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Liguemos o sinal azul enquanto dá

10 de agosto de 2016 35

Léo Gerchmann*

Começo este texto com um truísmo. Na verdade, uma redundância. Ter inteligência implica ter lucidez, enxergar adiante. Dito isso, passo a algo que talvez não seja tão óbvio: Grêmio e Inter estão em igualdade de condições neste momento. Não faça expressão de escárnio, incredulidade ou até deboche. O Inter ligou o sinal vermelho e se socorreu de uma equipe de bombeiros que possivelmente funcione. Não tenho qualquer preconceito contra Celso Juarez Roth. Talvez ele não se lembre de mim, lá no inicinho dos anos 1990, quando era preparador físico e eu era iniciante no jornalismo, militando na imprensa esportiva. Nas conversas que tínhamos, ele me passava a imagem de um sujeito cordato e extremamente preparado. E ainda tem aquele “Juarez” entre o Celso e o Roth, que seria uma homenagem ao… bem, deixa pra lá.

O fato é que, pela tendência atual, com o Inter ligando o sinal vermelho e o Grêmio não conseguindo fazer um golzinho sequer contra o Santa Cruz na Arena, vejo meu Tricolor ocupando algo como o quinto ou sétimo lugar no final do campeonato, e o Inter lá pelo 12º ou 14º. Na prática, que diferença isso fará?

Nenhuma.

Ah, sim, há uma diferença. Paralelamente ao Brasileirão, estamos disputando a Copa do Brasil. E os enfrentamentos dessa competição foram definidos por um sorteio, um cruel sorteio. O Grêmio pega o Atlético-PR, o “Furacão” que faz bom papel na série A com os imortais André Lima e Walter. O Inter pega o Fortaleza, da Série C. São já as oitavas de final. Arrisco-me a dizer que o Grêmio terá uma árdua batalha, e o Inter já está virtualmente nas quartas.

Ou seja, corremos o sério risco de terminarmos o ano como terminamos o primeiro semestre: com o Grêmio tendo o time mais entrosado e organizado, mas sem títulos a serem comemorados, e o Inter com um time repleto de defeitos, mas dando a volta olímpica e faturando muito (e com razão) na autoestima e na imagem institucional. Só que agora, caso isso ocorra, em dimensão nacional e, de quebra, abocanhando vaga na Libertadores 2017.

Assim como tanto faz ser 7º ou 12º no Brasileirão, pouco importa para as estatísticas quem tinha mais time, mais estrutura. Pode ser doloroso, mas o que vale é a medalha no peito e a taça no armário. E qual é a saída para nós, gremistas? Dar-nos conta de que o belo toque de bola, num padrão tático maravilhoso do meu amigo Roger, dá resultado contra times bem postados defensivamente se tivermos um Messi ou um Luan inspiradíssimo, conseguindo a salvadora “vantagem pessoal”. Contra os chamados “ferrolhos”, precisamos de outras alternativas. Chances? Temos. Nada impede que ganhemos do Atlético-PR na Copa do Brasil, em uma disputa certamente difícil. Outra: a segunda fase do Brasileirão, na prática, é como um novo campeonato, com de cinco a sete times disputando o título — e o Grêmio está entre eles.

Mas o que, enfim, um gremista como eu quer com este texto? Quer escrevê-lo para, no seu desfecho, que aqui faço, enviar um pedido urgente a todos naquela nossa casa linda incrustada no limite da Rodovia do Parque. Por favor, amigo Roger, presidente Romildo, todos, também liguemos o nosso sinal, o sinal azul.

*Jornalista de ZH e autor dos livros “Coligay — Tricolor e de todas as cores”, “Somos azuis, pretos e brancos” e “Viagem à alma tricolor em 7 epopeias”.

O Gre-Nal dos 5 a 0 deve marcar a guinada tricolor

10 de agosto de 2015 24
9/08/2015: Grêmio 5x0 Inter. Foto: Grêmio

9/08/2015: Grêmio 5×0 Inter. Foto: Grêmio

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

O Gre-Nal dos 5 a 0 está na história. E eu estou anestesiado, não paro de sorrir, de ouvir e ver os gols da tarde mágica de 9 de agosto de 2015 na Arena. Serei um senhor de bengala e lembrarei do dia em que o Grêmio aplicou sonoros 5 a 0 no Internacional. Foi um clássico para marcar uma guinada tricolor.

