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Hora de voltar a vencer na Arena

07 de março de 2015 7
Mamute ganha nova oportunidade no ataque. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Mamute ganha nova oportunidade no ataque. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui | @guilhermemazui

Chegou o dia de voltar a vencer em casa. O Caxias terá de ser derrubado na Arena.

Há três jogos contra equipes do Interior o Grêmio não marca gols na Arena. Sem gols não há vitória. Assim, Xavante e Veranópolis nos venceram, enquanto o Juventude levou um empate. Isso é inadmissível para uma equipe com a grandeza da nossa.

A atuação do Gre-Nal deixa a impressão de melhora, que precisa ser comprovada. A tendência é de um Caxias fechado, ou seja, o Grêmio terá de furar uma barreira, algo que costuma ter dificuldades. Um novo tropeço e a paciência da torcida vai estourar.

Sem Braian Rodríguez, Mamute volta a ter uma chance no ataque. O guri foi bem no Gre-Nal, mas todos sabem que o ataque vive de gols. E que o ataque do Grêmio praticamente não tem feito gols. Nosso time tem oito jogos no Gauchão, sendo que em quatro não balançou as redes. Há dois jogos ninguém comemora gols.

O torcedor aguarda ansioso pelas melhoras. É um fiasco estar fora do G-8 do Gauchão. Esperamos que o Imortal comece a despertar neste sábado na Arena.

Arena: será preciso maior responsabilidade com as contas

15 de outubro de 2014 40
Gestão da Arena está "próxima". Foto: Omar Freitas

Gestão da Arena está “próxima”. Foto: Omar Freitas

Por Guilherme Mazui

Fábio Koff lançou um torpedo na testa da oposição. Às vésperas da eleição presidencial, decidida no voto do sócio, anunciou o acordo para o Grêmio assumir a gestão da Arena, sonho acalentado pelos gremistas. Uma conta grande a pagar, que vai exigir maior zelo com os gastos do clube, algo nem sempre respeitado no futebol.

Eis um negócio próximo do desfecho, mas ainda em aberto. Um negócio que, aparentemente, será bom para o clube. A OAS, por suas vez, não fala. Por isso, é bom manter a pressão da torcida para um desfecho célere da negociação.

Candidato de oposição, Homero Bellini Jr reclama – e com razão. Da forma como foi anunciado, tudo parece “próximo”. Próximo não é realidade, não é fato concreto. Admiro o presidente Koff,  multicampeão, porém, excelente com artimanhas eleitorais. Estou aguardando o tal homem do cofre. Alguém o viu por aí? Ou perderam a chave?

O contrato não está preto no branco, nem sequer foi redigido. A previsão é de que o acordo esteja apto para ser votado em 30 dias no Conselho Deliberativo. Em um país desacostumado a cumprir prazos, alguém acredita que em 30 dias estará tudo resolvido? Ficarei satisfeito se até dezembro a questão estiver concluída.

Tenho um ar de São Tomé no caso Arena. Sou cético, acho difícil a banca de advogados da OAS, que vai revisar cada vírgula do contrato, liberar o acordo tão rápido. Mais: virão polêmicas dentro do conselho, é possível que a política interfira na aprovação. Se a torcida quer um desfecho rápido, é bom pressionar.

O negócio parece bom. Digo parece, porque só bebemos das fontes divulgadas pela diretoria, que jamais falaria mal de um acordo costurado por ela própria há dois anos. A negociação também serve de escudo para o desempenho mediano dentro de campo. Como ainda não foi redigido, ninguém teve acesso ao novo contrato para poder tirar suas conclusões.

O custo da Arena fica na casa dos R$ 360 milhões, parcelados em um carnê de 20 anos, a partir de 2016. Serão seis parcelas anuais de R$ 24 milhões e outras 14 de R$ 15,4 milhões. Aumento considerável nas despesas do ano, é como se a temporada pulasse de 13 para 18 folhas de pagamento.

