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Posts de outubro 2015

Vitória é obrigatória

31 de outubro de 2015 12

Por Juliano Rodrigues – @julianorodrigue

Passados os frustrantes jogos contra Chapecoense e Vasco, chegou a hora de o Grêmio voltar a vencer e encaminhar de uma vez por todas a vaga na Libertadores. Engana-se quem pensa que enfrentar o Flamengo desfalcado e supostamente desmobilizado possa indicar facilidades no domingo. O time carioca, embora esteja em má fase, tem bons jogadores e está sob pressão, precisa vencer para ter alguma tranquilidade na reta final do campeonato. Além disso, conta com um centroavante de excelente qualidade, o peruano Paolo Guerrero.

A vitória é inadiável. Se o Grêmio conseguir os três pontos diante do Flamengo e mais duas vitórias contra o Fluminense (que está em um limbo no campeonato) e o Joinville (possivelmente estará rebaixado na última rodada), a vaga estará garantida sem maiores sustos. A distância de seis pontos para Santos, São Paulo e Inter não é tão grande quanto alguns querem fazer parecer. O Grêmio não pode, e acredito que Roger não deixará isso ocorrer, cair nessa conversa de alguns setores da imprensa de que a classificação está garantida.

Não seria nenhuma anomalia (seria, sim, outra frustração) essa vantagem de seis pontos ir para o espaço nos próximos dois jogos. Perder para Flamengo e Sport colocaria o tricolor em uma condição terrível para as últimas rodadas, tendo o clássico Gre-Nal e o vice-líder pela frente. Isso sem contar o estado anímico da equipe, que seria afetado por mais resultados ruins.

Portanto, não existe mais desculpa, não há mais como adiar a conquista dos três pontos. Temos desfalques? Sim, mas o adversário também. O time não está bem? Não está, mas o rival vem pior. É hora de decidir. E, para decidir, é preciso ter organização, qualidade e muito ímpeto. A bola não pode queimar nos pés dos jogadores de frente como vem ocorrendo nos últimos jogos. Não podemos construir uma vantagem e largar o jogo depois.

A Arena estará cheia para empurrar o time, que precisa corresponder com dedicação e inteligência. Avante, Grêmio!

Saudações tricolores

Duas vitórias para inspirar o Grêmio no domingo

30 de outubro de 2015 22

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

O jogo com o Flamengo está chegando, sobram interrogações na escalação e fica uma certeza: a importância de ganhar. Pois recordo duas vitórias sobre o mesmo Flamengo, com atuações decisivas de dois meias que temos no atual elenco. Espero que elas sirvam de inspiração.

>> Grêmio 4 a 2 Flamengo – Brasileirão 2011

Foi o reencontro com R10 e uma festa inesquecível. O Flamengo abriu 2 a 0, quase nos matou de desgosto, mas o Grêmio reagiu com brio. André Lima meteu dois, Douglas virou e Miralles marcou mais um. O time cresceu, foi para cima e venceu com três chutes de média e longa distância. Foi uma das melhores atuações de Douglas no Grêmio. Repita o feito, Doga!

>> Grêmio 2 a 1 Flamengo – Brasileirão 2013

O Flamengo veio reserva e parimos um burro para ganhar. O Imortal saiu na frente, recuou demais, levou um gol bobo no fim, mas fez mais um. A vitória veio na qualidade e na ousadia de Maxi Rodríguez. O uruguaio fez sua melhor apresentação pelo Grêmio, entrou no segundo tempo e guardou dois. Em ambos, teve coragem para driblar e chutar de longe. Eis um atributo que anda faltando ao Grêmio. Quem sabe Maxi ganha uma chance e repete as pinturas… E tomara que o time não recue demais.

