Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts com a tag "Elano"

Elano não tem espaço no Grêmio

23 de julho de 2014 68
Elano fez sete gols em 2013. FOTO: Ricardo Duarte

Elano fez sete gols em 2013. FOTO: Ricardo Duarte

Por Guilherme Mazui

Pois nem o Flamengo aguentou Elano por muito tempo. Deve romper o contrato com o meia de 33 anos, que voltará ao Grêmio. Espero que não esquente muito o banco por aqui. Não vejo espaço para o veterano no time.

Elano míngua a cada ano. Impressiona sua queda de rendimento, técnico e físico, pontuada por seguidas lesões. Ele disputou a Copa de 2010, era titular de Dunga, peça importante do time. Foi campeão da América com o Santos em 2011, tendo boas atuações. Perdeu o gás na temporada seguinte, quando chegou ao Grêmio. Chegou e convenceu.

No Brasileirão 2012, Elano fez sete gols pelo Grêmio, incluindo um Gre-Nal. Foi decisivo para classificação à Libertadores. Iniciou 2013 bem, mas se apagou ao longo da temporada, perdendo espaço a partir da contratação de Renato. Pela boa batida na bola, passou a ser colocado nos minutos finais, porém, com raro sucesso.

O calendário trouxe 2014 e o meia tomou o rumo do Flamengo, que divide seu salário milionário com o Grêmio. Em 15 jogos, entre Brasileirão, Carioca e Libertadores, marcou três gols e deu duas assistências. Tem tudo para ser dispensado.

Como disputou quatro partidas no Brasileiro, Elano pode ser usado pelo Grêmio ou negociado com outro clube. Espero que encontre outros ares. Caso não surjam interessado, que fique treinando, mas sem prioridade para entrar no time.

Não vejo em um meia de 33 anos, que cai de rendimento a cada temporada, tesão e capacidade de melhorar o Grêmio. Seu possível aproveitamento tiraria a oportunidade de um garoto, soterraria novas oportunidades para Maxi Rodríguez ou Jean Deretti, por exemplo.

Elano já está perto do adeus.  É melhor apostar em quem tem futuro pela frente.

É possível recuperar Elano?

29 de dezembro de 2013 25

A ida de Elano para o Palmeiras esfriou, o salário do meio-campista de 32 anos assustou. Aumentou sua probabilidade permanecer mais uma temporada no Grêmio. O que levanta um desafio, diante do gasto mensal com seus vencimentos: é possível recuperar o bom futebol de Elano?

Tenho minhas dúvidas, gostaria de trocar ideias aqui no blog. Bola no pé ele sempre teve. Surgiu no time de meninos do Santos bicampeão brasileiro, em 2002 e 2004. Papou títulos no Shaktar da Ucrânia, passou por Manchester City e Galatasaray antes de voltar ao Santos e faturar a Libertadores. Foi um dos nomes de confiança do ciclo de Dunga na seleção, incluindo taças e vaga no meio-campo da última Copa.

Elano fez sete gols em 2013. FOTO: Ricardo Duarte

Elano fez sete gols em 2013. FOTO: Ricardo Duarte

No Grêmio, Elano fez um 2012 muito bom, decaiu em 2013, em especial depois da saída de Luxemburgo. Marcou sete gols (três no Brasileiro, dois no Gauchão e dois na Libertadores) e deu uma mísera assistência em 39 jogos. Reforçou a nossa necessidade de buscar um armador, pois sempre foi melhor concluindo do que criando.

Elano precisa reencontrar a motivação. Até a precisão na bola parada, sua marca registrada, diminuiu. Nunca foi um exímio batedor de escanteios no Grêmio, mas nos deu boas alegrias em tiros diretos. Cobrança de falta exige talento, mas principalmente treino. E treinar exige motivação.

Agora, o que considero fundamental é recuperar Elano fisicamente. Ele se arrastou em campo na última temporada. Parecia sem força, explosão, incapaz de chegar com fôlego na área para finalizar. Virou reserva, passou a entrar no final dos jogos, por vezes foi bem, por vezes fez figuração. Acabou engolido por Ramiro e Riveros.

Sem reencontrar o fino da preparação física, Elano vai repetir seu apagado 2013. Vocês acreditam que ele possa reencontrar o bom futebol? Acreditam que vale a pena continuar pagando seu farto salário? Se uma transferência para outro clube naufragar, teremos de bancar seu custo. E teremos de colocá-lo em forma.

Sinceramente, não vejo Elano entre os titulares do Grêmio, mas sua experiência e qualidade técnica podem desequilibrar a nosso favor. Contudo, sua permanência barra o aproveitamento de algum garoto. Fico dividido. O ideal seria mesmo negociá-lo, reduzir gastos e abrir espaço para os jovens. Só que ele pode ficar. É bom começar a pensar num plano de recondicionamento físico para Elano. Se continuar trotando, passará o ano no banco e nos dando prejuízo.

