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Posts com a tag "Kleber"

Só há vaga para o verdadeiro Gladiador

14 de maio de 2014 58
Kleber volta a ser opção. FOTO: Agência RBS

Kleber volta a ser opção. FOTO: Agência RBS

Por Guilherme Mazui

Kleber está prestes a voltar. ZH discute se o atacante dos R$ 500 mil mensais ainda tem espaço no Grêmio. Na minha modesta opinião, depende. Para o verdadeiro Gladiador, há lugar, pelo menos no banco. Para o Trombador, não.

Sempre que penso em Kleber, lembro se em algum lugar, no âmago do jogador, ainda existe aquele atacante dos tempos de Cruzeiro, que a dribles e com ímpeto terminou com a defesa tricolor na Libertadores de 2009. Será? Seria ótimo se a resposta fosse afirmativa.

Como Kleber custa uma fortuna mensal e não conseguimos negociá-lo, vale ao menos sua presença no banco e a entrada durante os jogos, quem sabe como sombra de Barcos. Uma espécie de vestibular até a parada da Copa, forma de tirar uma febre de como ele voltou. Se for muito mal, procuramos um destino no hiato do Mundial.

Muito vai depender da postura do atleta. Kleber com gana e mais leve, é um bom jogador, como demonstrou no Cruzeiro e na sua chegada ao Grêmio. Nos primeiros meses, matou um Gre-Nal mancando, parecia sedento por vitórias. Ânimo que arrefeceu com as lesões e as chegadas de concorrentes.

O problema do Gladiador é que sua postura recente indicou um atacante sem tesão pelo gol, nada agudo, que opta por trombar e cair, que se contenta em participar, em auxiliar na marcação. É pouco. Atacante é pago para fazer gols, marcação é bijuteria.

Sinceramente, como gastamos os tubos com Kleber, anseio pelo seu retorno em boa forma. Espero que o tempo parado tenha servido para ele refletir sobre seu desempenho de 2013, fazer um balanço e procurar mudanças. Com Luan e Dudu, a era das trombadas se foi. Kleber deve ter visto que, deitado e só recuando para os lados, estará fadado ao ostracismo.

O Trombador não tem mais vez no Grêmio. O Gladiador com gana de empilhar gols, querendo ser titular na marra, sempre terá.

Kleber começou o ano mal

09 de janeiro de 2014 44

O empresário de Kleber reclamou que seu atleta tem dois meses de salários e quatro de imagem atrasados. Chutando, só para Kleber o Grêmio deve mais de R$ 1 milhão. É dose dever tanto para um atacante que não faz gols, que passou o returno inteiro do Brasileirão em branco. Mas é o contrato. Somos obrigados a cumprir.

Dias atrás lembrei que o Grêmio teria de recuperar Kleber, já que não chegaram reforços. Pois revejo minha opinião. No primeiro dia de trabalho do ano o representante de Kleber estreia reclamando. Não adianta dizer que o atleta que ficar. O Gladiador quer receber, um direito seu. O nosso direito, como torcedores, é reclamar do desempenho pífio do atacante.

Kleber poderia deixar o clube. FOTO: Ricardo Duarte

Kleber poderia deixar o clube. FOTO: Ricardo Duarte

Se a nossa pindaíba é tão grande quanto parece, é melhor que Kleber encontre seu rumo. Ninguém cobrirá a fortuna mensal do Gladiador, teremos de ratear os salários. Prefiro pagar parte do salário (com a cláusula que proíbe o jogador de enfrentar o Grêmio) para ver Kleber longe da Arena, onde mais reclama do que joga. Mamute, Paulinho ou outro jogador vão suprir a ausência. Se o substituto não fizer gols, logo, terá o mesmo desempenho de Kleber, saindo muitíssimo mais barato.

Por sinal, a reclamação evidencia que a pendência dos salários continua. No início de dezembro, quando Barcos escancarou a situação, o débito seria quitado com a ajuda do prêmio de vice-campeão brasileiro. Veio a promessa de pagar até o final do ano, sucedida por uma nova promessa de saldar a dívida até a representação do grupo, prazo novamente prorrogado. Estou angustiado.

