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Posts com a tag "Brasileirão"

Missão no PR: compensar os pontos perdidos em casa

15 de maio de 2015 24
Luan pode desfalcar o Grêmio. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Luan pode desfalcar o Grêmio. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Quem tropeça em casa precisa compensar fora. É a máxima que vale para o Grêmio diante do Coritiba neste sábado. Para não largar no pelotão debaixo do Brasileirão, é bom recuperar os pontos perdidos na estreia contra a Ponte Preta, na Arena.

A tabela sorriu para o Grêmio ao tirar as equipes mais fortes do nosso caminho neste início de campeonato. Deveríamos aproveitar, fazer a gordura, acumular a confiança que nos pontos corridos ajuda a transformar um time mediano em postulante ao G-4.

Creio que Felipão vá repetir o esquema com três volantes e Júnior na lateral-esquerda. Luan é dúvida, o que preocupa. Mesmo com as críticas que recebe, algumas merecidas, ele é um dos nossos melhores jogadores até o momento. Já Pedro Rocha pode ter a oportunidade de confirmar o bom desempenho do meio da semana.

É salutar somar pontos para afastar aos poucos as desconfianças e acalmar o torcedor. Ninguém quer ver o Grêmio na largada do Brasileirão distante da parte alta da tabela.

***

Sobre a Arena e o risco de fechar as portas, creio que é algo difícil de ocorrer. Seria uma burrice ímpar do Banco do Brasil bloquear a conta que a Arena Porto-Alegrense utiliza para bancar as despesas dos jogos. O banco só receberá as parcelas do financiamento se o estádio funcionar, raciocínio defendido por Banrisul e Santander, que também emprestaram dinheiro a OAS para erguer o complexo.

O rolo é o seguinte:

Banco do Brasil, Santander e Banrisul financiaram os R$ 230 milhões da construção do estádio – falta pagar R$ 160 milhões. O Grêmio não quita o papagaio, essa responsabilidade é da OAS, sendo que a Arena é uma das garantias.

No contrato, a Arena Porto-Alegrense criou uma conta bancária que recebe todo o dinheiro das bilheterias, mais R$ 1,8 milhão mensal do Grêmio pelo uso do complexo, a seção onerosa. O dinheiro da conta deve pagar a operação do estádio e as parcelas do financiamento.

Como a Arena é deficitária, o repasse do Grêmio e a bilheteria são insuficientes para pagar tudo. Assim, a OAS tirava do seu caixa o dinheiro para complementar a parcela e deixar a dívida com os bancos em dia.

A Lava-Jato e os atrasos do governo federal afundaram a OAS em uma severa crise financeira. O Banco do Brasil teme um calote no financiamento da Arena e exige que a conta seja usada apenas para quitar as parcelas. Banrisul e Santander discordam. O Banco do Brasil pressiona a OAS para quitar parte do financiamento ou apresentar outras garantias.

Mesmo com atrasos em prestações, o que o Banrisul nega, o Bradesco forneceu uma carta fiança aos bancos que assegura o funcionamento da Arena por cerca de seis meses. Em tese, o risco de fechar fica adiado.

Para o Grêmio a situação não é de todo ruim. A crise da OAS e a dificuldade em manter em dia as prestações pode favorecer o clube na compra da administração plena do estádio, desde que o Imortal assuma o financiamento. A direção segue negociando. O Banrisul deu sinais de que pode avalizar o negócio.

Vitória raquítica

21 de setembro de 2014 77
Dudu, enfim, desencantou. Foto: Lauro Alves

Dudu, enfim, desencantou. Foto: Lauro Alves

Por Guilherme Mazui

Vencemos a Chapecoense sem convencer o mais fervoroso é otimista dos gremistas. Na Arena diante de um candidato ao rebaixamento, veio o 1 a 0 raquítico, que só reforçou nossas aridez na criação e no ataque. Valeu pelos três pontos e a quinta colocação, colado no G-4.

