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Posts com a tag "Vargas"

O anseio pela velocidade

17 de janeiro de 2014 16

Vargas quer voltar. Ao menos tem indicado esse desejo em seguidas ligações para a direção gremista. Vocês gostariam de vê-lo em ação pelo Grêmio em outra Libertadores? Imagino que o torcedor de qualquer equipe gostaria de ter o chileno. Contudo, Vargas teria de jogar mais. Em 2013, ele foi o grande reforço hipotético do clube, o reforço que chegou e nunca embalou.

A volta do Turboman supriria a carência de um velocista no elenco e, provavelmente, colocaria Kleber no banco. Lógico que é necessário analisar a situação de um novo empréstimo junto ao Napoli, do custo com a operação e salários de um jogador que ficará boa parte do primeiro semestre dedicado ao selecionado chileno, de olho na Copa do Mundo.

Vargas foi e pode voltar. FOTO: Bruno Alencastro

Vargas foi e pode voltar. FOTO: Bruno Alencastro

Pelos números, Vargas foi o melhor atacante tricolor de 2013. Anotou nove gols em 36 jogos, aproveitamento superior ao de Kleber (sete gols em 51 jogos) e Barcos (13 gols em 57 jogos). Porém, perdeu gols decisivos na Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão, jamais conseguiu ser o protagonista que esperávamos. Foi atrapalhado por lesões, convocações e suspensões.

Dentro do atual contexto, gostaria do retorno do chileno. Iniciaria um ano novo, já adaptado ao clube e à cidade, tendo um técnico mais voltado ao ataque. Agora, a possibilidade de voltar a apostar em Vargas só revela a ausência do velocista. Ainda continuamos com um time lento, o que me preocupa. Atualmente, os times vencedores são rápidos de duas maneiras: ou tocam a bola com velocidade e movimentação, ou possuem jogadores velozes, capazes de superar o rival na perna.

Dizer que a aposta de velocidade está em Paulinho é brincar com a paciência do torcedor. Até o momento, Paulinho é um jogador mediano. Vale o mesmo para Yuri Mamute. Quando tiveram oportunidades, ambos não empolgaram. Os dois terão de mudar o conceito negativo no campo, jogando, marcando gols.

Considero importante a direção manter a busca por um velocista. Com o freio de mão puxado, sem contragolpe rápido, sem linha de fundo, infiltração na diagonal, fica difícil atacar e marcar gols. A troca de Souza por Rhodolfo e Osvaldo resolveria, mas a negociação é complicada. O argentino Maxi Biancucchi fechou com Bahia, Neílton foi para o Cruzeiro. Pelo visto, teremos de torcer intensamente para que saia algum bom e rápido atacante do time B do Gauchão.

Vale a pena buscar mais estrangeiros

03 de dezembro de 2013 34

A CBF vai aumentar de três para cinco o número de gringos por jogo no futebol brasileiro. Decisão que beneficia a dupla Gre-Nal, histórica consumidora de jogadores estrangeiros. Em ano de Libertadores, o Grêmio vai acabar buscando mais reforços nos países vizinhos. Faz bem. Diante das finanças mais enxutas, podemos encontrar boas contratações com custo reduzido.

Maxi é um dos gringos do Grêmio. FOTO: Fernando Gomes

Maxi é um dos gringos do Grêmio. FOTO: Fernando Gomes

Quem discorda da decisão da CBF pode argumentar que teremos uma invasão de gringos, equipes com metade dos titulares de outras nacionalidades. De fato, vai diminuir o espaço dos brasileiros. Por outro lado, se forem contratados bons estrangeiros, talvez a qualidade técnica das equipes melhorem. A diferença salarial entre o Brasil e os demais países do continente faz valer a pena buscar estrangeiros, inclusive os latinos que estão na Europa. Os principais jogadores do Campeonato Argentino, por exemplo, ganham salários de time médio no Brasil. Quem souber garimpar o mercado, vai se dar bem. Espero que o Grêmio tenha essa habilidade.

