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Posts de maio 2015

Sinais positivos no Serra Dourada

31 de maio de 2015 53

Por Juliano Rodrigues – @julianorodrigue

Por mais frustrante que tenha sido o resultado da tarde deste domingo no Serra Dourada contra o Goiás, foi possível observar alguma evolução no Grêmio. O empate na estreia de Roger no comando técnico do tricolor não foi um resultado ruim (empatar com o Goiás fora de casa é sempre difícil), mas poderia ter sido melhor se não fossem alguns detalhes.

O primeiro deles, a arbitragem de Anderson Daronco. Não sei qual foi a mente brilhante que pensou ser uma boa ideia colocar um árbitro gaúcho para apitar um jogo do Grêmio contra um adversário de outro Estado, mas essa pessoa se superou na estupidez. Com critérios confusos e claramente nervoso, Daronco errou em dois lances capitais: uma falta absolutamente clara em Mamute a um palmo da grande área (o árbitro inverteu a marcação) e a jogada do gol do Goiás. Aliás, que golzinho, hein? Me lembrou muito aquele que levamos do Corinthians no ano passado, quando o Guerrero chutou e a bola passou “por dentro” de dois zagueiros antes de entrar. Por mais que Grohe tenha falhado no lance, o jogador do Goiás obstruiu a sua passagem. Até acho o lance discutível, mas em uma jogada idêntica no primeiro tempo, Daronco deu a falta no goleiro do time adversário. Essa falta de critério incomoda e frustra o torcedor.

O Grêmio dominou o jogo no primeiro tempo e poderia ter ido para a segunda etapa com uma boa vantagem no placar. Mais uma vez, pecamos nas finalizações e fomos punidos por isso. Apesar disso, o time mostrou evolução: os laterais foram à linha de fundo, os volantes se somaram aos homens de frente e Giuliano se movimentou com mais orientação. São sinais positivos. No segundo tempo, o Goiás veio para cima e o Tricolor sentiu. Parecia que o time não estava contando com a reação dos adversários. Faltou um pouco de calma à equipe para prender a bola no ataque e respirar. O Grêmio acelerou as jogadas em excesso e deixou de aproveitar o espaço que os goianos ofereceram.

Após o gol, voltamos a controlar a partida. Então, voltou a aparecer o problema da falta de pontaria. Marcelo Oliveira ficou de frente para o gol e acertou a trave. O menino Everton teve umas quatro ou cinco chances de finalizar, mas se enrolou com a bola e não chutou. Everton teve uma atuação constrangedora, diga-se de passagem. Cedeu contra-ataques, errou passes e não conseguiu finalizar. Parecia nervoso.

Por fim, acredito que fizemos uma partida acima das expectativas e Roger deu sinais de que sabe armar um time. No post anterior, escrevi sobre a necessidade de resgatar a alma tricolor, a indignação e a obsessão pela vitória. Vi avanços no jogo de hoje. O time lutou até o fim pela vitória e não se conformou com o empate. Aos 47 do segundo tempo, Grohe fez uma defesa e, por incrível que pareça, levantou rapidamente e repôs a bola em jogo. Em outras circunstâncias, teria feito cera.

Com esse espírito e principalmente com alguns reforços, o Grêmio tem tudo para se recuperar no campeonato e fazer uma boa campanha. Precisamos de, no mínimo, dois atacantes. Um pouco mais de qualidade pode nos levar às posições do alto da tabela.

Saudações tricolores!

É hora de resgatar a alma tricolor

29 de maio de 2015 42

Por Juliano Rodrigues – @julianorodrigue

Nunca escrevi sobre os nossos arquirrivais neste espaço, até porque o nosso foco aqui é o Grêmio, mas hoje vou abrir uma exceção que explico mais adiante. Mais do que ver os vermelhos entre os quatro melhores da América e às beiras de disputar mais uma final de Libertadores, o que me dói e me causa indignação é observar que não temos, hoje, um time com 10% do nível de obsessão deles por vitórias. Já escrevi isso em outras oportunidades e repito: com o futebol nivelado como está atualmente, o que pode fazer a diferença, além de, claro, alguma qualidade técnica, é a entrega em campo.

