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Posts com a tag "Gre-Nal"

O Gre-Nal dos 5 a 0 deve marcar a guinada tricolor

10 de agosto de 2015 24
9/08/2015: Grêmio 5x0 Inter. Foto: Grêmio

9/08/2015: Grêmio 5×0 Inter. Foto: Grêmio

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

O Gre-Nal dos 5 a 0 está na história. E eu estou anestesiado, não paro de sorrir, de ouvir e ver os gols da tarde mágica de 9 de agosto de 2015 na Arena. Serei um senhor de bengala e lembrarei do dia em que o Grêmio aplicou sonoros 5 a 0 no Internacional. Foi um clássico para marcar uma guinada tricolor.

O Imortal precisa fazer da surra no rival um marco em sua trajetória. Transformar a goleada no que foi um outro Gre-Nal, de placar magrinho e significado gigante: o da Reconquista, 1 a 0, gol de André Catimba no Gauchão de 1977. Foi o clássico da retomada da confiança, da abertura das portas para as grandes conquistas.

O Gre-Nal dos 5 a 0 pode (e deve) ter este significado. Em 2014, o Grêmio aplicou 4 a 1 e não soube aproveitar. Felipão se conformou, o time perdeu gás no Brasileiro, deixou escapar a vaga na Libertadores e a goleada não teve o impacto necessário. Desta vez precisa ser diferente. Poucas vezes a história oferta duas oportunidades tão próximas.

O Grêmio de contas em dia, o Grêmio com aposta na base, o Grêmio de técnico sem grife, o Grêmio concentrado e sem misericórdia é o que nós queremos ver. Este Grêmio precisa continuar no Brasileirão, pois quinta-feira já tem rodada. Visitamos o Atlético-MG em um jogo que pode nos colocar na briga pelo título.

Passado o confronto direto com o Galo, a tabela oferta uma possibilidade de salto, com Joinville (C), Ponte Preta (F), Coritiba (C), Figueirense (F) e Goiás (C) em sequência. Chegou o momento daquele salto de qualidade que faltou em outras temporadas. E o embalo já foi dado com um 5 a 0 no Gre-Nal. Chegou o momento de abrir um novo capítulo na história centenária do nosso Grêmio!

***

>> CincoMuito

Desde o apito final, com os cinco no lombo vermelho, não paro de sorrir. E a corneta é livre. Reproduzo aqui algumas das melhores troladas da internet para o Gre-Nal 407 – Grêmio 5 a 0 Inter. #CincoMuitoInter

Resumo do Gre-Nal 407

Resumo do Gre-Nal 407

Poderiam mudar de esporte

Poderiam mudar de esporte

A segunda parcela em breve

A segunda parcela em breve

Sem alvará

Sem alvará

Melhor contratação

Melhor contratação

Um dia após o outro

Um dia após o outro

DC manda lembranças

DC manda lembranças

Alan Ruiz...

Alan Ruiz…

Erazo tem condições de fazer um bom Gre-Nal

30 de abril de 2015 34
Erazo é jogador de seleção. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Erazo é jogador de seleção. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Erazo tem plenas condições de suprir a ausência de Pedro Geromel na defesa. O equatoriano é jogador de seleção, tem experiência, imposição e boa bola aérea. O zagueiro fará um bom Gre-Nal.

O melhor seria termos Rhodolfo e Geromel, dupla de zaga afinada e competente, no clássico decisivo, porém um cartão amarelo idiota de Geromel custou a suspensão. O defensor foi, no mínimo, imprudente no primeiro cartão em um lance desnecessário com D’Alessandro. Quando precisou fazer a falta para evitar o gol vermelho, ganhou outro amarelo e foi expulso.

A presença de Erazo na final não seria o ideal, porém não me preocupa. Ele já atuou ao lado de Rhodolfo, ambos se conhecem, terão condições de segurar o forte ataque do Inter. Na velha máxima “dos males o menor”, a suspensão no Grêmio ocorre em uma área em que há reposição.

O Imortal dispõe de três bons zagueiros, quantidade que se mostra útil neste momento decisivo. Pena que em outras funções da equipe não se repete o número de boas alternativas. O exemplo da defesa deve ser repetido na lateral-direita e no ataque, posições mais carentes. Serve como lição para o Brasileirão.

