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Posts com a tag "Marcelo Grohe"

Os números reforçam a convocação de Marcelo

02 de outubro de 2014 27
Grohe é seleção! Foto: Diego Vara

Grohe é seleção! Foto: Diego Vara

Por Guilherme Mazui

Marcelo Grohe é Seleção. Aos 27 anos, no melhor momento da carreira, nosso goleiro recebe uma merecida convocação. Está no grupo de Dunga para os jogos contra Argentina e Japão. Pelos números e feitos da temporada, digo mais: é o melhor goleiro brasileiro em atividade – dentro e fora do país.

Como já disse outras vezes, admiro a persistência e o comportamento de Marcelo. Matou no osso do peito as idas e vindas para o banco, foi paciente e dedicado. Melhorou a saída pelo alto (espero não queimar a língua no sábado), tem feito defesas difíceis, está entrosado e bem protegido por uma defesa sólida. É merecedor da grande fase que vive, é merecedor da convocação.

Se a seleção deve reunir os melhores jogadores em atividade de cada posição, Dunga acerta ao convocar Marcelo. Os números comprovam o acerto da escolha (vejam abaixo). Sem sofrer gols há oito jogos, o gremista é o goleiro menos vazado do Brasileirão e lidera todas as premiações individuais do campeonato. Tem 45 jogos na temporada e 29 gols sofridos.

Vocês lembram de algum goleiro brasileiro espalhado pelo globo terrestre com performance similar?

É provável que Marcelo fique no banco, pois Jefferson é o titular de Dunga e Rafael já estava na lista. Pois vejo Marcelo em melhor momento do que ambos. O tricolor tem a chance de abrir espaço para ficar na seleção.

Alguns podem falar que Jefferson vive melhor fase individual. De fato, existe margem para a discussão. O goleiro faz um ótimo Brasileirão, sofre com a peneira da zaga do Botafogo.  Já a fase de Marcelo é superior, sem dúvidas, à de Rafael, que está no Napoli e andou engolindo alguns golzinhos constrangedores.

O ponto a lamentar é a ausência do arqueiro tricolor em dois jogos na próxima semana, contra Sport (casa) e Palmeiras (fora). Como todo gremista convocado, será desfalque para esquentar o banco verde e amarelo. O Grêmio terá de mostrar que tem um segundo goleiro confiável. Já o titular vive ótima fase. É goleiro de seleção.

>> Marcelo em 2014
Geral: 45 jogos e 29 gols sofridos
Brasileirão: 24 jogos e 13 gols sofridos
Libertadores: 8 jogos e 2 gols sofridos
Copa do Brasil: 1 jogo e 2 gols sofridos
Gauchão: 12 jogos e 12 gols sofridos

>> Marcelo nas premiações de 2014
Goleiro menos vazado do Brasileirão – 13 gols em 24 jogos*
2º no geral do Troféu Armando Nogueira – média 6,88
1º no ranking de goleiros do Troféu Armando Nogueira – média 6,88
Goleiro da Bola de Prata da Placar
6º no geral da Bola de Ouro da Placar – média 6,31
1º no ranking de goleiros da Bola de Ouro da Placar – média 6,31
5º goleiro com mais defesas difíceis no Brasileirão – 34**
* Marcelo não jogou apenas na estreia, Atlético-PR 1×0 Grêmio
** Ranking do Globoesporte.com

Grohe é merecedor do recorde

23 de setembro de 2014 36
Marcelo invicto há 628 minutos. Foto: Diego Vara

Marcelo invicto há 628 minutos. Foto: Diego Vara

Por Guilherme Mazui

Marcelo Grohe grifou seu nome na história centenária do clube. É o goleiro que passou mais tempo sem levar gol. É um paredão que computa 628 minutos de invencibilidade. Superou Picasso, arqueiro tricolor da década de 1970.