O Grêmio se reapresentou com discurso de pagar os salários nos próximos dias. Fico pensando no tamanho real do rombo. Existe o prêmio de R$ 6 milhões da CBF, mais a venda de Leandro, estamos no aguardo da venda congelada de Alex Telles. Será que vamos colocar os salários em dia? Espero que a direção pare de rolar as promessas e coloque a folha em dia.

Teremos de recuperar Kleber e Barcos

06 de janeiro de 2014 30

O Grêmio se apresenta na quarta-feira. E, pelo visto, sem reforços para o sistema ofensivo, quer perdeu a velocidade de Vargas. Logo, teremos a missão de recuperar o melhor futebol de Barcos e Kleber, trabalho para Enderson Moreira. Os dois avantes continuam como nossos principais homens de frente.

A dupla Barcos e Kleber naufragou, fez 21 gols em 2013, muito pouco. No Brasileirão, Kleber passou o returno inteiro em branco, Barcos marcou apenas três vezes. O esquema prejudicou os dois, que também se ajudaram pouco. Ambos compraram o discurso de que atacante bom marca zagueiro e volante, que gol é acessório. Eis um pensamento conformista. É mais fácil ficar correndo para marcar o rival do que acertar uma finalização. A entrega na marcação justifica a eventual ausência de gols.

Kleber e Barcos precisam recuperar a fome de gol. Foto: Mauro Vieira

Kleber e Barcos precisam recuperar a fome de gol. Foto: Mauro Vieira

Rever a postura é fundamental para nossos atacantes. Da dupla, considero que é mais fácil recuperar o futebol de Barcos. Basta manter o argentino na área, próximo da linha do gol. Ele é pago para ser centroavante, não um falso volante entre os zagueiros. Barcos se posiciona bem, tem vitória pessoal, bom domínio de bola, precisa recuperar a confiança na conclusão. Só vai conseguir se ficar mais próximo do gol.

Já Kleber precisa perder a mania de trombar por trombar. É urgente deixá-lo mais esguio e veloz. Kleber vai bem quando tem explosão para girar e avançar em direção ao gol, diferentemente do que ocorreu no Brasileirão, quando girava e recuava a bola para os volantes. Kleber carece de fome de gol, o que lhe atrapalha. Se mantiver a mesma postura, tem chances de perder a posição para Maxi Rodríguez, que pode ser adiantado por Enderson Moreira.

Existe a possibilidade de Leandro voltar do empréstimo ao Palmeiras. Trará a velocidade que perdemos, voltará mais maduro. Contudo, seu desempenho é incerto. O garoto fez uma bela temporada no Palmeiras, um time que naufragou no Paulista e na Copa do Brasil, sobrando na Série B do Brasileiro. Leandro deitou e rolou na Série B, competição com nível de exigência inferior. Mesmo assim, creio que pode somar ao nosso ataque, em especial se Kleber mantiver a rotina de trombadas.

 

A última impressão da temporada

07 de dezembro de 2013 5

A última rodada do Brasileiro, o último jogo da temporada chegou. Estamos a um empate da vaga direta na Libertadores. Basta ser competente contra a Portuguesa, fora de casa. A classificação direta garante uma pré-temporada maior, facilita o planejamento, deixa a torcida encerrar 2013 mais calma.

Futebol para empatar com a Lusa nós temos. A dúvida é saber se o time vai querer buscar o empate, diante da turbulência dos salários atrasados. A semana que deveria ser tranquila terminou tumultuada. Creio que Barcos deu um tiro no pé ao ao externar os débitos. Fez a revelação no momento errado, deveria ter deixado acabar a temporada. Pressionou o elenco inteiro.

Última chance de marcar gols para a dupla gremista. Foto: Fernando Gomes

Última chance para Kleber e Barcos na temporada. Foto: Fernando Gomes

Se o Grêmio tiver uma atuação arrastada, sem interesse, se deixar escapar a vaga direta para o Atlético-PR, a torcida terá todo o direito de desconfiar que o time fez corpo mole, em especial Barcos. Se o argentino voltar a errar os gols que errou em escala industrial, se tiver uma jornada digna de um cone, o torcedor terá o direito de achar que o gringo boicotou o jogo, terá o direito de desejá-lo longe da Arena.