Voltando a Erazo, confio no zagueiro e penso que toda torcida deve apoiá-lo. O equatoriano também tem boa chegada na área adversária. Vai que nos presenteia com o testaço do título gaúcho.

Sem gols, o caminho de Braian é o banco

27 de abril de 2015 27
Braian, um gol em 11 jogos. Foto: Ricardo Duarte

Braian, um gol em 11 jogos. Foto: Ricardo Duarte

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

O Grêmio precisará marcar gols no Beira-Rio para ser campeão gaúcho. O retrospecto ensina que não será com Braian Rodríguez. Com Yuri Mamute e Cebolla Rodríguez em condições, o centroavante que não faz gols só tem um destino: o banco de reservas.

Felipão terá a semana para escolher entre Mamute e Cebolla. Confio na sua sabedoria para fazer a opção correta e dar ao Grêmio força ofensiva. Depois do 0 a 0 no jogo de ida, se conseguir marcar mais de um gol no próximo Gre-Nal, dificilmente o Grêmio não levará o título.

Pedi e cumpri a semana de trégua a Braian, o camisa 9 que carece de confiança. Pois o uruguaio foi a campo e nada fez. Giuliano, Luan e Douglas tocam a bola em velocidade e o centroavante não participa do jogo. Parece que ele não acompanha a velocidade dos lances, que apenas observa e tromba ali na frente.

O Gauchão mostrou que Braian está abaixo do que o Imortal precisa. Tem um gol em 11 jogos (dois na Copa do Brasil). Isso é uma miséria. Barcos, que há meses corre na China, marcou dois. Geromel, um zagueiro, tem dois gols. Fica difícil apostar as fichas em um camisa 9 que passa longe das redes.

É preciso esperar a melhora de Mamute, que seria o nome preferencial para iniciar o jogo, mesmo que marcar gols não seja sua especialidade. No entanto, o guri participa mais do jogo, segura os zagueiros, consegue trocar passes com seus colegas.

Felipão também pode usar Luan de falso 9, com Cebolla no meio-campo. Terá uma semana completa para testar a alternativa.Lá atrás, confio em Erazo, creio que teremos condições de segurar o veloz ataque vermelho.

Independente dos testes, o Grêmio sabe que precisará melhorar sua performance ofensiva. Repetir a escalação, com um centroavante que faz um gol a cada ano bissexto, é temerário. Braian fica no banco, vira opção para aquele abafa no final.

Braian Rodríguez pode repetir Pedro Júnior

21 de abril de 2015 17
Força, Braian! Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Força, Braian! Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui | @guilhermemazui

Vamos de Braian Rodríguez como referência no ataque nas finais do Gauchão. Proponho um pacto da torcida em favor do uruguaio. Uma semana sem corneteá-lo, uma semana de apoio. Braian pode mudar sua história no Grêmio a partir do clássico. Pode repetir Pedro Júnior em 2006.

Há nove anos, o Inter chegou favorito à final e o ataque tricolor não animava ninguém. Pois buscamos o empate em uma cabeçada do limitado Pedro Júnior. Gol do título, festa azul. Depois Pedro Júnior seguiu seu caminho por equipes menores, mas deixou seu nome na história do clássico. Nos deu o campeonato.

Braian pode fazer o mesmo. O gol que não marcou nas rodadas passadas pouco interessa. Estou ansioso pelos gols que precisam vir nas finais. E prefiro um camisa 9 motivado pelo torcedor do que um centroavante em descrédito.

Sou crítico das atuações do gringo, que marcou apenas um gol pelo Grêmio e perdeu alguns. Porém, é o nosso centroavante. Por isso, proponho a semana sem corneta. Farei minha parte. Força, Braian! Contamos contigo!

Em duas semanas espero que uma nova taça esteja no armário tricolor. É título gaúcho, não tem a expressão que gostaríamos, mas é conquista. Estamos precisando recuperar a confiança. Assim como Braian Rodríguez.

