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Posts de janeiro 2016

Luan abre o Gauchão em alta

31 de janeiro de 2016 44

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Luan abriu o Gauchão reafirmando sua condição de melhor jogador do Grêmio. Desequilibrou com gol e assistência um jogo que estava encardido. Fez o que se espera do cara acima da média. Quando o guri está inspirado, a vitória fica mais próxima.

Outro nome da vitória por 3 a 1 sobre o Brasil de Pelotas foi Maicon. Honrou a faixa de capitão e a condição de peça fundamental no time. Pelo lado deu uma assistência açucarada para Luan. Ao entrar pelo meio, no elemento surpresa, pifou Pedro Rocha. Everton deixou o seu, confirmando o bom início de temporada.

A vitória na estreia do Gauchão teve altos e baixos típicos de um início de temporada. O primeiro tempo foi triste. A defesa voltou a falhar pelo alto, no lance do gol xavante. Falharam zagueiros, volantes e Marcelo Grohe. É um ponto que preocupa o torcedor. Kadu não inspira confiança, pelo contrário, é estabanado vez ou outra.

Maicon fora de posição rendeu abaixo do potencial. A troca de passes era lerda e sem objetividade, o irritante tico-tico. O empate saiu graças ao talento de Luan, que roubou a bola, acionou Maicon e correu para completar no meio da área. Ultrapassagem e velocidade foram determinantes no gol.

Roger Machado teve a sapiência de mexer o time no intervalo, devolvendo Maicon ao posicionamento tradicional. Por 20 minutos do segundo tempo, o Grêmio relembrou seus melhores momentos de 2015. Marcou dois gols e, depois, apenas se resguardou.

Walace fez um baita segundo tempo, o estreante Wallace Oliveira mostrou apetite ofensivo. Pedro Rocha e Douglas perderam chances claras, bem como Everton entregou um lance por arriscar um drible desnecessário.

Foi uma boa estreia no Gauchão, diante de um dos times mais fortes do torneio. Estreia vitoriosa com as assinaturas de Luan, Maicon e Roger.

Ataque impede a vitória em Santa Catarina

29 de janeiro de 2016 36

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

O empate na estreia da Primeira Liga pode ser creditado à incompetência do ataque reserva do Grêmio. O 2 a 2 com o Avaí só amplia a necessidade de buscar reforços, promessa que a direção renova a cada semana.

Só acreditar em Roger Machado não trará bons resultados em 2016. Ele precisa de mais material humano. O mercado é difícil para todos. Sem reforços, quando o técnico olhar para o banco em busca de alguém que mude o jogo, verá atacantes que não conseguem fazer gols no arremedo de time do rebaixado Avaí.

A Primeira Liga começou com frustração pela circunstância do jogo. Uma vitória certa, decisiva para classificar, virou empate por pura falta de eficiência azul. Mesmo com time reserva, o Grêmio tinha bola para vencer o Avaí.

Bobô e Pedro Rocha rasgaram oportunidades de liquidar o jogo contra o time mais fraco da chave. Fariam o cartaz com Roger, mas foram incompententes. Pedro Rocha entrou sozinho com o goleiro, poderia driblar por baixo ou finalizar direto. Era simplificar e abrir o ano bem. Tentou um lençol de chaleira. Saiu sem deixar saudades.

Já o erro mais grave foi de Bobô. Bateu um pênalti de forma ridícula – rasteiro, fraco e longe da trave. Seria o 3 a 1, mas a conclusão displicente deu vida ao Avaí, que buscou o empate depois dos 40 minutos. Bobô teve peito para tirar a bola das mãos de Lincoln, mas finalizou como um amador. Comprometeu o resultado e as chances de classificação na Primeira Liga.

Quando ainda estava 1 a 0, Bobô e Pedro Rocha lembraram Didi e Dedé dos Trapalhões. Bola da linha de fundo encontrou Bobô solito, que optou por escorar para Pedro Rocha. Saiu um espeto e o guri tropeçou na bola. O Grêmio merece mais do que isso.

Fernandinho entrou e fez o de sempre: nada. O jovem Tilica entrou, deu duas arrancadas e beliscou num chute desviado. Fez mais do que Fernandinho, a inoperância em forma de jogador. Com estas opções ofensivas para mudar um jogo, nem se Roger for Guardiola, Luís Henrique ou Jesus Cristo para erguer uma taça de relevância.

