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Queremos a Copa!

01 de dezembro de 2013 58

O Grêmio pode ser campeão da América em 2014. Pode ser campeão, porque vai disputá-la. Para conquistar a Libertadores, é preciso classificar primeiro. O que fizemos com o 1 a 0 sobre o Goiás na despedida da Arena na temporada. Carimbamos nosso passaporte, o que nos permite sonhar com o tri.

A rodada 37 deu absolutamente certa. Atlético-PR e Botafogo perderam para Santos e Coritiba. Estacionaram em 61 e 58 pontos, diante dos nossos atuais 64 – Goiás ficou parado nos 59. Retomamos a vice-liderança e asseguramos o G-3, ou seja, a pré-Libertadores. No próximo domingo, na rodada final, basta um empate com a Portuguesa, fora de casa, para confirmarmos a vaga direta. Posto direto que é obrigação, passagem que assegura uma pré-temporada mais longa.

Barcos marcou o gol da classificação. FOTO: Ricardo Duarte

Barcos marcou o gol da classificação. FOTO: Ricardo Duarte

Novamente, a partida não foi um primor de qualidade. Tecnicamente foi um jogo triste, um festival de balões e de rebatidas de cabeça dos dois lados. O Grêmio venceu porque teve ímpeto até sair o gol de Barcos, o gol mais importante que o Pirata marcou desde que desembarcou em Porto Alegre. Desta vez, Barcos lutou e fez gol, o que esperamos do nosso centroavante.

Outro pilar da vitória esteve na defesa, que rebateu até suspiro. Souza fez uma boa partida, Rhodolfo comprovou ser o melhor jogador do time no returno e Bressan teve nova jornada segura. Já Pará desperdiçou muitos contragolpes. Aliás, faltou vontade de liquidar a fatura de novo. Ficamos satisfeitos com o perigoso 1 a 0. Eis uma mania que teremos de rever na Libertadores. O Grêmio precisa e deve matar o jogo sempre.

A classificação permite encaminhar um 2014 com o sonho do tri da América, assegura importante receita nos cofres combalidos do Grêmio. Podemos pensar num desmanche menor, em buscar peças pontuais. Obter a vaga direta facilitará o planejamento. É evidente que temos muitos pontos para melhorar, como formar um ataque mais veloz e decisivo. Contudo, só o fato de disputar a competição, anima demais. Estou orgulhoso do meu time.

A próxima Libertadores terá intervalo da Copa do Mundo, portanto, temos de chegar vivos no recesso. Até a volta do Mundial, muita coisa acontece, times contratam e vendem, vestiários fecham e racham. A classificação nos permite sonhar. Afinal, sempre queremos a Copa!

PS: aos que virão com o argumento de que estamos comemorando vaga, respondo: tenho orgulho de classificar para a Libertadores. Bonito deve ser chegar na rodada final do Brasileiro lutando contra o rebaixamento.

 

 

 

A vitória é inadiável contra o Goiás

30 de novembro de 2013 11

A penúltima rodada do Brasileirão chegou. E temos a oportunidade, na Arena, de resolver a classificação para Libertadores. Oportunidade inadiável. Bater o Goiás reanima a torcida, acalma o elenco, assegura um 2014 com mais de recursos nos cofres. Preparem os corações.

Teremos um domingo tenso. Podemos terminar o fim de semana classificados – desde que o Grêmio vença o Goiás e o Botafogo pelo menos empate com o Coritiba – ou fora do G-4. Pelos confrontos das últimas rodadas, é mais do que perigoso deixar para resolver a vida no último jogo. Estamos em terceiro, com os mesmos 61 pontos do vice Atlético, a dois do Goiás e a três do Botafogo. Ou seja, tudo embolado. Só que na rodada 37 a tabela nos favorece, o oposto da rodada derradeira.

Do quarteto que postula G-3, apenas o Grêmio joga em casa neste domingo.  Se ganharmos do Goiás no confronto direto, os esmeraldinos deixam de ser problema. O empate não será tão ruim se Botafogo e Atlético-PR, que jogam fora, perderem. Voltaremos ao segundo lugar, mas pressionados. Derrota é sinônimo de tragédia, seremos ultrapassados, o G-3 vira miragem.