O Imortal precisa fazer da surra no rival um marco em sua trajetória. Transformar a goleada no que foi um outro Gre-Nal, de placar magrinho e significado gigante: o da Reconquista, 1 a 0, gol de André Catimba no Gauchão de 1977. Foi o clássico da retomada da confiança, da abertura das portas para as grandes conquistas.

O Gre-Nal dos 5 a 0 pode (e deve) ter este significado. Em 2014, o Grêmio aplicou 4 a 1 e não soube aproveitar. Felipão se conformou, o time perdeu gás no Brasileiro, deixou escapar a vaga na Libertadores e a goleada não teve o impacto necessário. Desta vez precisa ser diferente. Poucas vezes a história oferta duas oportunidades tão próximas.

O Grêmio de contas em dia, o Grêmio com aposta na base, o Grêmio de técnico sem grife, o Grêmio concentrado e sem misericórdia é o que nós queremos ver. Este Grêmio precisa continuar no Brasileirão, pois quinta-feira já tem rodada. Visitamos o Atlético-MG em um jogo que pode nos colocar na briga pelo título.

Passado o confronto direto com o Galo, a tabela oferta uma possibilidade de salto, com Joinville (C), Ponte Preta (F), Coritiba (C), Figueirense (F) e Goiás (C) em sequência. Chegou o momento daquele salto de qualidade que faltou em outras temporadas. E o embalo já foi dado com um 5 a 0 no Gre-Nal. Chegou o momento de abrir um novo capítulo na história centenária do nosso Grêmio!

***

>> CincoMuito

Desde o apito final, com os cinco no lombo vermelho, não paro de sorrir. E a corneta é livre. Reproduzo aqui algumas das melhores troladas da internet para o Gre-Nal 407 – Grêmio 5 a 0 Inter. #CincoMuitoInter

Resumo do Gre-Nal 407

Resumo do Gre-Nal 407

Poderiam mudar de esporte

Poderiam mudar de esporte

A segunda parcela em breve

A segunda parcela em breve

Sem alvará

Sem alvará

Melhor contratação

Melhor contratação

Um dia após o outro

Um dia após o outro

DC manda lembranças

DC manda lembranças

Alan Ruiz...

Alan Ruiz…

A mágica é demitir Pacheco, Rui Costa, Felipão, Ivo, Murtosa, Darlan...

17 de maio de 2015 75
O trio de "mágicos" do Grêmio. Foto: Diego Vara

O trio de “mágicos” do Grêmio. Foto: Diego Vara

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Só posso estar maluco. O Grêmio leva uma roda de um time de segunda linha, derrotado pelo Operário nas finais do Paranaense, e o diretor de futebol César Pacheco fala em “criar uma poção mágica”. Talvez o experimentado dirigente vislumbre a fuga da Série B com a contratação de um pajé, um feiticeiro e uma mãe de santo.

Sou franco: a poção mágica é derrubar a confraria Scolari. Demitir Pacheco, Rui Costa, Felipão, Ivo Wortmann, Murtosa e Darlan Schneider. Implodir todo o departamento de futebol que em meio ano de trabalho perdeu cinco meses. Implodir o departamento que nos levará à ribanceira da segunda divisão.

Pacheco não fez nada que preste desde que retornou. Pelo contrário, nega ou terceiriza os problemas. Pacheco chegou para resolver, não para apostar no sobrenatural. Pacheco já deixou claro, junto com Rui Costa, que não sabe garimpar reforços bons e baratos.

Rui Costa falha há dois anos e meio, nada acrescenta, ou melhor, ele subtrai, já que todos os meses leva uma bolada pelo trabalho mixuruca que faz. Rui Costa e Pacheco acharam que Galhardo, Braian Rodríguez, Marcelo Oliveira e Maicon seriam reforços de verdade.

Felipão perdeu o gás. O time treina, mas a própria direção admite que os trabalhos não são intensos, o que explicaria a letargia em campo. Coxa e Ponte são equipes de orçamentos menores do que o nosso, ou seja, se jogam melhor, é sinal de que estão mais ajustadas. O Grêmio é limitado, mas deveria produzir mais.

