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Posts de junho 2015

O dever de lotar a Arena na quarta-feira

29 de junho de 2015 35
Pedro Rocha marcou contra o Avaí. Foto: Cristiano Estrela/Agência RBS

Pedro Rocha marcou contra o Avaí. Foto: Cristiano Estrela/Agência RBS

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Quarta-feira é dia de Arena cheia. No mínimo 40 mil pessoas no estádio. O Grêmio merece esse afago, esse apoio, merece ter 50 mil tricolores na cancha. Se bater o Cruzeiro, entra no G-4, fica muito perto da liderança do Brasileirão, que parecia uma miragem até o mês passado. O time fez sua parte, a torcida deve retribuir.

O campeonato está embolado, do líder Sport ao oitavo, a Ponte Preta, a diferença é de três pontos, uma rodada – 19 a 16. O Grêmio está a dois do topo, com 17, porém empatado com outras três equipes. É estratégico bater o Cruzeiro, pois ampliará a confiança e garantirá gordura para duas jornadas fora de casa em sequência (Santos e Chapecoense). O jogo é encardido apesar do começo fraco do atual bicampeão nacional. 

Passado o primeiro mês de Roger Machado no comando do time, fica claro que a direção acertou ao dispensar Felipão. O eterno ídolo não motivava, acomodou amigos na comissão técnica, resmungava demais e vivia a menosprezar o elenco. Roger virou o discurso e a forma de jogar. Estreou dia 31 de maio, no empate com o Goiás. Em seis partidas, somou 13 pontos em 18 disputados, aproveitamento de 72,2%.

A vitória sobre o Avaí animou o torcedor. Destaco o gol de Pedro Rocha. Sempre digo que todo atacante se firma com gols, algo óbvio. O piá deixou o dele, seu primeiro no Brasileirão. Agora é repetir a dose com regularidade. É com bola na rede que Pedro Rocha será titular absoluto. É um guri promissor, seu custo benefício é bom e poderá ser ainda melhor.

Falando em custo benefício, o Grêmio consegue gastar menos e fazer uma boa campanha. Um pouco mais de qualidade, dois ou três reforços decisivos, e sonhar com o título será realidade. O Brasileirão vai começar a temporada de jogos quarta e domingo, exigindo mais dos elencos.

O futuro também depende da janela de transferência. Fellipe Bastos vai para o Mundo Árabe. Não deixará saudades,  o que acontecerá caso Walace, Luan ou Rhodolfo sejam vendidos, já que teríamos de buscar reposição no mercado, algo que custa caro.

A interrogação da janela envolve todos os clubes, todo o campeonato, pode mudar as forças até agosto. Enquanto a janela não se resolve, a ordem é seguir no pelotão de cima, não baixar a guarda em um torneio embolado. Se em três rodadas de vitórias escalamos a tabela, em três tropeços seguidos podemos despencar. Nada de salto alto. Por isso, todos na Arena na quarta-feira. Temos de bater o Cruzeiro!

>> A rodada
Sport x Inter – quarta
Atlético-MG x Coritiba – quarta
Grêmio x Cruzeiro – quarta
Atlético-PR x São Paulo – quarta
Corinthians x Ponte Preta – quinta
Fluminense x Santos – quinta

Vitória e G-4 no embalo de Luan

27 de junho de 2015 42

Por Juliano Rodrigues – @julianorodrigue

O roteiro parecia ser o mesmo das partidas contra Goiás e Corinthians. Em Florianópolis, diante do Avaí, o Grêmio repetiu o começo de jogo acachapante dos duelos contra goianos e paulistas e saiu na frente com dois gols em dez minutos. Puxado por excelentes atuações individuais de Luan e Pedro Rocha, o Tricolor dominou com alguma facilidade a equipe da casa e poderia, a exemplo do jogo contra o Goiás, ter liquidado a fatura na primeira etapa, mas não o fez. Desta vez, no entanto, apesar de um segundo tempo muito abaixo do primeiro, sustentamos o resultado e garantimos a primeira vitória fora de casa. Agora, dependemos dos jogos de amanhã para nos mantermos no G-4.

