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Vai logo, 2014

06 de dezembro de 2014 41
Everton mira o futuro. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Everton mira o futuro. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui | @guilhermemazui

O 2014 de futebol termina neste domingo. Vai tarde. Foi uma temporada de expectativas, todas frustradas nos momentos decisivos. E de desculpas recheadas de conformismo.

Foi assim na Libertadores. Após a vitória sobre o Atlético Nacional na Colômbia, com direito a vaga antecipada no Grupo da Morte, o time parecia no caminho do tri. Sobrou na primeira fase, mas acabou eliminado pelo San Lorenzo na Arena.

No Gauchão, ainda empolgado pela liderança na Libertadores, o time saiu na frente no primeiro Gre-Nal da final. Tomou a virada, depois levou um sapeca no segundo jogo, algo considerado “normal” por Enderson Moreira.

No Brasileirão, veio Felipão e o desempenho subiu. O ápice foi o 4 a 1 do Gre-Nal, com presença no G-4. A volta à Libertadores só dependia de nós. Mas perdemos três jogos seguidos. A direção lamentou, trouxe algumas frases prontas e se conformou.

A empolgação seguida de frustração também marca a nova gestão Koff. O maior presidente da história do clube voltou, prometeu títulos, que só ficaram na promessa mesmo. Koff fracassou.Repetiu os antecessores.

O presidente encerra um mandato mediano, sem brilho. Dentro de campo, zero títulos, dois Gauchões perdidos, duas eliminações nas oitavas da Libertadores e uma goleada em clássico. Houve um vice-campeonato nacional e uma goleada devolvida em Gre-Nal.

Fora do gramado, Koff gastou demais em contratações, fez bons negócios com jogadores de equipes menores e dá sinais de que a base foi revigorada. Repactuou o contrato da Arena e anunciou uma compra da administração plena não concretizada. Mentiu. Anunciou um contrato não fechado na véspera da eleição. Contrato que, com sorte, será assinado por seu sucessor, Romildo Bolzan.

Vejo a base fortalecida como o principal ativo deixado por Koff. E o discurso conformista, arraigado de outras gestões, como uma praga que deve ser combatida.

Talvez o jogo sem graça contra os reservas do Flamengo indique esperança. Os guris devem ganhar oportunidade, quem sabe tragam uma era de custo benefício no futebol. Boa sorte aos garotos, que devorem a bola no domingo. Que devorem a bola e tragam títulos em 2015.

Adeus, 2014. Adeus, conformismo. Assim espero.

Vitória para bater no peito e beijar o escudo tricolor: sou gremista, sim senhor!

06 de setembro de 2014 62
Grêmio matou o Fla no Maraca. Foto: Marcio Araujo/Agência Lancepress!

Grêmio matou o Fla no Maraca. Foto: Marcio Araujo/Agência Lancepress!

Por Guilherme Mazui

Nos acréscimos, o gol solitário e santo de Luan. O silêncio de quase 60 mil flamenguista. A vitória no Maracanã. Um elixir depois de uma semana tão dolorida.

Os rubronegros provocaram, usaram máscaras de macaco, xingaram. Repetiram o racismo que estão supostamente criticando. Somos maiores. E respondemos no campo, com bola na rede. Eis uma vitória para todo gremista bater no peito e beijar o escudo do time. Sou gremista, sim senhor.

Convoco todos a trajar suas camisas tricolores no domingo. Um dia de orgulho gremista. Um dia para manifestar o amor pelo clube. Se provocarem, se nos chamarem de racistas, será perda de saliva. Apesar dos episódios tristes, a grande maioria da torcida é plural, a generalização erra.

O Grêmio respondeu críticas e provocações da melhor maneira possível: com pouca conversa e muito esforço. O gol foi nos acréscimos, mas poderia ter saído antes. Jogamos mais do que o Flamengo de Luxemburgo, eterno filhote de Felipão. O bigode escalou três volantes, o time mordeu as canelas adversárias e apostou na velocidade de Dudu.

