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Posts de fevereiro 2016

Os cascudos terão de tranquilizar o time

29 de fevereiro de 2016 30

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Grêmio x LDU tem tudo para ser um jogo tenso na Arena. Peleia de Libertadores, partida pegada e com o Imortal necessitado da vitória para não se apertar na competição. A bola tem tudo para queimar o pé. É a hora dos cascudos tranquilizarem o time. É a hora do torcedor empurrar o Grêmio.

A Arena precisa rugir na quarta-feira. E o Grêmio precisa da atuação que ainda não teve em 2016, em especial na defesa. O sangue frio dos mais experientes será decisivo para evitar que o time sinta a pressão do jogo.

Marcelo Grohe, Geromel, Marcelo Oliveira, Maicon, Giuliano e Douglas terão de segurar as pontas, evitar afobamentos ou apagões. Queremos ver aquele Grêmio equilibrado e intenso dos primeiros meses de Roger Machado.

O Imortal escreveu sua história com episódios de superação. Chegou o momento da equipe acordar. Temos limitações, porém temos como produzir mais com o atual elenco. E temos uma torcida apaixonada, que fará sua parte.

Com as fracas atuações e falhas defensivas em série, chegamos com a confiança abalroada em um jogo sensível para o nosso futuro. E vem mais: depois da LDU, teremos Gre-Nal pelo Gauchão-Primeira Liga e San Lorenzo pela Libertadores.

São três pedreiras em 10 dias, todas na Arena, em um momento em que o trabalho de Roger sofre contestações. É na adversidade que os grandes se impõem. Nosso técnico e nosso time podem sair fortalecidos desta trinca. E de mãos dadas com o torcedor.

 

Que a Libertadores faça o time despertar

27 de fevereiro de 2016 53

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Valeu pela força que resultou em dois gols nos minutos finais e evitou um empate constrangedor com o Glória na Arena. Vencer sempre é bom, mas o 4 a 2 deste sábado não pode enganar: o Grêmio encara a LDU na quarta-feira sem ter feito um mísero grande jogo em 2016.

Grêmio x Glória foi uma partida doida, de altos e baixos. Deixamos de golear e de perder. O Imortal se impõe, tem dificuldade para marcar os gols, falha na defesa e corre atrás do prejuízo. Como pegou um adversário que briga para não cair no Gauchão, teve força para ganhar. Será assim contra LDU, Inter e San Lorenzo? Teremos três pedreiras em série.

O sistema defensivo teve outra jornada triste. Maicon teve sua pior atuação desde que chegou na Arena. Dominou uma bola fácil a dois por hora, tentou um corte com balaca e deu a redonda de presente para o rival, que fuzilou. Desestabilizou o time sem necessidade. Faltou concentração e sobrou autoconfiança ao capitão.

Giuliano empatou e Geromel virou na bola parada. O meia, na primeira etapa, apareceu três vezes na área para concluir. Cobro dele essa postura, pois tem qualidade. Na bola parada, Douglas calibrou melhor o pé.

Quando tinha 2 a 1, o Grêmio sentou no resultado, assim como ocorreu em Rio Grande. O time não liquida a fatura quando tem a chance. Rasgou dois contragolpes de mano e Everton acertou a trave em um lance fácil. O guri tem jogado bem, porém mais perdeu gols do que marcou. Vai parar no banco se não acertar a pontaria.

Quem deixou de matar, levou. Lincoln trocou passes bestas de lado, sofreu a falta que o árbitro não viu e ofertou o contra-ataque. Marcelo Oliveira comeu mosca, não marcou na área e o Glória empatou. Em seguida, perdeu três chances de virar.

O Imortal poderia ter perdido para uma equipe da parte debaixo da tabela do Gauchão. Na pressão, evitou-se o fiasco. Henrique Almeida acertou um foguete e Luan deixou o quarto com categoria.

O torcedor vai para quarta-feira, pela Libertadores, cabreiro. O Imortal patina no Gauchão, ponto sempre preocupante. Quem sabe o espírito de Libertadores mude as coisas, eleve o nível da performance.

Como torcedores, temos de acreditar que diante da LDU tudo será diferente. Teremos um Grêmio concentrado o jogo todo, equilibrado. Os próximos 10 dias serão fundamentais para o sucesso no semestre.