O esquema com Edinho, Moisés e Ramiro não reteve a bola e pouco criou com lucidez. A troca de passes não fluiu, pois são jogadores de habilidades e eficiência no passe limitadas. Não entendo a paixão dos treinadores por Ramiro.

Edinho fez um belo gol e marcou forte. Na zaga, Bressan falhou no primeiro gol e compensou anotando o seu de cabeça. Uma falha defensiva pelo alto permitiu o empate. Com titulares ou reservas, a defesa está falhando pelo alto.

A boa notícia foi Lincoln. Mandou bem na bola parada, acertou a cobrança do segundo gol, marcado por Bressan. Se soltou na etapa final. Driblou, passou e sofreu o pênalti quando invadiu a área a dribles. Agarrou a bola para bater, mas foi barrado por Bobô. Que o piá mantenha a curva ascendente, que desenvolva todo seu futebol. O torcedor agradecerá.

 

Chance para a turma do banco

27 de janeiro de 2016 26

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

O Grêmio estreia na Primeira Liga com time reserva. Oportunidade para Lincoln, Bobô, Pedro Rocha e companhia. Será jogando e mostrando serviço que os suplentes cavarão lugar no time de Roger Machado.

Em um clube que não consegue se reforçar, seja pela necessária austeridade ou pela inabilidade de seu executivo remunerado, a melhor notícia para o torcedor virá das peças do atual elenco. Que comecem a mostrar serviço diante do Avaí na Primeira Liga, competição bem-vinda para desafiar a CBF dos coronéis e a distribuição desigual das verbas de TV.

Anseio ver Lincoln estourar de vez, ver Bobô e Pedro Rocha metendo gols. Bobô tem números interessantes no Grêmio, pode surpreender com uma boa pré-temporada e sequência de jogos. Seria saudável uma peleia forte e com gols com Everton pela titularidade. Se ambos embalarem, Roger poderá testar um modelo de time sem Douglas, mas com Luan, Bobô e Everton, já que alguns analistas entendem que o camisa 10 não precisa dar assistências em escala industrial.

O esboço de time indica que Roger vê em Ramiro o possível substituto de Giuliano, já lesionado. Considero um erro, pois Ramiro pouco cria e tem dificuldades em trocas de passes mais rápidas. Espero queimar a língua. Darei o crédito a Roger, apesar da descrença na alternativa. Por isso, é mais do que urgente ver Lincoln ou Tontini estourando.

Torcer para que garotos e reservas surpreendam é o que resta ao torcedor que não recebeu reforços. Um desempenho acima da média dos suplentes supriria a necessidade de contratações. Parece que é a tentativa da direção.

Ao não conseguir um mísero reforço de meio e ataque em 60 dias, a direção aposta alto no atual elenco. Sabe que desagradou o torcedor, que não deseja loucuras financeiras, mas cobra produtividade de um dirigente remunerado.

Sem reforços, o time para estreia da Libertadores já está na Arena. Competência e sorte para eles. Queremos o tri da América.

Reforço na meia é mais do que urgente

25 de janeiro de 2016 66

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

A necessidade de reforçar o ataque é inegável, mas considero que a prioridade tricolor é um meia capaz de colocar Douglas no banco. Depender apenas do camisa 10 é suicídio. Quando o armador hiberna, o Grêmio fica estéril.

Foi o que aconteceu contra o Danubio. O atacante Everton respondeu pelas melhores chances, três (incluindo o gol) criadas em lances individuais. Lincoln colaborou na bola parada. E Douglas apenas estreou os novos uniformes.

O camisa 10 tem a capacidade de pifar companheiros, porém a frequência com que distribui assistências fica abaixo da exigência de um time com desejo de títulos. Vale o mesmo para gols. Jadson, por exemplo, deixou 13 gols e 12 assistências pelo Corinthians no Brasileirão.

Douglas trotou no primeiro teste da temporada. Como teve atuação apagada, o Grêmio trocou muito passe de lado e pouco criou com bola no chão. A troca de passes é horizontal, nem sequer chega à linha de fundo. Faltou a bola incisiva, para frente, em direção ao gol. Os homens responsáveis por esses lances seriam Douglas, Luan e Giuliano – Ramiro como opção de terceiro homem é um tanto quanto estéril.