Parece que, em algum momento nos últimos dez anos, o Inter roubou a alma do Grêmio. No jogo de quarta-feira, todos viram quando o D’Alessandro perdeu um gol de frente para o goleiro e, extenuado, em vez de se atirar no chão e lamentar, saiu correndo atrás da bola que havia sido espalmada para a linha de fundo e foi cobrar o escanteio. É esse tipo de reação que parece ter se perdido no Grêmio de uns tempos para cá. O ato de não desistir, de insistir até que as coisas se acertem, de persistir na adversidade. No Gre-Nal decisivo do Gauchão, o mais triste não foi perder um título, mas não lutar por ele. Jogamos contra um adversário desgastado e nitidamente esgotado fisicamente durante 45 minutos e não conseguimos sequer criar uma chance de gol. Faltou qualidade? Pode ser. Mas faltou empenho, faltou alma, faltou perseverança. E é isso que o Grêmio precisa resgatar.

Nos últimos anos, tivemos poucos lampejos do Grêmio copeiro que todos se acostumaram a ver. O Grêmio não supera as oitavas de uma Copa Libertadores desde 2009. Fomos eliminados nessa fase pela Universidad Católica, em 2011, pelo Santa Fé, em 2013, e pelo San Lorenzo, no ano passado. Convenhamos, adversários “vencíveis”. Na Copa do Brasil, tivemos o título nas mãos em três oportunidades recentes ao chegarmos às semifinais em 2010 (eliminados pelo Santos de Neymar, Robinho e Ganso – ok, uma derrota natural), 2012 (caímos para um time que depois terminou rebaixado, o Palmeiras) e 2013 (contra o Atlético-PR). A seca de títulos precisa ser relativizada por conta das boas campanhas que tivemos em alguns anos, principalmente nos pontos corridos, mas o Grêmio ainda não encontrou o algo mais que transforma um postulante a títulos em um verdadeiro campeão.

Confesso que não sei exatamente qual é o caminho para reencontrar aquela chama que nos tornava temidos e muitas vezes quase imbatíveis, mas a grande força do Grêmio está na sua torcida. Sempre foi assim e sempre será. Ao contrário de grande parte dos jogadores que vestem, e não encarnam, o manto tricolor, a torcida tem, sim, obsessão por vitórias, obsessão por títulos. Torço para que Roger consiga organizar o time e fazer com que ele reproduza, em campo, uma fração mínima da gana dessa massa. Se isso acontecer, já nos colocará em um caminho melhor. Pode ser que o sucesso momentâneo do nosso maior rival impulsione e exija mais do Grêmio. Foi assim em 2007, quando com um time bastante limitado chegamos à final da Libertadores um ano após a conquista deles.

Para finalizar, quero deixar um recado para a direção (que nos lê por meio de alguns aspones que dão o ar da graça nos comentários): não existe time sem torcida. E não existe estádio cheio com ingressos nos patamares do que são cobrados na Arena. É hora de unir o time, de criar sintonia com a torcida. Parem de empurrar para os torcedores a conta da irresponsabilidade de vocês ao gerir um clube. Que se dê um jeito de cobrar menos, de levar 20, 30 mil pessoas ao estádio. Sem torcida, não há pressão e o marasmo vai se eternizar. Criem condições para que os moradores do Humaitá possam entrar no estádio e empurrar o time.

A nova direção do Grêmio quer ser pioneira em tantas coisas, por que não tentar ser pioneira em constatar que o futebol gourmet, de torcedores pagando 100 reais por ingresso e comendo sushi sentadinhos em poltronas acolchoadas, não vai funcionar no Brasil?

Saudações tricolores!

Roger arranca sem reforços

28 de maio de 2015 48

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

A arrancada de Roger será sem reforços imediatos. Vai encarar pelo menos metade do primeiro turno do Brasileirão com o atual elenco. Terá muito trabalho pela frente.

É um desafio à capacidade do novo treinador ajeitar o mais rápido possível uma equipe que não aproveitou da melhor maneira possível o Estadual. Chegamos em maio sem jogadas ensaiadas e bola parada afiada, com um toque burocrático e um despreparo físico.

Roger precisa tapar o furo da lateral-direita. Matías Rodríguez saiu sem deixar saudades. O substituto é o fraco Galhardo – ainda há o garoto Raul que não foi testado no Gauchão. Diante de tal peladura, observar Fellipe Bastos foi uma boa ideia, vale a tentativa.

No meio, falta equilíbrio. Maicon toca bem a bola, mas é lento e frouxo na marcação. Tampouco faz gols. O volante costuma sobrecarregar Walace, mas não vejo outra opção melhor no atual elenco.

