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Grêmio mereceu a derrota no Paraná

26 de junho de 2016 58

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Foi uma atuação decepcionante. O Grêmio mereceu a derrota por 2 a 0 para o Atlético-PR. Marcelo Grohe evitou o fiasco em uma tarde de futebol tico-tico.

Pep Roger Machado escolheu os bruxos e morreu abraçado neles. Ramiro e Bobô foram opções, diante dos desfalques, apenas para o nosso treinador. Jaílson joga mais do que Ramiro, mas parece haver uma cláusula no estatuto tricolor que torna Ramiro a opção eterna de todo treinador.

Ramiro, como era esperado, pouco rendeu e ainda foi expulso no fim. Bobô, como era esperado, pouco rendeu e viu André Lima meter um golaço. O Guerreiro Imortal joga mais do que Bobô, uma das paixonites de Roger.

Para encaixar Bobô no time, em virtude da ausência de Douglas, Roger recuou Luan. Repetiu os erros de Gauchão e Libertadores. Roger não aprende com os próprios erros. Luan vai bem de falso 9, perto da zona de definição dos lances. Longe, vira um ciscador.

O torcedor perde a paciência com Roger, paparicado por falar manso e citar os tais conceitos modernos de futebol. Não vejo modernidade em Bobô e Ramiro, não vejo modernidade em entrar na roda para um time inferior tecnicamente.

As lesões também entram na conta, atrapalham o Grêmio, que entra a semana do Gre-Nal fora do G-4. Eis uma semana para vencer adversidades. Para facilitar, será fundamental Roger rever algumas escolhas.

Grêmio deve ir a Curitiba sem o discurso do ponto fora

24 de junho de 2016 31

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

O prejuízo da derrota em casa terá de ser compensado contra o Atlético-PR. Para tal, o Grêmio precisará abandonar o discurso irritante do pontinho fora. É uma mania que atrasa o clube, uma mania que contribui para a década e meia de insucessos. Quero o Grêmio sedento pela vitória em Curitiba.

Em sua gestão, Romildo Bolzan não conseguiu se desvencilhar do conformismo do empate fora. Roger Machado idem. Além de romper com a cultura do pontinho, o Grêmio carece de ajustes defensivos.

O time se entrega, encurta espaços, troca passes com desenvoltura, tenta envolver o adversário, marca gols, mas entrega pontos em falhas de equipe de colégio. A bola aérea é um exemplo. Mais uma vez vazou contra o Vitória.  Nem Geromel se salva, pois a defesa também fura em cruzamentos quando ele está em campo.

Nosso técnico, depois de um ano de casamata azul, dá sinais de que jamais conseguirá resolver a sangria pelo alto. Estou prestes a desistir de esperar de Pep Roger eficiência neste quesito. O tempo passa e nada melhora. Não adianta vir com frases bonitas e conceitos à Paulo Autuori, o fato é que um time de freiras cabeceia na área tricolor.

Neste contexto, o principal reforço para o domingo é a ausência de Bressan. Ano a ano, o rapaz demonstra não ter condições de jogar no Grêmio, caminho repetido por Fred, reforço indicado por Roger. Pois a direção insiste em manter Bressan no elenco. E nosso treinador manda o guri pro jogo. Vai morrer (de novo!) abraçado nele.

É a falência da categoria de base quando não se consegue revelar um mísero zagueiro ligeiramente melhor do que Bressan e Fred. Já a fábrica de volantes segue seu bem sucedido ritmo industrial. Que corre o risco de esbarrar na paixonite eterna pelo esforçado e limitado Ramiro. Em poucos jogos, Jaílson demonstrou ter mais potencial do que Ramiro, que anda esquentadinho. Logo, o jovem deve ser o companheiro de Walace.

O Grêmio tem aspectos a corrigir para seguir entre os líderes do Brasileirão. Vetar Bressan, aprender a se defender na bola aérea, emplacar Jaílson no meio e, principalmente, romper com a cultura do pontinho fora.