Marcelo Oliveira na vaga de Maicon

28 de outubro de 2015 43

Marcelo Oliveira

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Defendo Marcelo Oliveira na vaga de Maicon. É o jogador mais adaptado ao time para suprir a ausência do capitão, que para por 30 dias. Com Marcelo de volante, ainda é possível posicionar um lateral que saiba de fato marcar e que feche a avenida do lado esquerdo. Com desfalques e pressionado pela queda de rendimento, o Grêmio terá de se superar contra o Flamengo.

A lesão de Maicon é um baque para reta final do Brasileirão. Sem o capitão, Edinho e Walace no domingo, Roger Machado vai com o garoto Moisés e mais um na dupla de volantes. As opções são ralas, deficiência de um elenco limitado.

William Schuster nem pensar. Quando jogou, demonstrou dificuldade ímpar de dominar a bola e sair tocando. Até o momento, demonstrou ser jogador para o Novo Hamburgo. Ramiro está sem ritmo, mas deve entrar se for necessário, pois necessita recuperar a embocadura.

No cenário, o jeito é improvisar Marcelo Oliveira, já entrosado com os colegas e que auxilia no toque de bola curto com o restante do meio. Marcelo Hemes jogará com a missão de fechar bem o lado esquerdo. É o que temos. É cerrar os dentes e brigar pela vitória.

As circunstâncias obrigam o Grêmio a deixar a zona de conforto. Só com toquinhos e sem gana de vencer, o Imortal perderá pontos em casa outra vez. A partida água com açúcar que muita gente esperava contra o Flamengo vai ganhando contornos dramáticos. Faca nos dentes, Grêmio! Bora superar o adversário, os desfalques e o conformismo.

A volta da intensidade

27 de outubro de 2015 31
Acelera, Grêmio!. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Acelera, Grêmio!. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Roger Machado chegou com o mantra da intensidade. Time reduzindo espaços, utilizando o campo todo, com ultrapassagens, querendo vencer. Foi a virtude – junto com a organização que o técnico encontrou – fundamental na arrancada tricolor no Brasileirão. Pois a intensidade precisa urgentemente reaparecer no Grêmio.

Os empates sem gols com Cruzeiro e Vasco, a derrota para a Chapecoense e o segundo tempo da vitória sobre o Santos mostraram um time sem a intensidade pregada por seu treinador. Roger tem a semana para recuperar esse brio. O jogo contra o Flamengo é vital para pavimentar a classificação à Libertadores.

Uma vitória domingo na Arena tira a zica, retoma a confiança, preserva a distância para quem vem chegando. Mas será difícil bater o Fla. Os cariocas endureceram o jogo contra o Corinthians, perderam por diferença mínima em Itaquera. O Flamengo é time grande, não treme na Arena. Achar que vai enfrentar galinha morta é flertar com outro fiasco em casa.

Desta vez não há desculpa de desgaste e falta de tempo para treinos. O Grêmio parou 10 dias, fez dois jogos, descansou uma semana, jogou e vai descansar mais uma semana. Portanto, é obrigação do time recuperar a intensidade, marcar alto e forte, fazer ultrapassagens e, principalmente, concluir os lances. No primeiro tempo contra o Vasco, tivemos um chute. Contra a Chape, só finalizamos de novo depois do gol de empate.

Confio que Roger vai reencontrar essa pegada e essa gana que foram sumindo devagar. Precisamos daquele Grêmio que fez dois gols em cinco minutos no Corinthians, que amassou no Gre-Nal, que foi cirúrgico ao vencer o Galo no Mineirão. Em todas as partidas sobrou vontade de ganhar, tivemos lances verticais, definimos os lances. Houve intensidade.

A maratona de jogos e o elenco limitado consumiram as forças do Grêmio, que soube defender a terceira colocação na tabela, porém perdeu a distância para os líderes. Ao final do primeiro turno, o Imortal estava no mesmo terceiro lugar, a quatro pontos do Corinthians (40), empatado com o Galo (36) e a três do Flu (33). Passados 13 jogos, o Corinthians abriu 14 e o Galo seis, enquanto o Grêmio desgarrou seis do quarto – Santos.