Douglas trota em campo, porém é um dos raros no time capaz de um lance diferente. Lincoln tem futebol no corpo, mas é complicado cobrar protagonismo de um guri de 16 anos.

Também fica a dúvida sobre o ataque com Pedro Rocha ou Mamute, escoltado por um trio de meias, ou uma dupla ofensiva, como Mamute e Braian. Mais um tema para Roger quebrar a cabeça.

O trabalho do novo técnico seria facilitado por contratações – lateral, meia e atacantes. O Grêmio busca reforços no Exterior, a exemplo do retorno de Fernandinho. Quem vier de fora vai esperar a janela de transferências.

Gostaria de ver o lateral argentino Buffarini na Arena, mas foi descartado pelo preço. Por enquanto só ouvimos especulações, nada de concreto. O jeito será torcer para que a mão de Roger faça diferença logo. Domingo é o Goiás no Serra Dourada.

Roger pega três pedreiras em série

27 de maio de 2015 50

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Roger Machado chegou, deu treino e já encara três pedreiras pela frente: Goiás (F), Corinthians (C) e São Paulo (F). Sequência ingrata para um treinador que surge como aposta, necessitado dos resultados para se firmar.

Será preciso paciência do torcedor. As barbadas ficaram nas três primeiras rodadas do Brasileirão, não será surpresa uma pontuação baixa nos próximos três jogos. Roger terá pouco tempo para ajustar o time, implementar sua marca. Será possível esperar melhoras reais em relação ao time de Felipão a partir do quinto, sexto jogo.

É difícil pedir paciência para um torcedor que teme o rebaixamento. Porém insisto na parcimônia, já que um técnico emergente costuma ter um prazo mínimo de 10 jogos para dar alguma resposta. O campeonato com quatro rebaixados exige resposta rápida, por isso as apostas costumam ser feitas no início das temporadas. Espero que Roger tenha gás e que l torcedor tenha paciência para encerrarmos 2015 com sucesso, na primeira divisão.

Roger sabe que terá trabalho e sabe que precisará de resultados no curto
prazo. É do futebol, o Grêmio não pode cair. Diante do Goiás, o Imortal pegará uma equipe bem ajeitada, um dos líderes do campeonato. Corinthians e São Paulo são clássicos contra times mais fortes do que o nosso.

Torço para que Roger tenha sucesso pleno. Entre os nomes emergentes foi o que me agradou, mais pelo passado de jogador multicampeão no clube do que por seu desempenho como técnico.

Com a experiência limitada na casamata e o batismo de fogo em três jogos, Roger estreia sob fogo cruzado. O novo técnico não pipocou. Aceitou o desafio, pegou o rojão aceso. Boa sorte ao novo comandante!

 

Roger é mais uma aposta arriscada da direção

26 de maio de 2015 61

Por Juliano Rodrigues – @julianorodrigue

A contratação de Roger Machado para o comando técnico do Grêmio, confirmada na tarde desta terça-feira, é mais uma demonstração de que, hoje, o clube está à deriva. A aquisição de um treinador inexperiente e de trabalhos medianos, após tentativas frustradas com outros técnicos de perfil semelhante, somada à dificuldade em encontrar um vice-presidente de futebol, mostram que o planejamento (se é que ele existe) da gestão Romildo Bolzan Jr. é baseado na aleatoriedade.

O Grêmio iniciou o ano com a política de cortar gastos, promoveu um desmonte na equipe que, se não era a ideal, brigava pelas posições de cima da tabela, apostou nos guris da base e manteve uma comissão técnica cara. Por aí já se observa que o planejamento inicial estava torto. Isso se evidenciou com os maus resultados nas primeiras rodadas do Gauchão, seguidos por mudanças no time, que até hoje não tem uma cara. Dentro de campo, a falta de um conceito fechado que viesse de cima para baixo, da direção até o time, voltou a punir a torcida com a perda do título.

Não tenho dúvidas de que o Grêmio é conduzido de forma aleatória pela sua direção. Um clube que começa o ano com uma comissão técnica formada por veteranos e, do nada, muda para um treinador novato, escancara que não tem rumo definido. Isso já me assustava no início do ano, quando qualquer proposta retirava jogadores do Grêmio e a direção parecia (e depois mostrou que era isso mesmo) não ter uma ideia de futebol. Até hoje, não sabemos direito que tipo de time Romildo quer. É uma equipe defensiva, que busca sair em velocidade? É um time ofensivo? É para ser uma equipe acadêmica, com toque de bola? Não sei. E talvez nem a direção saiba. O que sei é que é mais fácil ter sucesso quando um conceito de time está definido e há convicção em determinada política de futebol. Há tempos que no Grêmio as coisas são “a bangu”.