O Palmeiras foi rebaixado por Felipão em um filme parecido com o atual. Começou a lorota de que o Brasileirão é longo, de que as coisas vão melhorar. E as rodadas correram. O time seguia com futebol sofrível e, quando a direção alviverde tomou coragem, era tarde. O Imortal caminha no mesmo sentido. Todo time grande que cai, deixa o pior acontecer por demorar a agir.

Felipão desistiu da vaga na Libertadores, perdeu o Gauchão, vai cair no Brasileirão. Virou passivo, resmunga um pouco, mas no treinamento pouco resolve, basta ver seu time distribuído em campo. O Grêmio continuará burocrático até a queda. Sábado, o gringo armou um time com três volantes e perdeu o meio-campo, algo de uma incompetência ímpar.

Não vejo motivação em Felipão para reagir. Sua figura é a do cavalo cansado. Pior, do cavalo cansado que ajuda os amigos. Gostaria de saber a utilidade de Murtosa e Ivo Wortmann. Se entendessem algo de futebol, mostrariam ao treinador a lerdeza e a falta de mecânica do time.

Murtosa e Ivo também deveriam alertar que a equipe cansa em todo segundo tempo, fruto de Darlan Schneider, que virou preparador físico tricolor indicado pelo tio Felipão. Definido como “fraco” por seus ex-atletas, Darlan já vivia período de baixa na carreira quando ganhou essa ajuda. O Grêmio é um time competitivo, não uma ação entre amigos.

É muita “parceria” e pouca competência no Grêmio, um time sem mandatário presente. Romildo Bolzan não viaja com a equipe sempre, terceirizou o futebol. A tal poção de Pacheco depende do pulso firme do presidente, algo que não acredito que exista.

Romildo foi eleito por Koff, não considera ético derrubar o departamento do padrinho, que está hospitalizado. É nobre a postura do presidente, mas, como sugere o cargo, agora quem manda é ele. Se o Grêmio cair, vão lembrar de Romildo como rebaixado. Koff seguirá sendo o campeão do mundo e bi da América.

O ânimo do Grêmio que empatou com Ponte Preta e perdeu para o Coritiba é de time rebaixado. O futebol apresentado é de time rebaixado, apesar do elenco ser para ficar entre oitavo e décimo segundo. Romildo sabe disso, mas não age. A mágica seria agir, não esperar a tabela nos enforcar.

Não falta poção mágica no Grêmio. Falta competência.

***

Também é de tirar a paciência a frase de Maicon, de outra atuação ridícula, após a derrota no Paraná:

- Hoje a gente não entrou em campo.

Será que o elenco não foi avisado com antecedência de que haveria um jogo contra o Coritiba, às 18h30min do sábado? Os jogadores estavam em casa quando foram chamados de última hora para entrar em campo?

É dose para qualquer torcedor aguentar esse time de desculpa. O mínimo que se cobra é concentração sempre. Com as posturas de Maicon e cia, nosso caminho é a ribanceira.

Missão no PR: compensar os pontos perdidos em casa

15 de maio de 2015 24
Luan pode desfalcar o Grêmio. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Luan pode desfalcar o Grêmio. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Quem tropeça em casa precisa compensar fora. É a máxima que vale para o Grêmio diante do Coritiba neste sábado. Para não largar no pelotão debaixo do Brasileirão, é bom recuperar os pontos perdidos na estreia contra a Ponte Preta, na Arena.

A tabela sorriu para o Grêmio ao tirar as equipes mais fortes do nosso caminho neste início de campeonato. Deveríamos aproveitar, fazer a gordura, acumular a confiança que nos pontos corridos ajuda a transformar um time mediano em postulante ao G-4.

Creio que Felipão vá repetir o esquema com três volantes e Júnior na lateral-esquerda. Luan é dúvida, o que preocupa. Mesmo com as críticas que recebe, algumas merecidas, ele é um dos nossos melhores jogadores até o momento. Já Pedro Rocha pode ter a oportunidade de confirmar o bom desempenho do meio da semana.

É salutar somar pontos para afastar aos poucos as desconfianças e acalmar o torcedor. Ninguém quer ver o Grêmio na largada do Brasileirão distante da parte alta da tabela.

