que não vem para o mal. É conflito entre quem está com gana, entre quem quer vencer e não se conforma com o contrário.
Se isso se traduzir em empenho e vontade dentro e campo, será otimo.
Nem era vivo naquela época, mas li mil vezes que, às vésperas do jogo contra o Hamburgo, na final do Mundial de 83, Renato e Caju tiveram uma terrível briga verbal. Com a bola rolando, Caju lançou para Renato inaugurar o placar. Era vontade de ganhar, misturada com egos e vaidades.
Li ontem uma piada de que finalmente o Pará acertou uma cruzada. Que injustiça. Logo agora, dias depois de ele ter colocado uma bola na cabeça de Riveros, autor do gol de empate contra o Coxa.
Para sábado, a situação é preocupante. Ganhar é obrigação e teremos desfalques importantes. Ze Roberto está fora, Ruiz também. Sem o argentino, fica difícil atender o clamor geral e armar um meio mais ofensivo e com menos volantes.
Sem Ze, grande nome da nossa lateral, Felipão indica que poderá improvisar o pugilista Pará por aquele lado, promovendo o ingresso do instável Matias na direita.
Menos mal que é contra o Vitória, um time de inegável qualidade inferior. Se perdermos para eles em casa, na reta final do Brasileirão, então não merecemos nada no campeonato. Vamos encher a Arena e apoiar.
Sobre Pedro Geromel: não deixem esse cara ir embora. Se isso acontecer, começaremos 2015 precisando contratar dois zagueiros. Que o Grêmio negocie, procure investidores, ofereça parte do passe de um jovem. Geromel é a grande afirmação do time e precisamos de esforços para mantê-lo. Será que os espanhois donos do seu passe não querem Ramiro?

Cinco vitórias ou nada

29 de outubro de 2014 38
Faça alguma coisa, Felipão. Sem conformismo (Foto: Lucas Uebel, Facebook do Grêmio)

Faça alguma coisa, Felipão. Sem conformismo. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

ZH faz projeções para as sete rodadas finais do Brasileirão. Indica a vaga na Libertadores entre 61 e 66 pontos. Creio que o passaporte ficará em 64. Se o Grêmio é sétimo colocado com 51 pontos, precisa de cinco vitórias para classificar sem sofrimentos. Desempenho acima da média da equipe.

Por ser acomodado, o Grêmio vai ficando para trás na tabela. Bate palmas para empates contra os fracos Goiás e Coritiba, enquanto rivais vencem jogos verdadeiramente complicados fora de casa. A fase amiga da tabela termina no próximo sábado, quando recebemos o Vitória. Depois, quatro grandes em seis rodadas, a começar pelo Gre-Nal.

O desempenho atual será insuficiente. Com sorte, será viável se um dos mineiros levar a Copa do Brasil, o que assegura G-5. Para erguer o desempenho, será preciso amassar mais, ser mais incisivo. É o mesmo dilema da temporada passada: atacar mais ou manter o ferrolho que só chega ao G-4? A nova Era Koff fica notabilizada pela política do meio a zero dentro de campo.

É o momento de bancar Alan Ruiz no time, de arriscar novas chances para Erik. Se Luan ressona em campo, banco. Não gosto do trio de volantes, mas será complicado revertê-lo de imediato. O problema é ter três volantes medianos em campo. Fellipe Bastos, que começou bem, ficou molenga, não agrega muita coisa.

Além das limitações verificadas ao longo da temporada, o que mais me preocupa é o postura. Não vejo o Grêmio com a faca nos dentes, com a mobilização necessária para encarreirar vitórias na reta final. Felipão manifesta que, se elas vieram, ótimo. Caso contrário, começamos sem Libertadores em 2015, é da vida. É o conformismo impregnado.

Felipão precisa agir mais. Tem desempenho inferior ao de Renato. O mito não vive apenas de passado, do que fez um dia. Precisa de novos feitos no currículo. O discurso conformista, comungado pelo treinador, desanima. Felipão voltou para fazer o Grêmio voltar a vencer. Não para aplaudir empates insossos contra Goiás e Coritiba.

Compra de Dudu não empolga

28 de outubro de 2014 40

Por Carlos Rollsing

Não me traz muita alegria a notícia de que o Grêmio está preparando uma proposta para comprar Dudu junto ao Dínamo. Alguns milhões, evidentemente. O jovem atacante começou bem, suas atuações foram empolgantes no início do ano, inclusive em jogos da Libertadores. Houve momentos em que se converteu no principal jogador do time. Agradavam sua velocidade, seu ímpeto e coragem para chamar o jogo.
Mas o tempo passou e a fagulha se extinguiu. Dudu caiu em uma mesmice em que passou a errar gols inacreditáveis, além de se caracterizar por uma tremenda dificuldade em finalizar. Um atacante de raros gols. Se não estou enganado, são apenas sete no ano em 48 jogos. Muito pouco. Insuficiente para nós.

