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Posts de novembro 2014

Faltou dignidade

30 de novembro de 2014 115

Por Carlos Rollsing

Não precisávamos encaminhar o término da participação no Brasileirão com uma derrota ridícula diante do Bahia na penúltima rodada. O Grêmio entrou no jogo inaceitavelmente indolente, mole, desinteressado. Jogadores gremistas trotavam em campo enquanto o Bahia abafava a saída de bola.

A sonolência permitia chegadas frequentes do adversário. Marcelo Grohe se virava de todas as formas, mas o gol era questão de tempo. E saiu depois de uma falta que resultou na expulsão de Geromel. Com o jogo empatado, conseguimos tomar gol em lance de contra-ataque mesmo fora de casa.

O pior de tudo é que, com a derrota do Curintia, o Grêmio entrou em campo com chance matemática de classificação à Libertadores. É claro que dependia de um milagre, mas o jogador, muito bem pago pelo clube, não tem o direito de fazer corpo mole por achar que já está perdido. Ele tem de lutar até o final, agarrado na esperança e calcado na manutenção da sua dignidade. Nada disso existiu. Alguns trotando, outros pensando nas férias e no pagode, alguns com a cabeça já em 2015, quando estarão em outros clubes.

O primeiro tempo foi horrendo. Displicente. Não merecemos nada além da derrota. Nem sei mais o que pensar. Classificar para a Libertadores? Por quê? Para ser eliminado nas oitavas de final, reformular o time no meio do ano e abrir mão de jogar com força máxima o Gauchão e o início do Brasileirão? Melhor montar um time com o mínimo de competência e focar nas competições nacionais.

No segundo tempo, provavelmente depois de uma mijada no vestiário, o time voltou mais alerta. Mesmo com um a menos, conseguiu pressionar o Bahia e criar chances de gol. Muito mais pela ruindade dos baianos, é claro. Mas o gol não saiu. Faltou dignidade. O jogo foi triste de ver. O ano e a gestão de Fábio Koff terminam melancolicamente. Muitos erros foram cometidos. Uma pena. Koff é nosso dirigente maior, mas, desta vez, ele falhou.

O que o Grêmio mostrou de melhor nesse patético jogo veio dos pés de Walace, Everton e Barcos. Os dois primeiros são meninos que merecem começar o ano que vem com status de titularidade, considerando que jogadores como Dudu e Ruiz vão sair e os cofres estão raspados. Erick merece mais chances. Se existem talentos na base, esse é o momento para apostar neles.

Agora é questão de honra vencer o Flamengo na última rodada para terminar o ano de cabeça erguida. Precisamos de uma reformulação para 2015. Lateral direito, esquerdo, um zagueiro, um camisa 10, um atacante. Isso é o mínimo. Pro inferno, 2014!!

O dever de torcer

29 de novembro de 2014 23

Por Guilherme Mazui

Ainda resta um filete de esperança. Pequeno, é verdade, mas que permite torcer. Com duas rodadas perfeitas, depois de duas trágicas, seria possível o G-4.

O sábado é decisivo. O Palmeiras representa nossas esperanças no Beira-Rio. Se bater o Inter, combinado com uma vitória azul diante do Bahia, estaremos vivos na rodada derradeira. O empate vermelho não seria tão ruim. Agora, se o Inter ganhar, acabou.

O Corinthians está na Libertadores. Mesmo que perca para o Fluminense, vai encerrar em casa contra o rebaixado Criciúma. Se o Inter ganhar, o G-4 estará definido.

A situação desafia até os mais perseverantes. O Grêmio deixou escapar uma vitória sobre o Cruzeiro e parece que será punido por não ter matado o jogo quando teve a chance.

O Bahia depende de um milagre, pode entrar em campo vivo ou rebaixado, o que vai influenciar seu desempenho. O Grêmio passa pela mesma situação, joga domingo ciente da sua situação. O confronto pode ser um amistoso, uma disputa por G-4 ou uma fuga de rebaixamento.

Confesso que não estou muito animado, mas torcerei. É meu dever como gremista apaixonado. Vai que a sorte sorri para nós. É torcer e esperar.