Era jogo para golear. O Grêmio teria goleado se possuísse um meio-campo equilibrado e um ataque mais incisivo. Só que o Imortal vive com três volantes e três atacantes, capenga do pensador que inexiste no elenco. Ruiz, o mais próximo de um armador, foi colocado na Sibéria por Felipão sabe-se lá por qual motivo. Espero que volte a ser relacionado.

No primeiro tempo, Dudu quebrou o jejum que durava desde a Libertadores. Aproveitou o rebote e marcou seu primeiro gol no Brasileirão, após 23 rodadas. O grande mérito do lance foi a assistência de Barcos para Luan. É dose quando o centroavante é o melhor assistente do time.

Ainda tivemos chances claras de ampliar. Luan atravessou o campo e chutou fraco, em vez de servir Dudu. Os contragolpes oferecidos pela Chapecoense evidenciaram a falta de qualidade para trocar cinco passes corretos e verticais até o gol. Meio e ataque sempre optam pelo passe mais difícil, falta-lhes qualidade para executar até os lances mais simples.

O segundo tempo foi de chorar. Chapecoense com a bola e o Grêmio incapaz de ligar um mísero contragolpe. Foi bater a gol aos 38 minutos, com Lucas Coelho. Os escanteios continuam a judiar do coração tricolor. É raro quando um gremista consegue acertar a bola. Quando sair um gol de escanteio, Uruguaiana vira mar.

Já a boa nota mais uma vez foi a defesa, que completou seis jogos sem ser vazada. Levou apenas 14 gols em 23 rodadas, a melhor performance do Brasileirão. É dessa solidez que sobrevivemos.

Com defesa de campeão e ataque de rebaixado, estamos nas barbas do G-4. Imaginem se conseguíssemos melhorar a produção ofensiva. A vaga na Libertadores ficaria na mão. Eis a esperança que nos move até o final do campeonato. Mesmo contrariando a história da temporada, quase em outubro temos de acreditar que criação e ataque vão melhorar.

Vamos para duas partidas fora, contra Flu e Botafogo. Precisaremos muito da nossa boa defesa. E seria conveniente a turma da frente melhorar. O Grêmio precisa terminar a semana de visitante, pelo menos, na mesma colocação. Com virtudes e deficiências, somos capazes de ingressar no G-4.

Grêmio se reforçou bem para o recomeço do Brasileirão

10 de julho de 2014 56
Giuliano, nosso principal reforço. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Giuliano, nosso principal reforço. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

O Brasileirão recomeça na próxima semana com muitas caras novas. Mudou a fotografia das equipes, inclusive a nossa. Pela movimentação do mercado, estamos entre os clubes que se reforçaram bem. Chegou Matías Rodriguez, Fellipe Bastos, Giuliano e Fernandinho. O desafio é fazer o time render.

Zero Hora trouxe o raio-x das dispensas e contratações da intertemporada. O grande reforço nacional foi anunciado pelo São Paulo, trata-se de Kaká. Se Alex e Ronaldinho ainda desequilibram, ele tem tudo para ser o cara. Kaká tem 32 anos e melhor forma física, vinha jogando no Milan. O São Paulo fica muito forte com o ex-melhor do mudo, mais Pato, Ganso e Luis Fabiano. Ainda trouxe Alan Kardec e Rafael Toloi. Espero que o time não encaixe.

O Corinthians também pegou bons reforços, o principal é Elias, capaz de marcar e atacar com intensidade. Lodeiro vai agregar em um ataque que não costuma marcar gols. Com uma defesa forte, o Corinthians vira candidato se melhorar a produção ofensiva.

Já O Palmeiras é uma incógnita com seu bando de argentinos. O Inter foi comedido, aposta em Luque, que vimos poucos jogos na vida. O Fluminense fechou com Cícero, o Atlético-MG com Maicosuel.  Atual campeão e líder, o Cruzeiro segue favorito. Trouxe Manoel, ótimo zagueiro que era do Furacão.

Nosso Grêmio, por suas vez, buscou Giuliano, um dos principais nomes da intertemporada. Tem Matías Rodroguez e Fernandinho. Fora Fellipe Bastos, mais um volante, contratamos em posições carentes. No papel, temos um bom time, dentro da média dos melhores do país. O desafio é fazer jogar, é tirar resultados do elenco.

