Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts com a tag "Santos"

Jogo perigoso na Arena

18 de setembro de 2014 29
Barcos comanda o ataque. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Barcos comanda o ataque. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Três semanas depois do episódio de racismo na Arena, Grêmio x Santos se reencontram. Aranha retorna ao estádio em que foi chamado de macaco e protestou. Enderson Moreira também volta ao Humaitá, de onde foi catapultado. Eis um jogo perigoso: pela qualidade do adversário, pelas motivações extras e por possíveis reações das arquibancadas que podem prejudicar o clube.

Sou favorável a deixar o goleiro santista quieto. Ignorá-lo é o melhor caminho. Sem palmas ou vaias, sem xingamentos de qualquer natureza. Qualquer ofensiva contra o arqueiro só fará mal ao Grêmio. Aranha é um goleiro mediano, não merece tamanha atenção dos tricolores. Se há gente descontente , que o time faça o goleiro buscar três ou quatro bolas no fundo das redes. Se houver algum protesto, que seja com gols.

Dentro das nossas pretensões no Brasileirão, o jogo exige vitória. Se ganharmos, na pior das hipóteses, assumiremos o quinto lugar, com pontuação de G-4. Caso o Corinthians pare na Chapecoense (o que acho difícil em São Paulo), estaremos na zona de classificação à Libertadores.

A pretensão é de vitória, mas o Santos tem um bom time. Já veio à Arena e bateu o Grêmio por 2 a 0. Tem Robinho e uma meninada que pretende mostrar serviço. Tem Damião, um ex-colorado motivado pela rivalidade. Tem Enderson Moreira, rejeitado no Humaitá, disposto a bater Felipão. Assim, o Grêmio terá de jogar um futebol superior ao dos jogos contra os Atléticos mineiro e paranaense.

Mesmo com o trio de volantes, o Grêmio precisará criar mais, precisará de outras alternativas além da velocidade de Dudu. Barcos morreu de inanição no domingo passado, alguém deve abastecê-lo. Creio que Luan será titular, já que Giuliano está lesionado e pouco produz. Nosso desafio é criar mais, é encontrar outros jogadores capazes de fazer gols.

Bueno, temos uma noite com prenúncio de tensão na Arena. Adversário qualificado e um reencontro polêmico. Atenção e concentração dentro e fora de campo. Só nos interessa vencer o Santos.

 

 

Incompetência generalizada

28 de agosto de 2014 138
Luan perdeu chance a dois metros do gol, sem arqueiro. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Luan perdeu chance a dois metros do gol, sem arqueiro. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

Deu tudo errado. Houve azar, teve erro de arbitragem grosseiro e sobrou incompetência. O Grêmio jogou melhor e conseguiu perder em casa. A classificação na Copa do Brasil, única chance de título que restou, ficou pouco provável.

O Grêmio conseguiu fazer tudo o que não podia fazer em um jogo de mata-mata como mandante. Perdeu para o Santos, um time nada demais, por 2 a 0. Frustrou uma nação cansada de ver a equipe afinar. Vai precisar devolver o placar na Vila, onde historicamente tropeça, para forçar as penalidades. Se ganhar por 3 a 1, classifica.

O jogo desta quinta-feira lembrou demais aquela eliminação para o Palmeiras, em 2012, quando jogamos melhor e levamos dois gols em dois lances. E, desta vez, uma série de erros praticamente nos sepultou na Copa do Brasil. A começar pela pontaria. O Grêmio jogava bem, pressionava o Santos. Acuado, o rival aproveitou uma falha na bola parada e uma escapada com ajuda do juiz para fazer dois gols em duas chegadas. Fim de conversa.

A falta de pontaria ficou evidente com Luan, que teve a bola do gol a dois metros do arco, sem goleiro. Bateu fraco, com displicência, única maneira possível para a defesa cortar de carrinho. Luan só falta jogar de pijama. É uma promessa que se apaga devagar. E, aos que pedem paciência, digo: a promessa se firma pelo o que concretiza em campo, não pelo o que um dia vai hipoteticamente produzir.

Pois além da chance de Luan, houve uma chegada de linha de fundo em que ninguém conseguiu completar para as redes. O jogo ainda estava zerado. Depois, o Santos foi lá e marcou duas vezes. E repetimos a rotina pé torta em todo segundo tempo. Barcos e Rhodolfo perderam chances cara a cara com Aranha. O Grêmio não marcou na Arena porque é um time curupira, porque é incompetente na finalização. E aqui destaco o voluntarioso Dudu.

O célere atacante foi quem mais chamou o jogo, arriscou dribles, foi ao fundo, tentou. Merece palmas pela disposição. Só que Dudu faz força para nada produzir. É raro quando acerta o chute ou o passe. E ainda cobra quase todas as faltas e escanteios. Ora, se Dudu não acerta um chute da pequena área, como vai acertar um escanteio? Felipão insiste no erro. Por sinal, nossa bola parada segue uma tristeza. Parece que jamais vai melhorar.