 

Grêmio tropeça nos próprios erros e na arbitragem

23 de junho de 2016 66

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

O Grêmio conseguiu a proeza de perder em casa para o Vitória. Derrota na conta de uma zaga abaixo da exigência do clube, da arbitragem e de um erro grosseiro de Luan no fim do jogo. Com tal combinação, ninguém vence.

Sandro Meira Ricci operou o Grêmio, que nada pode fazer, além de resmungar. O homem do apito inventou um pênalti de Bressan, deu o segundo amarelo e expulsou o zagueiro. O Vitória abriu 2 a 0. A falha bizarra de Ricci tirou o equilíbrio e matou as chances de reação.

Árbitro de Copa do Mundo, Ricci apitou como juiz de jogos estudantis. É muito ruim ou estava mal intencionado, já que o lance ocorreu na sua frente. Ainda vale lembrar que Kieza cometeu falta em Bressan no primeiro gol.

O prejuízo causado pelo apito torto é ampliado pela falta de qualidade do Vitória. Com um a menos, o Grêmio descontou, criou chances e só não empatou porque Luan fez o mais difícil: arrancou sem marcação por muitos metros e bateu para fora. Seria um empate épico, digno de um time que lutou até o final.

Luan quis enfeitar, tentou um toque bobo por cima, quando deveria concluir com força e rasteiro. Faltou sangue frio ao nosso melhor jogador, que falhou na hora decisiva. Luan tem crédito, já garantiu preciosos pontos no campeonato.

Alvejado pela arbitragem, com Luan errando a bola capital, o Grêmio também padeceu pelos erros lá atrás. A direção fez força em 2016 para rasgar o ano ao montar um elenco com Fred e Bressan como zagueiros reservas – Fred era titular há meses. Gauchão, Primeira Liga e Libertadores se foram em falhas de um sistema defensivo sem banco. O Brasileirão caminha para o mesmo destino.

A ausência de Bressan na próxima rodada pode ser considerada um reforço. No pênalti, Grohe confirmou que não tem vocação para defender cobranças. Levou um gol defensável. Depois, evitou o pior com intervenções difíceis em lances cara a cara.

Em suma, é uma derrota difícil de engolir diante da fragilidade do adversário. No primeiro teste sem Geromel, Wallace Reis e Maicon, falhamos. Teremos de buscar pontos fora de casa, uma missão sempre difícil para um clube que adora comemorar empates longe de seu estádio.

Vamos dar um voto de confiança ao elenco

21 de junho de 2016 29

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Vamos dar um voto de confiança ao elenco. É o único caminho depois das devastadoras lesões que desmontaram a espinha dorsal tricolor. Chorar não vai adiantar. Nossa missão é apoiar quem entrar em campo.

Geromel, Wallace Reis, Maicon e Bolaños. São quatro desfalques de peso até o Gre-Nal. Ou seja, no momento em que persegue a liderança, o Grêmio perde jogadores importantes. Brasileirão exige elenco, e grupo tricolor será deveras testado.

Do quarteto, o que mais deve fazer falta é Geromel, responsável por segurar uma defesa ainda instável. Será um teste para cardíaco encarar as próximas rodadas com Bressan e Fred na zaga, mas coração de gremista é bem treinado.

A ausência de Maicon reduz a qualidade do passe. Gostaria de ver Jaílson ao lado de Walace, mas creio que a opção de Roger Machado será por Ramiro, um coringa de muito empenho e capacidade técnica limitada.

No ataque, já nos acostumamos à ausência de Bolaños. Quebrado por William, foi para a sua seleção e se machucou de novo. Luan comanda o time, supre a carência pela falta do principal reforço da temporada.

Já vivemos o filme de Bolaños com Vargas. Reforço caro, salário alto, que defendia sua seleção, fazia gols e sofria com lesões. Espero que esse repeteco pare por aqui.

É importante ter Bolaños em alta performance em meados de julho, diante da provável convocação de Luan para as Olimpíadas. O equatoriano terá de assumir o protagonismo que Luan exerce. É fazer valer o investimento milionário.

