Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts com a tag "Maxi Rodríguez"

Queremos mais, Maxi!

23 de maio de 2014 43
Maxi precisa ser regular. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Maxi precisa ser regular. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Um corte ousado para o meio e uma batida primorosa no canto, consciente, tirando do alcance do goleiro. O gol de Maxi Rodríguez contra o Botafogo lembrou o jogador lúcido e decisivo que despontou no final da temporada passada. É este o Maxi que desejamos, o Maxi titular. Queremos mais, Maxi. Faça, mais. Você tem condições.

O uruguaio tem uma trajetória de altos e baixos no Grêmio, como mostra ZH. Chegou sem badalação e terminou 2013 valorizado, em especial depois de dois belos gols contra o Flamengo. Parecia pintar o grande meia, o 10 tricolor. Só que veio 2014 e Maxi hibernou. Perdeu a titularidade inicial, acumulou jornadas apagadas e, somente em maio, conseguiu um lance maravilhoso.

Falta regularidade ao uruguaio. Sinto que ele reconhece o problema, o que lhe atrapalha. Quando entra, Maxi parece ansioso, acelerado, força passes bobos, desperdiça contragolpes por ser afobado. Contra o Botafogo, errou dois passes em dois lances seguidos. Minutos depois, tirou um golaço da cartola.

Maxi precisa ser regular e inteligente, participar da partida com intensidade, trocar passes para fazer o jogo girar no meio, arriscar o lance diferente a partir da entrada da área, no ponto de definição do campo. Só depende do gringo o desempenho para ser titular absoluto. É de Maxi que pode sair o corte e a batida inesperados que terminam em gol.

O uruguaio pode ter uma nova oportunidade de ser titular contra o São Paulo, já que Alán Ruiz está suspenso. Caso comece a partida no Morumbi, por favor, tenha concentração e foco. Se Maxi encontrar a regularidade, o Grêmio terá um grande reforço dentro do próprio elenco.

Quem vai substituir Luan?

04 de abril de 2014 24
Everton pode ter chance. FOTO: Cristiano Oliveski/Grêmio

Everton pode ter chance. FOTO: Cristiano Oliveski/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Luan fraturou a mão. Deve ficar de fora contra o Nacional e o Inter. Um desfalque que chega em mau momento. O garoto se tornou figura indispensável no time. Será um desafio substituí-lo sem prejuízo ao nível do jogo tricolor. Quem vai dar o drible que abre a defesa rival? Quem vai inventar um passe na diagonal? Quem terá a responsabilidade de assumir a função da nossa revelação?

A alternativa que primeiro surge na mente gremista é Alán Ruiz. Dudu passa a fazer dupla de ataque com Barcos e o argentino assume a articulação. Assim, continuam os três volantes. Na teoria, o bom passe e chute do gringo agregariam valor. Só que Ruiz tem entrado dormindo nos últimos jogos. Temo que a equipe perca a intensidade no ataque.

No mesmo desenho tático, Jean Deretti e Maxi Rodríguez concorrem a vaga no meio-campo, já que Zé Roberto ainda não é alternativa. O Maxi do final de 2013 cairia muito bem. Teríamos passe, infiltração e chute de média distante. Mas o uruguaio decaiu de produção. Poderia mirar a situação para se reerguer.

Agora, como nos próximos dois compromissos teremos de atacar, uma alternativa seria testar Everton, 18 anos. É jovem e tem talento. Marcou dois gols na temporada, arrisca o drible, é veloz, não se intimida com a zagueirada rival. Fica mais próximo da característica de Luan, mantém a escalação com dois homens rápidos pelos lados.

Analisando nossas últimas atuações, tenho a tendência a bancar Everton contra o Nacional. E gostaria de ver um meia na vaga de um volante. O trio de volantes só funciona quando Ramiro e Riveros se projetam ao ataque. Assim nasceu o gol do paraguaio no Uruguai, assim nasceu o gol de Dudu na Colômbia. Contudo, os dois se projetam menos do que gostaríamos. Falta perna para marcar e atacar no mesmo ritmo.

São muitas dúvidas para mexer em um time que faz boa temporada. O bom é que Enderson Moreira tem uma semana para descansar, pensar e treinar. Boa sorte, ao treinador.

