Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts de julho 2015

Fim de turno para se manter no bolo

31 de julho de 2015 20

Por Juliano Rodrigues – @julianorodrigue

Dadas as limitações do time e do plantel do Grêmio, a posição que a equipe ocupa hoje no campeonato (6º lugar) não pode ser considerada ruim. Começamos a competição em baixa, com um time desorganizado e desmotivado, e chegamos aos últimos quatro jogos do primeiro turno na “zona da confusão”, como Vanderlei Luxemburgo batizou os primeiros lugares da tabela. As próximas quatro partidas serão fundamentais para o futuro do Grêmio no campeonato. Os jogos são os seguintes:

- Fluminense x Grêmio
- Grêmio x Inter
- Atlético-MG x Grêmio
- Grêmio x Joinville

O enfrentamento mais fácil, em tese, é contra o Joinville, na última rodada. Os outros três jogos são clássicos e vão exigir o máximo da equipe de Roger. Como o Grêmio perdeu dois pontos em casa para o Sport, precisa dar um jeito de recuperá-los fora em uma das duas partidas longe dos domínios tricolores (contra Flu e Galo). O desafio é árduo e é a hora de o nosso time mostrar se tem condições de brigar, pelo menos, por uma vaga no G-4.

Na partida de sábado, contra o Fluminense, não teremos Giuliano, lesionado. O substituto será William Schuster, cujo futebol desconheço completamente. Vamos torcer para que ele não sinta o peso da camisa e consiga ajudar o time. O jogo também terá a estreia de Ronaldinho pelo clube carioca, o que garantirá casa cheia e dará um significado diferente à partida. Espero que os nossos jogadores saibam da importância que tem, para a torcida, vencer qualquer time que tenha esse sujeito na sua escalação. Que isso sirva de motivação.

Se conseguirmos manter alguma regularidade nessas partidas e pontuar bem (duas vitórias e dois empates seriam o ideal), vamos ganhar uma injeção de ânimo para o segundo turno. Apesar de o Galo e o Corinthians estarem se desgarrando dos outros times na liderança, tudo é possível em um campeonato tão parelho.

A única reclamação que vou deixar aqui hoje é à falta de ambição da diretoria. Na quinta-feira, o presidente Romildo Bolzan Jr. declarou que está satisfeito com o grupo de jogadores para a sequência do Brasileirão e da Copa do Brasil. Ora, presidente. Perdemos um jogador de meio-campo por lesão e o substituto será um atleta que até ontem estava no Novo Hamburgo e que jamais foi testado em um clube grande. Perdemos um líder, um dos melhores zagueiros do Brasil, e não foi feita uma reposição. Se contentar com mediocridade parece ter virado a sina de grande parte da torcida do Grêmio, o que é uma pena, mas jamais pode ser uma orientação diretiva.

Aviso aos navegantes

Vocês devem ter percebido que tivemos dificuldades para atualizar o blog nos últimos dias. Por isso, quero avisar que o titular do espaço, Guilherme Mazui, e o nosso grande reforço, Léo Gerchmann, estão em um merecido período de férias. Como estou sozinho no blog e também na interinidade da Rosane de Oliveira na coluna de política do jornal, vocês devem imaginar que não é fácil encontrar tempo, ainda mais com a quantidade de assuntos importantes na editoria (atraso de salário de servidores, aumento de impostos e etc.). Peço a compreensão de todos!

Saudações tricolores!

Quem sai do time para a entrada de Bobô?

28 de julho de 2015 43

Por Juliano Rodrigues – @julianorodrigue

A direção do Grêmio enfim atendeu aos apelos da torcida e contratou um centroavante que tem um pré-requisito básico para exercer essa função em um clube da grandeza do tricolor: histórico de gols. Bobô, 30 anos, pode não ser uma maravilha, pode não chegar aos pés da técnica do argentino Barcos ou da eficiência de Jonas, mas é inegavelmente um artilheiro. O nosso novo 9 (que vestirá a camisa 13) é o maior goleador estrangeiro da história do Besiktas. Alguns dirão (e eu pensei): “Ah, mas é um clube de segunda linha”. Sim, de fato. Mas marcar 96 gols em 227 partidas, com média de 0,42 tentos por jogo, não deixa de ser uma boa credencial. Não vamos esquecer que o uruguaio Braian Rodriguez, 29 anos, tem míseros 49 gols em toda a carreira.

