Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts com a tag "Enderson Moreira"

Os 12 Trabalhos do Grêmio, Parte IX - Definir os volantes e os meias

26 de junho de 2014 48
Temos de definir os parceiros de Giuliano. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Temos de definir os parceiros de Giuliano. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Enderson Moreira deu sinais de que pretende um Grêmio ofensivo no segundo semestre. Confesso que fiquei embasbacado ao ler que o time treinou no 4-1-4-1. Usar um homem à frente da zaga é um choque para o torcedor que ficou quase dois anos vendo seu time insistir em uma trinca estéril de volantes.

Gostei da postura, abandonar os três volantes é uma dádiva. No entanto, desconfio da eficácia do esquema testado, acredito que pode ser uma boa saída para um abafa, uma necessidade urgente de vencer. Assim, trago outra tarefa para o nosso treinador, que é definir seu meio-campo, tanto na formatação quanto na composição.

É interessante observar o tal 4-1-4-1, esquema que confere jogadores mudando de posição, dificulta a marcação adversária, porém, exige intensidade dos quatro escolhidos na defesa e no ataque.  Algo difícil de se conseguir com Giuliano, Luan, Dudu e Alán Ruiz.

Do quarteto, ninguém tem a vocação para marcar. Luan e Giuliano precisam ficar perto da área de definição do lance. Correr na intermediária, longe do gol, é gastar combustível em vão. E Ruiz já é devagar como meia-atacante. Teria de pegar uma motocicleta emprestada para marcar bem.

O esquema segura os quatro defensores (dois zagueiros e dois laterais, por exemplo). Pará, eterno para Enderson Moreira, ficaria plantado lá atrás. Breno subiria de vez em quando. Em tese, não sobrariam espaços para bolas nas costas.

O 4-1-4-1 é diferente do que estamos acostumados a ver o Grêmio fazer. Na prática, parece um esquema de sucesso, contudo, creio que nos faltam as peças necessárias.

Nesta formação, é mais negócio ter laterais com cacoete de zagueiro, deixando um ala mais agudo, que pode ser Matías Rodriguez, no meio-campo. Ainda são necessários os tais “volantes modernos”. Não temos ninguém com perfil de Ramires, Fernandinho, Paulinho, Elias, Tinga e Zé Roberto na mocidade…

Outra opção que Enderson variou foi o 4-2-3-1, que me agrada mais. Na dupla de volantes, aposto em Matheus Biteco, único jovem com técnica e intensidade, capaz de melhorar uma saída de bola que anda quadrada. Edinho, Riveros e Felipe Bastos brigam pela outra vaga. Ramiro sai na janela de transferências ou fica no banco.

Nas meias, Giuliano, Luan e mais um. Vai depender da função de Giuliano e da necessidade de cadência ou pressão. Se formos à frente, Dudu é o titular. Ruiz, Rodriguinho e Zé Roberto são outras opções. Tenho a tendência a apostar em Dudu.

E vocês, gurizada? Gostaram do 4-1-4-1? Quem ficaria no meio de vocês? Restam poucas semanas para o Grêmio voltar a jogar.

Os 12 Trabalhos do Grêmio, Parte II - Melhorar a dinâmica

16 de junho de 2014 44
Ao trabalho, professor! FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Ao trabalho, professor! FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

O Grêmio se reapresenta após duas semanas de férias. Enderson Moreira tem quase um mês para preparar o time, que tem bons reforços. Pois na nossa série sobre os 12 trabalhos do Grêmio, listamos o segundo: melhorar a dinâmica do time, em especial, do meio para frente. Terminar com o poço de obviedade que nos transformamos, implodir aquele toca-toca de lado, sem conseguir chegar ao gol.

O Grêmio vai bem nas negociações de meio de ano. Trouxe Giuliano e o lateral-direito Matías Rodríguez. Ainda passa Kleber adiante e recebe outro volante (mais um!), Felipe Bastos, conhecido por bater bem na bola (espero que jogue mais do que Ramiro e Riveros). Se fecharmos com Fernandinho e mantivermos Luan, teremos elenco para almejar, no mínimo, G-4.

