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Bela vitória fora de casa

25 de agosto de 2016 24

Grande vitória! Com uma pintura de gol, o Grêmio conseguiu se impor e bater o Furacão. Fora de casa, encaminhou a classificação na Copa do Brasil.

Com as voltas de Luan, Walace, Edílson e Jaílson, o Grêmio subiu de produção. Bateu o Atlético por 1 a 0, mas poderia ter goleado. Com um pé menos torto, teria vencido por três sem injustiça.

O torcedor deve valorizar o resultado no Copa do Brasil, que teve a firme estreia de Kannemann. Fora de casa, o Grêmio teve um primeiro tempo ímpar. Sobrou em campo. Em uma trama de cinema, com direito a toque de calcanhar, Bolaños entrou livre e guardou. Tirou a zica e mostrou que rende mais atuando mais recuado.

Na etapa final o Grêmio recuou demais, voltou a falhar pelo alto em série, mas resistiu. Grogue salvou. No contragolpe, o time deixou de sacramentar a vaga. Perdeu quatro chances claras, uma piedade difícil de engolir.

Como sempre é pedreira visitar o Atlético, o torcedor deve celebrar a vitória. O Grêmio facilitou sua vida ao marcar longe da Arena, ao romper o discurso do empate fora. Com a vantagem construída no Paraná, a vaga nas quartas da Copa do Brasil ficou mais perto. Que as belas atuações fora de casa se repitam no Brasileirão.

Proibido desejar o empate fora

24 de agosto de 2016 21

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Na estreia da Copa do Brasil, está proibido falar em empate fora. Enfrentar o Atlético-PR em Curitiba, na partida de ida das oitavas, com discurso conformista é chamar o tropeço. O Grêmio tem time para superar a pedreira que é visitar o Furacão.

Para classificar, o Imortal terá o desafio de encerrar a rotina de más atuações longe da Arena, sina que compromete a busca pelo título brasileiro. Junto, o time terá de buscar o gol como visitante, algo raro em jogos encardidos de mata-mata.

As últimas eliminações tricolores também passam pela falta de poder ofensivo fora de casa. Santa Fe, San Lorenzo, Atlético-PR, Fluminense, Rosario Central e Juventude. Exemplos de confrontos recentes nos quais o Imortal não balançou as redes como visitante e acabou desclassificado. Em 2013, diante do mesmo Furacão na Copa do Brasil, o Grêmio passou em branco no Paraná, perdeu o jogo e caiu na Arena.

Faço o alerta, porque é corriqueiro no clube o apreço ao empate fora. Espero que a Copa do Brasil de 2015 tenha deixado lições. Mais time do que o Fluminense, o Grêmio poderia ter vencido no Rio de Janeiro. Preferiu se resguardar demais, não apertou o suficiente e comemorou o empate sem gols. Fred marcou na Arena e fomos eliminados com o 1 a 1.

Acredito no potencial da equipe de Roger Machado, que precisa repetir todo ímpeto e bom futebol demonstrado nos jogos recentes em Porto Alegre. As voltas de Luan, Walace, Edílson e Jaílson encorpam o time. É fundamental uma boa jornada de Luan e o despertar de Bolaños, que insiste em perder gols fáceis. Tomara que o equatoriano vire a chave a partir da noite desta quarta-feira.

Grêmio foi mais uma vez fraco longe da Arena

21 de agosto de 2016 71

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Em Brasília, o Grêmio repetiu a triste rotina de ir mal fora de casa. Foi dominado pelo Flamengo, errou demais e acabou derrotado por 2 a 1. Deixou o G-4, perdeu um confronto direto. O pêndulo entre atuações empolgantes na Arena e frustrantes fora dela lembra os tempos de Paulo Autuori. Uma pena.

Um time que se propõe a ser campeão brasileiro precisa vencer fora. Em média, vai ganhar oito jogos como visitante. O Grêmio ganhou apenas duas vezes – Atlético-MG e Gre-Nal. Nem o lanterna América foi batido. Assim, o Imortal manterá a sina de brigar por G-4.

