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Posts com a tag "Rhodolfo"

Defesa em alta no Grêmio

21 de julho de 2014 61
Geromel em boa fase. Foto: Cristiano Estrela

Geromel em boa fase. Foto: Cristiano Estrela

Por Guilherme Mazui

Se o ataque tricolor anda tímido, a defesa está em alta. Passadas 11 rodadas do Brasileirão, o Grêmio é a melhor defesa, vazada apenas cinco vezes. Nos últimos dois jogos, Marcelo Grohe foi espectador. Sinal de que o sistema defensivo foi eficiente.

Gostei do desempenho da dupla de zaga Rhodolfo e Pedro Geromel, escolha correta de Enderson Moreira. Com Geromel, melhoramos a bola aérea, um sério problema até a parada da Copa do Mundo.

Depois de um começo trôpego no clube, com direito a gol contra, Geromel ganha confiança e merece a titularidade. É tranquilo, tem se antecipado bem e cometido poucos erros. É importante destacar que ele e Rhodolfo receberam boa proteção dos volantes e laterais, o que facilitou demais a vida de Marcelo Grohe.

Antes da Copa, nosso goleiro foi decisivo, com defesas dificílimas em série, como na vitória sobre o Fluminense. A defesa furava e Grohe tinha de se virar. Pois contra Goiás e Figueirense, o Grêmio neutralizou muito bem os adversários.

É preciso frisar que não enfrentamos ataques poderosos, mas os elogios são merecidos. Espero que o desempenho continue assim. Campeonatos anteriores e nossa posição atual, colada ao G-4, mostra que um sistema defensivo sólido é fundamental para um bom desempenho no Brasileirão.

Que a defesa continue um paredão. E que o ataque passe a funcionar mais. Se conseguirmos, aumentam as chances de encostar no líder Cruzeiro.

***

E o Cruzeiro, gurizada? Difícil segurar os mineiros. Já abriram cinco pontos para o vice-líder Corinthians (25 a 20) e seis para nós. Na próxima rodada, eles recebem o Figueirense, é provável que vençam. A tabela reforça a necessidade de batermos o Coritiba no domingo.

Pontinho salvador na Argentina

20 de março de 2014 57
Empate providencial. FOTO: Juan Mabromata/AFP

Empate providencial. FOTO: Juan Mabromata/AFP

Por Guilherme Mazui

Rhodolfo, eis a graça do dono do testa salvadora. Agradeçam ao nosso zagueiro, um gigante trajado de azul, as próximas noites de sono. Fomos do aperto à tranquilidade no penúltimo minuto do jogo. O 1 a 1 com o Newell’s, em Rosário, foi providencial. Empate com sabor de vitória. Continuamos líderes. Agora, dependemos de uma triunfo simples em dois jogos (o derradeiro na Arena) para carimbar a classificação.

Tomamos duas bolas na traves, falhamos no gol de Maxi Rodríguez, mas seria injusto voltarmos da Argentina derrotados e pressionados por um grupo embolado. Tivemos oportunidades reais de vencer. Rhodolfo, Ramiro e Barcos perderam lances claros, que são proibidos de desperdiçar em um confronto equilibrado de Libertadores. Fomos salvo por um golzinho redentor no final.

Como disse anteriormente, encarar o Newell’s em Rosário foi o grande teste da temporada até aqui. Os hermanos tocam bem a bola, sabem catimbar, possuem uma torcida fanática, evitam dar balões e dispõem de jogadores técnicos lá na frente. Sobrevivemos com sofrimento. Um time vencedor é forjado em peleias como esta. Que deixam lições. A principal: o Grêmio quase se complicou sozinho.

A partida era difícil, tudo bem, mas temos time para vencer o Newell’s em qualquer terreno. Ficou evidente nas chances criadas na Arena e em Rosário. Pecamos pelo pé torto, problema amenizado em 2014, porém, não corrigido. Faltou apertar mais os argentinos, o Grêmio se contentou demais com o empate. Quase saiu num prejuízo bárbaro. A liderança escapava e um filme de terror se iniciava. Teríamos de sobreviver a todo custo a outro caldeirão, desta vez em Medellín.

Outra consequência que desejar demais o empate traz: quando controlávamos as ações, demos o vacilo letal. Tomamos um gol mais do que bobo aos 33 da etapa final. A defesa teve duas chances para afastar a bola, que sobrou no pé de Maxi Rodríguez. O chute saiu forte, mas no meio do gol, por baixo de Marcelo, que teve boa atuação. Contudo, não se pode levar um gol assim.

Agora, vale enaltecer a tranquilidade mantida pela equipe depois de ser vazada. Criou uma chance clara, tocou a bola sem desespero, evitou dar balão e acabou premiada com o empate. Jogamos bem, só falta ter mais apetite de vitória. Espero que o princípio de infarto que o Grêmio me causou sirva de lição para a próxima rodada. O time de Enderson Moreira tem condições plenas de bater o Atlético Nacional na Colômbia.

Continuamos na liderança do Grupo da Morte, agora com oito pontos, seguidos pelo Atlético Nacional com sete, o Newell’s com cinco e eliminado Nacional com um. Vamos à Colômbia, numa pedreira, e decidimos a vida na Arena com os uruguaios, algo perigoso. É bom liquidar de uma vez. Confio que podemos matar a fatura já na próxima rodada. Basta querer, basta acreditar.

Voto de confiança para Bressan e Saimon

28 de setembro de 2013 14

Ao que tudo indica, iremos de Bressan e Saimon na zaga contra o São Paulo, domingo. Sorte e competência aos dois. Com Muricy Ramalho, os paulistas acordaram no Brasileirão. Ganharam três dos últimos quatro confrontos. E contam com o sempre perigoso Luis Fabiano.