Fico muito feliz pela marca do nosso goleiro. É um cara sério, trabalhador, cresceu dentro do clube e soube ter paciência para ser titular, reserva, voltar a ser titular, reserva outra vez e novamente titular. Grohe já levou frango em Gre-Nal, mas já foi campeão gaúcho e herói de classificação nos pênaltis pela Libertadores.

Nestas indas e vindas, ele melhorou seu desempenho pessoal. Grohe melhorou a saída pelo alto (espero não queimar a língua no próximo jogo), que era uma deficiência sua. Não tem tentado adivinhar o lado dos chutes, outro ponto positivo.  Falta-lhe um título de expressão pelo Grêmio, mas isso falta para todo bom jogador que passa pelo Humaitá.

Também é preciso colocar na conta do recorde o mérito do sistema defensivo. A equipe marca forte no meio, a zaga anda bem posicionada. Contra a Chapecoense, o goleiro só precisou fazer intervenções pontuais.

Pelos números, por ser o menos vazado do Brasileirão, creio que Grohe é o melhor goleiro do campeonato até o momento. O cruzeirense Fábio vem bem, assim como o corintiano Cássio. Grohe tem sido mais regular, falhado menos do que os adversários.

Por toda sua história no clube, Grohe é merecedor da boa fase.

***

Marcos Chitolina deixou o departamento de futebol do Grêmio. Foi tarde. Junto com Rui Costa, protagonizou uma avalanche de contratações apagadas. Assumiu em 2013, lá se vão duas temporadas sem um lateral-direito eficiente e sem um armador, sendo que temos uma folha de pagamento respeitável. Falta ao Grêmio um diretor de futebol mais matreiro.

***

Gurizada, Carlos Rollsing anda ausente do blog, mas é por uma excelente causa: nasceu o mais novo gremista do mundo, o Benjamin, filho do Carlos. Pelos próximos dias, ele cuida do filhote e fica na torcida pelo nosso Grêmio.

 

Vitória com as mãos de Marcelo Grohe

18 de maio de 2014 58

Por Guilherme Mazui

Temos de agradecer, bater palmas para Marcelo Grohe. Nosso goleiro foi soberano, teve uma atuação de gala na Arena. O Grêmio só derrotou o Fluminense, 1 a 0, porque teve uma jornada inspirada do seu camisa 1.  Três defesas com alto grau de dificuldade em um jogo em que o adversário teve 60% de posse de bola. Valeu, Grohe! Asseguraste nossa presença no G-4.

Grohe fez a defesa da rodada na cabeçada forte e para baixo de Fred, a poucos metros do gol. Feito gato, saltou e salvou com um tapa. Defesa com status de gol, em especial porque, em seguida, Werley deu passe açucarado para Rodriguinho bater cruzado e marcar. Na etapa final, a expulsão de Fred facilitou, sendo que ele foi bem expulso. Passou a tarde deixando braço na defesa e chateando. Fez dois lances para amarelo e já era. Batemos o Flu, elenco que tem condições de brigar lá na frente.

Com poucos reforços e ajustes, temos condições de brigar pelo título. Rodriguinho ganhou lugar no time, melhorou a bola parada, tenta assistências, marcou seu gol. Alán Ruiz ficou abaixo, longe da área de definição, sem condições de um arremate. Ele precisa ser mais intenso e arriscar outro posicionamento. Pará repetiu Pará, ou seja, muita transpiração e pouca inspiração. E Breno sentiu o penso do confronto, desperdiçou lances bobos, parecia assustado. A dupla Bressan-Werley foi bem.

Rodriguinho fez o gol da vitória. FOTO: Grêmio

Rodriguinho fez o gol da vitória. FOTO: Grêmio

Voltando ao que tivemos de melhor, Grohe desperta sentimentos opostos na torcida. Quem lhe defende, reage com força contra qualquer crítica. Quem o classifica como insuficiente, deseja vê-lo no banco ou longe da Arena. Considero Grohe um bom goleiro, ágil debaixo das traves, que tem aprimorado a saída pelo alto. Pode melhorar, mas está no mesmo nível dos arqueiros dos principais times do Brasileirão.