Achei muito bom o fato de o financiamento junto ao BNDES continuar com a OAS. Em tese, o Grêmio poderá colocar a mão no caixa da Arena, terá fluxo. Algo excelente, mas que exige zelo com o uso do dinheiro, um planejamento mais profissional. Será um desafio institucional programar a temporada com capacidade de pagar as parcelas e ainda formar um bom time. Os próximos 10 presidentes assumirão a responsabilidade de quitar a conta da Arena.

A intenção de, enfim, fazer o check-in dos sócios, também agrada, pode aumentar o faturamento (a estimativa é de  R$ 40 milhões anuais) e a média de público, que bate nos 25 mil espectadores. Atualmente, em média há sempre 30 mil lugares vago no estádio, é possível fazer uma reforma agrária em alguns locais da Arena, tamanho o espaço vazio. O estádio precisa rugir, precisa bater sempre nos 40 mil torcedores.

A diretoria fala em aluguel de espaço para eventos e na venda do naming rights. Duas coisas com as quais sou cético. Não é bom contar com esse recurso na programação do ano. Koff também projeta dobrar a receita do quadro social de R$ 55 milhões para R$ 110 milhões, número que considero otimista demais. O desempenho de campo vai trazer novos sócios. Sem títulos e boas equipes, será uma luta manter o volume do atual quadro.

Bueno, parece que um desejo acalentado há dois anos está próximo de ser atendido. Próximo é quase, e quase não é fato consumado. Próximo é chegar na semifinal, não é conquistar o título. Assinado o acordo, virá o desafio das contas, do planejamento financeiro. Se for exitoso na gestão, o Grêmio entrará em um novo patamar como clube.

Pelo amor do nosso gremismo, vamos lotar a Arena!

01 de outubro de 2014 32
Sábado para 50 mil pessoas na Arena. Foto: Ricardo Duarte

Sábado para 50 mil pessoas na Arena. Foto: Ricardo Duarte

Por Guilherme Mazui

Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena.

Eis um mantra que precisa ser repetido por cada gremista, seja sócio ou não. Não há desculpa para cadeiras vagas no sábado, para clarões no meio da arquibancada. Grêmio x São Paulo é confronto direto pelo G-4 do Brasileirão, é jogo vital para nossas pretensões.

A administração da Arena prevê 44 mil torcedores. Mediano. Quero mais de 50 mil gremistas (como pediu Felipão), de preferência 55 mil. É jogo para estabelecer recorde, para fazer o estádio rugir. Imploro aos sócios para que invadam a Arena. Nada de ficar em casa, torcendo pela TV.

O Grêmio precisa abafar o São Paulo, um dos melhores times do campeonato. Será difícil conter a linha de frente paulista, um desafio à nossa defesa invicta há oito jogos. Será um jogo de detalhe, tenso, pegado, diante de um rival qualificado, capaz de liquidar o jogo em um contragolpe. O empurrão das arquibancadas pode ser decisivo, temos de emparedar o São Paulo.

Quando clama por casa cheia, Felipão acerta. Ele não está disposto apenas a recuperar a aura guerreira dentro de campo. Ele também quer restabelecer a cumplicidade arquibancada-time, ressuscitar a fumaceira, fazer da Arena um recinto tão temido quanto foi o velho Olímpico. E o torcedor precisa ajudar.

Se nas barbas do G-4, com sequência de bons resultados, não conseguirmos lotar o estádio, é melhor desistir, quem sabe fechar o anel superior. Quero um caldeirão, não um teatro. Temos o dever de ocupar cada palmo das arquibancadas da Arena, criar um verdadeiro caldeirão azul.

Repitam comigo e materializem a cena no sábado: lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena.

Com pegada, mas eficiente

23 de agosto de 2014 32
Time de Felipão precisa acertar o pé. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Time de Felipão precisa acertar o pé. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Ainda estou a remoer os gols perdidos contra o Cruzeiro. E enquanto tento me conformar, já surge o Corinthians no caminho tricolor. Ótimo. No futebol, as frustrações são esquecidas no campo. E o Grêmio de Felipão precisa jogar.