Domingo para carimbar o passaporte. FOTO: Ricardo Duarte

Domingo para carimbar o passaporte. FOTO: Ricardo Duarte

Já na última rodada, os mandos invertem. O Grêmio vai visitar a desesperada Portuguesa – que para o nosso bem precisa vencer a Ponte Preta neste domingo -, enquanto Atlético-PR recebe o Vasco, o Botafogo pega o Criciúma e o Goiás encara o Santos. Nossos rivais jogarão em casa.  Portanto, para cima do Goiás.

O domingo será de secação aos rivais e de sofrimento. É líquido e certo que teremos um jogo tenso, contra um adversário perigoso, que sabe fazer gols. Com certeza vamos sofrer. É típico do gremismo. Tirando a vitória sobre o Náutico, na abertura do returno, sofremos em todas as outras partidas. Dificilmente será diferente diante do Goiás.

A vitória é inadiável. Independente da formação, das substituições, dos resultados paralelos, o Grêmio precisa ganhar. De preferência com a Arena cheia, rugindo. Preparem os corações. Avante, Grêmio!

>> Guia da secação – Grêmio 61 pontos, terceiro colocado
Coritiba x Botafogo (58)  - domingo, 17h: vitória do Coxa, é a rodada para o Botafogo tropeçar. O jogo é dificílimo, já que vale a sobrevivência do Coritiba. Se for derrotado, estará virtualmente rebaixado. Batendo o Botafogo, segura os cariocas nos 58 pontos. Um empate do Grêmio tira o Fogão do nosso caminho. Na rodada final, o Bota recebe o Criciúma.

Vitória (55) x Flamengo – domingo, 17h: vale a secadinha, já que o Vitória, se vencer os dois jogos, iguala os 61 pontos do Grêmio. Um empate já resolve. O Vitória encerra a campanha contra o Atlético-MG, em Minas.

Santos x Atlético-PR (61) – domingo, 19h30: a vitória do Santos permitirá a retomada da vice-liderança, posto que concede vaga direta na Libertadores. O Furacão vem da ressaca da Copa do Brasil, espero que faça um jogo terrível e perca. Na rodada final, o Atlético recebe o Vasco.

Bater o Goiás virou nossa obsessão

29 de novembro de 2013 21

O jogo do ano se aproxima. Domingo, 19h30, Grêmio x Goiás na Arena. Entraremos em campo cientes da possibilidade de confirmar ou não a vaga no G-3 com uma rodada de antecipação. Basta que no jogo das 17h, o Botafogo não vença o Coritiba no Paraná.

O resultado ideal é a derrota do Fogão, que estacionaria nos 58 pontos, distante três do Grêmio. Com um empate contra o Goiás, asseguraríamos o quarto lugar. Como a Ponte Preta encara o Lanús na final da Sul-Americana, é mais seguro o G-3. Portanto, bater os esmeraldinos é a nossa obsessão.  É preciso lotar a Arena.

Maxi não tem vaga garantida no jogo. FOTO: Lucas Uebel

Maxi não tem vaga garantida no jogo. FOTO: Lucas Uebel

O Grêmio teve a semana para descansar e se preparar. Desejo que esteja usando bem o tempo precioso. As desculpas sobre falta de oportunidades para treinos já não colam, vide que nas últimas duas semanas só tivemos jogos no domingo. Gostaria muito de ver o Grêmio marcar três, quatro gols num jogo. Seria um presente ao torcedor que há quase três meses se contenta com vitórias magrinhas.

Persiste a dúvida sobre o gringo que sobrará. Vendo o naufrágio de Barcos, voto nele, devolvendo Riveros ao time. Contudo, é mais fácil chover para cim do que Renato tirar o argentino do time. A ausência ficará entre Riveros e Maxi Rodríguez.

Independente da escalação, do trio de gringos, se teremos trio de volantes ou de atacantes, o Grêmio precisa ganhar. É a despedida da Arena na temporada, é o jogo que pode encaminhar um 2014 menos duro. É jogo para colocar 40 mil,  45 mil pessoas no estádio. Para mostrar ao Goiás que esta terra – e a vaga na Libertadores – tem dono.

O Flamengo e o Maracanã deram bom exemplo na final da Copa do Brasil. Arquibancada e campo em sintonia. Vamos tomar a Arena, contagiar o time. Vencer o Goiás é a nossa atual obsessão.

 

 

Pelo bem das finanças, o G-3 virou obrigação

28 de novembro de 2013 40

O título do Flamengo  e a classificação da Ponte Preta na Sul-Americana obrigam o Grêmio, por segurança, encerrar o Brasileirão no G-3. Os dois jogos reforçaram o peso da decisão de domingo contra o Goiás, na Arena. Alcançar a Libertadores será fundamental para trazer receitas diante de uma temporada que se anuncia com os cofres raspados.

