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Posts com a tag "São Paulo"

O cavalo passou encilhado

04 de outubro de 2014 65
São Paulo venceu em jogo parelho. Foto: Ricardo Duarte

São Paulo venceu em jogo parelho. Foto: Ricardo Duarte

Por Guilherme Mazui

Era para ser um jogo sem gols. Pois inventaram um impedimento que não foi em um ataque do Grêmio, e acharam um pênalti para o rival. São Paulo 1 a 0, ficamos de fora do G-4. Perdemos um confronto direto com casa cheia, algo que desanima qualquer torcedor.

O Grêmio fez um bom jogo, reafirmou virtudes e defeitos. A defesa foi bem, permitiu poucos espaços para o quarteto paulista, só teve a invencibilidade derrubada por um pênalti mandraque, em uma troca rápida de bola. E a criação repetiu a esterilidade de sempre.

Diante de um adversário duro, fica difícil quando a criação não cria e a única chance clara é desperdiçada. Luan teve duas vezes, nos minutos iniciais, a chance clara do jogo. Errou ambas. Não é questão de queimar o guri, mas é preciso criticar o que ele faz ou deixa de fazer em campo. Luan merece um banco para entrada de Ruiz. Foi um sono eterno em campo.

A arbitragem foi decisiva. Errou ao dar um impedimento de Barcos, quando o passe partiu do adversário. O argentino entrava sozinho, em condições reais de gol. No pênalti, é necessária uma carga mais forte em um cara do tamanho do Alan Kardec para derrubá-lo. Forçou a queda e levou.

A criação é tão estéril quanto a bola parada. Duas tristezas sem fim. Luan dormiu, Dudu só correu, Giuliano entrou e fez o de sempre: nada. O meia se configura no grande mico da temporada. Se é necessário operá-lo pela lesão do púbis, façam agora, pois o reforço milionário nada reforça.

Fico chateado pela chance perdida, por ver a Arena linda, tomada de azul, presenciar uma derrota. O torcedor fez sua parte, o time não. O Grêmio não vence com casa cheia, um carma que precisa ser rompido. Parece que desaprendemos a jogar com estádio cheio. A Arena ainda não virou fator decisivo.

Bueno, o cavalo passou encilhado, perdemos por incompetência própria e por erros da arbitragem. O Brasileirão ainda é longo, oferta chance de recuperação. Teremos de ser mais competentes. Precisamos de um ataque faça mais gols.

Pelo amor do nosso gremismo, vamos lotar a Arena!

01 de outubro de 2014 32
Sábado para 50 mil pessoas na Arena. Foto: Ricardo Duarte

Sábado para 50 mil pessoas na Arena. Foto: Ricardo Duarte

Por Guilherme Mazui

Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena.

Eis um mantra que precisa ser repetido por cada gremista, seja sócio ou não. Não há desculpa para cadeiras vagas no sábado, para clarões no meio da arquibancada. Grêmio x São Paulo é confronto direto pelo G-4 do Brasileirão, é jogo vital para nossas pretensões.

A administração da Arena prevê 44 mil torcedores. Mediano. Quero mais de 50 mil gremistas (como pediu Felipão), de preferência 55 mil. É jogo para estabelecer recorde, para fazer o estádio rugir. Imploro aos sócios para que invadam a Arena. Nada de ficar em casa, torcendo pela TV.

O Grêmio precisa abafar o São Paulo, um dos melhores times do campeonato. Será difícil conter a linha de frente paulista, um desafio à nossa defesa invicta há oito jogos. Será um jogo de detalhe, tenso, pegado, diante de um rival qualificado, capaz de liquidar o jogo em um contragolpe. O empurrão das arquibancadas pode ser decisivo, temos de emparedar o São Paulo.

Quando clama por casa cheia, Felipão acerta. Ele não está disposto apenas a recuperar a aura guerreira dentro de campo. Ele também quer restabelecer a cumplicidade arquibancada-time, ressuscitar a fumaceira, fazer da Arena um recinto tão temido quanto foi o velho Olímpico. E o torcedor precisa ajudar.

