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Posts com a tag "Barcos"

Com pegada e eficiente

25 de agosto de 2014 17
Sem firulas, Barcos guardou dois. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Sem firulas, Barcos guardou dois. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Falei no sábado que o Grêmio precisava preservar o espírito mordedor do jogo contra o Cruzeiro, mas que era vital, diante da defesa corintiana, encaçapar as poucas chances que surgiriam. Pois o Grêmio teve pegada e foi eficiente no ataque. Logo, venceu.

A principal diferença do time derrotado em Minas Gerais para o que venceu na Arena está nas chances convertidas. Em Belo Horizonte foram seis e nada de gols. Ontem, foram quatro claras, além de uma falta frontal. Duas bolas morreram nas redes.

E, neste contexto, destaque para Barcos, artilheiro da tarde, do Grêmio no Brasileirão e no ano e, desde ontem, maior goleador gringo da história do clube (36 gols). Barcos sintetiza a necessidade de ser eficiente. O Pirata teve três chances claras. Na primeira, como já cansou de fazer, resolveu enfeitar. Optou por dominar em vez de cabecear de uma vez. Errou. Nas outras duas, foi sem firulas, bateu firme, seco, com raiva. Marcou duas vezes.

Costumo criticar o argentino pelos gols perdidos, alguns decisivos, como na Libertadores. Barcos erra quando enfeita. É aquele corte extra, aquela batida com graça demais e precisão de menos. Ele adora entrar cara a cara com o goleiro para dar uma cavadinha. A bola bate no ombro, na orelha, no topete do arqueiro e sai.

Foi por preciosismo que o Pirata perdeu uma chance clara contra o Coritiba. Irritado, soltou o pé no lance seguinte e guardou. Jonas, na fase ruim, também era assim. Lembram do lance que o titulou “o pior atacante do mundo”? Errou por fazer firula na finalização. Quando parou de frescura e começou a bater sem dó, independente da distância, passou a empilhar gols. E gol chama gol. Jonas foi embora marcando até de falta.

Espero que o Pirara entenda a lição, quero bater palmas mais vezes para o argentino. Barcos melhorou nos últimos jogos, voltou a fazer gols, é um dos grandes artilheiros do país na temporada, soma 22 gols na temporada. Se mantiver o estilo sem firulas, baterá, com certeza, a marca de 28 tentos que estabeleceu com a camisa do Palmeiras.

Contra o Santos, pela Copa do Brasil, quero um Grêmio com a pegada dos últimos jogos. Também quero finalizações sem firulas, quero Barcos sem piedade. É jogo de mata-mata, é jogo que não combina com misericórdia.

Responda com gols, Barcos

31 de maio de 2014 31
Pé na forma, Barcos! Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Pé na forma, Barcos! Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Recentemente, critiquei Barcos por afirmar que não precisava dar explicações sobre suas atuações ao torcedor. Mais tarde, o argentino se desculpou, disse que deveria dar gols e boas atuações aos gremistas. Pois continuo esperando tal resposta.

A última oportunidade antes do recesso da Copa do Mundo parece feita sob medida para o argentino, que desperta interesse dos mexicanos do Tigres. Barcos vai reencontrar neste domingo o Palmeiras, seu último clube, pelo qual marcou 28 gols em uma temporada, mas saiu brigado.

Um jogador competitivo, de espírito vencedor, faria questão de marcar gols em um jogo como este. O Grêmio precisa bater o Palmeiras para encerrar o pré-Copa no embolado pelotão de frente do Brasileirão. Precisa dos gols do seu centroavante.

Barcos largou a fatídica frase das explicações depois de passar em branco contra o Fluminense. Desde então, já enfrentamos Botafogo, São Paulo e Sport sem a aguardada resposta. Neste ritmo, vai passar a Copa, virão as eleições e prosseguirei em modo de espera.

Barcos reclama da torcida e da imprensa, enquanto joga de menos. Em 85 jogos pelo Grêmio, soma 31 gols, média de um tento a cada 2,7 partidas. No Brasileirão, foram sete atuações e dois gols, sendo que ambos no mesmo jogo, diante da Chapecoense.