Contra o Flamengo, em campo neutro e sem casa cheia, não consegui entender um primeiro tempo tão fraco. A equipe teve a semana toda para descansar e treinar, sabia que encarava um rival direto, mas foi dominada com facilidade. O time não sabia que teria um jogo às 11h do domingo em Brasília? O que explica um desempenho tão opaco? Melhorou na etapa final, porém foi insuficiente.

Os desfalques dos campeões olímpicos Walace e Luan, mais as ausências de Edílson e Jaílson, prejudicaram. Só que muitos erros de outras derrotas foram repetidos.  Pelos lados, aconteceu o de sempre com os Oliveiras. Wallace e Marcelo foram envolvidos. Pará deitou em cima de Marcelo, o esforçado lateral que tem a admiração de Roger. Pará, no auge de sua limitação, deu até cruzamento para gol.

Também aconteceu o de sempre com a defesa pelo alto. Os caras cabecearam, deram bicicleta e voleio. Uma freira de hábito sobe na área tricolor e acerta a bola. Roger insiste que treina, ou seja, fica mais do que comprovado que treina mal esse aspecto. Treinar é como investir seu dinheiro: você pode aplicar bem ou mal. O Grêmio investe mal seu tempo para acertar a bola parada.

Aconteceu o de sempre com Ramiro, outro versátil e limitado que provoca paixões em técnicos. Ruim como volante, menos ruim como lateral. Raul deve ser um ferida, pois jamais ganha oportunidade diante de reservas tão fracos para Edílson.

Ainda aconteceu o de sempre com Bolaños. Perdeu mais um gol feito. Foi acionado cara a cara, teve tempo de escolher o canto, mas ficou esperando a defesa chegar. O equatoriano não definiu o lance, pipocou. Seria o empate, mas virou uma frustração.

O gringo voltou a errar lances fáceis, a exemplo do que ocorreu com América-MG e Corinthians. Foi sacado do time com justiça. Henrique Almeida ficou poucos minutos em campo e deixou o seu em um lance de volúpia e presença de área. Desejou e brigou pelo gol. O oposto de Bolaños, que tem sua titularidade ameaçada.

Com as voltas de Luan, Walace e Jaílson, Roger terá de escolher quem deixará o time no meio e ataque. Talvez Bolaños desperte ao lado de Luan, porém sua aplicação vai irritando o torcedor. O fato é que quarta-feira tem Copa do Brasil e a peleia é fora de casa. Se repetir a jornada tico-tico, o Grêmio corre sérios riscos contra o Atlético-PR.

Eis o Grêmio que sempre quero ver

14 de agosto de 2016 81

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Grande jogo e grande vitória. O domingo de Dia dos Pais teve o Grêmio que todo o tricolor sempre quer ver. Com 50 mil torcedores na Arena, o Imortal ignorou os desfalques e aplicou um sonoro 3 a 0 no Corinthians, adversário direto no Brasileirão.

O time deu a resposta que o torcedor desejava. Juntos, com casa cheia, time e torcida comemoraram uma vitória maiúscula, com gols de Pedro Rocha, Everton e Bolaños. De volta ao G-4, o Grêmio comprovou que rende bem mais do que demonstrou contra América-MG e Santa Cruz. O desafio é manter a regularidade pelo alto.

Os guris foram bem na frente. Pedro Rocha marcou um golaço, em lance de técnica e explosão. Dominou, aplicou um drible rápido e concluiu com força. Produziu mais do que Negueba vinha produzindo. O desafio de Pedro também é ser regular, é repetir a dose nas próximas rodadas.

Everton retornou ao time e deixou seu gol, em chute de média distância. O Grêmio que venceu o Corinthians deixou de lado o toque tico-tico e concluiu mais, inclusive de longe. Se a pontaria fosse melhor, um placar de cinco não seria exagero.