A vaga está nas mãos do Grêmio, que precisa ser competente. Com nove pontos em 18 a disputar estará classificado para Libertadores, provavelmente em terceiro. Portanto, chegou a hora de despertar, de ser intenso outra vez. Chegou a hora de elenco, clube e torcida se mobilizarem para a batalha de domingo. É tratar o jogo como decisão, é ter aquela motivação e foco de vencedor. Se for na técnica, melhor. Se for preciso ir na marra, assim será. Com a intensidade pregada por nosso treinador.

Respeito demais contra o lanterna e o velho pé torto

25 de outubro de 2015 65

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

O Grêmio deve ter olhado a tabela ao contrário antes de entrar no gramado do Maracanã. Postou-se como se fosse enfrentar o líder. Esqueceu que era o lanterna. Empatou sem gols com o Vasco e manteve a queda de rendimento que ameaça a vaga na Libertadores. A classificação está nas mãos do Grêmio. Basta ser competente.

Esperava um Grêmio indignado depois do fiasco contra a Chapecoense. Vi mais uma vez um time conformado e sem poder de decisão, tocando incontáveis passes de lado, quase pedindo desculpas para concluir. Um time que vai aplaudir o empate com o lanterna. Coisas do Grêmio que não sabe chegar.

Se o Grêmio respeita demais o lanterna, os demais rivais passam quando pegam a turma debaixo da tabela. O Palmeiras já bateu o Avaí, o São Paulo venceu o Coxa. As desculpas ficam pelo caminho, os times grandes entram em campo e se impõem.

Alertei que seria difícil o jogo, ainda mais sem Geromel e Luan. E foi. Em boa parte pela postura. No primeiro tempo, o Vasco meteu bola na trave, rondou, tentou. Bobô teve duas chances: na primeira deu um toque extra antes de bater e na segunda chegou atrasado. Nada mais. Um Saara de produção ofensiva.

O Imortal do segundo tempo agradou mais, concluiu mais, esteve mais perto da vitória. Melhorou a postura. Só que lhe faltou qualidade. Roger Machado comete erros, mas ele não pode entrar em campo e finalizar por Pedro Rocha, Fernandinho e companhia. O pé torto está com o Grêmio onde o Grêmio estiver.

Douglas teve dificuldades para acompanhar o ritmo do jogo, mas encontrou um passe açucarado. Lançou por cima defesa, deixou Everton e Pedro Rocha livres. Os dois trombaram… Pedro Rocha começou ligado, driblando, porém não consegue acertar a goleira. Everton entrou na etapa final e foi melhor. Merece oportunidade.

Já Walace puxou um contragolpe, era escolher quem pifar, mas carregou até perder. Marcelo Oliveira foi de uma inoperância ímpar. Faz careta, mas não consegue cruzar na altura da cintura dos zagueiros. Maicon entrou sozinho pelo lado, enquadrou o corpo e disparou um tiro de festim. Fraco e no pé do goleiro. O cruzamento da esquerda encontrou Fernandinho que, para variar, cabeceou para fora. É muita falta de pontaria e desperdício de lances promissores. Desse jeito, não vence ninguém.

Roger sofre com um elenco limitado, porém seu trabalho estacionou. Teve 10 dias de parada, fez dois jogos, depois mais uma semana e o time não evoluiu. Bola parada mediana, muito toquinho e os homens de frente sem acertar a goleira. Pontaria é treino – com dose de talento.

O Grêmio segue em terceiro no Brasileirão, mas vê um bando de times se aproximando. Preserva seis pontos para o quarto, quinto e sexto colocados. É uma pena ver o Imortal perdendo gás na reta final, momento em que os grandes arrancam. Indignação contra o lanterna não houve. Homens de frente querendo gol, muito menos.

A partida em casa contra o Flamengo é vital. Um novo tropeço e a vaga que muitos já comemoram se transformará em agonia. Acorda, Grêmio!