Quem jogar mal ficará com a interrogação do corpo mole sobre a cabeça. Seria bom ver Barcos responder em campo, marcar gols, o que pouco fez em 2013. Vale o mesmo para Kleber, que pode encerrar o returno do Brasileirão sem balançar as redes. Também vale cobrar Vargas, em sua possível despedida do clube. A última partida da temporada tem o poder de reforçar ou alterar a imagem do jogador.

É prudente que todos joguem, que ninguém tire o pé, que a vaga direta seja confirmada.  E é mais prudente ainda que a direção quite os atrasos logo. O Grêmio precisa se pacificar, virar 2013 sem turbulências. É pelo o que torcemos.

PS: com nosso guia da secação deu certo nas últimas rodadas, vale torcer pelo Vasco contra o Atlético-PR, fora de casa. Um empatezinho já serve para confirmarmos a vaga direta na Libertadores.

Bom senso é tirar Barcos e Kleber do time

26 de novembro de 2013 61

Em tempos de Bom Senso FC, jogadores cruzam os braços ou sentam no gramado antes dos jogos em forma de protesto. Barcos e Kleber estão entre os contestadores. Discursam a favor do movimento, defendem um calendário mais racional. E esquecem de jogar futebol. Diante da ineficiência, sou categórico: bom senso é tirá-los do time.

O desempenho de ambos no returno justifica o pedido. Já correram 17 rodadas, eles não se lesionaram, no máximo ficaram suspensos. Barcos fez dois gols (Náutico e Corinthians), o último em 16 de outubro. Kleber consegue ser pior. Não marcou um mísero gol. Está desde setembro sem balançar as redes, prestes a conseguir a façanha de passar um turno inteiro do campeonato em branco.

Kleber e Barcos fizeram dois gols no returno. Foto: Mauro Vieira

Kleber e Barcos fizeram dois gols no returno. Foto: Mauro Vieira

Assim, pergunto: qual a diferença entre Barcos-Kleber ou Yuri Mamute-Lucas Coelho? Os salários. As duas duplas não fazem gols, a diferença é que a dos meninos quase não teve chances e deve custar a quarta parte dos salários dos jogadores “prontos” de Renato.

Não defendo a escalação dos guris, só chamo atenção para a total inoperância dos titulares. Defendi a saída de Riveros do time na semana passada, mas revejo a posição. Cansei dos Barcos, ele deve sair contra o Goiás. Vamos precisar de marcação forte, quesito no qual Riveros ajudará. Temos mais chances de ganhar com três volantes, somados a Zé Roberto, Maxi Rodríguez e Vargas.

O Grêmio arrisca a vaga na Libertadores calcado na inoperância de Barcos e Kleber. Somando seus gols, eles chegam a 19 na temporada, abaixo dos 22 de Marcelo Moreno em 2012.

É correto criticar os esquema defensivo demais, a falta de meias criativos, os laterais que acertam um cruzamento a cada ano bissexto, o treinador que desperdiça as oportunidades para treinar. Mas Barcos e Kleber tiram a paciência de qualquer torcedor, perdem gols em escala industrial. Se tivessem uma pontaria mais afinada, teríamos batido Ponte Preta e Bahia, estaríamos na Libertadores. Também teríamos chegado à final da Copa do Brasil.

A dupla acredita no realismo fantástico de Renato, crente na tese de que atacante bom é o que marca zagueiro e volante. Quem sabe vamos escalar Werley, Adriano ou Matheus Biteco na frente.

Se o Grêmio confirmar a vaga na Libertadores, terá classificado apesar de Barcos e Kleber. Se a moda é o bom senso no futebol, peço encarecidamente ao nosso técnico que exercite o seu. Bom senso é tirar do time dois atacantes que nada produzem.

O ataque Eike Batista

07 de novembro de 2013 74

Barcos, Kleber e Vargas custam muito, mas marcam poucos gols. Ganham bem e produzem mal. O Grêmio tem o ataque Eike Batista: milionário, tem grife, promete muito e entrega pouco. Viramos o GrêmiOX.

Vargas tem 8 gols em 33 jogos. FOTO: Diego Vara

Vargas tem 8 gols em 33 jogos. FOTO: Diego Vara

Vargas chegou como principal contratação da temporada, seu empréstimo junto ao Napoli custou cerca de R$ 3,6 milhões. Em 33 jogos, marcou oito gols. Atrapalhado por lesões, expulsões e convocações, teve lampejos com a camisa do Grêmio. Jamais chamou a responsabilidade, o que se espera de um jogador de nível internacional. Em momentos decisivos (Libertados e Copa do Brasil), perdeu gols bisonhos.