Para sonharmos com o tri, Enderson terá de melhorar urgentemente seu trabalho, pois ficaram no passado as desculpas sobre a falta de qualidade do elenco. Temos pencas de exemplos de equipes medianas e aplicadas, que no campo deixavam claro a influência do treinador. Algo que nosso Imortal não anda fazendo.

O Grêmio de Enderson começou 2014 bem, dinâmico, com jogadas de lado, ofensivo. Teve o ápice na vitória sobre o Nacional na Colômbia, quando Luan lesionou. Depois, pegamos a curva para baixo. Vieram adversários mais fortes, o fiasco do Gauchão, o adeus na Libertadores, o começo no pelotão de cima do Brasileirão. E a qualidade do nosso jogo só caiu.

A defesa seguiu na média, sofrendo poucos gols (somos a melhor do Brasileiro), muito graças à Marcelo Grohe. Já o meio e o ataque pifaram. Deixamos de ser incisivos, voltamos a trocar bola por trocar longe da área, estamos ariscos outra vez à linha de fundo. Em suma, ficamos óbvios, ficou fácil marcar o Grêmio.

Contra Sport e Palmeiras, deixamos a impressão de que não treinamos, que nosso time se reúne diariamente para jogar canastra, dominó, qualquer coisa, menos futebol. Não houve um mísero lance ensaiado. Então, Enderson tem a missão de ensaiar jogadas, trabalhar variações de posicionamento - nossas raras boas jogadas acontecem quando um meia ou volante se projeta em direção ao gol.

Enderson precisa insistir à exaustão em lances de linha de fundo, em repetir, repetir e repetir a bola parada. E, claro, acabar com o trio de volantes. Pelo comentado aqui, trabalho é o que não falta. Competência e sorte aos tricolores.

Enderson consegue?

06 de maio de 2014 36
Enderson: hoje, seu semplante é o retrato do Grêmio e de tudo o que não queremos dele. (Foto reprodução)

Enderson: hoje, seu semplante é o retrato do Grêmio e de tudo o que não queremos dele. (Foto reprodução)

Por Caue Fonseca 

Hoje os jornais listam tarefas para Enderson Moreira nesta semana de treinos até domingo. Lá estão: testar substitutos para as laterais, definir um articulador, reapresentar Luan e Barcos ao gol… A questão é: alguém imagina Enderson cumprindo essas tarefas?

Admito aqui que o desânimo que sinto com Enderson pode ser puro preconceito. Uma impressão errada.

Primeiro olho para a tarefa hercúlea de reerguer o Grêmio sem reforços, com salários atrasados, com um longo Brasileiro pela frente e com a torcida decepcionada. Depois olho para a figura triste de Enderson: voz baixa, declarações comedidas e braços cruzados à beira do campo. Não consigo dar-lhe crédito.

Já elogiei bastante o técnico nesse espaço no início do ano, e não creio que estivesse enganado. Enderson, de fato, fez um time com menos peças jogar mais do que vinha jogando em 2013 tanto com Luxemburgo quanto com Renato. Também ficou evidente que aquela equipe vinha, de fato, jogando a base de treinos. Não apenas de pijama training ou de motivação de vestiário.

Portanto, Enderson tem seus méritos, mas, por vezes, trocar de técnico funciona não pela competência maior do substituto frente ao substituído. A troca funciona simplesmente por se tratar de uma pessoa nova pensando em novas alternativas. Seja o treinador que for.

Como bem disse o Mazui no post passado, o jogo contra a Chapecoense é derruba-técnico. Não há boa desculpa para não vencer os catarinenses após uma semana de treinos. Enderson vai ter de mostrar, nesse teste, que pode pensar soluções novas para o Grêmio. Suspeito que ele mesmo olhe para o grupo, hoje, e sinta vontade de pedir as contas diante da frustração de não achar soluções. Se é diferente disso, que prove.

Ah sim. E descruzar os braços e desfazer a cara de sono também ajudaria.

Reaja, Enderson!

15 de abril de 2014 110
Ergue a cabeça, professor. FOTO: Jefferson Botega

Acorda, professor. FOTO: Jefferson Botega

Por Guilherme Mazui

O fiasco das finais do Gauchão despertou uma angústia na torcida gremista: parece que temos um técnico que não reage. Ficou a impressão de que o discurso não motiva, que o semblante não contagia. Enderson Moreira de braços cruzados e cara de choro à beira do gramado não empolga nem o mais ortodoxo dos tricolores.