A derrota em Minas Gerais deixou importante lição, vital no jogo deste domingo na Arena. É preciso ter a pegada característica do gremismo, porém vibração é apenas um dos componentes que nos levam à vitória. Só vontade não basta. As máquinas dos anos 90 mordiam e jogavam. Além da pegada, temos de ser eficientes.

A fórmula terá de se materializar em campo diante de um adversário duro, com um elenco melhor do que o nosso: Cássio, Fagner, Gil, Elias e Jadson seriam titulares do Grêmio, por exemplo. O Corinthians oscila boas e más atuações, contudo, tem padrão definido e habita o G-4, rotina nas equipes de Mano Menezes em Brasileirões. A estratégia compacta e chegadora de Felipão se faz necessária neste domingo.

Terceiro colocado no campeonato, o Corinthians lembra o Imortal nas virtudes e defeitos. Tem uma defesa mais forte do que o ataque – o 5 a 2 sobre o Goiás foi exceção na temporada. Por sinal, o Grêmio encara o grande paredão do país, a única equipe que levou menos de 10 gols no Brasileirão (nove).

O fato de enfrentar a melhor defesa do campeonato só reforça a necessidade de ser eficiente. Barcos pode voltar, quem sabe ajude lá na frente. Repetir o desperdício do Mineirão é atrair a derrota. É provável que tenhamos pouca chances, portanto, nosso ataque curupira precisa urgentemente acertar o pé.

Repito o mantra: queremos um Grêmio com pegada, mas eficiente.

Fellipe Bastos é titularíssimo

17 de agosto de 2014 73
Fellipe Bastos foi muito bem na Arena. Foto: Ricardo Duarte

Fellipe Bastos foi muito bem na Arena. Foto: Ricardo Duarte

Por Guilherme Mazui

Fellipe Bastos foi o melhor em campo na boa vitória sobre o Criciúma, 2 a 0. Fez algo raro para um volante tricolor nos últimos tempos: marcou com intensidade, conseguiu roubar bolas, trocou passes curtos e, o que considero um avanço, acertou lançamentos. Ajudou a tornar mais vertical um Grêmio que apresentou melhoras.

A boa atuação no Gre-Nal e o partidaço contra o Criciúma garantem a condição de titular a Fellipe Bastos. O volante é uma escolha de Felipão, que começa a acertar a mão, que consegue, aos poucos, dar sua cara ao time. Bastos, um refugo do Vasco, tem a cara de jogador renegado que Felipão sempre soube fazer render.

Confira a tabela de classificação do Brasileirão

Resmunguei com a escalação antes do jogo, em especial pela ausência de Giuliano (que entrou sem brilho e perdeu um gol feito) e pela volta da trinca de volantes. Pois Felipão acertou. Inclusive, joguei a toalha: o Grêmio fica melhor com um trio de volantes do que com um trio sonolento de meias (com as mais variadas escalações), que pouco marca e pouco cria, que passa a tarde a trocar passes sem apetite de gol.

Neste contexto, Fellipe Bastos qualifica o trio de volantes. É diferente da formação antiga com Edinho, Riveros e Ramiro. O novo titular passa melhor e conseguiu municiar o ataque. Avançou junto com Riveros em muitos lances, tendo Ramiro mais recuado (penso que Wallace faz melhor essa função). Espero que Fellipe Bastos consiga manter a performance.

Felipão pediu alma e teve um time aguerrido, liderado por Rhodolfo na defesa. E, além de alma, o Grêmio teve uma postura mais vertical, sem aquelas trocas de passe intermináveis e modorrentas. Luan teve uma jornada mais feliz, marcou gol. Ainda pode melhorar.

A equipe usou a velocidade de Dudu,autor do passe que resultou no pênalti em Lucas Coelho, que, por sinal, aproveitou bem sua oportunidade. Atacante emergente vira titular por entrar e fazer gols, como Lucas fez em um lance de pura personalidade, ao optar por um chute, quando o melhor seria um passe. Mérito seu.