Falta um pouco de estrela ao camisa 1, fato que não é definitivo. Como diria o Caue, “o folclore termina quando acaba”. Victor era um goleiro pé frio (chamei-o assim muitas vezes) até 2013, quando se tornou um santo pegador de pênaltis pelo Atlético-MG. Findou a mística do goleiro amarelão.

Grohe pode tirar esse estigma que parte da torcida lhe atribui. O futebol permite desfazer impressões a cada 90 minutos. Atuações como essa, diante do Flu, mudam opiniões. E a sucessão das mesmas confirmam um novo status, o que nosso goleiro busca na temporada 2014. Aos poucos, creio que ele vai conseguindo. Ainda falta uma faixa, um título.

O arqueiro fechou a porta contra o Fluminense, time com defesa pior do que a nossa e ataque melhor. A diferença técnica, em especial nos trios de meias e centroavantes, ficou visível na posse. O Grêmio tentava chegar, porém, perdia a bola em seguida. Os cariocas trocavam passes rápidos e rondavam a área. Assim, tiveram as melhores chances.

Fred cabeceou para  baixo, Grohe operou milagre. Sóbis bateu de fora, buscando o ângulo a 99 km/h, e Grohe espalmou. No segundo tempo, Sóbis entrou sozinho, queimou cruzado e Grohe pegou. Grohe, Grohe, Grohe. Já o Grêmio, só teve uma chance clara no primeiro tempo, quando fez o gol, e uma escapada no segundo.

Após arrancar solitário no contragolpe, Barcos fez o que me tira do sério. Quando deveria ter ímpeto para avançar e concluir, perdeu velocidade e não chutou. Acertou o corte, momento de rolar para Rodriguinho, livre. Barcos chutou desviado. Perdeu o gol da tranquilidade, o gol que centroavante com salário acima dos R$ 500 mil é proibido de perder.

Logo, se criamos poucos e o rival exigiu três defesaças do goleiro, Grohe merece as palmas, o reconhecimento do torcedor. Só que a bola é ingrata. Contra o Botafogo, o camisa 1 será desafiado outra vez a comprovar sua qualidade. Avante, Marcelo! Avante, Grêmio!

Uma sombra para Marcelo

26 de abril de 2014 112

 

Grohe: a melhor alternativa enquanto for a única (Crédito da foto: Lucas Uebel, dvg)

Grohe: a melhor alternativa enquanto for a única (Crédito da foto: Lucas Uebel, dvg)

Por Caue Fonseca

Hoje é Dia do Goleiro, mas em vez de homenagear, peço licença para respeitosamente discutir com vocês nosso titular, Marcelo Grohe.

Marcelo Grohe teve sua primeira oportunidade como titular do gol de Grêmio em 2006. Encerrou o Brasileirão debaixo das traves tricolores. O técnico, na ocasião era Mano Menezes. Classificado à Libertadores, Mano iniciou 2007 pedindo a contratação de um goleiro.

Veio Saja, que, embora querido pela torcida, não era nenhum fenômeno. Ainda assim, ele foi titular até quebrar o braço em um dos últimos jogos do Brasileiro. Marcelo brevemente assumiu.

Nem Mano nem Saja ficaram em 2008. Para a casamata, veio Vágner Mancini. Começaram os treinamentos e Mancini foi o segundo técnico a concluir que o Grêmio precisava de um goleiro melhor do que Marcelo Grohe. Trouxe para o grupo o reserva do Jundiaí, Victor. Embora atrapalhado por uma inusitada lesão no rim, Victor não teve maiores dificuldades de se firmar titular.

Mancini caiu, veio Celso Roth e Victor seguiu titular. Foi o melhor goleiro dos Campeonatos Brasileiros de 2008 e 2009. Em 2009, o técnico já era Paulo Autuori quando Victor foi convocado para a Copa das Confederações e deixou o gol na semifinal da Libertadores a cargo de Marcelo Grohe. Foram três gols sofridos do Cruzeiro. Nenhum culpa de Marcelo.