Narrar o Gre-Nal 404 para a torcida foi uma experiência ímpar

02 de março de 2015 9

Tricolores de todas as querências, tive uma experiência ímpar no Gre-Nal 404: narrei o clássico no minuto a minuto do aplicativo Gremista ZH. Com um olho no jogo e outro no computador, uma emoção diferente. É duro narrar e torcer ao mesmo tempo.

Fiz uma narração nada isenta, totalmente azul. Tentei apresentar aos gremistas o clássico pelo nosso olhar. Entramos desacreditados, cabisbaixos pelos resultados recentes. Ao final, com o zero no placar, vimos um piá de 16 anos mostrar personalidade e futebol. Lincoln foi o cara do Grêmio em seu primeiro Gre-Nal.

Narrar e torcer ao mesmo tempo, por vezes, quase inviabiliza a tarefa de descrever o jogo. O rival estava rondando a nossa área, pega um escanteio atrás do outro. Enquanto eu respirava aliviado a cada bola rebatida, ao mesmo tempo tinha de ser rápido na escrita para atualizar a narração.

Quando fomos ao ataque, Lincoln bateu, Alisson buscou quase dentro do gol (tem gente dizendo que a bola entrou). Após o “uuuhh”, já tinha de digitar rápido.  A necessidade de narrar rápido acelera a passagem do tempo. Quando vi, já tinha ido o primeiro tempo. Pausa rápida para um segundo tempo que voou.

Contar o Gre-Nal em tempo real também abre espaço para a flauta. Como sugeriram aqui no blog, inacreditável é a forma (ou falta dela) física de Anderson. Pesadito o moço que voltou da Inglaterra com sotaque português.

Enfim, espero que vocês tenham gostado. Se tiverem sugestões, críticas, observações, serão todas bem-vindas.

Lincoln não tremeu no Gre-Nal

01 de março de 2015 54
Lincoln ignorou a pressão do clássico. Foto: Ricardo Duarte

Lincoln ignorou a pressão do clássico. Foto: Ricardo Duarte

Por Guilherme Mazui | @guilhermemazui

Aos 16 anos, Lincoln não treme. Estreia em Gre-Nal na casa do adversário, com o Inter considerado favorito. Azar dos prognósticos, da pressão e da pouca idade. O piá entrou no time de Felipão para ficar. Lincoln é o presente e o futuro do Grêmio.

Depois da atuação do guri no empate sem gols do Gre-Nal 404, é difícil entender os motivos de sua permanência no banco nas últimas partidas. Lincoln rendeu mais do que Douglas e Giuliano juntos. Teve vitória pessoal sobre os zagueiros, arriscou, obrigou Alisson no primeiro tempo a buscar uma bola em cima da linha. Foi o gremista mais próximo de balançar a rede vermelha.

Lincoln é muito acima da média, como demonstra a cada feito de uma precoce carreira. Debutou nos profissionais contra o União, e tomou conta do jogo. Ficou de fora em algumas partidas e reapareceu no Gre-Nal. Logo no clássico que o Grêmio estava cabisbaixo, temeroso em razão dos resultados ruins do início de Gauchão. Resumindo, colocaram um adolescente na fogueira. E ele deu de ombros, jogou futebol, virou titular. O nova revelação azul não titubeou, não pipocou, não tremeu.

Também vale destacar a boa jornada de Mamute. Surpreendeu o torcedor sua atuação ao retornar ao clube. Mamute indicou que tem espaço no atual elenco. A torcida precisará ter paciência com a molecada, já que oscilações serão normais, em especial no caso de Lincoln.

Depois de queimar Douglas Costa e vendê-lo sem brilhar por aqui, chegou o momento de valorizar e fazer uma joia estourar com a camisa do Grêmio.

Passado o Gre-Nal 404, está provado que sobra personalidade e futebol em Lincoln. Com 16 anos, ele sequer pode dirigir, um garoto da mesma idade estaria preocupado com sua pontuação no Enem. Mas Lincoln é acima da média, já é profissional. E o principal: não tremeu no Gre-Nal.


