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Posts com a tag "Riveros"

Estão proibidos os três volantes

26 de maio de 2014 78
Edinho só desarma, jamais cria. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Edinho só desarma, jamais cria. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Se tal poder tivesse, baixaria hoje mesmo um artigo no estatuto do Grêmio:

Art. xx. Fica terminantemente proibido jogar com três volantes, exceto se:
I – Pelo menos um dos volantes tiver qualidade real de meia e pulmão para atacar e defender.
II – Todas as outras opções do elenco estiverem lesionadas.

O torcedor não suporta mais tanta precaução sem a real necessidade. Ela chama a derrota, como aconteceu contra o São Paulo. Não cobro um time faceiro, mas quero um time equilibrado, com ambição de ganhar.

Deixando a brincadeira do estatuto de lado, peço encarecidamente para Enderson Moreira abandonar esse costume enraizado na cultura do clube, cultuado por Celso Roth, aditivado por Renato e mantido pelo atual treinador.

Enderson deveria refletir melhor. O Grêmio perdeu dois jogos no Brasileirão, ambos fora de casa e com três volantes em campo. Com dois, temos quatro vitórias e um empate. Ou seja, é uma falácia a conversa da segurança defensiva. Com três volantes, o Grêmio controla o meio-campo em parte da partida, não sabe o que fazer com a bola na frente, chama o adversário, tem uma falha defensiva e pimba: perde o jogo.

A única hipótese para o uso de uma trinca de volantes é ter, pelo menos, um dos jogadores com qualidade e chegada de meia. Alguém com característica de motorzinho, como Paulinho, Ramires ou Tinga e Zé Roberto na juventude. Volantes que se projetam, que marcam gols. O oposto dos atuais volantes gremistas.

O trio Edinho-Riveros-Ramiro nasce para destruir. Só consegue trocar passes curtos, não acerta lançamento, deixa a saída de bola quadrada. Os três não arrematam de longe com qualidade, entram pouco na área e marcam poucos gols.

O emprego deste trio é o atestado da falta de capacidade do treinador em montar um time equilibrado, capaz de defender e atacar com intensidade. A conversa dos volantes modernos e tal e coisa só serve se tivermos peças com essas características, o que não é o caso.

Edinho é um cão de guarda na frente da defesa. Serve para destruir, raramente vai criar. Riveros tenta, é peleador, porém, sem intimidade com o ataque. E Ramiro joga menos do que o saudoso Itaqui. Dizem que bate forte, mas acerta a goleira a cada ano bissexto. Se for vendido na janela, será um reforço.

Enderson é teimoso ao insistir em algo que começa errado. Só que parece ter sorte. A lesão de Riveros e a suspensão de Ramiro forçam a volta dos três meias. E ofertam uma chance a Matheus Biteco, o único volante com qualidade no passe e força para entrar na área. Ele precisa aproveitar a oportunidade para não deixar mais o time.

Nosso técnico deve aprender com os próprios erros e com a tabela do Brasileirão: o trio de volantes está chamando a derrota. Ousadia, professor. Nada de medo. Não há mistério em montar um time equilibrado com dois volantes.

***

Aproveitando o movimento #ForaBarcos, continuou esperando aquela resposta do centroavante que viria na forma de gols. A cada rodada Barcos reafirma sua condição de artilheiro de jogos fáceis. Mas ele é intocável. A única chance é ser vendido. Ou Kleber jogar o que ninguém mais espera que jogue. Alguém acredita em uma das hipóteses?

Vale a pena buscar mais estrangeiros

03 de dezembro de 2013 34

A CBF vai aumentar de três para cinco o número de gringos por jogo no futebol brasileiro. Decisão que beneficia a dupla Gre-Nal, histórica consumidora de jogadores estrangeiros. Em ano de Libertadores, o Grêmio vai acabar buscando mais reforços nos países vizinhos. Faz bem. Diante das finanças mais enxutas, podemos encontrar boas contratações com custo reduzido.

Maxi é um dos gringos do Grêmio. FOTO: Fernando Gomes

Maxi é um dos gringos do Grêmio. FOTO: Fernando Gomes

Quem discorda da decisão da CBF pode argumentar que teremos uma invasão de gringos, equipes com metade dos titulares de outras nacionalidades. De fato, vai diminuir o espaço dos brasileiros. Por outro lado, se forem contratados bons estrangeiros, talvez a qualidade técnica das equipes melhorem. A diferença salarial entre o Brasil e os demais países do continente faz valer a pena buscar estrangeiros, inclusive os latinos que estão na Europa. Os principais jogadores do Campeonato Argentino, por exemplo, ganham salários de time médio no Brasil. Quem souber garimpar o mercado, vai se dar bem. Espero que o Grêmio tenha essa habilidade.

Canavesio. FOTO: Grêmio

Teremos pelo menos três gringos em 2014 – o paraguaio Riveros, o argentino Barcos e o uruguaio Maxi Rodríguez. A chance é pequena, mas se o chileno Vargas ficar, serão quatro. A cota deve ser fechada pelo jovem zagueiro argentino Robertino Canavesio, um canhoto de 20 anos e 1,88m, oriundo do All Boys, que passou 2013 na base tricolor.

Assim, teríamos o quinteto fechado. Contudo, se Vargas deixar o clube, teremos uma nova vaga de estrangeiro. Que deve ser preenchida. Meias e atacantes rápidos, de entrada na área e muita briga, pipocam pelo continente. Também há bons gringos interessados em voltar da Europa. Na disputa da Libertadores, a experiência da legião latina pode ser decisiva.