***

Sobre a Arena e o risco de fechar as portas, creio que é algo difícil de ocorrer. Seria uma burrice ímpar do Banco do Brasil bloquear a conta que a Arena Porto-Alegrense utiliza para bancar as despesas dos jogos. O banco só receberá as parcelas do financiamento se o estádio funcionar, raciocínio defendido por Banrisul e Santander, que também emprestaram dinheiro a OAS para erguer o complexo.

O rolo é o seguinte:

Banco do Brasil, Santander e Banrisul financiaram os R$ 230 milhões da construção do estádio – falta pagar R$ 160 milhões. O Grêmio não quita o papagaio, essa responsabilidade é da OAS, sendo que a Arena é uma das garantias.

No contrato, a Arena Porto-Alegrense criou uma conta bancária que recebe todo o dinheiro das bilheterias, mais R$ 1,8 milhão mensal do Grêmio pelo uso do complexo, a seção onerosa. O dinheiro da conta deve pagar a operação do estádio e as parcelas do financiamento.

Como a Arena é deficitária, o repasse do Grêmio e a bilheteria são insuficientes para pagar tudo. Assim, a OAS tirava do seu caixa o dinheiro para complementar a parcela e deixar a dívida com os bancos em dia.

A Lava-Jato e os atrasos do governo federal afundaram a OAS em uma severa crise financeira. O Banco do Brasil teme um calote no financiamento da Arena e exige que a conta seja usada apenas para quitar as parcelas. Banrisul e Santander discordam. O Banco do Brasil pressiona a OAS para quitar parte do financiamento ou apresentar outras garantias.

Mesmo com atrasos em prestações, o que o Banrisul nega, o Bradesco forneceu uma carta fiança aos bancos que assegura o funcionamento da Arena por cerca de seis meses. Em tese, o risco de fechar fica adiado.

Para o Grêmio a situação não é de todo ruim. A crise da OAS e a dificuldade em manter em dia as prestações pode favorecer o clube na compra da administração plena do estádio, desde que o Imortal assuma o financiamento. A direção segue negociando. O Banrisul deu sinais de que pode avalizar o negócio.

O excesso de bruxos afunda o Grêmio

04 de maio de 2015 99
Fellipe Bastos, o bruxo que entregou o Gre-Nal. Foto: Marcelo Oliveira

Fellipe Bastos, o bruxo que entregou o Gre-Nal. Foto: Marcelo Oliveira

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Felipão é o técnico mais vitorioso da história do Grêmio. Mas é um técnico que também erra, algo que o presidente Romildo Bolzan teima em não ver. E o treinador multicampeão tem muita responsabilidade na perda do Gauchão. Inclusive, morreu abraçado em uma convicção chamada Fellipe Bastos. Morreu com seu bruxo.

Há uma série de atenuantes para o trabalho de Felipão. Falta dinheiro, o elenco é limitado em número e qualidade, a seca de títulos conturba o ambiente. Porém há outra série de fatores que são erros do treinador: armou um time devagar e óbvio, indicou reforços fracos (Braian Rodríguez) e insistiu no displicente Fellipe Bastos que entregou um gol no Gre-Nal.

O padrão de jogo quem define é o técnico diante de suas possibilidades. E Felipão optou por um time lento, com infindáveis toques de lado, o futebol tico-tico que a Seleção já apresentava, o futebol que toca bola até a providência divina abrir a defesa rival. No Brasileirão, o elenco era maior e a obviedade a mesma. Por mais limitado que seja o grupo, o treinador opta por velocidade ou lerdeza. No caso tricolor, optou-se pela lerdeza.

O Grêmio precisava de um gol no segundo tempo do clássico de domingo e quase não chutou, cavou poucos escanteios, apenas rondou a dois por hora a área vermelha com toques para trás e tabelas que não saem do lugar. Esse erro é do técnico que monta a equipe com essa filosofia. E Felipão usa a crise financeira como escudo.

Se quisesse um time mais veloz, Felipão teria indicado à direção contratações diferentes. Quem indicou Douglas, apagado nas finais? Quem indicou Braian Rodríguez, o centroavante de um gol no Gauchão? Quem manteve Braian em campo? Quem indicou Galhardo, o lateral que era reserva do Bahia? O Grêmio tem moedas contadas e buscou reforços lentos.