Canavesio. FOTO: Grêmio

Teremos pelo menos três gringos em 2014 – o paraguaio Riveros, o argentino Barcos e o uruguaio Maxi Rodríguez. A chance é pequena, mas se o chileno Vargas ficar, serão quatro. A cota deve ser fechada pelo jovem zagueiro argentino Robertino Canavesio, um canhoto de 20 anos e 1,88m, oriundo do All Boys, que passou 2013 na base tricolor.

Assim, teríamos o quinteto fechado. Contudo, se Vargas deixar o clube, teremos uma nova vaga de estrangeiro. Que deve ser preenchida. Meias e atacantes rápidos, de entrada na área e muita briga, pipocam pelo continente. Também há bons gringos interessados em voltar da Europa. Na disputa da Libertadores, a experiência da legião latina pode ser decisiva.

 

PS: se vocês têm sugestões de bons jogadores estrangeiros, deixem aqui no blog. A gente compila as melhores em outro post.

A velha mania de sofrer sem necessidade

24 de novembro de 2013 76

O Grêmio gosta de sofrer sem necessidade. É um costume histórico, repetido neste domingo em Campinas. Poderíamos estar com a presença no G-3 muito bem encaminhada, com o segundo lugar no Brasileirão perto. Só que não tivemos competência para vencer o time misto da rebaixada Ponte Preta.

O 1 a 1 mantém em aberto a briga pelas vagas na próxima Libertadores. O resultado pode ter complicado, sem a menor necessidade, a classificação direta. Caímos para terceiro lugar com os mesmos 61 pontos do vice-líder Atlético-PR, que aplicou 6 a 1 no Náutico. Goiás e Botafogo estão no encalço, ameaçando nossa posição.

Se o Grêmio tivesse batido o mistão da Ponte, um empate contra o Goiás, no próximo domingo em Porto Alegre, poderia garantir a vaga. Agora, temos de bater os esmeraldinos para resolver a fatura, num jogo complicadíssimo.

Barcos foi deprimente. FOTO: Denny Cesare/FuturaPress/Estadão

Barcos foi deprimente. FOTO: Denny Cesare/FuturaPress/Estadão

A situação é fruto da nossa incompetência, em especial do ataque. A Ponte Preta titular é ruim. A Ponte Preta poupando jogadores é pior ainda. E conseguimos só o empate. Renato acertou ao deixar Riveros de fora. Optou por atacar, por buscar a vitória. Só que, para vencer, é preciso fazer gols. O que Barcos e Kleber não fazem.

O Gladiador perdeu um gol feito e, na trama seguinte, a Ponte marcou. Seu atacante entrou em diagonal e bateu cruzado. Barcos teve uma chance parecida logo depois e chutou torto. Temos dois Midas ao contrário. Quando encostam na bola, algo dá errado.

A dupla de ataque que prefere marcar os volantes adversários atrasa o Grêmio. Vargas, que foi bem, empatou o jogo. Até então, o Grêmio ficou mais de um mês sem ver um gol dos seus atacantes. E quem encerrou o jejum foi o chileno, autor do gol anterior, em 20 de outubro. Ou seja, deu tempo para Vargas ser suspenso, servir sua seleção e voltar.

A criação tricolor poderia ser melhor, Maxi Rodríguez entrou apagado, Zé num lampejo fez a assistência do gol. Desta vez, o Grêmio até criou, colocou bola na trave, viu o goleiro rival fazer boas defesas. Faltou qualidade no acabamento, assim como faltou contra Criciúma, Bahia e Atlético-PR (Copa do Brasil). Temos um ataque de pé torto.

Fui criticado aqui no blog por ser pessimista. Confesso que tentei ser otimista contra a Ponte, porém é um desgosto ver as conclusões tortas de Kleber e Barcos. O que desejar? A saída de ambos do time. Ou que passem a semana treinando conclusões e que sejam abençoados no domingo seguinte.

Diante do Goiás, não poderemos perder tantas chances de gol. É questão de sobrevivência.

Riveros fica de fora

19 de novembro de 2013 35

Vargas retorna da seleção chilena. Contra a Ponte Preta, o Grêmio volta a enfrentar o excesso de estrangeiros. Terá de abrir mão de um. Barcos, Vargas, Maxi Rodríguez ou Riveros. Quem sobra? Tenho dúvidas, mas na minha modesta opinião, Riveros. O que vocês acham?

