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Posts com a tag "Gauchão"

Sem gols, o caminho de Braian é o banco

27 de abril de 2015 27
Braian, um gol em 11 jogos. Foto: Ricardo Duarte

Braian, um gol em 11 jogos. Foto: Ricardo Duarte

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

O Grêmio precisará marcar gols no Beira-Rio para ser campeão gaúcho. O retrospecto ensina que não será com Braian Rodríguez. Com Yuri Mamute e Cebolla Rodríguez em condições, o centroavante que não faz gols só tem um destino: o banco de reservas.

Felipão terá a semana para escolher entre Mamute e Cebolla. Confio na sua sabedoria para fazer a opção correta e dar ao Grêmio força ofensiva. Depois do 0 a 0 no jogo de ida, se conseguir marcar mais de um gol no próximo Gre-Nal, dificilmente o Grêmio não levará o título.

Pedi e cumpri a semana de trégua a Braian, o camisa 9 que carece de confiança. Pois o uruguaio foi a campo e nada fez. Giuliano, Luan e Douglas tocam a bola em velocidade e o centroavante não participa do jogo. Parece que ele não acompanha a velocidade dos lances, que apenas observa e tromba ali na frente.

O Gauchão mostrou que Braian está abaixo do que o Imortal precisa. Tem um gol em 11 jogos (dois na Copa do Brasil). Isso é uma miséria. Barcos, que há meses corre na China, marcou dois. Geromel, um zagueiro, tem dois gols. Fica difícil apostar as fichas em um camisa 9 que passa longe das redes.

É preciso esperar a melhora de Mamute, que seria o nome preferencial para iniciar o jogo, mesmo que marcar gols não seja sua especialidade. No entanto, o guri participa mais do jogo, segura os zagueiros, consegue trocar passes com seus colegas.

Felipão também pode usar Luan de falso 9, com Cebolla no meio-campo. Terá uma semana completa para testar a alternativa.Lá atrás, confio em Erazo, creio que teremos condições de segurar o veloz ataque vermelho.

Independente dos testes, o Grêmio sabe que precisará melhorar sua performance ofensiva. Repetir a escalação, com um centroavante que faz um gol a cada ano bissexto, é temerário. Braian fica no banco, vira opção para aquele abafa no final.

Braian Rodríguez pode repetir Pedro Júnior

21 de abril de 2015 17
Força, Braian! Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Força, Braian! Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui | @guilhermemazui

Vamos de Braian Rodríguez como referência no ataque nas finais do Gauchão. Proponho um pacto da torcida em favor do uruguaio. Uma semana sem corneteá-lo, uma semana de apoio. Braian pode mudar sua história no Grêmio a partir do clássico. Pode repetir Pedro Júnior em 2006.

Há nove anos, o Inter chegou favorito à final e o ataque tricolor não animava ninguém. Pois buscamos o empate em uma cabeçada do limitado Pedro Júnior. Gol do título, festa azul. Depois Pedro Júnior seguiu seu caminho por equipes menores, mas deixou seu nome na história do clássico. Nos deu o campeonato.

Braian pode fazer o mesmo. O gol que não marcou nas rodadas passadas pouco interessa. Estou ansioso pelos gols que precisam vir nas finais. E prefiro um camisa 9 motivado pelo torcedor do que um centroavante em descrédito.

Sou crítico das atuações do gringo, que marcou apenas um gol pelo Grêmio e perdeu alguns. Porém, é o nosso centroavante. Por isso, proponho a semana sem corneta. Farei minha parte. Força, Braian! Contamos contigo!

Em duas semanas espero que uma nova taça esteja no armário tricolor. É título gaúcho, não tem a expressão que gostaríamos, mas é conquista. Estamos precisando recuperar a confiança. Assim como Braian Rodríguez.

Lições para a semifinal e para o Brasileirão

11 de abril de 2015 10
Grêmio evitou um fiasco quinta-feira. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Grêmio evitou um fiasco quinta-feira. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui | @guilhermemazui

Domingo o Grêmio abre sua participação nas semifinais do Gauchão contra o Juventude, em Caxias do Sul. Espero que a classificação sofrida diante do Novo Hamburgo deixe ensinamentos. Aliás, foi um sofrimento desnecessário. Por pura incompetência, o Grêmio tornou heroica uma classificação que deveria ser tranquila. Cito algumas lições do susto de quinta-feira passada. Lições que servem para a semifinal e para o Brasileirão.