Felipão também errou com Fellipe Bastos, sua paixão. Há meses afirmo que o titular é Walace, garoto da base que protege bem a defesa e joga simples. Pois o técnico opta pelo seu bruxo, um volante carimbador e displicente. Fellipe Bastos errou um passe ridículo na final por ser confiante demais, por excesso de soberba. É um estilo boleirão que só atrapalha o time.

Observem jogos de exímios passadores, como Xavi, Iniesta e Kross. Sem comparar a qualidade técnica do trio com a do volante gremista, chamo atenção apenas para o estilo do passe, sempre rasteiro e firme. É passe simples e certeiro, passe para acertar, passe sem firula. Já Fellipe Bastos escora o pé na bola com leveza, patinha virada, fazendo mãozinha. A bola rola devagar e Nilmar a rouba. Se os melhores simplificam, por que nosso pseudo craque inventa? E quem escala este gênio que foi rifado do Vasco? Felipão.

Se Felipão tem poderes absolutos no clube, o erro é do presidente Romildo Cortando Despesas Bolzan. Romildo chancela os erros de avaliação da montagem do elenco, logo, naufraga junto com seu treinador. Romildo parece não entender que dirigir o Grêmio é mais complexo do que Osório ou o PDT-RS. No Grêmio não deveria haver espaço para camaradas em funções estratégicas.

Até hoje ninguém sabe ao certo as funções de Murtosa e Ivo Wortmann na comissão técnica, que mais lembra um grupo de carteado, uma confraria de amigos do Felipão. Pela produção do time, seus trabalhos pouco acrescentam.  Portanto, se o presidente quer tanto sanar as contas, poderia começar cortando peças que não justificam sua permanência.

Falando em bruxismo e camaradagem, chego ao diretor remunerado Rui Costa. O que fez em duas temporadas e meia? Nada. Rui Costa recebe polpudo salário de executivo de multinacional para errar, errar e errar. Fracassou em três Gauchões, duas Libertadores, dois Brasileirões e duas Copas do Brasil. Com dinheiro, montou equipes desequilibradas. Sem dinheiro, que serve de escudo para qualquer tropeço, só Romildo sabe a sua utilidade. Em uma empresa séria, teria sido demitido há anos.

Rui Costa é um camarada do grupo político de Fábio Koff. Ganhou o cargo por ser correlegionário. Com a política como analogia, levou um excelente cargo comissionado por ser do partido que venceu as eleições. Rui Costa não foi buscado em outro clube porque fez um excelente trabalho, ajudou a montar uma equipe enxuta e eficiente. Seu currículo não justifica o salário gordo. Então, se Romildo pretende sanar as finanças, é bom parar de rasgar dinheiro em um dirigente remunerado que não produz.

Faço este desabafo como gremista frustrado por um novo tropeço, chateado pela falta de perspectiva. O torcedor deve acreditar, desejar que o impossível seja possível, incentivar. Mas fica difícil com tanto bruxismo dentro do clube. Ou o Grêmio cobra eficiência, ou seguirá anos na fila.

Erazo tem condições de fazer um bom Gre-Nal

30 de abril de 2015 34
Erazo é jogador de seleção. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Erazo é jogador de seleção. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Erazo tem plenas condições de suprir a ausência de Pedro Geromel na defesa. O equatoriano é jogador de seleção, tem experiência, imposição e boa bola aérea. O zagueiro fará um bom Gre-Nal.

O melhor seria termos Rhodolfo e Geromel, dupla de zaga afinada e competente, no clássico decisivo, porém um cartão amarelo idiota de Geromel custou a suspensão. O defensor foi, no mínimo, imprudente no primeiro cartão em um lance desnecessário com D’Alessandro. Quando precisou fazer a falta para evitar o gol vermelho, ganhou outro amarelo e foi expulso.

A presença de Erazo na final não seria o ideal, porém não me preocupa. Ele já atuou ao lado de Rhodolfo, ambos se conhecem, terão condições de segurar o forte ataque do Inter. Na velha máxima “dos males o menor”, a suspensão no Grêmio ocorre em uma área em que há reposição.

