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Com pegada, mas eficiente

23 de agosto de 2014 32
Time de Felipão precisa acertar o pé. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Time de Felipão precisa acertar o pé. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Ainda estou a remoer os gols perdidos contra o Cruzeiro. E enquanto tento me conformar, já surge o Corinthians no caminho tricolor. Ótimo. No futebol, as frustrações são esquecidas no campo. E o Grêmio de Felipão precisa jogar.

A derrota em Minas Gerais deixou importante lição, vital no jogo deste domingo na Arena. É preciso ter a pegada característica do gremismo, porém vibração é apenas um dos componentes que nos levam à vitória. Só vontade não basta. As máquinas dos anos 90 mordiam e jogavam. Além da pegada, temos de ser eficientes.

A fórmula terá de se materializar em campo diante de um adversário duro, com um elenco melhor do que o nosso: Cássio, Fagner, Gil, Elias e Jadson seriam titulares do Grêmio, por exemplo. O Corinthians oscila boas e más atuações, contudo, tem padrão definido e habita o G-4, rotina nas equipes de Mano Menezes em Brasileirões. A estratégia compacta e chegadora de Felipão se faz necessária neste domingo.

Terceiro colocado no campeonato, o Corinthians lembra o Imortal nas virtudes e defeitos. Tem uma defesa mais forte do que o ataque – o 5 a 2 sobre o Goiás foi exceção na temporada. Por sinal, o Grêmio encara o grande paredão do país, a única equipe que levou menos de 10 gols no Brasileirão (nove).

O fato de enfrentar a melhor defesa do campeonato só reforça a necessidade de ser eficiente. Barcos pode voltar, quem sabe ajude lá na frente. Repetir o desperdício do Mineirão é atrair a derrota. É provável que tenhamos pouca chances, portanto, nosso ataque curupira precisa urgentemente acertar o pé.

Repito o mantra: queremos um Grêmio com pegada, mas eficiente.

Faltam quatro jogos

23 de outubro de 2013 35

Diiiiiiiiiiiiiiiiiida! Nosso bom baiano passou o ano tomando corneta, inclusive minha, porque não pegava mais pênaltis. Pois na hora decisiva pegou. Três. Com direito a cavadinha fiasquenta de Alexandre Pato. Dida nos colocou na semifinal da Copa do Brasil. Que venha o Atlético-PR.

Foi classificação para testar qualquer coração, para dispensar check-up. Quem sobreviveu, está bem das artérias. Despachamos o Corinthians nos pênaltis, 3 a 2, depois de errarmos as duas primeiras cobranças. Dida lembrou os áureos tempos de seleção e Milan. Frio ao encarar o batedor. Gelado ao cair. Uma calota polar ao se levantar após a defesa.

A classificação, depois do segundo 0 a 0 com o Corinthians, foi merecida. Jogamos mais. Os 35 mil espectadores apoiaram, merecem as palmas pela presença no estádio em um dia tão tumultuado na Região Metropolitana. Contra o Furacão, é obrigação lotar a Arena. O time merece.

Tivemos mais posse de bola, pressionamos mais, desperdiçamos as melhores chances. Vargas, a decepção da noite, perdeu dois gols feitos. Apostei no chileno por sua qualidade, mas ele adiou a chance de se tornar um jogador decisivo. No primeiro tempo, isolou um lance sem goleiro. No segundo, entrou solitário e bateu para fora.

Não é a primeira vez queVargas perde gols escancarados em momentos chaves. Pior, ainda foi expulso. Mas isso é secundário, o importante é a classificação. Estamos a quatro jogos do penta.

Teremos duas partidas complicadas contra o Atlético-PR, que eliminou o Inter – para variar, com direito a choro de D’Alessandro. O Furacão é a grande surpresa do futebol brasileiro, mas temos time para classificar. Iremos sem Vargas, Barcos e Kleber no Paraná. Exigirá superação, esforço que temos para oferecer.

Vamos, Grêmio. Estamos a quatro jogos do penta.

PS: D’Alessandro, por obséquio, apanhe o binóculo para nos ver na frente também na Copa do Brasil.

 

 

 

O jogo do ano na Arena

23 de outubro de 2013 21

Chegou o dia tão esperado. À noite, decidimos na Arena a vaga na semifinal da Copa do Brasil. Recebemos o Corinthians, atual campeão do mundo. Jogo perigoso, qualquer empate com gols é do adversário. Precisamos de uma atuação cirúrgica. Até o momento, é o jogo do ano para o Grêmio.