Braço amigo

28 de novembro de 2014 44

Por Carlos Rollsing

Poucos instantes antes de eu postar esse texto, estava dando uma olhada na Fox Sports e o apresentador chamou a manchete certeira: “Mais uma boa notícia para o Corinthians no STJD. Ponto final no caso Petros”.

É um bom resumo do caso. Mais uma vez, o Curintia saiu gargalhando do tribunal. Outros clubes julgados no passado recente por casos semelhantes foram condenados. Ah, mas com o Curintia a lente sempre é diferente, tudo sempre é visto de um ângulo favorável ao clube. Ninguém tem tanta força política no futebol do Brasil como o Curintia. O STJD é seu braço amigo, assim como a CBF. Nem o Fluminense, campeão das viradas de mesa, tem tamanho arrego nos gabinetes da bola.

No caso Petros, que poderia retirar o Curintia do G4 pela escalação irregular do jogador, a culpa foi jogada no colo da FPF e da CBF. Esperar o que? Os curintianos mataram um jovem na Bolívia e nada aconteceu. Ganharam um campeonato roubado em 2005 – o presidente da época admitiu – e nada aconteceu. Lavaram dinheiro do crime Internacional para montar time e nada aconteceu. Por que aconteceria agora?

Ainda são usurpadores de dinheiro público. Ganharam terreno da prefeitura de brinde para construir um estádio. Nebulosamente, a construtora começou a obra sem a existência sequer de um contrato. As arbitragens, as fanfarronices do STJD, a política, tudo sempre conspira a favor do Curintia.

E, mesmo com toda essa “ajuda”, o Curintia não consegue ser maior do que os adversários do Sul. Grêmio e Inter tem duas Libertadores e um mundial cada. O Curintia recém ganhou uma Libertadores e um mundial. Não me venham contabilizar aquele evento de verao. O São Paulo, sem contar com nada perto da mão amiga que alcança o Curintia, é muito mais vencedor. E o mesmo vale para o Santos. O Palmeiras está num nível semelhante. O Cruzeiro ganhou mais. O Galo, recentemente, se aproximou. Vasco e Flamengo obtiveram conquistas parecidas.

Essa é a verdade. O Curintia, mesmo com a obscena ajuda da CBF, STJD e da política, é menor em títulos do que a maioria dos clubes de expressão do Brasil. Resta a empáfia desse clube sujo pela lama da imoralidade.

Cinco lições mineiras

27 de novembro de 2014 29
Tardelli, dois títulos de expressão em dois anos. Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG

Tardelli, dois títulos de expressão em dois anos. Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG

Por Guilherme Mazui

O Atlético é o campeão da Copa do Brasil. O Cruzeiro é o campeão brasileiro. Temos muito a aprender com os mineiros.

Há duas temporadas, só da Minas Gerais. Uma Libertadores, uma Copa do Brasil e dois Brasileirões. A Libertadores que o futebol gaúcho não leva há quatro anos, a Copa do Brasil que não leva há 13 e o Brasileirão que não leva há 18.

Há dois anos, dizer que um time era um Atlético soava como sinônimo de fracasso. O Galo ganhou um Brasileirão em 1971 e sorriu com a finada Copa Conmebol. Uma seca interminável. Pois há dois anos, o Galo coloca taças de expressão no armário, levou dois títulos inéditos.

Pelos fatos narrados, o futebol gaúcho tem muito a aprender com o mineiro, em especial o nosso Grêmio. Listo cinco lições das Minas Gerais.

>> Aposta no talento, independente da fama
Diego Tardelli era um jogador problema no São Paulo. Marcos Rocha um lateral que fez uma boa temporada no América-MG. Luan uma corredor da Ponte Preta. Dátolo um rascunho dos tempos de Boca. Éverton Ribeiro era um armador ainda sem brilho e títulos de expressão no Coritiba. Ricardo Goulart um atacante que não vingou no Inter. Egídio um lateral qualquer do Flamengo, que rodou por uma porção de clubes. Todos vingaram.

>> Escolha de perfil de jogadores
Galo e Cruzeiro possuem similaridades. Ótimos goleiros, zagueiros fortes e bons pelo alto (na defesa e no ataque), um lateral fogoso no apoio, volantes técnicos, um armador e homens de velocidade, drible e conclusão na frente. A definição de um perfil técnico facilita a montagem da equipe e o estilo de jogo escolhido pelo treinador.