 

Descanso para Luan

23 de outubro de 2015 15

 

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Um edema na coxa direita tirou Luan da partida contra o Vasco. Acerta a comissão técnica. Nosso melhor jogador na temporada precisa estar em forma para render. Espero que ele se recupere do edema e do problema no pé. E que volte voando contra o Flamengo na Arena.

O Luan da derrota para Chapecoense não serve para o Grêmio. Afastado da área, sem drible vertical, só tocando bola de lado ele vira um estorvo. O Luan que serve é o do Gre-Nal, da vitória sobre Galo e Furacão. O Luan que serve dribla para frente, entra na área e define. Esse jogador é capaz de conduzir o Grêmio sem sustos para Libertadores.

O desfalque reforça a dificuldade da partida no Rio de Janeiro. Vamos sem Luan e Geromel, o melhor zagueiro do Brasileirão. Roger opta por Pedro Rocha e Thyere. Será na superação. Pedro Rocha tem estrela, apesar do pé torto – que ele pode corrigir com o tempo.

A escalação aumenta a responsabilidade dos cascudos. Erazo terá de jogar como nome de seleção, terá de ser o esteio da defesa ao lado de um garoto. Erazo não pode ser apenas escudeiro de Geromel, do contrário não vale a fortuna que seu empresário pede.

Giuliano e Douglas também terão de produzir mais e ensebar menos. No momento decisivo do Brasileirão, o nego veio faz a diferença. Cabelo no peito, chamar a responsabilidade. Domingo é dia para o Grêmio se recuperar. Conduzido por seus nomes mais experientes.

 

Um Grêmio indignado contra o Vasco

22 de outubro de 2015 26

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Quem olha a tabela pode se iludir e sonhar com uma barbada. Eis um engano fatal. Será uma pedreira visitar o Vasco no domingo. Só uma postura vencedora do Grêmio poderá indicar o contrário.

O jogo do terceiro colocado contra o lanterna do Brasileirão não terá a facilidade que a classificação indica. O desempenho recente do Vasco é superior ao do Grêmio.

Na fuga desesperada contra o rebaixamento, os cariocas somam oito jogos de invencibilidade. Conquistaram 16 dos últimos 24 pontos disputados, enquanto o Grêmio cravou 11.

Desde que levou 2 a 1 do Atlético-MG em casa, na rodada 23, o Vasco não perdeu mais. Bateu Ponte Preta e Furacão, empatou com Cruzeiro, venceu Sport e Flamengo e empatou com Avaí, Chapecoense e São Paulo. A distância para deixar o Z-4 está em quatro pontos, sendo que ela chegou a superar os 10. Ou seja, o Vasco é um time vivo e motivado no campeonato, vai para cima do Grêmio.

O Imortal, por sua vez, perdeu força e empilhou desculpas. Em oito jogos, empatou com Corinthians, foi derrotado pelo São Paulo, venceu Furacão, perdeu para o Palmeiras, bateu o Avaí, empatou com Cruzeiro, passou pelo Santos e tombou diante da Chapecoense.

Não tenho dúvidas de que o Grêmio tem futebol para vencer o Vasco no Rio de Janeiro. Tenho receio é da postura – do time e de parte da torcida. O comodismo por achar que “já está na Libertadores” ameaça complicar uma vaga encaminhada. Esse comodismo custou o fiasco contra Chape e, se permanecer, cobrará mais um tropeço no Rio.

Maicon diz em entrevista que o vestiário está “chateado” depois de entregar a rapadura contra a Chape. Espero que seja uma frase protocolar, pois o verdadeiro sentimento deve ser o de indignação. Postura água morna não serve. Quero um Grêmio indignado, sedento pela vitória, brigando por cada palmo de grama, indo para cima do adversário, buscando o gol, enfim, com postura de vencedor.