>> Para a semifinal do Gauchão

1. Chance cara a cara é para matar
O Grêmio segue misericordioso. Complicou o jogo contra o Noia por pura falta de pontaria e de negoveismo na hora de concluir. Perdemos sete chances cara a cara com o goleiro. Se-te! Só Douglas perdeu três, incluindo o pênalti. Mamute, de boa atuação, errou outras duas. No pênalti sofrido e no final do jogo, o guri errou o tempo da bola e preferiu levar o tombo em vez de concluir e se consagrar.

2. Braian Rodríguez é reserva
A cada jogo o uruguaio mostra porque tem 28 anos e menos de 50 gols na carreira. Braian dá movimentação zero, a bola bate e volta. O time costuma melhorar com a entrada de Mamute, que tem vitória pessoal na marcação. O correto é iniciar com Mamute e colocar Braian no segundo tempo, no momento do abafa, em que o guri fará o lance de linha de fundo para encontrar o uruguaio na área.

3. A defesa está desprotegida
A proteção à defesa foi um pavor contra o Noia e contra o Campinense. Maicon e Ramiro saem para o jogo, auxiliam na criação, mas não marcam. Passou da hora de Walace voltar ao time. O Grêmio necessita de um limpa trilho no meio-campo. Felipão é apaixonado por Fellipe Bastos, que entrou quinta-feira e, lógico, deixou o time lerdo. O Grêmio sé melhorou quando o Noia teve um jogador expulso.

>> Para o Brasileirão

1. Matías Rodríguez será uma avenida
O argentino vive seu melhor momento no clube. Contudo, segue com dificuldades na marcação. Foi envolvido pelo ataque do Noia, foi presa fácil para o ataque do Campinense, um time de quarta divisão. O que acontecerá quando enfrentar atacantes velozes de equipes como Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Flamengo? Começo a pensar na hipótese de deslocar Ramiro para lateral-direita.

2. Precisamos de reforços para o ataque
Nossos principais homens de referência marcaram apenas uma vez cada na temporada. Braian Rodríguez deixou um contra o Cruzeiro e Mamute o seu contra o Caxias. É nada para quem disputa o Gauchão e teve um jogo da Copa do Brasil. Corremos o risco de termos um dos piores ataques do Brasileirão. Mamute subiu de produção, merece oportunidades, vai ajudar o Grêmio, mas sem bola no barbante não vai estourar. Deixou de marcar duas vezes diante do Noia.

3. Falta poder de reação e decisão
Na hora do sufoco, eis o pipoco. Salário mais alto e fama trazem a responsabilidade de decidir. Do contrário, o salário e a badalação não se justificam. O Grêmio não soube reagir quinta-feira. Levou o gol e os nervos travaram o time. Douglas naufragou. Giuliano, com problema muscular, sumiu. Isso que o adversário era um time do Interior. Há anos que o negoveismo despareceu no Grêmio. Na verdade, o único que justificou fama, salário e presença na Seleção foi Marcelo Grohe, que nos salvou do fiasco ao buscar dois pênaltis.

 

 

É Mamutelli em campo no domingo

27 de março de 2015 16
Mamute deixou o dele contra o Caxias. Foto: Grêmio

Mamute deixou o dele contra o Caxias. Foto: Grêmio

Por Guilherme Mazui | @guilhermemazui

Yuri Mamute merece outra chance no time titular. Oportunidade ao lado de Braian Rodríguez para testar uma formação mais ofensiva, necessária em momentos de qualquer temporada. A oportunidade é no domingo.

Grêmio x São Paulo-RG na Arena é o jogo ideal para fazer o teste. Partida em casa, gramado bom e adversário inferior tecnicamente, mas que luta contra o rebaixamento, logo, tentará pontos cruciais. Com Douglas suspenso, surge a oportunidade de Mamute reforçar sua boa fase, marcar um golzinho, dar uma assistência, aumentar seu grau de bem-querer com a torcida.