ASSISTA AO VÍDEO PÓS-JOGO:

Grêmio quieto e peleador no Gre-Nal

27 de fevereiro de 2015 31
Mamute pode ganhar uma chance. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Mamute pode ganhar uma chance. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui | @guilhermemazui

Domingo tem Gre-Nal. Clássico com o Inter como favorito. Perfeito. Vamos quietos e com a faca nos dentes. É assim que gosto do Grêmio.

Com as nossas atuações recentes, é mais do que compreensível que o favoritismo fique no colo vermelho, apesar das apresentações bem medianas do co-irmão.  Melhor assim. Quero o Grêmio ouvindo todo o tipo de provocação nos próximos dias. Quero o Grêmio tendo os brios testados. Quero ver Felipão irado outra vez na casamata.

Felipão sinaliza Giuliano no time titular, pode ter o retorno de Yuri Mamute. Vai tentar se virar com o que tem, mas creio que virá com três volantes. O fato é que será preciso bloquear as poucas jogadas em velocidade do rival.

Se no futebol o time anda apagado, vai precisar equilibrar na pegada. Uma equipe fechada, compacta, brigando por cada palmo de grama. No Gre-Nal do Brasileirão, o espírito peleador funcionou: o Grêmio correu mais, marcou mais e goleou. O Grêmio jogou muito mais.

Mesmo com resultados pouco animadores no Gauchão, a vitória no clássico pode inaugurar uma nova fase na temporada, pode trazer a confiança que escapa a cada rodada. Todo gremista adora quando duvidam do nosso time. Avante, Grêmio! Vamos quietos e peleadores para o Gre-Nal.

***

Gurizada, domingo também tem estreia no aplicativo Gremista ZH. Vamos com uma narração personalizada no minuto a minuto, contando o clássico pela ótica tricolor. Terei a honra de fazer a primeira narração. Aceito sugestões de bordões bem tricolores para gols, lances de perigo, faltas, cartões.. É gremista narrando o Gre-Nal para gremista.

Confiram aqui a novidade.

Walace deve ser titular do Grêmio

26 de fevereiro de 2015 47
Walace virou reserva de Oliveira e Bastos. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Walace virou reserva de Oliveira e Bastos. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui | @guilhermemazui

Algumas coisas juro que tento, mas não consigo entender no Grêmio. O clube tem Walace, um volantão de 19 anos, 1m88cm de altura, boa técnica e titular da seleção brasileira sub-20. Uma promessa que o Imortal não pretende vender por menos de 8 milhões de euros. Pois Walace é reserva de Felipão. Viu os últimos jogos do banco, enquanto Fellipe Bastos erra um passe atrás do outro.

Walace voltou da seleção, foi titular contra o Xavante e desde então amarga um banco. Entrou contra o Passo Fundo e apenas aqueceu ao lado do gramado diante de Veranópolis e Juventude. ​O Grêmio é o único clube do mundo que valoriza suas promessas deixando-as sentadas na casamata. Douglas Costa foi um eterno reserva. Ronaldinho foi reserva de Itaqui.

Walace é titular deste Grêmio, deve ser titular no Gre-Nal. Walace pode proteger a defesa com a qualidade que ela necessita. Walace tem futuro. Walace precisa jogar. Mas nosso técnico pensa diferente. Para Felipão, o jovem Araújo é titular. Walace, nome de seleção sub-20, fica no banco. É louvável a oportunidade para Araújo, mas Walace joga mais.

Para Felipão, Walace está atrás na disputa por posição com o“polivalente” Marcelo Oliveira, um esforçado jogador, nada além disso. Marcelo chegou ao seu ápice técnico. Já Walace tem potencial para crescer, afinal, seria uma promessa de 8 milhões de euros.

Para Felipão, Walace deve permanecer no banco, observando Fellipe Bastos, a patada sem direção da Arena. O ex-vascaíno atrapalha a dinâmica de jogo do Grêmio. Ele recebe, domina e devolve a bola em câmera lenta. Ele retarda o jogo. Ele erra passes curtos. Ele erra lançamentos longos. Ele isola todo chute de longe. Ele jamais acerta uma cobrança de falta.

Alguém mentiu, e Fellipe Bastos acreditou que sabia cobrar faltas de longa distância. O Grêmio também crê nesta lorota. O volante fez 21 jogos pela equipe em 2014. Nenhum mísero gol, apenas duas assistências. Em 2015, são sete partidas, nada de gols e uma assistência.