Nada contra o Riveros, o paraguaio é um bom volante, é marcador, experiente, valente. Contudo, o trio de volantes perdeu a validade. Ramiro-Souza-Riveros só trocam passes curtos, giram a bola à exaustão, tornam o jogo lento. Ninguém entra na área, ninguém arrisca passes longos e preciso, Ramiro de vez em quando arremata de fora da área.

Riveros pode sobrar entre os gringos. FOTO: Diego Vara

Riveros pode sobrar entre os gringos. FOTO: Diego Vara

Neste contexto, defendo Vargas, Maxi e Barcos. O Grêmio precisa de duas vitórias nos três jogos que faltam no Brasileirão para confirmar a vaga na Libertadores, no mínimo dentro do G-3. Logo, ao ataque.

Quem será titular é outra boa pergunta. Barcos não sai do time, tem a confiança irrestrita de Renato. Vargas é selecionável, tem velocidade e técnica, apesar de pouco usá-las com a camisa tricolor. Maxi Rodríguez é agudo, criativo, busca o gol, porém, na visão do nosso técnico, não está pronto.

Defendo a titularidade de Maxi, portanto, que Vargas seja relacionado e fique no banco. Ou que entre no lugar de Kleber, o que Renato não deve fazer. Fica a dúvida sobre o trio de volantes, se entra outro jogador de marcação no meio. Prefiro manter dois volantes (Souza e Ramiro) e dois meias (Maxi e Zé).

Gostaria de ouvir as opiniões dos amigos aqui do blog.

 

 

O ataque Eike Batista

07 de novembro de 2013 74

Barcos, Kleber e Vargas custam muito, mas marcam poucos gols. Ganham bem e produzem mal. O Grêmio tem o ataque Eike Batista: milionário, tem grife, promete muito e entrega pouco. Viramos o GrêmiOX.

Vargas tem 8 gols em 33 jogos. FOTO: Diego Vara

Vargas tem 8 gols em 33 jogos. FOTO: Diego Vara

Vargas chegou como principal contratação da temporada, seu empréstimo junto ao Napoli custou cerca de R$ 3,6 milhões. Em 33 jogos, marcou oito gols. Atrapalhado por lesões, expulsões e convocações, teve lampejos com a camisa do Grêmio. Jamais chamou a responsabilidade, o que se espera de um jogador de nível internacional. Em momentos decisivos (Libertados e Copa do Brasil), perdeu gols bisonhos.

Barcos custou a ida de quatro atletas para o Palmeiras, mais R$ 6,8 milhões (R$ 4 mi para o Palmeiras, R$ 1,5 mi para LDU e R$ 1,3 mi ao jogador). É o artilheiro tricolor na temporada. Em 51 jogos, tem 12 gols. A média é sofrível. Nos últimos dois meses, fez dois gols. Ultimamente, quando tem a chance conclui para fora. É um Midas ao contrário. Quando encosta na bola, o lance dá errado.

Barcos tem 12 gols em 51 jogos. FOTO: Diego Vara

Barcos tem 12 gols em 51 jogos. FOTO: Diego Vara

Kleber tem duas temporadas de Grêmio, foi uma novela para contratá-lo. Pagamos cerca de R$ 5 milhões, mais um salário que chegaria a R$ 500 mil. Teve cirurgias, se recuperou, luta muito, se entrega. Em 2013, tem 45 jogos e sete gols. Werley, que é zagueiro, jogou 47 vezes e marcou cinco gols. Kleber completa neste dia 7 exatos dois meses sem balançar as redes – a última foi no 3 a 2 sobre a Lusa.

Juntos, nossos três atacantes têm 27 gols em 2013. Moreno, sozinho, fez 22 na temporada passada. Os valores e números mostram que o custo benefício do ataque do Grêmio é pífio.

Por receberem muito, os homens de frente merecem a cobrança, as críticas. Eles podem lutar e ajudar a marcar. Alguns defendem que os atacantes modernos marquem, fechem espaços. E o gol? Pois é. Atacante é pago para fazer gol.