O Imortal dispõe de três bons zagueiros, quantidade que se mostra útil neste momento decisivo. Pena que em outras funções da equipe não se repete o número de boas alternativas. O exemplo da defesa deve ser repetido na lateral-direita e no ataque, posições mais carentes. Serve como lição para o Brasileirão.

Voltando a Erazo, confio no zagueiro e penso que toda torcida deve apoiá-lo. O equatoriano também tem boa chegada na área adversária. Vai que nos presenteia com o testaço do título gaúcho.

Sem gols, o caminho de Braian é o banco

27 de abril de 2015 27
Braian, um gol em 11 jogos. Foto: Ricardo Duarte

Braian, um gol em 11 jogos. Foto: Ricardo Duarte

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

O Grêmio precisará marcar gols no Beira-Rio para ser campeão gaúcho. O retrospecto ensina que não será com Braian Rodríguez. Com Yuri Mamute e Cebolla Rodríguez em condições, o centroavante que não faz gols só tem um destino: o banco de reservas.

Felipão terá a semana para escolher entre Mamute e Cebolla. Confio na sua sabedoria para fazer a opção correta e dar ao Grêmio força ofensiva. Depois do 0 a 0 no jogo de ida, se conseguir marcar mais de um gol no próximo Gre-Nal, dificilmente o Grêmio não levará o título.

Pedi e cumpri a semana de trégua a Braian, o camisa 9 que carece de confiança. Pois o uruguaio foi a campo e nada fez. Giuliano, Luan e Douglas tocam a bola em velocidade e o centroavante não participa do jogo. Parece que ele não acompanha a velocidade dos lances, que apenas observa e tromba ali na frente.

O Gauchão mostrou que Braian está abaixo do que o Imortal precisa. Tem um gol em 11 jogos (dois na Copa do Brasil). Isso é uma miséria. Barcos, que há meses corre na China, marcou dois. Geromel, um zagueiro, tem dois gols. Fica difícil apostar as fichas em um camisa 9 que passa longe das redes.

É preciso esperar a melhora de Mamute, que seria o nome preferencial para iniciar o jogo, mesmo que marcar gols não seja sua especialidade. No entanto, o guri participa mais do jogo, segura os zagueiros, consegue trocar passes com seus colegas.

Felipão também pode usar Luan de falso 9, com Cebolla no meio-campo. Terá uma semana completa para testar a alternativa.Lá atrás, confio em Erazo, creio que teremos condições de segurar o veloz ataque vermelho.

Independente dos testes, o Grêmio sabe que precisará melhorar sua performance ofensiva. Repetir a escalação, com um centroavante que faz um gol a cada ano bissexto, é temerário. Braian fica no banco, vira opção para aquele abafa no final.

Braian Rodríguez pode repetir Pedro Júnior

21 de abril de 2015 17
Força, Braian! Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Força, Braian! Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui | @guilhermemazui

Vamos de Braian Rodríguez como referência no ataque nas finais do Gauchão. Proponho um pacto da torcida em favor do uruguaio. Uma semana sem corneteá-lo, uma semana de apoio. Braian pode mudar sua história no Grêmio a partir do clássico. Pode repetir Pedro Júnior em 2006.

Há nove anos, o Inter chegou favorito à final e o ataque tricolor não animava ninguém. Pois buscamos o empate em uma cabeçada do limitado Pedro Júnior. Gol do título, festa azul. Depois Pedro Júnior seguiu seu caminho por equipes menores, mas deixou seu nome na história do clássico. Nos deu o campeonato.

Braian pode fazer o mesmo. O gol que não marcou nas rodadas passadas pouco interessa. Estou ansioso pelos gols que precisam vir nas finais. E prefiro um camisa 9 motivado pelo torcedor do que um centroavante em descrédito.

Sou crítico das atuações do gringo, que marcou apenas um gol pelo Grêmio e perdeu alguns. Porém, é o nosso centroavante. Por isso, proponho a semana sem corneta. Farei minha parte. Força, Braian! Contamos contigo!

Em duas semanas espero que uma nova taça esteja no armário tricolor. É título gaúcho, não tem a expressão que gostaríamos, mas é conquista. Estamos precisando recuperar a confiança. Assim como Braian Rodríguez.