A organização tática proposta por Roger se mostrou eficiente já antes do primeiro minuto. Pressionado por Pedro Rocha, o zagueiro Emerson falhou em um recuo de bola e o guri fuzilou o goleiro. Logo em seguida, Luan fez um golaço de falta e desnorteou de vez o time de Floripa. Aliás, a atuação de Luan foi de um nível diferenciado. Além de criar várias oportunidades de gol e de fazer o seu, Luan conseguiu dar o respiro que o Grêmio precisava após o gol do Avaí. Gol, inclusive, que nasceu de um pênalti infantil do lateral Lucas Ramon, de desempenho irregular. Mostrou qualidade e velocidade na condução da bola e um passe correto, mas pecou no lance da penalidade e, depois, parece ter perdido a confiança.

Com a substituição de Pedro Rocha (que, pelo visto, cansou) e Douglas e Giuliano muito marcados, a equipe se perdeu um pouco com a pressão dos catarinenses. O começo do segundo tempo lembrou em muito a segunda etapa da partida contra o Goiás. Sem Maicon, lesionado, o Grêmio perdeu qualidade na saída de bola e por pouco não cedeu o empate. Após a pressão inicial do Avaí na segunda etapa, o time aos poucos foi se acertando e terminou o jogo sem maiores sustos. Nós, gremistas, estamos acostumados com isso. Desconfio que haja algo na ata de fundação do clube que diga: “não existe jogo fácil para o Grêmio”. Foi assim novamente, mas pudemos respirar aliviados no fim da partida.

A atuação deste sábado foi bastante promissora. A oscilação é normal para uma equipe em formação, mas o equilíbrio pode ser encontrado paulatinamente. O próximo jogo é na quarta-feira, 22h, contra o Cruzeiro, na Arena. É a chance de se consolidar no G-4 e ratificar a boa e inesperada campanha.

Avante, Grêmio!

O desafio de vencer fora de casa

25 de junho de 2015 22

Por Juliano Rodrigues@julianorodrigue

O impulso necessário para o Grêmio chegar ao G-4 dependerá essencialmente da superação de um desafio inglório: vencer fora da Arena.No sábado, contra o Avaí, o time de Roger terá essa missão ainda mais endurecida pela ausência dos dois laterais titulares, Galhardo e Marcelo Oliveira. Vimos pouco o Lucas Ramon e não sou um grande fã do Galhardo, mas reconheço que o seu futebol melhorou nos últimos jogos. A substituição é uma incógnita, vamos descobrir se vai dar certo apenas com a bola rolando. No lado esquerdo, Roger recorrerá ao jovem Marcelo Hermes, um lateral que ainda não demonstrou um grande futebol e faz apenas o feijão com arroz. É o que temos para o momento.

Se o nosso treinador conseguir equilibrar o time mesmo sem os dois laterais titulares, temos totais condições de vencer o Avaí em Florianópolis. A equipe da Ressacada tem um desempenho bastante irregular nesse começo de campeonato e, apesar de ter arrancado um ótimo empate contra o São Paulo no Morumbi, já levou 4 a 1 do Galo, em casa, por exemplo. Depois de perder pontos para Coritiba e Goiás, adversários da segunda metade da tabela, não podemos repetir o insucesso contra o Avaí. É contra os times medianos que o Grêmio precisa buscar pontos fora de casa. Vencer o São Paulo no Morumbi, o Corinthians em Itaquera, o Cruzeiro e o Galo em Minas, entre outros times fortes, é muito mais difícil. Se o Grêmio tem alguma pretensão no campeonato, tem de superar o Avaí.

Nos primeiros oito jogos do Brasileiro, o Tricolor disputou cinco partidas em casa e apenas três fora. No seu estádio, só não venceu a Ponte Preta. De resto, derrotamos Figueirense, Palmeiras, Corinthians e Atlético-PR. Porém, fora dos nossos domínios a campanha não se sustenta: são duas derrotas (para São Paulo e Coritiba) e um empate com o Goiás. É hora de decolar no campeonato, que não tem nenhum bicho-papão e está totalmente em aberto. Para isso, precisamos jogar de forma inteligente, marcar com força e aproveitar a velocidade de Luan e Pedro Rocha. Se repetirmos o primeiro tempo da atuação contra o Goiás, já será meio caminho andado.