Bobô ainda não terá condições de atuar no próximo fim de semana e deve ficar à disposição para o Gre-Nal. Acho que é ponto pacífico afirmar que ele não será titular, mas, a longo prazo, quem deve sair do time para a sua entrada? Roger tem algumas opções:

- Claro, a manutenção da linha ofensiva como está, com Giuliano e Pedro Rocha atuando mais abertos e Douglas e Luan à frente
- A saída de Giuliano (cujo desempenho tem sido irregular), com o recuo de Luan para a meia
- A saída de Douglas, que também implicaria o recuo de Luan
- Bobô no lugar de Pedro Rocha, com Luan sendo deslocado para a esquerda na linha de extremos do Grêmio

Todas as opções têm os seus prós e contras. Entre os quatro jogadores da frente, o pior desempenho, na minha opinião, tem oscilado entre Douglas e Giuliano. Douglas tem como vantagem o passe e a capacidade de pifar os atacantes. Não está na sua melhor forma e tem sido bastante irregular, mas é o meia que temos para o momento. Giuliano, por sua vez, é um jogador mais colaborativo, por vezes estabanado, e que costuma acelerar as jogadas. A sua principal vantagem é conseguir recuar e compor a marcação pelo lado direito, da mesma forma que Pedro Rocha faz do lado esquerdo.

O desempenho do ataque não tem sido efetivo, e isso pode dar a ideia de que Bobô entraria com facilidade na equipe. No entanto, o time está ajustado e todos do quarteto ofensivo cumprem alguma tarefa importante, em que pese a quantidade absurda de gols perdidos. A movimentação e a troca de posições entre esses jogadores são a principal contribuição de Roger desde que assumiu o Grêmio. O técnico pode até abrir mão desse sistema e acrescentar um centroavante mais fixo, mas não acredito que ele fará isso por enquanto.

E para vocês, quem sai do time para a entrada de Bobô (se é que sai alguém)?

Saudações tricolores

"Bairro do Grêmio", grande sensibilidade social no entorno da nossa linda Arena

27 de julho de 2015 20

Entorno da Arena

 

Léo Gerchmann – @Leogerchmann

Sensacional o que o Grêmio prepara para o entorno da nossa espetacular Arena.

Não chega a ser novidade, mas as coisas estão andando bem por ali.

Será o bairro do Grêmio!

Querem fazer daquela região popular algo como o caminito é pro Boca.

Já foi criado até um departamento de responsabilidade social do clube.

Na condução do projeto, o presidente Romildo Bolzan e os diretores de responsabilidade social Evandro Krebs, Giovanni Forneck e Alexandre Mayer. Também participam os vice-presidentes Adalberto Preis, Antônio Dutra Jr. e Odorico Roman, conselheiros do Clube, representantes do Instituto Geração Tricolor (IGT) e o Instituto Desejo Azul, além de parceiros e colaboradores.

Maravilha!!! Envolvimento absoluto no entorno da nossa casa!

Diz o portal oficial do clube: foram apresentadas as ações de integração e caráter social que serão desenvolvidas pelos departamentos do Clube, entre elas: atividades esportivas para a comunidade, iniciativas de sustentabilidade ambiental, destinação de resíduos dos eventos para as entidades de reciclagem da macrorregião, limpeza do entorno do estádio em dias de jogos, revitalização e paisagismo de espaços públicos ao longo das vias de acesso, apoio a projetos de erradicação do trabalho infantil, combate à discriminação racial, segurança no trânsito, bem-estar social, saúde e incentivo à doação de sangue e órgãos. (…) “Oficializamos nosso setor de Responsabilidade Social, que tem como objetivo desenvolver um trabalho junto aos moradores dos bairros Humaitá, Vila Farrapos e Navegantes. O Grêmio quer ampliar a sua relação com essas comunidades de modo que possa ser um agente positivo, impulsionador de políticas que beneficiem o Clube, mas, fundamentalmente, a organização comunitária”, destacou o presidente Romildo Bolzan.