Barcos custou a ida de quatro atletas para o Palmeiras, mais R$ 6,8 milhões (R$ 4 mi para o Palmeiras, R$ 1,5 mi para LDU e R$ 1,3 mi ao jogador). É o artilheiro tricolor na temporada. Em 51 jogos, tem 12 gols. A média é sofrível. Nos últimos dois meses, fez dois gols. Ultimamente, quando tem a chance conclui para fora. É um Midas ao contrário. Quando encosta na bola, o lance dá errado.

Barcos tem 12 gols em 51 jogos. FOTO: Diego Vara

Barcos tem 12 gols em 51 jogos. FOTO: Diego Vara

Kleber tem duas temporadas de Grêmio, foi uma novela para contratá-lo. Pagamos cerca de R$ 5 milhões, mais um salário que chegaria a R$ 500 mil. Teve cirurgias, se recuperou, luta muito, se entrega. Em 2013, tem 45 jogos e sete gols. Werley, que é zagueiro, jogou 47 vezes e marcou cinco gols. Kleber completa neste dia 7 exatos dois meses sem balançar as redes – a última foi no 3 a 2 sobre a Lusa.

Juntos, nossos três atacantes têm 27 gols em 2013. Moreno, sozinho, fez 22 na temporada passada. Os valores e números mostram que o custo benefício do ataque do Grêmio é pífio.

Por receberem muito, os homens de frente merecem a cobrança, as críticas. Eles podem lutar e ajudar a marcar. Alguns defendem que os atacantes modernos marquem, fechem espaços. E o gol? Pois é. Atacante é pago para fazer gol.

Kleber tem 7 gols em 45 jogos. FOTO: Diego Vara

Kleber tem 7 gols em 45 jogos. FOTO: Diego Vara

Marcar e fechar espaços é acréscimo, a missão primeira é o gol. E nosso trio, além de receber raras assistências, não tem fome de gol. Vargas não aproveita a velocidade e técnica para dar arrancadas fulminantes. Kleber usa toda sua força física para girar fora da área e recuar a bola para os volantes, jamais para progredir em direção ao arco rival. Barcos finaliza desajeitado, perdeu a confiança.

O trio de ataque precisa rever a postura. Precisa assumir os erros, trabalhar para corrigi-los, não se esconder nos elogios e discursos do Renato. Precisa treinar finalização, precisa ser agudo, ter o objetivo de ingressar na área e concluir com volúpia, explosão. E Renato precisa rever a criação do time.

Gana pelo gol. Eficiência. Duas ausências no ataque Eike Batista, no ataque que custa fortunas, prometeu glórias e sequer gols em quantidade razoável entrega.

O desafio de marcar gols

01 de novembro de 2013 6

Balançar as redes desafia o Grêmio. Temos uma dificuldade imensa para fazer gols. Dificuldade que teremos de superar – no Brasileirão e, principalmente, na Copa do Brasil.

Nossa produção ofensiva foi deprimente nos últimos dois meses. Em setembro, jogamos oito vezes e marcamos sete gols. Em outubro, foram nove partidas e os mesmos sete gols. Nas últimas três partidas ficamos em branco. Desempenho pífio para quem desembolsa três fortunas mensais com Vargas, Kleber e Barcos.

Ataque vai ter de funcionar. Foto: Fernando Gomes

Ataque vai precisar funcionar. Foto: Fernando Gomes

Pelos números tricolores, não será tão simples fazer dois gols de vantagem no Atlético-PR. Nos últimos dois meses, só conseguimos três vezes marcar mais de um gol em uma partida (Lusa, Náutico e Gre-Nal). Na Era Renato, vencemos apenas cinco vezes por dois gols de diferença (Náutico, Santos, Cruzeiro, Bahia e Fluminense).

Trago os números e jogos para destacar nosso notório desequilíbrio entre defesa e ataque. Defendemos demais e atacamos de menos. Não sou adepto de times faceiros, prefiro um Grêmio fechado e marcador do que um Grêmio cultuando o futebol bailarino. Contudo, precisamos de gols. Precisamos produzir mais, aproveitar melhor as chances criadas.