Quero ser otimista, quero acreditar que um dia Barcos vai desandar a fazer os gols que ele é bem pago para fazer. Então, que comece a responder todas as críticas neste domingo. Que o Palmeiras seja a vítima do poder de indignação do argentino. Fará bem ao Grêmio e ao seu centroavante.

Barcos deve desculpas ao torcedor

19 de maio de 2014 96
Barcos desrespeita o torcedor. FOTO: Diego Vara

Barcos desrespeita o torcedor. FOTO: Diego Vara

Barcos, (ainda) capitão do Grêmio
“Se tenho que dar explicações ao torcedor pelas coisas que faço dentro de campo para cada um dos torcedores, por que eles ou vocês (jornalistas) não estão dentro de campo? Se estou dentro do campo, é porque ganhei esse lugar. Tenho que dar explicações ao treinador e aos meus companheiros, não ao torcedor”

Por Guilherme Mazui

Barcos, o centroavante mais bem pago da história do Grêmio,  acha que não deve dar explicações ao torcedor. Quando erra um gol feito, como diante do Fluminense, ou perde um pênalti decisivo, como na Libertadores, o argentino só precisa explicar ao técnico e aos colegas. Errado. Qualquer jogador que enverga o manto gremista tem a obrigação de dar explicações ao torcedor. Sempre.

O raciocínio é simples. Os mais de R$ 500 mil mensais do salário de Barcos só existem graças aos 7 milhões de gremistas. Advém do tamanho e da paixão da torcida a renda com bilheteria, quadro social, cotas de TV, patrocínios e venda de camisas. Ou seja, todo dinheiro que pinga nos cofres do clube tem como motivador a torcida.

O patrão maior do argentino é a torcida. A razão de ser do clube é a torcida. Se o torcedor pressionar com força, o Pirata é catapultado do clube. Por isso, é lamentável ouvir tal declaração partindo do capitão tricolor. Depois desta frase, Barcos merece perder a braçadeira que carrega. Em qual equipe o capitão tem tamanha desconsideração com seu torcedor?

O argentino faz uma temporada melhor do que a anterior, já marcou mais gols, porém, não é letal como gostaríamos. E dá provas sequenciais de que se trata de um mau líder. Domina o vestiário, tem os técnicos no bolso, que o transformam em intocável. É o bom capitão na primeira fase do Gauchão, quando empilha gols no Caxias, Juventude e Veranópolis da vida. Quando a situação aperta e os mais experientes e bem pagos devem resolver, Barcos joga a fatura no colo ao lado.

Luxemburgo e Renato já foram culpados pelos poucos gols do centroavante. Contra o San Lorenzo, na Argentina, ao errar de forma bisonha um dois-toques na pequena área, Barcos tentou responsabilizar Dudu, que rolou a bola. Já na Arena, ficou difícil encontrar alguém para dividir dois gols e um pênalti perdidos. Este tipo de centroavante-líder não me serve.

Barcos deveria ter a humildade de reconhecer os erros e treinar mais, de parar de inventar toquinhos no momento da conclusão. Barcos deveria ter a humildade de pedir desculpas aos gremistas. Enderson Moreira e todo elenco e direção atuais passarão. O clube e a massa ficarão, são eternos.

É ao torcedor que Barcos deve todas as explicações. Sempre.

***

EDITADO

Reprodução Twitter

Reprodução Twitter

Por volta das 11 horas, Barcos usou sua conta no Twitter para pedir desculpas ao torcedor. Fez bem, mostrou humildade. Espero que frase tenha sido, de fato, um vacilo, que o Pirata não pense assim.  Barcos acerta ao se desculpar e acerta no raciocínio. Precisa responder com gols e boas atuações. Fico na torcida para que, contra o Botafogo, já comece a responder.

Barcos, capitão do Grêmio
“O que preciso dar aos torcedores são gols, boas atuações e respeito com a camisa do Grêmio. Isso sim importa. Não explicações técnicas. Toda vez que entro em campo defendo essa camisa com muita dedicação. Tenho um carinho enorme pelos torcedores e sempre os respeitei.”

