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Posts com a tag "Copa do Brasil"

Lincoln ensina como se faz em um chute

16 de abril de 2015 29
Lincoln fez o seu gol. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Lincoln fez o seu gol. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Lincoln, 16 anos, precisou de um lance para mostrar aos marmanjos como se faz. Chute forte, rasteiro, seco, cruzado, indefensável. Chute sem frescura, certeiro, com vontade. Chute que virou gol. O garoto foi a rara boa notícia na vitória apagada por 2 a 0 sobre o Campinense.

Se Braian Rodríguez perde um gol feito a cada jogo, Lincoln entrou nos 15 minutos finais e fez dois. O primeiro sem goleiro e bem anulado. O segundo em bola que sobrou limpa, após Giuliano se atrapalhar. Como tem mais qualidade técnica, Lincoln concluiu com facilidade. Quem sabe deixa o futebol fluir. O guri precisa jogar mais, tem potencial para ser titular apesar da pouca idade.

O ataque tricolor continua sofrível. A classificação na Copa do Brasil veio apesar do desperdício. Se fosse competente, o Grêmio teria tocado cinco ou seis no fraquíssimo Campinense. Criou oportunidades para tanto, porém não sabe guardar. Complica jogos fáceis, algo sempre perigoso.

Douglas perdeu chance logo no início. Depois, Braian recebeu mais uma solito. Para variar, dominou e chutou em cima do goleiro, sua especialidade. No rebote, Giuliano não marcou porque a defesa desviou. Braian ainda rasgou outra oportunidade de cabeça. Luan também acertou a trave.

Na segunda etapa, Luan encarou alguns lances de mano e bateu fraco, sem força. Giuliano errou muito, inclusive, furou no cruzamento que encontrou o pé de Douglas e morreu no ângulo no primeiro gol. Em seguida, Giuliano bateu pedindo desculpa. Já nos acréscimos, ele errou o domínio, trombou e a bola sobrou para Lincoln. Sem firulas, o guri simplificou, concluiu firme e fácil como quem diz aos colegas “é assim que se faz, rapazeada”.

A baixa do ataque preocupa. Braian não empolga. Mamute voltou a entrar bem, contudo ficou mais tempo fora do que dentro da área. O guri deixa a impressão de que lhe falta tesão pelo gol. Só bons lances de lado não farão Mamute estourar. Lincoln quase não atua e já tem o mesmo gol solo de Braian e Mamute na temporada.

Outro bom ingresso no time foi Walace, imponente na frente da área, firme na marcação. Confesso que não entendo a paixão de Felipão por Fellipe Bastos, que carimba os lances, atrasa o jogo e erra passes longos. Walace é titular. Só Felipão não enxerga.

Luan e Giuliano confirmam a boa fase

02 de abril de 2015 43

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

A classificação na Copa do Brasil está encaminhada. Vitória por 2 a 1 sobre o Campinense na Paraíba. Temos de comemorar a boa fase de Giuliano e Luan. Quando o rival empatou em pênalti inexistente, o meia pifou o atacante, que tocou por cima do goleiro. Ao lado de Rhodolfo, são os melhores jogadores do Grêmio na temporada.

Já o lamento é por não termos eliminado o jogo de volta. O Grêmio receberá o Campinense na Arena porque o árbitro se embananou ao não marcar pênalti em Braian Rodríguez e ao anotar uma penalidade que não houve para o Campinense. Porém, considero o menor dos problemas. Lamento mesmo a displicência no ataque.

Lembram que falei que a Copa do Brasil é um torneio de matadores? Um torneio em que não se deve ter misericórdia? Pois a Imortal teve. Perdeu chances cara a cara, desperdiçou uma penca de contragolpes e não conseguiu impor dois gols de vantagem sobre um adversário da quarta divisão.

Geromel perdeu chance em escanteio, sem goleiro, nos primeiros minutos. Braian Rodríguez entrou sozinho e bateu em cima do arqueiro, mesmo erro de Matías Rodríguez. Três chances claras, três gols fáceis desperdiçados. O Grêmio não pode facilitar assim.

Então, falo de Braian. Tento manter o otimismo com o uruguaio, mas começo a questionar minha convicção. Um gol sem goleiro em seis jogos. É pouco. Tudo bem que ele recebe poucas assistências, porém nas últimas partidas teve três lances solito com a bola dominada. Contra Cruzeiro, São Paulo e Campinense errou. Não pode. Gol fácil é para ser marcado.