A conversa de que o time é ruim não serve. Há outros elencos piores. E já cansamos de ver, incluindo na nossa própria história, equipes medianas que renderam. Enderson Moreira terá de mostrar o que só deu um indicativo no começo da Libertadores.

Vale lembrar que a janela para saídas para Europa esquenta mesmo depois da Copa. Ou seja, teremos equipes que parecem fortes se desfazendo de jogadores. Só teremos a real noção das forças no final de agosto, na virada de turno do campeonato. Vamos rezar para que Luan não siga o rumo congelante do Leste Europeu.

Mais qualidade já

01 de junho de 2014 84
Barcos, dois gols em oito jogos. FOTO: Bruno Alencastro

Barcos, dois gols em oito jogos. FOTO: Bruno Alencastro

Por Guilherme Mazui

Olhar o Grêmio na sexta colocação do Brasileirão, sabendo que desperdiçou a chance de colar no Cruzeiro, frustra qualquer torcedor. Tivemos Sport e Palmeiras em sequência e somamos dois pontos. O sexto lugar é a posição fidedigna ao nosso desempenho. Vamos precisar agregar qualidade na parada da Copa para sonhar com algo maior do que o G-4.

O Palmeiras tinha meio time reserva, era jogo para vencer e comemorar. Mas o Grêmio consegue se superar. Passadas nove rodadas do Brasileirão 2014, o Grêmio repete erros e virtudes de 2013. Segue com uma defesa que leva poucos gols. Temos a melhor do campeonato, vazada cinco vezes, junto com Corinthians e Santos. Já o ataque continua uma tristeza, entre as piores médias.

Em nove jogos, marcamos sete gols, sendo que ficamos no zero em cinco partidas, as últimas três seguidas. Os artilheiros do time, Barcos e Rodriguinho, marcaram duas vezes cada. O líder Cruzeiro tem Marcelo Moreno e Ricardo Goulart com cinco tentos cada. Com três gols, aparecem atletas que jogaram pouco ou de equipes sem expressão, como Alex (Coritiba), Tiago Luis (Chapecoense) e Zeballos (Botafogo).

A dificuldade se repete, falta linha de fundo, falta o lance diagonal, estamos sempre com o freio de mão puxado. A bola parada segue terrível, um erro atrás do outro. Apesar das contratações, ainda falta um armador. E o ataque imita 2013, com Barcos marcando a cada ano bissexto. Atuou em oito partidas e fez dois gols, sendo que ambos no mesmo jogo.

Boa parte da torcida pede a saída de Enderson Moreira. Tenho minhas dúvidas. Se for para tirar Enderson, que o novo técnico seja anunciado logo, para que possa repensar o time no intervalo da Copa. Seria interessante mudar peças na direção de futebol, a atual já provou que pouco entende do riscado.

Voltando ao Enderson, quem viria no lugar? Se o clube não conseguir acertar com um Tite ou Felipão da vida, fica difícil bancar outra aposta. O trabalho atual precisa ser aprimorado e questionado. Vencido o episódio do contrato da Arena, a direção precisa aditivar o vestiário, cobrar o trabalho diário.

O recesso do Mundial precisa promover mudanças de nomes e posturas no elenco. A primeira saída é a de Barcos, o centroavante com mais desculpas para não fazer gols na história do clube. Se os mexicanos do Tigres fizerem alguma oferta, é embalar para presente. Só deixar de pagar seu gordo salário já possibilitará a busca de dois ou três reforços.

Pelo bem do Grêmio, é fundamental vender ou passar Ramiro adiante. Pouco acrescenta ao time. O que vai trazer melhorias são reforços, um deles do próprio elenco, que se chama Luan. Mas o garoto, bom de bola, precisa de escolta. Sozinho, não resolve. Por isso, a busca por novos nomes.

Contratações como a do lateral-direito Matias Rodriguez devem agregar qualidade. Seria ótimo se desfazer de algum dos estrangeiros, que pouco somam, e buscar o verdadeiro Maxi Rodríguez, o do Newell’s.