Kleber tem 7 gols em 45 jogos. FOTO: Diego Vara

Kleber tem 7 gols em 45 jogos. FOTO: Diego Vara

Marcar e fechar espaços é acréscimo, a missão primeira é o gol. E nosso trio, além de receber raras assistências, não tem fome de gol. Vargas não aproveita a velocidade e técnica para dar arrancadas fulminantes. Kleber usa toda sua força física para girar fora da área e recuar a bola para os volantes, jamais para progredir em direção ao arco rival. Barcos finaliza desajeitado, perdeu a confiança.

O trio de ataque precisa rever a postura. Precisa assumir os erros, trabalhar para corrigi-los, não se esconder nos elogios e discursos do Renato. Precisa treinar finalização, precisa ser agudo, ter o objetivo de ingressar na área e concluir com volúpia, explosão. E Renato precisa rever a criação do time.

Gana pelo gol. Eficiência. Duas ausências no ataque Eike Batista, no ataque que custa fortunas, prometeu glórias e sequer gols em quantidade razoável entrega.

O desafio de marcar gols

01 de novembro de 2013 6

Balançar as redes desafia o Grêmio. Temos uma dificuldade imensa para fazer gols. Dificuldade que teremos de superar – no Brasileirão e, principalmente, na Copa do Brasil.

Nossa produção ofensiva foi deprimente nos últimos dois meses. Em setembro, jogamos oito vezes e marcamos sete gols. Em outubro, foram nove partidas e os mesmos sete gols. Nas últimas três partidas ficamos em branco. Desempenho pífio para quem desembolsa três fortunas mensais com Vargas, Kleber e Barcos.

Ataque vai ter de funcionar. Foto: Fernando Gomes

Ataque vai precisar funcionar. Foto: Fernando Gomes

Pelos números tricolores, não será tão simples fazer dois gols de vantagem no Atlético-PR. Nos últimos dois meses, só conseguimos três vezes marcar mais de um gol em uma partida (Lusa, Náutico e Gre-Nal). Na Era Renato, vencemos apenas cinco vezes por dois gols de diferença (Náutico, Santos, Cruzeiro, Bahia e Fluminense).

Trago os números e jogos para destacar nosso notório desequilíbrio entre defesa e ataque. Defendemos demais e atacamos de menos. Não sou adepto de times faceiros, prefiro um Grêmio fechado e marcador do que um Grêmio cultuando o futebol bailarino. Contudo, precisamos de gols. Precisamos produzir mais, aproveitar melhor as chances criadas.

Contra o Atlético, tínhamos os desfalques de Kleber, Barcos e Vargas. Fomos ao Paraná atrás do zero a zero. Perdemos. E, quando atacamos, tivemos três chances claras desperdiçadas. Repito, não quero o Grêmio faceiro, mas quero o Grêmio com outra mentalidade, sedento por golsTambém quero o Grêmio mais ligado, trocando menos passes laterais que não levam a lugar nenhum. Quero o Grêmio indo à lina de fundo, batendo de média distância.

Um dos nossos problemas é a troca de passes sem buscar o gol, troca de passes que só pensa em valorizar a posse. Ficamos girando a bola pela intermediária ofensiva, chegamos no bico da grande área e invertemos o lado do jogo. Repetimos o esquema até perder a bola. E o goleiro rival fica assistindo.

O Grêmio precisa concluir mais. Precisa se indignar por não fazer gols. Precisa ter a volúpia ofensiva que Renato tinha como ponteiro. Nossa classificação na Copa do Brasil depende de gols. Nossa posição no G-3 idem.

A primeira oportunidade para colocar uma nova postura ofensiva é domingo, em casa contra o Bahia. É pelo Brasileirão, precisamos de gols para vencer e defender o posto no G-3. Contra o Atlético-PR, é o jogo do ano na Arena. Vamos precisar de pelo menos dois gols. Vamos precisar de mais criatividade, mais subidas dos alas, mais vontade de atacar.