Que orgulho do meu clube!

Representante do Grêmio no Fórum Regional do Orçamento Participativo (FROP), Alexandre Mayer sublinhou: os programas irão estreitar a relação do Grêmio com os bairros vizinhos. “A ideia é que a comunidade seja parceira e que enxergue o Clube desta forma, como um sujeito que possa somar forças as suas demandas, além de ser um catalizador de novos projetos”, acrescentou.

Já rolaram reuniões com líderes comunitários dos bairros Farrapos, Humaitá e Navegantes.

O vice de Marketing, o grande sujeito que é o Beto Carvalho, fala com brilho nos olhos que a ideia é fazer do bairro popular um La Boca, pintado de azul, preto e branco.

O Grêmio está entrando na comunidade.

Sabe que um clube de futebol é muito mais que só um clube de futebol.

Repito: haverá projetos educativos, creches, escolinha de futebol, ações contra o racismo, trabalhos na área de segurança etc.

Um vínculo entre o clube e a comunidade local.

Enfim, tudo de ótimo no entorno da Arena do nosso popularíssimo Tricolor!

Desperdício e frustração na Arena

26 de julho de 2015 48

Por Juliano Rodrigues – @julianorodrigue

Apesar de todas as qualidades do Sport, que tem uma equipe entrosada e bastante competitiva, o empate de sábado, na Arena, deixou frustrados os mais de 30 mil torcedores que compareceram ao estádio. Talvez a frustração não seja por conta de uma má atuação do time (o que não ocorreu, tanto que os jogadores deixaram o campo sob aplausos), mas pelo Grêmio ter, mais uma vez, repetido o que tem de melhor e o que faz de pior nas partidas, sem conseguir ser regular. Mesmo com a boa campanha dos nordestinos, vamos lembrar desse jogo no fim do campeonato e lamentar os dois pontos perdidos em casa.

Feita a introdução, vamos ao jogo. O Sport tem uma equipe organizada e impôs dificuldades ao Grêmio desde o início, com uma marcação avançada que dificultou a saída de bola do Tricolor. Aos poucos, o time se encontrou e conseguiu fazer as ótimas triangulações treinadas por Roger para envolver o adversário. Discordo dos que dizem que o Tricolor foi mal nas finalizações, mas há um adendo importante. Luan, que não teve uma boa atuação, perdeu um gol inacreditável. Não há desculpas. Livre, com tempo para pensar, escolher o canto (que estava aberto), o guri chutou forte, rasteiro, mas na trave. Era o gol para dar tranquilidade e encaminhar a vitória. Ao contrário de Luan, Pedro Rocha acertou o alvo e abriu o placar com um belo gol após grande jogada de Wallace.

No segundo tempo, o Grêmio manteve o controle do jogo e permitiu apenas uma chance aos pernambucanos. Justamente na única oportunidade clara de gol, o Sport marcou com Diego Souza. O goleiro Tiago falhou, perdeu o tempo de bola, mas Diego estava completamente livre. Os cruzamentos na área têm sido um terror para o Grêmio. Ou o goleiro fica pregado, como Grohe tem feito, ou sai estabanado, como foi sábado. Sabem o que ajudaria? Ter uma defesa mais confiável pelo alto. Erazo, apesar de ser um grandalhão, não é bom no jogo aéreo.

Após o gol, o Grêmio retomou as rédeas da partida e insistiu, criou chances, mas não marcou. Braian Rodriguez, em cruzamento de Fernandinho, foi impedido pelo goleiro Danilo de marcar. Ao contrário dos últimos jogos, as substituições promovidas por Roger melhoraram o time. Máxi e Fernandinho entraram bem e deram mais velocidade ao time, que parecia entregue à marcação do Sport.