Quero um Grêmio com 15 finalizações no jogo, três gols a favor, sem aquela postura de concluir duas vezes em 90 minutos, de só tocar bola sem objetividade. Quero um Grêmio que abra o placar e queira o segundo gol, sem a velha história de recuar e levar sufoco.

É hora de o Grêmio mostrar brio, de honrar seu manto e tradição. Isolem qualquer salto alto contra o Vasco, um perigoso lanterna. Acorda, Grêmio! Pra cima do Vasco!

Vaga na Libertadores: três vitórias ou secar até o fim

21 de outubro de 2015 41

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

É três vitórias ou nada. Do contrário, é secar demais, torcer pelo G-5 ou repetir a sina de flanelinha. O Grêmio depende dele, precisa vencer três jogos em sete para carimbar a vaga na Libertadores.

Na reta final de Brasileirão começam as projeções. Não gosto dos percentuais de chances, pois não traduzem a realidade. O Grêmio tinha um pé na Libertadores e o tirou depois da perder em casa para Chapecoense. O lance é especular pontuação.

Algumas projeções indicavam 61 pontos para chegar à Libertadores. É arriscado. A turma que briga por vaga vai somar, no mínimo, 12 pontos na reta final. Se emplacar 15, ultrapassa a margem. O raciocínio é simples: nas últimas quatro rodadas, quem briga por Libertadores acelera e vencer as equipes que já estão passeando. Sinto dizer, mas a tabela mais barbada é a do Inter, que pode somar de boa 18 pontos, entrando no G-4.

O Grêmio soma 55 pontos, com três vitórias chega aos 64. O ideal é vencer quatro, pois com 67 terá a vaga direta. Aliás, o Imortal tem três jogos na Arena (Fla, Flu e Galo), classifica se tiver a competência caseira que deixou de ter no returno – perdeu quase a metade dos pontos que disputou em seu estádio.

Sigo temeroso, menos pela tabela (a mais complicada dos primeiros colocados) e mais pelo desempenho recente. O Grêmio do bom futebol ficou no distante agosto. Em outubro, é um time sem objetividade, de toques tico-tico, mal escalado, em que os meias não entram na área, o lateral-esquerdo só faz careta em campo e o melhor jogador hibernou.

Depois de uma penca de atuações apagadas de Luan, a direção revela que ele tem uma lesão no pé. Se não tem condições, que seja poupado. O Luan da derrota para Chapecoense mais atrapalha do que ajuda. O Luan do Gre-Nal desequilibra, mas precisa estar em forma. E ser melhor escalado.

Roger Machado errou com Fernandinho, erra com Bobô. É melhor voltar ao esquema com Pedro Rocha e Luan de falso 9 ou arriscar Everton. O Grêmio acorda, reencontra seu futebol, ou vai deixar a vaga escapar nas rodadas finais.

>> JOGOS QUE FALTAM – 7 rodadas
Corinthians – 67 pontos
Pode encaminhar o título no confronto direto com o Galo. Deve somar, no mínimo, 12 pontos na reta final.
Flamengo (C)
Atlético-MG (F)
Coritiba (C)
Vasco (F)
São Paulo (C)
Sport (F)
Avaí (C)

Atlético-MG – 59 pontos
Vai classificar para Libertadores e joga a vida contra o Corinthians. Vai somar, no mínimo, 12 pontos.
Ponte Preta (C)
Corinthians (C)
Figueirense (F)
São Paulo (F)
Goiás (C)
Grêmio (F)
Chapecoense (C)

Grêmio – 55 pontos
Tem a tabela mais difícil, com seis pedreiras em série. Temo que fique em oito pontos. Se recuperar o futebol soma 15, 16.
Vasco (F)
Flamengo (C)
Sport (F)
Fluminense (C)
Inter (F)
Atlético-MG (C)
Joinville (F)

Santos – 49 pontos
Tem clássico e jogos contra turma que briga para não cair. Soma, no mínimo, 12 pontos.
Figueirense (F)
Palmeiras (C)
Joinville (F)
Flamengo (C)
Coritiba (F)
Vasco (F)
Atlético-PR (C)