Depois da sapecada do domingo e das entrevistas em tom conformista, ficou a ideia de que o técnico é incapaz de mudar a história de um jogo no intervalo, ou com uma substituição cirúrgica. O Grêmio de Enderson vence quando sai na frente. Em quatro meses, jamais virou uma partida difícil. Algo preocupante na véspera do mata-mata da Libertadores.

Confesso que já tinha essa impressão com Enderson no Goiás, mas seu bom trabalho em Porto Alegre colocou a questão de lado. Contudo, o Goiás de Enderson arrancou bem e afinou na hora decisiva. 

Os esmeraldinos beliscaram a Copa do Brasil, porém, fizeram dois jogos tristes contra o Flamengo. Pareciam na Libertadores, vieram à Arena para desbancar o Grêmio e perderam com uma atuação digna de eliminado. Fizeram o mesmo na rodada final do Brasileirão, levaram 3 a 0 do apagado Santos.

É preciso reconhecer que o Goiás foi além de suas possibilidades em 2013, mas ficou no quase. E quase não é chegar. O Grêmio cansou de quase ganhar.

O histórico e o vexame recente deixam direção e torcida preocupados. Enderson precisa reagir, rever a postura, procurar um discurso motivador. Se ele não consegue mobilizar o vestiário, que baixe um dirigente capaz. Só discurso fino e diálogo não ganham taças. Negar o vexame após levar 4 a 1 no Gre-Nal é inadmissível.

Enderson tem a semana para treinar, catapultar Ramiro do meio-campo, testá-lo na lateral. Uma semana para acertar a bola parada, uma semana para recuperar o brio do elenco, fazer Wendell voltar a jogar, corrigir o posicionamento torto da defesa.

O Gre-Nal tem o poder de consagrar ou implodir reputações, algo que nosso treinador não entendeu. Espero que ele já tenha entendido o recado. Um tropeço nas oitavas da Libertadores será fim da linha. Enderson tem a chance de virar o jogo, de se redimir com o próprio suor na beira do campo.

Reaja, Enderson! É a postura que todo gremista espera de um técnico com gana de ser vencedor.

Levanta a cabeça, Grêmio!

02 de abril de 2014 21
Volta por cima na Colômbia. FOTO: Diogo Zanatta

Volta por cima na Colômbia. FOTO: Diogo Zanatta

Por Guilherme Mazui

Faz parte da centenária história tricolor apanhar, mas jamais se entregar. O Grêmio levanta a cabeça. Sempre. É um especialista em dar a volta por cima. Terá de ser assim após a derrota no Gre-Nal. E a oportunidade vem hoje na Colômbia.

O Grêmio sabe que o jogo contra o Atlético Nacional pode levá-lo do céu ao inferno. Vitória garante vaga antecipada nas oitavas da Libertadores. Empate encaminha a fatura. Derrota nos tira da zona de classificação, com possibilidade de retorno na rodada final mediante vitória sobre o Nacional do Uruguai.

Enderson Moreira saiu do clássico com a imagem abalada junto ao torcedor. Um novo tropeço vai aumentar as interrogações, portanto, espero um Grêmio mais acordado na Colômbia. Como o tempo para treinar foi curto, o desafio é motivar o grupo e ajustar, na base da conversa, uma defesa que passou a vazar pelo alto.

Vale buscar exemplos na história do clube para afastar a ressaca. Em 1997 e 2001, os títulos da Copa do Brasil pareciam perdidos depois de empates em casa. Buscamos as taças fora de casa. Em 2007, perdemos a Libertadores na quarta e vencemos o Gre-Nal no domingo. O Grêmio cansa de ser apontado como candidato ao rebaixamento no Brasileirão, mas chega no G-4.

O Grêmio é assim: quanto mais duvidam de nós, melhor. Derrubamos a descrença no campo. O atual elenco precisa entender essa máxima, precisa responder as críticas jogando. Avante, Grêmio! Estamos contigo!