Há mais aspectos positivos do que negativos na atuação do Grêmio. Precisamos recuperar os pontos perdidos já na próxima partida, contra o Fluminense, no Rio. Finalmente, teremos alguns dias de descanso e Roger poderá treinar alternativas, já que o time vinha jogando quarta e domingo. Confio no trabalho do nosso treinador e vamos torcer para que os erros de finalização diminuam (talvez com o ingresso de Bobô).

Saudações tricolores!

 

Dia pra começar uma nova fase!

25 de julho de 2015 9

Luan

 

Léo Gerchmann – @Leogerchmann

 

Esqueça que o time tem uma zaga improvisada.

Esqueça que o Marcelo não joga – até porque o Tiago já mostrou que dá conta do recado.

Este sábado é dia de começarmos uma nova fase.

A classificação na Copa do Brasil foi uma luz.

A chance de romper a hegemonia colorada se descortinou na última quarta-feira.

Estamos nas cabeças do Brasileirão.

É a hora de aproveitar a onda e surfar.

Temos de brigar pela Copa do Brasil, mas ir vencendo no Brasileirão…

Vai quê!

É importantíssimo que hoje o Walace simplifique e marque muito.

Os atacantes do Sport são rápidos e traiçoeiros.

É fundamental que o Erazo simplifica a jogada.

Sempre que ele se resolve ser “El Elegante”, o caldo engrossa.

Mas não é só.

Por favor, Douglas, jogue com alma – mesmo que tenha de dar uma passadinha antes no Alan Kardec pra tomar uns passes que te permitam inspiração para dares, tu próprio, os teus passes milimétricos. Levo muita fé em ti!

Por favor, Luan, te liga o tempo todo.

Por favor, Pedro Rocha, seja intenso.

Se tudo isso ocorrer, teremos uma bela noite de sábado.

E poderemos acreditar em um ano melhor.

Força, Tricolor!!!

 

De saber perder e saber ganhar: reflexões sobre secação, flauta e respeito ao rival

24 de julho de 2015 50

Gremistão

 

Léo Gerchmann – @Leogerchmann

 

Vou abordar mais um tema espinhoso (ando me aperfeiçoando nisso): a secação e a flauta.

A gremistada vibrou com a desclassificação do rival. Alguns até jogaram rojões.

Pois bem, isso alimentou muito bate-boca desde ontem nas redes sociais.

Da minha parte, faço questão de repetir pela enésima vez: escrevo para este blog de gremistas, mas jamais deixo de vestir a indumentária de jornalista. Por um lado, sou antigo defensor de que todos jornalistas assumamos nossos times. Por outro, acho que jamais devemos nos despir de alguns comportamentos essenciais. Ontem, li um texto de arrepiar, desqualificando adversários, com argumentos infantis e estrutura quase panfletária. Não, de mim vocês nunca terão isso.

Sou jornalista sempre e respeito o adversário também em razão da minha formação humana, de ver na aceitação das diferenças um valor maior – sobre isso, aliás, até escrevi livro. Outro dia, disse que não curto tocar e receber flauta. Ora, a lógica é simples: sofro terrivelmente quando meu Grêmio perde, até perco o sono. Imagino que muitos dos meus amigos colorados tenham o mesmo sentimento. Não gosto de ver amigo sofrer.

Então, não tripudio. Respeito a dor alheia.

Ponho-me no lugar do outro, ainda mais quando é amigo.

Pois bem, dada a chinelada nas crianças que não entendem a liturgia da nossa linda profissão e a ética de respeito ao outro, vou ao ponto principal: os gremistas estouraram foguetes quando o juiz apitou o fim do jogo no México.

Podem ter certeza de que não foi o comportamento deste blogueiro, que acima de tudo é jornalista.

Mas vibrei discretamente, claro. Por quê? Simplesmente porque era importante pro meu Grêmio. Só!

Se não fosse isso, eu ignoraria. Aliás, confesso que nem vi o jogo. Soube do resultado pelo Twitter.

E os rojões? São manifestações de desafogo.

Agora, vou contar uma história, em dois tempos.