Everton perdeu uma chance cara a cara e Bolanõs duas, sendo uma sem goleiro. O lado positivo é que o gringo tirou a uruca ao completar um rebote para as redes. Que o gol tire a ansiedade e abra uma temporada de muita bola na casinha para o equatoriano.

A média geral das atuações foi alta, a aplicação foi alta, o desejo de vencer – somado à organização – foi alto. A postura foi de vencedor. Lá atrás, a defesa suportou um embate duro, sendo salva pela trave, Grohe e Geromel. Tivemos dificuldades pelo alto, algo a melhorar.

Depois de duas frustrações, o Grêmio faz o torcedor voltar a sorrir. O returno se iniciou agora, há tempo para encontrar a regularidade. Se alcançá-la, o Imortal vai disputar o título.

Liguemos o sinal azul enquanto dá

10 de agosto de 2016 35

Léo Gerchmann*

Começo este texto com um truísmo. Na verdade, uma redundância. Ter inteligência implica ter lucidez, enxergar adiante. Dito isso, passo a algo que talvez não seja tão óbvio: Grêmio e Inter estão em igualdade de condições neste momento. Não faça expressão de escárnio, incredulidade ou até deboche. O Inter ligou o sinal vermelho e se socorreu de uma equipe de bombeiros que possivelmente funcione. Não tenho qualquer preconceito contra Celso Juarez Roth. Talvez ele não se lembre de mim, lá no inicinho dos anos 1990, quando era preparador físico e eu era iniciante no jornalismo, militando na imprensa esportiva. Nas conversas que tínhamos, ele me passava a imagem de um sujeito cordato e extremamente preparado. E ainda tem aquele “Juarez” entre o Celso e o Roth, que seria uma homenagem ao… bem, deixa pra lá.

O fato é que, pela tendência atual, com o Inter ligando o sinal vermelho e o Grêmio não conseguindo fazer um golzinho sequer contra o Santa Cruz na Arena, vejo meu Tricolor ocupando algo como o quinto ou sétimo lugar no final do campeonato, e o Inter lá pelo 12º ou 14º. Na prática, que diferença isso fará?

Nenhuma.

Ah, sim, há uma diferença. Paralelamente ao Brasileirão, estamos disputando a Copa do Brasil. E os enfrentamentos dessa competição foram definidos por um sorteio, um cruel sorteio. O Grêmio pega o Atlético-PR, o “Furacão” que faz bom papel na série A com os imortais André Lima e Walter. O Inter pega o Fortaleza, da Série C. São já as oitavas de final. Arrisco-me a dizer que o Grêmio terá uma árdua batalha, e o Inter já está virtualmente nas quartas.

Ou seja, corremos o sério risco de terminarmos o ano como terminamos o primeiro semestre: com o Grêmio tendo o time mais entrosado e organizado, mas sem títulos a serem comemorados, e o Inter com um time repleto de defeitos, mas dando a volta olímpica e faturando muito (e com razão) na autoestima e na imagem institucional. Só que agora, caso isso ocorra, em dimensão nacional e, de quebra, abocanhando vaga na Libertadores 2017.

Assim como tanto faz ser 7º ou 12º no Brasileirão, pouco importa para as estatísticas quem tinha mais time, mais estrutura. Pode ser doloroso, mas o que vale é a medalha no peito e a taça no armário. E qual é a saída para nós, gremistas? Dar-nos conta de que o belo toque de bola, num padrão tático maravilhoso do meu amigo Roger, dá resultado contra times bem postados defensivamente se tivermos um Messi ou um Luan inspiradíssimo, conseguindo a salvadora “vantagem pessoal”. Contra os chamados “ferrolhos”, precisamos de outras alternativas. Chances? Temos. Nada impede que ganhemos do Atlético-PR na Copa do Brasil, em uma disputa certamente difícil. Outra: a segunda fase do Brasileirão, na prática, é como um novo campeonato, com de cinco a sete times disputando o título — e o Grêmio está entre eles.