A pior face dessa falta de rumo é a que acompanhamos dentro de campo. O Grêmio tem um time que espera o transcorrer do jogo para ver como as coisas se desenvolvem. Não é uma equipe que faça acontecer. Já foi assim em muitas partidas no ano passado, até mesmo em jogos dentro da Arena. O time começa modorrento, arrisca alguns ataques, mas quem dita o ritmo do jogo é o adversário. Foi assim contra o Coritiba, quando a equipe entrou sonolenta e esperando para ver o que acontecia. É a cara da direção. Com esse tipo de postura, o fracasso é inevitável.

Feita essa longa introdução, quero dizer que torço por Roger, acredito que ele tem potencial, mas tenho receio quanto à sua inexperiência. O momento é difícil, temos um time bagunçado, um grupo com poucas opções e um longo campeonato pela frente. Resta saber se Roger conseguirá dar uma cara à equipe e implantar os seus conceitos. Na teoria, as ideias de Roger são ótimas. É um profissional estudioso, que busca aprimoramento constante e pode inovar. Aguardemos.

Saudações tricolores!

Se o conselho procrastina, Romildo assume o futebol

26 de maio de 2015 45
Romildo no futebol de verdade. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Romildo no futebol de verdade. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Romildo Bolzan Jr matou no peito. Se o Conselho de Administração não se entende, o presidente resolve. Vai acumular o cargo de vice de futebol. O mandatário terá de ser presente em vez de um turista no futebol. Isso é bom para o clube.

O Grêmio acha que tem um Conselho de Administração. Engano. O Grêmio dispõe, na verdade, de um conselho de procrastinação, que muito discute e pouco resolve. Há uma semana adia a decisão sobre o vice de futebol. Um colegiado que só tagarela é desnecessário.

Na segunda-feira, os doutos cardeais tricolores se reuniram mais uma vez. Apenas gastaram o verbo. Dênis Abrahão não virou vice de futebol, não encontraram outro nome. A política interna impediu. O conselho deveria superar as divergências, mas falha.

Bueno, se sobra verve e falta ação no conselho de procrastinação, Romildo decidiu mergulhar no futebol, o que ainda não tinha feito em seu primeiro semestre de mandato. O presidente errou ao terceirizar o futebol para Felipão, demitido há uma semana. O resultado da decisão já sabemos.

Como não é dos maiores entendedores de futebol, Romildo necessita de escudeiros mais experientes, que saibam domar um vestiário. Tarefa difícil de se realizar com Rui Costa e César Poção Mágica Pacheco.

Ao assumir a função de vice de futebol, nosso presidente deixa sob sua tutela a escolha do novo treinador. Afirma não ter pressa, mas deveria correr. Esta é a semana para anunciar o comandante, visto que só jogamos no domingo.

Nesta semana há tempo para o técnico chegar, ser apresentado, realizar alguns treinamentos e ir para o jogo. Depois de pegar o Goiás, o Grêmio receberá na quarta-feira o Corinthians na Arena. No outro sábado estará no Morumbi para enfrentar o São Paulo. Então, faltará tempo para o novo timoneiro tricolor.

Passou da hora de acertar com um treinador. A semana é estratégica porque o calendário vai sufocar ali na frente. O nível dos adversários também vai apertar. O presidente/vice de futebol tem de agir. De procrastinador basta o Conselho de Administração.

À espera da fumaça branca na Arena

25 de maio de 2015 37

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Romildo Bolzan Jr. espera anunciar o novo vice de futebol no final da segunda-feira. Vai reunir seu conselho de sábios, o famoso Conselho de Administração, que até o momento repassou qualquer coisa, menos bons conselhos, vide os equívocos em série do primeiro semestre.

Dênis Abrahão é o favorito para o cargo há uma semana, mas faz charme, justifica motivos profissionais, sua turma conta histórias sobre súplicas de torcedores por seu retorno. Com todo respeito, o conselheiro não tem ares nem passado de messias. Fez um bom trabalho há duas décadas, assim como Felipão e Koff. Era um dos nomes de uma engrenagem que funcionou com maestria.