Saimon tem nova chance. Foto: Mauro Vieira

Saimon tem nova chance. Foto: Mauro Vieira

A escalação aumenta a responsabilidade dos volantes. Acredito que Renato vá usar três, responsáveis por blindar a defesa. Em qualquer equipe, um trabalho eficiente dos volantes facilita demais a vida dos zagueiros. Repetir a aplicação mostrada diante do  Corinthians será fundamental contra o São Paulo.

Teremos Bressan e Saimon em virtude das lesões de Werley e Gabriel, mais o desfalque de Rhodolfo, vetado por ser jogador do São Paulo – temos a opção de pagar uma multa para escalá-lo.  É uma pena a ausência de Rhodolfo, uma das melhores contratações da temporada. Bom pelo alto, tranquilo, tem se destacado. Mas vamos dar um voto de confiança para os garotos.

Apesar de jovens, os meninos têm certa experiência, não sentem pressão. Jogam sério. Atuaram juntos na classificação contra a LDU, na Libertadores. Bressan tem 20 anos, 38 jogos em 2013. Saimon tem 22, está desde 2009 nos profissionais.

Se estão habituados à pressão, os guris recebem críticas. Bressan tem dificuldade para sair jogando, abusa do balão. Saimon não se firma – pelo seu rendimento, temperamento e por opção dos técnicos que passaram pelo Grêmio.

A partida de domingo é uma oportunidade para os dois garotos recuperarem a confiança, em especial Saimon. Reabilitá-lo será um ganho para o clube. Como gremista, fica a torcida para que a dupla dê conta do recado no Morumbi.

 

 

 

 

Bressan tem 20 anos, fez 38 jogos na temporada. Saimon tem 22.

Vale manter os três zagueiros sem Werley?

10 de setembro de 2013 33

Vamos com um time em retalhos contra o Náutico, amanhã. São nove desfalques. O que dificulta uma partida que teríamos condições plenas de ganhar.

Werley fica cinco semanas fora. Foto: Ricardo Duarte

Werley fica cinco semanas fora. Foto: Ricardo Duarte

A lista envolve lesionados, poupados e jogadores a serviço de seleções. Estão fora Elano, Riveros, Vargas, Werley, Alex Telles, Adriano, Marcelo Grohe, Yuri Mamute e Matheus Biteco. E Rhodolfo ainda será reavaliado antes do jogo .

Dos desfalques, destaco Werley, de fora por cerca de cinco semanas, em virtude de lesão no tornozelo. Ou seja, só volta aos gramados na segunda quinzena de outubro, lá pelo meio do returno do Brasileirão e depois do primeiro confronto com o Corinthians pela Copa do Brasil.

A ausência chega a colocar na dúvida a manutenção do esquema com três zagueiros. Vale a pena voltar ao 4-4-2? Ficamos no 3-5-2, com Rhodolfo, Bressan e Gabriel, tendo Saimon como reserva imediato? Ou após a volta de Riveros puxamos Souza para a zaga, posição em que ele não costuma atuar?

Difícil a missão de Renato. E difícil será a missão de bater o Náutico em Pernambuco, mesmo que o rival ocupe a lanterna do campeonato. Por exemplo, quem sabe o nome do reserva do Alex Telles? É o Wendell, jovem de 19 anos que trouxemos do Londrina. Vamos de Wendell ou Renato puxa o Pará para esquerda e escala o Moisés na direitas? Complicado.

A lista de ausências aumentará a responsabilidade do trio Zé Roberto, Kleber e Barcos. Maxi Rodríguez precisará estar atento no banco para entrar concentrado, sem a afobação que tem demonstrado. Teremos de nos superar amanhã.

 

 

Bressan no divã

05 de setembro de 2013 100

Os comentários aqui no blog, as cornetas de bar com os amigos tricolores, as conversas no Facebook evidenciam: o torcedor está perdendo a paciência com Bressan. Vale a pena discutir sua presença entre o trio de zaga. A titularidade de Bressan vai para o divã.

O jovem zagueiro trazido do Juventude surpreendeu no começo da temporada. Debutou numa decisão de Libertadores contra a LDU e deu conta do recado. Chamou atenção pela seriedade, por não ter vergonha de dar balão, por chegar junto. Diante das barbeiragens em série do Cris Furada, em poucas atuações o guri da Serra teve o nome pedido pelo torcedor.

Bressan ganhou a posição por mérito, por jogar mais do que o limitado Cris. Porém, não é suficiente. O zagueiro anda intranquilo, erra passes na saída de bola, complica a defesa em lances bobos. A confiança do primeiro semestre se foi. Bressan quase entregou a classificação na Copa do Brasil, diante do Santos, ao recuar uma bola errada para Dida. Contra o Goiás, levou um chapéu de Walter Tonelada. Está até agora procurando o Shrek.

Bressan é sério, trabalhador, jovem, tem potencial para progredir. Gosto dele. Mas o cidadão tem escorregado demais. Em contrapartida, outro zagueiro com selo do Interior gaúcho ganhou espaço. Gabriel, ex-Lajeadense, tem entrado bem, demonstrado seriedade. Em Goiânia, fazia uma partida melhor do que Bressan quando foi sacado por Renato. Acho válido pensar sua entrada na equipe para atuar ao lado de Werley e Rhodolfo.

E vocês, o que acham? Sai Bressan e entra Gabriel? E o Saimon, alguém lembra e acredita nele?