>> O jogo é vertical
Nada de infindáveis e modorrentos passes de lado. Galo e Cruzeiro jogam para frente e com velocidade. Os atleticanos gostam de passes longos e de apostar corrida. Quando Luan, Marcos Rocha e Tardelli disparam, fica difícil segurar. A movimentação abre espaços na defesa. Os cruzeirenses usam passes verticais e difíceis entre os zagueiros rivais. Empurram o adversário, acionam os laterais no fundo. Acertam contragolpes céleres. Ribeiro é maestro e faz gols, Willian e Goulart são nomes de explosão, de arrancada firme e conclusão.

>> Espaço para a base
Medalhão não joga no nome. Se a base estiver melhor, entra. Mayke joga mais do que Ceará, joga o guri. Carlos produz mais do que o então selecionável Jô, fica no time. É claro que o bom trabalho de base dos mineiros facilita a chegada dos meninos ao time principal, mas há espaço e boa vontade. A política revelou Bernard no Galo e lança o bom Lucas Silva no Cruzeiro.

>> Direções espertas com reforços
Os mineiros vivem uma safra de bons dirigentes. Que não bobeiam quando um bom jogador dá sopa. Réver não acertou na Alemanha, queria voltar ao Brasil. O Galo o contratou. Manoel teve atrito no Furacão, o Cruzeiro buscou. Victor quis mudar de ares, o Galo achou seu goleiro. Dedé sofria com a ruindade do Vasco, o Cruzeiro achou um zagueiro. Tardelli e Willian congelavam no Leste Europeu, foram contratados.

Quem fica e quem chega

26 de novembro de 2014 45

Por Carlos Rollsing

Sou da opinião de que devemos vencer os dois últimos jogos do Brasileirão para terminarmos o ano de cabeça erguida. Ao mesmo tempo, penso que a classificação à Libertadores só virá com um milagre. Chegou definitivamente o momento de montar o plantel do ano que vem.

Vejo algumas críticas de leitores que gostariam de mais revolta nos posts, atirando contra tudo e todos. De minha parte, isso nao acontecerá. Já fiz diversas críticas a Rui Costa e ao ex-dirigente Marcos Chitolina, mas acredito no trabalho de Felipão. Para quem pegou um time completamente bagunçado já em agosto, creio que ele alcançou importantes evoluções e nos colocou numa classificação que nao seria alcançada com Enderson Moreira.

Sendo assim, não vou sair disparando chavões criados por urubus do centro do país para atacar nosso treinador. Conte com o apoio da maioria dos gremistas em 2015, Felipão. Pessoal, a eleição acabou. Vamos focar no GRÊMIO!!!
Se montarmos um time acrescido de três ou quatro peças, levantaremos caneco. Quem chega no próximo ano: na minha opinião, precisamos, mesmo com a permanência do Pará, de um bom lateral direito, de um camisa 10 clássico e de um atacante de lado que ajude Barcos na tarefa de marcar gols. Isso é o mínimo. Anderson, como já expressei, viria de graça e seria titular em qualquer time do Brasil. Não podemos prescindir do talento dele.

Antes disso, quem fica: o sucesso do Grêmio depende do não desmanche da base atual. Precisamos manter Ze Roberto, que quer ficar e é o melhor lateral esquerdo do campeonato. Não é todo dia que vamos achar de barbada um Wendell ou Alex Teles. Ainda precisamos segurar prioritarimante Pedro Geromel, Dudu e Ruiz. Geromel acaba a temporada como principal zagueiro do clube. Dudu teve altos e baixos, mas cresceu muito com Felipão, se tornando no principal criador de jogadas do time, sendo um dos melhores dribladores do campeonato. Falta, claro, aprimorar o arremate. Ruiz é jovem e técnico, tem chute forte de curta e média distância, bola parada, inteligência, é um meia de bons passes e gols. Não é o típico 10 que queremos, mas tem catimba para superar um jogo também disputado no campo emocional. Ruiz, se ficar, vai crescer muito.

Por fim, Bastos pode ser importante, não como titular absoluto, mas como líder de grupo e opção. Já mostrou que, em jogos encardidos, ele pode ser aquele volante briguento que todo time precisa.