Douglas terá de correr mais do que correu sábado na Arena. Tem tempo porque é início de temporada. O meia hibernando será um a menos na estreia da Libertadores, peleia dura na altitude mexicana. Faço o alerta pelo reforço no meio-campo diante maratona de jogos que teremos em 2016. A direção garante que sabe da urgência por reforços, mas sua conduta diz o contrário. 

A direção falhou na busca por reforços. Sabe há 60 dias que o Grêmio disputará a Libertadores e foi incapaz de encontrar contratações que qualifiquem o time do meio para frente. As ressalvas de que o mercado está ruim são apenas atenuantes. Está ruim para todos. Rui Costa é remunerado para resolver. Do contrário, seu salário é um prejuízo mensal ao Grêmio.

 

Everton mostrou a gana que o Grêmio precisa ter

23 de janeiro de 2016 39

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Em um lance, Everton mostrou o espírito que o Grêmio precisa ter em 2016. Ímpeto, gana, explosão, gol. Por querer balançar as redes, o garoto foi o melhor jogador do Grêmio no empate com o Danubio – 1 a 1.

Foi o primeiro amistoso da temporada, é preciso dar os descontos, evitar exaltações ou criticas severas demais. Por isso, destaco a postura de Everton na Arena. Apanhou uma bola na defesa, arrancou feito Usain Bolt, ignorou os marcadores e só parou quando desferiu um balaço que virou gol.

Dos titulares, Everton foi o único que desejou o gol. Cabeceou e arriscou de longe no primeiro tempo, concluiu duas vezes no segundo. Mostrou serviço. Seus colegas jogaram um amistoso mesmo, confortáveis nos incontáveis toques de lado.

A pouco menos de um mês da estreia na Libertadores, o amistoso mostrou que Roger Machado terá muito trabalho. O Grêmio enfrentou um time de segunda linha do Uruguai. O Danubio não ficaria no G-4 da Série B do Brasileiro.

No amistoso, o apetite ofensivo seguiu ausente, falha verificada  pela manhã no empate sem gols dos reservas com o Novo Hamburgo. É um defeito que vem de 2015.

Já a defesa, que era sólida no Brasileirão, deu espaços. O primeiro tempo foi de boa atuação, controle, porém horizontal. O Grêmio não foi incisivo, teve uma superioridade inútil. Na etapa derradeira cansou e deixou de levar dois ou três gols. Marcelo Grohe fez uma defesa difícil em cobrança de falta.

A direção acerta ao buscar um atacante, Robinho seria bem-vindo. Só que neste sábado faltou articulação, aquele passe difícil e decisivo. O time não criou com bola no chão, Douglas só estreou as novas camisetas. Lincoln cobrou um escanteio e fez mais do que Douglas. Depender apenas do veterano camisa 10 é suicídio.

Wesley mostrou personalidade, tentou ir no fundo. Walace e Maicon são afinados, Geromel é o esteio da defesa, que teve problemas. Sólida e sóbria até o final do primeiro tempo, virou uma peneira.

Kadu protagonizou um dos lances mais ridículos da curta história da Arena. Subiu sozinho e cabeceou contra o patrimônio. Um lance bizarro.

O novo reforço lembrou um caminhão desgovernado em certos momentos. Tentou não se complicar e jogar simples, mas o gol contra liquidou sua estreia. Pareceu um zagueiro inseguro e de intimidade limitadíssima com a bola.

No futebol, é balela aquela história de que a primeira impressão é a que fica. Vale a última. Assim, Kadu pode se recuperar. Sua primeira impressão foi desastrosa.

Geromel também iniciou sua trajetória tricolor com gol contra. Espero que Kadu comprove nos próximos jogos que joga bem mais do que demonstrou no empate com o Danubio.

A oportunidade nos pés de Everton

18 de janeiro de 2016 38

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

A dificuldade para reforçar o ataque tricolor abre oportunidade ímpar na carreira de Everton. O guri tem nos seus pés a chance de mudar de status, de deixar de ser promessa para se tornar um jogador consolidado.