Douglas tem bom começo de temporada

17 de abril de 2015 22
Douglas tem quatro gols em 2015. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Douglas tem quatro gols em 2015. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Com opiniões favoráveis e contrárias, Douglas é um dos melhores jogadores do Grêmio até o momento. Tem quatro gols e três assistências, números iguais aos de Giuliano. Armador, Douglas marcou mais vezes do que os homens.

Ser um dos melhores quando enfrentamos em série equipes de quarta e terceira divisão pode não ser o suficiente para o Brasileirão, porém é preciso admitir que, dentro do atual elenco tricolor, Douglas apresenta bons números – que poderiam ser ainda melhores.

Douglas errou dois pênaltis na temporada, acertou falta na trave, perdeu algumas chances cara a cara, o escanteio ainda é triste. Sua pior atuação foi contra o Noia, quando deixou de matar por mais de uma vez a classificação. As falhas indicam a necessidade de melhorar para o restante da temporada.

Apesar das críticas, atualmente o time é melhor com Douglas, que já está mais magro e participativo. Falta ser mais caprichoso no acabamento dos lances, urgência nesta fase final de Gauchão e no Brasileirão que se avizinha.

Como disse anteriormente, até meados de abril só enfrentamos times de quarta e terceira divisão – exceção foi o Gre-Nal. A amostragem é fraca, pode não se confirmar ali na frente. Mas temos de reconhecer quem se destaca na temporada.

Douglas, Giuliano, Luan, Marcelo Grohe, Rhodolfo, Geromel, Marcelo Oliveira e Mamute despontam como os melhores nomes do Grêmio no quarto mês do ano.

Lincoln ensina como se faz em um chute

16 de abril de 2015 29
Lincoln fez o seu gol. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Lincoln fez o seu gol. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui / @guilhermemazui

Lincoln, 16 anos, precisou de um lance para mostrar aos marmanjos como se faz. Chute forte, rasteiro, seco, cruzado, indefensável. Chute sem frescura, certeiro, com vontade. Chute que virou gol. O garoto foi a rara boa notícia na vitória apagada por 2 a 0 sobre o Campinense.

Se Braian Rodríguez perde um gol feito a cada jogo, Lincoln entrou nos 15 minutos finais e fez dois. O primeiro sem goleiro e bem anulado. O segundo em bola que sobrou limpa, após Giuliano se atrapalhar. Como tem mais qualidade técnica, Lincoln concluiu com facilidade. Quem sabe deixa o futebol fluir. O guri precisa jogar mais, tem potencial para ser titular apesar da pouca idade.

O ataque tricolor continua sofrível. A classificação na Copa do Brasil veio apesar do desperdício. Se fosse competente, o Grêmio teria tocado cinco ou seis no fraquíssimo Campinense. Criou oportunidades para tanto, porém não sabe guardar. Complica jogos fáceis, algo sempre perigoso.

Douglas perdeu chance logo no início. Depois, Braian recebeu mais uma solito. Para variar, dominou e chutou em cima do goleiro, sua especialidade. No rebote, Giuliano não marcou porque a defesa desviou. Braian ainda rasgou outra oportunidade de cabeça. Luan também acertou a trave.

Na segunda etapa, Luan encarou alguns lances de mano e bateu fraco, sem força. Giuliano errou muito, inclusive, furou no cruzamento que encontrou o pé de Douglas e morreu no ângulo no primeiro gol. Em seguida, Giuliano bateu pedindo desculpa. Já nos acréscimos, ele errou o domínio, trombou e a bola sobrou para Lincoln. Sem firulas, o guri simplificou, concluiu firme e fácil como quem diz aos colegas “é assim que se faz, rapazeada”.

A baixa do ataque preocupa. Braian não empolga. Mamute voltou a entrar bem, contudo ficou mais tempo fora do que dentro da área. O guri deixa a impressão de que lhe falta tesão pelo gol. Só bons lances de lado não farão Mamute estourar. Lincoln quase não atua e já tem o mesmo gol solo de Braian e Mamute na temporada.

Outro bom ingresso no time foi Walace, imponente na frente da área, firme na marcação. Confesso que não entendo a paixão de Felipão por Fellipe Bastos, que carimba os lances, atrasa o jogo e erra passes longos. Walace é titular. Só Felipão não enxerga.