Apesar do voto de confiança ao grupo, defendo a busca de, ao menos, mais uma zagueiro. E defendo uma auditoria na preparação física. É lesão muscular demais para ficar na conta do azar.

Luan é um dos melhores jogadores do Brasileirão

19 de junho de 2016 56

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Luan comandou mais uma vez o Grêmio. Deixou o seu, foi decisivo no segundo gol e ainda acertou a trave na vitória por 2 a 0 sobre o Cruzeiro. Até o momento, superadas nove rodadas, Luan está entre os melhores nomes do Brasileirão.

Com cinco gols no campeonato e bom desempenho de garçom, Luan ganha destaque nacional. Na Arena, só confirmou o bom momento. Em uma noite fria, o Grêmio venceu com justiça. Foi sempre melhor do que o fraco Cruzeiro, novo lanterna. O Imortal segue colado nos líderes e faz o próximo jogo em casa.

O time errou muitos passes no primeiro tempo, não conseguia criar, até Luan chamar a responsabilidade. Arrancou a dribles e mandou no pé da trave. Logo depois, escorou de cabeça o cruzamento açucarado de Everton. Na volta do intervalo, Luan bateu forte de longe e Douglas completou de peixinho.

O único susto veio no pênalti cometido por Marcelo Oliveira e marcado com atraso pelo árbitro. Arrascaeta isolou e nos tranquilizou. O pênalti, por sinal, relembra o lance contra o Flu, quando fomos prejudicados em lance similar, sendo que Henrique estava longe do batedor, diferentemente de Oliveira. Falei na oportunidade que a falta de critério prejudica o equilíbrio do Brasileirão.

Voltando ao Cruzeiro, perdemos três jogadores com problemas musculares no mesmo jogo. Quem entrou, foi bem. As lesões, que já ocorreram contra o Galo, preocupam. É provável que contra o Vitória, a zaga seja reserva. Será um desafio ao elenco. Brasileirão é assim mesmo: exige elenco, qualidade e superação.

Roger não resolve o problema crônico da defesa

16 de junho de 2016 83

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

A bola aérea defensiva é um problema crônico do Grêmio. O repeteco infindável das falhas custou a vitória em Chapecó. Roger Machado ajeita a peneira pelo alto, ou brigar pelo G-4 será lucro.

Levar dois gols pelo alto da Chapecoense não tem cabimento. Levar dois gols de Thiego não tem cabimento. O ataque rendeu, marcou três vezes, porém a defesa furou. E ficamos com um ponto. A liderança começa a se distanciar com tropeços bobos.

A bola aérea defensiva é uma das grandes decepções do trabalho de Roger, que já dura mais de um ano. Troca o parceiro de Pedro Geromel e segue a mesma tiriça. Kadu, Bressan, Fred ou Wallace. Tanto faz. Ocorrem falhas no posicionamento, na marcação ou na saída do goleiro. É um drama que nos eliminou no Gauchão, Primeira Liga e Libertadores.

Roger tem fama de estudioso do futebol. Pois deveria estudar como armar uma defesa pelo alto e, principalmente, como materializar isso no campo. A defesa furada na bola aérea impede o Grêmio de ser líder do Brasileirão.

Lá na frente, o ataque funcionou. Perdeu chances fáceis, mas deixou três marcas. Negueba teve estreia interessante, deu assistência. Se for mais eficiente do que Everton (o que não é difícil), ganhará espaço.

Uma das boas notícias foi volante Jaílson, que fez um bom jogo, marcou seu gol, mostrou potencial para crescer.

Passadas duas rodadas como visitante, o Grêmio terá de retomar fôlego em dois jogos em casa. Duas vitórias são fundamentais. A primeira sobre o Cruzeiro. Para tal, será fundamental estancar a sangria lá atrás.

Elenco tricolor é testado pelos desfalques

13 de junho de 2016 35

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Que o Brasileirão exige elenco,  todos já sabem. E o Grêmio testa o seu na quarta-feira, contra a Chapecoense. Fora de casa, ficou sem volantes experientes. Por ora, é provável que os garotos Kaio e Jaílson entrem em campo.