Luan já fez essa passagem, metamorfose que o transformou no principal nome do Grêmio. Everton, que completa 20 anos em março, tem potencial. A Libertadores amplia o desafio, logo, crescem os louros em caso de sucesso. Carlos Eduardo sabem bem. Em 2007 surgiu na pré-temporada e engoliu medalhões em seis meses.

Como torcedor, sigo na expectativa pela contratação de um atacante tarimbado, capaz de marcar gols com a regularidade que o Grêmio necessita. Só que a Libertadores começa em um mês, assim, cada dia que passa dificulta a adaptação de reforços. Diante da demora da direção, vamos iniciar a competição com o atual elenco. Everton, Pedro Rocha e Bobô disputam a posição, com vantagem para o primeiro.

Everton merece o voto de confiança neste começo de temporada. Em 2015, foi um dos melhores gremistas da reta final do Brasileirão. Marcou quatro gols em 14 jogos. Mais experiente e confiante, pode estourar os números em 2016. Boa sorte, Everton. Bola na casinha, guri! A chance está contigo!

***

Outro piá também desperta atenção do torcedor. Trata-se de Batista. No primeiro teste do ano, contra o Sindicato dos Atletas, ele deixou o seu. Fez mais do Braian Rodríguez, por exemplo. Ainda é cedo, o sindicato não é parâmetro, mas Batista beliscou. Que siga acelerando.

Sem reforços, o jeito é reapresentar jogadores

14 de janeiro de 2016 50

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Tímido nos reforços, o Grêmio inaugurou a reapresentação de jogadores. É o jeito de badalar uma pré-temporada discreta. A direção não consegue as aguardadas contratações e acaba por reciclar velhas notícias. O torcedor segue angustiado na espera por um meia e um atacante.

O Grêmio reapresenta Douglas, Pedro Geromel, Maicon e Grohe. Nosso goleiro tem mais de uma década de clube, foi campeão gaúcho em 2006, há 10 anos. As renovações devem ser comemoradas, mas é patético reapresentar com pompa jogadores que estão na casa. Escancara a incompetência para se reforçar.

Os dias correm e Rui Costa, Cesar Pacheco e Romildo Bolzan só lamentam. É a alta do dólar, as opções rasas no mercado, a crise financeira do clube. Um rosário de desculpas, um escudo para futuros dissabores. Neste contexto, Rui Costa deve fazer mais. Ele é muito bem remunerado para resolver problemas. Do contrário, dá prejuízo ao clube.

Por ora, contratamos Kadu, Fred e Wallace. Três reforços na defesa. Nenhum lota aeroporto ou aumenta a fé do torcedor no tri da América. Com a manutenção da base, a fé tricolor será na capacidade de Roger Machado mais uma vez produzir acima das expectativas do elenco.

A direção poderia ajudar o treinador. Até o momento, apenas não atrapalhou, mantendo os titulares. Falta o próximo passo. Espero que ele seja dado logo.

Fred é um bom reforço

13 de janeiro de 2016 19

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

A chegada de Fred agrega. O defensor é um bom reforço.  Tem desempenho interessante na defesa e acima da média na bola parada. O Grêmio contratou o melhor batedor de faltas do último Brasileirão.

Fred deixou quatro gols de falta no campeonato pelo rebaixado Goiás. Luan anotou dois e Galhardo um, por exemplo. O zagueiro tem aquela batida colocada, típica dos meias. Pela performance, é o melhor batedor do país na atualidade. Problema do futebol brasileiro, que perdeu os exímios cobradores. Foi-se o tempo de Marcelinho Carioca, Djalminha, Anderson Lima, Arce, Pet…

O principal atributo de Fred é acessório em um zagueiro. Como diz o vivente, “um plus a mais”.  Fred precisa desarmar, se antecipar, rebater e sair jogando com eficiência. Vai disputar posição com Kadu e Bressan, tem condições de crescer ao lado de Pedro Geromel.

Batendo nos 30 anos, Fred chega pela primeira vez com chance de ser titular em um time grande do Brasil. Ele não é contratação de lotar aeroporto ou que amplia a confiança do torcedor em títulos. Por isso é um bom reforço. Entendo que bom não é ótimo, magnífico ou esplêndido. Fred soma, será útil em uma temporada longa e desgastante.