Os medíocres versáteis

27 de outubro de 2014 36
Ramiro: 87 jogos, dois gols e quatro assistências. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Ramiro: 87 jogos, dois gols e quatro assistências. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Tostão: “Pior que o medíocre é o medíocre versátil”.

Li a coluna de domingo do Tostão na Folha de São Paulo. Titular da seleção do tri, o comentarista tem propriedade para falar e criticar, pois jogou demais. E Tostão saber ser preciso e eficaz sem firulas. Sabe clarear uma discussão cheia de rococós, como um armador que faz um passe açucarado entre os zagueiros. Assim foi no caso dos “medíocres versáteis”, que, por sinal, estão presentes no Grêmio.

Tostão traz a frase ao criticar cacoetes do futebol brasileiro. Uma mania é transformar em meia o volante bom de passe. O craque defende jogadores versáteis, mas sem forçar a mão. Éle é fã do alemão Toni Kross, que executa todos os movimentos do jogo com precisão: sabe marcar, se posicionar, acerta passes laterais e verticais, é bom na bola parada e sabe finalizar.

Kross é um fora de série, jogador raro no planeta.Tostão sabe disso. E Tostão gosta dos jogadores versáteis, desde que saibam fazer executar os movimentos do jogo. Sua crítica é contra escalar como armador um volante que uma vez ou outra na vida marcou um gol. Lembra Tostão, que os grandes armadores são lembrados mais pela assistências do que pelos gols. Por isso a frase, que considero emblemática.

Diz Tostão que existem cada vez mais jogadores que atuam bem em várias posições (não são decisivos), o que agrada todo treinador. Algo que vejo explícito no Grêmio. Assim, um jogador mediano na técnica e esforçado ao quadrado, como Pará, pipoca entre uma lateral e outra sem jamais deixar o time titular. Pará tem 49 jogos na temporada e três assistências, a última no sábado. Não cumpre com primor, sequer, a exigência básica de sua posição, a precisão no cruzamento.

Vale o mesmo para Ramiro, queridinho e intocável para todos os treinadores. Um volante que corre, corre e corre, que acerta passes de lado e que ninguém sabe direito sua posição. Felipão repete Enderson e Renato: adianta Ramiro, na esperança de que concilie marcação e criação, quiçá um bom arremate. Só que Ramiro tem 87 jogos pelo Grêmio em duas temporadas, com dois gols marcados e quatro assistências. Ramiro é um medíocre versátil.

Estou com Tostão: insistir na polivalência manca não ajuda um time. O atleta fica fora da posição e não agrega muita coisa ao coletivo. Se o futebol exige jogadores versáteis e eficientes, tente formá-los, contrate-os com critério. Não force a mão. Na reta final do Brasileirão, Felipão deveria pensar nisso.

PS: a coluna do Tostão está aqui.

Precisamos mudar o esquema

25 de outubro de 2014 56

Por Carlos Rollsing

Pela lógica de um time que luta para ficar entre os quatro primeiros do Brasileirão, o empate contra o Coxa na capital do Paraná significou a perda de dois pontos. O time paranaense é fraco e o Grêmio demonstrou uma postura excessivamente acomodada a partir dos 20 minutos do primeiro tempo.
Chegou ao esgotamento o modelo com três volantes, seja ele um 4-3-2-1 ou 4-5-1. O time fica absolutamente carente de criação, acéfalo e sem opção ofensiva. Óbvio que o time não dispõe de grandes opções no meio, mas Alan Ruiz entrou no segundo tempo e mudou a fotografia do jogo. Tivemos mais posse de bola, inversões de jogo e ameaçamos mais o adversário. Ruiz tem de ser titular no atual grupo, mesmo fora de casa.
Barcos hoje morreu de fome, coitado. Não recebeu uma bola.
Infelizmente tivemos falhas individuais. Bressan errou no gol do Coxa, e o ótimo Marcelo Grohe quase nos matou do coração ao espalmar uma bola no pé do adversário no final. Por sorte, a ruindade do adversário prevaleceu. Perdeu um gol inacreditável.
O resultado não foi bom, mas seguimos na luta pelo G4. Nosso time é carente, mas sigo acreditando porque a tabela nos favorece.
Para fechar: CARECA ENTROU MOLE NO JOGO! O que estará fazendo Fernandinho para ser preterido pelo jovem Careca?
Dudu, mais uma vez, jogou nada. Sábado próximo, contra o Vitória, na Arena, entramos com a obrigação de vencer.