A defesa tricolor está um pavor

25 de fevereiro de 2016 113

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

A defesa do Grêmio está um pavor. Levar três gols do São Paulo de Rio Grande, com todo o respeito, é inadmissível. Uma falha em cima da outra. O que era uma segurança tricolor em 2015 se tornou uma peneira em 2016.

A derrota por 3 a 2, de virada, passa por falhas absurdas para um time que jura ter o anseio de conquistar a América. O declínio técnico do Grêmio é evidente, Roger Machado parece perdido, seu time se desintegra a cada partida.

Com titulares, misto ou reservas, o Grêmio sofre para enfrentar equipes de Gauchão, a maioria sem divisão no futebol brasileiro. É um péssimo sinal. A quarta posição no Gauchão é um deboche para o torcedor. Zequinha, Juventude e São Paulo fazem temporada mais consistente do que a nossa. É triste.

O Imortal não treina bola aérea defensiva. É a única explicação plausível para tantas falhas. Uma freira de saias cabeceia na área gremista. Gostaria de saber a desculpa de Roger ou qual conceito moderno ele apresentará para justificar erros toscos. Muda o adversário e continuam as mesmas falhas.

Na derrota para o São Paulo, com Grêmio misto, o rival teve supremacia total pelo alto. Escanteio, faltas ou chuveirinhos. Qualquer bola alçada foi perigo, potencializada por uma jornada varzeana de Marcelo Grohe.

Vencíamos por 1 a 0, quando Grohe subiu num escanteio, ameaçou agarrar a bola e deixou a redonda escapar. Falha de jogo de colégio. Não satisfeito, Grohe levou um gol olímpico no 2 a 2. Nosso arqueiro de seleção, bem remunerado e badalado, acumula falhas na saída pelo alto em 2016. Parece um juvenil que ganha as primeiras oportunidades.

A derrota também demonstrou um time sem nervos, que se deixou levar pela pressão de um estádio de interior lotado. O Grêmio tentava controlar o 2 a 1, repetia a falta de ímpeto no ataque, até levar um gol olímpico, em falha conjunta de Wesley e Grohe. A perna tremeu e o São Paulo virou no lance seguinte, num rebote.

Edinho também se comportou feito um juvenil. Revidou uma falta com agressão. Ocorreu o óbvio, foi expulso e impediu a reação. Palmas para o “experiente” Edinho.

O torcedor fica estarrecido com as atuações raquíticas em série. Ainda não se jogou bem em 2016, apesar do baixo nível dos rivais.

O que acontece com o Grêmio? A arrancada de 2015 foi um lampejo? Roger reencontrará o melhor futebol tricolor? A defesa voltará a ser confiável? Grohe acertará as saídas pelo alto? Dúvidas que angustiam meu coração azul.

Vitória magra e atuação apagada

21 de fevereiro de 2016 78

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

As boas notícias: o Grêmio voltou a vencer, a bola parada funcionou e a defesa não levou gols. A má notícia: foi mais uma atuação sem graça do time de Roger Machado, a quarta seguida.

O Grêmio repetiu sua obviedade na vitória magrinha sobre o Novo Hamburgo – 1 a 0 na Arena. Contra equipes de nível regional, o torcedor espera que o Imortal tenha mais facilidade para vencer. Aquela conversa de que “não tem mais bobo no futebol” não serve, pois é uma questão de custo benefício, uma folha tricolor paga anos de esporte anilado.

Roger terá muito trabalho para encontrar alternativas de jogo. Mesmo na Arena e contra um time sem divisão nacional, o Grêmio teve dificuldades para criar. Chegou perto até a metade da etapa inicial e depois ficou trocando passes com um excesso de paciência e ineficiência. Por vezes, correm 20 minutos sem que a equipe exige uma mísera defesa do arqueiro rival.

No segundo tempo, a situação melhorou só depois do gol marcado por Bobô, que cabeceou a cobrança alçada por Luan. O centroavante entrou e deixou o dele, enquanto Henrique Almeida teve apenas uma tarde de muito esforço. Fernandinho também entrou bem.

Everton voltou a ser o titular mais incisivo e perigoso. E voltou a perder uma chance cara a cara. Repetiu o erro do México. O guri só vai se manter na equipe e estourar se guardar os gols fáceis. Não há mágica, há eficiência.

A defesa repetiu vacilos, em especial de posicionamento. Em muitos momentos fica de mano, desprotegida. Marcelo Grohe fez uma bela defesa no primeiro tempo, em um lance em que a marcação abriu na frente da área para o adversário avançar e fuzilar.