Se Braian teve atuação apagada, Yuri Mamute entrou no seu lugar e desequilibrou em um lance. Girou no marcador, arrancou, pedalou e rolou para Douglas guardar. Jogada de força e velocidade que Braian não tem condições de fazer. Mamute entrou muito bem, perdendo fôlego depois. Desponta como possível titular.

No empate do Campinense, Matías Rodríguez lembrou seus piores momentos. Foi driblado com enorme facilidade. Precisaria de uma moto para correr atrás do adversário. A marcação do argentino tem muito a melhorar.

Já Luan e Giuliano resolveram. O meia acerta passes, arrisca lances decisivos, seja em assistências ou arremates. Melhora sua performance a cada rodada, começa a ser o reforço que sempre desejamos. Luan, por sua vez, reencontra o futebol do início de 2014, o futebol que exibia até fraturar a mão. Marcou o terceiro gol em dois jogos.

Com Luan e Giuliano em boa fase, o Grêmio se torna competitivo. Tem muito a melhorar, mas aponta um caminho promissor.

 

 

 

 

 

 

É do jogo, é o começo de uma competição que só esquenta mais adiante, nas oitavas de final. O lance é chegar lá com futebol competitivo.

O Grêmio

 

 

Copa do Brasil é torneio de matadores

31 de março de 2015 27
Braian tem um gol em cinco jogos. Foto: Grêmio

Braian tem um gol em cinco jogos. Foto: Grêmio

Por Guilherme Mazui | @guilhermemazui

Quarta-feira começa a Copa do Brasil diante do Campinense. Vitória a partir de dois gols de diferença evita o jogo da volta na Arena. Para tal, será preciso eficiência no ataque.

A efetividade da nossa linha de frente é um dos pontos que ainda carece de melhorias. Felipão recebeu reforços, encorpou o Grêmio e empilhou vitórias. A defesa não leva gols há cinco jogos, o toque de bola ficou mais rápido e o time mais criativo. Falta colocar a bola no barbante com maior frequência.

Campeonato em que saldo e gol marcado na casa do adversário são decisivos, a Copa do Brasil não perdoa quem tem misericórdia. É aquele torneio de jogos apertados fora de casa, em que um contragolpe ou bola parada bem encaixado liquida a pressão rival. Em casa, um pé calibrado resolve a fatura sem sofrimento.

Neste contexto, estão faltando gols de Braian Rodríguez. O uruguaio tem cinco jogos pelo Grêmio e um gol, diante do Cruzeiro. Recebeu passe açucarado de Giuliano e só rolou para as redes vazias. É pouco em cinco partidas.

Sei que Braian está se adaptando, teve um gol mal anulado contra o Noia, mas andou perdendo alguns golzinhos que o centroavante de um grande time não pode perder.

Diante do Cruzeiro, ele entrou sozinho com goleiro e bateu para fora. Contra do São Paulo, ficou outra vez solito e encheu o pé em cima do arqueiro. Chance fácil é para guardar. Nosso sucesso na Copa do Brasil depende da finalização certeira.

Acredito que Braian começará a acertar o pé, gosto do seu estilo. É um centroavante que encontra a bola alçada na área e chega para conferir. Nos rebotes, costuma estar bem posicionado, bate forte. Pelo alto, apara boa parte dos cruzamentos. Terá de melhorar a conclusão com os pés.

Braian começou bem, mas está faltando o gol, o principal de sua função. Precisamos de um centroavante matador para beliscar o penta da Copa do Brasil.

Incompetência generalizada

28 de agosto de 2014 138
Luan perdeu chance a dois metros do gol, sem arqueiro. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Luan perdeu chance a dois metros do gol, sem arqueiro. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Deu tudo errado. Houve azar, teve erro de arbitragem grosseiro e sobrou incompetência. O Grêmio jogou melhor e conseguiu perder em casa. A classificação na Copa do Brasil, única chance de título que restou, ficou pouco provável.

O Grêmio conseguiu fazer tudo o que não podia fazer em um jogo de mata-mata como mandante. Perdeu para o Santos, um time nada demais, por 2 a 0. Frustrou uma nação cansada de ver a equipe afinar. Vai precisar devolver o placar na Vila, onde historicamente tropeça, para forçar as penalidades. Se ganhar por 3 a 1, classifica.

O jogo desta quinta-feira lembrou demais aquela eliminação para o Palmeiras, em 2012, quando jogamos melhor e levamos dois gols em dois lances. E, desta vez, uma série de erros praticamente nos sepultou na Copa do Brasil. A começar pela pontaria. O Grêmio jogava bem, pressionava o Santos. Acuado, o rival aproveitou uma falha na bola parada e uma escapada com ajuda do juiz para fazer dois gols em duas chegadas. Fim de conversa.