Se nas barbas do G-4, com sequência de bons resultados, não conseguirmos lotar o estádio, é melhor desistir, quem sabe fechar o anel superior. Quero um caldeirão, não um teatro. Temos o dever de ocupar cada palmo das arquibancadas da Arena, criar um verdadeiro caldeirão azul.

Repitam comigo e materializem a cena no sábado: lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena. Lotar a Arena.

Falhas no ataque e na defesa

25 de maio de 2014 101
Derrota em SP. Foto: Ale Cabral/Agência O Dia

Derrota em SP. Foto: Ale Cabral/Agência O Dia

Por Guilherme Mazui

A sequência de vitórias foi interrompida, perdemos para o São Paulo, 1 a 0.  Difícil vencer quando o goleiro falha e o centroavante perde duas grandes chances. O Grêmio encarou um jogo encrespado fora de casa, contra um dos grandes do futebol nacional, mas poderia ter se saído melhor. Pecamos por respeitar demais o São Paulo.

É preciso levar em conta que tivemos um pênalti sonegado no final do jogo, porém, Enderson Moreira optou por três volantes, time com freio de mão puxado, com criatividade mais do que limitada. Como diria o Caue, pescamos o empate e fisgamos a derrota. O Grêmio só foi resolver atacar de verdade depois de ter levado o gol.

Por falar em gol, a sina do goleiro é mesmo ingrata. Marcelo Grohe repetia as jornadas de redentor, salvando o time. Fez, pelo menos, duas grandes defesas no primeiro tempo. Só que aceitou uma cabeçada que passou por baixo dos seus braços. O goleiro tem crédito, vinha de belas atuações, mas é o tipo de lance evitável, que traz de volta críticas ao arqueiro.

A lamentar mesmo, a tirar o torcedor do sério, é a falta de pontaria de Barcos. Volto a dizer, o custo benefício do argentino dá prejuízo. Barcos é o homem mais bem pago do elenco para resolver o jogo, para colocar a bola na casinha. Ele não recebe uma fortuna mensal para ficar de frente para o lance e chutar para fora. A chance do empate foi isolada, já nos acréscimos, por seu pé torto.

Já correram dois jogos e sigo esperando Barcos responder as críticas com gols. Ele ainda pensa que não deve explicações ao torcedor? O capitão começa  a repetir o 2013, boa média no Gauchão e gols escassos contra equipes mais tarimbadas. É dinheiro fora para um desempenho tão mediano na frente.

A derrota findou o sonho de liderança na rodada, obriga a gremistada a secar muitos rivais no domingo. A derrota também mostrou que será preciso mais qualidade, em especial, para vencer fora de casa e sonhar com título.

Como o Brasileirão carece de um supertime até o momento, continuamos no bolo. Mas fica evidente que, na parada da Copa do Mundo, será necessário agregar qualidade ao time titular. Precisamos transformar as oportunidades em gols.

Rodada delicada no Brasileirão

24 de maio de 2014 12
Peleia difícil no Morumbi. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Peleia difícil no Morumbi. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

O Grêmio encara uma rodada delicada no Brasileirão. Pode terminar na liderança isolada, se vencer o São Paulo e o Cruzeiro patinar diante do Inter, e pode ser alijado do G-4 caso tropece e os rivais ganhem.

Bater o São Paulo fora de casa é uma daquelas vitórias que encorpam, ajudam um time a embalar. É jogo difícil, às 21h de sábado, peleia que exige inteligência. Os paulistas vêm de goleada, precisam reagir. O Grêmio terá de contê-los e contar com um ataque cirúrgico nas oportunidades que pintarem.

A defesa tricolor aparece bem, sofreu quatro gols em seis jogos, figura entre as melhores do Brasileirão. O ataque nem tanto. Barcos ainda não respondeu as críticas com gols, terá uma excelente oportunidade no Morumbi. A velocidade de Dudu será fundamental, em especial, se ele conseguir combinar rapidez e precisão no acabamento dos lances.