O período de Copa será fértil para negócios, já que todos os times farão mudanças. Portanto, mais qualidade é para ontem. Desejo chegar em julho animado com as mudanças no Grêmio.

 

Responda com gols, Barcos

31 de maio de 2014 31
Pé na forma, Barcos! Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Pé na forma, Barcos! Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Recentemente, critiquei Barcos por afirmar que não precisava dar explicações sobre suas atuações ao torcedor. Mais tarde, o argentino se desculpou, disse que deveria dar gols e boas atuações aos gremistas. Pois continuo esperando tal resposta.

A última oportunidade antes do recesso da Copa do Mundo parece feita sob medida para o argentino, que desperta interesse dos mexicanos do Tigres. Barcos vai reencontrar neste domingo o Palmeiras, seu último clube, pelo qual marcou 28 gols em uma temporada, mas saiu brigado.

Um jogador competitivo, de espírito vencedor, faria questão de marcar gols em um jogo como este. O Grêmio precisa bater o Palmeiras para encerrar o pré-Copa no embolado pelotão de frente do Brasileirão. Precisa dos gols do seu centroavante.

Barcos largou a fatídica frase das explicações depois de passar em branco contra o Fluminense. Desde então, já enfrentamos Botafogo, São Paulo e Sport sem a aguardada resposta. Neste ritmo, vai passar a Copa, virão as eleições e prosseguirei em modo de espera.

Barcos reclama da torcida e da imprensa, enquanto joga de menos. Em 85 jogos pelo Grêmio, soma 31 gols, média de um tento a cada 2,7 partidas. No Brasileirão, foram sete atuações e dois gols, sendo que ambos no mesmo jogo, diante da Chapecoense.

Quero ser otimista, quero acreditar que um dia Barcos vai desandar a fazer os gols que ele é bem pago para fazer. Então, que comece a responder todas as críticas neste domingo. Que o Palmeiras seja a vítima do poder de indignação do argentino. Fará bem ao Grêmio e ao seu centroavante.

Falhas no ataque e na defesa

25 de maio de 2014 101
Derrota em SP. Foto: Ale Cabral/Agência O Dia

Derrota em SP. Foto: Ale Cabral/Agência O Dia

Por Guilherme Mazui

A sequência de vitórias foi interrompida, perdemos para o São Paulo, 1 a 0.  Difícil vencer quando o goleiro falha e o centroavante perde duas grandes chances. O Grêmio encarou um jogo encrespado fora de casa, contra um dos grandes do futebol nacional, mas poderia ter se saído melhor. Pecamos por respeitar demais o São Paulo.

É preciso levar em conta que tivemos um pênalti sonegado no final do jogo, porém, Enderson Moreira optou por três volantes, time com freio de mão puxado, com criatividade mais do que limitada. Como diria o Caue, pescamos o empate e fisgamos a derrota. O Grêmio só foi resolver atacar de verdade depois de ter levado o gol.

Por falar em gol, a sina do goleiro é mesmo ingrata. Marcelo Grohe repetia as jornadas de redentor, salvando o time. Fez, pelo menos, duas grandes defesas no primeiro tempo. Só que aceitou uma cabeçada que passou por baixo dos seus braços. O goleiro tem crédito, vinha de belas atuações, mas é o tipo de lance evitável, que traz de volta críticas ao arqueiro.

A lamentar mesmo, a tirar o torcedor do sério, é a falta de pontaria de Barcos. Volto a dizer, o custo benefício do argentino dá prejuízo. Barcos é o homem mais bem pago do elenco para resolver o jogo, para colocar a bola na casinha. Ele não recebe uma fortuna mensal para ficar de frente para o lance e chutar para fora. A chance do empate foi isolada, já nos acréscimos, por seu pé torto.

Já correram dois jogos e sigo esperando Barcos responder as críticas com gols. Ele ainda pensa que não deve explicações ao torcedor? O capitão começa  a repetir o 2013, boa média no Gauchão e gols escassos contra equipes mais tarimbadas. É dinheiro fora para um desempenho tão mediano na frente.