A falta de pontaria ficou evidente com Luan, que teve a bola do gol a dois metros do arco, sem goleiro. Bateu fraco, com displicência, única maneira possível para a defesa cortar de carrinho. Luan só falta jogar de pijama. É uma promessa que se apaga devagar. E, aos que pedem paciência, digo: a promessa se firma pelo o que concretiza em campo, não pelo o que um dia vai hipoteticamente produzir.

Pois além da chance de Luan, houve uma chegada de linha de fundo em que ninguém conseguiu completar para as redes. O jogo ainda estava zerado. Depois, o Santos foi lá e marcou duas vezes. E repetimos a rotina pé torta em todo segundo tempo. Barcos e Rhodolfo perderam chances cara a cara com Aranha. O Grêmio não marcou na Arena porque é um time curupira, porque é incompetente na finalização. E aqui destaco o voluntarioso Dudu.

O célere atacante foi quem mais chamou o jogo, arriscou dribles, foi ao fundo, tentou. Merece palmas pela disposição. Só que Dudu faz força para nada produzir. É raro quando acerta o chute ou o passe. E ainda cobra quase todas as faltas e escanteios. Ora, se Dudu não acerta um chute da pequena área, como vai acertar um escanteio? Felipão insiste no erro. Por sinal, nossa bola parada segue uma tristeza. Parece que jamais vai melhorar.

Outro erro de Felipão atende pelo nome de Werley. Falhou nos Gre-Nais do Gauchão, falhou no clássico do Brasileiro, estava comendo mosca no gol do Cruzeiro e, contra o Santos, ficou vendo o zagueiro paulista cabecear livre no primeiro gol. Se há uma coisa que precisa ser combatida em jogo de mata-mata como mandante é a bola parada. Pois o Grêmio babou, pois Werley falhou de novo. E ainda teve o azar de desviar a bola do segundo gol. Felipão erra feio ao insistir no defensor. Deveria ter um artigo no estatuto do clube proibindo Werley de jogar.

O árbitro também atrapalhou, não viu toque de mão claro do santista na origem do segundo gol, em um lance que a defesa não consignou cortar mais tarde. O árbitro ainda deixou o Santos matar tempo, deu pouco acréscimo e poderia ter marcado um pênalti em Zé Roberto. Só que seria esconder nossos problemas colocar a derrota na conta da arbitragem. Perdemos porque fomos incompetentes.

Será difícil para time e torcida erguer a cabeça, confiar na virada em Santos. Felipão terá uma missão ingrata no vestiário e no campo. O Grêmio terá de ter toda competência que faltou na Arena para manter vivo o sonho da Copa do Brasil. Do contrário, na primeira semana de setembro teremos certeza que 2014 foi mais um ano sem títulos.

Quem não faz gols, não vence

07 de novembro de 2013 78

Time que não faz gols, não vence. No máximo, empata. Por não fazer gols, o Grêmio está fora da Copa do Brasil. Nosso jejum de títulos permanece. O 0 a 0 na Arena classificou o Atlético-PR para a final da Copa do Brasil. Restou buscar uma vaga na Libertadores via Brasileirão.

Completamos cinco jogos sem gols. São quase 500 minutos em branco. E tivemos chances, em especial no final do jogo. Mas temos um ataque que falha. Barcos perdeu três chances claras, Kleber subiu sozinho de cabeça e colocou nas mãos do goleiro. É inaceitável errar tanto em jogos decisivos, é inaceitável que nomes caros do elenco tenham desempenho tão ruim.

A frustração toma conta. A torcida compareceu, colocamos 42 mil pessoas na Arena, incentivamos o tempo todo. Temos de aplaudir o esforço do time, a entrega, a dedicação. Apesar da eliminação, suaram com honra a camisa tricolor.

Renato arriscou Zé Roberto no lugar do inoperante Vargas, insistiu nos três volantes. Repetimos a dificuldade de criação, chegamos em chutes de longe. No segundo tempo, melhorou. Tivemos um gol anulado estranho, mas não justifica. Faltou competência.

Elano teve uma falta frontal, bateu na cintura da barreira. Os escanteios foram errados à exaustão. Kleber furou de cabeça. Barcos bateu fraco na melhor oportunidade e depois cabeceou torto quando aparou o cruzamento sem marcação. Errando tanto, fica difícil ganhar até do Araribóia.