Sem conformismo no Paraná

25 de outubro de 2014 8

Por Guilherme Mazui

O Coritiba é um adversário complicado no Paraná. Mais pelo momento delicado no campeonato, menos por sua qualidade técnica. E o que um time que pretende disputar a Libertadores faz em um jogo como este? Vence, ora.

Bater o Coxa é aquele algo a mais que tem feito falta, aquela ambição ausente no Grêmio. Entrar em campo conformado com o empate, como fizemos contra o Goiás, será um convite à derrota e à despedida das pretensões de G-4.

A rodada é delicada, pois os principais adversários têm jogos teoricamente fáceis. O Galo recebe o Sport, o Inter o Bahia, o São Paulo o Goiás, o Fluminense o Furacão. Um tropeço e tchau. Uma vitória e podemos voltar ao G-4 – nesta rodada ou na próxima.

Sem Luan, Felipão sinaliza aposta em Erik (na foto de Lucas Uebel), menino da base. Já que todos os meias escalados na temporada não empolgaram, o técnico acerta ao tentar. Se o piá fracassar, repetirá o desempenho dos demais.

Espero que Erik tente entrar sereno em campo. E que confirme a fama de bom cobrador de faltas, carência crônica do Grêmio. Em uma equipe que leva raros gols, mas também marca poucos, ter uma bola parada forte é decisivo.

Também temos de acreditar em Barcos, 13 gols no Brasileirão, 28 na temporada. Se alguém é nossa esperança de gols, esse alguém é o Pirata.

Bueno, temos um jogo complicado, mas há condições de vitória. Antes de tudo, é preciso querer, é precisar ousar, não se conformar com o empate. É estratégico para volta à Libertadores bater o Coxa fora de casa.

Jogos do sábado
Coritiba x Grêmio (50p)
Fluminense (48) x Atlético-PR
Atlético-MG (51) x Sport
Inter (50) x Bahia
Palmeiras x Corinthians (52)
São Paulo (53) x Goiás
Chapecoense x Santos (45)
Figueirense x Cruzeiro (60)

Barcos e mais 10

24 de outubro de 2014 31

Por Carlos Rollsing

Nosso centroavante marcou, contra o Figueirense, o seu gol de número 28 na temporada. Foi de pênalti, mas são poucos os gols dele que saíram dessa forma. A esmagadora maioria veio com bola rolando.
Barcos cumpre, hoje, a promessa de fazer 28 gols em 2013, quando chegou com status de gigante contratação.
O Pirata fez metade dos gols do Grêmio no Brasileirão. Mesmo pouco abastecido em um time de raquítica criação, ele tem sido a única esperança de bola na rede do torcedor. E tem correspondido.
É verdade que ele perde eventualmente alguns lances incríveis. É verdade que teve péssimas fases. Eu, como torcedor precipitado e imediatista, cheguei a desejar a saída dele do clube. Felizmente Barcos ficou e provou que aquele ano excelente no Palmeiras nao foi acaso. Ele é qualificado. Aliás, o argentino já escreveu seu nome na história do Grêmio, sendo o estrangeiro com maior número de gols com o manto tricolor. Falta apenas um título para coroar a passagem. Acredito que virá em 2015.
Não é pequeno o feito de Barcos ao chegar aos 28 gols, ainda mais considerando a limitada produção ofensiva do time. Faz tempo que nenhum centroavante estufa tanto as redes em um mesmo ano, exceto Mestre Jonas, que anotou 42 buchas em 2010. Jonas em breve voltará. Eu acredito.
Voltando a Barcos, hoje é o melhor avançado do futebol brasileiro, junto com Paolo Guerrero. Para 2015, é Pirata e mais 10. E, por favor, contratem um camisa 10 que lhe dê uns merengues. E um parceiro de ataque que divida a responsabilidade de fazer os gols.

Quase nada mudou de Renato para Felipão

22 de outubro de 2014 69
Barcos guardou o dele. Foto: Bruno Alencastro

Barcos guardou o dele. Foto: Bruno Alencastro

Por Guilherme Mazui

Passado um ano, mudou algo no Grêmio de Renato para o Grêmio de Felipão? Passou Enderson Moreira no meio do caminho e, digo, quase nada mudou. Na verdade, o desempenho na tabela de Renato era superior ao de Felipão. Do mesmo, o Grêmio continua sendo competitivo no Brasileirão na base do meio a zero. O novo exemplo foi a vitória magrinha sobre o Figueirense, na Arena. O placar só poderia ter sido 1 a 0, com gol de Barcos.