A derrota findou o sonho de liderança na rodada, obriga a gremistada a secar muitos rivais no domingo. A derrota também mostrou que será preciso mais qualidade, em especial, para vencer fora de casa e sonhar com título.

Como o Brasileirão carece de um supertime até o momento, continuamos no bolo. Mas fica evidente que, na parada da Copa do Mundo, será necessário agregar qualidade ao time titular. Precisamos transformar as oportunidades em gols.

Rodada delicada no Brasileirão

24 de maio de 2014 12
Peleia difícil no Morumbi. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Peleia difícil no Morumbi. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

O Grêmio encara uma rodada delicada no Brasileirão. Pode terminar na liderança isolada, se vencer o São Paulo e o Cruzeiro patinar diante do Inter, e pode ser alijado do G-4 caso tropece e os rivais ganhem.

Bater o São Paulo fora de casa é uma daquelas vitórias que encorpam, ajudam um time a embalar. É jogo difícil, às 21h de sábado, peleia que exige inteligência. Os paulistas vêm de goleada, precisam reagir. O Grêmio terá de contê-los e contar com um ataque cirúrgico nas oportunidades que pintarem.

A defesa tricolor aparece bem, sofreu quatro gols em seis jogos, figura entre as melhores do Brasileirão. O ataque nem tanto. Barcos ainda não respondeu as críticas com gols, terá uma excelente oportunidade no Morumbi. A velocidade de Dudu será fundamental, em especial, se ele conseguir combinar rapidez e precisão no acabamento dos lances.

Enderson Moreira faz mistério, não indica o substituto de Alán Ruiz. Depois do golaço contra o Botafogo, Maxi Rodríguez é o preferido de parte da torcida. Zé Roberto, que daria mais cadência ao meio, e Edinho, para retomar o trio de volantes, são outras opções.

Se a vontade for apenas se defender, deixar o São Paulo pressionar e especular, vale entrar com Edinho. Assim, dependeremos da criatividade de Rodriguinho e Dudu, com reforço de Ramiro e Riveros. Não morro de amores por essa formação. Prefiro  outro meia, que pode ser Zé ou Maxi.

De qualquer forma, independente da escalação, é fundamental pontuar, mirar o topo, criar gordura no G-4. Temos duas jornadas fora de casa, precisamos somar.

Uma vitória no Morumbi, deixa bem claro que estamos no páreo.

>> Classificação Brasileirão
1º Cruzeiro 13 pontos
2º Grêmio 13 pontos
3º Fluminense 12 pontos
4º Palmeiras 12 pontos
5º Inter 12 pontos
6º Goiás 11 pontos
7º Atlético-MG 10 pontos

>> Rodada
Bahia x Fluminense (sábado)
São Paulo x Grêmio (sábado)
Figueirense x Goiás (domingo)
Atlético-MG x Criciúma (domingo)
Inter x Cruzeiro (domingo)
Chapecoense x Palmeiras (domingo)

Pé quente na jornada fria

22 de maio de 2014 57
O juizão ergue os braços selando a vitória tricolor em Caxias.

O juizão ergue os braços selando a vitória em Caxias: três pontinhos a mais e personalidade na virada.


Por Caue Fonseca

Antes de falar sobre o jogo em si, deixa eu abrir um parêntese para dizer que o Alfredo Jaconi é um estádio marcante na minha vida. Sou natural de Caxias do Sul e, até mudar para Porto Alegre, em meados de 2002, o Jaconi era o meu Olímpico. Como sou um torcedor do Grêmio e do Caxias, não havia constrangimento algum em ir lá torcer para o tricolor contra o Juventude, nosso querido cliente de outrora.

Já tanto me embretei naquela arquibancada morro abaixo atrás da goleira que, ontem, tive de puxar meu pai pela camisa quando ele já se encaminhava para a torcida visitante. Voltar para lá no meio das férias para matar a saudade do sul e do Grêmio, portanto, tinha o gosto de beber um bom quentão debaixo de chuva e vento.