E vocês, o que acham? Por que o Grêmio ainda não conseguiu vencer fora de casa no Brasileirão? Como resolver isso?

Saudações tricolores! 

Vem maratona de jogos pela frente

24 de junho de 2015 26
Grêmio terá nove jogos em quatro semanas. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Grêmio terá nove jogos em quatro semanas. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

A partir de sábado o Grêmio inicia uma maratona que só dará folga no final de julho. Fará nove jogos em quatro semanas, período em que definirá classificação na Copa do Brasil e indicará sua real situação no Brasileirão. O elenco será exigido. Confio que a equipe de Roger Machado terá bom desempenho.

Até o momento, o Brasileirão teve raras rodadas de meio de semana. O Grêmio joga e ganha a semana para descansar e trabalhar, prazo fundamental para uma equipe de elenco reduzido e que ainda procura o melhor entrosamento. Pois essa fase termina sábado em Santa Catarina.

Depois de enfrentar o Avaí, o Imortal recebe o Cruzeiro, visita Santos e Chapecoense e recebe o Vasco. Dia 14 de julho pega o Criciúma pela Copa do Brasil, dia 18 visita o Flamengo e dia 21 faz o jogo da volta com o Criciúma. A maratona se encerra dia 25, diante do Sport na Arena, quando o Tricolor voltará a ter uma semana cheia para trabalhar.

Quando julho findar, o Grêmio poderá estar nas oitavas da Copa do Brasil e terá disputado 15 rodadas do Brasileirão, já no final do primeiro turno. Quem briga por Libertadores costuma encerrar o turno acima dos 25 pontos, de preferência rompendo a casa dos 30. É uma meta difícil de ser cumprida, porém factível.

As chegadas de Fernandinho e Maxi Rodríguez vão auxiliar, pois o desgaste físico será maior no próximo mês. O ideal seria receber aquele reforço pontual no ataque, mas o presidente Romildo Bolzan Junior afastou a chance de contratações. Vamos com o que temos. Avante, Grêmio!

>> Próximos jogos
Avaí x Grêmio – sábado
Grêmio x Grêmio – quarta-feira
Santos x Grêmio – 5/julho
Chapecoense x Grêmio – 8/julho
Grêmio x Vasco – 11/julho
Grêmio x Criciúma – 14/julho Copa do Brasil
Flamengo x Grêmio – 18/julho
Criciúma x Grêmio – 21/julho Copa do Brasil
Grêmio x Sport – 25/julho

Um quarteto de nove gols em 30 jogos

23 de junho de 2015 20
Mamute soma três gols no ano. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Mamute soma três gols no ano. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Cinco meses de futebol, 30 jogos na temporada e quatro atacantes que, juntos, marcaram nove gols. Eis o extrato do ataque tricolor em 2015. A busca por reforços na frente é urgente, diferentemente do que fala o presidente Romildo Bolzan Junior.

Yuri Mamute e Pedro Rocha são os principais goleadores entre os avantes do Grêmio. Cada um marcou três gols no primeiro semestre. Braian Rodríguez anotou outros dois e Everton um. Finito. É uma miséria para um clube com a tradição do Imortal, que está a viver dos tentos de seus meias.

O Brasileirão traduz a necessidade de encontrar ao menos um reforço na frente capaz de marcar gols com regularidade. O Grêmio soma 11 golzinhos em oito rodadas, três com assinatura de seus atacantes (dois de Mamute e um de Braian). Giuliano é o artilheiro do time com três.

A equipe vem tendo a competência de vencer com ajuda ofensiva de zagueiros e volante, vide Rhodolfo e Maicon. É excelente ver mais jogadores fazendo gols, porém a média poderia ser ainda melhor. Em algum momento a pontaria na frente vai fazer falta. Um ataque letal será o salto de qualidade que vai consolidar o Grêmio no alto da tabela.

Os garotos são promissores, em especial Mamute e Rocha. Eles merecem as oportunidades que recebem, mas precisam corresponder com bola na rede. Não existe no mundo um atacante que se firmou e foi vitorioso sem colocar a bola no barbante.

O Brasileirão se mostra equilibrado, carente de grandes equipes, logo, com uma turbinada na frente o Grêmio tem condições de brigar de fato pelas primeiras posições. Vai depender da ambição de sua direção. Aditivar a linha de frente pode render bons frutos.

