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Posts com a tag "Brasileirão 2014"

Vai logo, 2014

06 de dezembro de 2014 41
Everton mira o futuro. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Everton mira o futuro. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui | @guilhermemazui

O 2014 de futebol termina neste domingo. Vai tarde. Foi uma temporada de expectativas, todas frustradas nos momentos decisivos. E de desculpas recheadas de conformismo.

Foi assim na Libertadores. Após a vitória sobre o Atlético Nacional na Colômbia, com direito a vaga antecipada no Grupo da Morte, o time parecia no caminho do tri. Sobrou na primeira fase, mas acabou eliminado pelo San Lorenzo na Arena.

No Gauchão, ainda empolgado pela liderança na Libertadores, o time saiu na frente no primeiro Gre-Nal da final. Tomou a virada, depois levou um sapeca no segundo jogo, algo considerado “normal” por Enderson Moreira.

No Brasileirão, veio Felipão e o desempenho subiu. O ápice foi o 4 a 1 do Gre-Nal, com presença no G-4. A volta à Libertadores só dependia de nós. Mas perdemos três jogos seguidos. A direção lamentou, trouxe algumas frases prontas e se conformou.

A empolgação seguida de frustração também marca a nova gestão Koff. O maior presidente da história do clube voltou, prometeu títulos, que só ficaram na promessa mesmo. Koff fracassou.Repetiu os antecessores.

O presidente encerra um mandato mediano, sem brilho. Dentro de campo, zero títulos, dois Gauchões perdidos, duas eliminações nas oitavas da Libertadores e uma goleada em clássico. Houve um vice-campeonato nacional e uma goleada devolvida em Gre-Nal.

Fora do gramado, Koff gastou demais em contratações, fez bons negócios com jogadores de equipes menores e dá sinais de que a base foi revigorada. Repactuou o contrato da Arena e anunciou uma compra da administração plena não concretizada. Mentiu. Anunciou um contrato não fechado na véspera da eleição. Contrato que, com sorte, será assinado por seu sucessor, Romildo Bolzan.

Vejo a base fortalecida como o principal ativo deixado por Koff. E o discurso conformista, arraigado de outras gestões, como uma praga que deve ser combatida.

Talvez o jogo sem graça contra os reservas do Flamengo indique esperança. Os guris devem ganhar oportunidade, quem sabe tragam uma era de custo benefício no futebol. Boa sorte aos garotos, que devorem a bola no domingo. Que devorem a bola e tragam títulos em 2015.

Adeus, 2014. Adeus, conformismo. Assim espero.

Grêmio pôs o próprio pescoço na forca

21 de novembro de 2014 60
Everton Ribeiro teve uma chance e guardou. Foto: Ricardo Duarte

Everton Ribeiro teve uma chance e guardou. Foto: Ricardo Duarte

Por Guilherme Mazui

O Grêmio esteve muito perto da Libertadores. Ficou distante por incompetência. Perdeu de virada porque não soube matar o jogo. O Cruzeiro virou porque é eficiente. Por isso, é o bicampeão brasileiro.

O Grêmio vencia por 1 a 0 em casa, belo gol de Riveros, sobrava em campo, era terceiro colocado no campeonato com 63 pontos. Fez um primeiro tempo no nível do Gre-Nal. Só que o Grêmio não tem pontaria. Barcos acertou a trave em um lance difícil, deu azar. Já Ramiro e Luan perderam duas chances cara a cara, algo proibido em jogos complicados.

Deixamos de criar gordura, de construir a vitória no primeiro tempo. O Cruzeiro teve dois lesionados, trotava. Pois a piedade deu sobrevida ao líder. E os mineiros esfregaram em nossas caras toda superioridade que a tabela indica. Apertaram e marcaram os gols ao natural, feito um time campeão.