1) Final 1995 – eu tinha a prática de nem olhar para os lados do rival. Minha bronca maior era com os times do Rio e SP, porque insistiam em diminuir os grandes do RS e de MG. Aí, veio a nossa decisão do Mundial contra o Ajax. Pronto: tinha camiseta do Ajax por todos os lados em que se visse um colorado. Achei aquilo a expressão da inveja. E não gosto disso.

Ali, deixei um pouco de ser magnânimo.

2) Final de 2006 – o Internacional decidia o Mundial. Quando o juiz apitou o fim do jogo, começou aquela festa dos colorados. Eu estava no supermercado com meu filho, que tinha só quatro aninhos. O guri começou a me dizer que não suportava ver aquelas bandeiras vermelhas. Eu respondi: “Filho, adversário não é inimigo. E festa é sempre legal. Hoje, é a deles, nossos amigos colorados. Um dia, voltaremos a ter a nossa”. Juro que foram essas as minhas palavras.

Aí, no dia seguinte, em vez de concentrar as energias pra curtir o próprio título (que é o que eu faria), os caras começaram a diminuir nosso título mundial, usar a expressão “campeão de tudo”, juntar o Fifa (hoje dá vergonha…) ao nome da conquista ganha só pra implicar conosco. Enfim, minha magnanimidade diminuiu ainda mais um pouco.

Certo dia, comentei com um amigo de infância colorado.

- Os colorados têm uma tendência a pensar mais no Grêmio do que neles próprios. Acho isso uma coisa menor. Por que não cuidam da sua vida e nos deixam em paz?

Esse meu amigo colorado de infância, com quem convivi quando ele saboreou grandes glórias nos anos 1970 e também quando sofreu muito nos anos 1980 e 1990, respondeu, na forma civilizada que temos de discordar:

- É tudo igual. O problema é que os colorados precisam superar esse momento de derrotas e mais derrotas. Por isso, acabam torcendo tanto contra o Grêmio.

Hoje vejo que ele tinha razão. Pra nós, era importante a derrota do Inter.

Mas não porque é o Inter. Muito mais por ser nosso rival e por sentirmos certa arrogância na forma como insistentemente tenta diminuir o nosso Tricolor. Juro que, se não fosse essa arrogância, eu ignoraria o jogo contra o Tigres.

Acho que as pessoas têm de saber perder e, muito mais, saber ganhar.

Se o Grêmio ganha, penso só na felicidade íntima que isso me dá.

Aliás, falemos na Batalha dos Aflitos: tenho um baita orgulho daquele título. Por quê? Certamente, não por ser algo a exibir – pô, é o Brasileiro da série B. Mas pela perseverança do meu clube, pela forma como enfrentou um desafio sem igual (as circunstâncias adversas daquele jogo são insuperáveis). Detalhe que repito: não é um título para exibir! Percebam: eu me orgulho pela felicidade íntima que ele me dá. Nem penso nos colorados.

É engraçado como os colorados não entendem esse sentimento.

Já pensei numa lógica freudiana: como os caras levaram uma tunda de 10 a 0 no primeiro Gre-Nal, adotaram esse sentimento atávico de ter como missão premente superar o rival. A razão de viver do Inter seria a de superar o irmão mais velho.

Faz todo o sentido.

Mas concordo com aquele amigo de infância, que é colorado. Somos todos iguais.

O gremista, para respirar em meio a anos tão difíceis, precisava ver o rival baixar a crista.
Se isso representa uma virada na famosa gangorra, só o tempo dirá.

O certo é que nós, gremistas, sonhamos com isso.

E o tricampeonato da América rival seria uma rocha imensa no nosso caminho.

Simples assim.

O tempo dirá, mas nossa vitória sobre o Criciúma pode vir em dobro

23 de julho de 2015 40

Grêêêmiooo

 

Léo Gerchmann – @Leogerchmann

O futuro dirá, mas quero crer que o Grêmio ganhou duas vezes na terça-feira à noite.

A primeira vitória é óbvia: ela está inscrita no placar – 1 a 0 e o “show do Marcelo”.