Luan é titular, Luan é solução

09 de maio de 2014 54
Sobrou para Luan. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Sobrou para Luan. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Enderson Moreira sinaliza o time que enfrenta a Chapecoense com Luan, a grande revelação da temporada, no banco. Sobrou para o lado mais fraco. Gostaria de ver o técnico colocar Barcos entre os reservas, o centroavante-capitão dos gols em Gauchão. Falta coragem.

Tudo bem, Luan voltou muito abaixo do esperado. Pipocou contra o San Lorenzo, teve medo, parecia uma criança abandonada pelos pais na selva. Contudo, é o melhor que produzimos na base em anos. Tem margem para crescer.

Luan tem drible, joga para frente, surpreende a defesa. Quero acreditar que o banco é momentâneo, meio de recuperar a forma sem expor o guri. Se o motivo for outro, é encontrar um Cristo no lado mais fraco do elenco.

Se o critério de más atuações recentes vale a temporada no banco, o primeiro a sentar deveria ser Barcos. Por que insistir em um centroavante que some em partidas decisivas, que já crava cinco jogos sem marcar? Diante do San Lorenzo, em dois jogos, Barcos perdeu três chances claras e um pênalti.

Muita gente vai dizer que o argentino recebe poucas bolas e tal e coisa. Concordo, porém, Barcos mais erra do que acerta. Ele repete 2013, com gols no Gauchão e um gol a cada mês quando o nível de exigência sobe. Barcos é muito bem remunerado para balançar as redes sempre. Do contrário, vai Lucas Coelho ou um similar na frente. É mais barato.

Ontem, fez sucesso o post sobre o Pará, que não seria o problema do Grêmio. Vou na mesma linha, Luan está longe de ser problema, não pode pagar pela eliminação na Libertadores. Há jogadores mais velhos e badalados, apontados como líderes, que deveriam matar a bronca no peito e resolver. Algo que eles não estão fazendo.

Luan é titular, Luan é solução.

***

Grêmio em grande fase. FOTO: Ricardo Duarte

Barcos é muito bem pago. FOTO: Ricardo Duarte

Foi noticiado interesse do Boca Juniors por Barcos, que disse estar feliz no Grêmio. O argentino fica pelo bolso. Barcos ganha bem demais, muito acima de Riquelme. Ele teria de reduzir o salário a um terço para defender o Boca.

Barcos, um centroavante mediano, fez o contrato da vida com o Grêmio, supera os R$ 500 mil mensais (fala-se em R$ 700 mil, mas o clube, como qualquer outro, não revela salários). Portanto, Barcos só sairá se o Grêmio bancar parte do soldo ou se vier uma proposta milionária das Arábias ou da China.

Todo jogo tem dois tempos

30 de março de 2014 62
Dava tudo certo, até o time parar. FOTO: Diego Vara

Dava tudo certo, até o time parar. FOTO: Diego Vara

Por Guilherme Mazui

Um jogo de futebol tem dois tempos. Fato óbvio, mas que o Grêmio esqueceu. Jogou bem meia hora, fez 1 a 0 e quase ampliou, amorcegou mais 15 minutos e foi para o intervalo satisfeito. De tão satisfeito, fez figuração no restante do clássico, tomou a virada e complicou demais a conquista do Gauchão.

O Grêmio teve piedade, gostou do 1 a 0, não martelou com a força exigida para matar o jogo. Futebol não é esporte de piedoso. Quer piedade, reze um terço. Não dispute um campeonato.

O Grêmio do segundo tempo foi o oposto do primeiro. A equipe bem postada e envolvente deu lugar a um amontoado sem força na frente e desarrumado atrás. Deixamos o Inter voltar ao clássico, deixamos a taça na mão do rival. Será preciso uma façanha para reverter o quadro.

Espero que a derrota no Gre-Nal, em plena Arena, deixe lições. Enderson Moreira precisa mexer antes no time. Esperou o empate para tentar, sem sucesso, acordar o time. A bola parada segue triste. E, alguém, pelo o amor dos céus, acorde o Wendell. Desde que foi vendido seu futebol sumiu.