Outro acerto de Felipão foi a escolha de Zé Roberto na lateral-esquerda. Aos 40 anos, Zé joga mais do que Breno e Marquinhos Pedroso. Discreto, acertando passes e colocando os guris para correr, parece ser mais útil ali do que no meio-campo. Já Matías Rodriguez foi discreto no apoio e teve dificuldades na marcação. Pelo visto, volta Pará.

Apesar dos devidos descontos em virtude da qualidade do Criciúma, um postulante ao Z-4, gostei do Grêmio. O mesmo Criciúma complicou São Paulo e Cruzeiro. Agora, teremos duas pedreiras pela frente, Cruzeiro fora de casa e Corinthians na Arena. Dois jogos que darão mais clareza sobre o real nível do time.

Em suma, gostei do que vi na Arena. O Grêmio começa a ter a cara de Felipão.

Segurem Luan

05 de junho de 2014 73
Luan desperta interesse europeu. FOTO: Fernando Gomes

Luan desperta interesse europeu. FOTO: Fernando Gomes

Por Guilherme Mazui

Leio que o Grêmio pensa em vender Luan, valorizado depois das belas atuações com a seleção sub-21 no Torneio de Toulon, na França. Será um tiro no pé para um clube que pretende envolver o torcedor na compra da gestão da Arena.

Para um clube que anda com dificuldade de bancar a folha de pagamento, a venda de uma promessa colocaria o caixa em dia. As sondagens indicam que Luan pode sair por 12 milhões de euros, cerca de 37 milhões. O Grêmio, dono de 70% do passe, quer 15 milhões de euros, algo em torno de R$ 46,5 milhões.

Pensando só no bolso, seria ótimo vender o guri. Contudo, partirá o raro sopro de qualidade do meio e ataque do Grêmio. Partirá o único jogador capaz de um drible inesperado, de uma assistência açucarada, de uma arrancada para o gol. Ficaremos soterrados na mesmice das últimas rodadas do Brasileirão.

A venda também terá reflexo no ânimo dos gremistas. Ficará mais difícil convencer o torcedor a colocar dinheiro na campanha que pretende, em junho de 2015, ter o controle total da Arena.

O Grêmio estuda criar cotas de contribuições, com valores variados e contrapartidas proporcionais, a fim de auxiliar na busca do dinheiro. Acredito que um time competitivo é fundamental para incentivar a participação.

Nesta linha de raciocínio, acredito que vale a pena segurar Luan por mais um tempo. Ele é jovem, tem bola para protagonizar importantes feitos com a camisa tricolor. E vocês, amigos? Preferem passar o guri nos pilas ou mantê-lo no clube?

Uma operação que exige frieza

02 de junho de 2014 88
Operação para ter gestão total da Arena. FOTO: Omar Freitas

Operação para ter gestão total da Arena. FOTO: Omar Freitas

Por Guilherme Mazui

Fábio Koff deflagrou a “Operação Grêmio”. Quer assumir o controle total da gestão da Arena em um ano, ou seja, junho de 2015. Para tal, terá de compensar a OAS. Vai custar uma fortuna. Para não chorar depois, é fundamental ser frio e estudar bem as condições do negócio. Como diz a música, “muita calma nessa hora”.

O discurso a favor do controle da gestão da Arena usa tom nacionalista, mexe com o brio da nação tricolor. Sentimento bom por reforçar o orgulho pelo belo estádio que construímos, mas perigoso diante de uma operação de centenas de milhões de reais. De nada adiantará gerir a Arena se a situação financeira continuar ruim, se os custos inviabilizarem o futebol. Temos exemplos catastróficos em nossa história (ISL) que transformaram animação em tragédia.

Para concretizar a Operação Grêmio, o clube e a OAS terão de convencer os bancos que financiaram a obra, mediante linha de crédito de R$ 210 milhões do BNDES, a aceitar a troca. Na prática, o Grêmio ou um eventual novo parceiro assumirão as prestações. E terão de compensar a OAS.

