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Posts com a tag "San Lorenzo"

Não podemo se entregá pros home!

30 de abril de 2014 33
Guarda três hoje, Barcos! Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Guarda três hoje, Barcos! Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Gremistas de todas as querências, eu acredito! Nossa missão é acreditar, é empurrar – na Arena ou mandando boas vibrações de qualquer rincão – o Grêmio para classificação na Libertadores. Não podemo se entregá pros home”, como diz a canção nativista. Lutar é a marca do campeiro, é a marca do gremista. E queremos (demais) essa Copa.

Confesso que já estive mais pessimista, em especial depois da derrota na Argentina. Uma semana depois, cabeça fria, acredito no nosso Grêmio. Sou obrigado a acreditar. Querer é poder. Temos time para superar o San Lorenzo, contamos com a Arena rugindo, a estreia do verdadeiro caldeirão azul.

Perder de véspera é um erro. Lembrei da música nativista para definir o espírito de hoje: “não tá morto quem luta e quem peleia”. O Grêmio não pode se entregar, o Grêmio tem time para virar.  Espero que essa confiança passe para o campo, aditive o time que precisa reverter o 1 a 0.

A mentalidade é entrar para fazer, pelo menos, três gols. É a busca pela classificação segura, pelo apetite ofensivo que há semanas não encontramos no Grêmio. Jogar pela vantagem mínima atrairá a tragédia. Pé no acelerador, faca nos dentes. Se em uma decisão como a de hoje o time não entrar ligado, mordendo, é melhor mandar meia dúzia embora.

Confio que o espírito e o futebol serão vencedores. O Grêmio tem Luan em melhor forma, não enfrenta um Real Madrid do Prata, logo, tem plenas condições de passar. Tenho restrições ao esquema tático e ao desempenho de certos titulares, mas, minha missão como torcedor, é acreditar, é incentivar.

Grandes equipes também são forjadas com grandes viradas, superando adversidades. Chegou a hora do Grêmio de Enderson Moreira virar uma decisão, mostrar poder de indignação e reação. Não há como adiar. A noite é hoje, o local é a Arena. Avante, Grêmio! Não podemo se entregá pros home!

 

O inferno do San Lorenzo

25 de abril de 2014 58
Queremos mais de 50 mil pessoas na Arena. FOTO: Lucas Uebel

Queremos mais de 50 mil pessoas na Arena. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Ainda resmungo quando penso na derrota para o San Lorenzo. Não aceito um revés com falhas na defesa e no ataque. Penso a todo instante em como trazer de volta aquela aura copeira do nosso Grêmio. Vamos precisar da Arena lotada, rufando, imponente. Aquele caldeirão que o Olímpico sabia ser e que a nova casa ainda não é. Acredito que será na próxima semana.

Lembrando de tantas batalhas do Olímpico, encontrei a frase que deve ser transferida para o Humaitá. Corria dezembro de 1996, o Grêmio precisava reverter o 2 a 0 da Portuguesa para ser bicampeão brasileiro.  Estádio tomado, atmosfera de decisão. Antes dos cinco minutos, um escanteio para o Grêmio e Pedro Ernesto Denardin soltou a frase antológica (25seg do vídeo):

- Quem pensava que isso aqui fosse o inferno da Portuguesa, acertou!

Paulo Nunes fez o primeiro gol no lance seguinte. O Grêmio foi campeão, o Grêmio se impôs, a torcida empurrou. Este é o espírito. Na volta das oitavas da Libertadores, a Arena precisa ser o inferno do San Lorenzo. Azar do Papa.

O primeiro passo a direção já deu. Acerta ao baixar o preço dos ingressos. Passado quase um ano e meio da sua inauguração, a Arena ainda não foi o alçapão que todo gremista sonhava. Pois chegou a hora de ser. Sem adiamentos.

Alguns amigos aqui do blog vão argumentar que não se pode baixar preço de ingresso em véspera de jogo decisivo, que desvaloriza a mensalidade do sócio. Tudo bem, é um raciocínio válido, porém, o momento exige um estádio tomado até o talo, um estádio rugindo, um estádio com aquela aura da caldeirão. Não interessa quanto cada torcedor vai pagar para ver o jogo, o que interessa é fazer da Arena o inferno do San Lorenzo.