Se o Grêmio analisasse as estatísticas com seriedade, Fellipe Bastos seria proibido de chutar de longe – com bola parada ou rolando. Nosso “batedor de faltas” tem 28 jogos pelo clube sem jamais ter acertado o alvo. Contra o Juventude, os petardos paravam quase fora da Arena. Pois Fellipe, que pertence ao Vasco da Gama e já rodou um bocado sem se firmar, é dono de posição no Grêmio.

Juro, colegas, que tento entender algumas decisões do Grêmio. Juro que tento entender como um reserva de Marcelo Oliveira e de Fellipe Bastos será vendido por mais de 8 milhões de euros.

Ruiz, o homem do Gre-Nal 403, merece ficar

11 de novembro de 2014 58
Ruiz deixando os colorados loucos. Reprodução: Instagram

Ruiz deixando os colorados loucos. Reprodução: Instagram

Por Guilherme Mazui

Enfim, surgiu um gremista provocador no Gre-Nal. Alán Ruiz jogou 12 minutos, fez dois gols, tirou D’Alessandro do sério e passou a tocar flauta no rival após o 4 a 1. Lavou a alma tricolor.

Como fez falta um Ruiz no lado azul da rivalidade. A corneta é livre, faz parte do Gre-Nal. O D’Alessandro que reclama agora e paga de mister humildade, é o mesmo que adora tirar onda e que aparecia em fotos com quatro dedos espalmados depois do Gauchão. D’Alessandro é um falso humilde, até a lona do Beira-Rio sabe disso.

No futebol, um dia é para tocar flauta, outro é para recebê-la. Como na segunda depois do fiasco vermelho. D’Ale, aquele que não perdia clássico por goleada, teve de aguentar Ruiz provocando no Instagram. Primeiro foi 1,2,3,4. Depois a frase da segunda-feira, em foto com o patrício colorado em meio ao piti.

“Para ser mejor hay que jugar”.

Ruiz representou cada gremista que ansiava por uma goleada no rival. Temos o nosso argentino debochado. Isso é ótimo para rivalidade. Por isso, defendo a permanência do gringo que fez D’Alessandro ter chilique, que já tirou do sério Fred e Guerrero, que sabe catimbar, virtude rara no Grêmio.

Perna esquerda habilidosa, chute potente, o armador tem talento. Sou crítico da inconstância de Ruiz, dos altos e baixos, do perfil por vezes sonolento. É algo que ele precisa melhorar para se firmar, para confirmar o talento que possui. Por oscilar demais, foi emprestado pelo San Lorenzo. Por oscilar demais, só arrebatou o coração gremista em novembro. Mas arrebatou com maestria.

Ruiz está na história do Gre-Nal, é o personagem do clássico 403, o homem que ficou 12 minutos em campo e marcou dois gols. Pelo feito, merece a paciência da torcida e o investimento do clube. Merece a oportunidade de se firmar no Grêmio.

O San Lorenzo pede US$ 4 milhões, cerca de R$ 10 milhões pelo meia. Até domingo, considerava muito dinheiro por Ruiz. Mudei de opinião, mudança feita pelo o que argentino demonstrou em campo. Mudança por desempenho prático, não hipotético. Ruiz foi lá e fez, foi lá e desmontou o rival.

O Grêmio diz que não tem dinheiro, outros clubes brasileiros teriam interesse no argentino. Bueno, hora da direção dar seu jeito, foi eleita para materializar feitos complicados. Comprar parte do passe seria uma alternativa, pois garantiria ao San Lorenzo lucro em uma venda futura.

De qualquer maneira, nosso argentino debochado merece ficar. É um reconhecimento pelo presente (e pela flauta) inesquecível do Gre-Nal 403.

***

Se a temporada é para flautear o rival, aqui reproduzo algumas das boas cornetas depois do 4 a 1 na Arena. Divirtam-se.