Pela apresentação fraca, a quarta em série, está mais do que constatado que o Grêmio carece de melhoras. O torcedor espera mais do time e de Roger Machado.

O Grêmio de Roger no divã

19 de fevereiro de 2016 77

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

O desempenho fraco no começo de temporada coloca o Grêmio de Roger Machado no divã. É prudente depurar os motivos das derrotas e, principalmente, rever conceitos e titularidades. Com a bolinha quem vem jogando, o Imortal terá dificuldades para sobreviver na Libertadores.

O Grêmio voltou pior para 2016. A base do time foi mantida, o treinador continuou sua missão, mas a performance murchou. Vale questionar se o trabalho de Roger estagnou. Não se trata de pessimismo exagerado. O desempenho e os resultados recentes expõem uma realidade crua. Vamos aos fatos:

- O Grêmio só venceu com facilidade duas equipes que habitam a zona inferior da tabela do Gauchão – Xavante e Aimoré.

- Com titulares, o Grêmio levou gol de Danubio, Xavante, Aimoré, São José e Toluca. Não levou do Coritiba porque o bandeira errou um impedimento e anulou mal um gol paranaense.

- Há três jogos o Grêmio não faz gol em lance trabalhado. Só marcou contra o Coxa porque a defesa errou um recuo. Logo, o time cria pouco e ainda perde as chances, vide Everton no México.

- Nós três jogos em que pecou na criação e finalização, o Grêmio enfrentou adversários mais qualificados ou organizados, porém nenhum com elenco mais forte do que o seu. Nos três jogos Luan foi mal.

- Com titulares, em seis jogos o Grêmio não marcou um mísero gol de bola parada. São raros os lances em que a bola é alçada e o tricolor consegue cabecear.

- Contra o Toluca, o Grêmio teve quase uma hora com um jogador a mais e foi envolvido com facilidade. Poderia ter levado três ou quatro. Na etapa final, correndo atrás do prejuízo, só concluiu depois dos 40 e de fora da área.

Difícil encontrar um gremista, por mais empenhando em alentar seu time, satisfeito com tal cenário.

O futebol é apaixonante porque implode teses prontas e dogmas. Em tese, o Imortal deveria evoluir em 2016, pois manteve base e comissão técnica, a desejada continuidade. Só que o desempenho no campo mostra que o time piorou. Algo está errado.

O auge de Roger no Grêmio foi justamente em sua chegada, em maio passado. Os primeiros quatro meses encantaram o torcedor. Sem tempo para treinar, com um elenco limitado e desacreditado, o técnico escalou a tabela do Brasileirão, meteu 5 a 0 no Gre-Nal, bateu o Galo no Mineirão e criou a gordura que o classificou para Libertadores.

No cenário mais complicado, Roger teve melhor desempenho. A partir de outubro, a peteca começou a cair, a intensidade arrefeceu e os toques de lado sem objetividade imperaram. O torcedor esperava que o descanso e a pré-temporada trariam um time incisivo de novo. Ele ainda não apareceu, mas confio que aparecerá. Ha tempo para corrigir erros.

Alguns defeitos do início de ano são típicos de mão do treinador. Bola parada é treino. Tanto na defesa quanto no ataque. A do Grêmio inexiste. A defesa ficou sem proteção e sofre pelo alto.

O time deixou há meses de ir ao fundo. Laterais e atacantes não chegam na linha de fundo, optam por trazer para o meio e afunilar. Roger aposta na troca de passes rápida para ingressar na área rival. Conceito correto, mas de execução a dois por hora. Os meias que deveriam pisar na área apenas flutuam fora dela. Giuliano há meses alugou os lados do campo para tabelar em círculos, sem agredir.

O treinador deve repensar algumas titularidades. Marcelo Oliveira acumula atuações apagadas desde outubro. Não marca e não ataca. Wallace Oliveira idem. Vale testar nos próximos jogos outras opções. Se Marcelo Hermes conseguir apenas fechar a avenida da esquerda, já fará mais do que Oliveira.

Fernandinho como opção para mudar um jogo raras vezes funciona. Douglas como titular absoluto é um erro, que deve ser corrigido em breve, com a entrada de Bolaños ou Lincoln – o equatoriano pode colocar outros nomes no banco.