Defendo a nova chance para Mamutelli por mérito. Desde que retornou ao clube, o guri tem desempenho acima do que já produziu. Melhorou a mobilidade, tem vitória pessoal nos giros e arrancadas, foi bem no Gre-Nal, deixou gol contra o Caxias, foi perigoso e veloz diante do Noia. Um jogo como titular, com 90 minutos em campo, pode confirmar a curva ascendente.

Sou da opinião de que boa atuação chama outra boa atuação, de que gol chama gol. Mamute só aditivará a confiança em campo. Bora escalar Mamutelli, Felipão!

Dia de confirmar a classificação

25 de março de 2015 8
Geromel estreia em 2015. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Geromel estreia em 2015. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

A dupla Gre-Nal dá sinais de que embalou no Gauchão. Logo, Grêmio e Inter disputam taco a taco a liderança geral do campeonato e o consequente direito de definir a fase de mata-mata em casa. Por isso, vencer o Novo Hamburgo nesta quarta-feira é fundamental para o Imortal.

É um jogo interessante para observarmos a crescente do time. O Noia é experiente, tem nomes rodados que não se intimidam com o peso da camisa alheia. O Noia joga em casa com apoio da torcida e precisa vencer para não correr o risco de deixar o G-8. Não será um adversário desmotivado, pelo contrário, elevará a régua da dificuldade que o Grêmio tem encontrado.

No lado tricolor, Geromel faz sua estreia em 2015. Estou curioso para vê-lo em campo, já que ele vai disputar posição com o equatoriano Erazo. Também teremos um novo teste para o meio-campo formado por Maicon, Ramiro, Giuliano, Douglas e Luan. E mais uma chance para vermos Braian Rodríguez em ação.

A vitória garante a classificação antecipada do Grêmio e mais uma rodada na liderança. Com 23 pontos, iremos a 26. O Inter soma 22 e deve saltar aos 25, pois recebe o quase rebaixado Avenida. Vale lembrar que o co-irmão tem um jogo a menos.

Nesta matemática, para garantirmos o primeiro lugar geral o Imortal terá de ganhar os três jogos que restam na fase classificatória. E dar uma secadinha no rival.

Grêmio começa a entrar nos eixos

12 de março de 2015 49

Por Guilherme Mazui - @guilhermemazui

A curva virou. E ela é ascendente. O Grêmio dá sinais claros de melhoras, confirmadas na vitória sobre o Ypiranga em Erechim.

O 1 a 0 fora de casa mostrou um time organizado e mais equilibrado entre meio e ataque. Manter o resultado após a expulsão infantil de Fellipe Bastos só reforçou a boa atuação.

Giuliano marcou o gol em bela assistência de Luan. Se os dois estiverem em bons momentos, serão decisivos. O gol e o passe dão esperanças ao torcedor.

Mamute voltou a jogar bem, retornou ao Grêmio mais decisivo. Vai provando que será útil ao longo da temporada. Braian Rodríguez entrou no segundo tempo, desferiu uma cabeçada com perigo. Foi prejudicado pelo time com um homem a menos, mas deixou uma impressão interessante.

Expulso por um soco no adversário, Fellipe Bastos prejudicou o time. Fez um lance de peladeiro, uma boleiragem desnecessária. Com tantos volantes no elenco, incluindo a chegada de Maicon, ele corre o risco de parar no banco.

Com a nova vitória, o Grêmio escala a tabela, a confiança reaparece. E ainda esperamos pela estreia de Cebolla Rodríguez. A curva virou para cima, estamos entrando nos eixos.

A estreia de Braian

11 de março de 2015 22
Braian estreia contra o Ypiranga. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Braian estreia contra o Ypiranga. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui | @guilhermemazui

O jogo contra o Ypiranga, fora de casa, marca a estreia do nosso centroavante para 2015. Braian Rodríguez faz seu primeiro jogo pelo Grêmio. Noite para começar a ver o que o uruguaio pode acrescentar ao Imortal.

Estou ansioso para ver o centroavante em ação, observar as nuances que indicam a qualidade de um camisa 9. Vale analisar a facilidade de Braian para dominar e reter a bola, a vitória pessoal para segurar e girar em cima dos marcadores, se pelo alto antecipa os zagueiros, como tabela com os colegas, como se posiciona da grande área e, principalmente, como finaliza (com os pés e a cabeça).