No caminho para ser o melhor

25 de março de 2014 27
Grêmio em grande fase. FOTO: Ricardo Duarte

Grêmio em grande fase. FOTO: Ricardo Duarte

Por Guilherme Mazui

Nossas últimas apresentações fizeram a crítica se derramar em elogios.  Mampituba abaixo e acima comentaristas apontam o Grêmio como o melhor time brasileiro do momento. Vivemos uma bela fase, voltou a dar gosto ver o time jogar, mas tenho cá minhas dúvidas.  Ainda é cedo. Digo que o Grêmio está no caminho para ser o melhor.

As boas campanhas na Libertadores e no Gauchão garantem os elogios.  Somos a equipe mais testada do Brasil, sem questionamentos. Ninguém encarou tantos adversários tarimbados com sucesso. Fizemos um bom clássico, lideramos o Grupo da Morte da Libertadores, encaremos de igual para igual o melhor time argentino da atualidade, passamos com folga pelo melhor colombiano. Sempre com boas apresentações, sem depender da sorte.

Enderson Moreira encontrou uma formação que mescla pegada com apetite por gol e vitória, que segue as padrões dos times vencedores dos últimos anos: defesa forte somada a homens rápidos na frente. Está difícil marcar o Grêmio. Luan, Wendell e Dudu disparam. Barcos fica mais na área, é mais acionado, logo, faz mais gols.

Ainda temos o que melhorar – em especial a bola parada -, mas os indicativos turbinam a confiança. Ao mesmo tempo em que anima, o bom presságio pode ser traiçoeiro.  No caminho para ser o melhor time brasileiro aparecem os jogos decisivos. É nesta hora que o vencedor se afirma, coloca a faixa no peito.

Quarta-feira temos uma semifinal traiçoeira de Gauchão contra o Brasil – vale a mesma seriedade da vitória sobre o Juventude. Ao que tudo indica, domingo surge o primeiro Gre-Nal das finais, seguido de uma fumaceira na Colômbia na quarta seguinte. Uma semana depois, a partida derradeira da primeira fase Libertadores, diante do Nacional. Mais três dias e a peleia final do Estadual.

São cinco jogos quentes, cinco jogos decisivos. O Grêmio terá sua condição técnica, física e mental testada. Se sobreviver com louvor, com classificação na Libertadores e taça no armário, teremos a certeza de que somos o melhor time do Brasil no momento. Eu acredito que assim será. Vamos torcer!

O que vi nas férias

17 de fevereiro de 2014 27

Buenas, gurizada, de volta ao batente. Três semanas bem aproveitadas, de descanso e vitórias tricolores. Três semanas em que vi o trabalho promissor de Enderson Moreira começar a entrar nos trilhos. Deixo algumas considerações do que vi nos últimos dias.

Luan tornou time mais agudo. FOTO: Mauro Vieira

Luan tornou time mais agudo. FOTO: Mauro Vieira

1) Luan
A lesão de Kleber abriu espaço para a velocidade e agilidade de Luan. Ainda franzino, perna longa e técnico, o garoto é o oposto do Gladiador. Garantiu a bola de escape que não tínhamos, aquela arrancada em direção ao gol que tanta falta fez em 2013. O pênalti sofrido contra o Esportivo serve de exemplo. Luan só precisa aprimorar a finalização.

2) A mão de Enderson
Depois de atuações apagadas contra Juventude e VEC, Enderson retomou os três volantes e superou duas provas de fogo: Gre-Nal e estreia na Libertadores fora de casa. Um esquema bem similar ao de Renato em 2013, com marcação forte e uma defesa postada, porém, com o acréscimo da velocidade de Luan e Wendell. Pontos para o treinador.

3) Edinho e o jogo quente
Edinho teve boa atuação no Gre-Nal e na vitória sobre o Nacional. Mostrou algo constante em sua carreira: cresceu em jogos quentes. Fiz cara feia quando trouxeram o volante, mas ele conquista o torcedor com sua entrega. Sua presença se tornou importante, em especial após a saída de Souza. Só critico as tentativas de lançamentos longos, que costumam sair tortos.