Roger chega em um momento importante de sua carreira. Tem cacife para reencontrar o melhor futebol de sua equipe ou teve apenas um lampejo em 2015? Caio Jr levou o Paraná a Liberta, Vagner Mancini o Furacão e Renato duas vezes times desacreditados do Grêmio.

Roger precisa cuidar para não se tornar um Paulo Autuori, técnico de frases e conceitos bonitos sobre futebol, cordial com a imprensa, mas que há anos não emplaca um trabalho robusto. Roger deve mirar Tite, que transforma conceitos modernos em vitórias.

Acredito no potencial de Roger. Ele tem bala para colocar o Grêmio de novo nos eixos, terá o retorno de Walace e a estreia de Bolaños. A equipe ganhará qualidade. O técnico precisará repensar um pouco seu time. Confio que ele fará o Grêmio acelerar na Libertadores.

Estreia constrangedora na Libertadores

18 de fevereiro de 2016 105

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Foi uma das atuações mais constrangedoras e irritantes que já vi do Grêmio. Jogou uma hora com um a mais e levou 2 a 0 fácil do Toluca. Pior, o time nem sequer esboçou reação, não ameaçou, não concluiu, assistiu passivo o passeio mexicano. O Grêmio não honrou sua própria camisa na estreia da Libertadores.

A atuação foi de candidato a eliminado na primeira fase. O torcedor tem todos os motivos para reclamar. Ficou acordado pela madrugada, esperava um time ligado e viu um bando de molengas. Neste início de 2016 o trabalho de Roger Machado da sérios sinais de estagnação.

A expulsão de um jogador do Toluca, aos 36 do primeiro tempo, prejudicou o Grêmio, que fazia uma partida razoável, tendo criado a melhor chance até então. O torcedor projetava um segundo tempo de pressão, em busca da vitória, mas viu Fred falhar duas vezes, o time levar dois gols e escapar de tomar mais. Levamos um gol com 40 segundos da etapa final. Tudo isso com 11 contra 10.

Para ampliar o desgosto, o gremista insone teve de perder a paciência com aquelas trocas de passes que não vão a lugar algum, que giram nas quinas da área e nada mais. Com um a mais, o Grêmio só finalizou depois dos 40. O Imortal morreu de apatia.

Roger precisa ser cobrado, pois seu time piorou. Diante do Toluca, os erros do Gauchão e da Primeira Liga se repetiram e custaram caro. A derrota em casa para o São José não serviu de alerta. Os erros ocorreram de novo, impulsionadas pela passividade do segundo tempo. O time treina, joga e não evolui.

A bola aérea defensiva está um pavor. Uma freira de saias cabeceia na área tricolor. Fred entrou na vaga de Kadu e comprometeu como o antecessor. Ambos jogam o futebol típico de suas carreiras inexpressivas. Como torcedor, tento acreditar que melhorarão, mas é difícil perseverar.

Wallace Oliveira demonstra porque jogava em um time de quinta categoria da Itália. Marcelo Oliveira é esforço e nada mais. O sistema defensivo, pilar em 2015, virou uma tragédia. Falhou em todos os jogos de 2016, indicação de que vieram reforços fracos e de que a mecânica de jogo peca.

O Grêmio também repetiu a dificuldade de criar, pois segue sem ser incisivo. Ninguém vai ao fundo. Algum torcedor viu um cruzamento similar ao do primeiro gol do Toluca? Esta mecânica tico-tico chamará o fracasso.

A postura foi preocupante. Tivemos um segundo tempo mole. O ímpeto de vencedor passou longe. Luan só cantou o hino, Giuliano repetiu a jornada de toques de lado. Douglas jogou mais do que ambos, pois cavou uma expulsão e pifou Everton. O guri fez o que toda promessa que não estoura faz: perdeu um gol sozinho, quando estava 0 a 0. Ainda assim, Everton é quem mais tenta, respondeu pelas três finalizações de verdade do time.

Foi uma jornada para constranger clube, torcida, direção, comissão técnica e jogadores, assim como foi a derrota para o Zequinha. Impressiona e angustia o gremista a passividade, a falta de indignação já verificada em 2015. Não esperem sangue do time.

A estreia na Libertadores assustou pela confirmação do mau futebol, das falhas e pela apatia. Dá tempo para reagir, mas o Grêmio terá de se reinventar contra a LDU.

É urgente colocar esse estilo de jogo e algumas titularidades no divã. Esperar apenas que Bolaños faça a diferença será insuficiente.

