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Posts com a tag "Dida"

Parabéns ao paredão quarentão

07 de outubro de 2013 8

Dida está de aniversário hoje. Nosso arqueiro completa 40 anos. Um paredão quarentão.

Dida faz 40 anos. Foto: Ricardo Duarte

Dida faz 40 anos. Foto: Ricardo Duarte

Dida é um dos melhores goleiros do Brasileirão, responsável direto pela nossa vice-liderança. Não sofreu gols nos últimos cinco jogos, foi vazado 21 vezes no campeonato. Só o Corinthians levou menos gols do que o Grêmio.

Nosso quarentão tem o auxílio de um trio ou dupla de zaga firmes, três volantes marcadores e dois laterais pegadores, porém seus méritos complementam o sistema defensivo do Grêmio.

Dida é tranquilo demais. O tsunami está chegando e o goleiro mantém a expressão de esfinge. Passa segurança para a defesa. Aproveita a altura para apanhar todo cruzamento que chega à área. E, mesmo longilíneo, tem feito boas defesas por baixo.

A saída com o pé continua complicada, vide o presentão para o Walter. Essa foi uma das falhas na temporada. Já os pênaltis, marca registrada do baiano, são discretos: uma defesa na temporada.

Dida é a rara contratação de Luxemburgo que vingou em 2013. Chegou apadrinhado pelo técnico, teve de enfrentar a resistência da torcida diante das boas atuações de Marcelo Grohe. Catou borboleta em alguns escanteios no Gauchão, mas resistiu calado e trabalhou. Impôs sua titularidade pelo desempenho em campo.

Quem conhece o goleiro discreto e quarentão destaca sua devoção ao treino. Estilo que lhe forrou o peito com faixas: campeão mundial e da América (clubes e seleção), europeu, brasileiro, italiano, da Copa do Brasil. Falta a faixa tingida de azul, preto e branco.

Diante do bom trabalho, gostaria de ver o arqueiro mais uma temporada no Grêmio. Ele acrescenta ao time. Na passagem dos 40 anos de Dida, vale parabenizá-lo. É merecido.

 

 

 

 

 

Estamos desfigurados pelas suspensões e convocações. Serão seis desfalques contra o Criciúma, quarta-feira, na Arena. Mesmo diante de um forte candidato ao rebaixamento, o confronto desafiará o elenco tricolor. É proibido perder pontos preciosos dentro de casa.

Deu tudo absolutamente certo no Morumbi

29 de setembro de 2013 53

Quase infartei! Duas vezes! A vitória do Grêmio valeu por um check up no coração. Triunfo fora de casa por 1 a 0 sobre o São Paulo, magrinho, sofrido até os acréscimos. Palmas para Dida e Vargas. O goleiro segurou uma penca de rojões, sem ele teríamos sido goleados. Já o chileno marcou na única oportunidade criada em todo o jogo. Fomos eficientes. Vencemos.

Vargas fez o dele. Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Vargas fez o dele. Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Tudo deu absolutamente certo, conforme Renato e seu santo desenharam. O resultado nos coloca à frente do Botafogo, com os mesmos 42 pontos. Soma importantíssima para garantir uma vaga na Libertadores. Resultado que testou nossos corações.

O Grêmio driblou a lógica no Morumbi. Com muito balão, Bressan e Saimon foram bem. Ganharam a proteção de três volantes e dois laterais com o freio de mão puxados, mas, principalmente, contaram com a atuação de luxo de Dida.

Nosso goleiro fechou a porta. Benzida, vale registrar. Rodrigo Caio e Antonio Carlos perderam duas chances inexplicáveis. O esquema retrancado trouxe o São Paulo para cima, que, com velocidade, nos envolveu. Parecia que tomaríamos o gol a qualquer momento. E Zé Roberto e Elano no banco. Os dois, por sinal, estão com o espaço cada vez mais reduzido.

Passamos a tarde sofrendo para desarmar e rebater. Na rara oportunidade que tentamos trocar passes por mais de um minuto, a bola chegou no fundo para o cruzamento de Alex Telles. Acreditem, ele acertou. Bola no meio da área, à espera da corrida e do testaço certeiro de Vargas. Algo inédito ocorreu: criamos a oportunidade e matamos.

Retrancar-se, marcar muito forte e especular um golzinho. Não é meu esquema preferido, mas é o esquema que Renato definiu e que nos colocou e tem segurado no G-4. Na escolha entre 3-5-2 e 4-4-2, fico com a segunda, mantendo Vargas solto. Fez o gol como elemento surpresa, como faz no Chile.

A dúvida que fica é a seguinte: conseguiremos repetir a vitória com esta postura dentro de casa, quando teremos de propor o jogo? No Morumbi, criamos o mínimo possível mesmo. Uma conclusão. De repente, em casa, seja possível arriscar um parceiro para Vargas.

Vai ser sofrido, mas temos de torcer. Previsão de mais alguns quase-infartos nas próximas rodadas.

 

 

Tomar poucos gols é o caminho

02 de setembro de 2013 4

Um campeão brasileiro nasce pela defesa. É o que os números das 10 edições com pontos corridos ensinam. Dos campeões com a fórmula, cinco tiveram a melhora defesa do campeonato e três tiveram a segunda menos vazada. O São Paulo de Muricy Ramalho, por exemplo, empilhou o tricampeonato com um paredão. Flu, duas vezes, e Corinthians, idem. Logo, tomar poucos gols é fundamental para fincar o pé no G-4 e postular o título. Como o Grêmio vem fazendo.

Dida sofreu xx gols. Foto: Bruno Alencastro

Dida tem sofrido poucos gols. Foto: Bruno Alencastro

O esquema com três zagueiros e três volantes, a entrega que virou hábito no time e o bom momento vivido pelo seguro e tranquilo Dida deram ao Grêmio solidez na defesa. Tomamos poucos gols – são três partidas sem vazamentos, contando a Copa do Brasil. No Brasileirão, temos a terceira melhor defesa, com 15 gols sofridos. A melhor é a do Corinthians, vencida apenas sete vezes.

Com uma defesa forte, a chance de perder diminui exponencialmente. Renato entendeu isso, armou nossa parede, que ainda carece de ajustes, mas tem se destacado. Manter o desempenho no restante do campeonato é fundamental para nossas pretensões. Se ainda conseguirmos aprimorar o ataque, perfeito. Faremos o que o Cruzeiro tem feito.

Atual líder do Brasileirão, o Cruzeiro também se defende bem. Sofreu 17 gols, porém marcou 38 vezes, tem 21 gols de saldo. Consegue aliar uma defesa competente com um ataque poderoso. É um exemplo.

Nosso sucesso passa por manter a defesa forte, por continuar sofrendo poucos gols, mas, lógico, marcar mais. O jogo contra o Goiás é propício para tal. Time bem postado atrás, sem dar espaços, aproveitando o campo grande e o erro do adversário.

>> Campeões e gols sofridos
Fluminense (2012) 33
Corinthians (2011) 36
Fluminense (2010) 36
Flamengo (2009) 44
São Paulo (2008) 36
São Paulo (2007) 19
São Paulo (2006) 32
Corinthians (2005) 59*
Santos (2004) 58*
Cruzeiro (2003) 47*

* Em 2005 o campeonato tinha 22 times, enquanto em 2004 e 2003 tinha 24.