A diferença de aproveitamento no ataque é gritante, fato corroborado na virada. Ramiro cruzou pelo lado, a bola desviou na zaga e veio para Dudu, livre, emendar. O veloz atacante tentou dominar, perdeu tempo e não fez 2 a 0. Lances depois, o rebote sobrou no pé de Ricardo Goulart: 1 a 1.

O Grêmio saiu na pressão. Bola rasteira na área, a zaga afastou no pé de Barcos, 29 gols na temporada. A poucos passos do arco, o Pirata soltou a paulada. Barcos bateu no único local em que o goleiro pegaria. E Fábio pegou.

Barcos custa uma fortuna mensal para, nos jogos quentes, definir. O argentino ganha bem porque, em tese, deveria converter. Pois se o nosso artilheiro falhou, o craque cruzeirense matou. Logo depois do erro incrível do Pirata, Everton Ribeiro recebeu livre no contragolpe rápido, e bateu rasteiro, seco, sem chances para Marcelo: 2 a 1.

Por que Everton Ribeiro é diferenciado? Porque transforma a mínima chance em gol. Barcos é um bom centroavante, mas patina quando não deve. Foi assim na Libertadores, diante do San Lorenzo. Foi assim no jogo que nos afastou de uma nova Libertadores.

De terceiro, o Grêmio ficou em sexto no Brasileirão, fora do G-5. Tem os mesmos 60 pontos do Inter, que possui uma vitória a mais. E a tabela sorri aos rivais. O próprio Grêmio enfiou seu pescoço na forca.

Com uma vitória sobre o Cruzeiro, visitaríamos o Corinthians no domingo dependendo de um empate para administrar a gordura. Agora, dois pontos atrás dos paulistas, teremos de fazer uma partida épica. Se for derrotado no confronto direto, o Grêmio já não buscará mais o Timão. Se o Inter bater o Atlético-MG no Beira-Rio, será muito difícil.

Se o Grêmio pôs o próprio pescoço na forca, ele ainda tem condições de tirá-lo. Será que consegue? Estava otimista com a vaga na Libertadores, confesso que o pessimismo invadiu meu peito.

O Grêmio depende de três vitórias em três jogos, sendo dois fora de casa, para classificar. Por não saber matar um jogo, o giro pela América disparou no horizonte.

***

PS: para variar, bom público na Arena e derrota. O Grêmio precisa urgentemente reaprender a encarar as grandes decisões em casa. Nos últimos anos, coleciona tropeços diante do torcedor.

Vencer ou vencer

20 de novembro de 2014 12
Dudu, acelera pra cima deles! Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Dudu, acelera pra cima deles! Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

A secação não adiantou. Nossos rivais venceram na rodada. O que aumentou a necessidade de bater o Cruzeiro. É o único resultado que mantém o Grêmio no G-4.

Temos uma pedreira. E não adianta dizer que o Cruzeiro pode poupar jogadores. É um misto mais forte do que dois terços das equipes titulares do Brasileirão. Um misto com Fabio, Everton Ribeiro e Ricardo Goulart.

O caminho do Grêmio é repetir a estratégia do Gre-Nal, utilizada com primor diante do Criciúma. Pegada total, marcação total, sem espaço para o rival. E piedade zero na frente. Pintou a chance, patada firme, sem chance para o azar.

Como o próximo adversário é o Corinthians fora de casa, seria prudente chegar em São Paulo à frente na tabela. A turma de cima do campeonato embala vitória em cima de vitória. Somos obrigados a fazer o mesmo.

Todos na Arena. Precisamos bater o líder. Eu acredito. Queremos a Copa.

PS: o Corinthians foi a Belém e venceu o Goiás. Repetiu o Fluminense. Adivinhem quem foi ao Serra Dourada e bateu palmas para um empate? O Grêmio. Pontos que podem fazer falta. Contra time que passeia no campeonato, deve-se jogar e ganhar. Independente do local do jogo.