A vitória da semana passada sobre o mesmo Corinthians, válida pelo Brasileirão, indica poucos parâmetros.  Os paulistas perderam Cássio, um dos melhores goleiros do Brasil. Nós ficamos sem Werley. Eles têm os regressos de Pato e Renato Augusto. Nós voltamos a contar com Vargas, Riveros e Kleber.

A motivação também é outra. Hoje é vida ou morte, o que exige maior concentração. Como o empate sem gols significa pênaltis, os dois ataques terão de funcionar. Ataques que, por sinal, não funcionam muito. Já as defesas, trunfo das duas equipes, serão testadas.

O Grêmio não pode sofrer gols. Levar um gol nos obriga a fazer dois na melhor defesa do Brasil. Portanto, atenção total. Para abrir o ferrolho montado por Tite, a chave está na velocidade de Vargas. É a mesma fórmula do segundo gol do Gre-Nal. Vargas de homem surpresa, em diagonal dentro da área. O chileno é nosso diferencial.

Confio na classificação, confio na vitória. O Grêmio merece nossa confiança. Chegou até aqui na temporada, é vice-líder do Brasileirão, está perto da semifinal da Copa do Brasil. Temos de estender a mão ao clube.

Espero que a Arena tenha grande público, de 35 mil pessoas para cima. Estamos a cinco jogos de uma taça, que é possível. Não podemos interromper a caminhada rumo ao título.

 

Dia para retomar a força na Arena

16 de outubro de 2013 24
Barcos é a referência do ataque. FOTO: Carlos Macedo

Barcos é a referência do ataque do Grêmio contra o Corinthians. FOTO: Carlos Macedo

O dia da reabilitação chegou. O Grêmio recebe o Corinthians, na Arena, para voltar a vencer no Brasileirão. De quebra, temos uma prévia do confronto decisivo pelas quartas de final da Copa do Brasil.

O Grêmio tem o desafio de retomar sua força em casa. No returno, a campanha é melhor longe do Humaitá. Das quatro vitórias, três foram como visitante (Náutico, São Paulo e Botafogo). Dos 15 pontos somados, 11 vieram fora de Porto Alegre.

Neste turno, tivemos quatro partidas na Arena. Disputamos 12 pontos e somamos quatro – uma vitória, um empate e duas derrotas. É preciso reverter o quadro, voltar a ser forte em como mandante.

Muito do excelente desempenho fora e da dificuldade em casa passa pelo esquema de jogo, mais defensivo e dedicado ao contragolpe. Dificuldade extra diante de um Corinthians também adepto da defesa.

Os paulistas sofreram apenas 17 gols em 28 jogos, porém só marcaram 22. Um empate sem gols, como ocorreu em São Paulo pela Copa do Brasil, não será surpresa.

O Grêmio vai ter de propor o jogo, ser mais agudo. Com a suspensão de Kleber, a principal referência no ataque é Barcos – tomara que hoje ele desencante. Falta definir seu parceiro. Pode ser o veloz Paulinho ou um meia, como Elano, Zé Roberto ou Maxi Rodríguez. Independente da formação, teremos de pressionar.

Voltar a vencer é fundamental. Enquanto o Grêmio (49 pontos) recebe o Corinthians, o Botafogo (49) visita o Vitória. O Atlético-PR (48) recebe o Galo. Já o líder Cruzeiro (59) pega o Fluminense, em casa.

Temos de chances de encerrar a rodada outra vez em segundo, mas também há chances de despencarmos para o quarto lugar. Não podemos mais desperdiçar preciosos pontos na Arena.

 

Precisamos fazer a Arena rugir

15 de outubro de 2013 12

O Grêmio recebe o Corinthians na Arena. Jogo das 21h50min de quarta-feira. Precisamos vencer. Temos de encher a Arena, tornar nossa nova casa um ambiente hostil ao adversário. A reabilitação no Brasileirão precisa da ajuda das arquibancadas.

Encher o novo estádio é um desafio para o Grêmio. Contra o Criciúma, 18 mil valentes estavam no Humaitá. Foram 18 mil torcedores que mereciam ser indenizados diante do fiasco da semana passada. Mas vale refletir o número. O time briga por vaga direta na Libertadores, alimenta chances de título, mas o público não decola.