Contra o Atlético, tínhamos os desfalques de Kleber, Barcos e Vargas. Fomos ao Paraná atrás do zero a zero. Perdemos. E, quando atacamos, tivemos três chances claras desperdiçadas. Repito, não quero o Grêmio faceiro, mas quero o Grêmio com outra mentalidade, sedento por golsTambém quero o Grêmio mais ligado, trocando menos passes laterais que não levam a lugar nenhum. Quero o Grêmio indo à lina de fundo, batendo de média distância.

Um dos nossos problemas é a troca de passes sem buscar o gol, troca de passes que só pensa em valorizar a posse. Ficamos girando a bola pela intermediária ofensiva, chegamos no bico da grande área e invertemos o lado do jogo. Repetimos o esquema até perder a bola. E o goleiro rival fica assistindo.

O Grêmio precisa concluir mais. Precisa se indignar por não fazer gols. Precisa ter a volúpia ofensiva que Renato tinha como ponteiro. Nossa classificação na Copa do Brasil depende de gols. Nossa posição no G-3 idem.

A primeira oportunidade para colocar uma nova postura ofensiva é domingo, em casa contra o Bahia. É pelo Brasileirão, precisamos de gols para vencer e defender o posto no G-3. Contra o Atlético-PR, é o jogo do ano na Arena. Vamos precisar de pelo menos dois gols. Vamos precisar de mais criatividade, mais subidas dos alas, mais vontade de atacar.

 

>> Quando marcamos dois gols ou mais
Inter 2×2 Grêmio
Náutico 0×2 Grêmio
Grêmio 3×2 Portuguesa
Grêmio 2×0 Santos
Vasco 2×3 Grêmio
Grêmio 3×1 Cruzeiro
Bahia 0×3 Grêmio
Grêmio 2×0 Fluminense
Grêmio 2×1 Botafogo
Grêmio 2×0 Náutico
Grêmio 2×1 Santa Fé
Grêmio 2×0 Caxias
Pelotas 1×3 Grêmio
Grêmio 2×0 Lajeadense
Grêmio 4×1 Caracas
Fluminense 0×3 Grêmio
Grêmio 5×1 São José
Grêmio 5×0 Santa Cruz
Esportivo 0×2 Grêmio

Jogo crucial na Arena

18 de setembro de 2013 6

Temos um jogo crucial hoje. É estratégico vencer o Santos na Arena. Como depois teremos dois jogos seguidos fora de casa, um tropeço pode nos tirar da briga pelo título. Confronto duro. Mas estaremos reforçados, com um banco mais encorpado.

Kleber volta ao time. É merecido. Podemos discutir se entra na vaga de Barcos ou Vargas, mas, pelo o que vem produzindo, Kleber é titular. O importante é que, independente da dupla de ataque, teremos um atacante de maior qualidade no banco. Assim como no meio-campo. Elano fica à disposição.

Até parar em virtude de uma lesão, Elano vinha nos tirando a paciência pelo futebol sonolento. Espero que retorne ligado, aceso. Entrando no decorrer da partida, pode contribuir com um balaço de longe ou uma cobrança de falta certeira. Vamos torcer para que ele retorne com gana de recuperar a posição.

Já o Santos tem a volta de Montillo, parece um time mais encaixado em relação ao eliminado na Copa do Brasil. Thiago Ribeiro vive bom momento, é perigoso, assim como Cícero. Teremos de marcá-los bem e de superar a nossa falta de criatividade rotineira. Vencer nos garante na briga por título e preserva a gordura do G-4. Em especial pelo jogaço da rodada entre líder e vice-líder.

O Cruzeiro recebe o Botafogo, em Belo Horizonte. O Cruzeiro soma 46 pontos, o Bota 42. Nós temos 37. O ideal é uma vitória do Botafogo, que pode nos deixar outra vez a seis pontos do topo. Seria o desfecho ideal para esta quarta-feira.

A hora de Vargas jogar no Grêmio

13 de setembro de 2013 23

Chegou a hora de Vargas fazer valer cada centavo pago pelo Grêmio ao Napoli. O chileno está de volta. Precisamos da sua velocidade e, acima de tudo, dos seus gols. O jogo de domingo, contra o Atlético-MG, pode ser um recomeço para Vargas no Grêmio.