O blogueiro e seu pai encarangados: depois do Alasca, o lugar mais gelado em que o blog já esteve.

O blogueiro e seu pai encarangados: depois da Antártida, o lugar mais gelado em que o blog já esteve.

Menos aquecido que eu na arquibancada estava a nossa dupla de volantes, (o agora titular) Ramiro e Riveros. Foi a mosquice dos dois que permitiu tomarmos um gol originado de uma arrancada de Carlos Alberto, cujo futebol tem a duração de um refri de mercearia aberto. Pois ele passou de viagem no meio da dupla nos únicos cinco minutos em que joga de uma partida. Aí, foi só passar para Zeballos vencer nosso Marcelo Gordon com um bonito toque.

Claro que o gol trouxe um amorcegamento imediato para uma partida que já estava complexa pelo peso do gramado e pela características dos dois times. Mas o Grêmio, mesmo com pouca técnica, teve paciência para martelar até terminar o primeiro tempo empatado e buscar a virada no segundo.

Vale ressaltar a personalidade dos autores do gol, Rodriguinho e Maxi. O uruguaio é um personagem e tanto. Deve ter errado 80% dos passes que tentou, mas está sempre propenso a fazer um golaço como o de ontem. Enderson mexeu certo, mas poderia ter mexido antes. Ramiro já não jogava nada desde o retorno do intervalo. Foi num simples passe de Zé Roberto, que o substituiu só aos 33 minutos, que saiu o gol. Já Barcos novamente pisoteou os nervos.

Ganhar mesmo quando se joga pouco é um mérito e um exercício constante em um campeonato de pontos corridos. A tabela não se comove com grandes atuações, com música no Fantástico. A tabela precisa é estar três pontos mais gorda a cada rodada. O Grêmio ontem não foi brilhante, mas foi competente. Temos de ser assim em 80% do campeonato. Nos outros 20%, teremos de dar o salto de qualidade para nos impor contra rivais diretos, como é o São Paulo, neste sábado. Torceremos.

Quanto ao Jaconi, se o centroavante infelizmente não é mais o Jardel, ao menos constatei que o pé segue quente na Serra gelada.

 

Noite para transformar o Jaconi em Arena

21 de maio de 2014 37
Manda bala, Rodriguinho. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Manda bala, Rodriguinho. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Contamos com os gremistas da Serra para transformar o Alfredo Jaconi em casa tricolor. É importante bater o Botafogo, encarreirar a terceira vitória consecutiva, saindo mais tranquilo para dois jogos fora. Se a tabela do Brasileirão foi ingrata até a parada da Copa do Mundo, cabe ao Grêmio matar a dificuldade no peito e jogar.

Pelo andamento do Brasileirão, é um jogo perigoso. O Botafogo está pressionado, oscila boas e más atuações. O campeonato está naquela fase em que surpresas pipocam a cada rodada. Portanto, concentração total, nada de desperdiçar chances como mandante. É um jogo para confirmar o bom momento no campeonato, quiçá alcançar à liderança.

Enderson Moreira indica que pode repetir a escalação que venceu o Fluminense, no domingo. Deixaria Edinho no banco, com Ramiro e Riveros como volantes. Alán Ruiz, Rodriguinho e Dudu continuam juntos, com Barcos à frente. É uma nova oportunidade para Rodriguinho ratificar sua titularidade, chance para Alán Ruiz produzir mais, para Barcos responder as críticas com gols.

Espero que o trio de meias fique mais próximo do ataque e que a bola parada seja transformada em gols. Também torço para que o garoto Breno renda mais, ganhe naturalidade na lateral. Técnica ele possui, precisa de tranquilidade. Assim, força, Grêmio! Em busca de mais três pontos. Temos chances de dormir na liderança.

 

 

Vitória com as mãos de Marcelo Grohe

18 de maio de 2014 58

Por Guilherme Mazui

Temos de agradecer, bater palmas para Marcelo Grohe. Nosso goleiro foi soberano, teve uma atuação de gala na Arena. O Grêmio só derrotou o Fluminense, 1 a 0, porque teve uma jornada inspirada do seu camisa 1.  Três defesas com alto grau de dificuldade em um jogo em que o adversário teve 60% de posse de bola. Valeu, Grohe! Asseguraste nossa presença no G-4.