A outra é quanto à sustentabilidade do time de Roger. Se aprendermos com os erros, poderemos ir longe. E nisso está a vitória de terça cuja confirmação virá com o tempo.

Temos dois distintos Grêmios de Roger Machado: 1) aquele organizado, de passes certeiros, rapidez e volume de jogo, que até se dá o luxo de dispensar a figura do centroavante (pra mim, essencial), que tem todas as condições de superar qualquer adversário; 2) e outro, em que Walace erra passes por abusar da autoconfiança, em que Pedro Rocha tem a irregularidade típica de um novato, em que Douglas e Luan se acomodam e em que Erazo acha realmente que é “El Elegante”.

Garantimos a vaga nas oitavas da Copa do Brasil. Ufa! Isso é o principal, a urgência.

Agora, se der, vamos corrigir os erros claríssimos, que nos levaram a uma vitória magra (e nos pênaltis!!!) sobre o fraquíssimo Criciúma.

Temos a chance de ouro de comemorar um título importante no fim do ano.

Se conseguirmos, é uma ruptura em relação aos constrangedores 14 anos de insucessos.

Aliás, a eventual conquista da Sul-Americana (que não seria tão fácil como alguns dizem…) não romperia esse jejum.

Insisto: a “Sula” é um torneio bacana de ganhar, mas, definitivamente, não é um grande título, um título arrebatador.

Sonho que a Copa do Brasil nos leve a um encontro bacana, de todos nós, na Goethe!

Desde terça-feira, podemos sonhar com isso.

Agora, mudo um pouco de assunto pra falar sobre algo que está me incomodando.

Tenho sofrido críticas pontuais de alguns leitores, em especial com pseudônimo. E de que se trata as críticas? Do fato de eu ter escrito “Coligay – Tricolor e de todas as cores” (Editora Libretos). Digo a vocês: escrevi esse livro porque sou muito gremista e porque sei o quanto existe uma lenda urbana a respeito do suposto segregacionismo histórico do nosso clube. A maioria dos gremistas entendeu o recado, que nos é francamente favorável. Mas há aqueles que não entenderam e que desqualificam a mim e ao meu trabalho. Peço compreensão. Por não ser gay (se fosse, diria, porque orientação sexual não é falha de caráter), tenho vivido uma experiência nova, em 50 anos de vida: a da homofobia. É triste, pessoal! Tenho profundo respeito pelas diferenças, e nosso clube não tem o elitismo que nossos detratores insistem em nos etiquetar. Percebam que o livro e outros textos que escrevo se voltam contra esses detratores – muita verdade ainda virá pela frente, verdade que nos dignifica.

Só posso dizer o seguinte: somos o verdadeiro clube do povo.

Viva o Tricolor.

E vamos em frente, unidos!

Obs – sobre os Tigres em geral:

Tigre

 

O texto acima foi escrito na tarde de quarta-feira e agendado para esta quinta (hoje) cedinho. Podemos dizer que a derrota do nosso rival, à noite, foi uma terceira conquista gremista nestas 48 horas. Não sou de tripudiar adversário. Mas quem sabe não temos uma mudança de ventos? O Internacional chegou a essa Libertadores com erros de arbitragem no Brasileirão do ano passado, outras tantas neste ano, gols no finalzinho, coisas assim. Com o Grêmio, tem sido o contrário: muitos pontos perdidos em razão de erros em arbitragens desastradas – quando alguém argumenta que “a banca dá e recebe”, lembra um jogo isolado contra o Figueirense, de muito tempo atrás. Ou seja, a exceção que confirma a regra. Nunca achei que fôssemos vítimas de complô, mas vale muito a máxima segundo a qual, quando a fase é ruim, tudo dá errado. Quem sabe, o baque sofrido pelo rival e a nossa classificação contra o Criciúma (o Grêmio deveria ter se classificado para as oitavas da Copa do Brasil já no Brasileirão do ano passado, se tivesse ficado em sétimo lugar) signifique uma mudança de ventos? Só é importante que se reitere: precisamos reforçar o time!