O Grêmio foi punido por não reconhecer seus erros. O ferrolho que deu certo em agosto, desacelerou nos meses seguintes. A torcida e os críticos alertaram, cobraram o desempenho pífio do ataque. Mas nosso treinador preferia se comparar ao rival (morto na temporada) e insistia em elogiar a dedicação, a marcação dos avantes. Ora, Barcos-Kleber-Vargas são atacantes, vivem de gols, não são volantes.

O Grêmio é o raro caso de clube que valoriza os atacantes que marcam zagueiros, não os que fazem gols. Nosso ataque passa mais tempo fora do que dentro da área, nossos laterais e meias ficam trocando passes sem objetivo algum nas quinas da grande área. É fácil marcar o Grêmio.

Em vez de trabalhar para corrigir os erros, o Grêmio ficou argumentando e tentando se defender das críticas. Renato não melhorou a bola parada, não incentivou a ida dos laterais à linha de fundo, não aprimorou as ultrapassagens, muitos menos as conclusões. Manteve o esquema retrancado, que valoriza ao extremo a posse de bola e abre mão da objetividade. A dificuldade na criação é consequência.

É urgente repensar a postura, é urgente cobrar do ataque eficiência. Barcos, Kleber e Vargas somam, juntos, menos de 30 gols em 2013. Quem recebe muito, tem de ser cobrado. É o custo-benefício da bola – que no nosso caso não fecha. 

O Grêmio não reconheceu que lhe falta equilíbrio. A devoção à defesa é insuficiente, vai ameaçar até o posto no G-3 do Brasileirão. Agora, é tentar juntar os cacos e defender a posição no G-3, pois o G-4 é possível que nos deixe na mão. Teremos de acreditar. É nossa sina como gremistas.

 

Preparem os corações

06 de novembro de 2013 30

Chegou o dia mais importante do ano para os gremistas. Nada mais importa. Azar do calote do Eike Batista, que Edward Snowden seja feliz na Rússia, que os americanos venham espionar a nossa euforia pela classificação. Chegou o dia de lotar a Arena, de fazer rugir nosso novo caldeirão, de empurrar o Grêmio até a final da Copa do Brasil.

A noite de hoje é decisiva para o 2013 azul. Virar a semifinal para cima do Atlético-PR mantém as esperanças de título, premia elenco e torcida pela entrega dos últimos meses.  Será difícil, precisamos vencer por dois gols de diferença, o Furacão é bem treinado, tem velocidade e bola parada. Preparem os corações. Chegou mais uma vez aquele momento em que o Grêmio deixa o torcedor bem perto de um infarto.

Ataque vai ter de funcionar. Foto: Fernando Gomes

Façam todos os gols represados do ano, Kleber e Barcos!. Foto: Fernando Gomes

Estamos angustiados com a necessidade de fazer gols, sendo que há quatro jogos o ataque passa longe das redes adversárias. Alguns defendem o ingresso de um meia, outros o retorno dos três zagueiros, outros a manutenção do trio de volantes e de atacantes. Renato acerta ao falar que “independente do esquema”, hoje é preciso fazer gols, é preciso vencer, é preciso classificar. Independente do esquema, temos de acreditar. É nossa missão.

O Atlético é perigoso, tem um ataque goleador, será difícil mantê-los longe do Dida. Faz parte da decisão. Os alertas que o torcedor poderia fazer foram feitos nos últimos dias. Estamos ansiosos, sem dormir direito, fazendo promessas para santos de todos os credos e cores.

Torço para que todos os santos olhem para o nosso Grêmio. Que Barcos e Kleber sejam cirúrgicos nas conclusões, que Vargas Turboman faça seu melhor jogo pelo clube. Que Dida feche a porta lá atrás, que os escanteios e faltas sejam precisos, que o goleiro atleticano canse de buscar a bola dentro da sua meta.

Eu acredito, tu acreditas, nós acreditamos na virada. É a mobilização pelo penta da Copa do Brasil. Avante, Grêmio! Queremos a Copa!

Mobilização total

05 de novembro de 2013 26

Gurizada, passamos os últimos dias reclamando do nosso Grêmio. Externamos nossas discordâncias com o Renato, com o desempenho do ataque, com os cruzamentos tortos. Desabafamos, tentamos alertar de alguma maneira. Faz parte da paixão que nos liga ao Grêmio. Passados os desabafos, a mobilização precisa ser total. Estamos com o nosso Grêmio.