Sobre arbitragem e conformismo

25 de novembro de 2014 84
Felipão tem motivos para reclamar. Mas também pecou. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Felipão tem motivos para reclamar. Mas também pecou. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Felipão reclama da arbitragem, fala em complô contra o Grêmio. Evidente que há exagero na fala, mas o técnico não perde toda a razão. O Grêmio foi, de fato, prejudicado nesta reta final do Brasileirão. E o prejuízo veio em ajuda ao rival.

Praticamente classificado à Libertadores, o Inter agradece o apito amigo. Levou quatro dos últimos sete pontos com ajuda da arbitragem. O Grêmio foi severamente prejudicado, teve 2015 comprometido pelos erros indiretos.

A direção colorada deveria mandar uma farta cesta de Natal para a comissão de arbitragem da CBF. Cesta recheada com panetone, castanha, chocolate suíço, espumante e um cartão com a seguinte mensagem: “Obrigado pelos valiosos préstimos. Que a parceria continue em 2015. Boas festas”.

Um gol em impedimento de Paulão contra o São Paulo, dois pênaltis sonegados do Atlético-MG. Quatro pontos, que derrubariam os rivais do quarto para o sexto lugar, de 63 para 59 pontos. O Inter ficaria atrás do Grêmio sem os erros recentes de arbitragem.

É muita parceria na hora derradeira do campeonato, são erros em série que desequilibraram a disputa por G-4. Se você fosse o técnico do Grêmio, conseguiria não reclamar?

Vamos além, vamos ao Corinthians. Se você tivesse de engolir o Corinthians jogar com o Goiás em Belém, logo, em campo neutro, não reclamaria? Se você presenciasse o Corinthians escalar um jogador de forma irregular e ser poupado pelos STJD de uma punição, ficaria quieto?

Entendo a raiva de Felipão, pois o gringo fez trabalho para chegar ao G-4. E foi derrubado, em parte, pelos erros de arbitragem nas rodadas decisivas do campeonato. Não vi erros graves em jogos do Grêmio, mas em jogos que interessavam ao Grêmio. Isso é inadmissível, pois quebra a isonomia do certame. Pode não ser complô, pode ser ruindade da arbitragem mesmo. Mas é dose acreditar em ruindade seletiva.

Digo que Felipão foi derrubado “em parte” do G-4 pelos erros indiretos de arbitragem, porque há parcela de culpa no técnico e nos seus jogadores. Ao longo do Brasileirão, reclamei demais do conformismo tricolor. Pois aceitar empates contra adversários fracos nos tirou da Libertadores.

Fiquei furioso com os empates diante de Goiás e Coritiba, perdemos quatro pontos. Fluminense, Inter, Corinthians. Todos visitaram e venceram o Goiás, um time que passeava no campeonato. O Grêmio empatou em um jogo sem graça e bateu palmas. E não adianta falar que o histórico é ruim no Serra Dourada. É questão de postura, de perfil vencedor, de querer ganhar. O conformismo freou o time na tabela.

É o mesmo conformismo das derrotas em casa para São Paulo e Cruzeiro. Diretoria, comissão técnica e jogadores elogiam a qualidade do elenco adversário, lamentam com meias palavras e seguem a vida serenos. “É do jogo”, dizem alguns. “Faz parte”, emendam outros. Não! Perdemos seis pontos em casa no momento quente do Brasileirão, uma tragédia que também nos tirou da Libertadores.

Achar um tropeço em casa normal é postura de Enderson Moreira, é postura de quem não quer ganhar, de quem se contenta em continuar no emprego bem remunerado.

Bueno, retornando ao início do texto, concordo que o Grêmio foi severamente punido pela arbitragem. Porém, o Grêmio pecou em sua parte, não soube se precaver dos erros. Foi conformista quando não poderia ser. Pagou por seus erros e pelos erros (bem ou mal intencionados) dos outros.

Hora de pensar em 2015

23 de novembro de 2014 108

Por Carlos Rollsing

Conseguimos uma arrancada no Brasileirão depois da Copa, sonhamos e chegamos muito perto da vaga, vivemos excelentes momentos, mas algumas carências se impuseram e não estaremos na Libertadores de 2015. Exceto ocorra um milagre.