Grohe fez a defesa da rodada na cabeçada forte e para baixo de Fred, a poucos metros do gol. Feito gato, saltou e salvou com um tapa. Defesa com status de gol, em especial porque, em seguida, Werley deu passe açucarado para Rodriguinho bater cruzado e marcar. Na etapa final, a expulsão de Fred facilitou, sendo que ele foi bem expulso. Passou a tarde deixando braço na defesa e chateando. Fez dois lances para amarelo e já era. Batemos o Flu, elenco que tem condições de brigar lá na frente.

Com poucos reforços e ajustes, temos condições de brigar pelo título. Rodriguinho ganhou lugar no time, melhorou a bola parada, tenta assistências, marcou seu gol. Alán Ruiz ficou abaixo, longe da área de definição, sem condições de um arremate. Ele precisa ser mais intenso e arriscar outro posicionamento. Pará repetiu Pará, ou seja, muita transpiração e pouca inspiração. E Breno sentiu o penso do confronto, desperdiçou lances bobos, parecia assustado. A dupla Bressan-Werley foi bem.

Rodriguinho fez o gol da vitória. FOTO: Grêmio

Rodriguinho fez o gol da vitória. FOTO: Grêmio

Voltando ao que tivemos de melhor, Grohe desperta sentimentos opostos na torcida. Quem lhe defende, reage com força contra qualquer crítica. Quem o classifica como insuficiente, deseja vê-lo no banco ou longe da Arena. Considero Grohe um bom goleiro, ágil debaixo das traves, que tem aprimorado a saída pelo alto. Pode melhorar, mas está no mesmo nível dos arqueiros dos principais times do Brasileirão.

Falta um pouco de estrela ao camisa 1, fato que não é definitivo. Como diria o Caue, “o folclore termina quando acaba”. Victor era um goleiro pé frio (chamei-o assim muitas vezes) até 2013, quando se tornou um santo pegador de pênaltis pelo Atlético-MG. Findou a mística do goleiro amarelão.

Grohe pode tirar esse estigma que parte da torcida lhe atribui. O futebol permite desfazer impressões a cada 90 minutos. Atuações como essa, diante do Flu, mudam opiniões. E a sucessão das mesmas confirmam um novo status, o que nosso goleiro busca na temporada 2014. Aos poucos, creio que ele vai conseguindo. Ainda falta uma faixa, um título.

O arqueiro fechou a porta contra o Fluminense, time com defesa pior do que a nossa e ataque melhor. A diferença técnica, em especial nos trios de meias e centroavantes, ficou visível na posse. O Grêmio tentava chegar, porém, perdia a bola em seguida. Os cariocas trocavam passes rápidos e rondavam a área. Assim, tiveram as melhores chances.

Fred cabeceou para  baixo, Grohe operou milagre. Sóbis bateu de fora, buscando o ângulo a 99 km/h, e Grohe espalmou. No segundo tempo, Sóbis entrou sozinho, queimou cruzado e Grohe pegou. Grohe, Grohe, Grohe. Já o Grêmio, só teve uma chance clara no primeiro tempo, quando fez o gol, e uma escapada no segundo.

Após arrancar solitário no contragolpe, Barcos fez o que me tira do sério. Quando deveria ter ímpeto para avançar e concluir, perdeu velocidade e não chutou. Acertou o corte, momento de rolar para Rodriguinho, livre. Barcos chutou desviado. Perdeu o gol da tranquilidade, o gol que centroavante com salário acima dos R$ 500 mil é proibido de perder.

Logo, se criamos poucos e o rival exigiu três defesaças do goleiro, Grohe merece as palmas, o reconhecimento do torcedor. Só que a bola é ingrata. Contra o Botafogo, o camisa 1 será desafiado outra vez a comprovar sua qualidade. Avante, Marcelo! Avante, Grêmio!