Outro erro de Felipão atende pelo nome de Werley. Falhou nos Gre-Nais do Gauchão, falhou no clássico do Brasileiro, estava comendo mosca no gol do Cruzeiro e, contra o Santos, ficou vendo o zagueiro paulista cabecear livre no primeiro gol. Se há uma coisa que precisa ser combatida em jogo de mata-mata como mandante é a bola parada. Pois o Grêmio babou, pois Werley falhou de novo. E ainda teve o azar de desviar a bola do segundo gol. Felipão erra feio ao insistir no defensor. Deveria ter um artigo no estatuto do clube proibindo Werley de jogar.

O árbitro também atrapalhou, não viu toque de mão claro do santista na origem do segundo gol, em um lance que a defesa não consignou cortar mais tarde. O árbitro ainda deixou o Santos matar tempo, deu pouco acréscimo e poderia ter marcado um pênalti em Zé Roberto. Só que seria esconder nossos problemas colocar a derrota na conta da arbitragem. Perdemos porque fomos incompetentes.

Será difícil para time e torcida erguer a cabeça, confiar na virada em Santos. Felipão terá uma missão ingrata no vestiário e no campo. O Grêmio terá de ter toda competência que faltou na Arena para manter vivo o sonho da Copa do Brasil. Do contrário, na primeira semana de setembro teremos certeza que 2014 foi mais um ano sem títulos.

Hora de ir ao mercado

04 de maio de 2014 44

Por Caue Fonseca

Grêmio e Santos só empataram em zero a zero na Vila porque não poderiam perder os dois. Nenhum foi bom o suficiente a ponto de marcar um gol. Do Santos, não sei. O Grêmio não é tão ruim quanto jogou, mas jogou mal o suficiente para Enderson Moreira, ainda que timidamente, pedir reforços. Como bem salientou o Diogo Olivier, pedir, pedir, Enderson não pediu, mas lembrou que o investimento em futebol nesta temporada é tímido demais.

Tentando não ser tão negativo, gostei de ver uma certa meritocracia aplicada nas substituições. De cara, Alan Ruíz, que foi melhor contra o Atlético-MG do que Zé Roberto vem jogando o ano inteiro, ganhou desde o início a vaga de titular no meio-campo.

Luan, que afinou por 45 minutos, foi substituído por Rodriguinho já no intervalo. E Barcos, que assumiu bem o papel de Reclamador Oficial da Arbitragem no lugar de Kleber, saiu na metade do segundo tempo para dar lugar a Lucas Coelho.

Problema, vocês já devem ter deduzido, é que nenhum dos substitutos jogaram muito melhor dos que os substituídos.

Está pesando a falta de qualidade no inchado grupo do Grêmio. Talvez seja o momento de aproveitar que estamos às vésperas de uma parada de um mês para a Copa do Mundo e fazer aquilo que os comerciantes chamam de “contar garrafinhas”. Avaliar direito quem tem algum valor de mercado no grupo e partir para o escambo com outros clubes. Negociar pacotes, empréstimos, avaliar quem não está sendo aproveitado em outros times… O que for para dar opções menos manjadas ao treinador.

Me xingaram aqui, por exemplo, quando recomendei o velho Marcos Assunção para o Grêmio. Ele que recém pediu as contas do Figueirense na quinta-feira. Tem mais a acrescentar vestindo o manto até o fim do ano simplesmente por cobrar faltas do que uns 60% dos jogadores que temos a disposição para o meio-campo.

É apenas um exemplo de bom jogador pronto para jogar que está encostado. Há outros por aí. O que sei é que o Grêmio, com esse time que vimos hoje na Vila Belmiro, terá dificuldade para almejar qualquer coisa via Brasileirão. Título, então, é uma palavra que terá de ser escrita com muito mais parcimônia daqui pra frente.

Jogo crucial na Arena

18 de setembro de 2013 6

Temos um jogo crucial hoje. É estratégico vencer o Santos na Arena. Como depois teremos dois jogos seguidos fora de casa, um tropeço pode nos tirar da briga pelo título. Confronto duro. Mas estaremos reforçados, com um banco mais encorpado.

Kleber volta ao time. É merecido. Podemos discutir se entra na vaga de Barcos ou Vargas, mas, pelo o que vem produzindo, Kleber é titular. O importante é que, independente da dupla de ataque, teremos um atacante de maior qualidade no banco. Assim como no meio-campo. Elano fica à disposição.

Até parar em virtude de uma lesão, Elano vinha nos tirando a paciência pelo futebol sonolento. Espero que retorne ligado, aceso. Entrando no decorrer da partida, pode contribuir com um balaço de longe ou uma cobrança de falta certeira. Vamos torcer para que ele retorne com gana de recuperar a posição.

Já o Santos tem a volta de Montillo, parece um time mais encaixado em relação ao eliminado na Copa do Brasil. Thiago Ribeiro vive bom momento, é perigoso, assim como Cícero. Teremos de marcá-los bem e de superar a nossa falta de criatividade rotineira. Vencer nos garante na briga por título e preserva a gordura do G-4. Em especial pelo jogaço da rodada entre líder e vice-líder.

O Cruzeiro recebe o Botafogo, em Belo Horizonte. O Cruzeiro soma 46 pontos, o Bota 42. Nós temos 37. O ideal é uma vitória do Botafogo, que pode nos deixar outra vez a seis pontos do topo. Seria o desfecho ideal para esta quarta-feira.