 

Arena tem de virar caldeirão. FOTO: Ricardo Duarte

Arena precisa ser caldeirão. FOTO: Ricardo Duarte

Em jogos oficiais, a média de público da Arena é de 24,4 mil. Muito boa, gera dividendos interessantes ao clube. O problema é o número diante da imensidão do estádio. A capacidade da Arena bate nos 56 mil lugares. Assim, em média, 30 mil postos estão sempre vazios, em especial nas laterais do anel inferior. Temos de mudar esse quadro. O Grêmio precisa do nosso apoio.

O melhor público oficial da nova casa é de 41,6 mil, contra LDU na Libertadores, seguido dos 40 mil do Gre-Nal. Ainda sobraram mais de 15 mil cadeiras vazias. Nosso estádio não tem aura de caldeirão, ainda não pressiona e não intimida o rival. 

A logística para chegar ao Humaitá, a dificuldade ainda maior para deixar o estádio, o preço dos ingressos integram a equação que impede uma média de público ainda melhor. Empecilhos que temos de deixar de lado. Quem puder, deve estender a mão ao time, mesmo os descontentes com o esquema de jogo. O Grêmio é maior.

A fase decisiva do ano chegou. Brasileirão e Copa do Brasil afunilaram. Acuar o rival na Arena, como fazíamos no Olímpico, será importante. Temos de fazer o rugir o estádio erguido no Humaitá, transformá-lo num caldeirão azul.

Muita marcação e pouca inspiração

26 de setembro de 2013 30

A decisão da vaga na semifinal da Copa do Brasil será na Arena. O empate sem gols com o Corinthians, em São Paulo, exige uma vitória simples no jogo da volta. Qualquer empate com gols classifica os paulistas. Estamos no páreo.

O confronto ficou dentro do previsto para um embate entre duas equipes que tomam e marcam poucos gols, carentes de velocidade na armação e definição dos lances. Tivemos muita marcação e entrega dos dois lados, com o contrapeso da pouca inspiração. Fizemos uma boa partida, visto que enfrentamos o atual campeão mundial.

Como Saimon foi vetado, Renato teve de abrir mão dos três zagueiros. Surpreendeu ao escalar um 4-3-3 com três volantes e três atacantes, sendo que Vargas atuou mais recuado. A aposta foi inteligente, tentou mesclar marcação e saída rápida, conseguiu cumprir dois terços da missão para bater o Corinthians.

O Grêmio encurtou espaços e conseguiu ficar com a bola. Criou dificuldade para Douglas e Danilo, dois meias hábeis, porém lerdos. Assim, faltou mais uma vez o ataque aproveitar. Chances claras foram raras, mas a defesa paulista entregou alguns passes e contragolpes muito mal aproveitados, independente se Barcos, Kleber ou Vargas apareciam. Este problema parece sem solução.

Chamou atenção o ostracismo de Zé Roberto, espectador do jogo do banco de reservas. Renato iria colocar Guilherme Biteco, pôs Paulinho e Elano. Sequer pensou no camisa 10. Por sinal, as alterações tiraram o ímpeto do time. Paulinho e Elano entraram perdidos.

Concordo com o banco de Zé Roberto, mas penso que ele possa ser usado no decorrer das partidas. Em especial diante do festival de passes errados do Ramiro. Quem sabe seja válido escalar o Zé no trio de volantes, com Vargas solto. Sugestões para pensar na retomada do Brasileirão, já que a partida de volta da Copa do Brasil só será em outubro.

 

O desafio de furar o paredão corintiano

25 de setembro de 2013 11

Temos um desafio hoje: furar a melhor defesa do Brasil. O Corinthians vive crise técnica, tem dificuldades para vencer, perdeu o dinâmico Paulinho, mas continua com um sistema defensivo forte. Derrubar o paredão paulista, fora de casa, é fundamental neste começo de quartas de final da Copa do Brasil.

O Corinthians sofreu 13 gols em 23 partidas no Brasileirão. O Grêmio foi vazado 21 vezes. Na temporada, o time de Tite acumula 58 jogos e apenas 37 gols sofridos. Nós sofremos 49 em 53 confrontos. Os números evidenciam que o Corinthians tem uma defesa melhor do que a nossa.