A defesa foi bem, cometeu poucos vacilos, Grohe foi seguro nas poucas vezes em que foi exigido. Zé Roberto esbanja vitalidade na esquerda, melhorou o setor. E gostei do trio de volantes. Walace sempre firme, rebatendo tudo por cima e por baixo. Fillipe Bastos e Biteco conseguiram marcar e tocar a bola com qualidade. Ramiro não fez falta.

Na frente, Dudu deu um cansaço na defesa carioca. E pecou no acabamento dos lances, como de costume. Ao driblar o goleiro, perdeu-se com a bola pela linha de fundo, quando a melhor escolha era o lado oposto, onde Giuliano aguardava. O meia correu muito, foi voluntarioso, quase marcou um golaço por cobertura. Ainda falta aquela assistência ou aquele gol de Giuliano.

Já Felipão merece palmas. Acertou a estratégia e teve sucesso nas alterações. Colocou Fernandinho (fim das férias do atacante), que arrancou pelo lado e fez o passe até Luan, outro que deixou o banco. O guri fez algo raro no nosso ataque. Driblou para frente, em direção ao gol. Com qualidade, arrancou e bateu sem firulas, simples e rasteiro no canto. Gol da vitória.

O resultado dá moral, foi o terceiro triunfo como visitante, a terceira vitória seguida, que permite um salto na tabela. O resultado também deixa o Grêmio colado no G-4, 31 pontos ao final do primeiro turno. Pontuação de quem briga por vaga na Libertadores. Motivos de sobra para sorrir no domingo. E para vestir o manto tricolor.

É com futebol e atitudes civilizadas que vamos responder críticas, provocações e tentativas infrutíferas de diminuir o Grêmio. O clube é maior, nosso amor é maior. Avante, Imortal!

Rodada para ficar mais perto da Libertadores

16 de novembro de 2013 21

Temos uma rodada importante. Poderemos encerrar o fim de semana outra vez na vice-liderança do Brasileirão, no posto que concede vaga direta na Libertadores. Enquanto Atlético-PR e Botafogo duelam no Rio de Janeiro, o Grêmio recebe os reservas do Flamengo. Não podemos desperdiçar a oportunidade.

Atual vice-líder com 58 pontos, o Atlético-PR visita o Botafogo, quinto colocado com 54, neste sábado. O Bota vem perdendo força, está pressionado, enquanto o Furacão vislumbra a final da Copa do Brasil. Difícil prever algum resultado. O ideal seria um empate.

Domingo ideal para Kleber encerrar seu jejum de gols. FOTO: Ricardo Duarte

Domingo para Kleber encerrar seu jejum de gols. FOTO: Ricardo Duarte

Agora, independente do que vai acontecer no Rio de Janeiro, o Grêmio precisa ser competente. Precisa confirmar os três pontos diante do Flamengo, domingo, na Arena. Se ganharmos, iremos a 60 pontos, com boas chance de abocanhar o segundo lugar, desde que o Furacão não bata o Botafogo. Ainda é preciso dar uma secadinha no Goiás, que recebe o Inter.

Sempre fico com pé atrás quando enfrentamos rivais com time misto ou reserva. Aumenta a responsabilidade. Desejo um Grêmio concentrado, buscando o ataque. Nada de relaxar. Creio que Renato vá repetir o time, com Maxi no banco, o que não me agrada.

Se contra o Vasco acabou o jejum de vitórias e de gols, espero ver o Grêmio conseguir ganhar com placar mais elástico, o que não ocorre há meses. Espero comemorar gols de Barcos e Kleber. É fundamental ganhar. A vitória sobre o Fla nos deixará mais perto da Libertadores. Depois, só faltarão três jogos. Não podemos desperdiçar a oportunidade.

 

Nunca antes na história deste país o Pará fez um golaço assim

25 de agosto de 2013 26

Estamos na briga! Quatro vitórias seguidas, 28 pontos, Cruzeiro e Botafogo na alça de mira. Fruto da vitória sobre o Flamengo, presente para os gremistas do DF que ocuparam as arquibancadas do Estádio Nacional de Brasília. O 1 a 0 foi magro, teve uma defesa segura e sólida, um meio-campo combativo e um ataque brigador, mas sem precisão. Resultado justo. Jogamos mais do que o Flamengo.