Algumas estimativas indicam que a operação pode passar dos R$ 475 milhões. Números, a esta altura do campeonato, são especulações, chutes. Contudo, é certo que será caro, é certo que não há dinheiro no clube para bancar tal empreitada. Atualmente, anda difícil pagar a folha. Vamos precisar de um parceiro, disposto a investir e lucrar logo adiante.

Ninguém colocará tanto dinheiro em uma operação por benemerência. Logo, teremos parcelas de financiamento e dividendos com o possível parceiro, além de eventuais prejuízos e gastos em melhorias no estádio. O possível sócio deve oferecer a gestão do complexo, deixar a direção com acesso à bilheteria para ter fluxo de caixa, porém, vai querer receber. Por isso, o cuidado redobrado. Se pretende encerrar a parceria com o OAS, o Grêmio precisa analisar com frieza, pois, do contrário, só mudará o CNPJ do problema.

Uma saída para viabilizar o pagamento do empréstimo é apelar para vaquinha junto ao torcedor, em uma campanha capaz de mexer com a paixão, que inicie uma contagem regressiva, que desafie a massa a levantar o dinheiro em um ano, por exemplo. Somos 7 milhões de gremistas. Se 1 milhão investir R$ 100, teremos R$ 100 milhões, quase a metade do valor financiado. Os números podem ser maiores se bem captados, se o torcedor encontrar alguma vantagem direta (descontos, prêmios, ingressos, etc) no seu bolso ao contribuir. Agora, o time terá de ajudar. Futebol bola murcha, mediano, traz engajamento em nível proporcional.

Estamos sonhando, especulando, tentando mirar o futuro. No momento, fico feliz pela assinatura do aditivo no contrato da Arena e pela manifestação pública de entendimento entre clube e empreiteira. A OAS admite que gerir estádio não é sua praia, que as margens de lucro ficam abaixo do que uma empresa do seu porte está acostumada. O novo compromisso está blindado, qualquer mudança relevante dependerá da aprovação do conselho deliberativo. O aditivo reduz valores de migração, ajuda a melhorar o fluxo de caixa, pacifica a relação e obriga a direção a pensar mais no futebol, atividade fim do Grêmio.

Também fico feliz por ver os gremistas querendo abraçar a Arena de vez, assumindo o sentimento de posse, de pertencimento ao estádio. É nossa nova casa. Vamos cuidar para que a Operação Grêmio só traga alegrias.

 

Grêmio, torcida e OAS: é hora de dar as mãos

31 de maio de 2014 14
Todos juntos para ver a Arena dar certo. FOTO: Diego Vara

Todos juntos para ver a Arena dar certo. FOTO: Diego Vara

Por Caue Fonseca e Guilherme Mazui

Nós, gremistas, fomos surpreendidos pela notícia de que Grêmio e OAS, enfim, assinaram o aditivo do contrato da Arena. É uma excelente notícia diante da urgência de o Grêmio ajustar suas finanças. Mesmo assim, nos entristece mais uma vez assistir a um ato tão importante ser firmado em sigilo, a portas fechadas, sem transparência nas cláusulas firmadas. Todo gremista tem o direito de entrar no site do clube, baixar e ler o aditivo.

As informações ainda são escassas sobre o negócio. A migração baixa de R$ 43 milhões para R$ 12 milhões, número que será de R$ 15 milhões em 2015 e ficará em R$ 18 milhões a partir de 2016.  O clube receberá R$ 12 milhões, que serão usados na conclusão do CT do Humaitá e na instalação de sua área administrativa na Arena.

O Grêmio também terá direito a 2% sobre o valor de cada imóvel que for comercializado pela OAS na área do Olímpico e terá margem nas obras do Humaitá. Vai ajudar a pingar recursos no caixa, mas é algo pontual que vai quitar parte das dívidas acumuladas pelo clube com a parceira, que envolvem as transferências de recursos e outros gastos.