Temos de ter paciência pois se trata de um primeiro jogo, de um atacante sem entrosamento com o restante do time. No entanto, a intimidade ou falta dela com a bola já fica notória nos apresentações iniciais.

Braian não é um centroavante de seleção, um nome que brilhou na Europa ou na própria América do Sul. Mas a história do Grêmio tem muitos jogadores que chegaram sem badalação e venceram trajando azul. Para nosso sucesso na temporada, é fundamental que o uruguaio dê certo, que emplaque gol em cima de gol. Ele se tornou a esperança para um ataque que pouco funciona.

O jogo de hoje é contra uma das melhores equipes do Gauchão, que joga em casa e conta com o veterano Paulo Baier. Vale cuidado extra na bola parada, já que o velhinho não costuma perdoa. Será uma boa oportunidade para manter a melhora no desempenho registrada na vitória sobre o Caxias.

Narrar o Gre-Nal 404 para a torcida foi uma experiência ímpar

02 de março de 2015 9

Tricolores de todas as querências, tive uma experiência ímpar no Gre-Nal 404: narrei o clássico no minuto a minuto do aplicativo Gremista ZH. Com um olho no jogo e outro no computador, uma emoção diferente. É duro narrar e torcer ao mesmo tempo.

Fiz uma narração nada isenta, totalmente azul. Tentei apresentar aos gremistas o clássico pelo nosso olhar. Entramos desacreditados, cabisbaixos pelos resultados recentes. Ao final, com o zero no placar, vimos um piá de 16 anos mostrar personalidade e futebol. Lincoln foi o cara do Grêmio em seu primeiro Gre-Nal.

Narrar e torcer ao mesmo tempo, por vezes, quase inviabiliza a tarefa de descrever o jogo. O rival estava rondando a nossa área, pega um escanteio atrás do outro. Enquanto eu respirava aliviado a cada bola rebatida, ao mesmo tempo tinha de ser rápido na escrita para atualizar a narração.

Quando fomos ao ataque, Lincoln bateu, Alisson buscou quase dentro do gol (tem gente dizendo que a bola entrou). Após o “uuuhh”, já tinha de digitar rápido.  A necessidade de narrar rápido acelera a passagem do tempo. Quando vi, já tinha ido o primeiro tempo. Pausa rápida para um segundo tempo que voou.

Contar o Gre-Nal em tempo real também abre espaço para a flauta. Como sugeriram aqui no blog, inacreditável é a forma (ou falta dela) física de Anderson. Pesadito o moço que voltou da Inglaterra com sotaque português.

Enfim, espero que vocês tenham gostado. Se tiverem sugestões, críticas, observações, serão todas bem-vindas.

Gauchão pra valer!

30 de janeiro de 2015 35
Felipão é a estrela-mor do Grêmio de 2015. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Felipão é a estrela-mor do Grêmio de 2015. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui | @guilhermemazui

Sábado começa o Gauchão. Fim da abstinência de jogos oficiais. Espero que seja a largada para o fim da seca de títulos. O Grêmio tem o dever moral de levar a sério o Estadual.

Muita gente desprestigia o regional, chama de campeonato engana-bobo e afins. Concordo em parte. De fato, ganhar o Gauchão não garante sucesso no restante da temporada. Contudo, o torneio sabe indicar o que não funciona. O Estadual serve de primeiro filtro.

Se um atacante azul não for capaz de balançar as redes com regularidade contra as equipes do Interior, o que ele fará no Brasileirão? Se um zagueiro tricolor sofre com um ataque interiorano, sobreviverá aos melhores times do Brasil? O Gauchão oferta a possibilidade de ver o que não dará certo. E dá a chance para azeitar a equipe, para aquele nome emergente ganhar confiança. Considero o Gauchão útil.

Alguns amigos aqui do blog virão com a bandeira do fim dos Estaduais e tal e coisa. Saliva fora. O campeonato está no calendário, começa sábado e temos de jogá-lo. Sábio é quem sabe aproveitar o regional.

