Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts com a tag "Chapecoense"

Vitória raquítica

21 de setembro de 2014 77
Dudu, enfim, desencantou. Foto: Lauro Alves

Dudu, enfim, desencantou. Foto: Lauro Alves

Por Guilherme Mazui

Vencemos a Chapecoense sem convencer o mais fervoroso é otimista dos gremistas. Na Arena diante de um candidato ao rebaixamento, veio o 1 a 0 raquítico, que só reforçou nossas aridez na criação e no ataque. Valeu pelos três pontos e a quinta colocação, colado no G-4.

Era jogo para golear. O Grêmio teria goleado se possuísse um meio-campo equilibrado e um ataque mais incisivo. Só que o Imortal vive com três volantes e três atacantes, capenga do pensador que inexiste no elenco. Ruiz, o mais próximo de um armador, foi colocado na Sibéria por Felipão sabe-se lá por qual motivo. Espero que volte a ser relacionado.

No primeiro tempo, Dudu quebrou o jejum que durava desde a Libertadores. Aproveitou o rebote e marcou seu primeiro gol no Brasileirão, após 23 rodadas. O grande mérito do lance foi a assistência de Barcos para Luan. É dose quando o centroavante é o melhor assistente do time.

Ainda tivemos chances claras de ampliar. Luan atravessou o campo e chutou fraco, em vez de servir Dudu. Os contragolpes oferecidos pela Chapecoense evidenciaram a falta de qualidade para trocar cinco passes corretos e verticais até o gol. Meio e ataque sempre optam pelo passe mais difícil, falta-lhes qualidade para executar até os lances mais simples.

O segundo tempo foi de chorar. Chapecoense com a bola e o Grêmio incapaz de ligar um mísero contragolpe. Foi bater a gol aos 38 minutos, com Lucas Coelho. Os escanteios continuam a judiar do coração tricolor. É raro quando um gremista consegue acertar a bola. Quando sair um gol de escanteio, Uruguaiana vira mar.

Já a boa nota mais uma vez foi a defesa, que completou seis jogos sem ser vazada. Levou apenas 14 gols em 23 rodadas, a melhor performance do Brasileirão. É dessa solidez que sobrevivemos.

Com defesa de campeão e ataque de rebaixado, estamos nas barbas do G-4. Imaginem se conseguíssemos melhorar a produção ofensiva. A vaga na Libertadores ficaria na mão. Eis a esperança que nos move até o final do campeonato. Mesmo contrariando a história da temporada, quase em outubro temos de acreditar que criação e ataque vão melhorar.

Vamos para duas partidas fora, contra Flu e Botafogo. Precisaremos muito da nossa boa defesa. E seria conveniente a turma da frente melhorar. O Grêmio precisa terminar a semana de visitante, pelo menos, na mesma colocação. Com virtudes e deficiências, somos capazes de ingressar no G-4.

Hora do ataque funcionar

20 de setembro de 2014 16
Dudu ainda não marcou no Brasileirão. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Dudu ainda não marcou no Brasileirão. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Depois do empate sem gols com o Santos, vem outra partida em casa, outra partida em que teremos de propor o jogo. Espero que criação e ataque funcionem contra a Chapecoense na Arena.

Temos defesa de campeão e ataque de rebaixado. Levamos 14 gols, melhor marca do Brasileirão ao lado do Corinthians, enquanto Cruzeiro e São Paulo sofreram 21 e 25. Já o nosso desempenho ofensivo é vexatório: 18 gols em 22 jogos. O Cruzeiro tem mais do que o dobro de gols (45) e o São Paulo marcou 38 vezes.

Evidente que contra a Chapecoense a defesa precisa manter a boa fase, embalar o sexto jogo invicta. Só que o paredão é insuficiente para vencer. Sem bola na rede, colecionaremos empates e mais empates.

Vivemos a esperar que Dudu acerte o pé, que Luan repita as boas atuações da Libertadores, que um mísero escanteio termine em gol. Em um elenco sem bons armadores e batedores de falta, temos de viver do otimismo nato do torcedor.

Se rasgamos a chance de entrar no G-4 na rodada passada, não podemos desperdiçar uma nova oportunidade. Enquanto o Grêmio recebe a Chapecoense, o Inter visita o Furacão e o Corinthians tem o clássico com o São Paulo.

Na estratégia do longo prazo, a vitória no domingo é fundamental, pois teremos na sequência duas partidas fora de casa (Flu e Botafogo). Portanto, bola na rede, Grêmio. O ataque precisa funcionar.

“É para presente?”

10 de maio de 2014 32
Agora com Barcos, Grêmio repete o pepino de Kleber na impossibilidade de colocar um medalhão no banco (Foto:  Lucas Uebel, Grêmio)

Agora com Barcos, Grêmio repete o pepino de Kleber na impossibilidade de colocar um medalhão no banco (Foto: Lucas Uebel, Grêmio)

Por Caue Fonseca

Como não acredito em Papai Noel, duvido muito que vá se concretizar assim tão fácil uma transferência como essa de Barcos para o futebol mexicano por R$ 7 milhões. Se a proposta de fato for assim tão simples, o único questionamento que cabe ao Grêmio é embalar ou não o Pirata para presente.