Permanece a dúvida sobre o que vai acontecer com os R$ 43 milhões de migração que deveriam ter sido pagos em 2013. A dívida some, é parcelada, é reduzida? E a questão do fluxo de caixa, do acesso à bilheteria, segue imprecisa. O Grêmio poderá girar grana com os recursos de cadeiras gold e gramado, o que já ajuda.

Em contrapartida, o clube é parceiro na divisão de eventuais prejuízos. No último balanço, a Arena apresentou rombo de R$ 42 milhões. Teria empatado se o dinheiro da migração saísse, mas, então, o Grêmio implodiria.

Falta transparência na questão. A OAS não faria um acordo para perder dinheiro, por isso, é preciso calma nas análises. O fato novo é o desejo da empreiteira em negociar sua parte no empreendimento. Viu que administrar um estádio lida com paixões, disputas políticas e tem um retorno mais baixo do que o esperado.

Acostumada com lucros altos, a OAS venderia sua parte para deixar de se incomodar. Contudo, a construtora mira a verba de TV do clube como pagamento, o que torna a tarefa impossível. O Grêmio só compra a totalidade da Arena tendo outro parceiro.

O Grêmio promete uma cerimônia para celebrar o aditivo na segunda-feira, sendo que o acordo foi fechado na quinta. Será representativo ver nosso presidente e o representante da construtora, sorridentes, cumprimentando um ao outro. Após o aditivo em si, outro contrato – simbólico, mas igualmente importante – poderia ser assinado e divulgado aos sócios. Um texto em que Grêmio e OAS se comprometem em unir esforços, em dar as mãos para tornar a Arena um sucesso tão imponente quanto o estádio em si.

A Arena é um estádio fora de série, bem como o seu potencial. Também é uma empreitada corajosa de um clube ambicioso. O Grêmio se antecipou a todo o país ao apostar em uma parceria em busca de um estádio rentável, abandonando as velhas estruturas que custavam milhares de reais a cada acendimento de refletores.

Só há méritos no projeto e nos ideais da Arena, as falhas estão na execução. Todo bom empreendedor sabe que um assento vazio significa dinheiro perdido. Nesse quesito, Grêmio e Arena – seja por má gestão ou simples má vontade de um com o outro – deixam de rentabilizar mais do que 30 mil lugares do estádio a cada partida.

Para o torcedor abraçar seu novo estádio e deixar de sentir saudosismo pelo querido Olímpico é preciso facilitar o acesso à Arena. Ideias simples podem ser implementadas.

Check out dos torcedores de assentos garantidos, por exemplo, para evitar aquela cena melancólica das cadeiras vazias à beira do campo, tão comum também nas arenas da Copa do Mundo. Se colocar o ingresso à disposição e ele for vendido, o torcedor é recompensado com um abatimento na mensalidade seguinte. Todos ganham.

Totens pela cidade para a venda de ingressos. Máquinas semelhantes às de check in em aeroportos ativadas tanto pelos cartões de sócios quanto pelos torcedores esporádicos, via cartão de crédito. A venda por impulso é estimulada, desburocratizada de cadastros em site, vouchers e outros mecanismos que afastam o torcedor em vez de seduzi-lo.

Hoje, partir do Centro de Porto Alegre até a Arena para um jogo às 22h é uma missão que exige do torcedor tempo ou custo incompatíveis a qualquer trabalhador. Ir até a Arena é uma saga. Não pode ser sempre assim. Que tal traslado ao estádio para sócios em dia? Ônibus que circulassem pela cidade conduzindo gremistas até o distante Humaitá?

São apenas três ideias. Muitas outras podem e precisam surgir para lotar 60 mil lugares por jogo. Junto a elas, um esforço conjunto – clube, construtora e prefeitura – em nome do entorno do estádio. Hoje, uma nave espacial ilhada de qualquer infraestrutura.