A prova de que continuamos competitivos, de que podemos disputar a Libertadores, está na tabela. Ainda em sexto, com a vitória chegamos aos 50 pontos, mesma marca do quinto, o rival Internacional, e a um pontinho do Atlético-MG, último integrante do G-4. Mesmo sem encantar, o Grêmio de Felipão pode repetir o feito de Renato e classificar para Libertadores. Vale acreditar.

Muitos podem reclamar do azedume do post, mas fica difícil louvar um triunfo magro diante de um adversário mediano, sendo que foi preciso um pênalti pra lá de questionável. Falta em Zé Roberto não foi, é provável que o árbitro tenha assinalado mão do zagueiro. Barcos bateu bem e chegou aos 13 gols no Brasileirão, 28 na temporada – igualou sua marca pelo Palmeiras.

O argentino poderia ter ampliado no segundo tempo, mas abusou da firula. Com o goleiro caído, inventou um calcanhar quando deveria ter batido seco e rasteiro no canto. Ainda é o melhor atacante do campeonato. Pode não ser o melhor tecnicamente, mas é o que tem o melhor desempenho. Marcou 13 gols por uma equipe que pare uma jamanta para criar uma oportunidade.

Voltando ao pouco que mudou de um ano para cá, o trio de volantes continua. Contra o Figueirense, houve um momento em que eram quatro em campo. Renato e Felipão tentaram colocar os meias do elenco, mas eles não empolgam. Preferiram garantir a marcação, montar um ferrolho. E o time segue com uma defesa sólida. É a melhor do Brasileirão, sofreu 17 gols em 30 jogos, a única vazada menos de 20 vezes. Levar pouco gols é caminho para figurar no G-4.

A bola parada segue triste, na verdade, consegue estar pior. Em 30 jogos, nenhum gol de cabeça, nenhum gol direto de escanteio. Será que o Grêmio estabelecerá o recorde de um Brasileirão inteiro sem gol de escanteio? Critiquei muito Renato. Por isonomia, sou obrigado a criticar as carências do time de Felipão.

Com tantas críticas, parece que beiramos o rebaixamento, que há terra arrasada. Pois digo, com todas suas dificuldades, o Grêmio aparece no pelotão de frente, é competitivo. Vai precisar melhorar para ingressar no G-4, terá de bater o Coritiba fora de casa no sábado, já que Galo e Inter são mandantes contra Sport e Bahia.

Como em 2013, mesmo contrariado pelo futebol pouco vistoso, o torcedor vai sofrendo com o meio a zero de cada rodada. Faltam oito jogos para o fim do Brasileirão, oito placares mínimos me servem. Ano passado deu certo. Sigo na torcida para que a estratégia funcione outra vez.

Vitória inadiável

22 de outubro de 2014 33
Barcos, 12 gols no Brasileirão, volta ao time. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Barcos, 12 gols no Brasileirão, volta ao time. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

A recuperação precisa ser hoje. O ataque precisa funcionar contra o Figueirense na Arena. Confio no retorno de Barcos, o melhor atacante do Brasileirão.

Pela rodada, um novo tropeço transformará o G-4 em miragem. O Galo empatou com o Bahia, já não pode ser alcançado hoje. O Corinthians recebe o Vitória, tem grandes chances de ganhar. Portanto, se tropeçar em casa, o Grêmio verá a distância dos rivais aumentar.

Torcer por uma jornada com ataque fulminante é uma esperança acalentada a cada rodada por todo gremista, apesar do desempenho ofensivo ir na contramão. É o exercício do otimismo.

ZH lembra bem na edição desta quarta-feira: não fizemos um mísero gol de cabeça no Brasileirão. O último foi na Libertadores, Dudu contra o San Lorenzo. Um gol de revesgueio, em que Rodriguinho deu uma bordoada para dentro da área e o atacante enfiou a cabeça.

O escanteio e a falta lateral viraram piadas. Não me recordo de um bem sucedido, o que impacta no desempenho ofensivo do time. Em 29 rodadas, marcamos 24 vezes, sendo que a metade dos gols tem a assinatura de Barcos.

A volta do argentino, mesmo que pouco abastecido, é esperança. Independente da escalação, do uso ou não de Ruiz, a vitória é inadiável.

O Figueira pode não ser o Real Madrid catarina, tampouco é a equipe desacreditada que batemos no primeiro turno. Merece respeito e atenção. Do mesmo, temos de passar por cima. É a obrigação de quem sonha em voltar à Libertadores. Ficar conformado com um eventual tropeço, é assumir que 2014 acabou.