Vejam o líder Sport. Equipe de orçamento modesto, sentiu que a mediocridade do campeonato pode lhe garantir uma vaga na Libertadores. Buscou Maikon Leite, André e Hernane, três jogadores de nível médio, mas que marcam seus golzinhos aqui e acolá – Leite e André anotaram nas últimas rodadas.

O Sport não buscou nenhum fora de série, mas exibe um ataque mais forte do que o tricolor. O Leão não dispõe de um caixa tão farto assim, porém sua direção foi ao mercado, qualificou o elenco e vai se mantendo lá no alto.

Romildo acertou na escolha de Roger Machado, acerta na política de corte de gastos, acerta em dar chance aos garotos. E erra na vagareza para encontrar ao menos um bom reforço no ataque. Este reforço pode, inclusiva, permitir que os guris subam de produção. A procura deveria ser urgente.

Roger aproxima o Grêmio do G-4

21 de junho de 2015 43
Aplicado, Grêmio bateu o Palmeiras. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Aplicado, Grêmio bateu o Palmeiras. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

O G-4 é logo ali. O Grêmio foi competente mais uma vez em casa e escalou a tabela. Se há duas semanas mirava para baixo, depois de duas vitórias na Arena mira o alto, está em quinto com os mesmos 14 pontos do quarto colocado, o Atlético-MG. Palmas para Roger Machado.

O Grêmio não fez uma partida brilhante diante do Palmeiras, mas foi firme na defesa e venceu com um golaço de Maicon – domínio na entrada da área e chute lúcido de chapa no ângulo. Em um campeonato mediano, foi o suficiente. Quem chega longe no Brasileirão também acumula triunfos sem brilho, que valem os mesmos três pontos de uma goleada.

Se faltou viço, a equipe repetiu virtudes implementadas por seu novo treinador. Foi organizada e aplicada, deu poucas chances ao Palmeiras e brigou. A dedicação valeu a vitória.

Sem grife na casamata, chancelado pelo passado vitorioso de jogador no clube, Roger chegou com o mantra da intensidade. Mudou a forma de jogar, fixou Walace como titular, porém lhe deu liberdade para marcar e auxiliar a empurrar o adversário. Galhardo e Marcelo Oliveira subiram de produção, Luan cresceu e Giuliano assumiu o espaço de centro de um time que passou a correr mais.

O 1 a 0 sobre o Palmeiras veio em um jogo equilibrado. Primeiro tempo com um festival de balões, de muita marcação e pouca inspiração. Nosso quarteto ofensivo fez o torcedor bocejar, a defesa abusou da ligação direta.

No segundo tempo, Tiago outra vez justificou sua escalação. Buscou uma cabeçada forte e para baixo de Alecsandro. No lance seguinte espalmou outro testação alviverde. E só. Após, o goleiro teve apenas o trabalho de cortar cruzamentos, bem protegido por uma dupla de zaga e um sistema defensivo que controlou o trio de frente do Palmeiras.

Já no ataque o Grêmio melhorou. Marcou seu gol e deixou de fazer outros. Maicon teve mais duas chances: na primeira inventou um drible e na segunda parou em Fernando Prass. Braian Rodríguez soltou um foguete defendido por Prass. Pedro Rocha e Luan desperdiçaram lances por decisões erradas no momento de definir.

Falta ao Grêmio ser terminal, finalizar com precisão. É a busca de um homem no mercado capaz de marcar os gols que trazem tranquilidade em todo jogo equilibrado. Se conseguir encontrar esta peça, o Imortal terá forças reais para brigar no alto.

Também falta ao Grêmio de Roger vencer fora de casa, o desafio do próximo sábado. Visitamos o Avaí em Florianópolis, jogo para rasgar o rótulo de visitante afável. Ganhar fora é parte da equação para ir longe no Brasileirão.

Após cinco jogos com Roger, tendo somado 10 pontos em 15 disputados, o Grêmio mostra francos sinais de evolução. A confiança reaparece, as vitórias chegam, o ambiente melhora. Palmas para Roger Machado.