O Grêmio vai apertar o cinto em 2014 porque incinerou dinheiro em 2013. Em termos financeiros, o primeiro ano da nova gestão Koff é desastroso. Gastamos o que não tínhamos em uma folha estratosférica. Rasgamos dinheiro com Cris, André Santos, Adriano, Barcos e Vargas. Todos entregaram bem menos do que prometeram – Barcos e Vargas ainda podem se redimir.

É preocupante ver a situação financeira se agravar, ver o time voltar a fazer dívidas em escala industrial. Falhas de gestão. Koff anuncia corte oficial de R$ 50 milhões no orçamento. Quem sabe no aperto, o Grêmio seja eficiente. Sempre que teve dinheiro, gastou mal. Será desafiado a buscar soluções mais baratas. Hoje, os salários do futebol estão fora da realidade justamente pela falta de custo benefício.

Dal Pozzo na mira tricolor. FOTO: Sirli Freitas

Dal Pozzo na mira tricolor. FOTO: Sirli Freitas

O futebol é apaixonante porque vive driblando a lógica. O título do Flamengo na Copa do Brasil é um exemplo. O Fla é um time mediano, que se arrasta no Brasileiro, mas soube jogar o mata-mata. Após a saída de Mano Menezes, simplificou a vida. Um bom goleiro (Felipe), um zagueiro chegador (Wallace), um lateral que procura a linha de fundo (Leo Moura), um cão de guarda de volante (Amaral), seguido de outros dois volantes com apetite no ataque (Luiz Antonio e Elias). Na frente, um centroavante que gosta de fazer gols (Hernane) e um velocista (Paulinho).

O Flamengo marca forte e joga pelos lados. Sua principal arma é a velocidade de Paulinho, um galáctico que veio do glorioso XV de Piracicaba. Paulinho é agudo, abre a defesa com suas arrancadas, cria o espaço para a entrada de Elias na área, para as conclusões de Hernane.

Em 2013, o trio brasileiro que abocanhou os principais títulos (Atlético-MG, Cruzeiro e Flamengo) veio com times de zagas fortes e ataques rápidos. Talvez esteja aí o perfil de contratação e equipe do Grêmio. Defesa forte já temos, falta acelerar o ataque. Falta encontrar um treinador que vislumbre este equilíbrio.

As especulações sobre técnico já pipocam. O Fluminense teria interesse em Renato. Se for verdade, que sejam felizes juntos, assim como o Flu tentou ser com Luxemburgo. Seria o mundo dos sonhos: Grêmio classificado para Libertadores e sem o Renato, que deixou o clube porque recebeu proposta melhor. Ninguém fica chateado.

Não levo muita fé que o Flu vai apostar em mais um técnico que não gosta de treinar. Se apostar, virá outro nome para a Arena. Mais barato, com certeza. Fala-se em Gilmar Dal Pozzo, que subiu a Chapecoense, e em Enderson Moreira, do Goiás. Gosto dos dois nomes.

Dal Pozzo, pelas informações que chegam, já teria sido sondado pelo Grêmio. Recebe R$ 35 mil na Chapecoense. Se tiver o salário dobrado, garante uma economia brutal para o Grêmio. Parece ser um técnico sério, apegado ao treino. Vale o mesmo para Enderson. Podem ser a base do retorno do Grêmio bom, bonito e barato.

A velha mania de sofrer sem necessidade

24 de novembro de 2013 76

O Grêmio gosta de sofrer sem necessidade. É um costume histórico, repetido neste domingo em Campinas. Poderíamos estar com a presença no G-3 muito bem encaminhada, com o segundo lugar no Brasileirão perto. Só que não tivemos competência para vencer o time misto da rebaixada Ponte Preta.

O 1 a 1 mantém em aberto a briga pelas vagas na próxima Libertadores. O resultado pode ter complicado, sem a menor necessidade, a classificação direta. Caímos para terceiro lugar com os mesmos 61 pontos do vice-líder Atlético-PR, que aplicou 6 a 1 no Náutico. Goiás e Botafogo estão no encalço, ameaçando nossa posição.

Se o Grêmio tivesse batido o mistão da Ponte, um empate contra o Goiás, no próximo domingo em Porto Alegre, poderia garantir a vaga. Agora, temos de bater os esmeraldinos para resolver a fatura, num jogo complicadíssimo.