As médias de público da nossa nova casa são boas, mas a Arena é grande demais. Jamais tivemos 50 mil pessoas em jogos oficiais, o adversário não se sente intimidado no Humaitá. Chegou a hora de ser pressionado, de temer o binômio Grêmio-torcida. Quero mais de 50 mil imortais na cancha, quero aquela cumplicidade que o vídeo de 1996 mostra. Ela existe, tenho certeza.

O Grêmio tem muitas coisas para melhorar – falhas da defesa, bola parada, os três volantes, a criação deficitária, o pé torto na frente -, mas Libertadores também é um torneio de espírito. Nem sempre o mais forte ganha, todo ano uma surpresa chega à final.  Em 2007, beliscamos com um time tecnicamente mais do que mediano. Saja, Patrício, Tuta…

Aquele time, além de bem treinado por Mano Menezes, tinha indignação quando jogada em casa. Deu motivos e foi abraçado pelo torcedor. Fomos de mãos dadas até a decisão.  Grêmio, torcida e Arena anseiam por essa parceria. E a volta contra o San Lorenzo pode ser a única chance de provar que a nova casa sabe intimidar.

Vivo a reclamar dos problemas do Grêmio, quase crio uma úlcera sofrendo, maz, azar. Vamos mandar os três volantes para o espaço, vamos colocar a faca entre os dentes, time e torcida. Conclamo cada gremista a gastar os ouvidos com o vídeo de 1996, a se inspirar, a inflar o peito para gritar na semana que vem.

Vamos fazer da Arena o inferno do San Lorenzo. Avante, Grêmio! Queremos a Copa!

Dos males, o menos pior

24 de abril de 2014 116
Edinho x Correa: o Grêmio se impôs, mas quem marcou foi o San Lorenzo (Foto: Juan Mabromata, AFP)

Edinho x Correa: o Grêmio se impôs, mas quem marcou foi o San Lorenzo (Foto: Juan Mabromata, AFP)

Por Caue Fonseca

Houve um tempo em que dormiríamos tranquilos após um resultado como o de ontem. O que é um golzinho a ser revertido em casa, não é mesmo? Ainda mais contra um time que, todos vimos, é pior tecnicamente do que o nosso.

Problema é que um passado recente de mata-matas contra Milllonarios, Santa Fé, Atlético-PR, Palmeiras e afins nos deixou traumatizados. De tanto levar na cabeça, a torcida do Grêmio aprendeu que um time ser inferior ao nosso não é garantia de que não vá se classificar contra nós.

O raio-x deste primeiro jogo das oitavas de final em Buenos Aires tem coisas boas e ruins. Mostrou que o Grêmio mesmo desfalcado, se absolutamente concentrado (o que nos faltou na estreia do Brasileiro, por exemplo), pode se manter competitivo mesmo em situações adversas.

Problema foi que, em cinco segundos de desatenção após um lateral, tomamos um gol. No final, em um vacilo de Geromel (muito bem até aquele momento, diga-se), quase tomamos o segundo. Fica a lição: não há margem de erro. É preciso estar atento sempre.

O ponto negativo foi a ineficiência do ataque. O lance da falta em dois tempos é bastante simbólico. Nosso ataque não consegue empurrar uma bola pra dentro nem a cinco metros da linha. De nada adianta ter posse de bola, domínio de jogo, se não houver oportunidades de gol.

A diferença para o San Lorenzo ter vencido por 1 x 0 ontem foi ter tido competência para criar duas chances de gol e converter uma.

Mas, cá entre nós, confesso que eu temia coisa pior. Achava que o Grêmio, desentrosado e com a confiança abalada, corria um sério risco de se ver no mesmo inferno em que o Botafogo sucumbiu e voltar com um placar irreversível em Porto Alegre. Embora não tenhamos obtido um grande resultado, voltamos vivos contra um San Lorenzo de futebol que não assusta.

Não é nada incomum times inferiores vencerem em casa na Libertadores. O Galo mesmo, campeão ano passado, tomou sufoco em cima de sufoco longe de Minas Gerais. É o poder dos times sul-americanos em seus caldeirões enfumaçados, diante de suas torcidas ensandecidas,  que faz a competição tão nivelada e assustadora. Pois essa é a hora de fazermos valer o nosso próprio caldeirão. É levantar a cabeça e retomar os tempos em que, contra o Grêmio, na sua casa, não havia adversário que não pudesse ser batido.