É verdade que nos afanaram, uma mão na bola que poderia ser pênalti foi apitada como LATERAL! Contra o Curintia sempre é mais difícil. Tem de jogar também contra a arbitragem. Mas o Brasileirão é feito de 38 rodadas e pecamos no andamento com planejamneto errado e carências de grupo. Devemos admitir isso.

Agora é pensar em 2015, manter Dudu, Geromel, Ruiz e Bastos e buscar um atacante que faça gols, um camisa 10, um lateral direito. Assim seremos não apenas competitivos, para beliscar, mas candidatos, para ganhar os títulos que nos fazem sonhar.

Penso há tempos que, para voltarmos a vencer, talvez o melhor caminho seja uma Copa do Brasil, uma Sul Americana ou mesmo um Brasileirão. Não existe apenas Libertadores. São obstáculos a serem superados e conquistados. Quem sabe em 2015, com a manutenção de jogadores importantes, contratação de outros três ou quatro, e com Felipão desde o início, possamos conseguir. Sigo acreditando: temos todas as condições para conquistarmos em 2015.
Afora isso, vamos lutar nas duas últimas rodadas para terminar o Brasileirão da melhor forma possível. Não desistir, Grêmio!

O domingo precisa ser épico

22 de novembro de 2014 19

Por Guilherme Mazui

Terá de ser épico. Terá de ser um teste para cardíaco. O Grêmio precisará ser aquele Grêmio que tanto nos orgulhou. Aquele gaúcho aguerrido que cruza o Mampituba para derrotar paulistas e cariocas. No caso, derrotar o Corinthians.

Se ainda sonhamos em voltar à Libertadores com Felipão na casamata, só restou a opção de vencer o Timão. Do contrário, um abraço e até 2015.

Como disse após a derrota para o Cruzeiro, o Grêmio colocou o próprio pescoço na forca. Pois no domingo, o mesmo Grêmio tem condições de reagir. Terá de ganhar. Aliás, entrará em campo com a rodada quase encerrada, ciente da situação na tabela.

Será uma peleia, um jogo tenso. Se vencer, o Corinthians estará com um pé e meio na Libertadores, dispara do Grêmio, um adversário direto. O Timão vai entrar para liquidar a fatura.

Diferentemente do Cruzeiro, o Corinthians tem uma defesa forte e um ataque nem tanto. Não é veloz, troca mais passes de lado do que passes verticais. Está mais próximo do estilo gremista. Por isso, creio que será um duelo equilibrado em São Paulo.

O espírito tricolor é o do Gre-Nal, marcação intensa. Só que é preciso ser intenso o jogo todo, não apenas 45 minutos, como vimos na quinta-feira. A pontaria deve ser certeira e não furada como na quinta.

Como o Grêmio fez um bom jogo diante do Cruzeiro, confio que terá outra boa atuação. Se vai ser suficiente para vencer, não sei. Espero que sim. É o único caminho ao G-4. E quero muito a Copa.

***

A secação não tem funcionado, tem sido furada. Se a rodada cooperar desta vez, seria fundamental uma vitória do Galo sobre o Inter. O campeonato caminharia para G-5 e o Grêmio ganharia fôlego extra. Um tropeço do Flu contra o Sport também ajudaria.

Grêmio pôs o próprio pescoço na forca

21 de novembro de 2014 60
Everton Ribeiro teve uma chance e guardou. Foto: Ricardo Duarte

Everton Ribeiro teve uma chance e guardou. Foto: Ricardo Duarte

Por Guilherme Mazui

O Grêmio esteve muito perto da Libertadores. Ficou distante por incompetência. Perdeu de virada porque não soube matar o jogo. O Cruzeiro virou porque é eficiente. Por isso, é o bicampeão brasileiro.

O Grêmio vencia por 1 a 0 em casa, belo gol de Riveros, sobrava em campo, era terceiro colocado no campeonato com 63 pontos. Fez um primeiro tempo no nível do Gre-Nal. Só que o Grêmio não tem pontaria. Barcos acertou a trave em um lance difícil, deu azar. Já Ramiro e Luan perderam duas chances cara a cara, algo proibido em jogos complicados.