Massacre, sacola, goleada, baile, tunda: Grêmio 4 a 1 Inter

09 de novembro de 2014 88
Ramiro deixou o dele. Foto: Fernando Gomes

Ramiro deixou o dele. Foto: Fernando Gomes

Por Guilherme Mazui

Teve quatro gols do Grêmio no mesmo jogo. Teve gol em passe certo de Dudu. Teve gol de Ramiro. Teve gol de bola parada. Teve dois de Ruiz. Teve balãozinho em D’Alessandro. Teve chilique do argentino. Teve Felipão acariciando o rosto do chorão e ensinando quem é “o senhor” treinador. Teve uma goleada histórica.

Arena, 9 de novembro de 2014: Grêmio 4 a 1 Internacional.

Anotem a data e o placar, gremistas. Vimos e comemoramos um resultado histórico. A primeira vitória em Gre-Nais na Arena foi um massacre, um baile, uma sacola, uma tunda, um atropelamento, enfim, cada um define como bem entender. O Grêmio patrolou o rival. Fábio Koff se despede com uma goleada no vasto currículo. Estamos no G-4, eles saíram. Grêmio 4 a 1 Internacional.

Foi mais difícil vencer o Bahia. Foi mais difícil vencer o Vitória. Foi mais difícil vencer o Sport. Foi mais difícil vencer a Chapecoense.

No Gre-Nal, do primeiro ao último minuto, o Imortal foi melhor. Abriu o jogo com um chute forte de Dudu. O mesmo corredor que deu um nó na coluna do marcador e rolou a bola escorreita até o carrinho de Luan. O mesmo Luan que encontrou um passe cirúrgico entre os zagueiros para Ramiro finalizar. Aliás, trégua para Ramiro. Não o critico pelos próximos meses. Salvou um gol vermelho e marcou o seu. Palmas ao guri. Palmas para Luanel Messi, palmas para Dudu, palmas para Felipão.

O gringo escalou e mexeu certo. Walace fez um partidaço, a zaga foi bem, Marcelo idem. Era difícil segurar o balaço de Rafael Moura, apenas um susto em uma tarde histórica. Felipão encurtou espaços e fez o time trocar passes curtos e rápidos. Maneou a armação rival, anulou Nilmar. No segundo tempo, quando todos imaginavam que retrancaria o time, avançou. Acertou ao colocar Giuliano e Ruiz.

O argentino ficou poucos minutos em campo e ganhou a torcida de vez. Fez um gol de cabeça em cobrança de falta, algo inédito no campeonato. Depois, recebeu passe de Giuliano, limpou com categoria e bateu com a raiva que cada gremista acumulava – 4 a 1, 4 a 1, 4 a 1.

D’Alessandro levou um balãozinho de Giuliano. O argentino vermelho deu piti, saiu a empurrar quem via, batia boca, resmungava. O chilique do derrotado. Quis encrencar com Felipão, ganhou um afago com as duas mãos no rosto, carinho terminado com um empurrãozinho esnobe. Felipão é bicampeão da América, é campeão mundial com a seleção, é um orgulho gremista. Um orgulho que acrescenta na sua biografia tricolor um 4 a 1 em Gre-Nal.

O árbitro devia ter expulsado D’Alessandro. Poupou Willians do vermelho. Na tarde de gala, ganhamos até da arbitragem. A vitória para virar o capítulo na história do clássico, para dar confiança ao time, para dar o embalo até a Libertadores 2015. Entramos no G-4 e, espero, que seja em definitivo.

Nem o mais confiante dos gremistas esperava um baile assim. Logo o Grêmio que não faz gol, que só se defende, do escanteio torto. Isolamos todos os retrospectos.

Confesso que mirei o placar e não acreditava. Estou afônico e realizado. O Grêmio do meio a zero goleou. O Grêmio fez um gol de bola parada. O Grêmio amassou no Gre-Nal. Fábio Koff, ameaçado de encerrar a gestão sem bater o rival, acrescentará ao repertório de feitos ao clube a maior goleada das últimas décadas. Um feito com a parceria de Felipão.