Barcos foi deprimente. FOTO: Denny Cesare/FuturaPress/Estadão

Barcos foi deprimente. FOTO: Denny Cesare/FuturaPress/Estadão

A situação é fruto da nossa incompetência, em especial do ataque. A Ponte Preta titular é ruim. A Ponte Preta poupando jogadores é pior ainda. E conseguimos só o empate. Renato acertou ao deixar Riveros de fora. Optou por atacar, por buscar a vitória. Só que, para vencer, é preciso fazer gols. O que Barcos e Kleber não fazem.

O Gladiador perdeu um gol feito e, na trama seguinte, a Ponte marcou. Seu atacante entrou em diagonal e bateu cruzado. Barcos teve uma chance parecida logo depois e chutou torto. Temos dois Midas ao contrário. Quando encostam na bola, algo dá errado.

A dupla de ataque que prefere marcar os volantes adversários atrasa o Grêmio. Vargas, que foi bem, empatou o jogo. Até então, o Grêmio ficou mais de um mês sem ver um gol dos seus atacantes. E quem encerrou o jejum foi o chileno, autor do gol anterior, em 20 de outubro. Ou seja, deu tempo para Vargas ser suspenso, servir sua seleção e voltar.

A criação tricolor poderia ser melhor, Maxi Rodríguez entrou apagado, Zé num lampejo fez a assistência do gol. Desta vez, o Grêmio até criou, colocou bola na trave, viu o goleiro rival fazer boas defesas. Faltou qualidade no acabamento, assim como faltou contra Criciúma, Bahia e Atlético-PR (Copa do Brasil). Temos um ataque de pé torto.

Fui criticado aqui no blog por ser pessimista. Confesso que tentei ser otimista contra a Ponte, porém é um desgosto ver as conclusões tortas de Kleber e Barcos. O que desejar? A saída de ambos do time. Ou que passem a semana treinando conclusões e que sejam abençoados no domingo seguinte.

Diante do Goiás, não poderemos perder tantas chances de gol. É questão de sobrevivência.

Rodada estratégica no fim de semana

22 de novembro de 2013 16

A rodada 36 do Brasileirão é estratégica. Podemos deixá-la, no domingo após o jogo com a Ponte Preta, virtualmente classificados para Libertadores ou ameaçados de perder a vaga. Como é a antepenúltima rodada do campeonato, não se trata de vida ou morte, porém, um vitória em Campinas é quase um xeque-mate nos rivais.

Zero Hora apresenta nesta sexta-feira os possíveis cenários tricolores com os jogos do fim de semana. Vice-líder com 60 pontos, o Grêmio visita a Ponte Preta, que precisa ganhar os três jogos restantes para fugir do rebaixamento. Temos mais time, tivemos uma semana para descansar e treinar. É preciso vencer.

Grêmio busca vaga direta na Libertadores. FOTO: Guilherme Santos

Grêmio busca vaga direta na Libertadores. FOTO: Guilherme Santos

Se ganharmos, chegaremos aos 63 pontos, ficando muito perto do G-3 definitivo. Contudo, resultados negativos dos rivais podem colaborar. Elaborei um guia da secação, com base na matéria da edição desta sexta de ZH. Pelas projeções, fica evidente que passar pela Ponte deixará o Grêmio bem perto da classificação.

Para evitar sustos, sete pontos nos três jogos restantes resolvem. Com seis ou quatro é possível classificar, mas vai depender de ajuda alheia. Portanto, ao ataque para bater a Ponte. E preparem a secação aos rivais.

>> Guia da secação – Grêmio 60 pontos
Criciúma vence o Vitória (sábado, SC, 19h30): o resultado mantém os baianos fora do G-4, estacionados nos 54 pontos, distantes, pelo menos, seis do Grêmio. Se empatarmos com a Ponte, o Vitória já não nos alcança mais.

Atlético-MG vence o Goiás (sábado, MG, 21h): resultado fundamental, pois mantém os esmeraldinos com 59 pontos, atrás do Grêmio. Se ganharmos da Ponte, podemos carimbar pelo menos o G-3 empatando com o Goiás na Arena.

Atlético-PR tropeça no Náutico (domingo, PR, 17h): é mais fácil um burro voar, mas vale a torcida por um empate ou derrota diante do lanterna, já que o Furacão soma 58 pontos. Depois, os paranaenses pegam Santos e Vasco, jogos mais complicados.