Em 2010, com Silas, o Grêmio venceu seu último título, o Gauchão. Embora Victor tivesse a fama de azarado em Gre-Nais, foi ele o capitão a erguer a taça.

À época, atribuíram a má fase que seguiu de Victor à frustração pela não-convocação para a Copa do Mundo de 2010, mas ainda assim ele foi mantido titular por Renato Portaluppi, em 2010, e por Julinho Camargo, em 2011.

Em meio ao Brasileiro de 2011, Roth foi novamente contratado. Victor começava a ser questionado pela torcida. Na sua primeira coletiva, perguntado sobre o titular do gol, Roth não pestanejou: “Victor é o titular.”

Veio 2012 com Caio Júnior e Vanderlei Luxemburgo. Victor foi mantido até o meio do ano, quando foi vendido ao Atlético-MG, onde seguiu seu rumo. Marcelo Grohe teve nova oportunidade até o final do Brasileirão com Luxemburgo.

Pois em 2013 Luxemburgo preferiu tirar as pantufas de Dida para a Libertadores a começar com Marcelo Grohe no gol. Renato, no lugar de Luxemburgo, também preteriu Marcelo por Dida.

Em 2014, por imposição da direção e não por decisão de Enderson Moreira, Marcelo Grohe recebeu mais uma oportunidade. Enderson simplesmente não tem outra opção.

Listo isso tudo para salientar o seguinte: Mano, Mancini, Roth (2 vezes), Autuori, Silas, Renato (2 vezes), Julinho Camargo, Caio Júnior e Luxemburgo. Nove técnicos, dos mais variados perfis e currículos, dois deles em ocasiões diferentes, em determinado momento tiveram a opção de promover Marcelo, escolher outro nome do elenco para a camisa 1 ou ir ao mercado buscar um goleiro. Marcelo não foi o escolhido por nenhum dos nove.

Na Libertadores deste ano, Marcelo levou dois gols em sete jogos. Uma boa média. Vamos a eles.

O primeiro, não foi culpa de Marcelo. Maxi Rodriguez, do Newells, chutou mascado no meio, e Marcelo esperava uma bola no canto. O segundo, contra o San Lorenzo, também não foi culpa dele.  Bem amarrado a partida inteira, o San Lorenzo teve a bola do jogo. Marcelo tentou antecipar o chute de Correa, pulou uns 10 minutos antes da conclusão e a bola entrou no meio do gol.

Marcelo é inocente, sempre. É herói quando pega, mas sempre vítima isenta de responsabilidade quando leva o gol.

Comecei neste blog dizendo com todas as letras que torcia por Grohe, mas que não confiava nele. Repito isso com mais ênfase do que nunca. Marcelo começou 2014 uma unanimidade junto à torcida do Grêmio. A tentativa de contratar o titular da Seleção Brasileira para o seu lugar foi encarada como uma falta de respeito com o nosso camisa 1. Qualquer crítica a ele é uma heresia.

Ora, por favor!

Se Marcelo é mesmo o goleirão que todos esperam, deve não só ter um bom reserva como atuar bem o suficiente para manter este concorrente no banco. Danrlei, a quem Marcelo é seguidamente comparado pelas características de jogo e por ser cria das categorias de base, manteve quantos reservas bocejando no banco ao longo de 10 anos de titularidade?

Neste fim de semana, Marcelo é dúvida contra o Atlético-MG na Arena. Sente a coxa. A situação beira o surrealismo. Em caso de Marcelo ser desfalque, precisamos atuar com um garoto das categorias de base, pois ninguém pode fazer sombra a Marcelo. Um bom reserva corre o risco de ser titular.

Na boa, eu adoraria que Marcelo Grohe triunfasse. Vou adorar ter de imprimir esse texto e engolir palavra por palavra celebrando o tri da América com Marcelo no gol. Mas convém recomendar mais uma vez: um bom reserva não só faria bem ao Grêmio, em caso de precisar substitui-lo por lesão, como é fundamental para provar a qualidade de Grohe.