***

Faltando uma rodada para terminar a primeira fase da Libertadores, já é possível mirar possíveis rivais no mata-mata. Hoje, o Grêmio tem a terceira melhor campanha com 11 pontos, pegaria o Zamora da Venezuela. Seria bom. O primeiro lugar geral é difícil, já que o Vélez (12) recebe o lanterna Universitario. O Santos Laguna (13) visita o Arsenal. Pela lógica, ficaríamos com a segunda campanha. Entraremos em campo na próxima quinta-feira cientes de quais serão os possíveis adversários das oitavas.

O ano para Maxi estourar

14 de janeiro de 2014 27

O início da pré-temporada indica que Maxi Rodríguez terá condições de suportar 90 minutos. Uma excelente notícia, um prognóstico que esperamos ver em campo empilhando gols. O uruguaio é o jogador agudo, avesso ao óbvio e criativo que tanta falta fez entre os titulares em 2013.

A conversa fiada de Renato sobre Maxi estar ou não pronto acabou colando na temporada passada. Renato encontrou um malabarismo argumentativo para justificar o gringo no banco na reta final do ano, justamente quando o meia passou a render mais. Vai ver que prontos estavam Lucas Coelho e Mamute, dupla de ataque no jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil, quando Maxi permaneceu entre os suplentes.  O técnico fala num dia e faz diferente no outro. É do futebol.

Maxi é nossa aposta em 2014. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Maxi é nossa aposta em 2014. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Maxi chegou, de fato, sem as condições físicas ideais. Passou o 2013 mais treinando do que jogando, já que ficou em segundo plano diante do trio estrangeiro Riveros-Vargas-Barcos. O uruguaio foi render mesmo nos meses finais da temporada, quando nos salvou de uma catástrofe diante do Flamengo. O armador marcou quatro gols no Brasileirão, um a menos do que Kleber, titular em quase todo torneio.

Até o momento, pelo o que indica a preparação física, o uruguaio terá condições de suportar 90 minutos. Só teremos clareza do rendimento quando os jogos começarem, mas a projeção é animadora. Teremos no estrangeiro um armador, homem da assistência, do lance ousado, do drible e chute de média distância.

A importância de ter o uruguaio na ponta dos cascos aumenta diante da incerteza da permanência de Zé Roberto. Se o veterano partir, é possível que Maxi Rodríguez seja a referência técnica do meio-campo. Portanto, chegou a hora dele estourar. O 2014 que se inicia precisa (para o nosso bem) ser o ano de Maxi.

Vale a pena buscar mais estrangeiros

03 de dezembro de 2013 34

A CBF vai aumentar de três para cinco o número de gringos por jogo no futebol brasileiro. Decisão que beneficia a dupla Gre-Nal, histórica consumidora de jogadores estrangeiros. Em ano de Libertadores, o Grêmio vai acabar buscando mais reforços nos países vizinhos. Faz bem. Diante das finanças mais enxutas, podemos encontrar boas contratações com custo reduzido.

Maxi é um dos gringos do Grêmio. FOTO: Fernando Gomes

Maxi é um dos gringos do Grêmio. FOTO: Fernando Gomes

Quem discorda da decisão da CBF pode argumentar que teremos uma invasão de gringos, equipes com metade dos titulares de outras nacionalidades. De fato, vai diminuir o espaço dos brasileiros. Por outro lado, se forem contratados bons estrangeiros, talvez a qualidade técnica das equipes melhorem. A diferença salarial entre o Brasil e os demais países do continente faz valer a pena buscar estrangeiros, inclusive os latinos que estão na Europa. Os principais jogadores do Campeonato Argentino, por exemplo, ganham salários de time médio no Brasil. Quem souber garimpar o mercado, vai se dar bem. Espero que o Grêmio tenha essa habilidade.

Canavesio. FOTO: Grêmio

Teremos pelo menos três gringos em 2014 – o paraguaio Riveros, o argentino Barcos e o uruguaio Maxi Rodríguez. A chance é pequena, mas se o chileno Vargas ficar, serão quatro. A cota deve ser fechada pelo jovem zagueiro argentino Robertino Canavesio, um canhoto de 20 anos e 1,88m, oriundo do All Boys, que passou 2013 na base tricolor.

Assim, teríamos o quinteto fechado. Contudo, se Vargas deixar o clube, teremos uma nova vaga de estrangeiro. Que deve ser preenchida. Meias e atacantes rápidos, de entrada na área e muita briga, pipocam pelo continente. Também há bons gringos interessados em voltar da Europa. Na disputa da Libertadores, a experiência da legião latina pode ser decisiva.