Deixamos de criar gordura, de construir a vitória no primeiro tempo. O Cruzeiro teve dois lesionados, trotava. Pois a piedade deu sobrevida ao líder. E os mineiros esfregaram em nossas caras toda superioridade que a tabela indica. Apertaram e marcaram os gols ao natural, feito um time campeão.

A diferença de aproveitamento no ataque é gritante, fato corroborado na virada. Ramiro cruzou pelo lado, a bola desviou na zaga e veio para Dudu, livre, emendar. O veloz atacante tentou dominar, perdeu tempo e não fez 2 a 0. Lances depois, o rebote sobrou no pé de Ricardo Goulart: 1 a 1.

O Grêmio saiu na pressão. Bola rasteira na área, a zaga afastou no pé de Barcos, 29 gols na temporada. A poucos passos do arco, o Pirata soltou a paulada. Barcos bateu no único local em que o goleiro pegaria. E Fábio pegou.

Barcos custa uma fortuna mensal para, nos jogos quentes, definir. O argentino ganha bem porque, em tese, deveria converter. Pois se o nosso artilheiro falhou, o craque cruzeirense matou. Logo depois do erro incrível do Pirata, Everton Ribeiro recebeu livre no contragolpe rápido, e bateu rasteiro, seco, sem chances para Marcelo: 2 a 1.

Por que Everton Ribeiro é diferenciado? Porque transforma a mínima chance em gol. Barcos é um bom centroavante, mas patina quando não deve. Foi assim na Libertadores, diante do San Lorenzo. Foi assim no jogo que nos afastou de uma nova Libertadores.

De terceiro, o Grêmio ficou em sexto no Brasileirão, fora do G-5. Tem os mesmos 60 pontos do Inter, que possui uma vitória a mais. E a tabela sorri aos rivais. O próprio Grêmio enfiou seu pescoço na forca.

Com uma vitória sobre o Cruzeiro, visitaríamos o Corinthians no domingo dependendo de um empate para administrar a gordura. Agora, dois pontos atrás dos paulistas, teremos de fazer uma partida épica. Se for derrotado no confronto direto, o Grêmio já não buscará mais o Timão. Se o Inter bater o Atlético-MG no Beira-Rio, será muito difícil.

Se o Grêmio pôs o próprio pescoço na forca, ele ainda tem condições de tirá-lo. Será que consegue? Estava otimista com a vaga na Libertadores, confesso que o pessimismo invadiu meu peito.

O Grêmio depende de três vitórias em três jogos, sendo dois fora de casa, para classificar. Por não saber matar um jogo, o giro pela América disparou no horizonte.

***

PS: para variar, bom público na Arena e derrota. O Grêmio precisa urgentemente reaprender a encarar as grandes decisões em casa. Nos últimos anos, coleciona tropeços diante do torcedor.

Vencer ou vencer

20 de novembro de 2014 12
Dudu, acelera pra cima deles! Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Dudu, acelera pra cima deles! Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

A secação não adiantou. Nossos rivais venceram na rodada. O que aumentou a necessidade de bater o Cruzeiro. É o único resultado que mantém o Grêmio no G-4.

Temos uma pedreira. E não adianta dizer que o Cruzeiro pode poupar jogadores. É um misto mais forte do que dois terços das equipes titulares do Brasileirão. Um misto com Fabio, Everton Ribeiro e Ricardo Goulart.

O caminho do Grêmio é repetir a estratégia do Gre-Nal, utilizada com primor diante do Criciúma. Pegada total, marcação total, sem espaço para o rival. E piedade zero na frente. Pintou a chance, patada firme, sem chance para o azar.

Como o próximo adversário é o Corinthians fora de casa, seria prudente chegar em São Paulo à frente na tabela. A turma de cima do campeonato embala vitória em cima de vitória. Somos obrigados a fazer o mesmo.

Todos na Arena. Precisamos bater o líder. Eu acredito. Queremos a Copa.

PS: o Corinthians foi a Belém e venceu o Goiás. Repetiu o Fluminense. Adivinhem quem foi ao Serra Dourada e bateu palmas para um empate? O Grêmio. Pontos que podem fazer falta. Contra time que passeia no campeonato, deve-se jogar e ganhar. Independente do local do jogo.