Tivemos uma vitória que era possível, mas conquistada de maneira improvável. Aos sete minutos, os gremistas se beliscavam, esfregavam os olhos. Não parecia verdade: 1 a 0, gol de falta do Pará. Gol ao estilo Arce, Anderson Lima. Perna direita precisa, cirúrgica, aproveitando o vão da barreira. Inacreditável. Um gol que só poderia ocorrer em Brasília. Parafraseando o ex-presidente Lula, “nunca antes na história deste país” o Pará fez um golaço assim.

O gol nos deu tranquilidade, o esquema de três zagueiros e três volantes deu solidez atrás, Dida só foi fazer uma defesa de verdade no final. O adversário ajudou. Agradeço ao Flamengo por bancar a multa e escalar o Marcelo Moreno. E outro sincero obrigado por ter contratado o André Santos.

Voltando ao Grêmio, os volantes morderam muito, assim como o ataque. Barcos fez um bom jogo, porém errou o principal, o gol. Dois. E dois imperdíveis. Tivemos o mesmo problema do jogo com Santos: criamos as chances e não as aproveitamos. Em Brasília não fez falta. Na Vila Belmiro, fez. Não podemos deixar de matar o jogo, de sacramentar o resultado. Um gol bobo do Fla nos tiraria dois pontos preciosos.

Temos de corrigir a pontaria com urgência, afinal, na quarta-feira vamos precisar marcar gols no Santos. No mínimo dois. Nosso desafio vai ser propor o jogo, agredir, ser criativo no meio, letal no ataque. Temos o dever de curtir a vitória sobre o Flamengo, bater palmas para o gol do Pará, descansar e focar no Santos. Todos na Arena!

 

 

Grêmio não estará sozinho em Brasília

24 de agosto de 2013 38

O Grêmio não estará sozinho no Planalto Central. Quando pisar no gramado do bilionário Estádio Nacional de Brasília para enfrentar o Flamengo, a partir das 18h30min, haverá um batalhão fardado de azul nas arquibancadas. Dentro da tropa, eu. É provável que haja mais flamenguistas no estádio, mas garanto que seremos mais barulhentos e aguerridos. Minha camisa, companheira de tantas batalhas, está separada.

IngressoGremio

Hoje é um dia ímpar para a gremistada do Distrito Federal. É rara a oportunidade de ver o Grêmio jogar em Brasília. Em geral, os gremistas do DF lotam ônibus uma vez por ano para ir a Goiânia matar as saudades do azul, preto e branco. Vivemos uma angústia por torcer de um local tão distante de Porto Alegre, a mais de 2 mil quilômetros da nossa Arena.

Somos acostumados a formar pequenas confrarias de gremistas para ver as peleias. Um gremista que comprou o jogo no Pay Per View convida outro gremista, que convida mais um, que chama mais outro. Ou nos reunimos nos tradicionais bares onde somente tricolores sulistas sentam para quase enfartar durante 90 minutos. Pois hoje, 24 de agosto, estaremos no estádio, representando os irmãos que ficaram no Rio Grande do Sul.

Nosso apoio é fundamental. Temos uma rodada delicada, os quatro ponteiros jogam fora. Uma vitória sobre o Flamengo, combinada com resultados, nos deixa junto dos líderes Botafogo e Cruzeiro. Um revés pode nos empurrar para fora do G-4. E temos um jogo imprevisível. Depois das três vitórias seguidas, um ataque de pontaria torta nos derrubou contra o Santos. Espero um Grêmio mais letal nas finalizações, sem firulas no momento de concluir.

Renato deve manter os três zagueiros e os três volantes. Logo, nossa criatividade fica comprometida. Alex Telles e Pará terão de abusar da linha de fundo – o que nem sempre é possível com o Pará. Kleber e Barcos terão de se virar lá na frente. E o time precisa chutar. Se contra o Vasco chutamos e marcamos, contra o Santos preferimos rodar a bola. Hoje é dia de arrematar, o embalo não pode parar.

Bueno, espero que toda a nossa empolgação em Brasília aditive o brio do time. Sozinho, o Grêmio não estará.