São Paulo vence o Botafogo (domingo, SP, 19h30): segura os cariocas com 57 pontos, fora do G-4. Se batermos a Ponte Preta, ficaremos a um empate de evitar qualquer ultrapassagem do Botafogo.

Maxi Rodríguez é títular

17 de novembro de 2013 69

Maxi Rodríguez! O lampejo de qualidade, o meia que foge do óbvio, o raro jogador do Grêmio que procura o gol. E acaba fazendo. Dois. Devemos a vice-liderança no Brasileirão ao uruguaio. Renato deve uma semana de tranqulidade ao gringo. E deveria entregar-lhe a camisa de titular.

Maxi entrou no segundo tempo e nos salvou de um empate desastroso diante dos reservas do Flamengo – 2 a 1. Graças ao talento do uruguaio, chegamos aos 60 pontos, somos vice-líder. Goiás é terceiro com 59, o Furacão quarto com 58. Fora do G-4 está o Botafogo com 57. Faltam três rodadas, sofreremos até o final.

Voltando ao jogo, o Madureira é mais time do que os reservas do Fla. Mas o Grêmio se repetiu. Um mar de obviedade no primeiro tempo com três volantes, abriu o placar num chute de Maxi e sentou em cima do resultado. Desistiu de matar o jogo. Escapou da tragédia por um lance magistral do uruguaio.

O Grêmio parece não aprender com seus erros. Apostou outra vez na estratégia temerária de se fechar e desistir do gol. Contra o Vasco, deu certo. Porém, repetiu-se o que ocorreu contra o Fluminense, quando vencíamos por 1 a 0, ficamos amorcegando o jogo, até que um chute desviado virou empate já nos minutos finais. Renato insiste nos erros. Desta vez foi salvo pelo meia que ele insiste em manter no banco.

A conversa fiada de que Maxi Rodríguez não está pronto para ser titular é balela. Hoje, é nosso melhor jogador de frente. Barcos luta, mas segue na seca. Kleber é de uma improdutividade absurda. Zé Roberto e Elano se repetem, não conseguem ser criativos. E todos adoram ficar girando a bola, sem buscar o gol, valorizando a posse com uma série de passes curtos. Assim, por que deixar no banco o único jogador agudo do time? Só Renato sabe responder.

Espero que Renato reveja a opinião sobre Maxi. Ele é titular, independente do esquema. Riveros pouco acrescenta, Zé Roberto joga menos do que o uruguaio, Kleber só tromba. Sem os gols de Maxi contra o Fla, estaríamos em quarto lugar, tendo uma semana recheada de críticas.

Obrigado, Maxi! Espero que Renato também te agradeça, espero que Renato te entregue a camisa de titular.

Dia de encerrar o jejum

13 de novembro de 2013 13

Chegou o dia de encerrar o jejum tricolor. De gols e de vitórias. Bater o Vasco na Arena é vital para continuarmos no G-3, vivos na busca por vaga na Libertadores. Bater o Vasco também é vital para aliviar a pressão sobre elenco, treinador e direção.

A cinco rodadas do fim do Brasileirão, a 34ª jornada é delicada. Estamos em terceiro lugar com 54 pontos. Botafogo e Goiás, que somam 53, recebem Portuguesa e Ponte Preta. Ambos têm grandes chances de triunfo. O vice-líder Atlético-PR (58) visita o Criciúma, tem time para ganhar e manter a gordura. O Vitória (51) pega o Cruzeiro em Salvador.

Hoje a bola precisa entrar. FOTO: Fernando Gomes

Hoje a bola precisa entrar. FOTO: Fernando Gomes

Um novo tropeço pode jogar o Grêmio para o malfadado quinto lugar, fora da zona de classificação à Libertadores. Pelo nosso bem, os gols e as vitórias precisam voltar. Fim do jejum de sete jogos sem ganhar. Fim do jejum de seis jogos sem fazer gols. Torcida não faltará.

Renato faz mistério, fecha treino, dá caráter de decisão para o jogo. Será complicado. O Vasco briga para sobreviver na primeira divisão. Espero que nosso treinador abra mão dos três zagueiros.

Minha preferência também colocaria o Grêmio em campo sem invenções, com dois volantes e dois meias. Mas vou entender se Renato optar por três volantes, formação na qual considero interessante o uso de um meia. Sugiro o uruguaio Maxi Rodríguez. 

Independente da escalação, o importante é voltar a vencer. Voltar a somar três pontos, a fazer gols. Temos cinco rodadas para salvar a presença na Libertadores.