Edinho subiu de produção. FOTO: Mauro Vieira

Edinho subiu de produção. FOTO: Mauro Vieira

4) Zé Roberto devendo
Nossa articulação continua deficitária. Zé Roberto teve atuações apagadas, escondido do jogo. Zé nunca teve o histórico de decidir confrontos decisivos, mas já rendeu bem mais no Grêmio. Costumava arrematar com maior regularidade, aparecer mais na área. Zé teve sorte de Maxi começar rendendo pouco.

5) Outras considerações
Rhodolfo foi bem no Gre-Nal e engoliu o centroavante Alonso, do Nacional. Continua como nosso melhor zagueiro, muito seguro lá atrás.

Barcos tem três gols na temporada, um no Gre-Nal. Esse é o caminho. Gol chama gol. Pode ser de canela, sem goleiro, de pênalti. Se melhorarmos a articulação, vai render mais.

Wendell joga mais do que Alex Telles. Arranca, ajuda a abrir a defesa adversária. O time ficou mais agudo com o novo lateral-esquerdo. Já na direita segue difícil acreditar que teremos o Pará como titular pela terceira temporada seguida.

Wendell joga mais do que Telles. FOTO: Mauro Vieira

Wendell joga mais do que Telles. FOTO: Mauro Vieira

Marcelo Grohe faz um bom começo de temporada. Não falhou nos gols que tomou, pelo contrário, fez seu trabalho com boas defesas nos dois jogos encardidos (Gre-Nal e Nacional).

Maxi Rodríguez começou sonolento. Mesmo na boa atuação contra o Esportivo, teve lampejos, não foi constante. Para virar titular, terá de ser regular, ter uma participação mais intensa. Vale o mesmo para Deretti e Ruiz. O argentinou mostrou ter uma perna esquerda perigosa.

**

Gurizada, deixo o agradecimento ao amigo Caue Fonseca que tocou o blog na minha ausência. Caue pé quente, por sinal.

O esboço do Grêmio de Enderson

16 de janeiro de 2014 45

Ainda é cedo para cravar escalações, são os primeiros treinos, mas Enderson Moreira dá pistas do seu time. Pelo visto, o esquema será mesmo o 4-2-3-1, tendo Barcos como referência no ataque e Kleber ajudando a compor o meio. Parece o esquema o desenho mais racional até o momento, já que o argentino Alan Ruiz terá de se adaptar aos treinos e melhorar o condicionamento.

Pelas indicações, Enderson esboçou o Grêmio com Marcelo Grohe; Pará, Rhodolfo, Werley e Wendell; Souza, Ramiro, Maxi, Zé Roberto e Kleber; Barcos. Fiquei satisfeito com a escalação. É evidente que gostaria de ver um lateral-direito melhor e um velocista na vaga de Kleber, porém, é o que temos até agora. Não virá outro lateral. Para substituir Pará, os garotos Moisés e Tinga terão de pedir passagem no dia a dia, trabalhando no campo.

No discurso Enderson tem agradado. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

No discurso Enderson tem agradado. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Enderson desenha a zaga com Rhodolfo e Werley. De fato, Werley bem condicionado joga mais do que Bressan, enquanto Pedro Geromel ainda é uma incógnita. Li a entrevista do presidente Fabio Koff no fim de semana e imagino que Edinho terá sua oportunidade. Quem parece escanteado é Riveros, sem falar em Adriano. Entre os meias, Guilherme Biteco vai precisar ter a personalidade que ainda não teve como profissional para batalhar um lugar no time.

Também li a entrevista de Enderson, na qual ele destaca a necessidade de Barcos e Kleber ficarem mais perto do gol, além dos meninos velozes que são preparados na base. Até o momento, dentro das possibilidades do elenco, as coisas caminham bem. No discurso, Enderson vem agradando. Vamos ver se continuará assim na prática. A resposta começa a ser respondida nas próximas semanas.

Grêmio precisa de velocidade em 2014

07 de janeiro de 2014 29

Na véspera de reapresentação do Grêmio, Zero Hora esboçou um possível time de Enderson Moreira. Equipe escalada no 4-2-3-1, esquema que permite marcar com cinco homens e atacar, pelo menos, com três. Um esquema que exige preparo físico aguçado de quem atua como meia-atacante.