Os paulistas têm um bom goleiro, grande e seguro, zagueiros fortes e combatidos, laterais que marcam bem. Defesa que é protegida pelo limpa trilhos Ralf e por um sistema de jogo que valoriza a posse de bola. O Corinthians também sofre poucos gols porque costuma ficar mais tempo com a bola, não deixa o adversário agredir. Precisamos inverter essa lógica.

O Corinthians sofre de problemas de articulação similares ao do Grêmio, tem dificuldades homéricas para marcar gols, apesar do trio Pato, Sheik e Guerrero ser mais terminal do que nossos homens de frente. Bem postado atrás, encurtando espaços, dificultaremos as ações do rival. Se mantivermos a posse, melhor. O 3-5-2 ferrolho parece ser a opção para obter tal resultado. Mas e os gols? Um tento fora de casa pode ser decisivo no desfecho do mata-mata. Se o Corinthians tem dificuldade para fazer gols, o ideal é obrigá-lo a correr atrás. Nosso ataque tem de acertar o pé.

Volto a insistir que gostaria de ver Vargas no lugar de Barcos. No embate de contato físico, Barcos e Kleber ficam em desvantagem com Gil e Paulo André, zagueiros corintianos. É preciso enlouquecê-los, tirá-los da área, aproveitar que são pesados. Mas Renato vai manter o argentino ao lado de Kleber. Resta torcer, acreditar que hoje será diferente.

Por falar em diferente, chegou o dia do Grêmio recuperar seu espírito copeiro. O desempenho vem caindo nas últimas rodadas do Brasileirão, o time merece muitos reparos, mas é na adversidade que o Grêmio se reconstrói. Aos torcedores, a missão de torcer. Ao time, a missão de jogar, a missão de vencer.

O dilema tricolor: defender ou atacar bem?

24 de setembro de 2013 34

Desde que as figuras mais badaladas do atual elenco voltaram (Zé Roberto, Vargas e Elano), o Grêmio vive um dilema: defender ou atacar com qualidade? Renato ainda não encontrou a escalação do seu 3-5-2 capaz de aliar as duas virtudes. Portanto, mantemos a dúvida existencial para o jogo de amanhã. Em São Paulo, começamos a colocar em jogo nossa última chance viável de título na temporada.

O Grêmio visita o Corinthians pela partida de ida das quartas da Copa do Brasil. Jogo complicado diante de um adversário que vive sua pior crise técnica dos últimos dois anos, porém oferta um grupo calejado e vencedor em confrontos de mata-mata – faturou Mundial, Libertadores e Recopa.

Apesar do passado recente de glórias, os comandados de Tite estão em 11º no Brasileirão com 31 pontos, oito a menos do que o Grêmio. Um elenco milionário, com Alexandre Pato, mas que produz abaixo do esperado. O ataque tricolor, com seus graves defeitos, soma 29 gols no torneio. O corintiano tem 20. Já na defesa, enquanto sofremos 21 gols, o Corinthians vazou apenas 13 vezes em 23 partidas. A melhor defesa do Brasileirão.

Pela descrição, teremos um adversário forte na defesa, difícil de ser vencido, amigo do empate. O que em mata-mata lhe favorece. É provável que tenhamos poucas oportunidades, o que aumenta a importância da boa pontaria. Portanto, vale repetir os três zagueiros e três volantes do empate com Vitória? Ou abrimos mais o time, com Vargas, Zé e Elano? Nos últimos confrontos, a primeira formação sofre poucos e quase não marca gols, o oposto da segunda.

Minha sugestão é repetir Souza-Riveros-Ramiro, mas mudar o ataque. Apostar em Vargas e Kleber, com Barcos no banco. O argentino piora a cada partida, Vargas dará a velocidade que nos falta. Temos de beliscar, pelo menos, um golzinho fora.

Gostaria de ver Zé Roberto e Elano em campo, mas o desempenho de ambos pouco anima. Assim, um time compacto, mas com velocidade no contragolpe, pode ser uma boa opção contra o Corinthians. Defende bem. E tenta atacar um pouco melhor do que tem atacado.

Mais sorte do que juízo na rodada

22 de setembro de 2013 27

Tivemos mais sorte do que juízo na 23ª rodada. Por sinal, uma sorte que vem nos mantendo dentro do G-4 apesar dos tropeços recentes. Fomos ultrapassados pelo Atlético-PR, caímos para o quarto lugar, mas conseguimos aumentar a gordura em relação ao quinto colocado. Cruzeiro, Botafogo e Inter não venceram, o que nos beneficiou.