Se Abrahão estivesse irredutível, não deixaria uma fresta para seu retorno. Pelo bem do Grêmio, o conselheiro assume o batente ou sai de cena de vez. Um clube acéfalo no futebol ou com dirigentes de poderes esvaziados (Rui Costa e César Poção Mágica Pacheco) tem tudo para degringolar.

Ao seu estilo sem estresse, Romildo não tem pressa para escolher o vice, mesma toada para escolha do treinador. Sou contra definir um nome de forma açodada, mas a demora espichada para tomas decisões também me incomoda.

A lista especulada é grande. Foi-se Cristóvão e Doriva, Eduardo Baptista diz que fica no Sport. Vieram as especulações da turma de divisões inferiores, dos emergentes no cenário nacional: Itamar Schülle, Rogério Zimmermann, Roger… Do trio, Roger me agrada mais por conhecer o clube e parte do elenco.

O Grêmio acerta ao definir um teto salarial austero, acerta ao montar uma comissão técnica permanente, sem os amigos do Felipão. Falta saber os nomes dos comandantes da nau tricolor. Estou no aguardo da fumaça branca na Arena.

Braian espanta a zica na Arena

24 de maio de 2015 43
Braian desencantou. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Braian desencantou. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Braian Rodríguez despertou de um longo sono sem gols. Saltou entre os zagueiros, cabeceou sem medo e garantiu a vitória sobre o Figueirense. Fez o que esperamos dele. Que o gol espante a zica, que Braian passe a balançar as redes com maior frequência. Que o gol espante a zica do Grêmio, que tem time para habitar a zona intermediária da tabela.

Sabemos que Braian não é um fora de série, tem limitações visíveis.Anotou apenas seu segundo gol pelo Imortal, rompeu um jejum de 10 jogos. Mas na atual peladura, ser útil já é lucro. E ser útil é resolver como resolveu ontem.

O uruguaio foi chamado do banco, entrou no segundo e tempo e anotou o gol da noite. Ganhamos a primeira no Brasileirão após uma semana turbulenta que começou com a saída de Felipão.

O importante era justamente vencer, colocar três pontos na conta e viver uma semana mais amena. Sem grande inspiração, o Grêmio venceu por 1 a 0, deixou a zona de rebaixamento. Se a meta por enquanto é não cair, chegamos aos quatro pontos. Faltam 43.

James Freitas, o interino, organizou bem a equipe, que repete a lerdeza de sempre. Só vamos ter um time mais dinâmico com muito treinamento e alguns reforços.

Galhardo só ampliou a urgência de buscarmos um lateral-direito. Galhardo apanha da bola, sofre para jogar. Já Douglas tem intimidade de sobra com a redonda, mas lhe falta intensidade. O armador foi apagado e displicente. Sua atuação tornou ainda mais clara a necessidade de buscarmos um meia mais veloz e intenso. É uma peça rara no mercado, porém temos de buscá-la. Temos de procurar por este perfil.

Rhodolfo e Erazo controlaram bem um ataque sem apetite. Marcelo pouco trabalhou, Walace correu muito e fez seu trabalho. Maicon é uma peça estranha no meio: tem qualidade no passe, mas é lerdo e frouxo na marcação. Em um time encorpado seria opção no banco.

Marcelo Oliveira foi um dos melhores do Grêmio. Mais na garra do que na inspiração, buscou o fundo, tentou até o final. Acertou um cruzamento açucarado no gol de Braian.

Pedro Rocha pouco fez, Braian decidiu o jogo, Mamute entrou bem de novo. Ainda falta um homem mais agudo e letal. Um velocista, capaz de causar um tumulto a cada arrancada, seria o ideal. Auxiliaria Luan e Giuliano. Por falar em Giuliano, o arrozeiro que ajudou a comprá-lo deve estar arrependido. Giuliano não faz valer a metade da fortuna paga por ele.

Depois de um bom Gauchão, Giuliano ainda não desencantou no Brasileirão. Só correu e lutou em três jogos. Contra o Figueirense, até furou ao tentar concluir. O meia não foi contratado para ser mais um esforçado medíocre. Custou o que custou para ser decisivo. Futebol no corpo ele tem. Nossa melhora também depende de atuações decisivas de Giuliano.

A vitória aliviou o ambiente, começa a reconstruir a confiança que se foi. Há muito para fazer dentro e fora de campo. Aguardamos a definição do treinador. Confesso que Eduardo Baptista não anima. Levou pelo Sport a Copa do Nordeste, o Pernambuco e o acesso na B em 2014. Neste ano, não foi para final da Copa do Nordeste e do Estadual. Romildo Bolzan Jr concentra as negociações. Que alguém ilumine o presidente.