Barcos é uma daquelas contratações que é fácil criticar depois que deu errado. Havia marcado 28 gols em 2012. Aparentemente, uma joia rara em um país em crise de centroavantes, que leva Fred e Jô para disputar Copa do Mundo. Rui Costa, à época, foi aclamado pela discrição e convicção com que firmou o negócio.

Veio a seca de 2013, os gols inacreditáveis perdidos na Libertadores de 2014 e Rui Costa virou um irresponsável. Um dirigente que comprou gato por lebre. No meu ponto de vista, não é nem gênio nem burro. Contratou alguém que parecia a todos um bom nome, mas comprometendo demais as finanças do clube.

No futebol brasileiro de hoje em dia, arrisco dizer que nome algum valha um contrato de três anos pelos valores acertados com Barcos.

Se estivesse balançando as redes com regularidade e em jogos importantes, Barcos já seria caro. Mas talvez valesse o quanto pesasse. Nosso maior problema hoje não é o fraco desempenho de Barcos, mas o quanto ele e outros medalhões pesam na folha de pagamento. Impedem, assim, a busca por reforços e até mesmo o cumprimento de salários em dia.

Agora mesmo o Grêmio colocou-se com Barcos na mesma encruzilhada em que estava com Kleber no início do ano. Decidido a reforçar o meio-campo, Enderson Moreira precisava tirar um dos três atacantes: Dudu, Luan ou Barcos.

Estivéssemos em um mundo em que só o futebol apresentado em campo importasse, Barcos talvez já estivesse observando o jogo de abrigo há mais tempo. Mas aí seria o maior salário do elenco, com contrato longo, se desvalorizando a cada segundo.

Sobrou para Luan não por falta de futebol, mas por ser o nome mais fácil de colocar no banco.

Como duvido que Barcos vá embora tão cedo, a solução passa por colocá-lo a disputar posição. O ideal seria que trouxéssemos um novo centroavante sem tanta grife, mas ao menos capaz de fazer sombra a um companheiro sem gols. Como esse nome não virá, que Enderson passe a apostar mais em Lucas Coelho ou mesmo em um esquema sem centroavante, com menos bolas inúteis alçadas na aérea e mais chutes a gol.

Veremos, contra a Chapecoense, se o Pirata novamente naufragar, se Enderson terá coragem de substituí-lo por Luan, formando dupla de velocistas com Dudu.

Agora, se houver mesmo uma proposta em que o Grêmio não só se livre de Barcos, mas que ganhe capital para buscar um substituto no mercado, então que vendam.

Pelo amor de Deus, vendam.

Enderson consegue?

06 de maio de 2014 36
Enderson: hoje, seu semplante é o retrato do Grêmio e de tudo o que não queremos dele. (Foto reprodução)

Enderson: hoje, seu semplante é o retrato do Grêmio e de tudo o que não queremos dele. (Foto reprodução)

Por Caue Fonseca 

Hoje os jornais listam tarefas para Enderson Moreira nesta semana de treinos até domingo. Lá estão: testar substitutos para as laterais, definir um articulador, reapresentar Luan e Barcos ao gol… A questão é: alguém imagina Enderson cumprindo essas tarefas?

Admito aqui que o desânimo que sinto com Enderson pode ser puro preconceito. Uma impressão errada.

Primeiro olho para a tarefa hercúlea de reerguer o Grêmio sem reforços, com salários atrasados, com um longo Brasileiro pela frente e com a torcida decepcionada. Depois olho para a figura triste de Enderson: voz baixa, declarações comedidas e braços cruzados à beira do campo. Não consigo dar-lhe crédito.

Já elogiei bastante o técnico nesse espaço no início do ano, e não creio que estivesse enganado. Enderson, de fato, fez um time com menos peças jogar mais do que vinha jogando em 2013 tanto com Luxemburgo quanto com Renato. Também ficou evidente que aquela equipe vinha, de fato, jogando a base de treinos. Não apenas de pijama training ou de motivação de vestiário.

Portanto, Enderson tem seus méritos, mas, por vezes, trocar de técnico funciona não pela competência maior do substituto frente ao substituído. A troca funciona simplesmente por se tratar de uma pessoa nova pensando em novas alternativas. Seja o treinador que for.

Como bem disse o Mazui no post passado, o jogo contra a Chapecoense é derruba-técnico. Não há boa desculpa para não vencer os catarinenses após uma semana de treinos. Enderson vai ter de mostrar, nesse teste, que pode pensar soluções novas para o Grêmio. Suspeito que ele mesmo olhe para o grupo, hoje, e sinta vontade de pedir as contas diante da frustração de não achar soluções. Se é diferente disso, que prove.

Ah sim. E descruzar os braços e desfazer a cara de sono também ajudaria.