O empate com o Vitória nos levou aos 39 pontos. Em termos de título, que é uma miragem, a diferença continua em 11, já que o Cruzeiro (50) empatou com o Corinthians (31). Falando na segunda vaga direta para Libertadores, a diferença caiu. O Botafogo foi surpreendido pelo Bahia no Rio de Janeiro, estacionou nos 42 pontos. Estamos a um triunfo do Bota. Porém, a nota triste foi o Furacão, que bateu a Ponte e chegou a 41 pontos, nos tirando a terceira posição. Antes do Botafogo, teremos de ultrapassar o Atlético-PR, a grande surpresa do Brasileirão.

Já quando miramos para fora dos limites do G-4, a gordura ganhou um ponto, passou a ser de cinco, diante da derrota do Inter para a Portuguesa, em casa. Assim, mesmo tendo desperdiçado um triunfo tranquilo contra o Vitória, aumentamos o granitinho do G-4. A posição poderia estar ameaçada, com risco de escapar na rodada seguinte, quando visitamos o São Paulo, o que não vai ocorrer. Tivemos mais sorte do que juízo.

Ficar contente com vaga na pré-Libertadores é deprimente, mas é o que o nosso futebol proporciona. Perder esta vaga seria mais deprimente ainda. A falta de velocidade, cruzamentos, assistências e conclusões bem feitas é crônica. E Renato não dá indicações de que vai conseguir resolvê-la. Fato que também preocupa para Copa do Brasil.

No meio da semana visitamos o Corinthians, que anda mais capenga do que o Grêmio. Só que os paulistas sofrem poucos gols e são fortes em mata-mata. É a partida de ida, na qual será fundamental marcar bem e aproveitar as raras chances criadas. Contra o Vitória, fizemos metade disso. Quando conseguiremos ter um aproveitamento razoável na frente? Espero que diante do Corinthians.

 

O Corinthians não assusta, mas exige respeito

29 de agosto de 2013 18

A Copa do Brasil coloca o atual campeão mundial no caminho do Grêmio. Pegamos o Corinthians nas quartas de final. Assusta enfrentar um clube que empilhou Brasileiro-Libertadores-Mundial-Paulista-Recopa nos últimos anos? Sinceramente, não. Mas exige respeito. Temos time para classificar. Será difícil, mas o time merece nosso voto de confiança.

Tite reencontra o Grêmio. Foto: Ricardo Duarte

O Corinthians de Tite e Alexandre Pato continua sendo uma equipe forte, muito competitiva, experiente e eficiente. Porém, já não apresenta o futebol campeão da América e do Mundo. Perdeu muito com a saída de Paulinho, tem dificuldade em criar chances de gol. Passou magrinho pelo limitadíssimo Luverdense (derrota por 1 a 0 e vitória por 2 a 0), que disputa a Série C do Brasileiro.

Comparando os números de Grêmio e Corinthians na temporada, nós temos 21 vitórias em 46 jogos, eles 24 em 51.  Os paulistas somam 20 empates, contra 10 nossos. E sofreram 31 gols, enquanto nós levamos 43. Os ataques são similares: Corinthians 70, Grêmio 65.

Os números revelam um dado que preocupa: o Corinthians do competente Tite (campeão da Copa do Brasil com o Grêmio) leva poucos gols e perde pouco, o que em mata-mata é decisivo. Logo, teremos de apresentar uma defesa mais competente do que a adversária. Um derrota por 2 a 0, por exemplo, será difícil de reverter.

Quebrar o ferrolho paulista será outro desafio. Teremos de ser mais criativos e letais. Provavelmente, será um confronto de raras oportunidades. As que pintarem, teremos de guardar. Vamos precisar de Barcos, Kleber, Zé Roberto e Vargas em boa forma.

Os números anunciam um confronto equilibrado, digno de clubes que decidiram duas vezes a Copa do Brasil, com um título para cada lado. Confio no Grêmio, na pegada, na simbiose com a torcida, na melhora que o time tem apresentado e ainda vai apresentar. O jogo de ida será no final de setembro. Temos um mês para chegar voando nas quartas de final.

>> Corinthians em 2013
51 jogos
24 vitórias
20 empates
7 derrotas
70 gols marcados
31 gols sofridos

>> Grêmio em 2013
46 jogos
21 vitórias
10 empates
15 derrotas
65 gols marcados
43 gols sofridos