O Grêmio é um time em formação, que foi contagiado pelo suposto favoritismo. Uma equipe vencedora não comete erro tão banal. E jamais esquece que todo jogo tem dois tempos. Vale para o próximo clássico e para as peleias que estão por vir na Libertadores. A nós, gremistas, fica a ordem de sempre acreditar.

 

A postura correta do centroavante

21 de fevereiro de 2014 29

Barcos está em boa fase. Uma notícia excelente. Temos um centroavante que parece ter recuperado a confiança. Soma cinco gols em seis jogos, média dos seus melhores momentos no Palmeiras. Este é o Barcos que desejamos. Mérito também para Enderson Moreira e para o garoto Luan.

Barcos tem cinco gols em seis jogos. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Barcos tem cinco gols em seis jogos. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Zero Hora aborda a boa fase e disseca os números do argentino. Estou entre os que criticou muito o centroavante. E fico feliz por ver a mudança de postura e desempenho em campo.  A conversa fiada de que atacante bom é o que marca zagueiro e volante ficou em 2013. Com o perdão da redundância, atacante é pago para atacar. Esta é sua primeira missão, o restante é acessório. E Barcos passou a atacar mais. Marcou contra Aimoré, VEC, Inter e Caxias (duas vezes). Esperamos que mantenha a média.

O gringo aumentou sua presença na área, arremata mais, arrisca assistências. Ajuda na defesa, mas concentra seu tempo em campo próximo da zona de definição do lance. Também é preciso destacar o novo esquema e mentalidade de jogo. O Grêmio ainda defende com entusiasmo, porém, teve o apetite pelo ataque despertado. Contra o Caxias, conseguiu criar e finalizar com regularidade, algo raro na temporada passada, inclusive no Gauchão.

A parceria com Luan faz muito bem ao argentino. Leve, veloz e agudo, Luan ganha cada vez mais naturalidade, ajuda a abrir a defesa, logo, espaço para Barcos. Temos muito para melhorar, contudo, é preciso reconhecer que está mais difícil marcar o ataque do Grêmio. Nosso centroavante encontrou em Luan um parceiro mais afinado do que Kleber.

Também vejo o Pirata mais efetivo, convertendo maior parte das chances claras de gol, sinal da confiança retomada. No Brasileirão e Copa do Brasil, apesar de prejudicado pelo esquema, o argentino desperdiçava boa parte das oportunidades que apareciam. Errou gols contra Flamengo, Atlético-PR, Bahia… Estava bem abaixo do seu potencial.

Agora, fica a torcida para que Barcos mantenha a média de atuações e gols. Em 2013, ele arrancou muito bem no Gauchão e caiu ao longo da temporada. Acredito que 2014 será diferente. Barcos voltou a priorizar o gol, deixou de lado a desculpa de que ajuda na marcação e se desgasta. Reencontrou a postura do centroavante. O Pirata merece nosso voto de confiança.

O fim da era das trombadas

20 de fevereiro de 2014 40

Voltamos a vencer, o que sempre é bom. Desta vez, com virtudes invertidas. A defesa, que costuma ser segura, tomou dois gols de cabeça bobos do Caxias. O ataque e a criação, normalmente tímidos, resultaram em três gols, bola no travessão e um punhado de finalizações de média distância. Contando a lição que o apagão do primeiro tempo deixou, o saldo da vitória por 3 a 2 é bom.

Hora de puxar as orelhas da defesa, não se pode tomar dois gols de cabeça na pequena área em meia dúzia de minutos. E destaque para Barcos, Luan e Dudu. O centroavante fez o que esperamos dele sempre: gols. Dois para ser preciso, sendo que o segundo foi um golaço, um toque lúcido e leve por cima do goleiro. Barcos já marcou cinco vezes na temporada, sobe de produção ao ganhar companheiros mais agudos.

Barcos melhora com colegas mais rápidos. FOTO: Adriana Franciosi

Barcos melhora com colegas mais rápidos. FOTO: Adriana Franciosi

Aqui entram Luan e Dudu. O primeiro voltou a repetir as virtudes que o transformaram em xodó da torcida. Rápido e ágil, dono de cortes precisos, quase marcou em dois arremates de fora e ainda deu uma assistência açucarada para Zé Roberto abrir o placar. Zé também melhorou, mas sabemos que pode render mais.