Vamos comemorar, vibrar, ver e rever cada gol, cada lance do Gre-Nal 403. O azul se impôs. E fez história. Repito, anotem a data e o placar:

Arena, 9 de novembro de 2014: Grêmio 4 a 1 Internacional.

A política do meio a zero

31 de outubro de 2014 26
Ruiz foi prejudicado pela mania do meio a zero. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Ruiz foi prejudicado pela mania do meio a zero. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Dentro de campo, a nova gestão Koff se notabilizou pela política do meio a zero. Foi assim em 2013, será assim nas últimas rodadas de 2014. Ao gremista, resta torcer e sofrer – com o futebol nada vistoso e a emoção de um resultado sempre apertado.

Confesso que gostaria de ver uma proposta mais ousada em campo, um time mais sedento pela vitória. Porém, com um mês de futebol pela frente, é difícil mudar um estilo comungado por duas temporadas. Sendo pragmático, fecha os olhos e manda bala como está. Seja o que Deus quiser.

Será assim contra o Vitória, amanhã. Mesmo em casa, o Grêmio pensará primeiro em marcar, resguardar a defesa e ficar com a bola. O ataque será secundário. Dependeremos de uma bola, provavelmente nos pés de Barcos. Se o Vitória está na porção baixa da tabela, azar. O Grêmio será pragmático, sem mudanças drásticas, o que compreendo e aceito, apesar das divergências (também anseio por um time sem três volantes). Vamos torcer nesta reta final.

A política do meio a zero é eficiente no Brasileirão para G-4. Levar poucos gols é o caminho. Contudo, ela é insuficiente para título. Os campeões brasileiros costumam ter uma das quatro melhores defesas e exibem, em geral, o melhor ataque da competição.

Se queremos em 2015 sair da fila, aconselho ao novo presidente Romildo Bolzan rever a convicção. Time que defende demais e ataca de menos não ergue troféu.

Cinco vitórias ou nada

29 de outubro de 2014 38
Faça alguma coisa, Felipão. Sem conformismo (Foto: Lucas Uebel, Facebook do Grêmio)

Faça alguma coisa, Felipão. Sem conformismo. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

ZH faz projeções para as sete rodadas finais do Brasileirão. Indica a vaga na Libertadores entre 61 e 66 pontos. Creio que o passaporte ficará em 64. Se o Grêmio é sétimo colocado com 51 pontos, precisa de cinco vitórias para classificar sem sofrimentos. Desempenho acima da média da equipe.

Por ser acomodado, o Grêmio vai ficando para trás na tabela. Bate palmas para empates contra os fracos Goiás e Coritiba, enquanto rivais vencem jogos verdadeiramente complicados fora de casa. A fase amiga da tabela termina no próximo sábado, quando recebemos o Vitória. Depois, quatro grandes em seis rodadas, a começar pelo Gre-Nal.

O desempenho atual será insuficiente. Com sorte, será viável se um dos mineiros levar a Copa do Brasil, o que assegura G-5. Para erguer o desempenho, será preciso amassar mais, ser mais incisivo. É o mesmo dilema da temporada passada: atacar mais ou manter o ferrolho que só chega ao G-4? A nova Era Koff fica notabilizada pela política do meio a zero dentro de campo.

É o momento de bancar Alan Ruiz no time, de arriscar novas chances para Erik. Se Luan ressona em campo, banco. Não gosto do trio de volantes, mas será complicado revertê-lo de imediato. O problema é ter três volantes medianos em campo. Fellipe Bastos, que começou bem, ficou molenga, não agrega muita coisa.

Além das limitações verificadas ao longo da temporada, o que mais me preocupa é o postura. Não vejo o Grêmio com a faca nos dentes, com a mobilização necessária para encarreirar vitórias na reta final. Felipão manifesta que, se elas vieram, ótimo. Caso contrário, começamos sem Libertadores em 2015, é da vida. É o conformismo impregnado.