 

PS: se vocês têm sugestões de bons jogadores estrangeiros, deixem aqui no blog. A gente compila as melhores em outro post.

Riveros fica de fora

19 de novembro de 2013 35

Vargas retorna da seleção chilena. Contra a Ponte Preta, o Grêmio volta a enfrentar o excesso de estrangeiros. Terá de abrir mão de um. Barcos, Vargas, Maxi Rodríguez ou Riveros. Quem sobra? Tenho dúvidas, mas na minha modesta opinião, Riveros. O que vocês acham?

Nada contra o Riveros, o paraguaio é um bom volante, é marcador, experiente, valente. Contudo, o trio de volantes perdeu a validade. Ramiro-Souza-Riveros só trocam passes curtos, giram a bola à exaustão, tornam o jogo lento. Ninguém entra na área, ninguém arrisca passes longos e preciso, Ramiro de vez em quando arremata de fora da área.

Riveros pode sobrar entre os gringos. FOTO: Diego Vara

Riveros pode sobrar entre os gringos. FOTO: Diego Vara

Neste contexto, defendo Vargas, Maxi e Barcos. O Grêmio precisa de duas vitórias nos três jogos que faltam no Brasileirão para confirmar a vaga na Libertadores, no mínimo dentro do G-3. Logo, ao ataque.

Quem será titular é outra boa pergunta. Barcos não sai do time, tem a confiança irrestrita de Renato. Vargas é selecionável, tem velocidade e técnica, apesar de pouco usá-las com a camisa tricolor. Maxi Rodríguez é agudo, criativo, busca o gol, porém, na visão do nosso técnico, não está pronto.

Defendo a titularidade de Maxi, portanto, que Vargas seja relacionado e fique no banco. Ou que entre no lugar de Kleber, o que Renato não deve fazer. Fica a dúvida sobre o trio de volantes, se entra outro jogador de marcação no meio. Prefiro manter dois volantes (Souza e Ramiro) e dois meias (Maxi e Zé).

Gostaria de ouvir as opiniões dos amigos aqui do blog.

 

 

Maxi Rodríguez é títular

17 de novembro de 2013 69

Maxi Rodríguez! O lampejo de qualidade, o meia que foge do óbvio, o raro jogador do Grêmio que procura o gol. E acaba fazendo. Dois. Devemos a vice-liderança no Brasileirão ao uruguaio. Renato deve uma semana de tranqulidade ao gringo. E deveria entregar-lhe a camisa de titular.

Maxi entrou no segundo tempo e nos salvou de um empate desastroso diante dos reservas do Flamengo – 2 a 1. Graças ao talento do uruguaio, chegamos aos 60 pontos, somos vice-líder. Goiás é terceiro com 59, o Furacão quarto com 58. Fora do G-4 está o Botafogo com 57. Faltam três rodadas, sofreremos até o final.

Voltando ao jogo, o Madureira é mais time do que os reservas do Fla. Mas o Grêmio se repetiu. Um mar de obviedade no primeiro tempo com três volantes, abriu o placar num chute de Maxi e sentou em cima do resultado. Desistiu de matar o jogo. Escapou da tragédia por um lance magistral do uruguaio.

O Grêmio parece não aprender com seus erros. Apostou outra vez na estratégia temerária de se fechar e desistir do gol. Contra o Vasco, deu certo. Porém, repetiu-se o que ocorreu contra o Fluminense, quando vencíamos por 1 a 0, ficamos amorcegando o jogo, até que um chute desviado virou empate já nos minutos finais. Renato insiste nos erros. Desta vez foi salvo pelo meia que ele insiste em manter no banco.

A conversa fiada de que Maxi Rodríguez não está pronto para ser titular é balela. Hoje, é nosso melhor jogador de frente. Barcos luta, mas segue na seca. Kleber é de uma improdutividade absurda. Zé Roberto e Elano se repetem, não conseguem ser criativos. E todos adoram ficar girando a bola, sem buscar o gol, valorizando a posse com uma série de passes curtos. Assim, por que deixar no banco o único jogador agudo do time? Só Renato sabe responder.

Espero que Renato reveja a opinião sobre Maxi. Ele é titular, independente do esquema. Riveros pouco acrescenta, Zé Roberto joga menos do que o uruguaio, Kleber só tromba. Sem os gols de Maxi contra o Fla, estaríamos em quarto lugar, tendo uma semana recheada de críticas.

Obrigado, Maxi! Espero que Renato também te agradeça, espero que Renato te entregue a camisa de titular.

Maxi Rodríguez pede passagem

15 de novembro de 2013 26

Maxi Rodríguez merece ser titular do Grêmio. É dele o passe diferenciado, a assistência clássica, o lance fora do usual. Ele é o jogador que faz falta ao esquema defensivo do Grêmio. Quero Maxi no time contra o Flamengo.

O uruguaio é um jogador em formação, ainda carece de maior vigor físico, precisa aprimorar a finalização. Contudo, ele só vai aprimorar seu futebol jogando. Maxi tem condições de ser, neste final de 2013 e durante 2014, o meia criativo que o Grêmio carece, que Elano e Zé Roberto não conseguem ser.

Maxi é o único meia capaz de fazer assistências. FOTO: Fernando Gomes

Maxi é o único meia capaz de fazer assistências. FOTO: Fernando Gomes

Contra o Vasco, o uruguaio voltou a entrar bem. Distribuiu assistências, surpreendeu ao bater rasteiro uma falta lateral, quase marcou um golaço. Teve desempenho de titular. Merece ficar no time para o domingo, quando poderemos retomar a vice-liderança, fincar um pé na Libertadores.

O esquema com três volantes perdeu o prazo de validade, faz o Grêmio girar a bola sem objetividade. Gostaria de ver Zé Roberto e Maxi juntos. Os dois abastecendo Kleber e Barcos, que poderiam permanecer mais perto da área. Basta segurar o freio de Pará e Alex Telles que, por sinal, andam longe da linha de fundo.

Alguns podem defender que o trio de volante protege a defesa, seria um risco abrir o time assim. Bom, que saia Zé Roberto ou Kleber. Maxi deve ficar. Olhando a performance, considero o uruguaio mais perigoso do que Kleber.

Maxi busca o chute, a assistência, procura o gol. Kleber não. Prefere segurar a bola, trombar, num esforço que costuma ser improdutivo. Portanto, mantendo ou desfazendo o esquema com três volantes, o uruguaio deve ficar. Merece a oportunidade.

O dilema dos gringos

18 de outubro de 2013 14

O excesso de estrangeiros no elenco obrigará Renato a deixar um dos quatro gringos de fora do Gre-Nal. Barcos, Riveros, Maxi Rodríguez e Vargas. Um vai sobrar. Escolha difícil.

Barcos é capitão, homem de confiança do técnico. Vai jogar. Vargas volta da seleção do Chile, tecnicamente é o melhor jogador do elenco. Também vai jogar. A dúvida está entre o volante paraguaio Riveros e o meia uruguaio Maxi Rodríguez. Eu escolheria Maxi.

Riveros se recupera de lesão muscular, carece de ritmo. Caso não esteja 100%, é melhor preservá-lo. Em meados de outubro, uma lesão mais séria tiraria o gringo do restante da temporada.

Se Renato mantiver três volantes, pode usar Adriano-Souza-Ramiro. Sobra um possível espaço no meio-campo para a assistência de Maxi ou para velocidade de Vargas.

Prefiro o Grêmio com dois zagueiros, três volantes e Vargas flutuando. Quando atuou assim, teve seu melhor momento no clube. Maxi pode até ficar no banco, mas vira uma melhor opção de segundo tempo para qualificar o passe.

O Grêmio se defende bem, ataca com dificuldade. Usar a força estrangeira do elenco para atacar é prioridade no clássico. Uma vitória nos deixa bem perto da Libertadores, nos enche de moral para os confrontos decisivos do fim da temporada.

A não articulação do Grêmio

17 de setembro de 2013 60

Nossa articulação inexiste. O Grêmio é um time desarticulado. Um time óbvio. E temos sofrido com essa falta de criatividade nos últimos jogos. Caso o Renato não faça correções, seguiremos sofrendo até dezembro. Com grandes chances de encerrarmos a temporada fora do G-4.

A derrota para o Atlético-MG reforçou o debate sobre os problemas de articulação do Grêmio. Abusamos do balão. Saíram 13 no primeiro e somente três acertaram o destino, como traz matéria de Zero Hora. Os problemas na articulação são rotineiros na temporada – com Luxemburgo e com Renato. Antes, no 4-4-2, abusávamos do lance de meio. Agora, no 3-5-2, da jogada de lado sem objetividade.

Ao longo da narração de domingo, o comentarista do SporTV falava da obviedade tricolor. A bola saía da defesa de duas maneiras: um balão para frente ou um passe até o Pará, que morria logo à frente. É um problema sério. Que prejudica o desempenho do time e testa a paciência do torcedor.

O Grêmio é um time sem armador. Zé Roberto, nosso principal meio-campista na temporada, não articula. Não parte do seu pé o passe terminal, que deixará o avante em condições de marcar. Zé é diferenciado ao entrar na área, de surpresa, para concluir. Por isso soma 10 gols no ano. Esse é o seu diferencial. Elano, idem. Melhor conclui do que distribui assistências.

Sem um articulador, o ataque padece (e ainda erra a maior parte das poucas chances que tem). O meio pouco se movimenta, força o balão da zaga. Os volantes são bons em destruir, mas não em armar. Assim, os dois volantes desarmam e entregam passes curtos, enquanto Zé flutua de um lado ao outro. Ninguém arrisca um passe mais ousado. Os passes só buscam os alas, que até encontram o fundo, mas não executam cruzamentos dos mais caprichados.

Pela descrição, temos um problema crônico. Que se reflete em campo. Alguém lembra da última assistência clássica do time? Fora a que o Betão deu para o Kleber, contra a Ponte Preta, a derradeira assistência foi em 28 de agosto. Duas na verdade, uma de Barcos e outra de Pará, no 2 a 0 sobre o Santos pela Copa do Brasil. No mais, gols em bola na área, pênalti, falta…

Zé Roberto, nosso 10, tem uma assistência clássica no campeonato, na distante segunda rodada, contra o Santos. Passe direto, rasteiro, para Vargas entrar e deslocar o goleiro. Isso foi em junho. É pouco, quase nada. O que traz a questão: vale encostar outro meia no Zé, como Maxi Rodríguez ou Elano? Vale tirá-lo? Ou recuá-lo como volante, longe do gol? Quem sabe abrir mão da maior segurança defensiva dos três zagueiros?

Sinceramente, é difícil abrir mão do Zé. Em especial, por não termos no elenco um bom articulador. Quem sabe valeria testá-lo mais recuado, num meio-campo com Souza, Zé e outro meia. É uma sugestão, mas não sou técnico, sou torcedor. O fato é um: está difícil resolver a não articulação do Grêmio. E vocês, como resolveriam?

 

Missão cumprida em Pernambuco

12 de setembro de 2013 20

Vencemos. Sem sofrimentos. Um 2 a 0 em cima do lanterna Náutico, que nos mantém na perseguição aos líderes. Não teve espetáculo, fomos eficientes. O Grêmio visitou o lanterna e fez o que manda a cartilha de quem sonha em ser campeão: venceu.

Mais uma vez o bom resultado passou pela solidez da defesa. O Náutico tem suas limitações técnicas – visíveis na tabela e em campo -, é um virtual rebaixado, mas nossa defesa fez bem o seu trabalho. A única chance de gol clara dos pernambucanos saiu aos 42 minutos do segundo tempo.

Já a parte ofensiva fez um jogo sem brilho. Apertando um pouco mais, teríamos goleado. Só que o Grêmio fez um jogo de segurança. Saiu, marcou o 1 a 0 e esperou a bola derradeira. Rhodolfo perdeu um gol feito. Paulinho não. Teve uma boa chance e cravou o 2 a 0.

Além do gol do Paulinho, a boa surpresa foi o lateral-esquerda Wendell, que substituiu Alex Telles. O guri mostrou qualidade técnica, velocidade e, acima de tudo, personalidade. Deu bons dribles, tentou ir na linha de fundo. Ficamos otimistas. Maxi Rodríguez também entrou bem. Deu assistência, distribuiu canetas.

A lamentar na noite, apenas os gols de Cruzeiro e Botafogo no final dos seus jogos. Poderíamos ter encostado mais nos líderes. Mas a caça continua. Estamos em terceiro, criando musculatura no G-4. Cruzeiro 43 pontos, Botafogo 39 e Grêmio 37. Domingo o Galo de Ronaldinho nos aguarda da Arena. Todos lá!