Nós, como torcedores passionais que somos, costumamos ser chatos com o Grêmio do goleiro ao centroavante. Mas é preciso reconhecer que o time merece acolhimento do seu torcedor. Se os títulos andam escassos, nunca nos faltou competitividade. Nos últimos 10 anos, estivemos em seis Libertadores. No longo e cansativo Brasileirão, em cinco campeonatos estivemos entre os quatro primeiros colocados e apenas uma vez na segunda metade da tabela. Nada justifica que não estejamos ocupando nosso estádio.

Se temos time e temos uma torcida apaixonada, nada mais adequado do que um lar que comporte essa paixão, resultando em sócios em dia e dinheiro em caixa. Encerrada a queda de braço, é hora de dar as mãos. Que a assinatura seja apenas um ponto de partida.

É preciso colocar as administrações de Grêmio e de seu estádio focados em fazer a Arena não apenas ser do Grêmio, mas para o Grêmio e seu torcedor.

Nossa casa. FOTO: Omar Freitas

Nossa casa é a Arena. FOTO: Omar Freitas

Depois do aditivo, que a Arena seja abraçada de vez

30 de maio de 2014 54
Aditivo da Arena foi assinado. FOTO: Omar Freitas

Aditivo da Arena foi assinado. FOTO: Omar Freitas

Por Guilherme Mazui

Enfim, foi assinado o aditivo da Arena. Após quase um ano do anúncio do acerto entre Grêmio e OAS, as partes finalmente mudaram termos do compromisso em vigor. Creio que a principal novidade, com impacto no caixa do clube, é a redução do custo anual de migração. Baixa dos atuais de R$ 43 milhões para R$ 12 milhões, subindo para R$ 18 milhões no futuro.

A reportagem de Zero Hora informa que o contrato foi celebrado na quinta-feira, de forma sigilosa. O clube receberá R$ 12 milhões para concluir o CT do Humaitá e a instalação da área administrativa na própria Arena. Outro ponto é o percentual de 2% sobre o valor de cada imóvel vendido pela OAS na área do Olímpico, que será implodido.

Fiquei feliz por saber que nosso estádio deixou de ser a garantia pelo empréstimo de R$ 275 milhões tomado pela OAS para realizar a obra. A empreiteira tem, como mostrou, outros imóveis para alienar. Caso o empréstimo não seja pago, evita uma eventual execução do estádio.

As notícias parecem boas, mas ainda faltam informações para termos clareza sobre o negócio. O Grêmio terá o sonhado fluxo de caixa? Se a Arena der prejuízo, o clube terá de auxiliar no pagamento da conta? Como o contrato é discutido vírgula a vírgula até o momento da assinatura e imperam cláusulas de confidencialidade, fica difícil saber o seu real teor. Quem garante que são as mesmas condições acertadas em junho de 2013?

Aqui, volto a criticar a falta de transparência no negócio Arena. Não vejo motivos para celebrar um contrato de forma sigilosa, sem anúncio para os sócios e torcedores, sem divulgação na página do clube. Creio, aliás, que a íntegra deste aditivo teria de ser publicada no site tricolor, para que cada gremista pudesse ler com calma e tirar suas próprias conclusões.

Como ainda pipocam interrogações, Caue e eu prometemos um post mais aprofundado sobre o aditivo.  Agora, a torcida maior é para que a assinatura do contrato termine com a guerra de versões entre as correntes políticas do clube, que o Grêmio abrace definitivamente sua nova casa.

Outro ponto positivo é o fim das desculpas para desempenhos medíocres no campo. Quando o time perde, sempre levanta uma voz dizendo que a situação da Arena atrapalha. Pois bem, espero que, a partir de agora, o Grêmio trate de vencer jogos, conquistar títulos. Sem desculpas. Nossa vocação é o futebol.

Vitória com as mãos de Marcelo Grohe

18 de maio de 2014 58

Por Guilherme Mazui

Temos de agradecer, bater palmas para Marcelo Grohe. Nosso goleiro foi soberano, teve uma atuação de gala na Arena. O Grêmio só derrotou o Fluminense, 1 a 0, porque teve uma jornada inspirada do seu camisa 1.  Três defesas com alto grau de dificuldade em um jogo em que o adversário teve 60% de posse de bola. Valeu, Grohe! Asseguraste nossa presença no G-4.