O momento da reação

23 de abril de 2014 48
Dia de reagir, Enderson. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Dia de reagir, Enderson. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Chegou o dia. Jogo de ida das oitavas da Libertadores, San Lorenzo na Argentina. Prenúncio de sofrimento. Nada que nós, gremistas, não estejamos acostumados. Sofremos em busca de grandes alegrias. Vamos à luta.

Chegamos em um momento para lá de pessimista, com técnico ameaçado de demissão, atuações ruins em série e desfalques importantes, como Rhodolfo, o único zagueiro incontestável do grupo. Paciência, teremos de superar nossos problemas e a pressão do San Lorenzo.

Ter esperança é um sentimento nato de todo imortal. Nos últimos anos, o Grêmio nos prega tantas peças – para bem e para mal, derrotas inaceitáveis e vitórias improváveis -, que nossa missão é acreditar. Vai que esse grupo mostre o poder de reação tão aguardado. Vai que nosso treinador prova a capacidade de mobilização até então adormecida.

Em condições normais, o Grêmio ganharia bem na Argentina. Contudo, sem Rhodolfo e Wendell, com chance de ir sem Marcelo Grohe e Luan, o cenário complica. A meta é voltar vivo da Argentina. Exigir da Arena uma virada épica será flertar com a eliminação. Portanto, queremos um time mordedor, vibrante, nada da apatia dos últimos jogos.

Repito, a equipe não vem bem, temos desfalques, o rival é tradicional e joga em casa. Tudo contra. Como o Grêmio se acostumou a jogar. Teremos de sentar e torcer.

Que este elenco honre o uniforme que veste. E que Deus nos abençoe, já que o Papa é do San Lorenzo.

Preparem as rezas, meia defesa reserva na Argentina

21 de abril de 2014 59
Medo: zaga reserva na Argentina. FOTO: Charles Guerra

Medo: zaga reserva na Argentina. FOTO: Charles Guerra

Por Guilherme Mazui

Caprichem nas rezas, preces, orações, promessas e afins. O Grêmio enfrenta o San Lorenzo, na Argentina, com defesa reserva. Rhodolfo e Wendell estão fora por lesão, Marcelo Grohe é dúvida. Ou seja, o time será muito similar ao de domingo, derrotado pelo misto do Atlético-PR.

As notícias da manhã de segunda-feira são tristes, reforçam o pessimismo que toma conta do torcedor. Pessimismo que o próprio time conseguiu instalar, após os fiascos do Gre-Nal e da estreia do Brasileirão.

Teremos uma defesa nada segura na Argentina, primeiro duelo das oitavas de finais da Libertadores. Rhodolfo, o único nome confiável da penca de zagueiros do time, está fora. Werley, que empilha falhas, deve ser titular, ao lado de Geromel ou Bressan. Preparem os corações.

Se Marcelo Grohe não jogar, o titular será Busatto, goleiro que costuma errar na saída pelo alto. Nas laterais, teremos o limitadíssimo Pará e o jovem Breno, que entrará em uma fumaceira. Será um teste de fogo para o garoto, a hora de separar os adultos dos guris.

O alento é o possível retorno de Luan. Desde que ele se lesionou, contra o Nacional-COL, o futebol gremista sumiu. Todos os meias testados, incluindo Zé Roberto, naufragaram.

Fico preocupado ao ver o Grêmio em um jogo decisivo com tantos desfalques e com a confiança abalada. E mais tenso com o discurso do clube, um cacoete da Era Luxemburgo. Os resultados ruins continuam, as atuações não embalam, mas sempre vem um otimista para dizer que “estamos no caminho certo”, que este time vai “ganhar um título”.

Vamos repetir 2012 e 2013? Ficar acreditando no mantra do caminho certo, mesmo com a tragédia batendo à porta?

Já correram quatro meses da temporada e a direção não entendeu que o time titular é competitivo, mas os reservas desanimam. Agora, na véspera do jogo mais importante da temporada, será preciso usar o banco. Que banco?

Alguém precisa acordar no Grêmio, corrigir o rumo enquanto é tempo. A direção precisa entrar de vez no vestiário, cobrar o grupo, em especial os “bem pagos” do time. Ou vamos esperar aparecer mais um Milionários ou Santa Fé? Acorda, Grêmio!