 

 

 

O ferrolho esgotou o prazo de validade

11 de novembro de 2013 29

O ferrolho tricolor esgotou. Perdeu a validade por questão de sobrevivência. Fruto dos tropeços em sequência. Para garantir a vaga na Libertadores, o Grêmio precisará atacar, fazer gols, vencer. Temos uma semana e dois jogos em casa para encontrar a reabilitação.

Faltam cinco rodadas para o Brasileirão terminar. Serão três jogos na Arena. Ficar na retranca e esperar que a providência divina envie um gol, como aconteceu em outras partidas, é insuficiente. A postura já vale sete jogos sem vitórias, seis sem marcar gols.

Esquema com três zagueiros e três volantes esgotou. FOTO: Diego Vara

Esquema com três zagueiros e três volantes esgotou. FOTO: Diego Vara

O Grêmio tem duas decisões em casa, precisa bater Vasco e Flamengo, quarta e domingo. Do contrário, será ultrapassado pelos rivais, perderá a vaga no G-4, verá a Libertadores escapar. O Grêmio vai precisar propor o jogo, o que sempre é um desafio para um time devoto da marcação, avesso ao ataque.

Manter três zagueiro e três volantes vai contra a lógica de quem precisa vencer. Teremos marcação constante, volume, mas faltará o passe qualificado, o passe que colocará o atacante em condições de fazer o gol.

Defendo o ingresso de um meia, que pode ser Maxi Rodríguez. Os laterais, em especial Alex Telles, precisam chegar à linha de fundo. O lugar de Barcos é dentro da área, perto da linha de conclusão.

Resumindo, o Grêmio precisa mudar a postura para voltar a vencer. Precisa querer vencer, jamais se contentar com empate. Insistir no ferrolho só prolongará nossa angústia. Temos uma semana para recolocar o time nos trilhos.

Rodada para sobreviver no G-3

09 de novembro de 2013 19

É difícil retomar o Brasileirão com a cabeça ainda inchada pela eliminação na Copa do Brasil. Confesso: sigo frustrado, cabisbaixo, tomado de pessimismo. É a água fria que desabou sobre mim. Mas o Grêmio precisa se reerguer para disputar outra Libertadores. É ruim só comemorar vaga, porém é ainda pior ficar sem ela.

Contagiado pela tristeza da eliminação, temo pela vaga na Libertadores. Faltam seis difíceis rodadas. Na verdade, pela tabela seriam seis jogos para vencer quatro, classificar sem sustos. O problema é vencer quando o time não faz gols. Uma angústia que vai nos acompanhar até dezembro.

Acertem a pontaria! Foto: Mauro Vieira

Acertem a pontaria, pelo amor de Deus! Foto: Mauro Vieira

Sobrevivência é a palavra que melhor define a rodada deste fim de semana. Independente dos resultados, temos de sobreviver dentro do G-3. O que, acredito, depende mais dos tropeços alheios do que da nossa suposta competência.

Com 54 pontos, na terceira posição, o Grêmio visita o líder Cruzeiro (68), na rodada que pode confirmar o título mineiro. A festa está pronta, depende de vitória simples da Raposa e de um tropeço do Furacão. É difícil imaginar que o Grêmio terá forças para segurar o adversário e, quiçá, marcar gols para vencê-lo. Por isso, a secação.

O primeiro time secado é o Goiás (52), que visita o Flamengo neste sábado. Típico jogo que o Fla entrega, ainda na ressaca da vaga na final da Copa do Brasil. Se ganhar, o Goiás nos passa. Seria uma tragédia.

No domingo, quem pode nos ajudar é o Inter. Com alerta de Z-4, os vermelhos não podem pensar em perder pontos para o Botafogo (53). Um empate alvinegro pode nos custar a posição no G-3.  Já o algoz Atlético-PR (55) recebe o São Paulo. Se vencer, dispara na vice-liderança, será difícil buscá-lo.

Em uma rodada encrespada, sobreviver no G-3 será lucro. Será o pavimento para se reerguer. Na quarta e domingo seguintes, teremos dois jogos em casa (Vasco e Flamengo), teremos de vencer à fórceps.

O Grêmio tem uma semana para tirar o pessimismo da cabeça de um torcedor ainda frustrado. Pessimismo se elimina com vitórias, com gols, com resultados. Tarefa que compete ao time. Compete aos 11 que entram em campo reconquistar nosso apoio. Façam por merecer por nossa devoção!