Enderson Moreira faz mistério, não indica o substituto de Alán Ruiz. Depois do golaço contra o Botafogo, Maxi Rodríguez é o preferido de parte da torcida. Zé Roberto, que daria mais cadência ao meio, e Edinho, para retomar o trio de volantes, são outras opções.

Se a vontade for apenas se defender, deixar o São Paulo pressionar e especular, vale entrar com Edinho. Assim, dependeremos da criatividade de Rodriguinho e Dudu, com reforço de Ramiro e Riveros. Não morro de amores por essa formação. Prefiro  outro meia, que pode ser Zé ou Maxi.

De qualquer forma, independente da escalação, é fundamental pontuar, mirar o topo, criar gordura no G-4. Temos duas jornadas fora de casa, precisamos somar.

Uma vitória no Morumbi, deixa bem claro que estamos no páreo.

>> Classificação Brasileirão
1º Cruzeiro 13 pontos
2º Grêmio 13 pontos
3º Fluminense 12 pontos
4º Palmeiras 12 pontos
5º Inter 12 pontos
6º Goiás 11 pontos
7º Atlético-MG 10 pontos

>> Rodada
Bahia x Fluminense (sábado)
São Paulo x Grêmio (sábado)
Figueirense x Goiás (domingo)
Atlético-MG x Criciúma (domingo)
Inter x Cruzeiro (domingo)
Chapecoense x Palmeiras (domingo)

Deu tudo absolutamente certo no Morumbi

29 de setembro de 2013 53

Quase infartei! Duas vezes! A vitória do Grêmio valeu por um check up no coração. Triunfo fora de casa por 1 a 0 sobre o São Paulo, magrinho, sofrido até os acréscimos. Palmas para Dida e Vargas. O goleiro segurou uma penca de rojões, sem ele teríamos sido goleados. Já o chileno marcou na única oportunidade criada em todo o jogo. Fomos eficientes. Vencemos.

Vargas fez o dele. Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Vargas fez o dele. Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Tudo deu absolutamente certo, conforme Renato e seu santo desenharam. O resultado nos coloca à frente do Botafogo, com os mesmos 42 pontos. Soma importantíssima para garantir uma vaga na Libertadores. Resultado que testou nossos corações.

O Grêmio driblou a lógica no Morumbi. Com muito balão, Bressan e Saimon foram bem. Ganharam a proteção de três volantes e dois laterais com o freio de mão puxados, mas, principalmente, contaram com a atuação de luxo de Dida.

Nosso goleiro fechou a porta. Benzida, vale registrar. Rodrigo Caio e Antonio Carlos perderam duas chances inexplicáveis. O esquema retrancado trouxe o São Paulo para cima, que, com velocidade, nos envolveu. Parecia que tomaríamos o gol a qualquer momento. E Zé Roberto e Elano no banco. Os dois, por sinal, estão com o espaço cada vez mais reduzido.

Passamos a tarde sofrendo para desarmar e rebater. Na rara oportunidade que tentamos trocar passes por mais de um minuto, a bola chegou no fundo para o cruzamento de Alex Telles. Acreditem, ele acertou. Bola no meio da área, à espera da corrida e do testaço certeiro de Vargas. Algo inédito ocorreu: criamos a oportunidade e matamos.

Retrancar-se, marcar muito forte e especular um golzinho. Não é meu esquema preferido, mas é o esquema que Renato definiu e que nos colocou e tem segurado no G-4. Na escolha entre 3-5-2 e 4-4-2, fico com a segunda, mantendo Vargas solto. Fez o gol como elemento surpresa, como faz no Chile.

A dúvida que fica é a seguinte: conseguiremos repetir a vitória com esta postura dentro de casa, quando teremos de propor o jogo? No Morumbi, criamos o mínimo possível mesmo. Uma conclusão. De repente, em casa, seja possível arriscar um parceiro para Vargas.

Vai ser sofrido, mas temos de torcer. Previsão de mais alguns quase-infartos nas próximas rodadas.