Uma piadinha? O “Tigre” (Criciúma) foi eliminado na terça-feira. Os “Tigres”, corporativos que são, resolveram vingá-lo. Flautinha sem maiores pretensões, ora… melhor pra nós, né? Viva os bichanos!

Grohe salva Grêmio de eliminação precoce

22 de julho de 2015 61

Por Juliano Rodrigues

Não foi uma boa atuação, o resultado do tempo normal não foi o esperado, Roger não mexeu bem no time, o Grêmio não aproveitou as chances e, mesmo como tantos “nãos”, garantimos a classificação graças às defesas de Marcelo Grohe nos pênaltis. Durante os 90 minutos, não fosse a péssima pontaria dos atacantes do Criciúma e o time catarinense teria feito pelo menos um gol na insegura defesa tricolor.

A defesa, aliás, teve um desempenho muito abaixo do ideal. Alguns podem argumentar: “Ah, mas o time não levou gol”. Bom, não levou por pura incompetência do adversário, que disputa a série B. Erazo e Geromel bateram cabeça, os laterais estiveram atrapalhados e os volantes abusaram de cometer faltas.

Mesmo com tudo isso, o gol de Pedro Rocha, em uma jogada que está se tornando característica do time de Roger (bola de Giuliano para Luan no fundo do campo, cruzamento e conclusão de Pedro Rocha), foi suficiente para levar a decisão para os pênaltis. À exceção de Braian Rodriguez, que vem tendo uma passagem constrangedora pelo Grêmio, os batedores foram bem. Marcelo praticou duas boas defesas e carimbou o passaporte para as oitavas.

Quem quiser se enganar com essa classificação, que fique à vontade. Está claro que o Grêmio precisa de reforços até para um torneio de tiro curto. A defesa demonstrou fragilidades e o ataque foi regular. Mais uma vez, Roger insistiu com Fernandinho, que está claramente sem ritmo, e com Braian, que… bom, sobre o Braian me faltam palavras para definir tamanha ruindade. Maxi Rodriguez segue esquecido no banco, com o garoto Lincoln ao seu lado. Não poderiam pelo menos ser testados?

Enfim, o importante foi a classificação, mas não podemos negligenciar os equívocos do time sob pena de cairmos já na próxima fase.

Saudações tricolores!

Hora de o Grêmio provar que tem um bom time

20 de julho de 2015 40

Tricolaço

 

Léo Gerchmann – @Leogerchmann

Este blogueiro tem uma crítica bem forte aos comentários de resultados.

No Campeonato Brasileiro, esse tipo de análise pobre fica mais evidente.

O time ganha três pontos e está no céu. Perde três, desce ao inferno.

Sabemos que não é assim. Pode haver oscilações.

O time do Grêmio, por exemplo, ora parece uma máquina azeitada, ora é uma massa disforme em busca de sentido na vida.

Está em formação! Tem jogadores de qualidade, alguns ainda inexperientes.

Convenhamos, o Grêmio de Roger é um time bom, que precisa de alguns reforços para ser muito bom.

Se quiser ser campeão brasileiro, necessita mais ainda que o “muito bom”. A exigência é de excelência!

Estamos longe disso. Temos time para beliscar uma vaga na Libertadores, no máximo.

E para ficar na zona intermediária, no mínimo.

Por isso, a importância de seguirmos em frente na Copa do Brasil.

É fundamental uma vitória em Criciúma. É o nosso ano que está em jogo!

Se tivermos um substituto para Rodholfo e um cara que sabe fazer gols, as portas de um título importante poderão se abrir para esta torcida tão sedenta de glórias.

Copa do Brasil é, sim, importante!

E é um torneio que pode ser vencido por clubes com times bons, que não tenham grupos qualificados o suficiente para enfrentar as agruras de um torneio longo, como o Brasileiro.

No jogo desta terça-feira, o Grêmio de Roger precisa provar que é um bom time.

Ótimo, não é. Nunca foi. Até pode se tornar muito bom.

Com umas três contratações, até flertaria com o “excelente”.

Ruim, também não é. Longe disso.

A não ser que o jogo em Criciúma nos prove o contrário.