Principal contratação da temporada, Vargas não empolga. É um jogador com a camisa tricolor e outro com a roja chilena. No Grêmio tem 23 jogos, com míseros seis gols – ok, havia problemas com Luxemburgo, mas seis gols é uma marca pífia. Já com a sua seleção, ele tem oito partidas no ano e oito gols, os dois últimos marcados diante da Espanha, no meio da semana.

Queremos o veloz e certeiro Vargas da seleção, queremos aquele Vargas meteórico que despontou na Universidad de Chile, um foguete que disparava na diagonal em direção do gol. Queremos e precisamos deste atacante.

Vargas tem a capacidade de dar a velocidade que falta ao Grêmio, de tornar o ataque mais insinuante, de romper o ferrolho defensivo do adversário. Só que no Grêmio ele é dispersivo, desligado. Como ainda não empolgou, considero o chileno nosso grande reforço para a reta final do Brasileirão. Cruzeiro e Botafogo não têm um jogador como ele afastado, pronto para voltar. Pode ser nosso ponto a favor, desde que use seu talento.

Marco o jogo de domingo, contra o Galo de Ronaldinho na Arena, o possível recomeço de Vargas. Quando ameaçava encaixar no Grêmio, o atacante se lesionou, no distante 31 de julho. Fez o tratamento, ficou pronto para voltar, mas veio a convocação do Chile. Agora, tudo é Grêmio. Agora, vai substituir Kleber, que tem sido o principal jogador do time nos últimos jogos.

Esperamos que o domingo marque este recomeço de um atacante prestes a se despedir. Os gols internacionais farão com que o Napoli chame Vargas de volta. Portanto,  restam 90 dias para o chileno conseguir grafar seu nome no coração da torcida tricolor.

 

 

 

Sofrimento sem a menor necessidade

07 de setembro de 2013 33

Mais três pontos na conta. O 3 a 2, com uma dose de sofrimento desnecessária, sobre a Portuguesa nos levou aos 34 pontos, soma de equipe que briga por título e vaga na Libertadores. Vitória fundamental para nossas pretensões. Passadas 19 rodadas, encerramos o primeiro turno do Brasileirão dentro do G-4. No domingo, é secar os adversários diretos: Cruzeiro, Atlético-PR, Botafogo e Corinthians.

O resultado deste sábado na Arena foi melhor do que a apresentação. Quase entregamos uma vitória que parecia pavimentada. Demos vida à Portuguesa, quando, aos 25 minutos do segundo tempo, uma falha de marcação, somada a uma dose de azar de Rhodolfo, culminou no primeiro gol da Lusa. Até ali, vencíamos por 2 a 0, com Dida como mero espectador.

O gol colocou o rival no jogo, que buscou o empate em seguida. Acabamos salvos por um pênalti questionável e duas expulsões dos paulistas. Um sofrimento sem a menor necessidade. O primeiro tempo não foi um primor, mas o Grêmio teve posse de bola, martelou. Faltou criatividade, velocidade nas ultrapassagens, um time mais agudo. Ímpeto e lucidez que apareceram nos primeiros 11 minutos da etapa final.

Kleber, melhor jogador do Grêmio em campo, teve um gol mal anulado logo aos dois minutos. O auxiliar assinalou impedimento que não existiu. Já aos seis, Barcos escorou de cabeça a casquinha do escanteio. Aos 11, Zé Roberto, até então discreto, completou o cruzamento de Kleber. Parecia tudo encaminhado: 2 a 0 em casa, diante de um time que raramente passava da intermediária e que vive o campeonato trancafiado na zona de rebaixamento. Pois o excesso de confiança nos pregou uma peça.

Logo depois do segundo gol, Barcos perdeu uma chance claríssima, sozinho com Lauro diante da imensidão da goleira. Se tivesse marcado, seria o 3 a 0 e o fim da partida. Mas Barcos chutou por cima. E mais tarde veio a falha da defesa. A Lusa descontou e iniciou todo o sofrimento do restante da noite.

O Grêmio precisa aprender a matar o jogo. Sem misericórdia do adversário. Ao não aniquilar a partida, dá chances para que atuações seguras sejam rasgadas. Seria uma tragédia ter deixado escapar dois pontos ganhos. É um ponto a melhorar para o segundo turno. Estamos no páreo.