Felipão precisa agir mais. Tem desempenho inferior ao de Renato. O mito não vive apenas de passado, do que fez um dia. Precisa de novos feitos no currículo. O discurso conformista, comungado pelo treinador, desanima. Felipão voltou para fazer o Grêmio voltar a vencer. Não para aplaudir empates insossos contra Goiás e Coritiba.

Que tal falarmos do Goiás?

17 de outubro de 2014 20
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Lucas Coelho substitui Barcos. Foto: Agência RBS

Por Guilherme Mazui

Sei que amanhã é dia de eleição interna, mas que tal falarmos um pouco do Goiás? Amanhã também vamos ao Serra Dourada em busca da recuperação no Brasileirão.

Pelo desenho da rodada, é fundamental vencer para seguir no pelotão de frente. O Galo recebe a Chapecoense, o São Paulo o Bahia, o Fluminense o Criciúma. Os jogos difíceis ficam por conta de Inter x Corinthians e Palmeiras x Santos.

Diante de uma rodada como esta, um tropeço pode nos afastar no G-4, da mesma forma que uma vitória pode nos devolver ao grupo de classificação à Libertadores.

Jogar no Serra Dourada é sempre complicado, não temos um grande retrospecto. O Grêmio vai desfalcado de Barcos, responsável por metade dos gols da equipe no campeonato e, até aqui, melhor atacante do Brasileirão. Lucas Coelho assume a bronca. Espero que dê conta do recado.

Dudu é desfalque, fará falta sua velocidade em um gramado grande como o de Goiânia. Gostaria de ver Fernandinho no ataque. Rhodolfo segue fora, Giuliano é outra ausência.

No caso do meia, é melhor operá-lo de uma vez, seu 2014 terminou. Que venha um 2015 com o futebol que esperávamos. Se sobram ausências, temos os retornos dos selecionáveis Grohe, Biteco e Luan.

Felipão indica um time com três volantes, compacto e com mobilidade na frente. Na teoria, é o caminho. Valorizar a posse para evitar de correr atrás do Goiás, explorar os espaços nos lados do campo.

Time para ganhar, nós temos. É hora de enfileirar vitórias. Faltam sete para voltarmos à Libertadores com Felipão.

Mais sete vitórias

13 de outubro de 2014 34
Felipão em busca do G-4. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Felipão em busca do G-4. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Faltam 10 rodadas para o término do Brasileirão. Reta final, já sabemos quais equipes postulam o quê. E o Grêmio briga por vaga na Libertadores. A 10 pontos do líder Cruzeiro, existe chance matemática de taça, porém, com o nosso futebol atual, seria mais fácil surfar em Bagé.

Hoje, o Cruzeiro só perde o título para ele mesmo. Inter e São Paulo aguardam vacilos. No mais, do quarto ao oitavo todos buscam a Libertadores. Após a rodada do fim de semana, o Grêmio caiu para o quinto lugar, com 46 pontos, a um do Atlético-MG, a três do São Paulo e a quatro do Inter. Temos condições de buscar todos na tabela.

Será difícil figurar no G-4 com menos de 62 pontos. Acredito que o passaporte seguro para América venha com 64, 65 pontos. Assim, uma vaga é do Cruzeiro, que, se ganhar seis jogos, levará o caneco. Pegará cinco grandes (três deles na luta por Libertadores) e cinco pequenos. Uma tabela mediana para um líder que demonstra sinais de fadiga.

O Inter, se for minimamente competente e fizer 50% de aproveitamento, estará no G-4. Depois das barbadas, terá sete grandes e três pequenos. Já a tabela do São Paulo é um abraço: apenas dois do pelotão de frente, Inter e Santos. Ainda entra um clássico com o Palmeiras. Os paulistas podem pavimentar a vaga nas próximas cinco rodadas, contra Bahia, Chapecoense, Goiás, Criciúma e Vitória.