 

Bater o Figueira é inadiável

22 de maio de 2015 57

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Enquanto não sai a fumaça branca do novo treinador, o Grêmio trabalha para enfrentar o Figueirense na Arena. Recuperação obrigatória, mas que pode ser atrapalhada pela demora na definição do comandante.

Com um mísero ponto em dois jogos diante de equipes que vão brigar para não cair, o Grêmio inicia o Brasileirão na zona de rebaixamento. Se bater o Figueira neste sábado, escala a tabela e alivia um pouco pressão. Se perder, chancela o péssimo começo de campeonato.

Um tropeço na Arena dificulta o cenário futuro do Grêmio, obrigará o time a buscar pontos contra o Goiás no Serra Dourada, estádio em que acumulamos derrotas. E, na sequência, o jogo para recuperação definitiva será diante do Corinthians na Arena.

A tabela só reforça a necessidade de ganhar em casa. Espero que o time supere a turbulência da semana sem treinador e produza mais. Há mistério na escalação, quem sabe Douglas reapareça entre os titulares.

Sobre o técnico, Doriva é um nome interessante, dos emergentes é o que apresenta os melhores resultados. Foi campeão paulista pelo Ituano, um feito hercúleo. Também levou o Carioca com o Vasco. Tem dois títulos conquistados no suor e no talento, sem elencos badalados e endinheirados.

Doriva tem resultados mais próximos de técnicos que chegam a equipes grandes e prosperam, vide Tite (campeão gaúcho pelo Caxias), Mano (beliscou Copa do Brasil com o XV) e Felipão (levou Copa do Brasil pelo Criciúma).

Vamos aguardar as próximas notícias da sexta-feira.

Falta coragem para Romildo tirar Rui Costa e Pacheco

21 de maio de 2015 66
Rui Costa segue firme no Grêmio. Foto: Félix Zucco

Rui Costa segue firme no Grêmio. Foto: Félix Zucco

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Romildo Bolzan Jr teve pulso para demitir Felipão e sua comissão de amigos. Romildo ainda não teve pulso para demitir Rui Costa e César Poção Mágica Pacheco.

A política supera o futebol no Grêmio. Nosso presidente flerta com a tragédia, mantém a incompetência ao seu redor. Chama a segunda divisão. Nosso presidente tem mandato, porém quem governa o clube de fato é Fábio Koff, mesmo hospitalizado.

Rui Costa é o jabuti no poste. Ensina a liturgia política, que jabuti não sobe em poste, logo, alguém o coloca lá no alto. Neste caso, o alguém foi Koff.

Ainda tento entender a readequação financeira que atinge o futebol e preserva os salários dos dirigentes. O Grêmio é uma escola de dirigentes ou um time de futebol?

Só o apadrinhamento explica a permanência de Rui Costa como executivo remunerado. São dois anos e meio com gordos salários e erros sistemáticos. Com ou sem dinheiro, não foi capaz de montar um time equilibrado. É essa “competência” que Romildo quer no Grêmio?

O motivo para segurar Rui Costa é político. O executivo é do partido que ganhou as eleições no clube, o Partido do Koff. Apadrinhado pelo velho presidente, Costa ganhou um cargo comissionado com salários de diretor de multinacional.

Romildo assumiu falando em gestão responsável, em readequação financeira. Lorota. Que gestão responsável remunera um dirigente sem experiência e com resultados pífios? Que gestão responsável banca um dirigente apenas por ele ser do partido da situação?

Conciliador por natureza, nosso presidente cede demais e acaba engolido pela política interna. Se demonstrou pulso com Felipão, que demonstre com Rui Costa e Pacheco, o dirigente que debocha do torcedor.

Pacheco também é pai dos erros cometidos em 2015, das contratações equivocadas. Quando questionado, brinca com a cara do torcedor. Está defasado e sem o devido respeito aos tricolores.

Político de formação e profissão, Romildo se rende aos vícios de seu ofício. Acomoda camaradas pelo clube, transforma seu discurso de gestão em meia verdade.

Romildo manda andar Rui Costa e Pacheco ou deixará claro que contou uma meia verdade aos gremistas. Deixará claro que sua gestão só é responsável no futebol, que preserva sua casta política. E meia verdade pende mais para mentira.