No aguardo por reforços no ataque

11 de janeiro de 2016 48

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Os primeiros 10 dias de 2016 se foram e nada de reforços no ataque tricolor. Permanece a cautela, logo, a semana corre e Roger Machado segue sem um atacante confiável para Libertadores.

Com moedas contadas, é compreensível a prudência da direção. Contudo, deve-se cuidar para não transformar paciência em paralisia. Ao torcedor cabe a angústia de todos os dias esperar pela boa notícia que não chega.  

Todos os nomes especulados são descartados pela direção, que acerta ao negar tudo, já que levou três balões ao comentar as negociações de Henrique, Zelarayán e Fernández. O que me preocupa é a demora, que vai prejudicar a montagem do time. Quando chegar o tal artilheiro, ele precisará de tempo para entrar em forma física e para se entrosar. E a Libertadores começa peleada. 

No fim de semana, um tuíte do irmão de Barcos, Gabriel, provocou frisson. “Copa Libertadores!!! #PirataCopero”, registrou o hermano, que não explicou a mensagem enigmática. A direção do Grêmio descarta repatriar o argentino, cujo salário é pesado.

Reprodução Twitter

Reprodução Twitter

 

Se Barcos reforçar um time brasileiro, como o Corinthians, é de se lamentar, porém é compreensível. O Timão tem mais grana. Vale o mesmo para um mexicano. Caso o Pirata atraque em um clube sul-americano, teremos um episódio de incompetência azul. Os vizinhos da América em bom momento financeiro têm menor poderio do que o Grêmio em sua fase de carestia. A alta do dólar dificulta a vida de todos.

A saída de Maxi Rodríguez, que teima em não se firmar, abre fôlego para uma investida. O Peñarol pagará os salários do uruguaio. Para muitos torcedores, é a oportunidade de buscar Alan Ruiz de novo. Gostaria de tê-lo na Arena outra vez, mas o argentino não vale R$ 100 mil mensais. Não conseguiu se firmar em um time de terceira linha de seu país. Vive de um Gre-Nal maravilhoso em 2014.

A ansiedade do torcedor é ampliada por um mercado de opções discutíveis e caras. Abro a semana no aguardo por novidades. Há um mês e meio o Grêmio sabe que disputará a Libertadores. Está passando da hora de contratar um atacante.

***

Fiquei deveras impressionado com a grandiosidade do estádio em que foi disputada a Florida Cup. Digno da envergadura do torneio.

O calendário apertado é uma oportunidade

08 de janeiro de 2016 31

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Por sua competência em 2015, o Grêmio tem um calendário apertado em 2016. Libertadores, Gauchão, Primeira Liga, Brasileirão e Copa do Brasil. Vejo uma oportunidade para os guris na maratona que se avizinha.

O primeiro semestre será apertado, logo, virão as chances aos novatos. Defendo o uso dos titulares no Gauchão sempre que possível, afinal, Roger Machado precisa azeitar o time que buscará o tri da América. E só se ajeita o time treinando e jogando. Quando o desgaste exigir repouso, bora escalar a turma da base.

O Gauchão é um bom teste inicial para os guris. Everton pode consolidar a arrancada do final de 2015, Pedro Rocha quem sabe reencontre seu melhor futebol, Lucas Coelho pode deixar a condição de eterna promessa.

Lincoln precisa de sequência, ou corremos o risco de vê-lo repetir Douglas Costa, pregado no banco por Celso Roth e Paulo Autuori. Raul também deve jogar. O lateral é um caso estranho: pintado como “novo Arce”, virou reserva do time de transição. Tem erro de avaliação na história – ou de quem encheu a bala do piá ou de quem o avalia no momento.

O primeiro semestre com Libertadores, Gauchão, Primeira Liga e o início do Brasileirão vai ofertar chances para Batista, Tontini, Kaio, Wesley. Eles precisam entrar em campo, o torcedor precisa tirar a febre, ver se algum dos meninos pode crescer. Caso fracassem, vira-se a página em busca de novos talentos.

O calendário apertado obrigará Roger Machado a usar os guris. Quem sabe pintem boas surpresas, quem sabe surjam consolidações. Carlos Eduardo iniciou sua trajetória no Estadual, cavou espaço no time titular e engoliu o veterano Amoroso.

A oportunidade está lançada. Que guris e comissão técnica saibam aproveitá-la.