A hora do Grêmio

17 de fevereiro de 2016 22

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Lá pelos anos 1990, em áureos tempos do nosso Grêmio, um intérprete da Mocidade Independente de Padre Miguel rasgava a Sapucaí com seu bordão: “A hora é eeeeessa!” Pois chegou a hora que todos os tricolores aguardaram por meses. A estreia na Libertadores é hoje, eis a hora de iniciar a arrancada do tri da América.

A peleja é encrespada, diante do Toluca no México. Tem altitude, frio e torcida. Tem desafio técnico, o que exige mobilização – de elenco, clube e torcida. Para buscar o sucesso na Liberta, é fundamental ter espírito vencedor, poder de decisão, gana por vencer. É brigar por cada palmo de grama e jogar bola. Só vontade não levanta taça. Só técnica fria não conquista a América.

O Grêmio teve em sua história momentos de combinação perfeita entre técnica e pegada. Seus times campeões jogavam bola e não se intimidavam. Ficou para alguns a impressão torta de que o Grêmio só batia. Engano. Em 1983 e 1995, chegava junto e jogava bola demais. Essa mescla vencedora se perdeu nos últimos anos. Pois essa é a hora de chutar a seca.

O Grêmio vencedor tenta se reerguer. Cortou gastos, abriu mais espaço para base (seu melhor jogador, Luan, é cria da casa), encontrou um técnico identificado com o clube e se reforçou ao superar prognósticos no Brasileirão e carimbar o G-3. É a hora de galgar o próximo degrau.

Será uma estreia complicada, diante do adversário mais forte enfrentado em 2016. O time vem de duas atuações pífias contra Coritiba e São José. Terá de melhorar, de proteger melhor sua defesa e de terminar os lances de ataque de forma mais incisiva.

Estreia de Libertadores também testa a postura do time. É a hora para Marcelo fechar o gol, Geromel e Fred limparem os trilhos. É a hora para os laterais jogaram alguma coisa, para Douglas finalmente estrear em 2016. É a hora de Giuliano voltar a ser decisivo, de Luan ter uma atuação de DVD, de Everton encontrar as redes. Nada de afinar. É a hora de decidir.

Contra o Toluca não quero aquela conversa mole de que empate é goleada, aquele espírito conformado que se impregnou no clube. O Grêmio vai ao México para ganhar, em busca dos três pontos que darão tranquilidade para encaminhar a vaga em dois jogos na Arena.

Estamos em 17 de fevereiro de 2016. Fim de recreio, treinos e testes. É a hora do Grêmio se reencontrar com sua glória. Arrrrrriba!

Roger acerta ao optar por Fred

16 de fevereiro de 2016 34

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Roger Machado caminha para escalar Fred na vaga de Kadu na estreia tricolor na Libertadores. Acerta o treinador. Preserva Kadu da ira da torcida e coloca em campo um defensor zerado e capaz de reforçar a bola parada.

Ficar com Kadu seria temerário. O zagueiro está inseguro depois do começo de temporada desastrado. Em cinco jogos, marcou um gol e deu uma assistência – ambos contra. Se levarmos em conta a média e a qualidade baixa dos adversários, conclui-se que Kadu falha mais do que Werley.

Uma nova falha de Kadu contra o Toluca tiraria a torcida do sério de vez. Ele precisa treinar mais, encontrar a melhor forma técnica e retomar a confiança aos poucos. A temporada é longa, há tempo para o zagueiro se recuperar.

Já Fred parece (pois fez apenas um jogo pelo Grêmio) mais qualificado. Tem mais técnica, pode facilitar a saída de bola e ir bem ao lado de Geromel. O defensor também agrega na bola parada, já que cobra melhor do que todos os titulares tricolores.

O sucesso do ingresso de Fred também passa por uma proteção mais forte à defesa. O time de Roger dá muitos espaços, já que os dois laterais marcam mal e no meio-campo apenas um jogador tem vocação de proteção. Encontrar esse equilíbrio será fundamental para conter o ímpeto do Toluca. Será um grande jogo, digno de Libertadores.

 

Derrota preocupante na Arena

12 de fevereiro de 2016 89

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Sempre será inadmissível perder em casa para o São José. Sempre! Ao levar 2 a 0, o Grêmio deixou o torcedor pra lá de preocupado para estreia na Libertadores. O Grêmio será azarão no México.