O Grêmio estréia diante de União Frederiquense na Arena. Em tese, seria uma barbada, só que a pré-temporada foi pálida. Vitória magra sobre o Gramadense e empates contra Noia e Cascavel. Sequer o time titular é conhecido, as laterais não empolgam.

 Douglas não teve a situação regularizada. Beira o amadorismo trazer um reforço brasileiro no começo de janeiro e não conseguir escalá-lo por questões burocráticas. Posso estar sendo pessimista, mas a direção não passa confiança ao torcedor. Talvez a sorte nos ajude e Lincoln dê conta do recado.

Em um time mais modesto, Felipão segue de estrela-mor do Grêmio. E ele tem no Gauchão uma primeira motivação: voltar a erguer uma taça com o clube, ampliar seu currículo de feitos tricolores.

Sem conquistar o Estadual desde 2010, o Grêmio precisa voltar a pintar o Rio Grande. O campeonato pode não ser o melhor dos parâmetros, mas ficar muito tempo sem ganhá-lo é um péssimo indicativo.

Título chama título, assim como gol chama gol. Reconquistar nossa querência pode abrir o caminho para uma nova e vitoriosa fase. Quero Grêmio com sangue nos olhos no Gauchão!

Só a América redime

14 de abril de 2014 98
O Grêmio, de Grohe, cumpre sua tarefa anual de levantar a moral do rival (Foto: Jefferson Botega)

O Grêmio, de Grohe, cumpre sua tarefa anual de levantar a moral do rival (Foto: Jefferson Botega)

Por Caue Fonseca

Não vou diminuir o fiasco já apontado pelo Guilherme. Ele se torna ainda mais absurdo quanto analisamos o Inter desses últimos quatro anos de campeonatos gaúchos e deparamos com times que nada têm de especial. Em jogos como os de ontem, tornamos técnicos gênios, ressuscitamos meias aposentados, consagramos centroavantes encostados e justificamos renovações de contrato do capitão dos outros.

Nosso problema está claramente do lado de cá. Começou no primeiro técnico que poupou titulares para um clássico, passou por outro que não viu problema em não chegar sequer às finais do estadual, transitou também por outro que retrancou o time mesmo enfrentando um time com nove jogadores e culminou ontem, em que fizemos o mais inimaginável há duas semanas: saímos humilhados deste Gauchão.

São anos de covardia pendurados na conta, e sabe-se lá quando teremos um novo André Catimba para encerrar esse jejum. Mas questão é que precisamos tocar o barco.

A primeira missão agora é lembrar que o Inter não disputa a Libertadores. Não podemos, portanto, permitir que a derrota tire o foco de uma competição desta grandeza. Mas convém também não ignorar algumas lições de uma derrota tão retumbante.

Ontem ficou evidente que o Grêmio tem um banco de reservas patético.

De Grohe a Barcos, nenhum titular tem um substituto minimamente qualificado. Desta forma, qualquer lesão compromete o time e nenhum placar adverso encontra entre os reservas uma forma de revertê-lo. Ontem, quando o Inter abriu o placar, tudo o que Enderson tinha para buscar a virada eram garotos ou jogadores que não se afirmaram.  Nenhum acréscimo técnico, nenhum espírito de liderança. É desanimador.

É preciso reforçar esse grupo com máxima urgência, e com jogadores experientes, acostumados aos desafios que vêm pela frente nos mata-matas pela América.

Chega a ser chato insistir nos mesmos pontos, mas e a nossa bola parada?

A cada partida um novo jogador assume a tarefa. Ontem, final de campeonato, falta na intermediária e Dudu – cuja precisão dos chutes dá a impressão de estarmos assistindo a futebol americano – cobrou a bola na altura dos joelhos de um colorado na barreira. Não contente, se responsabilizou pelos escanteios ao longo de toda a partida. Só a falta de treinamento explica.

Ao final deste Gauchão, chegamos a um paradoxo: somente um título como a Libertadores nos redime de um fiasco como o de ontem. Mas nunca venceremos a Libertadores enquanto nosso time for propenso a tais fiascos.

Outros Gre-Nais virão, não é o que mais preocupa. A grande preocupação é que o que aconteceu ontem, no Centenário, não foi um acidente. O Grêmio precisa melhorar. E muito.