Pela lógica, três vagas do G-4 parecem encaminhadas. Outros cinco times brigam pela última. Galo e Grêmio despontam com tabelas similares: quatro jogos seguidos contra equipes de menor expressão. Vão duelar rodada a rodada. O Grêmio encerra o campeonato contra o Flamengo, que estará de férias. O Galo pegará o Botafogo, com chance de estar brigando para não cair.

Já o Corinthians tem quatro confrontos contra a turma de cima, dois clássicos e encerra em casa diante do Criciúma. Por sua força, está no páreo. Santos e Fluminense correm por fora. Flu tem jogos mais fáceis agora, porém, nas rodadas finais tem Corinthians e Cruzeiro. O Santos tem a tabela mais osca, com três clássicos e cinco peleias com a turma de cima.

Para o nosso Grêmio, projeto, no mínimo, seis vitórias, 18 pontos para estar na Libertadores. O ideal é somar 21. Se algum integrante do G-4 levar a Copa do Brasil, 15 pontos devem ser suficientes. Pela tabela, seis vitórias é viável. Digo que é possível ganhar sete.Três jogos difíceis são na Arena (Inter, Cruzeiro e Flamengo) e um fora (Corinthians). Temos quatro chances de buscar vitórias fora contra rivais mais fracos.

Se formos competentes, estaremos na Libertadores. Mais sete vitórias, uma meta a buscar!.

Cruzeiro – 56 pontos
Vitória (f), Palmeiras (c), Figueirense (f), Botafogo (c), Criciúma (c), Santos (f), Grêmio (f), Goiás (c), Chapecoense (f), Fluminense (c)

Inter – 50 pontos
Corinthians (c), Flamengo (f), Bahia (c), Santos (f), Grêmio (f), Goiás (c), São Paulo (f), Atlético-MG (c), Palmeiras (c), Figueirense (f)

São Paulo – 49 pontos
Bahia (c), Chapecoense (f), Goiás (c), Criciúma (f), Vitória (f), Palmeiras (c), Inter (c), Santos (f), Figueirense (c), Sport (f)

Atlético-MG – 47 pontos
Chapecoense (c), Bahia (f), Sport (c), Atlético-PR (f), Palmeiras (f), Figueirense (c), Flamengo (c), Inter (f), Coritiba (c), Botafogo (f)

Grêmio – 46 pontos
Goiás (f), Figueirense (c), Coritiba (f), Vitória (c), Inter (c), Criciúma (f), Cruzeiro (c), Corinthians (f), Bahia (f), Flamengo (c)

Corinthians – 46 pontos
Inter (f), Vitória (c), Palmeiras (f), Coritiba (c), Santos (c), Bahia (f), Goiás (f), Grêmio (c), Fluminense (f), Criciúma (c)

Santos – 42 pontos
Palmeiras (f), Fluminense (c), Chapecoense (f), Inter (c), Corinthians (f), Cruzeiro (c), Atlético-PR (f), São Paulo (c), Botafogo (c), Vitória (f)

Fluminense – 42 pontos
Criciúma (c), Santos (f), Atlético-PR (c), Goiás (f), Coritiba (f), Botafogo (c), Chapecoense (c), Sport (f), Corinthians (c), Cruzeiro (f)

O cavalo passou encilhado

04 de outubro de 2014 65
São Paulo venceu em jogo parelho. Foto: Ricardo Duarte

São Paulo venceu em jogo parelho. Foto: Ricardo Duarte

Por Guilherme Mazui

Era para ser um jogo sem gols. Pois inventaram um impedimento que não foi em um ataque do Grêmio, e acharam um pênalti para o rival. São Paulo 1 a 0, ficamos de fora do G-4. Perdemos um confronto direto com casa cheia, algo que desanima qualquer torcedor.