 

Dia para escalar a tabela

20 de junho de 2015 14

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

O Grêmio recebe o Palmeiras com a possibilidade de encostar de fato no G-4, deixando a metade debaixo da tabela mais distante. Bater o Palmeiras pode começar a colocar no horizonte do clube possibilidades mais alvissareiras no Brasileirão.

Será um jogo difícil, pois Giuliano é provável desfalque. O elenco curto cobra preço, em especial quando o melhor jogador do time fica de fora. Pedro Rocha também deve ficar de fora, ou seja, será uma noite de superação na Arena.

O Grêmio precisa manter a intensidade que Roger Machado tanto cobra. Sem marcação firme e toques rápidos, o Palmeiras vai se criar. O Verdão, apesar do começo trôpego de campeonato, tem um elenco forte. Parte dos seus reservas seria titular no Grêmio. É um jogo para errar o mínimo possível.

Só lamento o horário. A tabela sacaneia o Grêmio, que fará o segundo jogo em casa às 21h de sábado, horário péssimo para levar bom público ao estádio. A CBF não aprende e ajuda a esvaziar as canchas.

***

Sobre Carlos Muñoz, foi ímpar mais uma vez a incompetência da direção. Perdemos para o glorioso Santiago Wanderers, equipe de tradição acanhada no já sem tradição futebol chileno. Romildo Bolzan Jr. conseguiu fazer papel de bobo outra vez. Primeiro foi o caso Doriva, agora o caso Muñoz. Gostaria de saber a utilidade do executivo remunerado Rui Costa.

Espero que mais um fiasco da direção nos ajude por linhas tortas. Quiçá busquem uma contratação mais consolidada, um reforço capaz de animar mesmo o torcedor e resolver a carestia do ataque.

Um técnico com sangue nos olhos

19 de junho de 2015 14

Por Juliano Rodrigues – @julianorodrigue

São apenas quatro jogos no comando técnico do Grêmio e ainda é prematuro fazer uma análise definitiva sobre o trabalho de Roger, mas um vídeo publicado nesta semana pela Grêmio TV no YouTube mostra que não será por falta de vontade que o ex-lateral deixará de ter sucesso na carreira. As imagens (que podem ser vistas abaixo) servem de alento para o torcedor que espera ver um time com capacidade de indignação e obsessão pela vitória. Em entrevista à Band, o goleiro Tiago deixou claro que o discurso de Felipão no vestiário não empolgava mais os atletas. O desânimo do treinador era visível e se reproduzia em campo. Roger tem a juventude e a vontade de trabalhar que forjam os campeões.

Veja o vídeo com os bastidores da vitória sobre o Atlético-PR:

Além do exaustivo trabalho realizado durante a semana, Roger conseguiu dar uma pitada motivacional que certamente foi decisiva no jogo contra o Atlético-PR. Por mais que falte qualidade ao time do Grêmio, e falta, a equipe que foi a campo nos primeiros jogos do Brasileiro tinha condições de obter resultados melhores. A perda de pontos para Coritiba e Ponte Preta nos retirou de um lugar melhor nesta largada. No entanto, Roger conseguiu uma retomada interessante e tem duas vitórias, um empate e uma derrota (para o São Paulo, no Morumbi, o que é normal).

Não vai ser da noite para o dia que o técnico conquistará a confiança dos atletas. Isso leva tempo e só funcionará se o time atingir bons resultados. Fica nítido que, a cada vitória, o grupo passa a acreditar mais nos conceitos do treinador. A repetição da ideia de intensidade, agressividade, confiança e solidariedade tende a melhorar o desempenho do time.

Roger sabe que esta é a chance da sua vida. Depois de trabalhos medianos em equipes que não permitiam resultados muito melhores, o treinador está com sangue nos olhos, e isso fica nítido no seu discurso pré-jogo. Não sei se Roger vai se tornar um técnico vencedor, isso dependerá da qualidade e da aplicação dos atletas, mas vontade e dedicação não faltam ao nosso comandante.

Saudações tricolores!

Muñoz já mostrou que sabe fazer gols

18 de junho de 2015 21

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

O chileno Carlos Muñoz está a caminho do Grêmio. Chega para ser titular. Ninguém em sã consciência busca um atacante no endinheirado Mundo Árabe para deixá-lo no banco. Pelo histórico, o novo reforço tem mais chances de dar certo do que o uruguaio Braian Rodríguez, centroavante de dois gols na temporada até o momento.