 

PS: se vocês têm sugestões de bons jogadores estrangeiros, deixem aqui no blog. A gente compila as melhores em outro post.

Riveros fica de fora

19 de novembro de 2013 35

Vargas retorna da seleção chilena. Contra a Ponte Preta, o Grêmio volta a enfrentar o excesso de estrangeiros. Terá de abrir mão de um. Barcos, Vargas, Maxi Rodríguez ou Riveros. Quem sobra? Tenho dúvidas, mas na minha modesta opinião, Riveros. O que vocês acham?

Nada contra o Riveros, o paraguaio é um bom volante, é marcador, experiente, valente. Contudo, o trio de volantes perdeu a validade. Ramiro-Souza-Riveros só trocam passes curtos, giram a bola à exaustão, tornam o jogo lento. Ninguém entra na área, ninguém arrisca passes longos e preciso, Ramiro de vez em quando arremata de fora da área.

Riveros pode sobrar entre os gringos. FOTO: Diego Vara

Riveros pode sobrar entre os gringos. FOTO: Diego Vara

Neste contexto, defendo Vargas, Maxi e Barcos. O Grêmio precisa de duas vitórias nos três jogos que faltam no Brasileirão para confirmar a vaga na Libertadores, no mínimo dentro do G-3. Logo, ao ataque.

Quem será titular é outra boa pergunta. Barcos não sai do time, tem a confiança irrestrita de Renato. Vargas é selecionável, tem velocidade e técnica, apesar de pouco usá-las com a camisa tricolor. Maxi Rodríguez é agudo, criativo, busca o gol, porém, na visão do nosso técnico, não está pronto.

Defendo a titularidade de Maxi, portanto, que Vargas seja relacionado e fique no banco. Ou que entre no lugar de Kleber, o que Renato não deve fazer. Fica a dúvida sobre o trio de volantes, se entra outro jogador de marcação no meio. Prefiro manter dois volantes (Souza e Ramiro) e dois meias (Maxi e Zé).

Gostaria de ouvir as opiniões dos amigos aqui do blog.

 

 

O dilema dos gringos

18 de outubro de 2013 14

O excesso de estrangeiros no elenco obrigará Renato a deixar um dos quatro gringos de fora do Gre-Nal. Barcos, Riveros, Maxi Rodríguez e Vargas. Um vai sobrar. Escolha difícil.

Barcos é capitão, homem de confiança do técnico. Vai jogar. Vargas volta da seleção do Chile, tecnicamente é o melhor jogador do elenco. Também vai jogar. A dúvida está entre o volante paraguaio Riveros e o meia uruguaio Maxi Rodríguez. Eu escolheria Maxi.

Riveros se recupera de lesão muscular, carece de ritmo. Caso não esteja 100%, é melhor preservá-lo. Em meados de outubro, uma lesão mais séria tiraria o gringo do restante da temporada.

Se Renato mantiver três volantes, pode usar Adriano-Souza-Ramiro. Sobra um possível espaço no meio-campo para a assistência de Maxi ou para velocidade de Vargas.

Prefiro o Grêmio com dois zagueiros, três volantes e Vargas flutuando. Quando atuou assim, teve seu melhor momento no clube. Maxi pode até ficar no banco, mas vira uma melhor opção de segundo tempo para qualificar o passe.

O Grêmio se defende bem, ataca com dificuldade. Usar a força estrangeira do elenco para atacar é prioridade no clássico. Uma vitória nos deixa bem perto da Libertadores, nos enche de moral para os confrontos decisivos do fim da temporada.

Vitória merecida, vitória que anima o torcedor

02 de outubro de 2013 12

Vencemos a primeira batalha. Melhor, vencemos com qualidade, jogando bem. Se a vitória sobre o São Paulo teve contornos sobrenaturais, a desta quarta foi justa, merecida. Disparamos do Atlético-PR. O 1 a 0 na Arena, gol de Riveros, anima o torcedor, consolida a posição no G-4, dá vantagem na busca da vaga direta na Libertadores e ainda deixa o Cruzeiro na mira matemática.

O triunfo, com direitos a três expulsões, nos levou aos 45 pontos, na segunda colocação. O Furacão ficou com 41, em quarto. O empate do Botafogo com o Fluminense ajudou, deixou os cariocas, rivais do sábado, em terceiro com 43 pontos, e segurou o Flu mais embaixo. Já o Cruzeiro ganhou de novo, 4 a 0 na Lusa, chegou aos 56.

O esquema de Renato funcionou melhor, conseguimos ter volume, propor o jogo. O Atlético teve chances, Rhodolfo salvou um gol certo, mas o Grêmio pressionou mais. Desta vez, os volantes conseguiram agregar qualidade na frente. Riveros marcou o gol ao se projetar, invadir a área como elemento surpresa. Finalizou com um toque leve por cobertura, como se fosse um centroavante.

A nota triste foi o cartão vermelho de Vargas. O chileno já ficaria fora de alguns jogos para servir sua seleção, mas enfrentaria o Botafogo. Agora, é ausência. Sua velocidade e projeção na área seriam armas preciosas no Rio de Janeiro. Teremos de nos virar sem ele.

Imagino que Renato vá apostar em Paulinho ou Wendell, como suas alterações indicam. Zé Roberto e Elano estão esquecidos no banco. Se o esquema e as opções são estas, é importante repetir o padrão de atuação da Arena. Pode melhorar, porém deixou o torcedor mais animado.