Palmeiras – 48 pontos
Tem Sport e um clássico. Tabela para somar de 12 a 15 pontos.
Sport (C)
Santos (F)
Vasco (C)
Atlético-PR (F)
Cruzeiro (C)
Coritiba (C)
Flamengo (F)

São Paulo – 47 pontos
Tem pedreiras, como Galo e clássico com Corinthians. Emplaca de 12 pontos para cima.
Coritiba (F)
Sport (C)
Cruzeiro (F)
Atlético-MG (C)
Corinthians (F)
Figueirense (C)
Goiás (F)

Internacional – 47 pontos
Tem a tabela mais fácil, com quatro barbadas em série e dois mortos nas rodadas finais. Tabela para somar 18 pontos.
Joinville (C)
Goiás (F)
Ponte Preta (C)
Chapecoense (F)
Grêmio (C)
Fluminense (F)
Cruzeiro (C)

Pílulas de conformismo e falta de poder de decisão

20 de outubro de 2015 44
Grêmio que bateu o Galo no Mineirão ficou em agosto. Foto: Douglas Magno / Divulgação

Grêmio que bateu o Galo no Mineirão ficou em agosto. Foto: Douglas Magno / Divulgação

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

O Grêmio rasgou em prestações suas chances de título brasileiro e faz o mesmo com a vaga direta na Libertadores. Culpa das pílulas de conformismo que consome e da total falta de poder de decisão.

O Grêmio se transformou há anos em um time conformado. Inicia o Brasileiro desacreditado, arranca no meio da competição e, na hora derradeira, afina – escoltado pelo discurso de que “com esse time foi longe demais”.

Foi assim ao perder o título em 2008, quando patinou no final contra times pequenos (empatou em casa com Figueira e foi goleado pelo Vitória) e viu o São Paulo ser embalado pelo assopro do apito amigo. O calendário bateu em outubro e novembro, meses que definem o campeonato, e a perna treme.

Em 2014, o Grêmio goleou num Gre-Nal, entrou no G-4 e pipocou nas rodadas finais. Viu o rival enfileirar vitórias, enquanto colecionou tropeços. Muita gente aplaudiu a entregada, pois Felipão teria feito demais com aquele elenco. O Grêmio comemorou empate com o Goiás, postura que mostra total falta de ambição.

Pois o conformismo se reapresenta em um 2015 de finanças apertadas. O returno é irregular, as atuações de gala ficaram em agosto, o time não busca o gol e as desculpas chegam sem parar. O Grêmio que surrou o Inter e bateu o Atlético-MG ficou no passado, basta analisar o desempenho recente. O elenco foi além das expectativas e do investimento, mas parece estar conformado. Vai entregar depois de empilhar vitórias?

O Imortal visitou a Ponte Preta na retranca, foi finalizar nos acréscimos, empatou e bateu palmas como se o rival fosse um Barcelona. Empatou em casa com o Coritiba, que vai parir uma bigorna para não cair, e colocou na conta do calor e da maratona de jogos, itens que assolaram os 20 times do Brasileirão.

O Imortal perdeu em casa para o São Paulo, resultado considerado “normal” em um clássico nacional. Jogou mais do que o Fluminense no Rio pela Copa do Brasil, não chutou e não apertou para ganhar, se contentou com empate sem gols e foi eliminado em casa no saldo qualificado.

O mesmo Grêmio visitou o Cruzeiro e ficou na retranca, concluiu duas vezes contra um time que fugiu o campeonato inteiro da queda, e achou bonito. Esse time perdeu em casa para Chapecoense por ter “relaxado”. Ninguém é pago no Grêmio para relaxar ou se desconcentrar em campo. Dizem que ficou a lição, enquanto o sentimento real seria de indignação.