Grohe fez a defesa da rodada na cabeçada forte e para baixo de Fred, a poucos metros do gol. Feito gato, saltou e salvou com um tapa. Defesa com status de gol, em especial porque, em seguida, Werley deu passe açucarado para Rodriguinho bater cruzado e marcar. Na etapa final, a expulsão de Fred facilitou, sendo que ele foi bem expulso. Passou a tarde deixando braço na defesa e chateando. Fez dois lances para amarelo e já era. Batemos o Flu, elenco que tem condições de brigar lá na frente.

Com poucos reforços e ajustes, temos condições de brigar pelo título. Rodriguinho ganhou lugar no time, melhorou a bola parada, tenta assistências, marcou seu gol. Alán Ruiz ficou abaixo, longe da área de definição, sem condições de um arremate. Ele precisa ser mais intenso e arriscar outro posicionamento. Pará repetiu Pará, ou seja, muita transpiração e pouca inspiração. E Breno sentiu o penso do confronto, desperdiçou lances bobos, parecia assustado. A dupla Bressan-Werley foi bem.

Rodriguinho fez o gol da vitória. FOTO: Grêmio

Rodriguinho fez o gol da vitória. FOTO: Grêmio

Voltando ao que tivemos de melhor, Grohe desperta sentimentos opostos na torcida. Quem lhe defende, reage com força contra qualquer crítica. Quem o classifica como insuficiente, deseja vê-lo no banco ou longe da Arena. Considero Grohe um bom goleiro, ágil debaixo das traves, que tem aprimorado a saída pelo alto. Pode melhorar, mas está no mesmo nível dos arqueiros dos principais times do Brasileirão.

Falta um pouco de estrela ao camisa 1, fato que não é definitivo. Como diria o Caue, “o folclore termina quando acaba”. Victor era um goleiro pé frio (chamei-o assim muitas vezes) até 2013, quando se tornou um santo pegador de pênaltis pelo Atlético-MG. Findou a mística do goleiro amarelão.

Grohe pode tirar esse estigma que parte da torcida lhe atribui. O futebol permite desfazer impressões a cada 90 minutos. Atuações como essa, diante do Flu, mudam opiniões. E a sucessão das mesmas confirmam um novo status, o que nosso goleiro busca na temporada 2014. Aos poucos, creio que ele vai conseguindo. Ainda falta uma faixa, um título.

O arqueiro fechou a porta contra o Fluminense, time com defesa pior do que a nossa e ataque melhor. A diferença técnica, em especial nos trios de meias e centroavantes, ficou visível na posse. O Grêmio tentava chegar, porém, perdia a bola em seguida. Os cariocas trocavam passes rápidos e rondavam a área. Assim, tiveram as melhores chances.

Fred cabeceou para  baixo, Grohe operou milagre. Sóbis bateu de fora, buscando o ângulo a 99 km/h, e Grohe espalmou. No segundo tempo, Sóbis entrou sozinho, queimou cruzado e Grohe pegou. Grohe, Grohe, Grohe. Já o Grêmio, só teve uma chance clara no primeiro tempo, quando fez o gol, e uma escapada no segundo.

Após arrancar solitário no contragolpe, Barcos fez o que me tira do sério. Quando deveria ter ímpeto para avançar e concluir, perdeu velocidade e não chutou. Acertou o corte, momento de rolar para Rodriguinho, livre. Barcos chutou desviado. Perdeu o gol da tranquilidade, o gol que centroavante com salário acima dos R$ 500 mil é proibido de perder.

Logo, se criamos poucos e o rival exigiu três defesaças do goleiro, Grohe merece as palmas, o reconhecimento do torcedor. Só que a bola é ingrata. Contra o Botafogo, o camisa 1 será desafiado outra vez a comprovar sua qualidade. Avante, Marcelo! Avante, Grêmio!