Mas o que, enfim, um gremista como eu quer com este texto? Quer escrevê-lo para, no seu desfecho, que aqui faço, enviar um pedido urgente a todos naquela nossa casa linda incrustada no limite da Rodovia do Parque. Por favor, amigo Roger, presidente Romildo, todos, também liguemos o nosso sinal, o sinal azul.

*Jornalista de ZH e autor dos livros “Coligay — Tricolor e de todas as cores”, “Somos azuis, pretos e brancos” e “Viagem à alma tricolor em 7 epopeias”.

Que tal repensar o posicionamento de Bolaños?

08 de agosto de 2016 47

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Bolaños ainda não aconteceu no Grêmio. Prejudicado por fratura, lesão e convocações, o reforço milionário está devendo no Brasileirão. Nada de gols, duas bolas na trave e a sensação de que pode render mais. Para tal, talvez seja o momento de repensar seu posicionamento, como sugere o técnico da seleção do Equador, Gustavo Quinteros.

Interessante a fala do treinador para Zero Hora. Segundo ele, Bolaños “não é ponta”, ele “deve jogar livre, atrás do ponta, para que apareça nos espaços livres”. Quinteros termina:

- Ali, ele é determinante.

Creio que Roger Machado deveria ler e refletir com atenção, quiçá tentar bater um papo com Quinteros. Bolãnos custou uma fortuna e precisa dar o retorno ao clube. Esse retorno será com boas atuações e gols. Como técnico do Equador, onde o gringo é ídolo, Quinteros tem condições de indicar o que pode ser feito dentro e fora de campo para Bolaños deslanchar.

É importante frisar que o estrangeiro também tem sua parcela de responsabilidade no desempenho apagado. Contra o América-MG, perdeu dois gols em situações nas quais ser falso 9, ponta, meia-ponta ou qualquer outra coisa não interfere: bola de frente para o gol é para ter tranquilidade e guardar.

Na lógica de Quinteros, Roger teria de recuar o estrangeiro, abrindo espaço para outro comandante de ataque. Teria de sacar Pedro Rocha ou Douglas. A tentativa é válida. Acredito que Bolaños tem futebol de sobra para dar alegrias ao torcedor gremista.

Difícil esperar indignação do time do Grêmio

06 de agosto de 2016 42

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Não espere indignação do Grêmio depois dos empates com América e Santa Cruz. Não é o perfil da equipe de Roger Machado. Frio, esse Grêmio vai se recuperar ou estacionar com o mesmo ímpeto dentro de campo e estilo jogo – com suas virtudes e sem corrigir eternos defeitos.

O histórico da equipe de Roger não leva a acreditar em reação enérgica, em um time mordendo e brigando por cada palmo de grama depois de frustrar o torcedor. Sobrou retórica e faltou futebol após todas as eliminações ou derrotas difíceis de engolir dos últimos dois anos.

O time de Roger e Romildo Bolzan só se mobiliza no gogó. Oferta um discurso forte e entra de boa em campo. Foi assim depois de cair para o Fluminense na Copa do Brasil e depois do fiasco em casa com a Chapecoense. O Imortal terminou o Brasileiro na banguela.

O filme se repetiu com a eliminação nas semifinais do Gauchão pelo Juventude. Falou grosso e foi dominado em casa pelo Rosario Central. Repetiu a retórica valente e tomou uma roda do mesmo Rosario na Argentina. Fim do sonho do tri da Libertadores.

Contra o América, o torcedor vivenciou o ápice do papo furado. Falou-se durante a semana em mobilização, na importância da vitória. E a equipe entrou em campo lerda, tocando bola de lado, sem ambição. Quem desejava tanto vencer e ser líder do Brasileirão só foi chutar ao gol no final do primeiro tempo. Se esse é o Grêmio “mobilizado”, imaginem o que seria o Grêmio desinteressado.

O pós-jogo conseguiu ser tão constrangedor quanto o empate. O torcedor teve de ouvir Roger valorizar o resultado fora de casa com o América, que estava desesperado e blá-blá-blá. O cúmulo do conformismo. Esperava um pedido de desculpas ao torcedor pelo fiasco e pela postura frouxa.