É evidente que estamos nervosos, ansiosos pelo desfecho da semifinal da Copa do Brasil contra o Atlético-PR. O sonho do penta acalenta, é possível. Teremos de fazer mais no gramado da Arena, mas é possível buscar à final. Como não entramos em campo, tentamos por meio das palavras auxiliar, apontar o que melhorar. Renato pode mexer no time, porém, agora, nos resta torcer e rezar. Cada torcedor acenda uma vela para o seu santo e vamos juntos.

Barcos, amanhã é dia de fazer todos os gols guardados do ano. FOTO: Carlos Macedo

Barcos, hora de fazer todos os gols guardados do ano. FOTO: Carlos Macedo

Poderemos terminar a quarta-feira em estado de júbilo, comemorando mais uma decisão. Chegou o momento mais importante da temporada, o jogo chave. A hora do Grêmio se superar, do ataque fazer todos os gols guardados durante 2013, dos escanteios saírem calibrados, de relembrar a estirpe vencedora da nossa imortalidade. Só reclamar não dará confiança à equipe.

Espero ver a Arena rugindo, tomada por mais de 50 mil pessoas. Um exército azul mandando boas energias, aditivando a confiança do time. Quem ficar de fora, sofrendo na TV ou no rádio, complementa a corrente positiva. O Furacão precisa temer o inferno azul, ser acuado por time e torcida.

Volta a insistir: já apontamos erros do time, externamos desconfortos, colocamos a angústia para fora. Agora, é acreditar. Incentivar. Empurrar. Embalar o Grêmio para a final. Avante!

 

 

Um meia ofensivo contra o Furacão

04 de novembro de 2013 35

Renato insiste em buscar comparações com o rival. Em vez de reconhecer e corrigir os problemas do Grêmio – há cinco jogos sem vencer e há quatro sem marcar gols -, prefere bater em quem já se despediu da temporada. Como aconteceu depois do 0 a 0 com o limitado Bahia.

“Se no meu Grêmio tiver algo errado, então o certo é quem está fora da Copa do Brasil e fora do G-4 do Brasileirão, de repente eles estão melhores que o Grêmio.”

Zé pode atuar com Vargas. Foto: Andréa Graiz

Zé pode atuar com Vargas. Foto: Andréa Graiz

Não estão melhores do que o Grêmio, pelo contrário. Mas a postura de Renato é típica de quem se defende do fracasso. Lembra muito o estilo Celso Roth quando pressionado por melhores resultados, vai na mesma linha de Luxemburgo nos seus meses finais no Grêmio. Fazer comparações com quem flerta com o Z-4, como o Inter, não resolve. Dizer que estamos na frente do rival não fará a bola entrar no gol do Atlético-PR quarta-feira. O Grêmio precisa acordar, precisa pensar exclusivamente nele.

Já falei antes e repito: estamos vivendo encostados no desempenho de um agosto que ficou para trás no calendário. Arrancamos com cinco vitórias, acertamos o ferrolho, o futebol de resultado, o time que prefere jogar feio e vencer. Prefiro jogar sempre feio e vencer. O problema é que ultimamente só ficamos com o feio. As vitórias e os gols estão escassos.

Diante das últimas atuações e da necessidade de vencer o Furacão para chegar à final da Copa do Brasil, creio que o esquema com três volantes deve ser repensado. Souza-Riveros-Ramiro deixam a marcação intensa, dão volume, porém sem efetividade. Alex Telles decaiu nas últimas partidas, Pará é só esforço, o que dificulta ainda mais nossa criação.

Defendo cotra o Atlético o uso de dois volantes, um meia mais ofensivo e o trio de ataque. Nossa última vitória, sobre o Corintians, nasceu de um passe preciso de Maxi Rodríguez, afastado do banco pelo excesso de gringos. Assim, o meia pode ser Elano, Zé Roberto ou outro jogador com maior qualidade no passe.

Nunca considerei Elano e Zé Roberto articuladores natos. Ambos fizeram sucesso real nas carreiras na terceira função do meio, num misto de volante e armador. É justamente o que precisamos, um homem que saiba compor a marcação e que tenha condições de fazer o jogo dos atacantes fluir.

Analisando o comportamento de Renato, imagino que ela não mudará o time para quarta, mas já cogita usar os meias. A retranca é do Atlético, não serve mais ao Grêmio. Nós temos de atacar, de fazer no mínimo dois gols. O Grêmio precisa parar de se comparar ao rival. Quarta-feira é nós e o Furacão na Arena.