Alguns dizem que o domingo foi um vacilo, uma derrapada. Não. Foi mais uma pílula de conformismo. Foi um fiasco! A derrota para Chape colocou em risco a vaga na Libertadores, analisando a tabela (a mais complicada dos oito primeiros) e a performance recente de uma equipe que se especializou em toques curtos e de lado, sem ambição ofensiva. O Corinthians de Tite, com fama de retranqueiro, busca o gol o tempo todo, conclui, cruza na área, pressiona. O Grêmio só gira. Com esse futebol vai computar oito pontos em 21 e perderá a vaga.

Todo esse conformismo também passa pela falta de poder de decisão da equipe. Em 2014, Barcos empilhou gols, mas perdeu os decisivos. No Gauchão, o time se recuperou, chegou nas finais, entregou um gol, descontou e teve um segundo tempo todo para empatar. Não chutou, não cruzou, não amassou. Ninguém chamou a responsabilidade.

Luan, que Roger posiciona mal para escalar Bobô, não decide. O melhor jogador da temporada não pega a bola para ganhar o jogo. Tem oito gols no Brasileiro, escore mediano. Giuliano e Douglas idem. Só passes curtos e nada de jogadas agudas. Na hora H, os três que deveriam decidir preferem tocar de lado.

O Flu que eliminou o Grêmio tem dois negos veios. Cavalieri segurou lá atrás e Fred matou na frente. Ninguém no Grêmio chama a responsa como Fred, todos optam pelo toque de lado.

Vejam o Santos, um elenco recheado de guris, com um goleiro mediano, um verdadeiro projeto de craque e um nego veio na frente. Lucas Lima e Ricardo Oliveira bancam o jogo, por isso o Santos arrancou no Brasileirão.

O elenco do Santos é similar ao do Grêmio, quem sabe inferior. Só que seu centroavante, que era considerado aposentado, conclui sem medo de errar, é ambicioso. Lucas Lima domina a bola, dribla para frente, dá passes longos, entra na área para concluir. O jovem santista faz o que Luan deveria fazer, mas o nosso prodígio prefere girar em torno do rabo e passar a bola para trás. Com a qualidade que dispõe, Luan tem o dever de puxar os lances de gol, como fazia no primeiro turno.

Conformista e afinando na hora de decidir, o Grêmio caminha para o fiasco de deixar a vaga na Libertadores escapar. Não se trata de amargura ou secação. É um apelo de um torcedor que observa a vaca caminhar em direção ao brejo devagar. É um apelo para que o time acorde, busque o gol, para que os principais jogadores chamem a responsabilidade. É um apelo para que isolem o conformismo, cerrem os dentes e evitem um novo desgosto para o torcedor. Futebol o Grêmio tem, está lhe faltando no returno postura de vencedor.

Cinco pecados e cinco constatações sobre o Grêmio

19 de outubro de 2015 58
Grêmio perde gás. Foto: Diego Vara

Grêmio perde gás. Foto: Diego Vara

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

É difícil digerir o fiasco protagonizado na Arena. Abrir 2 a 0 e levar a virada da Chapecoense foi ridículo. Pior, sepultou as chances de título e rasgou a tranquilidade na defesa do G-4. O Grêmio corre o risco de deixar escapar a vaga. Precisa, no mínimo, 10 pontos em 21 a disputar, sendo que virão quatro jogos fora e um em casa.

A tabela tricolor é complicada (tem seis pedreiras em série), o desempenho recente e a falta de ambição ofensiva preocupam, e os principais jogadores estão afinando, repetindo o que ocorreu com o Flu na Copa do Brasil. Na tentativa de entender o fiasco recente, listo cinco pecados do Grêmio contra a Chape e cinco constatações. Mandem as suas…

>> Cinco pecados contra a Chape

Recuar no segundo tempo: o Grêmio cometeu o mesmo erro contra o Santos. Virou o primeiro tempo na frente e voltou do intervalo lá atrás. Quinta-feira, sofreu até o final para segurar o resultado. Contra a Chape, levou a virada. A postura está errada, traz o adversário para cima, não mata o jogo, chama o fracasso. E deixa a dúvida se está faltando perna no final da partida.