A diferença do time com Kleber e Luan vai do oito para o 80. É o fim da era das trombadas que não buscam o gol. Não vejo espaço para o Gladiador no time se ele mantiver o hábito de procurar o contato físico e cair. O Grêmio ficou mais perigoso ao trocar a trombada pela corrida na diagonal. 

Por falar em corrida, Dudu deixou bela impressão. Cruzou, chutou, correu, driblou. Entrou no lugar de Ramiro, dando tempo ao trio de volantes, modificação que tornou o Grêmio mais ofensivo. É alternativa para furar uma retranca em casa, por exemplo. Teríamos Zé centralizado, com Dudu e Luan pelos lados e Barcos como referência.

Aos poucos, a dinâmica do time de Enderson fica mais sólida. A bola parada vai melhorando, procuramos mais os lados do campo, conseguimos criar oportunidades. É um bom começo de temporada, com deslizes aqui, afirmações ali, vitórias na conta e uma melhora de produção gradual. Vamos crescer na hora certa. Avante, Grêmio!

Teremos de recuperar Kleber e Barcos

06 de janeiro de 2014 30

O Grêmio se apresenta na quarta-feira. E, pelo visto, sem reforços para o sistema ofensivo, quer perdeu a velocidade de Vargas. Logo, teremos a missão de recuperar o melhor futebol de Barcos e Kleber, trabalho para Enderson Moreira. Os dois avantes continuam como nossos principais homens de frente.

A dupla Barcos e Kleber naufragou, fez 21 gols em 2013, muito pouco. No Brasileirão, Kleber passou o returno inteiro em branco, Barcos marcou apenas três vezes. O esquema prejudicou os dois, que também se ajudaram pouco. Ambos compraram o discurso de que atacante bom marca zagueiro e volante, que gol é acessório. Eis um pensamento conformista. É mais fácil ficar correndo para marcar o rival do que acertar uma finalização. A entrega na marcação justifica a eventual ausência de gols.

Kleber e Barcos precisam recuperar a fome de gol. Foto: Mauro Vieira

Kleber e Barcos precisam recuperar a fome de gol. Foto: Mauro Vieira

Rever a postura é fundamental para nossos atacantes. Da dupla, considero que é mais fácil recuperar o futebol de Barcos. Basta manter o argentino na área, próximo da linha do gol. Ele é pago para ser centroavante, não um falso volante entre os zagueiros. Barcos se posiciona bem, tem vitória pessoal, bom domínio de bola, precisa recuperar a confiança na conclusão. Só vai conseguir se ficar mais próximo do gol.

Já Kleber precisa perder a mania de trombar por trombar. É urgente deixá-lo mais esguio e veloz. Kleber vai bem quando tem explosão para girar e avançar em direção ao gol, diferentemente do que ocorreu no Brasileirão, quando girava e recuava a bola para os volantes. Kleber carece de fome de gol, o que lhe atrapalha. Se mantiver a mesma postura, tem chances de perder a posição para Maxi Rodríguez, que pode ser adiantado por Enderson Moreira.

Existe a possibilidade de Leandro voltar do empréstimo ao Palmeiras. Trará a velocidade que perdemos, voltará mais maduro. Contudo, seu desempenho é incerto. O garoto fez uma bela temporada no Palmeiras, um time que naufragou no Paulista e na Copa do Brasil, sobrando na Série B do Brasileiro. Leandro deitou e rolou na Série B, competição com nível de exigência inferior. Mesmo assim, creio que pode somar ao nosso ataque, em especial se Kleber mantiver a rotina de trombadas.

 

A última impressão da temporada

07 de dezembro de 2013 5

A última rodada do Brasileiro, o último jogo da temporada chegou. Estamos a um empate da vaga direta na Libertadores. Basta ser competente contra a Portuguesa, fora de casa. A classificação direta garante uma pré-temporada maior, facilita o planejamento, deixa a torcida encerrar 2013 mais calma.