Durante a semana, Romildo teve de remendar e garantiu que não havia ninguém satisfeito com o empate fora. Pois a quinta-feira ampliou o desgosto. Na Arena, diante do Santa Cruz e com possibilidade de ser líder, o Grêmio mais uma vez entrou tocando bola de lado. Pressionava, roubava e começa a estratégia do caranguejo. Esse é o Grêmio que pretendia ser líder?

Agora, temos uma parada para treinar e repensar modelos e peças. Virão novas falas de retomada, de desejo de ser campeão. Alguém ainda acredita em discurso de mobilização no Grêmio? É melhor não falar nada e só jogar bola.

Grêmio faz força para não disputar o título

04 de agosto de 2016 63

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

O Grêmio reafirmou em letras garrafais que não pretende ser campeão brasileiro de forma alguma. Não adianta a tabela ajudar ou a rodada colaborar. Esqueçam. O Grêmio consegue ser incompetente e conformista, frustrando o torcedor.

O empate sem gols em casa com o Santa Cruz foi mais uma atuação de futebol tico-tico, de muito toque de lado e pouca finalização. Ao final, o Santa ainda teve as melhores chances de marcar. O time de Roger Machado merece as críticas.

Contra América e Santa Cruz, duas equipes que vivem no Brasileirão para não cair, o Grêmio não foi capaz de marcar um mísero gol. Se fosse competente, seria líder isolado. Como gosta de afinar e se protege em entrevistas recheadas de desculpas, tem sua posição no G-4 ameaçada. Falta espírito vencedor ao clube na gestão de Romildo Bolzan.

É urgente que nosso treinador repense algumas peças ou modelos. Negueba foi uma negação de novo. Perdeu chance impressionante. Bolaños acertou a trave e o reforço indicado por Roger conseguiu errar a cabeçada com a goleira vazia. Ficou claro que é ilusão esperar que Negueba substitua Giuliano. Sua boa jornada contra o São Paulo foi um ponto fora da curva. A direção está devendo um reforço.

Douglas se arrastou de novo, Pedro Rocha mostrou que não pretende ser titular, pois acumulou a segunda atuação sem sal em sequência. Henrique Almeida só brigou, Bolaños segue devendo e Lincoln entrou e nada de útil produziu. Wallace Oliveira e Marcelo Oliveira não auxiliam no ataque e sofrem na defesa.

O Grêmio mais uma vez pecou por ensebar demais. No primeiro tempo, o goleiro rival não fez uma única defesa complicada. Um festival de toques de lado e tabelinhas inúteis. Na etapa final, na rara vez em que houve um lance de linha de fundo, Douglas quase marcou. É proibido ir ao fundo cruzar? É proibido chutar da entrada da área?

Uma equipe que pretende vencer deve finalizar, deve decidir o lance. Mas o Grêmio prefere ficar tocando sem pressa. O tempo passa, o adversário se fecha e nada acontece. Para piorar, a bola parada não existe.

Com seu desempenho recente, o Grêmio galopa para o meio da tabela, galopa na direção oposta à do título. Passou da hora de cobrar Roger, que tem méritos e defeitos em seu trabalho. Qualquer técnico que empate com América e Santa Cruz precisa ser cobrado. A zona de conforto mata qualquer chance de título do Grêmio.

 

Grêmio pegou um adversário perigoso na Copa do Brasil

02 de agosto de 2016 59

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Levando em conta elenco, folha de pagamento e desempenho no Brasileirão, o Grêmio seria franco favorito para eliminar o Atlético-PR na Copa do Brasil. Pelo histórico do time de Roger Machado em mata-mata, trata-se de um confronto aberto.

O Grêmio não teve o sorte de São Paulo (Juventude), Palmeiras (Botafogo-SP) e Inter (Fortaleza) no sorteio das oitavas de final da competição. Também não teve o azar do Corinthians, que pegará o Fluminense. O rival tricolor é perigoso e forte em seu estádio.