Concluir pouco: o Grêmio segue sem apetite ofensivo. Aquela postura ridícula do empate com o Cruzeiro se repete. Ontem, depois de abrir 2 a 0, o Grêmio só foi finalizar de novo quando a Chapecoense empatou. Em casa, ficou meia hora na etapa final sem concluir. É um absurdo! A Chapecoense encerrou o jogo na Arena com mais finalizações.

Pouca objetividade: tem relação com o item anterior. O time morde, recupera a bola e cadencia como se sempre estivesse vencendo por  3 a 0. É muito toque de lado e curtinho, é um futebol tico-tico, que não agride. O esquema de toque é o forte do Grêmio, ajuda a controlar o adversário, porém ficou exagerado. Giuliano parou de entrar na área, logo, não define um mísero lance.

Luan em alfa e o medalhões afinando: nosso melhor jogador fez turismo na Arena. Desde que marcou dois gols contra o Palmeiras, Luan se arrasta. Está posicionado longe da área, não aparece na zona em que se define o jogo. Errou tudo contra a Chape, parecia perdido. Giuliano só girou em volta do próprio rabo, enquanto Douglas meteu seu gol, mas quase não agrediu depois.  Faltou chamar a responsabilidade, o que se espera de um projeto de grande jogador ou de medalhões bem remunerados. O Grêmio afinou de novo.

Colocar Braian Rodríguez: Roger Machado repetiu um antigo erro ao apostar em Braian, o centroavante sem gols. A chance de sair um gol é maior com Bressan de centroavante do que com Braian em campo. E Roger não usou Maxi Rodríguez (na vaga de Douglas ou Luan), um dos raros que costuma ser perigoso quando arrisca chutes de média distância.

>> Cinco constatações sobre o Grêmio

O rendimento caiu: o Grêmio acorda ou vai repetir o fiasco de 2014 e deixar a vaga na Libertadores escapar. O time perdeu força, em especial na Arena. Ganhou sofrido de Joinville e Goiás, empatou com Coxa, perdeu para São Paulo e Chapecoense. Venceu bem apenas o Avaí e superou a pedreira contra o Santos. O esquema foi manjado e Roger não encontrou alternativas.

Grassi é goleiro de Gauchão: Marcelo Grohe não tem reserva confiável. Tiago não sabe sair do gol e Bruno Grassi dá mostras de que é goleiro de time pequeno. Nas poucas partidas que disputou, não protagonizou qualquer defesa difícil. As bolas complicadas foram no gol e entraram. Contra a Chapecoense, Grassi ainda falhou no segundo gol, ao ser encoberto por um cruzamento fraco e alto.

Os laterais têm severos problemas na marcação: Galhardo e Marcelo Oliveira se transformaram em avenidas. Apodi deitou no lateral-esquerdo que, depois de um início de Brasileirão forte, caiu de produção. Marcelo dá espaços, é driblado com facilidade, permite ao rival cruzar. Pior, há séculos não dá um passe para gol ou acerta um cruzamento perigoso. Galhardo é melhor no apoio, porém sua marcação é deficitária.

Douglas não aguenta dois tempos: Douglas participa de fato do jogo por um tempo. Depois o camisa 10 caminha, troca alguns passes, cobra um escanteio ou falta. É pouco. Roger Machado ainda demora para tirá-lo do time. O Grêmio perde intensidade, perde capacidade de buscar um resultado, por exemplo.

A parada de 10 dias não serviu para muita coisa: o elenco descansou na parada das Eliminatórias. E só. O fôlego não melhorou, a pontaria segue ruim, a mania de ensebar persiste, a bola parada não teve significativos avanços, Luan e Giuliano seguem longe da área, enfim, o Grêmio repetiu defeitos de outras rodadas. E repetiu virtudes. A torcida esperava mais.