Futebol para empatar com a Lusa nós temos. A dúvida é saber se o time vai querer buscar o empate, diante da turbulência dos salários atrasados. A semana que deveria ser tranquila terminou tumultuada. Creio que Barcos deu um tiro no pé ao ao externar os débitos. Fez a revelação no momento errado, deveria ter deixado acabar a temporada. Pressionou o elenco inteiro.

Última chance de marcar gols para a dupla gremista. Foto: Fernando Gomes

Última chance para Kleber e Barcos na temporada. Foto: Fernando Gomes

Se o Grêmio tiver uma atuação arrastada, sem interesse, se deixar escapar a vaga direta para o Atlético-PR, a torcida terá todo o direito de desconfiar que o time fez corpo mole, em especial Barcos. Se o argentino voltar a errar os gols que errou em escala industrial, se tiver uma jornada digna de um cone, o torcedor terá o direito de achar que o gringo boicotou o jogo, terá o direito de desejá-lo longe da Arena.

Quem jogar mal ficará com a interrogação do corpo mole sobre a cabeça. Seria bom ver Barcos responder em campo, marcar gols, o que pouco fez em 2013. Vale o mesmo para Kleber, que pode encerrar o returno do Brasileirão sem balançar as redes. Também vale cobrar Vargas, em sua possível despedida do clube. A última partida da temporada tem o poder de reforçar ou alterar a imagem do jogador.

É prudente que todos joguem, que ninguém tire o pé, que a vaga direta seja confirmada.  E é mais prudente ainda que a direção quite os atrasos logo. O Grêmio precisa se pacificar, virar 2013 sem turbulências. É pelo o que torcemos.

PS: com nosso guia da secação deu certo nas últimas rodadas, vale torcer pelo Vasco contra o Atlético-PR, fora de casa. Um empatezinho já serve para confirmarmos a vaga direta na Libertadores.

Vale a pena buscar mais estrangeiros

03 de dezembro de 2013 34

A CBF vai aumentar de três para cinco o número de gringos por jogo no futebol brasileiro. Decisão que beneficia a dupla Gre-Nal, histórica consumidora de jogadores estrangeiros. Em ano de Libertadores, o Grêmio vai acabar buscando mais reforços nos países vizinhos. Faz bem. Diante das finanças mais enxutas, podemos encontrar boas contratações com custo reduzido.

Maxi é um dos gringos do Grêmio. FOTO: Fernando Gomes

Maxi é um dos gringos do Grêmio. FOTO: Fernando Gomes

Quem discorda da decisão da CBF pode argumentar que teremos uma invasão de gringos, equipes com metade dos titulares de outras nacionalidades. De fato, vai diminuir o espaço dos brasileiros. Por outro lado, se forem contratados bons estrangeiros, talvez a qualidade técnica das equipes melhorem. A diferença salarial entre o Brasil e os demais países do continente faz valer a pena buscar estrangeiros, inclusive os latinos que estão na Europa. Os principais jogadores do Campeonato Argentino, por exemplo, ganham salários de time médio no Brasil. Quem souber garimpar o mercado, vai se dar bem. Espero que o Grêmio tenha essa habilidade.

Canavesio. FOTO: Grêmio

Teremos pelo menos três gringos em 2014 – o paraguaio Riveros, o argentino Barcos e o uruguaio Maxi Rodríguez. A chance é pequena, mas se o chileno Vargas ficar, serão quatro. A cota deve ser fechada pelo jovem zagueiro argentino Robertino Canavesio, um canhoto de 20 anos e 1,88m, oriundo do All Boys, que passou 2013 na base tricolor.

Assim, teríamos o quinteto fechado. Contudo, se Vargas deixar o clube, teremos uma nova vaga de estrangeiro. Que deve ser preenchida. Meias e atacantes rápidos, de entrada na área e muita briga, pipocam pelo continente. Também há bons gringos interessados em voltar da Europa. Na disputa da Libertadores, a experiência da legião latina pode ser decisiva.

 

PS: se vocês têm sugestões de bons jogadores estrangeiros, deixem aqui no blog. A gente compila as melhores em outro post.