Quarta-feira será uma pedreira. Organizada, operária e com um centroavante em boa fase, a Chape irá para cima do Grêmio. Cabe ao Imortal, que terá a volta de Luan, acalmar o jogo, controlar o meio-campo e vencer.

Pouco ou quase nada se viu de Kaio e Jaílson até o momento, que devem entrar nas vagas dos suspensos Ramiro e Maicon. É difícil prever desempenho, antever se o meio-campo manterá o toque de bola envolvente das primeiras rodadas do Brasileirão.

As ausências tendem a exigir mais do elenco tricolor. O empate com o Fluminense foi o primeiro passo de uma sequência de sete jogos sem descanso em meio de semana. A maratona só se encerra no Gre-Nal, em 3 de julho. Até lá, esperamos estar com força máxima.

>> Próximos jogos
Chapecoense x Grêmio – quarta-feira
Grêmio x Cruzeiro – domingo
Grêmio x Vitória – quinta-feira
Atlético-PR x Grêmio – domingo
Grêmio x Santos – quarta-feira
Inter x Grêmio – domingo

Grêmio resiste ao Flu e ao apito

11 de junho de 2016 38

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

O Grêmio está de parabéns. Desfalcado e com um a menos, empatou fora de casa com o Fluminense, reforçado pelo árbitro. É difícil vencer quando o homem de preto lhe sonega um pênalti e expulsa um jogador por exagero.

A atuação tricolor merece o reconhecimento do torcedor. Compacto, trocando passes, abriu o placar quando já tinha 10 em campo e suportou a pressão até a parte final do jogo. Merecia ter vencido. Pela entrega e organização e para compensar o apito inimigo.

A falta de critério na arbitragem brasileira prejudicou o Grêmio duas vezes. Primeiro em um chute de longa distância, que encontrou o conforto do braço aberto do zagueiro Henrique, que estava dentro da área. Seria pênalti, mas André Luiz de Freitas Castro ignorou.

Cada árbitro apita o que bem entende nessas circunstâncias, o que gera injustiças. Você nunca sabe o que será marcado, uma ridícula incompetência da arbitragem nacional. Remunerados e passando por reciclagens periódicas, os homens do apito deveriam definir e aplicar critérios sem distinções.

Minha modesta opinião: foi pênalti. A batida foi de longe e, apesar do desvio, também de longe, havia tempo para Henrique guardar o braço. Contudo, ele o manteve aberto e só faltou agarrar a bola com a palma da mão.

A expulsão de Ramiro também foi um caso clássico de critérios difusos. De costas para o árbitro, Ramiro reclamou por achar que Edílson sofrera falta. Levou vermelho direto. Imagino que tenha falado algo para lá de grave ao árbitro para ele tomar uma decisão que influenciou no equilíbrio da partida.

Desde que se endureceu contra reclamações de jogadores, virou convenção que lances como o de Ramiro são punidos com cartão amarelo. Pois o cidadão do apito viu motivo para vermelho. Por mais que Ramiro tenha falhado ao reclamar, foi um exagero. Ao longo do Brasileirão, jogadores falarão barbaridades aos árbitros sem o vermelho como punição.

O critério mandou abraços em Volta Redonda. Na etapa final, Marcos Jr gritou e esbravejou na cara do árbitro e nada ocorreu. Mais tarde, empatou o jogo, seguiu tendo chiliques e ganhou um amarelo. A linha dura só serviu para Ramiro. Ou seja: o senhor Castro errou e foi injusto.

Que o empate sirva para manter o brio tricolor em alta. Jogamos bem, lutamos contra o Flu e mais um. A campanha é boa, temos condições de brigar lá no alto.

Negueba precisa aprender a fazer gols

07 de junho de 2016 62

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Com um ataque que insiste em perder chances fáceis, o Grêmio buscou um reforço que, desde 2011, marcou oito vezes. Difícil entender a aposta em Negueba, velocista que terá de aprender com a camisa tricolor a guardar os gols que nunca guardou.