Renato tem dois dias para refletir bem e fazer os treinamentos possíveis, principalmente de bola parada. Apesar das discordâncias com algumas escolhas, estamos com nosso técnico, estamos na torcida. As reclamações são desabafos de quem quer ver o Grêmio ganhar. Afinal, queremos a Copa.

 

 

Faca nos dentes, Grêmio!

30 de outubro de 2013 10

A busca pela vaga na final da Copa do Brasil começa hoje. Decisão que não chegamos desde 2001. Batemos duas vezes na trave contra Santos e Palmeiras. Chegou a hora de irmos além. Faca nos dentes, Grêmio!

Teremos 180 minutos contra o Atlético-PR, os primeiros 90 no Paraná. Jogo tenso, complicado. A pane geral da goleada para o Coritiba tem de ficar no passado. Hoje é outra competição, outro espírito, outra pegada.

Riveros e Pará em campo: FOTO: Diego Vara

Riveros e Pará atuam hoje: FOTO: Diego Vara

Renato faz mistério, esconde o jogo. Só saberemos à noite se vamos com três zagueiros e três volantes, assim como os nomes dos escolhidos do meio e ataque. Independente da formação, independente da ausência de Kleber-Vargas-Barcos temos de sobreviver ao jogo de ida. O Atlético-PR vai ao ataque – o que é bom e ruim ao mesmo tempo.

O Furacão é o oposto do Corinthians. Não se defende com a solidez paulista, pelo contrário, deixa espaços lá atrás, apesar de contar com o ótimo Manoel na zaga. Mas os espaços aparecem porque os paranaenses atacam. Com qualidade.

Diferentemente do Corinthians, o Atlético ataca com velocidade, tem ultrapassagem, é agudo. Será mais difícil marcar o Furacão do que foi marcar o Corinthians. E ainda há Paulo Baier e sua bola parada. O Atlético exigirá mais da nossa defesa.

O maior poder de fogo paranaense preocupa. Portanto, temos de buscar gols. O espírito exclusivamente defensivo pode não ser suficiente. Marcar gols fora é o passaporte da classificação. Desafio para um ataque desfalcado e jovem.

Vale lembrar que é na adversidade que o Grêmio se fortalece. Teremos desfalques, seremos pressionados, será difícil. Estamos desafiados a sobreviver. Força, Grêmio! Avante para a final.

 

 

 

Faltam quatro jogos

23 de outubro de 2013 35

Diiiiiiiiiiiiiiiiiida! Nosso bom baiano passou o ano tomando corneta, inclusive minha, porque não pegava mais pênaltis. Pois na hora decisiva pegou. Três. Com direito a cavadinha fiasquenta de Alexandre Pato. Dida nos colocou na semifinal da Copa do Brasil. Que venha o Atlético-PR.

Foi classificação para testar qualquer coração, para dispensar check-up. Quem sobreviveu, está bem das artérias. Despachamos o Corinthians nos pênaltis, 3 a 2, depois de errarmos as duas primeiras cobranças. Dida lembrou os áureos tempos de seleção e Milan. Frio ao encarar o batedor. Gelado ao cair. Uma calota polar ao se levantar após a defesa.

A classificação, depois do segundo 0 a 0 com o Corinthians, foi merecida. Jogamos mais. Os 35 mil espectadores apoiaram, merecem as palmas pela presença no estádio em um dia tão tumultuado na Região Metropolitana. Contra o Furacão, é obrigação lotar a Arena. O time merece.

Tivemos mais posse de bola, pressionamos mais, desperdiçamos as melhores chances. Vargas, a decepção da noite, perdeu dois gols feitos. Apostei no chileno por sua qualidade, mas ele adiou a chance de se tornar um jogador decisivo. No primeiro tempo, isolou um lance sem goleiro. No segundo, entrou solitário e bateu para fora.

Não é a primeira vez queVargas perde gols escancarados em momentos chaves. Pior, ainda foi expulso. Mas isso é secundário, o importante é a classificação. Estamos a quatro jogos do penta.

Teremos duas partidas complicadas contra o Atlético-PR, que eliminou o Inter – para variar, com direito a choro de D’Alessandro. O Furacão é a grande surpresa do futebol brasileiro, mas temos time para classificar. Iremos sem Vargas, Barcos e Kleber no Paraná. Exigirá superação, esforço que temos para oferecer.

Vamos, Grêmio. Estamos a quatro jogos do penta.

PS: D’Alessandro, por obséquio, apanhe o binóculo para nos ver na frente também na Copa do Brasil.