Muñoz é uma incógnita como todo gringo que chega do Oriente Médio. Pouco se viu ou se recorda dele em seus tempos de Santiago Wanderers e Colo-Colo, e nada se viu do rapaz no Baniyas SC e Al-Ahli. Pipocam coletâneas de gols no YouTube, mas o vídeo já enganou muita gente. Vargas chegou badalado e passou sem deixar saudades, como tem feito em uma carreira em que joga bem apenas na seleção chilena.

Jogador de 26 anos, Muñoz tem 1,73m e foge ao estilo do 9 clássico. Movimenta-se, cai pelos lados e garante ter presença de área. O currículo e os números indicam que para perna de pau Muñoz não serve. Tem passagem curta pela seleção chilena (de base e principal) e pretende retornar à lista de Jorge Sampaoli a partir de boas atuações pelo Grêmio.

Entre seleção e clubes, o atacante tem média que beira um gol a cada duas partidas, um belo desempenho. Pelo Colo-Colo fez 74 jogos e 35 gols. No Al-Ahli tem nove jogos e cinco gols. A incógnita reside no passado recente de Muñoz, que quase não jogou no Al-Ahli, disputou um campeonato de nível sofrível e sabe-se lá como está fisicamente.

A direção garimpou o mercado, encontrou um salário pagável para um atacante que já demonstrou que sabe fazer gols, a principal carência do ataque tricolor em 2015. Se errou com Braian Rodríguez, a direção está mais próxima de acertar com Muñoz. Que chegue na Arena e empilhe gols!

Grêmio está proibido de contratar centroavante brasileiro?

17 de junho de 2015 54

Por Juliano Rodrigues – @julianorodrigue

É assunto digno de análise científica a obsessão da direção do Grêmio por centroavantes que falem castelhano. Depois do relativo sucesso de Barcos (que saiu sem títulos, mas fez os seus golzinhos), o Tricolor parece não cogitar a possibilidade de buscar um 9 brasileiro. Depois do uruguaio Braian Rodriguez, que até hoje não demonstrou bom futebol, as atenções agora se voltam a Osvaldo, do Boca Juniors. Nos últimos dias, o Grêmio já havia demonstrado interesse em Carlos Muñoz (chileno) e Pavone (argentino).

Tem algo na ata de fundação do clube que proíba centroavantes brasileiros? As experiências recentes na camisa 9 envolvem, em sua maioria, contratações de gringos. Será que o Grêmio só sabe vasculhar o mercado sul-americano? Além da demora para contratar um jogador capaz de nos poupar de cenas como a de domingo passado, quando a bola atravessava a frente da meta sem que ninguém conseguisse empurrá-la para dentro, o clube parece não ter definido o perfil de atleta que busca. Muñoz, por exemplo, é um atacante de 1,73cm, enquanto Osvaldo e Pavone são grandalhões. O que o Grêmio procura, afinal?

Feita essa introdução, reconheço que Osvaldo é uma boa opção. Trata-se de um jogador com experiência europeia e goleador. Acompanhei alguns jogos do Boca na Libertadores e gostei do seu futebol. Porém, gostaria de ver a direção gremista garimpando mais jogadores brasileiros. Em um passado nem tão distante, o Grêmio encontrou, encostado no Santos, um atacante que veio a ser um artilheiro de primeira linha: Jonas. Hoje, é campeão português e um dos goleadores do campeonato. Não sou contra os gringos, mas acho que está na hora de investir em outras opções. A lista de fracassos é maior do que a de sucessos.

Com todas as dificuldades enfrentadas nesse início de campeonato e a dolorida perda de pontos para Ponte Preta e Coritiba, o Grêmio está em uma zona intermediária da tabela. Se acelerarmos a busca por reforços para o ataque, a tendência é de que consigamos lutar na parte de cima. Não há, até agora, um time que tenha apresentado futebol regular em todas as rodadas. É difícil que o tricolor alcance o primeiro lugar, mas há vagas em aberto no G-4 e tudo indica que o Brasileirão vai seguir nivelado até o fim. Precisamos de mais empenho nas contratações. Com um ataque mais potente, o Grêmio vai crescer, e muito.

Saudações tricolores!