Porque será uma triste sequência de derrotas e a desclassificação em jogo decisivo.

Levo fé! Vamos em frente! Temos time para virar esses 180 minutos de jogo.

 

 

Agora, foco no Criciúma! Por favor!

18 de julho de 2015 60

Grêmio vai se recuperar

 

Léo Gerchmann – @Leogerchmann

Deixo a crônica do jogo convencional para quem está fazendo isso em Zero Hora. Prefiro jogar pra frente: esta derrota do Grêmio por 0 a 1 para o Flamengo, no Maracanã, nos exige ainda mais concentração na partida contra o Criciúma.

Ponham na cabeça: a meta do Grêmio neste segundo semestre deve ser a de fazer papel digno no Campeonato Brasileiro e tentar o título da Copa do Brasil. Precisamos, urgentemente, ganhar do Criciúma no meio da semana!

Copa Sul-Americana? Claro que seria legal vencer, mas não é um título de expressão.

Sobre o jogo de agora há pouco, fiquei indignado com a derrota merecida e com algo que ninguém parece ter visto: o Pedro Rocha nem sequer levantou a perna para derrubar o adversário. O juiz deu falta e amarelou a vida do guri.

Pior: dali saiu o gol flamenguista, que deu os contornos do jogo.

Mas no conjunto, sim, repito: o Flamengo mereceu vencer.

Os cariocas começaram o jogo pondo pressão na gente.

O Grêmio equilibrou lá pelos 15 minutos.

Marcelo Grohe estava firme, e o time segurou o ímpeto do adversário.

Galhardo carimbou o travessão, numa conclusão excepcional.

Eram 21 minutos de jogo.

Estávamos bem, naquele momento.

Aliás: olho no Galhardo. É bom jogador!

Luan conseguia abrir espaços. O time estava se encontrando.

Aí, aos 40 minutos, aquela falta, aquele cartão e aquele gol.

O Grêmio não soube reagir. Voltaram os problemas de acabamento.

As limitações voltaram a aparecer. Douglas lento e dispersivo, Wallace enfeitando o que deve ser simplificado (desde que começaram a chover elogios, ele baixou a guarda. Precisa de conselhos…), Pedro Rocha desligado em diversos momentos e Luan ainda pecando por esse mesmo problema – ressalvo aqui que já foi pior, ele parece estar amadurecendo.

E, desta vez, Roger substituiu mal.

Não me leva a mal, Roger. Tô entre os teus fãs.

Mas achei que tu não deverias ter retirado o Douglas.

Por mais que a torcida o critique e mesmo que tenha demonstrado displicência em especial no início da partida, Douglas é o cara que faz a bola chegar redonda aos atacantes. Ele ou o Giuliano.

O Grêmio perdeu o meio-campo, e o Flamengo quase ampliou.

No fim, entrou Braian Rodríguez. Fez o papel dele. Até quase possibilitou chance de gol ao desarmar o adversário e protagonizar uma jogada de ataque mal aproveitada pelos seus companheiros. Mas foi só.

Sempre que entra Braian, eu penso: o Grêmio não tem grupo pra almejar o título do longo Brasileirão.

Resta-lhe a Copa do Brasil como título de envergadura para irmos festejar na Goethe.

Por isso, volto a dizer: levantemos a cabeça e partamos pra cima do Criciúma.

Quem sabe a gente não se encontra na festa de uma grande vitória?

Pra mim parece certo: no Brasileirão, as chandes de isso ocorrer são quase nulas.

Obs: como nota final, registro quão emocionante foi ver Ghiggia homenageado com um minuto de silêncio no Maracanã. Naquele palco, ele inscreveu seu nome na História. É contra o Brasil, mas é verdade. É bonito saber perder. E a homenagem ao nosso carrasco mostrou que sabemos. Pena que, quando lembraram o nome dele, pensei: bem que outro time de azul, oriundo do sul, poderia calar novamente o Maracanã. Seria o Maracanazo tricolor. Aliás, mais um, porque houve outros.

Mas não rolou.

Agora, rumo a Criciúma!