O torcedor gremista tem o direito de olhar cabreiro para o duelo com o Furacão. O histórico recente joga contra. No Brasileirão em curso, o Atlético venceu o Imortal sem sofrimento por 2 a 0 na Arena Baixada. Em 2013, o mesmo Atlético tirou o Grêmio da final da Copa do Brasil. E a equipe de Roger luta contra um retrospecto fraco em mata-mata.

Ano passado, tínhamos mais time e fomos derrubados pelo Fluminense na Arena. Fred com um joelho baleado saltou livre no meio da área e marcou o gol que nos tirou da Copa do Brasil. Em 2016, houve a proeza da eliminação para o Juventude na semifinal do Gauchão, seguida do totó que o Rosario Central nos aplicou na Libertadores.

Nos quatro reveses recentes que citei em mata-mata (CB 2013 e 2015, Gauchão e Libertadores), o Grêmio não marcou gol fora de casa. Eis um problema grave a ser resolvido. Para eliminar o Furacão, é salutar estufar as redes no Paraná.

Entre agosto e setembro, a esquadra de Roger terá a possibilidade de começar a reescrever sua história em mata-mata. Eliminar o Atlético-PR de Paulo Autuori, uma equipe bem ajustada, será um primeiro passo. Se souber se impor e não afinar, o Grêmio tem condições de classificar sem sofrimentos. O torcedor aguarda ansioso por uma demonstração de força deste elenco.

 

 

 

Grêmio mostra ao torcedor que não pretende ser campeão brasileiro

31 de julho de 2016 98

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

O Grêmio mostrou que não está afim de ser campeão brasileiro. Parece ficar contente em disputar outra vez um lugar no G-4. É o recado depois de um empate constrangedor com o lanterna América-MG. A postura tricolor foi de conformismo total.

Em Minas Gerais, o Grêmio empatou com uma equipe que tinha oito pontos em 48 disputados, que vinha de sete derrotas consecutivas (tendo levado um sacode em casa do Santa Cruz) e que foi goleada na Copa do Brasil por 4 a 1 pelo Fortaleza, um time da terceira divisão.

Cabe ao torcedor ficar muito irritado e decepcionado. Era uma rodada para mirar o topo da tabela. Com a derrota do Palmeiras, bastava vencer um virtual rebaixado para igualar o novo líder Corinthians. Pois vimos um time lerdo e molenga em campo. Agora, o Grêmio olha o retrovisor. Foi ultrapassado pelo Santos, caiu para quarto e vê Galo e Flamengo se aproximarem.

É difícil aceitar um desempenho tão opaco em uma partida na qual o América chegou a pressionar o Imortal. Um time que pretende ser campeão ignora os desfalques e vence, nem que seja por 1 a 0, um lanterna de campanha sofrível.

Aquela atuação vibrante contra o São Paulo não se repetiu. Douglas, que fez uma baita partida uma semana antes, apenas trotou. Negueba, que estreou bem como titular no domingo passado, foi uma negação, repetiu a média de sua carreira. E Bolaños não transforma em gol o investimento milionário do clube em sua contratação.

O equatoriano passou em branco de novo. Duas vezes a bola do jogo caiu em seus pés. Errou em ambas, uma para fora e outra na trave. Eram lances complicados, mas Bolaños custou uma fortuna justamente para converter chances difíceis. Por ora, ele repete Vargas – selecionável, caro, badalado e pouco eficiente.

O tropeço também passa por uma irresponsabilidade de Edílson. Em um carrinho besta, tentando uma balaca típica de boleiro de várzea, o lateral levou o merecido vermelho e tirou qualquer chance de abafa no final. Ele merece ser multado pela direção.

Enfim, é difícil digerir uma oportunidade perdida de brigar pela liderança. O Grêmio de Roger Machado se repete: vacila em momentos decisivos. É assim desde que o técnico assumiu a casamata tricolor, há mais de um ano. Como torcedor, tenho de nutrir a esperança e cobrar a mudança nesta sina.  Por ora, fica a cristalina impressão da falta de ambição tricolor.