Espero estar errado, mas não consigo imaginar que um atleta de 24 anos, quem nem sequer era titular absoluto no Coritiba, vá acrescentar grandes coisas ao ataque tricolor. Em 2016, Negueba jogou 22 vezes (maior parte do glorioso Campeonato Paranaense) e marcou apenas uma vez. O Grêmio aposta na velocidade e na capacidade de dar assistências do rapaz. A conferir.

Roger Machado bancou a contratação do velocista revelado pelo Flamengo, que passou sem brilho por São Paulo e Coxa. A condição do negócio até foi interessante, por liberar o veterano Edinho, um volante que já mira o final da carreira. Roger é o pai da contratação, logo, receberá as cobranças ou louros pelo fracasso ou sucesso da indicação.

No momento, Negueba vira opção diante dos desfalques de Luan, Bolaños, Henrique Almeida e Pedro Rocha. O ideal é que esteja à disposição para o sábado, diante do Flu. Aliás, será dureza. Bobô, Everton e, quiçá, Negueba, não assustam ninguém.

Quando o Grêmio banca tais reforços, penso no trabalho da base, que, aliás, deixa a desejar. Para que serve a base, se é preciso buscar no mercado Negueba? Vale o mesmo para as laterais. Marcelo Hermes conseguiu se profissionalizar e disputa posição com Marcelo Oliveira. Na zaga, desde Léo não aparece um titular feito em casa. A base não conseguiu revelar um jogador do nível de Kadu ou Fred.

A base tricolor tem um trabalho interessante, revela jogadores, porém está aquém das necessidades do clube.

Luan é o cara do lance diferenciado

05 de junho de 2016 48

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Golaço! Luuuuuanel Messi! Luan! Luan! Golaço! Golaço!

Perdi a voz ao repetir tais palavras depois do chutaço de fora da área que garantiu a vitória do Grêmio sobre a Ponte Preta. Já estava emburrado com o empate inadmissível em casa, quando Luan, aos 49 do segundo tempo, matou a sobra da defesa e acertou o ângulo. Luan é o cara do lance diferenciado, Luan desequilibrou mais uma vez.

A euforia da vitória no minuto final me pôs a pular e a cantar sem parar. Sofrido, com uma dose de incompetência na pontaria e méritos pela persistência, o Grêmio arranca o Brasileirão entre os líderes. Em seis rodadas, soma os mesmos 13 pontos de Corinthians e Inter.

Apesar do ótimo começo, há espaço para melhoras. Nada de salto alto. O Grêmio sofreu sem necessidade diante da Ponte. Everton poderia ter pedido música no Fantástico. Conseguiu perder três chances claras de gol, a primeira inacreditável. Repito mais uma vez: os guris do Grêmio jamais estourarão se continuarem a perder gols fáceis. Vale para Everton e Pedro Rocha.

O Grêmio também sofreu para furar o bloqueio da Ponte no período em que teve um homem a mais. Foi quase um tempo todo de 11 contra 10 e apenas uma chance boa com Everton, depois de passe de calcanhar de Douglas. No mais, muito volume, toque de bola, chuveirinhos e cabeçadas fracas.  Bobô entrou e não produziu grandes coisas, como sempre.

Ao tentar uma boleiragem e deixar o cotovelo, Lincoln foi expulso de maneira idiota. A Ponte respirou, acertou a trave, porém o Grêmio seguiu rondando. Marcelo Hermes ficou de frente para o goleiro e acertou a orelha da bola, num lance de pelada de colégio. Difícil entender como alguns jogadores se profissionalizam. Já Luan é fácil de entender. Ele tem futebol de sobra.

O quarto gol do guri no Brasileirão o confirma como pilar do time tricolor, ao lado de Pedro Geromel, na arrancada do Brasileirão. Logo, Luan fará falta contra o Fluminense, já que está suspenso. Difícil encontrar um substituto.