 

>> Quando marcamos dois gols ou mais
Inter 2×2 Grêmio
Náutico 0×2 Grêmio
Grêmio 3×2 Portuguesa
Grêmio 2×0 Santos
Vasco 2×3 Grêmio
Grêmio 3×1 Cruzeiro
Bahia 0×3 Grêmio
Grêmio 2×0 Fluminense
Grêmio 2×1 Botafogo
Grêmio 2×0 Náutico
Grêmio 2×1 Santa Fé
Grêmio 2×0 Caxias
Pelotas 1×3 Grêmio
Grêmio 2×0 Lajeadense
Grêmio 4×1 Caracas
Fluminense 0×3 Grêmio
Grêmio 5×1 São José
Grêmio 5×0 Santa Cruz
Esportivo 0×2 Grêmio

Mais Vargas contra o Corinthians

22 de outubro de 2013 23

Diogo Olivier definiu bem o embate entre Koff e Odone sobre a Arena: “UFC verbal”.  Penso que o fato de não podermos decidir sobre os ingressos nos tira autonomia, dá coro para a história de que a “Arena não é nossa”. Mas concordo que a discussão é mais densa do que isso. É fica difícil avaliar os argumentos de um e de outro, uma vez que o atual e o novo contrato carecem de esclarecimentos para o torcedor.

Por sinal, as ronhas de contratos são corriqueiras na construção das novas arenas. Nas maquetes e projetos elas são magníficas, passaportes para a riqueza. Até que abrem as portas e as falhas começam a pipocar.

A OAS, que já assinou um contrato válido, tem o direito de reclamar o que não recebe. Os gremistas têm o direito de achar que pagam demais, mas precisam reconhecer que o contrato passou no Conselho. Já o clube deveria ter – e não tem – o direito de fazer promoção de ingressos diante de um decisão e num contexto em que o estádio nunca lota.

O ingresso é caro, é fato. No fim, creio que faltou sensibilidade para OAS. Baixando o preço a discussão teria sido evitada. O argumento de buscar sócios é válido, mas não resolve o problema do agora: lotar o estádio e pressionar o Corinthians.

Entrando no que mais interessa, a decisão da vaga na semifinal da Copa do Brasil, volto a apostar em Vargas. O Turboman é nosso diferencial. É do seu arranque, somado ao controle de bola, que pode sair o lance derradeiro da classificação, o lance que abrirá o ferrolho do Corinthians, reconhecidamente a melhor defesa do futebol brasileiro.

Koff adiantou que Vargas seguirá sua caminhada longe do Grêmio em 2014. Portanto, temos de usar e abusar do seu talento. O chileno fez um grande Gre-Nal, pegou moral, encontrou seu melhor posicionamento. Só peço que mantenha o nível de concentração, que entre em campo sedento por gol e classificação.

Ao atuar atrás de Barcos e Kleber, Vargas tem condições de ser o homem surpresa, assim como foi no gol do Gre-Nal. Por ser mais rápido e melhor tecnicamente, o chileno pode fazer melhor do que o cruzeirense Ricardo Goulart, um dos destaques dos mineiros.

Goulart arranca, joga a bola para a lateral e dispara em direção à área. Quando a bola é centrada, aparece como homem surpresa e faz gols. Vargas fez isso contra Inter e São Paulo, marcou dois gols. Vargas precisa continuar acelerando. Se foi bem no Gre-Nal, que vá melhor ainda contra o Corinthians.

Quero que o chileno deixe saudades, de preferência com título. Acelera, Turboman. Os gremistas estão contigo.

Continuamos a procurar o rival de binóculo

20 de outubro de 2013 24

Continuamos mirando nosso rival de binóculo. Por pouco, muito pouco, não tivemos de comprar um telescópio para avistar o Inter na tabela do Brasileirão.

Souza fez o improvável diante do arco vazio do Centenário. Deixamos de matar, de ganhar o clássico. Contudo, o 2 a 2 do Gre-Nal 398 ficou bom para o Grêmio.

Vargas deixou seu gol. FOTO: Bruno Alencastro

Vargas deixou seu gol no Gre-Nal. FOTO: Bruno Alencastro

Fora de casa, mantivemos a vice-liderança do campeonato, somamos ponto estratégico para busca da vaga direta na Libertadores. E mostramos poder de reação, fator que será vital nas decisões que se avizinham.

Quando vi o Willians abrir o placar no primeiro chute da tarde, ameacei guardar o binóculo. Mas o visionário Jackson fez o favor de transformar uma canelada em gol contra.

No segundo tempo, o Turboman acelerou. Apostei em Vargas e apostei certo. A velocidade do chileno, entrando de surpresa na área, morreu na rede. Caixa, gol.