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Massacre, sacola, goleada, baile, tunda: Grêmio 4 a 1 Inter

09 de novembro de 2014 88
Ramiro deixou o dele. Foto: Fernando Gomes

Ramiro deixou o dele. Foto: Fernando Gomes

Por Guilherme Mazui

Teve quatro gols do Grêmio no mesmo jogo. Teve gol em passe certo de Dudu. Teve gol de Ramiro. Teve gol de bola parada. Teve dois de Ruiz. Teve balãozinho em D’Alessandro. Teve chilique do argentino. Teve Felipão acariciando o rosto do chorão e ensinando quem é “o senhor” treinador. Teve uma goleada histórica.

Arena, 9 de novembro de 2014: Grêmio 4 a 1 Internacional.

Anotem a data e o placar, gremistas. Vimos e comemoramos um resultado histórico. A primeira vitória em Gre-Nais na Arena foi um massacre, um baile, uma sacola, uma tunda, um atropelamento, enfim, cada um define como bem entender. O Grêmio patrolou o rival. Fábio Koff se despede com uma goleada no vasto currículo. Estamos no G-4, eles saíram. Grêmio 4 a 1 Internacional.

Foi mais difícil vencer o Bahia. Foi mais difícil vencer o Vitória. Foi mais difícil vencer o Sport. Foi mais difícil vencer a Chapecoense.

No Gre-Nal, do primeiro ao último minuto, o Imortal foi melhor. Abriu o jogo com um chute forte de Dudu. O mesmo corredor que deu um nó na coluna do marcador e rolou a bola escorreita até o carrinho de Luan. O mesmo Luan que encontrou um passe cirúrgico entre os zagueiros para Ramiro finalizar. Aliás, trégua para Ramiro. Não o critico pelos próximos meses. Salvou um gol vermelho e marcou o seu. Palmas ao guri. Palmas para Luanel Messi, palmas para Dudu, palmas para Felipão.

O gringo escalou e mexeu certo. Walace fez um partidaço, a zaga foi bem, Marcelo idem. Era difícil segurar o balaço de Rafael Moura, apenas um susto em uma tarde histórica. Felipão encurtou espaços e fez o time trocar passes curtos e rápidos. Maneou a armação rival, anulou Nilmar. No segundo tempo, quando todos imaginavam que retrancaria o time, avançou. Acertou ao colocar Giuliano e Ruiz.

O argentino ficou poucos minutos em campo e ganhou a torcida de vez. Fez um gol de cabeça em cobrança de falta, algo inédito no campeonato. Depois, recebeu passe de Giuliano, limpou com categoria e bateu com a raiva que cada gremista acumulava – 4 a 1, 4 a 1, 4 a 1.

D’Alessandro levou um balãozinho de Giuliano. O argentino vermelho deu piti, saiu a empurrar quem via, batia boca, resmungava. O chilique do derrotado. Quis encrencar com Felipão, ganhou um afago com as duas mãos no rosto, carinho terminado com um empurrãozinho esnobe. Felipão é bicampeão da América, é campeão mundial com a seleção, é um orgulho gremista. Um orgulho que acrescenta na sua biografia tricolor um 4 a 1 em Gre-Nal.

O árbitro devia ter expulsado D’Alessandro. Poupou Willians do vermelho. Na tarde de gala, ganhamos até da arbitragem. A vitória para virar o capítulo na história do clássico, para dar confiança ao time, para dar o embalo até a Libertadores 2015. Entramos no G-4 e, espero, que seja em definitivo.

Nem o mais confiante dos gremistas esperava um baile assim. Logo o Grêmio que não faz gol, que só se defende, do escanteio torto. Isolamos todos os retrospectos.

Confesso que mirei o placar e não acreditava. Estou afônico e realizado. O Grêmio do meio a zero goleou. O Grêmio fez um gol de bola parada. O Grêmio amassou no Gre-Nal. Fábio Koff, ameaçado de encerrar a gestão sem bater o rival, acrescentará ao repertório de feitos ao clube a maior goleada das últimas décadas. Um feito com a parceria de Felipão.

Vamos comemorar, vibrar, ver e rever cada gol, cada lance do Gre-Nal 403. O azul se impôs. E fez história. Repito, anotem a data e o placar:

Arena, 9 de novembro de 2014: Grêmio 4 a 1 Internacional.