 

 

 

A não articulação do Grêmio

17 de setembro de 2013 60

Nossa articulação inexiste. O Grêmio é um time desarticulado. Um time óbvio. E temos sofrido com essa falta de criatividade nos últimos jogos. Caso o Renato não faça correções, seguiremos sofrendo até dezembro. Com grandes chances de encerrarmos a temporada fora do G-4.

A derrota para o Atlético-MG reforçou o debate sobre os problemas de articulação do Grêmio. Abusamos do balão. Saíram 13 no primeiro e somente três acertaram o destino, como traz matéria de Zero Hora. Os problemas na articulação são rotineiros na temporada – com Luxemburgo e com Renato. Antes, no 4-4-2, abusávamos do lance de meio. Agora, no 3-5-2, da jogada de lado sem objetividade.

Ao longo da narração de domingo, o comentarista do SporTV falava da obviedade tricolor. A bola saía da defesa de duas maneiras: um balão para frente ou um passe até o Pará, que morria logo à frente. É um problema sério. Que prejudica o desempenho do time e testa a paciência do torcedor.

O Grêmio é um time sem armador. Zé Roberto, nosso principal meio-campista na temporada, não articula. Não parte do seu pé o passe terminal, que deixará o avante em condições de marcar. Zé é diferenciado ao entrar na área, de surpresa, para concluir. Por isso soma 10 gols no ano. Esse é o seu diferencial. Elano, idem. Melhor conclui do que distribui assistências.

Sem um articulador, o ataque padece (e ainda erra a maior parte das poucas chances que tem). O meio pouco se movimenta, força o balão da zaga. Os volantes são bons em destruir, mas não em armar. Assim, os dois volantes desarmam e entregam passes curtos, enquanto Zé flutua de um lado ao outro. Ninguém arrisca um passe mais ousado. Os passes só buscam os alas, que até encontram o fundo, mas não executam cruzamentos dos mais caprichados.

Pela descrição, temos um problema crônico. Que se reflete em campo. Alguém lembra da última assistência clássica do time? Fora a que o Betão deu para o Kleber, contra a Ponte Preta, a derradeira assistência foi em 28 de agosto. Duas na verdade, uma de Barcos e outra de Pará, no 2 a 0 sobre o Santos pela Copa do Brasil. No mais, gols em bola na área, pênalti, falta…

Zé Roberto, nosso 10, tem uma assistência clássica no campeonato, na distante segunda rodada, contra o Santos. Passe direto, rasteiro, para Vargas entrar e deslocar o goleiro. Isso foi em junho. É pouco, quase nada. O que traz a questão: vale encostar outro meia no Zé, como Maxi Rodríguez ou Elano? Vale tirá-lo? Ou recuá-lo como volante, longe do gol? Quem sabe abrir mão da maior segurança defensiva dos três zagueiros?

Sinceramente, é difícil abrir mão do Zé. Em especial, por não termos no elenco um bom articulador. Quem sabe valeria testá-lo mais recuado, num meio-campo com Souza, Zé e outro meia. É uma sugestão, mas não sou técnico, sou torcedor. O fato é um: está difícil resolver a não articulação do Grêmio. E vocês, como resolveriam?

 

Vale manter os três zagueiros sem Werley?

10 de setembro de 2013 33

Vamos com um time em retalhos contra o Náutico, amanhã. São nove desfalques. O que dificulta uma partida que teríamos condições plenas de ganhar.

Werley fica cinco semanas fora. Foto: Ricardo Duarte

Werley fica cinco semanas fora. Foto: Ricardo Duarte

A lista envolve lesionados, poupados e jogadores a serviço de seleções. Estão fora Elano, Riveros, Vargas, Werley, Alex Telles, Adriano, Marcelo Grohe, Yuri Mamute e Matheus Biteco. E Rhodolfo ainda será reavaliado antes do jogo .

Dos desfalques, destaco Werley, de fora por cerca de cinco semanas, em virtude de lesão no tornozelo. Ou seja, só volta aos gramados na segunda quinzena de outubro, lá pelo meio do returno do Brasileirão e depois do primeiro confronto com o Corinthians pela Copa do Brasil.

A ausência chega a colocar na dúvida a manutenção do esquema com três zagueiros. Vale a pena voltar ao 4-4-2? Ficamos no 3-5-2, com Rhodolfo, Bressan e Gabriel, tendo Saimon como reserva imediato? Ou após a volta de Riveros puxamos Souza para a zaga, posição em que ele não costuma atuar?

Difícil a missão de Renato. E difícil será a missão de bater o Náutico em Pernambuco, mesmo que o rival ocupe a lanterna do campeonato. Por exemplo, quem sabe o nome do reserva do Alex Telles? É o Wendell, jovem de 19 anos que trouxemos do Londrina. Vamos de Wendell ou Renato puxa o Pará para esquerda e escala o Moisés na direitas? Complicado.

A lista de ausências aumentará a responsabilidade do trio Zé Roberto, Kleber e Barcos. Maxi Rodríguez precisará estar atento no banco para entrar concentrado, sem a afobação que tem demonstrado. Teremos de nos superar amanhã.