O Grêmio fez um bom jogo, reafirmou virtudes e defeitos. A defesa foi bem, permitiu poucos espaços para o quarteto paulista, só teve a invencibilidade derrubada por um pênalti mandraque, em uma troca rápida de bola. E a criação repetiu a esterilidade de sempre.

Diante de um adversário duro, fica difícil quando a criação não cria e a única chance clara é desperdiçada. Luan teve duas vezes, nos minutos iniciais, a chance clara do jogo. Errou ambas. Não é questão de queimar o guri, mas é preciso criticar o que ele faz ou deixa de fazer em campo. Luan merece um banco para entrada de Ruiz. Foi um sono eterno em campo.

A arbitragem foi decisiva. Errou ao dar um impedimento de Barcos, quando o passe partiu do adversário. O argentino entrava sozinho, em condições reais de gol. No pênalti, é necessária uma carga mais forte em um cara do tamanho do Alan Kardec para derrubá-lo. Forçou a queda e levou.

A criação é tão estéril quanto a bola parada. Duas tristezas sem fim. Luan dormiu, Dudu só correu, Giuliano entrou e fez o de sempre: nada. O meia se configura no grande mico da temporada. Se é necessário operá-lo pela lesão do púbis, façam agora, pois o reforço milionário nada reforça.

Fico chateado pela chance perdida, por ver a Arena linda, tomada de azul, presenciar uma derrota. O torcedor fez sua parte, o time não. O Grêmio não vence com casa cheia, um carma que precisa ser rompido. Parece que desaprendemos a jogar com estádio cheio. A Arena ainda não virou fator decisivo.

Bueno, o cavalo passou encilhado, perdemos por incompetência própria e por erros da arbitragem. O Brasileirão ainda é longo, oferta chance de recuperação. Teremos de ser mais competentes. Precisamos de um ataque faça mais gols.

Pelo amor do nosso gremismo, vamos lotar a Arena!

01 de outubro de 2014 32
Sábado para 50 mil pessoas na Arena. Foto: Ricardo Duarte

Sábado para 50 mil pessoas na Arena. Foto: Ricardo Duarte

Por Guilherme Mazui

Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena.

Eis um mantra que precisa ser repetido por cada gremista, seja sócio ou não. Não há desculpa para cadeiras vagas no sábado, para clarões no meio da arquibancada. Grêmio x São Paulo é confronto direto pelo G-4 do Brasileirão, é jogo vital para nossas pretensões.

A administração da Arena prevê 44 mil torcedores. Mediano. Quero mais de 50 mil gremistas (como pediu Felipão), de preferência 55 mil. É jogo para estabelecer recorde, para fazer o estádio rugir. Imploro aos sócios para que invadam a Arena. Nada de ficar em casa, torcendo pela TV.

O Grêmio precisa abafar o São Paulo, um dos melhores times do campeonato. Será difícil conter a linha de frente paulista, um desafio à nossa defesa invicta há oito jogos. Será um jogo de detalhe, tenso, pegado, diante de um rival qualificado, capaz de liquidar o jogo em um contragolpe. O empurrão das arquibancadas pode ser decisivo, temos de emparedar o São Paulo.

Quando clama por casa cheia, Felipão acerta. Ele não está disposto apenas a recuperar a aura guerreira dentro de campo. Ele também quer restabelecer a cumplicidade arquibancada-time, ressuscitar a fumaceira, fazer da Arena um recinto tão temido quanto foi o velho Olímpico. E o torcedor precisa ajudar.

Se nas barbas do G-4, com sequência de bons resultados, não conseguirmos lotar o estádio, é melhor desistir, quem sabe fechar o anel superior. Quero um caldeirão, não um teatro. Temos o dever de ocupar cada palmo das arquibancadas da Arena, criar um verdadeiro caldeirão azul.

Repitam comigo e materializem a cena no sábado: lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena.