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Vale renovar com Renato?

10 de dezembro de 2013 39

Gurizada, fui convidado a participar outra vez da seção Marca do pênalti, em Zero Hora. A pergunta, novamente, sobre a permanência de Renato. Voltei a responder não. Sei que o tema provoca divergências, assim, convido vocês a opinar aqui no blog. Abaixo reproduzo meu comentário.

Renato discute sua renovação. Foto: Mauro Vieira

Renato discute sua renovação. Foto: Mauro Vieira

Soa contraditório não renovar o contrato do técnico vice-campeão nacional. Confesso que já tive mais convicção pela saída de Renato, porém, mantenho a posição. Insisto na afirmação de que o Grêmio precisa de um treinador que goste, tenha apego, fixação pelo treino. E o time de Renato deu sinais claros de falta de treinamento ao longo do Brasileirão, em especial no returno.

A classificação direta para Libertadores joga a favor de Renato. Já o fracasso na Copa do Brasil e as más atuações em série jogam contra, assim como a delicada situação financeira do clube. Valeria a pena manter o treinador desde que sem aumento salarial. Pelo desempenho, nosso eterno ídolo mereceria a valorização no bolso, mas a realidade do caixa não permite. Sondagens de outras equipes virão, mas duvido que alguém abra a mão para bancar um salário nababesco a Renato.

Também valeria a pena renovar o contrato se Renato fosse um sujeito humilde, se ouvisse as críticas e tentasse corrigir os erros nos treinamentos. Mas o antigo ponteiro teima, mantém o queixo erguido, vê os críticos como inimigos. Segue sem valorizar o treino, sem trabalhar a bola parada, insiste na inoperância de Kleber e Barcos, na fantasia de que atacante bom é o que marca zagueiro e volante, não o que marca gols.

Renato fez um bom trabalho, acertou ao se apoiar numa máxima que se repete a cada Brasileirão: quem toma poucos gols vai bem. Tivemos na defesa nosso trunfo, a segunda menos vazada. E a sucessão de vitórias por meio a zero garantiu a escalada da tabela. No returno, vencemos um mísero jogo por dois gols de diferença, contra o Náutico. No mais, sempre diferença mínima no placar. Foi suficiente para chegar à Libertadores, passou longe de beliscar o título e fracassou no mata-mata da Copa do Brasil.

Faltou treino de campo ao Grêmio. A bola parada, tanto nos escanteios quanto nas faltas, foi de uma improdutividade ímpar. Os laterais tinham alergia à linha de fundo, os volantes se projetavam pouco, não tivemos jogadas ensaiadas, o meio-campo girou bola à exaustão, o ataque jamais foi agudo. Sinais da falta de treino.

O calendário apertado amenizou as críticas, mas, após a eliminação na Copa do Brasil, tivemos três semanas com jogos aos domingos, com semanas livres para treino. E nada mudou. A mesma obviedade, a mesma dificuldade para enfrentar equipes inferiores _ Bahia, Flamengo, Vasco, Ponte, Goiás, Lusa…

Sobram poucos nomes no mercado para substituir Renato, o que pode ajudá-lo na renovação. Se o técnico aceitasse reduzir o salário, se aceitasse rever conceitos, quem sabe sua permanência seria o caminho. Contudo, não vejo Renato resolvendo nossos problemas sem treinar.

Quatro pontos para treinar

27 de novembro de 2013 22

Treinar, treinar, treinar. Repetir, repetir, repetir. Desejo que o Grêmio faça bom proveito da semana para corrigir os erros que estão nos atrapalhando na temporada. Separei quatro pontos que considero fundamental melhorarmos para garantir a vaga na Libertadores. Desejo sorte e competência ao Renato até o final da semana.

Treinar à exaustão, Grêmio! FOTO: Ricardo Duarte

Treinar à exaustão, Grêmio! FOTO: Ricardo Duarte

>> Finalizações: um problema crônico do time inteiro, mas que afeta em especial Barcos e Kleber. O Grêmio tem dificuldade para criar oportunidades e, nas raras criadas, a dupla de ataque tem se destacado pelo pé torto. Marcamos apenas 41 gols no Brasileirão, contra 75 do campeão Cruzeiro.

>> Cruzamentos: alguém lembra do último cruzamento preciso de Pará e Alex Telles? Foi em algum momento de um passado muito distante. Nossos laterais têm alergia de ir a linha de fundo. Quando vão, o cruzamento é ruim. Alex Telles faz todos rasteiros, devolve a bola para a defesa.

>> Ultrapassagens: um ponto que dificulta a ida na linha de fundo. O Grêmio insiste em valorizar a posse de bola de forma lenta e sem progredir, sempre recuando a bola para trás. Ficamos girando a bola até cansar, de preferência afunilando o jogo. Laterais, volantes e meias precisam avançar.

>> Escanteios e faltas: nossa bola parada foi uma vergonha na temporada. Independente do batedor (Telles, Zé Roberto, Pará ou Elano), a cobrança de escanteio tende a ser ruim, sem dar oportunidade de conclusão. Fizemos míseros nove gols de escanteio e quatro de falta na temporada.

Espero que Renato use bem a semana. Na primeira atividade após a representação houve trabalho de finalização. É bom que se repita a dose.

PS: a quarta-feira também é de torcida. Somos todos Atlético-PR na final da Copa do Brasil, contra o Flamengo. Se o Furacão vencer e erguer o caneco, nossa classificação para a Libertadores será consideravelmente facilitada. Também vale torcer pela Ponte Preta contra o São Paulo, na Sul-Americana. A Ponte tem mais chances de perder a final.

Bom senso é tirar Barcos e Kleber do time

26 de novembro de 2013 61

Em tempos de Bom Senso FC, jogadores cruzam os braços ou sentam no gramado antes dos jogos em forma de protesto. Barcos e Kleber estão entre os contestadores. Discursam a favor do movimento, defendem um calendário mais racional. E esquecem de jogar futebol. Diante da ineficiência, sou categórico: bom senso é tirá-los do time.

O desempenho de ambos no returno justifica o pedido. Já correram 17 rodadas, eles não se lesionaram, no máximo ficaram suspensos. Barcos fez dois gols (Náutico e Corinthians), o último em 16 de outubro. Kleber consegue ser pior. Não marcou um mísero gol. Está desde setembro sem balançar as redes, prestes a conseguir a façanha de passar um turno inteiro do campeonato em branco.

Kleber e Barcos fizeram dois gols no returno. Foto: Mauro Vieira

Kleber e Barcos fizeram dois gols no returno. Foto: Mauro Vieira

Assim, pergunto: qual a diferença entre Barcos-Kleber ou Yuri Mamute-Lucas Coelho? Os salários. As duas duplas não fazem gols, a diferença é que a dos meninos quase não teve chances e deve custar a quarta parte dos salários dos jogadores “prontos” de Renato.

Não defendo a escalação dos guris, só chamo atenção para a total inoperância dos titulares. Defendi a saída de Riveros do time na semana passada, mas revejo a posição. Cansei dos Barcos, ele deve sair contra o Goiás. Vamos precisar de marcação forte, quesito no qual Riveros ajudará. Temos mais chances de ganhar com três volantes, somados a Zé Roberto, Maxi Rodríguez e Vargas.

O Grêmio arrisca a vaga na Libertadores calcado na inoperância de Barcos e Kleber. Somando seus gols, eles chegam a 19 na temporada, abaixo dos 22 de Marcelo Moreno em 2012.

É correto criticar os esquema defensivo demais, a falta de meias criativos, os laterais que acertam um cruzamento a cada ano bissexto, o treinador que desperdiça as oportunidades para treinar. Mas Barcos e Kleber tiram a paciência de qualquer torcedor, perdem gols em escala industrial. Se tivessem uma pontaria mais afinada, teríamos batido Ponte Preta e Bahia, estaríamos na Libertadores. Também teríamos chegado à final da Copa do Brasil.

A dupla acredita no realismo fantástico de Renato, crente na tese de que atacante bom é o que marca zagueiro e volante. Quem sabe vamos escalar Werley, Adriano ou Matheus Biteco na frente.

Se o Grêmio confirmar a vaga na Libertadores, terá classificado apesar de Barcos e Kleber. Se a moda é o bom senso no futebol, peço encarecidamente ao nosso técnico que exercite o seu. Bom senso é tirar do time dois atacantes que nada produzem.

Bons treinos para o Grêmio

20 de novembro de 2013 23

Depois de quase quatro meses, enfim, o Grêmio ganhou uma semana para descansar e treinar. O calendário apertado do futebol brasileiro e a classificação até a semifinal da Copa do Brasil fez o time encarreirar 16 semanas sem folga, com jogos quarta e domingo. Espero que Renato aproveite bem a preciosa folguinha para treinar.

O último descanso mais longo ocorreu entre 20 e 28 de julho, no intervalo entre o tropeço para o Criciúma (2 a 1) e a vitória sobre o Fluminense (2 a 0). Desde então, foram 33 partidas seguidas, contando Brasileirão e Copa do Brasil. É muito jogo.

Grêmio de Renato embalou 16 semanas sem folga. FOTO: Ricardo Duarte

Grêmio de Renato embalou 16 semanas sem folga. FOTO: Ricardo Duarte

Apesar do desgaste físico em virtude do acúmulo de jogos, sobrevivemos bem, sem lesões graves. Vale parabenizar nossa preparação física. O cansaço é natural, a queda de rendimento de alguns nomes também. Por isso, o grupo ganhou dois dias de folga depois de bater o Flamengo. Tomara que nesta semana seja possível recarregar as baterias.

Também espero que Renato use os próximos dias para aprimorar a equipe. O tempo para treinamentos foi curto, serve de atenuante, mas não justifica algumas dificuldades da equipe. Espero ver o Grêmio aprimorar a bola parada, a troca de passes, as ultrapassagens. Três pontos fundamentais que andam faltando ao time.

Passando a outro assunto, nesta quarta-feira começa a decisão da Copa do Brasil. Atlético-PR e Flamengo fazem o primeiro duelo no Paraná. Pelo bem da nossa vaga na próxima Libertadores, precisamos torcer com todas as forças pelo Furacão. Atlético campeão assegura o G-4, quiçá cria G-5 no Brasileirão. É a nossa torcida.

O Grêmio não deve renovar com Renato

12 de novembro de 2013 87

Gurizada, dei meu pitaco na seção “Na marca do pênalti”, publicada nesta terça-feira em Zero HoraO jornal perguntou se o Grêmio deveria renovar com Renato para 2014. Respondi que não. Fiquei honrado por expressar minha opinião ao lado de profissionais como Diogo Olivier, Zini, Wianey e Sant’Ana. Confiram os argumentos. E comentem, discordem, tragam suas opiniões.

Renato ajeitou o Grêmio, mas se perdeu na sequência. FOTO: Lauro Alves

Renato ajeitou o Grêmio, mas se perdeu na sequência. FOTO: Lauro Alves

O Grêmio precisa de um técnico que goste de treinar. E o Grêmio de Renato dá sinais de que falta treinamento. Faltam ultrapassagens e jogadas ensaiadas, a mecânica é lenta, o time troca passes por trocar. As conclusões são tortas e gol de bola parada, que sempre foi ponto forte do clube, virou raridade. A equipe ainda erra à exaustão escanteios e faltas laterais. Bola parada ineficiente denuncia falta de treino.

Com Luxemburgo e Renato, o Grêmio está há dois anos sem um técnico apegado ao treino. Trabalhos opostos ao de Marcelo Oliveira, virtual campeão brasileiro. Seu Coritiba era encaixado, envolvente, fazia gols. Seu Cruzeiro tem bola parada, velocidade e variação. É visível no campo a influência do treinador.

O trabalho de Renato é razoável e levou o clube ao G-4, mas sua prepotência e história jogam contra. Sua postura arrogante tira a paciência do torcedor. O Grêmio leva uma sapatada do Cruzeiro e o técnico fala em falta de “sorte”. Em vez de reconhecer os erros, opta por provocar o rival, já sepultado no campeonato.

Renato se repete. Ajeita o time, perde o rumo e, por teimosia, afunda. O ferrolho tricolor perdeu a validade. Para renovar, o eterno ídolo vai querer aumento. Se perder o Gauchão, será demitido no começo da temporada. Mesmo que Renato consiga a vaga na Libertadores, o Grêmio de 2014 precisa de equilíbrio. Só carinho no vestiário será, mais uma vez, insuficiente.

Um meia ofensivo contra o Furacão

04 de novembro de 2013 35

Renato insiste em buscar comparações com o rival. Em vez de reconhecer e corrigir os problemas do Grêmio – há cinco jogos sem vencer e há quatro sem marcar gols -, prefere bater em quem já se despediu da temporada. Como aconteceu depois do 0 a 0 com o limitado Bahia.

“Se no meu Grêmio tiver algo errado, então o certo é quem está fora da Copa do Brasil e fora do G-4 do Brasileirão, de repente eles estão melhores que o Grêmio.”

Zé pode atuar com Vargas. Foto: Andréa Graiz

Zé pode atuar com Vargas. Foto: Andréa Graiz

Não estão melhores do que o Grêmio, pelo contrário. Mas a postura de Renato é típica de quem se defende do fracasso. Lembra muito o estilo Celso Roth quando pressionado por melhores resultados, vai na mesma linha de Luxemburgo nos seus meses finais no Grêmio. Fazer comparações com quem flerta com o Z-4, como o Inter, não resolve. Dizer que estamos na frente do rival não fará a bola entrar no gol do Atlético-PR quarta-feira. O Grêmio precisa acordar, precisa pensar exclusivamente nele.

Já falei antes e repito: estamos vivendo encostados no desempenho de um agosto que ficou para trás no calendário. Arrancamos com cinco vitórias, acertamos o ferrolho, o futebol de resultado, o time que prefere jogar feio e vencer. Prefiro jogar sempre feio e vencer. O problema é que ultimamente só ficamos com o feio. As vitórias e os gols estão escassos.

Diante das últimas atuações e da necessidade de vencer o Furacão para chegar à final da Copa do Brasil, creio que o esquema com três volantes deve ser repensado. Souza-Riveros-Ramiro deixam a marcação intensa, dão volume, porém sem efetividade. Alex Telles decaiu nas últimas partidas, Pará é só esforço, o que dificulta ainda mais nossa criação.

Defendo cotra o Atlético o uso de dois volantes, um meia mais ofensivo e o trio de ataque. Nossa última vitória, sobre o Corintians, nasceu de um passe preciso de Maxi Rodríguez, afastado do banco pelo excesso de gringos. Assim, o meia pode ser Elano, Zé Roberto ou outro jogador com maior qualidade no passe.

Nunca considerei Elano e Zé Roberto articuladores natos. Ambos fizeram sucesso real nas carreiras na terceira função do meio, num misto de volante e armador. É justamente o que precisamos, um homem que saiba compor a marcação e que tenha condições de fazer o jogo dos atacantes fluir.

Analisando o comportamento de Renato, imagino que ela não mudará o time para quarta, mas já cogita usar os meias. A retranca é do Atlético, não serve mais ao Grêmio. Nós temos de atacar, de fazer no mínimo dois gols. O Grêmio precisa parar de se comparar ao rival. Quarta-feira é nós e o Furacão na Arena.

Renato tem dois dias para refletir bem e fazer os treinamentos possíveis, principalmente de bola parada. Apesar das discordâncias com algumas escolhas, estamos com nosso técnico, estamos na torcida. As reclamações são desabafos de quem quer ver o Grêmio ganhar. Afinal, queremos a Copa.

 

 

Mais trabalho e menos comparações

31 de outubro de 2013 22

O trabalho de Renato no Grêmio é bom. Estamos no G-3, na semifinal da Copa do Brasil. Nosso ano não terminou em outubro. Temos uma decisão na semana que vem. E nosso técnico precisa rever alguns conceitos. Pelo bem deste final decisivo de temporada.

Renato precisa largar o escudo diante das críticas. Precisa parar de rebater os erros do time com pontuação na tabela e comparações com rivais. Quando criticado, Renato rebate falando de equipes que ficaram pelo caminho. Só que erros existem e devem ser corrigidos. Ponto.

Renato precisar treinar o time. Foto: Mauro Vieira

Renato precisar reconhecer os erros. Foto: Mauro Vieira

Desde que retornou ao Grêmio, Renato vive do que fez em agosto. Foi o grande mês do Grêmio na temporada: nove jogos, seis vitórias, um empate e duas derrotas. Foi quando nasceu e se fortaleceu a ideia dos três zagueiros e três volantes.

Foi em agosto que enfileiramos cinco vitórias no Brasileirão e entramos na zona de classificação à Libertadores. Enfim, Renato se firmou no cargo. O problema é a arrogância posterior. A performance caiu nos meses seguintes. E Renato resiste em repensar a própria obra, que já não tem os resultados de outrora.

Em setembro, tivemos oito jogos, com três vitórias, três empates e duas derrotas. Em oito jogos, apenas sete gols marcados. Em outubro, tivemos nove jogos, com três vitórias, três empates e três derrotas. Marcamos apenas sete gols.

Peço encarecidamente que Renato deixe as desculpas e comparações de lado e trabalhe. Peço que treine bola parada, não podemos desperdiçar todos os escanteios. Peço que ensaie jogadas, que pense com carinho a utilização de um meia criativo. O retrospecto recente mostra que só a defesa não basta. Não quero um Grêmio faceiro, só quero um Grêmio mais equilibrado.

Sempre admiramos a coragem, a volúpia do nosso eterno ídolo. Chegou o momento de ser corajoso, de admitir as falhas do time e corrigi-las. Chegou a hora de ter sede por vitórias outra vez.

O trabalho é bom, mas ficar desviando dos erros e buscando comparações com rivais não resolverá os problemas. Quarta que vem não adiantará saber quem olha quem de binóculo. Será Grêmio x Atlético-PR na Arena. E só.

Para expor um pouco mais do nosso sentimento, reproduzo o texto do colega de jornalismo e gremismo Stefano Souza. Confiram o apelo dele ao nosso treinador.

Carta ao ídolo!

Caro Renato Portaluppi, todos nós, torcedores gremistas, te amamos. Primeiramente, obrigado pelo trabalho que fizeste até aqui em 2013. Somos gratos por todos os gols e conquistas, como jogador e como técnico (por que, não? A partida contra o Botafogo em 2010, pelo Brasileirão, foi a melhor exibição que vi no Olímpico. Sim, não vou muito ao estádio).

Agradecemos por teres colocado, como tu mesmo dizes, o letreiro de campeão do mundo em nossa casa. Aplaudimos toda vez que escutamos Teu nome ser entoado nos alto-falantes, seja como companheiro ou adversário. Fizemos trapos com teu rosto, alentamos uma música lembrando teus feitos. Por tudo isso e pelo amor que dizes ter ao clube por qual sofremos, venho te pedir, por favor, deixe de ser arrogante.

Em nome do Grêmio, deixe tuas “convicções” de lado por um bem maior, Zé Roberto e Maxi estão esperando. Não estou contestando as tuas preferências por esquema e muito menos pela escalação do menino Ramiro e do batalhador Riveros, mas sim a NÃO UTILIZAÇÃO dos outros jogadores diante de dois times frágeis.

Meu caro, ídolo, no domingo, demoraste mais de 45 minutos para perceber que a reação não viria com os três volantes e com o apático Barcos, tropeção, Pirata? (Vargas olha para o lado e não tem com quem jogar, triste. Kléber só luta, mas pelo menos isso ele faz). Nesta quarta, novamente demoraste a mudar, e quando o fez, errou. Maxi não parece melhor opção de velocidade do que o Paulinho? Ou pelo menos mais preparado? (Quando entrou nos deu vitória diante do Corinthians (Até eu fazia aquele ali, Barcos ;}). E por que não craque Zé? Sua experiência de Europa e duas Copas do Mundo não seria útil em um jogo decisivo, contra um time de menos tradição?

O Atlético-PR é fraco. Tão fraco que sem ao menos tentar, nosso time quase chegou a vitória com o guerreiro paraguaio, duas vezes. Não foi a falta dos atacantes, mas a falta de ousadia que nos deixou, em duas partidas, com a sensação de que o título, mais uma vez, vai ficar para o ano que vem.

Queremos O ESPÍRITO daquele Renato de 1983. Queremos a vontade de vencer.

Enfim, meu eterno camisa 7, te pedimos a Copa!

 

O Gre-Nal do binóculo

18 de outubro de 2013 6

Renato falou tempos atrás que o Grêmio vê alguns concorrentes de binóculo. De fato. Mais à frente há um ponto azul, chamado Cruzeiro. Atrás, o congestionamento é maior. Lá pelo oitavo lugar, distante 11 pontos (52 a 41), observamos um vulto vermelho. Trata-se do rival do Gre-Nal 398.

Renato mira o rival de domingo. Foto: Carlos Macedo

Renato mira o rival de domingo. Foto: Carlos Macedo

Caxias do Sul recebe no domingo um clássico importante, mas que não é decisivo. Pelas pretensões no Brasileirão, a pressão mira o rival, o rojão está nas mãos vermelhas.

Para o Grêmio, vencer o Gre-Nal é fincar um pé na próxima Libertadores, manter a dianteira na busca pela vaga direta, alimentar a esperança, mesmo que remota, de título. Também é enterrar as aspirações coloradas, confinar o rival no meio da tabela.

Se ganharmos, teremos 14 pontos de frente para o Inter. Em caso de tropeço, a diferença vai cair para oito, ainda confortável, seguiremos mirando de binóculo. Mas, por que tumultuar nosso ambiente? Sem desculpas, vamos jogar – com a faca nos dentes, concentrados. É sempre mágico ganhar Gre-Nal.

O clássico é um jogo difícil, de muita marcação. Precisamos da nossa defesa ainda mais sólida, precisamos de um ataque mais agudo e letal. Ataque que vai melhorar com Vargas, Kleber e Barcos.

Aposto no chileno. Vargas precisa justificar seu investimento, tem a chance de grafar seu nome em nossos corações com o Gre-Nal. A velocidade do Turboman pode romper a defesa colorada, pode garantir a vitória.

Quero chegar ao final do domingo vendo aquele ponto vermelho cada vez mais perdido no horizonte do meio da tabela do Brasileirão.

Barcos nunca tem culpa

11 de outubro de 2013 25

Barcos é o raro centroavante valorizado por defender, se movimentar, trocar passes fora da área. Jamais pelos gols que deveria fazer. Soma 11 gols em 44 jogos, um mísero tento a cada quatro partidas. Merece um estudo o caso do argentino. Quanto mais tempo sem marcar, mais forte ele fica. E, quando questionado sobre o desempenho abaixo do esperado, a culpa sempre é do treinador.

Barcos há um mês sem gols. Foto: Mauro Vieira

Barcos há um mês sem gols. Foto: Mauro Vieira

Barcos entrou em atrito com Luxemburgo. Depois de um começo arrasador, os gols sumiram. E a culpa era do treinador, que mandava o centroavante ficar fora da área. Luxa caiu, chegou Renato, Barcos acordou. Virou capitão, voltou a marcar, o time decolou na classificação. Mas os gols voltaram a escassear.

O argentino já acumula oito jogos de jejum. Seu último gol completa um mês hoje. Foi no 2 a 0 sobre o Náutico, por sinal, última vez que o Grêmio fez mais de um gol em uma partida. Questionado sobre o novo jejum, Barcos volta a colocar na conta do técnico, como na entrevista de ontem.

“Eu tenho que seguir as ordens do meu treinador. Pode ser que o torcedor ainda lembre do meu tempo de Palmeiras, fazendo gols. Mas, agora, é outra realidade. A torcida precisa entender que eu trabalho para o Grêmio, não para mim.”

Genial. O centroavante com salário de Fred e desempenho de Perea deixou de fazer gols porque Renato mandou. Quase consigo ouvir o técnico dizendo “Barcos, o gol é o menos importante, quero é te ver marcando, trocando passe no meio, cortando uns escanteios na área”.  Afinal, quem precisa de um centroavante que faça gols. É bijuteria. Nesta lógica, daqui uns dias vão sugerir escalar um volante no ataque, um volante que marque, troque passes, se entregue para o time. Gol não é missão de centroavante, pelo visto.

Falta humildade a Barcos, atual mandatário do vestiário tricolor. Reconhecer as falhas é o primeiro passo para corrigi-las. Contra o Criciúma, o desinteresse do argentino tirou o mais fundamentalista dos gremistas do sério. É fato que o meio-campo cria quase nada, que Barcos recebe poucas bolas em condições de marcar. Mesmo assim, coleciona gols perdidos de maneira improvável. Com muita sorte vai chegar a 20 tentos na temporada.

Barcos precisa aprender a ser questionado e a assumir seu mau momento, em vez de colocar a culpa nas ordens do treinador. Se a maré baixa continuar, Renato continuará sendo responsabilizado? Os dois entraram em atrito?

Peço que Barcos reconheça a falta de gols, sem desculpas bobas. Peço que seja humilde e trabalhe, só isso. Bola ele tem, não pode ter desaprendidos. Peço que Barcos finalize concentrado, que tenha gana por gol. No meu time, centroavante ainda tem o dever de fazer gols.

Teste para o elenco

08 de outubro de 2013 11

O jogo de amanhã, contra o Criciúma na Arena, testará o plantel tricolor. Apesar de enfrentarmos um candidato ao rebaixamento, atuar com seis desfalques desafia qualquer treinador e elenco. E temos de vencer. Não podemos desperdiçar pontos preciosos dentro de casa. A vitória deixa a América ainda mais próxima da Arena.

Vamos sem Bressan, Alex Telles, Ramiro e Kleber, todos suspensos, mais Riveros e Vargas, que defendem suas seleções. Vamos sugar o banco de reservas. Independente da formação, Wendell substitui Alex Telles, tem a nossa confiança. Adriano deve entrar na vaga de Riveros, Lucas Coelho e Paulinho disputam o direito de acompanhar Barcos no ataque.

Se Renato mantiver o 3-5-2, Saimon assume o posto de Bressan. Do contrário, o técnico pode colocar mais um volante, quem sabe Matheus Biteco. E ainda sobra a vaga de Ramiro.

Fica a dúvida se Zé Roberto ganhará uma nova oportunidade diante de tantos desfalques, ou se Renato apostará em outro meia. Na verdade, é possível jogar com três zagueiros e três volantes (Adriano-Souza-Biteco), mas considero um exagero enfrentar o Criciúma, em casa, abdicando do ataque.

Renato tem as opções de Zé Roberto, Elano, Maxi Rodriguez, Guilherme Biteco e Jean Deretti. Gostaria de vê-lo escolher pelo menos um meia. Barcos e seu companheiro de ataque morrerão de inanição se o Grêmio atuar muito retrancando.

Não escondo aqui na blog a preferência por Zé Roberto. Entendo a reserva dele, respaldada pelos resultados de campo, mas, diante de tantos desfalques, vale ofertar a oportunidade ao veterano meio-campista. Do contrário, é mais fácil dispensá-lo de uma vez. Não irá jogar mais no Grêmio.