As atuações recentes dos titulares são paupérrimas. O time só venceu o Coritiba pela ajuda da defesa rival e da arbitragem. O time levou ferro do Zequinha, equipe sem divisão no futebol brasileiro. Roger Machado tem muito trabalho pela frente.

Sobrou salto alto, faltaram lances verticais e sobraram finalizações ruins. A direção reforçou com peso o ataque, enquanto a defesa piorou demais na comparação com 2015.

O Grêmio levou gol de Danubio, Xavante, Aimoré e São José. O que esperar de um jogo contra o Toluca, vice-campeão mexicano? Será uma milagre não levar gols.

O sistema defensivo murchou. Grohe evitou um vexame diante do Zequinha. Geromel está sozinho, é um dos poucos que se salva. A cobertura tem falhado. Falta outro zagueiro e laterais confiáveis.

Os laterais não somam. Wallace Oliveira não marca ninguém, Marcelo Oliveira não auxilia na defesa e não acrescenta no ataque. Tem sido um a menos há jogos. Escalar dois zagueiros nos lados do campo seria mais útil.

Já Kadu acumula falhas toscas a cada rodada. Lembra Werley em suas jornadas menos inspiradas, joga menos do que Bressan. Erazo deixa saudades. Kadu deu um passe para o jogador do São José no segundo gol. A defesa do Zequinha faz um Gauchão melhor do que a do Grêmio.

Se a defesa tem sido um problema permanente, o ataque que vinha resolvendo passou em branco. Teve lances para golear, mas finalizou mal. Maicon e Pedro Rocha consagraram o goleiro rival. Ambos ficaram cara a cara e chutaram no meio do gol, local mais óbvio para o arqueiro estar. Se houvesse um saco de soja no local e bola não entraria. Pedro Rocha poderia ficar seis meses treinando finalização em separado.

O Grêmio teve chances nos dois tempos, porém foram concentradas em poucos minutos. Em geral, foi um time burocrático e sem profundidade. Luan hibernou, Maicon tocou bola devagar e Douglas deu apenas uma assistência. Sua titularidade deve ser contestada imediatamente. Não fez nada de relevante nos primeiros jogos da temporada.

Lincoln entrou e fez mais do que Douglas. Deu passes para duas finalizações, bateu uma perto da trave. Rende mais do que Douglas.

Henrique Almeida estreou, finalizou uma e nada mais. Everton acertou a trave, mas ficou demais no lado esquerdo, tendo que sempre cortar para o meio e afunilar. Isso é mão do treinador.

Como torcedor, vou preocupado para estreia na Libertadores. Os titulares do Grêmio tiveram duas atuações pobres na Arena contra equipes um pouco mais organizadas ou qualificadas.

Como torcedor, espero ver indignação no México. Espero ver um time agudo, que vá ao fundo, que finalize com vontade e não pedindo desculpas no meio do gol. Espero ver uma defesa firme, sem as furadas de Kadu.

O Grêmio terá de jogar muito mais contra o Toluca para buscar pontos no México.

Lincoln cava aos poucos seu lugar no time

11 de fevereiro de 2016 32

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Lincoln demonstra a cada rodada que poderá chegar ao final da temporada consolidado no time do Grêmio. Espanta a personalidade de um garoto de 17 anos que tem futebol de sobra no corpo. Ele não treme, não pipoca, chama a responsabilidade. Assim, o piá foi o melhor gremista na vitória magra sobre o VEC pelo Gauchão.

Diamante a ser lapidado, Lincoln tem um início de ano promissor. Entra no decorrer dos jogos dos titulares, tem boas atuações quando Roger Machado opta pelos reservas. Ao pisar no gramado, o guri busca lances diferentes e agudos. Boa parte dos passes são verticais, tentam pifar o companheiro. Só essa postura faz com que seu começo de 2016 seja superior ao de Douglas.

Contra o VEC, o gol de Bobô nasceu de um passe açucarado de Lincoln. Encontrou espaço na defesa adversária para servir o centroavante. Antes, acertou a trave em um toque por cobertura de muita qualidade. Foram dois lances que escancararam a técnica apurada deste adolescente prodígio.

É importante que Lincoln mantenha essa performance ascendente, subindo degrau por degrau, cavando espaço no time aos poucos, fazendo com que Roger quebre a cabeça para encaixá-lo num elenco que ganhou em qualidade.

O fevereiro de Lincoln deixa o torcedor gremista animado. Que a ascensão do piá continue nos próximos meses.