Vargas precisa usar mais sua potência. Quando dispara, é um desespero segurá-lo. Que o diga a zaga colorada.

A virada transpareceu como somos mais organizados, mais sólidos. Pena que não matamos o clássico. A primeira tentativa de Souza passou trincando a trave. A segunda, no lance derradeiro, sem goleiro, ficou na rede, mas do lado de fora. Inacreditável. Entre os dois lances, o gol de empate vermelho.

D’Alessandro cobrou o pênalti, conquistado num revesgueio da defesa gremista. Batida seca, no canto. Na comemoração, o argentino simulou que usava um binóculo. Tentou encontrar o Grêmio, lá adiante, na tabela de classificação.

Creio que não conseguiu. Tem gente demais na frente.

O Gre-Nal do Turboman

20 de outubro de 2013 6

Eduardo “Turboman” Vargas. A turbina-humana que fará a diferença no Gre-Nal. De volta da seleção, o chileno é nosso grande reforço para o clássico.

Acelera, Vargas! FOTO: Ricardo Duarte

Acelera, Vargas! FOTO: Ricardo Duarte

Em Caxias do Sul, nos dois lados da rivalidade não haverá outro jogador capaz de aliar técnica e velocidade como este gringo com pinta de rockstar. Combinação que pode ser – e espero que seja – letal.

É um atentado à lógica abrir mão de um jogador de nível internacional como Vargas. Apesar de dúvidas sobre dois ou três zagueiros, não há muito a ponderar. Turboman joga, acelera para cima dos senhores da zaga colorada. De preferência, acelera solto, um pouco atrás de Barcos e Kleber, função próxima da que exerce com sucesso na seleção chilena.

Vargas é o raro sopro de velocidade de um Grêmio que se defende bem e ataca aos trancos. Suas arrancadas são capazes de abrir qualquer ferrolho, um contragolpe bem puxado termina no gol. Quando o chileno está ligado, é um desespero marcá-lo.

É verdade que Vargas, até o momento, não justificou o investimento. Custou caro, ganha sua pequena fortuna a cada 30 dias, porém marcou apenas sete gols. Mas Vargas tem talento, sabe jogar. Basta querer.

Displicência, lesões e convocações para seleção integram a equação que justifica o desempenho abaixo do esperado. Portanto, chegou a hora do chileno fazer a diferença, de justificar o investimento. Em especial, porque dificilmente ficará para a próxima temporada.

Vargas tem mais sete semanas para grifar seu nome nos corações gremistas. A primeira oportunidade é o clássico. Quero um Vargas aceso, concentrado, sedento por gol e vitória.

Quero ver Turboman atropelar os rivais da beira do Guaíba.

O dilema dos gringos

18 de outubro de 2013 14

O excesso de estrangeiros no elenco obrigará Renato a deixar um dos quatro gringos de fora do Gre-Nal. Barcos, Riveros, Maxi Rodríguez e Vargas. Um vai sobrar. Escolha difícil.

Barcos é capitão, homem de confiança do técnico. Vai jogar. Vargas volta da seleção do Chile, tecnicamente é o melhor jogador do elenco. Também vai jogar. A dúvida está entre o volante paraguaio Riveros e o meia uruguaio Maxi Rodríguez. Eu escolheria Maxi.

Riveros se recupera de lesão muscular, carece de ritmo. Caso não esteja 100%, é melhor preservá-lo. Em meados de outubro, uma lesão mais séria tiraria o gringo do restante da temporada.

Se Renato mantiver três volantes, pode usar Adriano-Souza-Ramiro. Sobra um possível espaço no meio-campo para a assistência de Maxi ou para velocidade de Vargas.

Prefiro o Grêmio com dois zagueiros, três volantes e Vargas flutuando. Quando atuou assim, teve seu melhor momento no clube. Maxi pode até ficar no banco, mas vira uma melhor opção de segundo tempo para qualificar o passe.

O Grêmio se defende bem, ataca com dificuldade. Usar a força estrangeira do elenco para atacar é prioridade no clássico. Uma vitória nos deixa bem perto da Libertadores, nos enche de moral para os confrontos decisivos do fim da temporada.