Gosto deste esquema, se bem executado permite marcar e atacar com intensidade. Contudo, sem velocidade é mais um esquema que naufraga, que privilegia uma burocrática troca de passes sem fim e objetividade. O Atlético-MG campeão da América adotou a estratégia sendo agudo. Abusou da velocidade de Diego Tardelli e Bernard, abastecidos pela cadência e precisão de Ronaldinho, com Jô como referência na área.

Maxi tem tudo para se firmar em 2014. FOTO: Fernando Gomes

Maxi tem tudo para se firmar em 2014. FOTO: Fernando Gomes

Velocidade é justamente o que faltará se a escalação adotada for a sugerida na reportagem: Marcelo Grohe; Pará, Bressan, Rhodolfo e Wendell; Souza, Ramiro, Zé Roberto, Maxi Rodríguez e Kleber; Barcos. Deste time, Wendell é o nome mais veloz, sendo que atua na lateral-esquerda. Poderá dar o lance de linha de fundo que não temos.

No ataque, Barcos surge como referência. Pode receber a concorrência de Lucas Coelho, como defendem alguns amigos aqui do blog, desde que o garoto produza no time B. Sem produzir, sem fazer gols, Lucas vai ser um concorrente hipotético.

Já no meio, Zé Roberto assumiria a organização do jogo, com Maxi sendo o homem da assistência, do drible inesperado, do chute de média distância. Kleber destoa, pois é na sua função que deveria atuar um velocista.  Este atacante corredor pode ser Leandro, que deve se reapresentar. Leandro negou R$ 90 mil de salário no Palmeiras, exigiu R$ 200 mil. Um absurdo pelo seu futebol. Teria de render muito mais para ter um salário deste porte.

E vocês, o que acharam? Acreditam que o 4-2-3-1 é o caminho para o o Grêmio?

Qual será o time de Enderson?

17 de dezembro de 2013 28

Enfim, definimos o técnico. A definição que vai desfazer as demais interrogações. Agora, qual time Enderson Moreira terá à disposição? Por enquanto, tudo indica que será uma equipe mais fraca tecnicamente do que a de Renato. O que só aumenta o desafio do novo comandante.

Enderson deve ter poucos reforços. FOTO: Jean Pereira

Enderson deve ter poucos reforços. FOTO: Jean Pereira

Dida e Vargas já foram. Marcelo Grohe merece o voto de confiança, Vargas deixou o clube sem jamais ter sido o destaque esperado. O chileno foi o grande reforço hipotético, o reforço que chegou, mas, na prática, nunca veio. Contudo, se já não era lá essas coisas com ele, fica pior sem. Perdemos a única saída de velocidade do meio para frente.

Elano deve sair (não fará falta), mesmo destino de Zé Roberto, caso o meia não aceite reduzir o salário. É noticiada uma possível saída de Rhodolfo, negociado para Europa. Seria uma tragédia. O zagueiro foi nosso jogador mais regular no returno do Brasileirão, é um dos pilares da equipe para Libertadores.

Em contrapartida, pouco se fala em chegadas. Dificilmente teremos novos laterais, provavelmente iremos de Kleber e Barcos na frente. Quem sabe, o palmeirense Leandro seja reaproveitado. Haverá a aposta em Maxi Rodríguez. A opção de reforços será realizar trocas com outros clubes. A direção não quer Moreno, Leo Gago e outra penca de emprestados que regressam.

Alguns nomes serão pinçados da base. Por sinal, nosso sub-20 faz excelente campanha no brasileiro da categoria.  Os garotos Luan, Tinga, Rafael Thyere e Canavesio despontam bem, mas só o primeiro joga do meio para frente. Espero que sejam usados e aproveitem bem as primeiras rodadas do Gauchão. Foi assim que Carlos Eduardo surgiu e se firmou em 2007.

Neste contexto, o desafio de Enderson se multiplica. A direção confia na sua capacidade de organizar um time sem grandes nomes, na habilidade para lançar garotos. Espero que dê tudo certo mesmo, que a magia dos anos 1990 retorne. Será preciso muita competência em 2014.

PS: o Grêmio negocia com o preparador físico Fábio Mahseredjian, ex-Corinthians. Excelente preparador, com títulos na bagagem.